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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Convenção Batista desliga igrejas que ordenaram mulheres como pastoras, nos EUA



A igreja de Rick Warren, a Saddleback Church, segunda maior igreja batista do sul dos Estados Unidos, foi uma das que foram desligadas.


Convenção Batista do Sul (SBC, sigla em inglês) decidiu cortar os laços com a Saddleback Church, uma das maiores igrejas dos Estados Unidos, e outras quatro igrejas por causa de sua decisão de elevar mulheres ao cargo de pastor.

O Comitê Executivo da SBC aprovou uma recomendação do Comitê de Credenciais da SBC, na semana passada, para rotular as cinco igrejas como "em não cooperação amigável com a Convenção Batista do Sul" sobre sua decisão de permitir que mulheres ocupem o cargo de pastor.

Junto com Saddleback, outras igrejas que foram desassociadas por terem pastoras incluem: New Faith Mission Ministry em Griffin, Georgia, St. Timothy’s Christian Baptist Church em Baltimore, Maryland, Calvary Baptist Church em Jackson, Mississippi, e Fern Creek Baptist Church em Louisville, Kentucky.

As igrejas poderão recorrer de sua expulsão na Reunião Anual da SBC, que está programada para ocorrer em Nova Orleans, Louisiana, de 13 a 14 de junho.

O presidente do Comitê Executivo da SBC, Jared Wellman, disse em um comunicado à Baptist Press que as desfiliações ocorreram porque “as igrejas continuam a ter uma mulher atuando no cargo de pastor”.

"Conforme declarado no Artigo VI da Fé Batista e da Mensagem, a SBC mantém a crença de que o ofício de pastor é limitado a homens qualificados pelas Escrituras", afirmou Wellman. "Essas igrejas têm sido valorizadas, são igrejas cooperantes por muitos anos, e essa decisão não foi tomada levianamente. No entanto, continuamos comprometidos em defender as convicções teológicas da SBC e manter a unidade entre suas igrejas cooperantes".

Lançada em 1980 pelo pastor e autor de best-sellers Rick Warren na Califórnia, a Saddleback Church cresceu e se tornou a segunda maior igreja batista do sul dos Estados Unidos, plantando inúmeras igrejas nos Estados Unidos e quatro campi no exterior.

Antes de Warren se aposentar no ano passado, ele escolheu a dedo seu sucessor para chefiar a igreja, o pastor Andy Wood e sua esposa, Stacie Wood, que é identificada como pastora professora em Saddleback.

Andy Wood disse à Baptist Press em outubro passado que "estamos comprometidos a permanecer em comunhão e unidos com outras igrejas da SBC, mesmo quando discordamos".

"A Saddleback Church tem um forte compromisso com a autoridade e inerrância da Bíblia. Acreditamos que essa abordagem é bíblica e está alinhada com os ensinamentos do Novo Testamento também", disse Wood na época.

Saddleback gerou polêmica em maio de 2021, quando ordenou três mulheres – Liz Puffer, Cynthia Petty e Katie Edwards – para serem pastoras. A mudança colocou a megaigreja em desacordo com a Fé e Mensagem Batista de 2000, as regras autorizadas da igreja para a SBC, que restringe o ofício de pastor aos homens.

De acordo com um porta-voz da SBC, a decisão de desassociar Saddleback Church foi porque a esposa do pastor Andy Wood, Stacie Wood, uma pastora docente, também estava atuando no cargo de pastor. A questão específica da ordenação de mulheres ainda está sendo revista.

Fonte: Folha Gospel

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Bispo Manoel Ferreira consagra a primeira pastora presidente da AD Madureira


Na noite desta quarta-feira (25), o bispo primaz Manoel Ferreira consagrou a primeira pastora presidente de campo da história da Igreja Assembleia de Deus Madureira.

