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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Evangélicos são um dos principais grupos afetados pela Rússia na Ucrânia




Desde a invasão russa, 600 locais de culto foram destruídos, mais de 30 líderes religiosos foram mortos ou sequestrados


Mais de dois anos após o início da invasão russa na Ucrânia, as consequências em todos os níveis são devastadoras.

Um dos grupos mais visados pela Rússia na Ucrânia ocupada são os evangélicos, perdendo apenas para os membros da Igreja Ortodoxa Ucraniana.

A revista Time informou que 34% das perseguições religiosas registradas tinham como alvo os protestantes, 48% deles na região de Zaporizhzhia.

Há mais de 600 locais de culto destruídos, mais de trinta casos de religiosos mortos e sequestrados, 109 casos conhecidos de interrogatório forçado, bem como expulsões, prisões, detenções e, às vezes, até tortura.

A denominação evangélica mais afetada durante a invasão russa foi a dos batistas (13%), a terceira maior denominação da Ucrânia. Sob o controle russo, 400 congregações batistas desapareceram, 17% do total na Ucrânia, observa o relatório da revista Time.

Petro Dudnyk, pastor da Good News Church em Sloviansk, uma cidade na região de Donbas, disse à rádio Svoboda que o motivo da perseguição é que as forças de ocupação "acham que os protestantes são a fé americana, e os americanos são nossos inimigos, portanto, os inimigos devem ser destruídos", relata a Time.

Para Azat Azatyan, pastor batista de crianças e fundador do centro infantil Garne Misce em Zaporizhzhia, que passou 43 dias em cativeiro e foi torturado, "o que o Kremlin teme dos protestantes é que sigamos a lei de Deus, não a deles, e eles querem ter tudo sob seu controle".

Relatório sobre liberdade religiosa

Em fevereiro passado, a International Religious Freedom or Belief Alliance (IRFBA) publicou um relatório denunciando que "líderes e denominações religiosas considerados desleais são perseguidos por meio de acusações infundadas de espionagem, sectarismo, extremismo ou atividades missionárias ilegais".

"Os fiéis ucranianos são coagidos pelas autoridades de ocupação a se registrarem novamente, aceitarem a cidadania russa e apresentarem listas de membros da comunidade. No entanto, mesmo o cumprimento dessas exigências não garante o novo registro", acrescenta o relatório.

O IRFBA conclamou a comunidade internacional a "se solidarizar com a Ucrânia, abordar as repercussões da agressão russa e responsabilizar a Federação Russa pelas violações flagrantes do direito internacional, incluindo crimes contra a humanidade e crimes de guerra".

Conflito na Igreja Ortodoxa

Após dois anos de guerra, apenas 4% dos ortodoxos ucranianos permanecem leais ao Patriarcado de Moscou e ao seu líder, o Patriarca Kirill. A maioria mudou sua filiação para a Igreja Ortodoxa sob o Patriarcado de Kiev.

Kirill apóia abertamente o governo na guerra e prometeu a "purificação dos pecados" dos soldados russos que morrem no campo de batalha. Entretanto, alguns clérigos ortodoxos também foram acusados de questionar a guerra.

De acordo com o IRFBA, "o envolvimento do Patriarcado de Moscou, muitas vezes chamado de Igreja Ortodoxa Russa, na tentativa de legitimar a agressão russa e corroer a soberania ucraniana é inequívoco".

O parlamento ucraniano está trabalhando em um projeto de lei que proibiria as organizações religiosas controladas por um país que esteja praticando agressão armada contra a Ucrânia.

Perseguição dentro da Rússia

A pressão de Putin sobre grupos religiosos minoritários também continuou dentro da Rússia.

Em agosto passado, um tribunal proibiu a atividade do principal grupo de vigilância da liberdade de religião e crença, o SOVA, por "violações graves e irreparáveis".

Em março de 2023, várias pessoas foram multadas por citarem a Bíblia para "desacreditar as forças armadas" e, um mês depois, um pastor batista russo em Bryansk foi condenado por "trabalho missionário ilegal".

