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quinta-feira, 11 de julho de 2024

“Narcomilícia evangélica”: teólogo diz que não dá para ser bandido e cristão



Gutierres Fernandes destaca que líderes e membros de comunidades evangélicas devem se posicionar e dizer com clareza que não há compatibilidade entre crime e fé



O jornalista e teólogo Gutierres Fernandes Siqueira, autor do livro "Quem tem medo dos evangélicos? Religião e democracia no Brasil de hoje", defende que líderes e membros de comunidades evangélicas devem se posicionar e afirmar com clareza que não existe compatibilidade entre crime e fé, pois não é possível ser cristão e ser bandido ao mesmo tempo, ou impor violência nas comunidades – inclusive a outros cultos religiosos – e se dizer servo do Senhor.

Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém, em São Paulo (SP), Gutierres Siqueira comenta que a ligação entre traficantes e religião é uma questão cultural da América Latina mas que, no Brasil, existe preconceito contra evangélicos, que são alvo de generalizações – o que contribui para o surgimento de termos como "narcomilícias evangélicas", dito recentemente pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em entrevista exclusiva a Comunhão, Gutierres Siqueira admitiu a relação entre alguns traficantes do Rio de Janeiro e igrejas evangélicas e apontou os perigos dessa situação. Confira a seguir.

Comunhão As estimativas indicam que, daqui a alguns anos, os evangélicos serão maioria no país. Quais serão os principais reflexos disso para o Brasil?

É difícil falar como será exatamente o Brasil evangélico, ou de maioria evangélica, algo que deve começar a partir da década de 2030, mas eu apostaria que a tendência, depois disso, é um platô, é um crescimento baixíssimo ou até uma estagnação. E que a gente ficará com uma composição bem clara no Brasil, de pessoas sem religião – um número grande –, uma quantidade grande ainda de católicos e um grande número de evangélicos, sendo maioria. O Brasil vai continuar sendo um país de cultura católica, porque a formação dos últimos 500 anos foi católica. Isso não vai se desfazer de uma hora para outra. Esse processo levará muito tempo ainda. O Brasil evangélico tende, sim, a inserir alguns valores cristãos na sociedade, como já vem inserindo. Um exemplo disso é a visão empreendedora que os evangélicos têm e que até se reflete na economia. Apesar disso, a alma nacional não vai se tornar evangélica, pelo menos não ainda. Isso vai requerer um longo processo.

Hoje, na sua opinião, quais são as principais percepções errôneas em relação aos evangélicos?

Eu creio que o principal erro de percepção da elite cultural brasileira é ler os evangélicos apenas como um grupo político. Embora a política esteja permeando boa parte do discurso público dos evangélicos, o que move o crescimento da igreja evangélica, isso nas últimas décadas, é uma percepção de que ela oferece uma mensagem de conforto e apoio espiritual. As pessoas não estão indo à igreja por causa de política. Pelo contrário, a política pode até eventualmente afastá-las. As pessoas estão buscando o Evangelho como um meio de conforto que elas não encontram em outros lugares.

Por que ainda há tanto preconceito contra os evangélicos, mesmo em um cenário de grande ascensão?

O preconceito sempre nasce do desconhecido. A elite cultural brasileira ainda nutre preconceito contra os evangélicos porque no seu ciclo social não há muitos evangélicos. Eles não os conhecem. Os evangélicos não são parte do grupo de amigos, de parentes, de professores, de pessoas que frequentam os mesmos restaurantes que eles. São pessoas que não são do seu convívio social, só têm aquela relação burocrática. Não é uma relação de amizade, não é uma relação de integração. Por isso, eu posso falar que são dois mundos completamente diferentes, ainda que habitem lado a lado.

Deve-se a esse preconceito, na sua opinião, a questão levantada recentemente pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, sobre as narcomilícias evangélicas?