A cerimônia aconteceu na 48º Assembleia Geral Extraordinária (AGE), na Convenção Nacional das Assembleias de Deus Madureira (CONAMAD), que iniciou no dia 25 e se encerra neste sábado (28).

A pastora Cida Moura ocupará o lugar de seu esposo, pastor Walter José Gimenez, 48 anos, que faleceu no dia 20 de abril, vítima de infarto. Ele era presidente da sede da AD em Rio Branco, no Acre.

Ela está recebendo a unção de pastora presidente da sede de um estado. A mulher não foi chamada só pra cozinhar não”, disse o bispo. “A mulher Deus fez como nossa ajudadora, completou.

A mulher não nasceu só pra lavar e ser escrava de homem, ela nasceu para governar”, continuou Ferreira.

A Assembleia de Deus ministério de Madureira tem atualmente cerca de 30 mil missionárias consagradas. A primeira mulher a ser ungida como pastora foi a cantora gospel Cassiane, no ano de 2015. 

Fonte: Mídia Cuiabá

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Igreja Presbiteriana não pode proibir mulheres de pregar, decide Justiça

A juíza Thaíssa de Moura Guimarães, da 20ª Vara cível de Brasília, anulou a decisão da Igreja Presbiteriana do Lago Sul, bairro nobre da capital federal, que proibia mulheres de pregarem ou falarem no púlpito do templo, restringindo o direito à palavra aos homens.

A magistrada também tornou sem efeito as atas das reuniões que afastaram todo o Conselho da igreja e o pastor Marcelo de Oliveira Morais, por descumprirem a resolução que bania a mulher membro da denominação religiosa de subir ao púlpito e de pregar para os irmãos. Uma norma que foi instituída em 2018.

Desde que assumiu a igreja, o pastor Marcelo promoveu uma série de atividades de inserção feminina na congregação.

No Tribunal Eclesiástico da igreja, para justificar o afastamento do pastor, o diácono Alberto Jaegher de Carvalho citou a história bíblica de Jezabel, princesa fenícia conhecida como uma sacerdotisa dominadora que se autodenominava porta-voz dos deuses.

O alvo da comparação com a personagem bíblica era a esposa do pastor Marcelo. "Ela não estava atuando em nada na igreja. Ela pregava no ministério das mulheres. Agora, estou impedido de exercer meu ministério, recebendo um quarto do que eu recebia antes. Afetaram meu orçamento familiar", afirmou Marcelo ao site Brasília Capital, que revelou o caso

Reunião forjada

Para embasar sua decisão, a magistrada acatou os argumentos dos membros do Conselho afastados. Segundo eles, os líderes de uma outra corrente dentro da igreja forjaram uma reunião que teria decidido o destino deles na entidade. Ou seja, foram substituídos por um novo grupo.

Mas a reunião, segundo os autores da ação, nunca aconteceu. "Para 'oficializar' ou 'legalizar a decisão', o Presbítero Valcides José Rodrigues de Souza e a Comissão Executiva do PRBS fizeram uma ata, de número 410, como se fossem o Conselho da Igreja Presbiteriana do Lago Sul, e tentaram levar a ata para registro em cartório".

O cartório, porém, se recusou a lavrar a ata, argumentando que não havia previsão estatutária no sentido de que o Presbitério Brasília Sul poderia eleger ou destituir os membros administrativos da IPLS. Diante da negativa cartorial, uma nova ata, com a mesma numeração, foi literalmente fabricada para ser aceita no cartório.

"O próximo passo agora é restituir os presbíteros à condição de Conselho e o retorno do pastor Marcelo", disse o advogado de defesa dos membros afastados.

Com informações de Congresso em Foco e Brasília Capital via Folha Gospel

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Igreja Presbiteriana do Brasil confirma proibição de ordenação feminina ao pastorado

Até mesmo pastoras de outras denominações ficam proibidas de pregarem nos púlpitos da IPB

Entre os dias 22 e 28 de julho aconteceu o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), onde os líderes da denominações decidiram diversos assuntos, entre eles a proibição de pregações feitas por mulheres.
Ao que tudo indica, os debates entre os pastores foram acalorados, uns favoráveis e outros contrários ao ordenamento feminino.