Fora da Rússia, Yury Sipko, um conhecido pastor batista russo que serviu no passado como líder da União Evangélica Batista Russa, foi forçado a fugir para o exílio na Alemanha e não se espera que tenha permissão para voltar para casa.

Além disso, um membro de uma igreja evangélica livre em Vladivostok, perto da fronteira entre a China e a Coreia do Norte, foi condenado a dois anos e seis meses de prisão por se recusar a lutar pela Rússia na Ucrânia.


Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Ex-ateu, Alexei Navalny, opositor de Putin, se tornou cristão antes de morrer em prisão na Rússia




Durante seu julgamento em 2021, o líder da oposição russa afirmou que havia deixado o ateísmo e se tornado cristão.


Alexei Navalny, líder da oposição na Rússia, morreu na semana passada em uma prisão no Ártico, onde cumpria uma pena de 30 anos.

O ativista ateu, de 47 anos, foi o maior adversário de Vladimir Putin. Alexei lutou contra a corrupção e organizou grandes protestos contra o Kremlin.

Segundo a CBN News, existe a suspeita de que o opositor tenha sido assassinado pelo governo autoritário de Putin.

Em 2020, Navalny foi envenenado, mas sobreviveu e recebeu tratamento na Alemanha. No ano seguinte, ele retornou à Rússia para continuar expondo a corrupção do governo. Em solo russo, ele foi detido imediatamente e preso em uma colônia penal no Ártico.

Durante seu julgamento em 2021, o ativista relatou que havia deixado o ateísmo e se tornado cristão.

"O fato é que sou cristão. Eu próprio já fui um ateu bastante militante. Mas agora sou um crente, e isso me ajuda muito nas minhas atividades. Há menos dilemas na minha vida, porque existe um livro onde está escrito, com mais ou menos clareza, quais ações tomar em cada situação. Nem sempre é fácil seguir este livro, claro, mas estou realmente tentando", afirmou Navalny, se referindo a Bíblia, conforme o Premier Christianity.

Testemunhando sua fé no tribunal

O relato foi confirmado por Sergey Rakhuba, líder do ministério Mission Eurasia, em entrevista recente à CBN News.

"Enquanto ele estava no tribunal, acredito que ele apresentou o sermão mais poderoso daquela jaula em que foi mantido no tribunal. E ele se referiu a Mateus 5:6, e disse: 'Aqueles que têm fome e sede de justiça devem ser saciados'. Ele disse que não é mais ateu e se referiu à Bíblia como um livro antigo que o mundo deveria adotar e se basear como regra para a vida diária", afirmou Sergey.

O líder também contou que Navalny chegou a compartilhar sua fé nas redes sociais. Embora alguns tenham chamado sua conversão de tática política, para Sergey, sua rendição a Deus foi genuína.

"Não sabíamos que Navalny não era mais ateu, e quando começamos a cavar mais, vemos agora que ele, no processo, quando teve que passar por todos os desafios na luta pela sua vida, ele disse que encontrou Deus e que agora ele estava se comunicando com alguns líderes da igreja na comunidade evangélica. Entendemos que ele estava em contato com alguns e 'em busca de valores eternos', como ele disse", garantiu o líder.


Fonte: Guia-me com informações de Premier Christianity e CBN News via Folha Gospel

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Quase 500 templos religiosos foram destruídos na Ucrânia devido à guerra



Os dados foram apresentados pelo Instituto Ucraniano de Liberdade Religiosa na cúpula ‘IRF Summit 2023’, em Washington.


Devido à invasão da Rússia à Ucrânia, em fevereiro de 2022, pelo menos 494 estruturas religiosas, instituições teológicas e locais sagrados foram completamente destruídos, danificados ou saqueados pelos militares russos.

Durante a Cúpula sobre Liberdade Religiosa Internacional (IRF Summit 2023) realizada em Washington, capital americana, o Instituto Ucraniano de Liberdade Religiosa apresentou, nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, dados recentes sobre o impacto da guerra nas comunidades religiosas ucranianas.