Eu acho que a fala do ministro Gilmar Mendes foi descuidada, generalizante. Ele colocou ali um problema bem localizado do Rio de Janeiro de uma forma que parece ser um problema maior do que ele desenhou. A narcomilícia, de fato, é um problema, e as igrejas deveriam protestar contra isso, mas não é um problema necessariamente religioso. É um problema da situação da segurança do Rio de Janeiro, em que diversos grupos vão se formando em torno da violência e vão buscando a sua própria identidade. É bom lembrar que, no Rio de Janeiro, há milícias e tráfico de drogas há muitos anos. São ligados a grupos como jogo de bicho, escolas de samba e outras organizações sociais. Então, não é um problema necessariamente religioso. É um problema da organização social da cidade do Rio de Janeiro.

Quais são os principais problemas em relação a essa nomenclatura/classificação? Por que é uma fala preconceituosa e injusta?

Eu tenho dificuldade com o termo narcomilícia evangélica, ou traficantes evangélicos, porque "traficante religioso" é algo muito cultural, é da cultura latina. Vemos na mídia traficantes mexicanos que veneram santos, traficantes colombianos que se dizem católicos fervorosos. A máfia italiana até ajudava a construir igrejas. Antigamente, no caso do Brasil mesmo, no Rio de Janeiro, a ligação maior dos traficantes era com o candomblé, com as religiões de matriz africana, onde eles iam buscar proteção, o "fechamento do corpo". Agora, eles estão buscando isso nas igrejas evangélicas, mas a ideia supersticiosa é exatamente a mesma. Então, isso é um problema, acima de tudo, cultural.

Quais os riscos dessa associação entre o tráfico e a religião evangélica no Rio de Janeiro? 

É claro que existem, sim, alguns traficantes que usam a linguagem evangélica, especialmente no Complexo de Israel, no Rio de Janeiro, o que é extremamente perigoso, porque usam, inclusive, o discurso de visões, sonhos, como o "escolhido de Deus" para uma determinada missão. Então, é claro que, embora isso não seja culpa diretamente dos evangélicos, o discurso evangélico, uma vez inserido em um contexto de poder e violência, é extremamente perigoso. E devemos ficar bastante atentos para que esse processo não saia, ou pelo menos não se expanda, além daquilo que já é, ou que já existe ali no Rio de Janeiro.

Como lideranças e instituições evangélicas devem responder à associação entre narcotráfico, milícias e fé?

Eu acho que a liderança evangélica, é claro, tem que se defender e mostrar que não é meramente um problema religioso a figura do "traficante evangélico", entre aspas, mas também não precisa ficar só na defensiva. É preciso reafirmar os valores do Evangelho na sociedade. É preciso afirmar, com muita clareza, que não existe compatibilidade entre crime e fé, que não existe modo de ser cristão e ser bandido, que não existe modo nenhum de impor violência, impor inclusive violência a outros cultos religiosos nas comunidades, e se dizer um servo do Senhor.

Qual é a principal mensagem que o senhor gostaria que os leitores levassem em relação ao tema narcotráfico e “milícias evangélicas”?

Sobre o tema da milícia evangélica, os leitores devem ter ciência de que o problema existe, ele é bem localizado, em um contexto do Rio de Janeiro, e que esse problema deve ser combatido junto com uma revolução na segurança pública do Estado. É inadmissível termos, ainda, bairros e comunidades inteiras sob o domínio de bandidos, sejam eles religiosos ou não, sejam eles ligados à escola de samba ou a milícias de policiais.

Como autoridades governamentais, lideranças religiosas e sociedade civil devem abordar essa questão?

A questão é que o Rio de Janeiro precisa urgentemente rever o seu papel de Estado e se fazer presente em todas as sociedades, em todas as comunidades. Enquanto isso não existir, veremos barbaridades e situações bizarras como essa, como aqueles que são bandidos, literalmente, mas que se identificam com outros grupos sociais.

