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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Evangélicos são um dos principais grupos afetados pela Rússia na Ucrânia




Desde a invasão russa, 600 locais de culto foram destruídos, mais de 30 líderes religiosos foram mortos ou sequestrados


Mais de dois anos após o início da invasão russa na Ucrânia, as consequências em todos os níveis são devastadoras.

Um dos grupos mais visados pela Rússia na Ucrânia ocupada são os evangélicos, perdendo apenas para os membros da Igreja Ortodoxa Ucraniana.

A revista Time informou que 34% das perseguições religiosas registradas tinham como alvo os protestantes, 48% deles na região de Zaporizhzhia.

Há mais de 600 locais de culto destruídos, mais de trinta casos de religiosos mortos e sequestrados, 109 casos conhecidos de interrogatório forçado, bem como expulsões, prisões, detenções e, às vezes, até tortura.

A denominação evangélica mais afetada durante a invasão russa foi a dos batistas (13%), a terceira maior denominação da Ucrânia. Sob o controle russo, 400 congregações batistas desapareceram, 17% do total na Ucrânia, observa o relatório da revista Time.

Petro Dudnyk, pastor da Good News Church em Sloviansk, uma cidade na região de Donbas, disse à rádio Svoboda que o motivo da perseguição é que as forças de ocupação "acham que os protestantes são a fé americana, e os americanos são nossos inimigos, portanto, os inimigos devem ser destruídos", relata a Time.

Para Azat Azatyan, pastor batista de crianças e fundador do centro infantil Garne Misce em Zaporizhzhia, que passou 43 dias em cativeiro e foi torturado, "o que o Kremlin teme dos protestantes é que sigamos a lei de Deus, não a deles, e eles querem ter tudo sob seu controle".

Relatório sobre liberdade religiosa

Em fevereiro passado, a International Religious Freedom or Belief Alliance (IRFBA) publicou um relatório denunciando que "líderes e denominações religiosas considerados desleais são perseguidos por meio de acusações infundadas de espionagem, sectarismo, extremismo ou atividades missionárias ilegais".

"Os fiéis ucranianos são coagidos pelas autoridades de ocupação a se registrarem novamente, aceitarem a cidadania russa e apresentarem listas de membros da comunidade. No entanto, mesmo o cumprimento dessas exigências não garante o novo registro", acrescenta o relatório.

O IRFBA conclamou a comunidade internacional a "se solidarizar com a Ucrânia, abordar as repercussões da agressão russa e responsabilizar a Federação Russa pelas violações flagrantes do direito internacional, incluindo crimes contra a humanidade e crimes de guerra".

Conflito na Igreja Ortodoxa

Após dois anos de guerra, apenas 4% dos ortodoxos ucranianos permanecem leais ao Patriarcado de Moscou e ao seu líder, o Patriarca Kirill. A maioria mudou sua filiação para a Igreja Ortodoxa sob o Patriarcado de Kiev.

Kirill apóia abertamente o governo na guerra e prometeu a "purificação dos pecados" dos soldados russos que morrem no campo de batalha. Entretanto, alguns clérigos ortodoxos também foram acusados de questionar a guerra.

De acordo com o IRFBA, "o envolvimento do Patriarcado de Moscou, muitas vezes chamado de Igreja Ortodoxa Russa, na tentativa de legitimar a agressão russa e corroer a soberania ucraniana é inequívoco".

O parlamento ucraniano está trabalhando em um projeto de lei que proibiria as organizações religiosas controladas por um país que esteja praticando agressão armada contra a Ucrânia.

Perseguição dentro da Rússia

A pressão de Putin sobre grupos religiosos minoritários também continuou dentro da Rússia.

Em agosto passado, um tribunal proibiu a atividade do principal grupo de vigilância da liberdade de religião e crença, o SOVA, por "violações graves e irreparáveis".

Em março de 2023, várias pessoas foram multadas por citarem a Bíblia para "desacreditar as forças armadas" e, um mês depois, um pastor batista russo em Bryansk foi condenado por "trabalho missionário ilegal".

Fora da Rússia, Yury Sipko, um conhecido pastor batista russo que serviu no passado como líder da União Evangélica Batista Russa, foi forçado a fugir para o exílio na Alemanha e não se espera que tenha permissão para voltar para casa.

Além disso, um membro de uma igreja evangélica livre em Vladivostok, perto da fronteira entre a China e a Coreia do Norte, foi condenado a dois anos e seis meses de prisão por se recusar a lutar pela Rússia na Ucrânia.


Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Quase 500 templos religiosos foram destruídos na Ucrânia devido à guerra



Os dados foram apresentados pelo Instituto Ucraniano de Liberdade Religiosa na cúpula ‘IRF Summit 2023’, em Washington.


Devido à invasão da Rússia à Ucrânia, em fevereiro de 2022, pelo menos 494 estruturas religiosas, instituições teológicas e locais sagrados foram completamente destruídos, danificados ou saqueados pelos militares russos.

Durante a Cúpula sobre Liberdade Religiosa Internacional (IRF Summit 2023) realizada em Washington, capital americana, o Instituto Ucraniano de Liberdade Religiosa apresentou, nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, dados recentes sobre o impacto da guerra nas comunidades religiosas ucranianas.

De acordo com a IRF Ucrânia, desde a apresentação na IRF Summit em julho do ano passado, o número de instalações de infraestrutura religiosa na Ucrânia afetadas pela agressão russa mais do que dobrou.

A maioria das igrejas, mesquitas e sinagogas foram destruídas, sendo pelo menos 120, na região de Donetsk e mais de 70 na região de Luhansk.

A escala de destruição também é enorme na região de Kyiv, sendo 70 edifícios prejudicados, onde batalhas desesperadas foram travadas em defesa da capital, e na região de Kharkiv, com mais de 50 edifícios religiosos destruídos. Os ataques aéreos russos, incluindo os que usam drones iranianos, afetaram quase todas as regiões da Ucrânia e continuam até hoje.

O Instituto para a Liberdade Religiosa também registrou inúmeros casos de sequestro de estruturas religiosas na Ucrânia, seguido de sua utilização como bases militares russas ou para esconder posições de tiro de suas tropas. Esta estratégia dos militares russos tem resultado em um aumento na magnitude da destruição de locais sagrados na Ucrânia.

Instalações destruídas

Segundo a IF Ucrânia, os prédios da Igreja Ortodoxa Ucraniana (filiadas ao Patriarcado de Moscou) foram as que mais sofreram com os ataques russos – pelo menos 143 foram destruídas.

A escala de destruição das casas de oração das igrejas evangélicas é imensa – pelo menos 170 no total, das quais as mais afetadas foram igrejas cristãs evangélicas (75 prédios), casas de oração cristãs evangélicas batistas (49 instalações) e igrejas Adventistas Do Sétimo Dia (24 templos).

O Institute for Religious Freedom também documentou ataques direcionados a figuras religiosas e crentes pelos militares e serviços de inteligência russos, principalmente nos territórios ocupados da Ucrânia.

Dr. Maksym Vasin, CEO da IRF. (Foto: Reprodução/IRF)

No discurso da cúpula, o CEO da IRF, Dr. Maksym Vasin, destacou que os fiéis e o clero frequentemente se tornam alvos das autoridades de ocupação russas devido ao uso da língua ucraniana, pertencente a uma denominação diferente da ortodoxia do Patriarcado de Moscou, ou por qualquer outra expressão da identidade ucraniana.

Durante a ocupação russa, os crentes das igrejas evangélicas na Ucrânia (pentecostais, batistas, adventistas, carismáticos etc.) são particularmente afetados. Soldados russos ameaçaram repetidamente a destruição física total de todos os crentes evangélicos, chamando-os de "espiões americanos", "sectários" e "inimigos do povo ortodoxo russo".

Prisões e torturas

Valentyn Syniy, reitor do Instituto Cristão Tavriski, completamente destruído pelos militares russos, deu testemunho sobre isso na Cúpula IRF 2023 em Washington, DC.

A IRF documentou o testemunho de Syniy, parte do qual está disponível no canal do YouTube da IRF Ukraine.

Dmitry Bodyu, pastor da Igreja Palavra da Vida em Melitopol, região de Zaporizhzhia, compartilhou sua história pessoal do cativeiro russo com os participantes da Cúpula da IRF. Os militares russos ocuparam o prédio da igreja e o pastor foi preso e ameaçado de morte. Ele conseguiu escapar de uma prisão russa e se evadir, mas para os fiéis evangélicos locais sob ocupação russa, a ameaça mortal persiste.

O pastor Bodyu também mencionou em seu discurso que as autoridades de ocupação russas prenderam ilegalmente dois clérigos da Igreja Greco-Católica Ucraniana em Berdiansk, na região de Zaporizhzhia. Eles são Ivan Levitskyi e Bohdan Geleta, que estão presos há mais de três meses e são torturados e acusados ​​arbitrariamente de terrorismo e assistência.