De acordo com a IRF Ucrânia, desde a apresentação na IRF Summit em julho do ano passado, o número de instalações de infraestrutura religiosa na Ucrânia afetadas pela agressão russa mais do que dobrou.

A maioria das igrejas, mesquitas e sinagogas foram destruídas, sendo pelo menos 120, na região de Donetsk e mais de 70 na região de Luhansk.

A escala de destruição também é enorme na região de Kyiv, sendo 70 edifícios prejudicados, onde batalhas desesperadas foram travadas em defesa da capital, e na região de Kharkiv, com mais de 50 edifícios religiosos destruídos. Os ataques aéreos russos, incluindo os que usam drones iranianos, afetaram quase todas as regiões da Ucrânia e continuam até hoje.

O Instituto para a Liberdade Religiosa também registrou inúmeros casos de sequestro de estruturas religiosas na Ucrânia, seguido de sua utilização como bases militares russas ou para esconder posições de tiro de suas tropas. Esta estratégia dos militares russos tem resultado em um aumento na magnitude da destruição de locais sagrados na Ucrânia.

Instalações destruídas

Segundo a IF Ucrânia, os prédios da Igreja Ortodoxa Ucraniana (filiadas ao Patriarcado de Moscou) foram as que mais sofreram com os ataques russos – pelo menos 143 foram destruídas.

A escala de destruição das casas de oração das igrejas evangélicas é imensa – pelo menos 170 no total, das quais as mais afetadas foram igrejas cristãs evangélicas (75 prédios), casas de oração cristãs evangélicas batistas (49 instalações) e igrejas Adventistas Do Sétimo Dia (24 templos).

O Institute for Religious Freedom também documentou ataques direcionados a figuras religiosas e crentes pelos militares e serviços de inteligência russos, principalmente nos territórios ocupados da Ucrânia.

Dr. Maksym Vasin, CEO da IRF. (Foto: Reprodução/IRF)

No discurso da cúpula, o CEO da IRF, Dr. Maksym Vasin, destacou que os fiéis e o clero frequentemente se tornam alvos das autoridades de ocupação russas devido ao uso da língua ucraniana, pertencente a uma denominação diferente da ortodoxia do Patriarcado de Moscou, ou por qualquer outra expressão da identidade ucraniana.

Durante a ocupação russa, os crentes das igrejas evangélicas na Ucrânia (pentecostais, batistas, adventistas, carismáticos etc.) são particularmente afetados. Soldados russos ameaçaram repetidamente a destruição física total de todos os crentes evangélicos, chamando-os de "espiões americanos", "sectários" e "inimigos do povo ortodoxo russo".

Prisões e torturas

Valentyn Syniy, reitor do Instituto Cristão Tavriski, completamente destruído pelos militares russos, deu testemunho sobre isso na Cúpula IRF 2023 em Washington, DC.

A IRF documentou o testemunho de Syniy, parte do qual está disponível no canal do YouTube da IRF Ukraine.

Dmitry Bodyu, pastor da Igreja Palavra da Vida em Melitopol, região de Zaporizhzhia, compartilhou sua história pessoal do cativeiro russo com os participantes da Cúpula da IRF. Os militares russos ocuparam o prédio da igreja e o pastor foi preso e ameaçado de morte. Ele conseguiu escapar de uma prisão russa e se evadir, mas para os fiéis evangélicos locais sob ocupação russa, a ameaça mortal persiste.

O pastor Bodyu também mencionou em seu discurso que as autoridades de ocupação russas prenderam ilegalmente dois clérigos da Igreja Greco-Católica Ucraniana em Berdiansk, na região de Zaporizhzhia. Eles são Ivan Levitskyi e Bohdan Geleta, que estão presos há mais de três meses e são torturados e acusados ​​arbitrariamente de terrorismo e assistência.

A IRF documentou o testemunho de Dmitry Bodyu para um relatório atualizado, cujo texto completo será divulgado em breve.