Fonte: Comunhão via Folha Gospel

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Entrevista: teólogo Gutierres Fernandes diz que a igreja não é um partido político


Autor de “Quem tem medo dos evangélicos?”, pela editora Mundo Cristão, explica o fenômeno dos evangélicos no país


Por anos os evangélicos foram considerados de maneiras que, nitidamente, não retratavam com fidelidade um segmento tão diverso.

Seja pelo alinhamento político de pastores midiáticos ou fatos controversos envolvendo a "bancada da Bíblia", esses episódios reforçaram ainda mais o preconceito contra o movimento evangélico brasileiro.

Para abrir um debate mais profundo a respeito do segmento, a editora Mundo Cristão lança o ensaio do jornalista e teólogo Gutierres Fernandes, "Quem tem medo dos evangélicos? Religião e democracia no Brasil de hoje".

A obra apresenta as implicações políticas e sociológicas da fé evangélica. Assim, os leitores têm a oportunidade de conhecer mais sobre o movimento que mais cresceu no Brasil nas últimas décadas.

Gutierres Fernandes é jornalista e teólogo, pós-graduado em Mercado de Capitais pela Universidade Mackenzie e em interpretação Bíblica pela Faculdade Batista do Paraná.

Em entrevista à Comunhão ele dá detalhes sobre o fenômeno dos evangélicos no país e o novo livro. Confira!

A RELIGIÃO PODE CONVIVER COM A POLÍTICA?
Pode e deve. Não como um projeto de poder pessoal ou familiar, mas como um meio de diaconia social. A igreja deve servir à sociedade com seus dons e talentos. Todavia, a igreja não deve se comportar como um partido político. O partido sempre representa apenas “parte” da sociedade, mas a igreja é o espaço de comunhão por excelência. Nela, agregamos todo tipo de pessoa com diversos vieses e inclinações de ideais e pensamentos, além de diversas personalidades e histórias de vida.

ATÉ QUE PONTO OS EVANGÉLICOS, NO SENTIDO GERAL, PODEM SER DECISIVOS NESTAS ELEIÇÕES?
Os evangélicos representam em torno de 27% dos eleitores brasileiros. É um número alto que pode decidir uma eleição, especialmente em pleitos concorridos. Segundo os especialistas, talvez o voto decisivo nesta eleição seja da mulher evangélica, que vem manifestando nas pesquisas certa fluidez entre os dois principais candidatos.


Livro “Quem tem medo dos evangélicos?”, de Gutierres Fernandes, pela Editora Mundo Cristão. Foto: Reprodução.

QUAIS ERROS AS IGREJAS EVANGÉLICAS COMETEM AO ESCOLHER POLÍTICOS DE ESTIMAÇÃO?
Muitos são os erros. Quando a igreja sacraliza um candidato, todo erro desse candidato é um erro da igreja. Se o candidato cair em desgraça pública, a igreja corre o risco de ser levada junto. A igreja deve defender valores e crenças – não nomes específicos.

QUANDO E COMO SURGIU A IDEIA DE LEVANTAR A TEMÁTICA: "EVANGELICALISMO BRASILEIRO"?
Há bastante tempo observo opiniões elitistas contra os evangélicos. Normalmente, a elite cultural brasileira trata os evangélicos como ou coitadinhos manipulados pela liderança inescrupulosa ou como fascistas que se escondem sob a capa religiosa. Os evangélicos não são nem anjos e nem demônios – aqui parafraseio o sociólogo Paul Freston. Faltava no mercado editorial um livro, escrito por um evangélico, que tente abordar os preconceitos usuais dos quais os evangélicos são alvo. Observe que não estou dizendo que há no Brasil perseguição contra os evangélicos, mas certamente existe certa implicância e preconceito.