A IRF documentou o testemunho de Dmitry Bodyu para um relatório atualizado, cujo texto completo será divulgado em breve.

Testemunhos de violações

Durante a Cúpula IRF, um painel de discussão específico sobre a Ucrânia foi realizado, contando com a participação do primeiro vice-presidente da União Ucraniana de Igrejas Cristãs Evangélicas-Batistas, Igor Bandura; o primeiro vice-bispo sênior da Igreja Pentecostal Ucraniana, Anatoliy Kozachok; o presidente da União de Organizações Religiosas Judaicas da Ucrânia, rabino Yaakov Dov Bleich; o bispo da Igreja Católica Romana na Ucrânia, Oleksandr Yazlovetskiy; o arcipreste da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, padre Andrii Dudchenko; e o presidente do Conselho do Instituto de Liberdade Religiosa, Oleksandr Zaiets.

Em setembro de 2022, o Instituto Ucraniano de Liberdade Religiosa publicou o relatório "Ataques russos à liberdade religiosa na Ucrânia" e evidências em vídeo de crimes de guerra russos contra comunidades religiosas ucranianas, com diversos depoimentos sobre as violações.

A pesquisa atualizada, recentemente apresentada na capital americana, foi realizada pela IRF Ucrânia com o apoio do movimento de construção da paz PAX (Holanda) e Mission Eurasia (EUA).

Fonte: Guiame

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

ONG de Franklin Graham distribuiu mais de 50 mil toneladas de alimentos na Ucrânia



Grupo cristão internacional de socorro e evangelismo, a Samaritan's Purse ajuda os ucranianos como parte de sua missão de apoio a pessoas em todo o mundo.


A organização cristã internacional de assistência e evangelismo Samaritan’s Purse alcançou um marco significativo: acaba de cruzar o limiar de 50 mil toneladas em alimentos distribuídos na Ucrânia, país devastado pela guerra.

Com sede na Carolina do Norte, EUA, a organização compartilhou com a Fox News Digital, na segunda-feira (05), a atualização do trabalho de ajuda humanitária que realiza no país comandado por Volodymyr Zelensky.

Desde que o conflito Rússia-Ucrânia começou, em 24 de fevereiro, todas as semanas o grupo de caridade tem enviado suprimentos de emergência e alimentos para a Ucrânia para dezenas de pessoas inocentes apanhadas na mira da guerra.

"À medida que o inverno se aproxima, as coisas na Ucrânia só pioram", disse o CEO e presidente da Samaritan’s Purse, reverendo Franklin Graham, à Fox News Digital.

Ele disse que "muitas áreas perderam eletricidade e é impossível comprar comida nas partes orientais do país [que estão] mais próximas dos combates".

50 milhões de toneladas

E acrescentou: "A Samaritan’s Purse tem comprado e trazido alimentos para o país todas as semanas. Também estamos recebendo alimentos do Programa Alimentar Mundial".

Segundo Graham, "até esta semana, distribuímos mais de 50 mil de toneladas. Estamos trabalhando com nossa rede de igrejas em toda a Ucrânia para distribuir este alimento às pessoas necessitadas e lembrá-las de que Deus as ama."

"Precisamos continuar a orar para que Deus trabalhe nos corações dos líderes envolvidos para pôr fim ao conflito que trouxe tanta dor e devastação", disse o filho de Billy Graham.

A guerra

Dia 5 de dezembro de 2022 marcou o 285º dia de guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A cada semana, a Samaritan’s Purse leva toneladas de alimentos para a Ucrânia, informou a organização.

"Lojas e lojas fecharam, não deixando as pessoas comprarem comida", justificou o volume de suprimentos para o país do leste europeu.

Na segunda-feira, atingiu a marca máxima de ter distribuído 50 mil de toneladas em alimentos.

A organização disse que em áreas perigosas, "lojas e comércios fecharam, não deixando como as pessoas comprarem comida".

Muitas das pessoas "desesperadas por comida só podem levar o que podem carregar – então a comida é dada às pessoas em sacolas de supermercado", disse a Samaritan’s Purse.

O grupo também disse à Fox News Digital que "alguns dos bravos pastores e líderes da igreja com os quais estamos fazendo parceria também estão levando essas distribuições de alimentos para a zona de conflito. Eles enfrentam condições perigosas para chegar aos pontos de distribuição".

"Esses heróis anônimos levam ônibus, vans e até mesmo seus próprios veículos carregados com alimentos e outros suprimentos de socorro da Samaritan’s Purse para pessoas que estão sofrendo profundamente no conflito", disse a organização.