Testemunhos de violações

Durante a Cúpula IRF, um painel de discussão específico sobre a Ucrânia foi realizado, contando com a participação do primeiro vice-presidente da União Ucraniana de Igrejas Cristãs Evangélicas-Batistas, Igor Bandura; o primeiro vice-bispo sênior da Igreja Pentecostal Ucraniana, Anatoliy Kozachok; o presidente da União de Organizações Religiosas Judaicas da Ucrânia, rabino Yaakov Dov Bleich; o bispo da Igreja Católica Romana na Ucrânia, Oleksandr Yazlovetskiy; o arcipreste da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, padre Andrii Dudchenko; e o presidente do Conselho do Instituto de Liberdade Religiosa, Oleksandr Zaiets.

Em setembro de 2022, o Instituto Ucraniano de Liberdade Religiosa publicou o relatório "Ataques russos à liberdade religiosa na Ucrânia" e evidências em vídeo de crimes de guerra russos contra comunidades religiosas ucranianas, com diversos depoimentos sobre as violações.

A pesquisa atualizada, recentemente apresentada na capital americana, foi realizada pela IRF Ucrânia com o apoio do movimento de construção da paz PAX (Holanda) e Mission Eurasia (EUA).

Fonte: Guiame

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Putin convoca 300 mil homens e faz ameaça nuclear: “Isso não é um blefe”


O discurso de Putin alimenta especulações sobre o futuro da guerra, já que um confronto direto entre a Otan e a Rússia seria um passo em direção à Terceira Guerra Mundial.

O presidente russo Vladimir Putin, ordenou nesta quarta-feira (21) a primeira mobilização parcial da Rússia desde a Segunda Guerra Mundial e alertou o Ocidente que está pronto para usar armas nucleares para defender seu país.

Indicando uma escalada da guerra na Ucrânia, Putin aprovou um plano para anexar partes da Ucrânia, convocou 300.000 militares da reserva e levantou a possibilidade de um conflito nuclear, caso a segurança da Rússia esteja em risco.

“Gostaria de lembrar que o nosso país tem diferentes tipos de armas, e algumas delas são mais modernas do que as dos países da Otan. No caso de uma ameaça à integridade territorial do nosso país, sem dúvida usaremos todos os meios disponíveis para proteger a Rússia e o nosso povo. Isso não é um blefe”, disse Putin em um discurso televisionado à nação.

Citando a expansão da Otan em direção às fronteiras da Rússia, Putin disse que o Ocidente está planejando destruir seu país e se envolvendo em uma “chantagem nuclear”.

Ele acusou os Estados Unidos, a União Europeia e a Grã-Bretanha de encorajar a Ucrânia a empurrar suas operações militares para a própria Rússia.

“Em sua política agressiva anti-russa, o Ocidente cruzou todas as linhas”, disse Putin. “Aqueles que tentam nos chantagear com armas nucleares devem saber que o cata-vento pode virar e apontar para eles.”

O discurso alimenta especulações sobre o futuro da guerra e indica que Putin está expandindo sua “operação militar especial” na Ucrânia, que tem sido apoiada por países da Otan, que é liderada pelos EUA. 

Um confronto direto entre a Otan e a Rússia seria um passo em direção à Terceira Guerra Mundial.

Mobilização militar e anexação

A mobilização parcial das reservas da Rússia é a primeira desde que a União Soviética lutou contra a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, e começa imediatamente.

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, disse que o país irá recrutar cerca de 300.000 militares adicionais de cerca de 25 milhões de combatentes em potencial à disposição de Moscou.

Putin também apoiou os referendos que serão realizados nos próximos dias em áreas da Ucrânia que são controladas por tropas russas — indicando o primeiro passo para a anexação formal de cerca de 15% do território ucraniano.

As votações foram solicitadas pelas autodenominadas Repúblicas Populares de Donetsk (DPR) e Luhansk (LPR), que Putin reconheceu como independentes pouco antes da invasão.

O Ocidente e a Ucrânia condenaram o plano do referendo como uma “farsa ilegal” e prometeram nunca aceitar seus resultados.

Fonte: Guiame

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Sociedade Bíblica da Ucrânia diz que está dando Bíblias para os soldados russos


“Estamos fazendo o nosso melhor para levar luz às trevas”, diz um dos representantes.

