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quinta-feira, 3 de julho de 2025

Novo documentário da Netflix mostra como fé e política se misturam no Brasil




O filme tem estreia marcada para 3 de julho nos cinemas de São Paulo e Rio de Janeiro, chegando ao catálogo mundial da plataforma em 14 de julho.



O novo documentário Apocalipse nos Trópicos, da cineasta Petra Costa, estreia hoje, quinta-feira (3/7), nos cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro. A partir do dia 14 de julho, o filme também poderá ser assistido no catálogo da Netflix. A obra dá continuidade ao trabalho iniciado em Democracia em Vertigem, longa indicado ao Oscar, e desta vez aborda a crescente presença da religião evangélica na política brasileira — um fenômeno que tem influenciado diretamente os rumos do poder no país.

Segundo dados do IBGE, 26,9% da população brasileira se identifica como evangélica. O número é ainda mais expressivo entre as faixas etárias mais jovens: 31,6% das crianças entre 10 e 14 anos se declaram evangélicas. Com esse pano de fundo, Petra Costa e a produtora Alessandra Orofino decidiram explorar, através do documentário, como a fé tem sido usada estrategicamente por lideranças políticas. Para isso, entrevistaram figuras como Silas Malafaia, Jair Bolsonaro e Lula, em um retrato da "instrumentalização religiosa na vida pública".

Uma das sequências iniciais do longa mostra um registro inédito captado durante as gravações de Democracia em Vertigem, no qual o ex-deputado Cabo Daciolo realiza uma pregação no plenário do Congresso e entrega uma bíblia à diretora. A partir desse e de outros materiais que não foram incluídos no filme anterior, surgiu o desejo de aprofundar a investigação sobre a bancada evangélica e sua atuação no cenário político nacional.

"O que mais saltava aos olhos era a presença evangélica nas comunidades, oferecendo apoio espiritual, médico e psicológico", afirma Petra, refletindo sobre o impacto das igrejas durante a pandemia de Covid-19.

Foi esse cenário que inspirou o título Apocalipse nos Trópicos, referindo-se ao discurso religioso de fim dos tempos que ganhou força entre líderes e fiéis. Ao analisar o conteúdo filmado, Petra notou também a disseminação de ideias negacionistas durante a crise sanitária. "Alguns pastores diziam que Jesus curava a Covid", relata a diretora.

Fé e política

O pastor Silas Malafaia, que conta com mais de 4 milhões de seguidores nas redes sociais, ocupa um papel de destaque na narrativa do documentário. A diretora acompanhou de perto sua atuação e proximidade com o então presidente Jair Bolsonaro, que recebia visitas frequentes do líder religioso.

A produção, no entanto, não se restringiu a personagens da direita evangélica. Durante o processo de pesquisa, foram ouvidas diferentes vozes dentro do universo evangélico, com diversas posições ideológicas. "Saíram quase todos com uma revolta em relação à manipulação da fé para fins políticos", afirma Petra.

Para Alessandra Orofino, o objetivo do documentário é provocar uma reflexão — inclusive entre o próprio público evangélico. "Essa pessoa que tem fé, que eventualmente é evangélica, a gente espera que ela assista o filme. Que esse filme seja o início de uma reflexão, e não o fim de uma reflexão, que ele desperte uma conversa pública sobre esse assunto", explica.

As gravações também enfrentaram obstáculos. Em 8 de janeiro de 2023, durante os ataques às sedes dos Três Poderes, um manifestante engoliu um cartão de memória usado pela equipe de filmagem. Em outro episódio, durante o ato de 7 de setembro de 2021 convocado por Bolsonaro na Avenida Paulista, integrantes da equipe foram agredidos por apoiadores.

"Chegou num nível de intolerância muito grande", diz Petra.

Apesar disso, a diretora destacou que algumas das lideranças religiosas e políticas retratadas no longa foram receptivas com a produção — algo que, para ela, contrasta com o discurso muitas vezes inflamado transmitido aos fiéis.