O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, chegou a publicar um texto nas redes sociais para esclarecer que não houve nenhum problema entre ele e o reverendo Josafá Vasconcelos, mas apenas possuem posicionamentos diferentes sobre o tema.
Nesse texto, Nicodemus resume o que foi decidido pelo Supremo Concílio, onde vemos que as mulheres só poderão pregar na falta de oficiais do sexo masculino e sempre sob a autoridade do pastor, confirmando decisão anterior já em evidência.
Se para alguns presbiterianos isso é um avanço, para outros tal permissão foi um absurdo. Muitos criticaram nas redes sociais.
Outra decisão sobre o caso é que pastoras e bispas de outras denominações não poderão mais ser convidadas para ministrarem nas igrejas da IPB, o que também já era regra, porem não havia ainda uma decisão explícita do Supremo Concílio, o que foi feito agora.
"É bom lembrar que não havia uma posição do SC sobre esse assunto e que abusos estavam acontecendo no âmbito da denominação, onde igrejas realizavam cultos com pastoras e bispas de igrejas neopentecostais e de outras linhas, e onde mulheres ocupavam regularmente os púlpitos", explicou Nicodemus.
Leia a explicação do reverendo Augustus Nicodemus Lopes:


Com informações: JM Notícia

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Cresce o número de evangélicas que aderem ao feminismo


“Submissão das mulheres não é ordem de Deus. Todas as interpretações que colocam as mulheres nesse papel são tendenciosas e manipuladas”, defende pastora.


Ser feminista e evangélica parece uma ideologia contrária. Mas para recentes grupos de mulheres cristãs isso é possível. Elas estão aderindo ao feminismo e questionando a interpretação bíblica.
A socióloga e feminista Camila Galetti, filha e sobrinha de pastor, observou que as pessoas, de ambos os lados, ainda se incomodam com a associação dos dois mundos. "No ambiente acadêmico eu sou aceita até o momento que digo que não sou ateia. Isso só é esquecido no decorrer da minha militância. Na igreja há o estranhamento, mas também a curiosidade", considerou.
O tema 'mulher' nas igrejas não cresce porque não há espaço para elas tomarem decisões juntamente com as lideranças. "Existe muita resistência em aceitar mulheres ordenadas, mesmo nas congregações que já permitem isso", complementou a teóloga Romi Márcia Bencke, que também é pastora e mestre em ciências da religião.
Márcia acredita que o preconceito não é só na sociedade. "Da mesma forma que somos excluídas da sociedade, também estamos fora das principais rodas da igreja".
De acordo com a mestra em ciências da religião, a submissão e obediência ao homem encontrada na Bíblia sempre foi interpretada de forma equivocada. "Assim como hoje, nos tempos bíblicos também se justificava a submissão das mulheres com o argumento de que era ordem de Deus. Não é. Todas as interpretações que colocam as mulheres nesse papel são tendenciosas e manipuladas", defendeu.
Valéria Vilhena, teóloga e evangélica, disse que a teologia moderna evidencia a criação da narrativa bíblica em contextos e períodos distintos. "A Bíblia não deve ser entendida como a voz de Deus, mas sim como a memória de um povo", contestou.
A teóloga considerou o feminismo como uma forma de luta política e que a Bíblia sempre defendeu essas questões, pelos mais pobres, pelos injustiçados. "Diferenças biológicas não podem justificar injustiças, violências e desigualdades de oportunidades. Tampouco a Bíblia pode ser base para isso".
"São muitos os textos do Evangelho em que Jesus se dirige às mulheres de igual para igual. Muitas exerciam protagonismo no movimento de Jesus, como Maria Madalena", apresentou a pastora Romi.
Para ela, a postura de Jesus em relação às mulheres era de igualdade e não há nenhum tipo de negativa para a participação feminina em seu movimento. "Basta ver a história da crucificação. As únicas que correm o risco de ficar junto à cruz são as mulheres. Também são elas as primeiras testemunhas da ressurreição", encerrou.
Com informações de Metrópoles via Gospel Prime
MEU COMENTÁRIO:
Toda discussão no campo das idéias é bem aceita e vale as discordâncias, agora, falar em igreja cristã e dizer que "A Bíblia não pode ser base para isso" e ainda que "A Bíblia não deve ser entendida como a voz de Deus, mas sim como a memória de um povo", é o fim da picada, coloca o tema em rota de colisão, e encerra toda e qualquer discussão para um cristão, afinal de contas, "a Bíblia Sagrada é a voz de Deus e pode ser base para a discussão de qualquer assunto"
Simples assim...