Cerca de 7 milhões de ucranianos tiveram que fugir do país, desde que a Rússia colocou em prática seus planos de tomar o país da forma mais violenta. Agora, a Sociedade Bíblica da Ucrânia, se concentra em trabalhar por aqueles que permaneceram.

"Nós tentamos fazer o nosso melhor pelos que ficaram. Juntamente com as igrejas, estamos levando luz às trevas. A escuridão é muito profunda. Grandes problemas estão se tornando cada vez mais visíveis", explicou o vice-secretário geral da Sociedade Bíblica Ucraniana, Anatoliy Raychynets.

Sobre o trabalho de doações de Bíblias, ele disse que "têm sido uma grande bênção" ter a palavra de Deus em mãos. Além disso, disse também que tem sido excelente para as pessoas que estão circulando pelo país e que não podem levar muitas coisas com elas.

"Nossa equipe no leste da Ucrânia diz que está dando Bíblias para soldados russos e muitos deles estão aceitando. O armazém agora está vazio de Bíblias russas", ele compartilhou.

Ao descrever a situação atual do país, Anatoliy diz: "A vida diária é pesada. Você se sente tão cansado. Não durmo uma noite inteira há cinco meses. Estou falando em nome de milhões".

"Há funerais todos os dias. Todos os dias conhecemos alguém que conhece alguém que foi morto. Com o passar das semanas, vamos nos acostumando com notícias ruins como essa, mas não percebemos o quanto isso está nos mudando, o quanto está nos prejudicando", continuou.

"Se você sair da Sociedade Bíblica, ao virar da esquina, você encontrará pessoas de 60 ou 70 anos, ou pessoas mais jovens, que estão bêbadas ou que estão com problemas mentais, falando alto. A cada dia isso é mais comum", relatou.

"Você não pode planejar nada. Na semana passada, viajamos para áreas urbanas problemáticas, no leste, para evacuar mulheres e crianças. Tínhamos um plano, mas tivemos que mudá-lo cinco vezes. Chegamos em Kyev 27 horas depois do planejado", explicou.

Luz na escuridão

Segundo Anatoliy, já são quase 14 milhões de deslocados internos e todos os dias eles recebem ligações de igrejas que têm grupos de refugiados de muitas cidades. "Eles precisam de comida, cuidados médicos, entre outras coisas", disse.

"Outros países também receberam muitos ucranianos. Nosso presidente até mencionou que os cristãos recebem o povo ucraniano com muito amor. Este é um grande testemunho — o mundo está vendo que ajudamos uns aos outros. Como eu disse antes, é luz na escuridão", reforçou.

"Quero expressar gratidão por todo o apoio pelas doações de Bíblias de Sociedades Bíblicas ao redor do mundo", agradeceu ao citar que ainda há uma grande necessidade de materiais cristãos na Ucrânia.

Além da distribuição de Bíblias, há também programas de cura de traumas que são feitos pelas igrejas evangélicas e católicas, para adultos que perderam parentes e crianças que ficaram sem os pais.

Fonte: Guia-me com informações de Eternity News via Folha Gospel

domingo, 8 de maio de 2022

Putin pede desculpas a Israel após chanceler dizer que Hitler tinha ‘sangue judeu’


As palavras de Sergei Lavrov foram consideradas “imperdoáveis e ultrajantes” para o ministro das Relações Exteriores de Israel.

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu desculpas ao primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennet, após comentários do ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov. 

No último fim de semana, Lavrov disse: “Acho que Hitler também tinha origens judaicas”, declarou durante uma entrevista a um programa de televisão na Itália.

O ministro russo comentava sobre a ideia de Moscou “desnazificar” a Ucrânia — o que é questionado também por Volodymyr Zelensky ser judeu, de acordo com informações do Yahoo. 

Depois disso, os dois países travaram uma “guerra de palavras” e o clima ficou tenso. Lavrov disse ainda que “Adolf Hitler tinha sangue judeu” e que “os antissemitas mais ardentes são geralmente judeus”. 