A Samaritan’s Purse tem ajudado o povo da Ucrânia desde os primeiros dias da guerra. (Foto: Samaritan’s Purse)

Os pastores "também se oferecem para ajudar a evacuar os residentes – e algumas pessoas conseguiram ficar em segurança por meio dessas missões".

O próprio Rev. Graham visitou a Ucrânia duas vezes desde o início do conflito. Ele espera voltar em janeiro, disse o grupo.

Ambos os lados da guerra foram atingidos, já que explosões abalaram duas bases aéreas russas na segunda-feira (05) e várias cidades ucranianas sofreram danos causados ​​por mísseis, informou o Wall Street Journal.

Na Ucrânia, as pessoas inundaram abrigos antiaéreos, incluindo abrigos montados no sistema de trânsito subterrâneo, enquanto a Rússia lançava mísseis contra o país.

Fonte: Guia-me com informações de Fox News Digital via Folha Gospel

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Pastor batista e esposa são sequestrados na Ucrânia


Os filhos e os membros da igreja não têm notícias sobre o casal, que foi levado por homens mascarados com uniformes militares.

Após o sequestro do dia 21 de setembro, o pastor Leonid Ponomaryov e sua esposa Tatyana, continuam desaparecidos. O casal foi levado da igreja em Mariupol, que foi ocupada pelos russos, por homens armados e mascarados, em uniformes militares. 

De acordo com notícias do Forum 18 News Service, do dia 6 de outubro, o pastor fazia parte do Conselho de Igrejas Batistas. Antes do sequestro, as autoridades revistaram a casa do casal por cerca de duas horas e meia.

Além disso, os militares russos também revistaram e selaram a igreja de Ponomaryov, identificada como Igreja Batista da Rua Kurchatov. Toda a literatura cristã que havia no local foi apreendida. 

Sobre o sequestro do casal 

Os vizinhos disseram que ouviram gemidos e gritos enquanto o casal era levado pelos homens mascarados. Os membros da Igreja que tentaram saber o que aconteceu não encontraram respostas. 

Já as autoridades russas, alegaram que o casal estava envolvido em “atividades extremistas”, mas não se sabe se eles foram acusados ​​de algum crime. 

Os filhos, amigos e colegas do casal ainda não conseguiram entender o motivo do sequestro e também não tiveram informações sobre o local para onde o pastor e as esposa foram levados.

Os filhos emitiram um comunicado em 1º de outubro agradecendo à comunidade batista por suas orações, pois várias igrejas estão orando e jejuando pelo retorno do casal: “Há muitos dias que não sabemos nada sobre eles”.

Casal permanece desaparecido

Um grupo de membros da igreja de Mariupol e Rostov percorreu todas as agências e instituições, não apenas em Mariupol, mas no centro regional [Donetsk], e não foram informados sobre nossos pais em nenhum lugar”, disseram os filhos.

Embora as autoridades russas não tenham respondido aos pedidos de informações do Fórum 18, um oficial do Ministério do Interior russo disse a parentes que o casal seria libertado após os referendos controlados pela Rússia, de 27 de setembro, para anexar Donetsk e três outras regiões ocupadas pelos russos na Ucrânia. 

Os referendos de 27 de setembro foram ilegais sob a lei ucraniana e internacional e não foram oficialmente reconhecidos pelos EUA e pela comunidade internacional.

Mas a Rússia ocupou oficialmente Mariupol desde maio, na guerra que o país lançou contra a Ucrânia em fevereiro. Desde então, a Rússia selou muitas igrejas e confiscou equipamentos.

Mas, apesar do referendo e do fechamento forçado de algumas igrejas cristãs, outras congregações, incluindo pelo menos duas batistas do Conselho, ainda podem realizar cultos aos domingos.

O Fórum 18 explicou que o Conselho de Igrejas Batistas têm “igrejas não registradas” na Ucrânia e que se reúnem em propriedades pertencentes a um ou dois membros da igreja.

Fonte: Guiame

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Putin convoca 300 mil homens e faz ameaça nuclear: “Isso não é um blefe”


O discurso de Putin alimenta especulações sobre o futuro da guerra, já que um confronto direto entre a Otan e a Rússia seria um passo em direção à Terceira Guerra Mundial.

O presidente russo Vladimir Putin, ordenou nesta quarta-feira (21) a primeira mobilização parcial da Rússia desde a Segunda Guerra Mundial e alertou o Ocidente que está pronto para usar armas nucleares para defender seu país.