Futuro

Quando questionada sobre os possíveis desdobramentos políticos e sociais do cenário retratado, Alessandra Orofino responde com cautela: "Não somos profetas", comenta com leveza. Ainda assim, ela deixa claro que o crescimento do número de evangélicos não é, por si só, motivo de alarme. O problema, segundo a produtora, é quando a fé vira ferramenta de dominação.

"Isso representa não só uma ameaça à própria fé, que pode ser facilmente manipulada e corrompida pelo poder político, mas representa uma ameaça à democracia", conclui.

Fonte: Metrópoles

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Documentário da Netflix afirma que Deus criou a diversidade

O documentário Pray Away, segundo Janet Boynes, “é uma blasfêmia contra o Espírito Santo e está longe de ser bíblico, e eles sabem disso”, comentou a fundadora do Janet Boynes Ministries em Maple Grove. Ela é autora de três livros que oferecem uma mensagem de esperança à comunidade homossexual.

Os artigos de Janet, uma ex-lésbica, já foram capas de revistas e sua história é reconhecida como “uma prova do amor de Deus”, como ela descreve.

O resultado final é que Julie Rogers, Randy Thomas, Michael Busse e John Paulk [ex-líderes da Exodus International] não lidaram com as questões que os atraíram para a vida e identidade homossexual”, afirmou Janet ao se referir aos personagens principais do documentário.

Os produtores do filme não estão compartilhando toda a verdade sobre esse tipo de ministério”, ela denunciou. “As tentações vêm de nossos próprios desejos, que nos atraem e nos arrastam”, citou Tiago 1.14.

Janet também critica o título do documentário da Netflix — Pray Away. “O objetivo desse título é enganar e corromper a mente de muitos que buscam se libertar do pecado. Qualquer ministério que alcança aqueles que vivem um estilo de vida gay envolve mais do que apenas ‘orar para afastar o gay’. Sim, somos chamados a orar, mas também somos chamados a nos arrepender e a andar em santidade”, destacou.

Fui capaz de me afastar do lesbianismo

A escritora acredita que orar a Deus também envolve “a busca por disciplina e o caminhar na justiça”. Citando Efésios 6, ela lembra que os cristãos são convidados a “vestir toda a armadura de Deus”. 

Isso é tão importante hoje num mundo onde o pecado da carne é celebrado de maneiras que fariam até mesmo o próprio diabo corar. A homossexualidade é um pecado da carne, e para abandonar esse estilo de vida, é preciso estar preparado para usar as ferramentas que Deus nos deu para lutar contra a carne”, enfatizou.

Em meu próprio afastamento do estilo de vida gay, tive que primeiro me arrepender de meus pecados e pedir a Jesus Cristo que entrasse em meu coração. Passo a passo, com ajuda da minha igreja local e apoio de pessoas queridas, fui capaz de me afastar do lesbianismo”, reconheceu.

Estou feliz por dizer, hoje, que fui liberta pelo sangue de Jesus Cristo e continuarei livre pelo poder do Espírito Santo operando em mim. Esta é a verdade do ministério que pregamos”, continuou.

Quando aceitamos Jesus Cristo em nosso coração, nascemos de novo por meio Dele. Nós nos tornamos uma nova criação; portanto, devemos nos afastar de tudo que nos mantém em cativeiro”, prosseguiu.

Janet ainda frisa que fomos chamados para uma vida de liberdade. “Mas não devemos usar essa liberdade como desculpa para fazer o que queremos. A nossa liberdade deve ser usada para servir aos outros em amor. É assim que a liberdade cresce”, exemplificou.

Sobre o fechamento do Exodus Internacional

Randy Thomas e Alan Chambers escolheram fechar as portas da Exodus International e se tornarem apóstatas da fé cristã. Isso não significa que outros se afastarão e seguirão sua apostasia”, disse Janet.

Estou cansada de ver os fracassados ​​ex-líderes da Êxodus atacando aqueles que optaram por servir fielmente ao Senhor”, reclamou.