Para o ministro das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, as indiretas foram “imperdoáveis ​​e ultrajantes”. 

Pedido de desculpas

Após a fala de Lavrov, o governo israelense convocou o embaixador da Rússia em Israel para dar explicações. Além disso, Dani Dayan, presidente do Yad Vashem — museu do Holocausto de Israel — afirmou que os comentários de Lavrov foram “infundados, delirantes e perigosos, e merecem ser condenados”.

Bennet comentou, nesta quinta-feira (05), que falou com Putin por telefone e o russo teria pedido desculpas, que foram aceitas pelo primeiro-ministro de Israel. 

Segundo Bennet, ele aproveitou a ocasião para pedir que a Rússia permitisse a criação de um corredor humanitário para tirar civis da cidade de Mariupol, em especial do complexo de Azovstal.

De acordo com informações de O Globo, Putin prometeu permitir a retirada de civis, incluindo os feridos, através do corredor humanitário da ONU e da Cruz Vermelha”, informou o governo em comunicado, acrescentando que o presidente russo também parabenizou Israel por ocasião do 74º aniversário da independência do país, ocorrida em 1948.

Sobre as tensões entre Rússia e Israel

Desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 24 de fevereiro, Israel tenta manter um delicado equilíbrio entre Kiev e Moscou. 

Apesar de expressar seu apoio à Ucrânia, o governo inicialmente evitou criticar diretamente Moscou, um ator importante na Síria, e também adotar sanções formais contra oligarcas russos, bilionários que têm laços com o Kremlin.

Porém, todas as vezes que o Holocausto é citado, isso fere o coração dos judeus, pois minimiza os horrores vividos pelo povo. 

Durante o Holocausto, na Segunda Guerra, o regime nazista foi responsável pelo extermínio de seis milhões de judeus.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Franklin Graham escreve a Putin para pedir cessar-fogo durante a Semana Santa


Graham foi criticado quando pediu às pessoas que orassem por Putin pouco antes da guerra

Recém-chegado de uma visita de dois dias à Ucrânia, o reverendo Franklin Graham disse que escreveu ao presidente russo Vladimir V. Putin e ao presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy para pedir um cessar-fogo na guerra em observância da Semana Santa no Ocidente e no Oriente de 10 a 24 de abril.

"Se eles podem parar de lutar por uma semana ou 10 dias, talvez possam parar de lutar por duas semanas", disse Graham, falando por telefone de sua casa na Carolina do Norte. "Se pararem por duas semanas, talvez possam parar por um mês. Se pararem por um mês, talvez possam parar de vez. Você tem que começar em algum lugar."

A Semana Santa, que começa com o Domingo de Ramos e termina com o Domingo de Páscoa, começa em 10 de abril no calendário gregoriano observado entre as igrejas ocidentais. As igrejas ortodoxas orientais seguem o calendário juliano e celebram a Semana Santa a partir de 17 de abril. A grande maioria dos russos e ucranianos são cristãos ortodoxos.

Graham, um evangélico conservador que se encontrou com Putin em 2015, elogiou o presidente russo no passado, principalmente por sua promoção do que alguns cristãos veem como "valores familiares tradicionais".

Graham atraiu críticas generalizadas quando pediu às pessoas que orassem por Putin pouco antes da guerra, porém, mais recentemente ele disse que não apoia a guerra e concorda que os EUA e o Ocidente devem sancionar a Rússia.

No início do mês de março, a Samaritan’s Purse montou um hospital de campanha de emergência em uma garagem subterrânea na cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia. Desde então, expandiu seu trabalho para incluir três clínicas médicas – duas em Lviv, uma na estação de trem e outra na rodoviária, e uma terceira em Chernivtsi, no sudoeste da Ucrânia.

Agora, a organização, indo mais para o leste, planeja abrir um segundo hospital de campanha de emergência até este fim de semana. Graham disse que não queria identificar o local enquanto as equipes estavam se preparando, mas o tornará público assim que o hospital estiver funcionando.