Indicando uma escalada da guerra na Ucrânia, Putin aprovou um plano para anexar partes da Ucrânia, convocou 300.000 militares da reserva e levantou a possibilidade de um conflito nuclear, caso a segurança da Rússia esteja em risco.

Gostaria de lembrar que o nosso país tem diferentes tipos de armas, e algumas delas são mais modernas do que as dos países da Otan. No caso de uma ameaça à integridade territorial do nosso país, sem dúvida usaremos todos os meios disponíveis para proteger a Rússia e o nosso povo. Isso não é um blefe”, disse Putin em um discurso televisionado à nação.

Citando a expansão da Otan em direção às fronteiras da Rússia, Putin disse que o Ocidente está planejando destruir seu país e se envolvendo em uma “chantagem nuclear”.

Ele acusou os Estados Unidos, a União Europeia e a Grã-Bretanha de encorajar a Ucrânia a empurrar suas operações militares para a própria Rússia.

Em sua política agressiva anti-russa, o Ocidente cruzou todas as linhas”, disse Putin. “Aqueles que tentam nos chantagear com armas nucleares devem saber que o cata-vento pode virar e apontar para eles.”

O discurso alimenta especulações sobre o futuro da guerra e indica que Putin está expandindo sua “operação militar especial” na Ucrânia, que tem sido apoiada por países da Otan, que é liderada pelos EUA. 

Um confronto direto entre a Otan e a Rússia seria um passo em direção à Terceira Guerra Mundial.

Mobilização militar e anexação

A mobilização parcial das reservas da Rússia é a primeira desde que a União Soviética lutou contra a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, e começa imediatamente.

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, disse que o país irá recrutar cerca de 300.000 militares adicionais de cerca de 25 milhões de combatentes em potencial à disposição de Moscou.

Putin também apoiou os referendos que serão realizados nos próximos dias em áreas da Ucrânia que são controladas por tropas russas — indicando o primeiro passo para a anexação formal de cerca de 15% do território ucraniano.

As votações foram solicitadas pelas autodenominadas Repúblicas Populares de Donetsk (DPR) e Luhansk (LPR), que Putin reconheceu como independentes pouco antes da invasão.

O Ocidente e a Ucrânia condenaram o plano do referendo como uma “farsa ilegal” e prometeram nunca aceitar seus resultados.

Fonte: Guiame

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Igreja ucraniana no Brasil cresce após a chegada de refugiados

Mais de 6 milhões de ucranianos vivem como refugiados de guerra; a igreja brasileira tem recebido e ajudado diversos grupos que chegam ao país.

Prestes a completar seis meses, a guerra na Ucrânia produziu, além de destruição e mortes, um contingente gigantesco de refugiados. Segundo a ACNUR (Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), já passam de 6 milhões de ucranianos nessas condições, que buscam refúgio em países vizinhos, como a Polônia, mas também em outros distantes, como o Brasil.

Esse número cresceu quando o governo brasileiro anunciou a liberação de passaporte humanitário para os ucranianos mais vulneráveis, facilitando a entrada desse grupo no país.

Entre os refugiados, mais de 1 milhão de crianças deixaram a Ucrânia só em março deste ano, segundo o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas (Unicef).

Na época, o pastor brasileiro Elias Dantas, fundador da Global Kingdom Partnership Network (GKPN), uma rede global de igrejas e pastores, esteve em Lviv, no oeste da Ucrânia, e acompanhou a ação de resgate.

Com a chegada dos ucranianos no Brasil, diversas igrejas passaram a recebê-los, além de comunidades que se formaram a partir da chegada dos refugiados.

Vitalii e Iryna Arshulik são ucranianos que vivem no Brasil como plantadores de igrejas, e ministram em uma área onde 80% da população é descendente de ucranianos.

O casal brasileiro trabalha em parceria com Elias Dantas que está em parceria com os Estados Unidos.

Igrejas envolvidas

Os Arshulik representam uma articulação de exercícios entre organizações e igrejas evangélicas ao redor do mundo que buscam os auxiliares. O Conselho de Missão Internacional desempenha um papel ativo nesse esforço.

Em março, a Primeira Igreja Batista de Curitiba enviou Vitalii a São Paulo para receber o primeiro grupo de 29 ucranianos – composto por oito famílias.

Assim que chegam, os ucranianos recebem cuidados dos membros da igreja local, que os levaram a um passeio pela região, apresentando-lhes a cultura local e a culinária tradicional brasileira.