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A FORÇA DAS PASTORAS NO BRASIL - Ministério Feminino

Pastora Ana Paula Valadão


O papa Francisco voltou a surpreender o mundo na quinta-feira 19, quando, durante longa entrevista, de 29 páginas, publicada no jornal jesuíta italiano “La Civiltà Cattolica”, não se furtou a falar sobre assuntos indigestos para a Igreja Católica, como aborto, gays e o papel das mulheres. “É necessário ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja.

O gênio feminino é necessário nos locais onde se tomam decisões importantes”, afirmou, num discurso que, à primeira vista, pode soar progressista, mas continua tão engessado quanto as colunas da Praça de São Pedro.

Em seu comentário, o pontífice enaltece o gênero, mas o coloca como apêndice dos homens na estrutura da Santa Madre Igreja. Ou seja, nada mudou desde sua visita ao Rio de Janeiro, para a Jornada Mundial da Juventude, há dois meses, quando, na volta para o Vaticano, foi questionado por um jornalista durante o voo, sobre o direito das religiosas. Francisco, assim como fizeram seus antecessores, deixou claro que as mulheres são semelhantes aos homens – mas não iguais; são importantes para o crescimento do catolicismo – mas jamais irão atingir o status de sacerdotes. “Sobre a ordenação das mulheres, a Igreja falou e disse: não! Esta porta está fechada”, sentenciou.

Enquanto a Igreja Católica segue acorrentada a essa tradição milenar, o grupo dos evangélicos, aquele que mais cresce e faz frente aos católicos no País, anda em sintonia com as mudanças em relação ao lugar das mulheres na sociedade. Transformações essas que vêm fazendo com que elas ocupem cada vez mais postos de liderança e atraiam milhares de fiéis para os templos cristãos.

VEJA MATÉRIA COMPLETA COM AS PASTORAS QUE SÃO ÍCONES E GRÁFICO DAS PRINCIPAIS DENOMINAÇÕES:

- Clique em NOTÍCIAS CRISTÃS 




sábado, 12 de janeiro de 2013

CGADB - Brasília 2013 - Tem uma PASTORA na lista de inscritos?

Pastora na CGADB? Foto ilustrativa

 CGADB - Lista de Inscrito da 41a. AGO Brasília-DF

Consultando a lista geral de inscritos da 41a. AGO da CGADB em Brasília-DF, deparei-me com a inscrição de uma "PASTORA" (será mesmo?), conforme facsimile acima.

Na realidade, creio mesmo que deva tratar-se um erro de digitação no ato do registro, todavia até que haja uma correção e ou mudança, fica instituido o exercício da dúvida.

Nada contra as mulheres, afinal elas trabalham e muito, mas como até agora, as mesmas não são consagradas como "pastoras" nas Assembleias de Deus, ou pelo menos oficialmente, não são filiadas na CGADB, creio que vale a descontração.

Em meio a tanta tensão, vamos rir um pouquinho...

   
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