A maioria das pessoas que procuram atendimento médico no hospital de Lviv são ucranianos que fogem de suas casas e precisam de medicamentos e tratamento para doenças comuns, disse Graham.

Lviv, a cerca de 70 quilômetros da fronteira com a Polônia, fica a cerca de 500 quilômetros a oeste de Kiev, capital da Ucrânia. O novo hospital mais próximo das hostilidades russas poderá ajudar soldados e outros feridos em batalhas.

"Temos médicos ortopedistas, cirurgiões gerais e todos os suprimentos, então queremos estar mais perto de onde estão os feridos", disse Graham.

Perguntado se ele se preocupava com a segurança de sua equipe, ele disse: "Você está sempre preocupado, mas isso não vai nos impedir de fazer o que precisamos fazer".


Franklin Graham (E) visita o hospital de campanha Samaritan’s Purse em Lyiv, Ucrânia.

Cerca de 160 funcionários e voluntários da Samaritan’s Purse estão na Ucrânia agora, de acordo com Graham. Ele disse que a organização também distribuiu cerca de 90 toneladas de alimentos. A Samaritan’s Purse não fez parceria com nenhuma outra organização de ajuda, embora tenha conhecimento de um hospital de campanha israelense, também em Lviv.

A Samaritan’s Purse também está financiando os esforços de resgate e socorro de igrejas batistas e pentecostais locais com US$ 16 milhões em doações. Graham disse que pode dobrar se a necessidade continuar.

Ele disse que planeja voltar à Ucrânia durante a Semana Santa para mostrar solidariedade aos cristãos de lá e encorajá-los.

Questionado se viu algum sinal de que Putin estava planejando reduzir sua ofensiva militar em Kiev, a capital, conforme relatado, ele disse que não sabia.

"Independentemente de ele diminuir ou se intensificar, estamos lá para ajudar as pessoas. A Samaritan’s Purse pode estar lá por vários anos. A necessidade é enorme."

Folha Gospel com informações de Charisma News

domingo, 27 de março de 2022

Seminário Batista na Ucrânia se transforma em abrigo humanitário


Com a invasão russa no território ucraniano, o Seminário Teológico Batista da Ucrânia se transformou em um abrigo humanitário, e alunos, professores e funcionários têm acolhido centenas de refugiados em Lviv.

O seminário, localizado a cerca de 3 km do aeroporto e a 69 km da fronteira com a Polônia, que antes recebia estudantes de teologia, abriu as portas para moradores locais e ucranianos de outras cidades.

As salas de aulas se tornaram dormitórios para 4.150 pessoas, que passaram a conviver com os sons das sirenes de alerta de possíveis ataques aéreos todos os dias.

O presidente do Seminário Batista Yaroslav Pyzh relatou que, na última sexta-feira (18), viu da janela do seminário a região do aeroporto de Lviv ser atingida por mísseis russos, formando colunas de fumaça escura.

"Vinte e três dias de guerra [e] infelizmente hoje Lviv foi bombardeada. Foi a primeira vez na minha vida que vi mísseis de cruzeiro explodindo. Eu tenho que admitir, isso foi estranho e assustador", disse Pyzh em um comunicado em vídeo.

O seminário também está ajudando ucranianos a escapar da guerra e a se refugiar na Polônia. Cerca de 3 mil pessoas já foram retiradas do país, em parceria com organizações batistas polonesas.

Depois do bombardeio de sexta-feira, o número de refugiados aumentou e a operação de retirada se intensificou. "Decidimos evacuar nossas mulheres e crianças. Temos parceiros na Polônia que estão nos ajudando a encontrar um lugar para nossas famílias", contou Pyzh ao International Mission Board.

Ao chegarem na Polônia, os refugiados são recebidos por organizações de ajuda batista, como a International Mission Board, que doam suprimentos para suas necessidades imediatas.

Segundo Yaroslav Pyzh, com o apoio do ministério de compaixão batista do sul Send Relief, o seminário também tem enviado suprimentos para outras cidades na Ucrânia, onde a necessidade é maior e nem todos moradores podem evacuar. Nesta ação de ajuda, mais de 8 mil ucranianos foram auxiliados.