Os ucranianos contam, em lágrimas, suas vidas experiências com a guerra. Depois dessa transição inicial no Brasil, a igreja os ajuda a encontrar moraria em bairros próximos.

Diversos outros grupos que chegaram ao Brasil foram recebidos com os mesmos cuidados. Igrejas Batistas locais se estabeleceram para ajudar a longo prazo com os refugiados.

Impacto

Os refugiados são todos irmãos e irmãs em Cristo, provenientes de igrejas evangélicas na Ucrânia e já estão produzindo um impacto na cidade.

A igreja em Prudentópolis, onde Vitalii e Iryna servem, alugou um espaço maior para adoração, pois mais de 100 pessoas têm se reunido todos os domingos. Eles também iniciaram um grupo de jovens.

O casal foi convidado para contar suas experiências com a ajuda a refugiados ucranianos em muitos programas de rádio e televisão.

Além disso, a influência deles chegou a outros países, tendo se encontrado com os embaixadores dos Estados Unidos, do Canadá, da Ucrânia, Inglaterra e União Europeia, buscando encontrar maneiras de ajudar os ucranianos a se ajustarem à nova cultura.

Conhecer a cultura ucraniana ajuda a família de Vitalii a se comunicar com os refugiados no próprio idioma.

Os Arshulik acreditam que Deus os preparou para essa oportunidade ministerial. Além do chamado inicial de levarem os brasileiros descendentes de ucranianos a Cristo, eles agora têm o desejo de ajudá-los em suas necessidades físicas, emocionais e espirituais.

Fonte: Guia-me com informações de IMB via Folha Gospel

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Sociedade Bíblica da Ucrânia diz que está dando Bíblias para os soldados russos


“Estamos fazendo o nosso melhor para levar luz às trevas”, diz um dos representantes.

Cerca de 7 milhões de ucranianos tiveram que fugir do país, desde que a Rússia colocou em prática seus planos de tomar o país da forma mais violenta. Agora, a Sociedade Bíblica da Ucrânia, se concentra em trabalhar por aqueles que permaneceram.

"Nós tentamos fazer o nosso melhor pelos que ficaram. Juntamente com as igrejas, estamos levando luz às trevas. A escuridão é muito profunda. Grandes problemas estão se tornando cada vez mais visíveis", explicou o vice-secretário geral da Sociedade Bíblica Ucraniana, Anatoliy Raychynets.

Sobre o trabalho de doações de Bíblias, ele disse que "têm sido uma grande bênção" ter a palavra de Deus em mãos. Além disso, disse também que tem sido excelente para as pessoas que estão circulando pelo país e que não podem levar muitas coisas com elas.

"Nossa equipe no leste da Ucrânia diz que está dando Bíblias para soldados russos e muitos deles estão aceitando. O armazém agora está vazio de Bíblias russas", ele compartilhou.

Ao descrever a situação atual do país, Anatoliy diz: "A vida diária é pesada. Você se sente tão cansado. Não durmo uma noite inteira há cinco meses. Estou falando em nome de milhões".

"Há funerais todos os dias. Todos os dias conhecemos alguém que conhece alguém que foi morto. Com o passar das semanas, vamos nos acostumando com notícias ruins como essa, mas não percebemos o quanto isso está nos mudando, o quanto está nos prejudicando", continuou.

"Se você sair da Sociedade Bíblica, ao virar da esquina, você encontrará pessoas de 60 ou 70 anos, ou pessoas mais jovens, que estão bêbadas ou que estão com problemas mentais, falando alto. A cada dia isso é mais comum", relatou.

"Você não pode planejar nada. Na semana passada, viajamos para áreas urbanas problemáticas, no leste, para evacuar mulheres e crianças. Tínhamos um plano, mas tivemos que mudá-lo cinco vezes. Chegamos em Kyev 27 horas depois do planejado", explicou.

Luz na escuridão

Segundo Anatoliy, já são quase 14 milhões de deslocados internos e todos os dias eles recebem ligações de igrejas que têm grupos de refugiados de muitas cidades. "Eles precisam de comida, cuidados médicos, entre outras coisas", disse.

"Outros países também receberam muitos ucranianos. Nosso presidente até mencionou que os cristãos recebem o povo ucraniano com muito amor. Este é um grande testemunho — o mundo está vendo que ajudamos uns aos outros. Como eu disse antes, é luz na escuridão", reforçou.

"Quero expressar gratidão por todo o apoio pelas doações de Bíblias de Sociedades Bíblicas ao redor do mundo", agradeceu ao citar que ainda há uma grande necessidade de materiais cristãos na Ucrânia.

