segunda-feira, 4 de junho de 2018

Igreja Metodista realiza jantar para muçulmanos durante o Ramadã e pastor justifica: “Jesus partia o pão”

A Igreja Metodista Unida dos Estados Unidos vem adotando uma postura progressista nos últimos anos, e com isso, o politicamente correto se estabeleceu como principal característica da denominação e também como fonte de críticas por um suposto desvio de propósito. A polêmica mais recente envolvendo a instituição está ligada a um evento inter-religioso com o islamismo.
A Igreja da Ressurreição de Leawood, no estado do Kansas – considerada a maior congregação da Igreja Metodista Unida nos Estados Unidos, organizou um jantar com a comunidade muçulmana local como parte da celebração do Ramadã. Nessa época do ano, os seguidores de Maomé jejuam durante o dia e só se alimentam à noite.
A denominação, liderada pelo reverendo Adam Hamilton, recebeu o jantar iftar, como é chamada a refeição que os muçulmanos fazem após o pôr do sol durante o Ramadã. O evento, realizado em 22 de maio, repercutiu entre os cristãos do país.
Em entrevista concedida ao portal The Christian Post, Hamilton explicou que sua igreja decidiu realizar o evento como forma de "dissipar o medo" e "demonstrar o amor de Cristo" aos muçulmanos. "Estamos tentando encontrar maneiras de construir pontes com a comunidade muçulmana em Kansas City e demonstrar o amor de Cristo para eles", disse o pastor.
"Há uma organização aqui em Kansas City que [nos abordou] dizendo se haveria 'algum interesse que todos vocês tivessem um jantar iftar' com eles. Nós conversamos sobre isso no ano passado e dissemos: 'vamos fazer isso'", contou o pastor, que este ano recebeu cerca de 40 muçulmanos.
Ao todo, cerca de 320 pessoas participaram do evento, que além do jantar, contou com as observações iniciais de Hamilton e de um representante muçulmano do grupo inter-religioso do Instituto de Diálogo da capital do estado.
Hamilton explicou que cada mesa tinha cerca de seis a oito pessoas, incluindo membros da Igreja da Ressurreição e ao menos um ou dois muçulmanos. A partir daí, os dois grupos se engajaram em conversas sobre diversos temas, incluindo como o Ramadã é celebrado. "No final, acho que foi uma chance para os muçulmanos conhecerem quem somos: uma congregação de pessoas que tentam demonstrar o amor de Cristo", justificou o pastor.
"Tivemos uma chance, nosso povo aproveitou a oportunidade de ouvir as histórias de outras pessoas e ouvir o que eles [muçulmanos] experimentaram em seu jejum e por que isso é importante para eles", acrescentou.
O evento de jantar inter-religioso da igreja aconteceu num momento em que há uma certa animosidade na sociedade americana em relação aos muçulmanos, em especial aos imigrantes, por conta de atentados terroristas recentes.
O portal Christian Post destacou que alguns cristãos "expressaram preocupação com as igrejas, especialmente as principais denominações protestantes, realizando eventos para a comunidade islâmica por temerem que estejam comprometendo o Evangelho ou estejam alheios ao extremismo".
Para o pastor Hamilton, nada disso o preocupa: "Jesus partia o pão com pessoas com quem discordava. Muito do ministério de Jesus, foi com os pecadores e coletores de impostos, ou com os fariseus. Se vamos dissipar o medo, será partindo o pão com as pessoas", propôs.
Fonte: Gospel+

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