Eles já causaram danos suficientes mentindo para as pessoas para justificar seu desejo de continuar a viver como gays ou lésbicas. Eles amam o pecado mais do que amam a Deus”, disse. “São hipócritas e estão arrastando os vulneráveis ​​para suas trevas”, acrescentou.

Tenho novidades para eles: vamos enfrentar o bullying e a perseguição e vamos nos recusar a ser silenciados por eles ou pelo exército das trevas ao qual se juntaram”, disparou.

Aqueles de nós que abandonaram o estilo de vida homossexual tornaram-se embaixadores de Jesus Cristo. Temos orgulho de servir ao Cordeiro de Deus que foi morto por nossos pecados. Estamos felizes em fazer as boas obras que Deus destinou para nós”, destacou.

Nenhum documentário da Netflix nos silenciará

Janet fez questão de mencionar que nada impedirá aqueles que foram chamados por Deus para pregar a liberdade. “Nenhum documentário da Netflix nos silenciará”, garantiu.

Nenhuma zombaria ou acusação contra os seguidores de Jesus Cristo nos impedirá de andar no poder de Deus sobre o pecado. Pagaremos o preço, mas vamos seguir nosso caminho para ensinar e pregar aos perdidos. Estamos totalmente interessados ​​em Jesus e na liberdade que Ele oferece”, disse.

Continuaremos a evangelizar e a fazer discípulos de todas as nações como Jesus ordenou. Onde Ele liderar, nós o seguiremos. Ele nos libertou e nos capacitou para libertar outros, e por isso damos a Ele toda a glória, honra e louvor”, finalizou.


Fonte: Guia-me com informações de Charisma News via Folha Gospel

sábado, 16 de janeiro de 2021

Flordelis terá história contada em documentário feito por produtora dos EUA

Segundo o jornal 'Extra' a ideia é trazer uma narrativa sobre o caso Flordelis parecida com a do seriado American Crime Story

A deputada Flordelis dos Santos, investigada pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, irá ganhar um novo documentário.

Segundo o jornal ‘Extra’, desta vez a história será contada pela ótica de produtores norte-americanos. Em 2008, a pastora teve sua história de vida contada por atores globais.

A publicação afirma que a ideia é trazer uma narrativa parecida com a do seriado American Crime Story, de Ryan Murphy, que teve duas temporadas e já contou a história de O.J. Simpson, estrela do futebol americano, que foi acusado de matar a esposa, e do assassinato de Gianni Versace, temporada premiada com Emmy, Golden Globe e SAG Awards.

A deputada e pastora já deu início as gravações, e conforme o jornal ‘Extra’, os vídeos de Flordelis já começaram a ganhar legenda em inglês.

Em um vídeo mais recente divulgado nas redes sociais da cantora, ela chora ao falar sobre o usos da tornozeleira eletrônica e pede ajuda de alguma ONG estrangeira. A ideia de Flordelis é que o caso chegue até a socialite Kim Kardashian.

    sábado, 7 de dezembro de 2019

    Banda Resgate lança documentário sobre os 30 anos do grupo

    "É só isso aqui", é o título do documentário que conta a história dos 30 anos da Banda Resgate.
    Um longa metragem dirigido por Rodrigo Cabral que teve sua pré-estreia no dia 04 de dezembro às 19h, no Cine Belas Artes, e terá outra no dia 14 de dezembro às 10 da manhã no Museu da Imagem e do Som.
    As exibições do documentário foram organizadas para convidados. Estiveram presentes os produtores, distribuidores de conteúdo, imprensa, familiares e amigos, porém alguns lugares restantes estão à disposição para compra através da plataforma de vendas, Sympla (clique aqui para comprar).
    O documentário conta com o depoimento dos próprios integrantes da banda, de seus familiares e de muitos personagens que fizeram parte dos 30 anos, como os produtores Rick Bonadio, Paulo Anhaia, Dudu Borges e Edson Guidetti, e está repleto de imagens de arquivo, fotos e vídeos inéditos de gravações antigas recuperadas para o documentário.