Além da distribuição de Bíblias, há também programas de cura de traumas que são feitos pelas igrejas evangélicas e católicas, para adultos que perderam parentes e crianças que ficaram sem os pais.

Fonte: Guia-me com informações de Eternity News via Folha Gospel

segunda-feira, 25 de julho de 2022

“Deus é glorificado mesmo no meio das horas mais sombrias da Ucrânia”, diz missionária

A missionária ucraniana Mariana Laskava fala sobre sua experiência de deixar Kiev e continuar servindo aos refugiados.


Mariana Laskava é ucraniana. Ela serve como missionária na Word of Life, uma missão com um instituto bíblico sediado perto de Kyiv.

Ela teve que fugir rapidamente, com uma pequena mala, por causa da ameaça de bombardeios que estavam prestes a começar na capital do país.

Depois de alguns meses servindo entre os refugiados ucranianos, Mariana conseguiu viajar para a Espanha, onde também participará de acampamentos neste verão.

Em setembro, ela espera retornar a Kiev, para servir na escola bíblica, onde acompanha os alunos à medida que crescem em sua jornada de fé e também trabalha como tradutora para vários professores de inglês e espanhol.

O site de notícias espanhol Protestante Digital conversou com ela sobre como ela está enfrentando esse conflito e a situação atual de seu país.

Leia a entrevista abaixo:

Pergunta. Que tipo de trabalho você faz e como era o dia-a-dia no colégio bíblico antes da guerra?

Resposta.. Sou missionária em tempo integral na Word of Life Ucrânia, uma missão que trabalha com jovens com foco em evangelismo, mas também temos um instituto bíblico.

Todos os anos, em setembro, um grupo de 30-50 jovens vem de diferentes países, tanto da Ucrânia como de países vizinhos, para estudar a Bíblia e viver no instituto por um ou dois anos.

Nós os orientamos em seus estudos, ajudando-os a aprender a desenvolver seus ministérios, encorajando-os no evangelismo – fazemos muito evangelismo de rua nas ruas de Kyiv – e ajudando-os a crescer em sua vida cristã, tanto por meio de treinamento quanto por o exemplo que eles podem ter de nós.

Passamos tempo com nossos alunos e construímos um relacionamento profundo com eles.


Uma propriedade Ucrânia tornou-se um ponto chave para a distribuição de ajuda e alimentos.

P. Você trabalha principalmente com jovens?

R. Os alunos geralmente ingressam no instituto bíblico depois de terminar o ensino médio, antes de ingressar na universidade, então geralmente têm entre 17 e 19 anos.

Em dois anos eles são treinados na Bíblia e na vida cristã no centro que temos lá, para que possam então desenvolver seu trabalho ou missão futura.

P. Todo este trabalho foi interrompido em fevereiro com a invasão russa . Como você experimentou isso?

R. Em dezembro, quando a Rússia começou a montar tropas na fronteira, os noticiários da TV já falavam sobre a possível invasão.

Nós, como missão, estávamos orando para que isso não acontecesse. Mas duas semanas antes do início da guerra, pedimos aos alunos que saíssem. Mudamos o feriado que costumavam ter em março para o início de fevereiro, pois a situação estava ficando tensa.

A liderança da missão nos Estados Unidos nos pediu para fazer as malas caso tivéssemos que evacuar.

No dia anterior à invasão nos chamaram para sairmos com urgência, que tínhamos 40 minutos para nos prepararmos para a evacuação de emergência.

Muitas pessoas na equipe não esperavam que isso acontecesse. Achei que poderia acontecer, por causa do acúmulo de soldados na fronteira.

P. Como você fugiu?

R. Foi tudo muito traumático, o que vivenciamos naquele dia e o que muitos vivenciaram nos dias seguintes.

Saímos rapidamente porque fomos avisados ​​de que o bombardeio de Kyiv começaria naquela noite, mas só podíamos levar uma pequena mala.

É difícil, porque você não pode colocar sua vida em uma mala, e você sai de casa correndo o risco de ser bombardeado. Você também deixa sua família lá, pessoas que você ama, que não saem do país, mas confiando que estão nas mãos do Senhor.

Foi um choque, algo que testou muito nossa fé. Foi traumático.

P. Você está agora na Espanha, mas qual foi sua viagem durante esses meses?

R. Estou agora na Espanha e muitas pessoas cuidam de mim. Mas quando a guerra começou fomos para a Hungria, para a propriedade que a missão tem lá.