É POSSÍVEL SER CRISTÃO E SER DE ESQUERDA?
Respondo essa pergunta com outra pergunta: é possível ser cristão e direitista? Creio que depende. O meu compromisso maior é com o Evangelho e com todas as pautas do meu grupo ideológico? Quem fala mais alto em meu coração: a Palavra de Deus ou a orientação da minha seita ideológica? Nem todo valor da esquerda é incompatível com a fé, assim como nem todas as pautas da direita são compatíveis com a fé. Historicamente, os progressistas tendem a apoiar o aborto, algo que um cristão jamais pode aceitar, mas a direita também tem os seus pecados. Especialmente na Europa e nos Estados Unidos, a direita tende a ser xenófoba. Quem pratica a Bíblia jamais pode apoiar ódio ao estrangeiro (Dt 10.19).

COMO DEFINIR, ATUALMENTE, A CLASSE EVANGÉLICA À LUZ DA CLASSE ECONÔMICA? E POR QUÊ?
Os evangélicos ainda estão nas classes mais pobres do país. A maior parte dos evangélicos estão nas chamadas classes C e D. Mas à medida que a igreja cresce, é natural vermos cada vez mais pessoas ricas e de classe média alta em igrejas de nicho. Nas grandes cidades já há igrejas focadas em atingir o público mais elitizado. Isso pode ser bom ou ruim, a depender da forma como a igreja lida com a riqueza. A riqueza é um ativo de diaconia ou um meio de sustentação e ostentação da própria vaidade?

A QUE ATRIBUIR O RÁPIDO CRESCIMENTO DO MOVIMENTO EVANGÉLICO NAS ÚLTIMAS DÉCADAS?
A forte competição entre as denominações, a urbanização, a pregação midiática e aculturação da igreja evangélica – os evangélicos sabem absorver e adaptar a cultura nacional em linguagem religiosa. Esse é o lado humano. Mas também vejo a graça de Deus. Há muita fome espiritual no Brasil e Deus tem usado muita gente no meio evangélico para apresentar o Pão da Vida a essa população faminta.

QUAL SERIA A MELHOR POSTURA CRISTÃ EM MOMENTOS DE TENSÃO E POLARIZAÇÃO NO PAÍS?
É necessário lembrar que todo sectarismo é pecado. Quando Paulo fala das obras da carne em Gálatas 5.20, o apóstolo cita sete palavras que estão presentes na polarização política: ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões e facções. O crente deve viver e caminhar no Espírito também na época das eleições. Devemos viver movidos e moldados pelo fruto do Espírito Santo.

O MOVIMENTO CONSERVADOR É MAIS ADERENTE À “MASSA EVANGÉLICA”? POR QUÊ?
O conservadorismo enquanto pensamento e filosofia sempre foi mais simpático à religião. Isso acontece porque o conservadorismo acredita que devemos manter as instituições antigas (família, igreja, Estado, universidade etc.) em harmonia e convivência pacífica, negociando as eventuais tensões. Isso explica o sucesso do conservadorismo entre religiosos. Mas não devemos esquecer que o conservadorismo também pode distorcer a religião, especialmente pelo apego excessivo ao tradicionalismo. Essa vertente conservadora normalmente é conhecida como reacionarismo, que é a ideia tola de que tudo o que é antigo é bom e deve ser mantido.

QUAL MENSAGEM O SENHOR DEIXARIA PARA O ELEITOR EVANGÉLICO?
Vote como um cristão. Ame a Deus em primeiro lugar. A sua lealdade completa só deve ser a Cristo, não aos homens pecadores e mortais.

VOTO DE CABRESTO EXISTE NO AMBIENTE RELIGIOSO? QUAL DEVE SER A POSTURA DA IGREJA?
De modo geral, não. As pessoas votam por incentivos e senso de comunidade, mas não são obrigadas. Conheço muitos evangélicos que fazem questão de não votar nos candidatos apoiados pela igreja. É um protesto silencioso, mas existe. Mas é sempre bom lembrar que campanha eleitoral em espaço de culto é crime eleitoral.