    "Nos preocupamos em contar nossa história de forma simples e sincera como somos. Acho que conseguimos. O trabalho do Rodrigo foi sensacional nesses dois anos e meio de trabalho. Esperamos que todos que curtem a banda e a tem acompanhado nesses 30 anos, sintam-se parte de tudo isso." Diz Zé Bruno.
    Os produtores trabalham para que o filme possa estar em canais e plataformas de conteúdo em 2020.
    A banda segue no projeto de 30 músicas inéditas para comemorar 30 anos de estrada, lançando a cada mês 3 novas músicas nas plataformas digitais.
    Confira as 3 músicas do mês de dezembro e todas as outras no canal da Banda Resgate no YouTube.
    Fonte: Folha Gospel

    quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

    “As Escrituras são muito claras: casamento gay não é uma opção”, diz teólogo homossexual assumido

    Um pequeno documentário sobre a homossexualidade no meio cristão proporcionou a um teólogo assumidamente gay a oportunidade de falar de forma mais enfática sobre o tema, sem as amarras da militância LGBT e com profunda sinceridade e respeito à Bíblia Sagrada.
    Um dos entrevistados no documentário, produzido pela BBC, foi David Bennett, um acadêmico de Oxford que se identifica como gay e afirma abertamente que se comprometeu com o celibato vitalício.

    Com um Ph.D. em teologia na Universidade de Oxford, ele é membro do Centro Oxford para Apologética Cristã (OCCA), e discursou no fórum de treinamento de jovens apologéticos da OCCA, "Reboot", explicando mais sobre sua jornada para a fé em Cristo.
    "Se eu não conhecesse Deus e Jesus, eu diria 'não, eu não quero ser celibatário'. Mas as Escrituras são realmente claras para mim que o casamento gay não é uma opção", afirmou Bennett. "Eu tive que desistir disso", continuou ele.
    "Foi muito difícil quando me tornei cristão, porque muitos dos meus amigos LGBT não entenderam. Foi um caminho muito difícil, mas também tem sido incrivelmente alegre e glorioso", acrescentou em sua palestra.
    A entrevista concedida à BBC foi logo após o evento da OCCA, quando uma repórter o questionou sobre como é seu comportamento sexual ou a falta dele: "Vamos ser claros sobre o celibato, então, sem sexo?", ela perguntou.
    "Sim, sem sexo", ele respondeu.
    "Sem beijos?", ela insistiu, demonstrando perplexidade com a resposta.
    "Bem, o problema é que eles estão todos ligados. Se eu beijar alguém, haverá desejo sexual envolvido", explicou o teólogo celibatário.
    O repórter então sugeriu que as escolhas pessoais ousadas de Bennett certamente resultariam na falta de uma experiência de vida: "Você não acha que vai perder?", perguntou ela.
    A resposta de Bennett para isso foi franca e profunda: "Não. É o que eu quero que as pessoas entendam – que Deus é real. Quando fui salvo naquele pub quando tinha 19 anos, conheci um Deus real, uma presença viva no meu corpo que me dá intimidade. Então, eu não preciso fazer sexo", afirmou, pacientemente.
    "O problema com a nossa sociedade é que pensamos que sexo é intimidade, mas isso não é verdade. Pode ser, mas apenas no contexto certo", aprofundou-se, fazendo referência ao casamento bíblico.
    A essa altura a repórter da BBC o interrompeu, sugerindo que as crenças de Bennett – que envolvem "negar a si mesmo" e por isso estão claramente de acordo com a Bíblia – podem ser "perigosas".
    "Eu acho que é um mal-entendido fundamental. Estou dizendo que me apaixonei por Cristo, o Deus vivo encarnado, e Ele está me satisfazendo. Eu diria que você está me lendo de uma maneira que é realmente sobre sua própria percepção", rebateu David Bennett, concluindo seu raciocínio.

    Fonte: Gospel+
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