"Com a ajuda de tantas pessoas que provavelmente nunca conhecerei, podemos atender aqueles que estão em grande necessidade. Gostaria de agradecer por suas orações e por compartilhar conosco esse fardo", declarou Pyzh.

Em 2014, o Seminário Teológico Ucraniano também abrigou refugiados internos que fugiram para Lviv, após perderem suas casas em ataques de forças russas.

O presidente Yaroslav diz que está orando por um milagre e que ele e os voluntários do seminário começam cada dia de trabalho como se fossem o último, porque não sabem quando a guerra irá terminar.

"Todos os dias temos fé suficiente para continuar fazendo o que estamos fazendo. Deus renova essa fé todos os dias. A razão pela qual temos força é porque conhecemos Sua fidelidade", testemunhou Pyzh.

De acordo com a agência de migração da ONU, quase 6,5 milhões de pessoas foram deslocadas dentro da Ucrânia e 3,5 milhões já fugiram do país.

Com informações de Guia-me e International Mission Board via Folha Gospel

terça-feira, 15 de março de 2022

Líder evangélico russo pede perdão aos cristãos ucranianos: ‘Lamento o que meu país fez’


Ele observou que muitos russos e ucranianos estão sofrendo porque têm familiares que moram no país oposto.

Um líder evangélico russo divulgou recentemente uma declaração pedindo perdão aos cristãos ucranianos pela recente invasão russa.

Vitaly Vlasenko, secretário-geral da Aliança Evangélica Russa (REA, sigla em inglês), expressou suas queixas sobre a guerra em uma carta aberta publicada no sábado.

“Como secretário-geral da Aliança Evangélica Russa, lamento o que meu país fez em sua recente invasão militar de outro país soberano, a Ucrânia”, lamentou Vlasenko.

“Para mim, como para muitos outros cristãos, a invasão militar foi um choque. Na pior das hipóteses, eu não poderia imaginar o que está sendo observado agora na Ucrânia”, continuou ele. “Dois povos intimamente relacionados um com o outro, muitos dos quais são profundamente devotados à fé cristã (principalmente ortodoxa), estão agora em uma batalha feroz – um lado perseguindo o objetivo de desmilitarizar a Ucrânia, o outro buscando salvar seu país da ocupação.”

Vlasenko também observou que muitos russos e ucranianos estão sofrendo porque têm familiares que moram no país oposto.

“Um russo pode ter filhas e netos morando em Kiev; um ucraniano pode ter filhos vivendo e trabalhando em Moscou”, explicou o líder evangélico. “Hoje, a dor, o medo e a profunda tristeza por seus entes queridos e pelo futuro de suas próprias vidas e países perfuram o coração de muitas pessoas como um relâmpago, porque, desde a Segunda Guerra Mundial, ninguém sabe quais são os limites da guerra e suas consequências podem ser.”

Em sua carta, Vlasenko compartilhou como ele tentou parar o conflito militar, incluindo o envio de uma carta aberta ao presidente russo Vladimir Putin um dia antes da invasão expressando seu apoio aos pedidos de líderes religiosos ucranianos “por uma solução pacífica para todos os conflitos”.

De acordo com o Christianity Today, a REA também realizou períodos de jejum e oração pela paz entre os dois países, bem como oração pública com líderes russos, ucranianos e europeus “pela reconciliação de todas as partes”.

Até agora, a REA ofereceu ajuda a mais de 500 refugiados ucranianos que fugiram para o sul da Rússia.

Para encerrar, Vlasenko orou para que os cristãos ucranianos sejam fortalecidos no Senhor, perdoem os russos e permaneçam juntos “como o povo de Deus para o nosso mundo”.

“Que nosso Pai celestial ajude a todos nós”, concluiu.

Na semana passada, a Baptist World Alliance, a maior organização batista internacional do mundo, emitiu uma carta aberta a Putin, ao presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, ao presidente francês Emmanuel Macron e ao presidente dos EUA Joe Biden pedindo um cessar-fogo.

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

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