"UM PROJETO DE PODER RELIGIOSO AUTORITÁRIO" DE EVANGÉLICOS, SE REFERE A O QUÊ?
Alguns evangélicos sonham com dominação e poder humano. Não querem democracia, mas teocracia. Felizmente, é uma minoria ingênua e biblicamente ignorante. A separação de Igreja e Estado e o Estado laico são duas bandeiras históricas do protestantismo. É uma pena que alguns evangélicos esquecem disso.

A CANDIDATURA DE RELIGIOSOS CRESCEU 15,8% SEGUNDO O TSE. MOTIVO DO FENÔMENO?
Tem de tudo. Gente honesta e sincera, mas também outros que são oportunistas e só pensam em dinheiro e no poder pelo poder. Cabe discernir quem realmente é vocacionado para a diaconia social ou quem está apenas atrás das benesses do sistema político. Fiquei espantado com o número de cantores e pastores que serão candidatos neste ano – é impossível que todos sejam vocacionados.

ABORTO E IDEOLOGIA DE GÊNERO. COMO SE POSICIONAR DE FORMA CORRETA, O EVANGÉLICO?
Certamente que contrário a essas pautas. A chamada teoria de gênero é aquele tipo de moda intelectual que pega na sociedade de uma maneira inexplicável. É uma teoria sem lógica científica e é hoje usada como instrumento de politização da sexualidade humana. O aborto é abominável, é crime contra a pessoa humana; é a violação do direito humano mais básico, que é o direito à vida. Mas não sejamos ingênuos, temos políticos no Brasil usando essas pautas apenas para agradar a base evangélica conservadora. Durante a campanha falam contra o aborto, mas depois de eleito pagam o aborto para a amante. No Dia do Juízo Final, as hipocrisias desses serão postas à luz.

Fonte: Comunhão Por Victor Rodrigues via Folha Gospel

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Revestidos de Poder de Gutierrez Siqueira será lançado na CPAD Megastore



O Livro REVESTIDOS DE PODER de autoria de Gutierrez Fernandes Siqueira, editor do conhecido blog TEOLOGIA PENTECOSTAL, recentemente publicado pela Editora CPAD, terá um dos seus lançamento na CPAD MEGASTORE no Rio de Janeiro.


Data: 11.08.2018 - Quarta-feira
Horário: 10h30
Endereço: Rua Primeiro de Março, 8 - Centro - Rio de Janeiro (RJ)


LANÇAMENTO: REVESTIDOS DE PODER
Uma abordagem ampla e fiel de vários aspectos do pentecostalismo, não só como movimento, mas também com teologia.

Pedidos pelo 0800-021-7373 (ligação gratuita)
Loja Virtual CPAD: goo.gl/DSbBnL
REDE DE LOJAS CPAD: goo.gl/cYZ5jZ

domingo, 5 de julho de 2015

A Assembleia de Deus segundo Erico Verissimo



Marina Santos Correa, muito embora seja católica praticante, trata-se de apaixonada pesquisadora de tudo que envolve as Assembleias de Deus, maior Igreja Pentecostal do Brasil, e escolheu o tema como sua tese principal de estudos e pesquisas.

Conheci Marina Corrêa em suas andanças de buscas e pesquisas, na sede da COMADESPE, a convenção a qual pertenço e atuo como Vice Presidente Executivo, quando estava prestes a lançar seu primeiro livro sôbre a denominação, culminando com sua participação efetiva nas festividades de celebração do Centenário das Assembleias de Deus em Belém-PA no ano de 2011, onde enriqueceu seu conhecimento a respeito da Igreja AD.

Nosso encontro foi promovido através do amigo Gutierrez Siqueira do Blog Teologia Pentecostal, a pedido de outro amigo Gedeon Alencar, pesquisador e estudioso da Ciência das Religiões, autor do livro AD - A Matriz Pentecostal Brasileira, lançado em 2013. Desde esse encontro, já hà cerca de quatro anos, temos compartilhado informações com Marina Corrêa.