Então, uma semana depois, parte da equipe foi para a Romênia, onde a missão começou a receber refugiados vindos da Ucrânia.

Em dois meses recebemos cerca de uma centena de pessoas que estávamos ajudando e servindo.

P. Quais são seus planos para o futuro, você acha que poderá retornar à Ucrânia?

R. A maioria de nossos missionários já retornou à Ucrânia. Os homens ficaram e durante esses meses prestaram tanto serviço, distribuindo alimentos e ajudando, até arriscando a vida.

As mulheres e crianças partiram, e algumas ainda estão em outras partes da Europa. Estou planejando ir para um acampamento na República Tcheca em agosto, e depois talvez voltar para a Ucrânia para continuar o trabalho na missão.

P. Atualmente você tem família na Ucrânia?

R. Sim, minha mãe, meu irmão e sua esposa não queriam ir embora. Eles estavam em risco em Kyiv, mas Deus cuidou deles, orei muito por eles e ainda estamos em constante comunicação.

P. Quando você enfrenta uma situação tão inesperada e complicada, o que você aprende sobre Deus e seu relacionamento com Ele?

R. Quando você entra em uma tempestade como uma guerra, se você tem um relacionamento próximo com Deus, você atravessa a tempestade segurando algo estável.

As emoções, os traumas que você passa podem ser muito prejudiciais, mas se você se apegar a Deus, a verdadeira Torre Forte, você pode conhecer ainda mais o Senhor.

Trabalho em aconselhamento pessoal e agora minha compreensão de como ajudar aqueles que sofrem é maior. Já que passei por tanto sofrimento, agora posso entender melhor essa situação.

Deus está abrindo portas, quando você tem um bom relacionamento com Ele, você sai mais forte, mas se o relacionamento não for bom, a situação pode levar você a ser esmagado.

P. Novas oportunidades de ministério foram abertas?

R. Nesta tempestade, conseguimos levar o evangelho a muitas pessoas. Nos lugares onde ficaram sem casa, sem recursos, 90% dos voluntários que trabalham na Ucrânia são cristãos.

Um grande testemunho está sendo dado. Nós como missão ajudamos trazendo bens, comida, roupas, água, pão, evacuando pessoas… E todas as oportunidades foram aproveitadas para pregar o evangelho.

Estamos envolvidos em algo grande, porque neste tempo cerca de 5.000 pessoas ouviram o evangelho através de nossos missionários.


A equipe do Word of Life tem ajudado nas evacuações, e esse trabalho continuou na área de Donbas, onde o conflito armado continua.

P. Como você acha que o país está lidando com esse fardo? Como as pessoas reagem entre aqueles que ainda não conhecem a Deus?

R. Tanto quanto eu entendo daqueles que estão trabalhando nas igrejas dando comida e ajuda, as igrejas estão se enchendo de pessoas que não conhecem a Cristo.

Uma igreja em Kiev que eu conheço bem está realizando as reuniões do lado de fora do prédio da igreja, porque lá dentro há espaço para cerca de 80 pessoas e há cultos onde eles têm mais de 300 pessoas participando. Eles estão fazendo atividades para crianças, para mulheres.

Tenho visto igrejas celebrando batismos. Assim, Deus é glorificado mesmo no meio das horas mais sombrias do nosso país.

P. Por que é importante ter Deus em sua vida em uma crise como essa?

A. A vida flui de Deus e em Sua presença há plenitude de alegria.

Se alguém quer viver uma provação com a força e a alegria do Senhor, deve confiar nEle, porque mesmo permitindo essa provação, Ele está trabalhando em nossos corações, suprindo as necessidades, nos ensinando e nos colocando onde precisamos ser.

Quando você confia em Deus você pode ver tudo isso, mas se você não tem Deus, você só pode ver as coisas ruins. Se alguém está perto de Deus, pode ver a obra de Deus em meio a grande dificuldade.

P. Com o passar do tempo, parece que perdemos a sensibilidade em relação à Ucrânia. Como podemos ajudar você e seu país?

R. Existem várias maneiras. É muito importante orar. Nossos soldados testificam que Deus está guardando suas vidas. Você precisa orar para que a guerra termine, para que as bombas não caiam onde o povo está, e que Deus preserve nosso país.

Você pode orar para que o evangelho continue a ser pregado e que muitos se tornem filhos de Deus.

Também pode ajudar nas finanças, através de diferentes entidades.

E a terceira via seria, quando a guerra terminasse, a constituição de equipes de trabalho para ajudar na reconstrução das casas e das infraestruturas.

Fonte: Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

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