segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

EUA anuncia inauguração de sua embaixada em Jerusalém já em maio de 2018


Uma embaixada provisória será inaugurada nas instalações do consulado americano que já existe no bairro de Arnona, em Jerusalém.

A mudança da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém irá acontecer em maio, conforme um anúncio feito na última sexta-feira (23). A data prevista para a inauguração é no Dia da Independência de Israel , em 14 de maio.
A mudança da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém irá acontecer em maio, conforme um anúncio feito na última sexta-feira (23). A data prevista para a inauguração é no Dia da Independência de Israel, em 14 de maio.
"Estamos empolgados em dar esse passo histórico e aguardamos antecipadamente à abertura em maio", disse a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, sobre a inauguração que irá coincidir com o 70º aniversário de Israel.
A embaixada em Jerusalém será transferida gradualmente para as instalações do consulado americano que já existe no bairro de Arnona. A previsão é que até o final de 2019, um novo anexo da embaixada seja aberto no complexo de Arnona.
O consulado em Jerusalém Oriental continuará servindo os palestinos e, por razões de segurança, o embaixador dos EUA, David Friedman, continuará morando em Herzliya, em Tel Aviv, e irá se mudar para a embaixada deslocada, revelou um funcionário anônimo.
A abertura da embaixada dos EUA em maio irá acontecer mais cedo do que o previsto — o vice-presidente do país, Mike Pence, disse ao Parlamento de Israel no último mês que a mudança ocorreria até o final de 2019.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, saudou o anúncio dos EUA e considerou a última sexta-feira como "um excelente dia para o povo de Israel".
O presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu Jerusalém como capital de Israel em dezembro do ano passado, provocando a fúria dos aliados árabes em Washington e dos palestinos que proclamam a parte leste da cidade como sua capital.
Com o reconhecimento dos EUA, que nunca foi feito por nenhum outro país, surgiram conflitos entre a nação americana e a União Europeia em relação aos esforços de paz no Oriente Médio.
Os palestinos reagiram com raiva à notícia da inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém. "Este é um passo inaceitável. Qualquer movimento unilateral não dará legitimidade a ninguém e será um obstáculo para qualquer esforço de criar a paz na região", disse Nabil Abu Rdainah, porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas.
O status de Jerusalém, que abriga locais sagrados para muçulmanos, judeus e cristãos, tem sido um dos problemas mais espinhosos dos esforços de paz do Oriente Médio.
Em discurso na sexta-feira durante uma reunião entre conservadores em Washington, Trump falou sobre sua decisão, esclarecendo que sofreu uma enorme pressão para fazer a mudança.
"Eu dei minha palavra de que iria fazer isso. Eu fui atingido por mais países e mais pressão e mais pessoas ligando, me implorando: 'Não faça isso. Não faça isso. Não faça isso'", disse Trump. "Eu disse que temos que fazer isso. É a coisa certa a fazer. É o que é certo, temos que fazer. E eu fiz isso".
Protestos contra a posição de Trump sobre Jerusalém foram iniciados em Gaza e na Cisjordânia na sexta-feira. Funcionários oficiais da Palestina disseram que pelo menos 20 palestinos, a maioria deles em Gaza, foram mortos em manifestações contra a decisão de Trump desde seu anúncio, em 6 de dezembro.

Fonte: Guiame via Gospel Geral

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