Foi visitando seu perfil no facebook, que encontrei o Blog Memórias das Assembleias de Deus, que tem como editor Mário Sérgio de Santana Professor de História, coautor dos livros O Reino entre príncipes e princesas: 75 anos de história da Assembleia de Deus em Joinville e Entre Flores e Espinhos: O Espírito em movimento na Assembleia de Deus, ambas as obras lançadas pela Editora Refidim. Mário Sérgio Santana é pesquisador da história da AD e blogueiro nas horas vagas, como ele mesmo se define.

Creio que vale a pena, por isso sugiro que leia o artigo acima, acessando o link abaixo no próprio blog do autor:



quarta-feira, 18 de março de 2015

Pr. ANTÔNIO GILBERTO é entrevistado pelo Teologia Pentecostal

Pr. Antônio Gilberto
O Blog Teologia Pentecostal, que tem como editor Gutierrez Fernandes Siqueira, brinda a blogosfera cristã e os amantes da teologia, com uma brilhante e excelente entrevista, concedida concedida pelo Pastor Antônio Gilberto, considerado o maior ícone da Teologia Pentecostal entre os assembleianos brasileiros, se configurando também como uma referência mundial no assunto.

Creio que vale a pena conferir:


Por Gutierres Fernandes Siqueira

Blog Teologia Pentecostal teve o privilégio de entrevistar o pastor e teólogo Antonio Gilberto da Silva. É consensual entre os assembleianos que o pastor Gilberto é a maior referência teológica da denominação. Neste ano Antonio Gilberto completa 86 anos. Ele é mestre em teologia, bacharel em psicologia, pedagogia e letras. É também mestre em educação pela Biola University, nos Estados Unidos. É membro da diretoria da Global University (GU), um complexo universitário das Assembleias de Deus norte-americana (AG). É também consultor doutrinário e teológico da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) desde 1997. Ainda atua como membro da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). Foi membro do Conselho Mundial de Evangelismo do Congresso Mundial de Lausanne (Suíça). Ele também trabalhou na edição daBíblia de Estudo Pentecostal (BEP), que foi publicada em dezenas de idiomas e está publicada em inglês como The Full Life Study Bible pela editora Zondervan. É autor de diversos livros como: Manual da Escola Dominical (também publicado em espanhol), Crescimento em Cristo,A Prática do Evangelismo PessoalA Bíblia Através dos SéculosO Fruto do Espírito (derivado de um trabalho maior em inglês), Verdades Pentecostais e editou a Teologia Sistemática Pentecostal. Todas as obras foram publicadas pela CPAD. É autor de diversas Lições Bíblicas e é também membro da Academia Evangélica de Letras (AEL). Formou o CAPED, um curso de aperfeiçoamento de professor de Escola Dominical e atuou como professor de escolas teológicas das Assembleias de Deus no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Apesar do vasto currículo acadêmico o que mais chama atenção no pastor Gilberto é a forma simples e piedosa de falar. Um exemplo para a atual geração. Vejamos essa entrevista agora.

LEIA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA NO TEOLOGIA PENTECOSTAL
Clique abaixo:

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

UMA CRÍTICA AO FILME BÍBLICO EXODUS: GODS AND KINGS



Por Gutierres Fernandes Siqueira


O filme Exodus: Gods and Kings (EUA, Reino Unido, Espanha; 2014) do aclamado diretor Ridley Scott é um pouco decepcionante. Atenção: eu não esperava um filme bíblico, logo porque Scott não nos prometeu isso. E, não é de hoje, eu não espero exegese e hermenêutica de Hollywood e acho uma bobagem essa gritaria de muitos cristãos-evangélicos- ponto final. O diretor há dias já vinha falando que a produção seria um filme de ação. E como ação é um bom filme de efeitos especiais. Então você pode perguntar: por que a decepção? Ora, o roteiro e adaptação são fracos. É claro que a licença poética para complementar e até adaptar a história bíblica poderia ser bem melhor. É nesse ponto que Scott estraga a história.


Continue lendo no blog do autor:



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