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terça-feira, 5 de julho de 2022

Justiça suspende sessão que cassou mandato de vereador do PT


Renato Freitas teve o cargo cassado na Câmara Municipal de Curitiba por quebra de decoro

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) suspendeu a sessão da Câmara Municipal de Curitiba que cassou o mandato do vereador Renato Freitas (PT), no dia 22 de junho. Com isso, Freitas volta a exercer o cargo de forma integral.

Freitas responde a um procedimento para apurar suposta quebra de decoro após ser acusado de invadir a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em fevereiro, durante protesto que repudiava o assassinato do congolês Moïse Kabagambe. Relembre o caso ao final da reportagem.

O documento desta terça-feira (5) foi assinado pela desembargadora Maria Aparecida Blanco de Lima. Conforme a decisão, ela determinou o cancelamento dos efeitos das sessões dos dias 21 e 22 de junho, onde foi votada a cassação do vereador.

O advogado Guilherme Gonçalves, responsável pela defesa do vereador, disse que continua acreditando que, ao final do processo, Renato terá de volta o mandato em toda a sua plenitude. Segundo ele, essa atitude só fortalece a democracia.

– O fundamento principal da decisão foi, justamente, o desrespeito ao devido processo legal no sentido de se garantir o direito de defesa do vereador, por conta do açodamento da intimação do próprio vereador e de seus defensores para a sessão de julgamento do mesmo – relatou.

A defesa afirmou ainda que tem a certeza que “seja esse mandado de segurança, seja a ação anulatória que demonstrou a suspeição de alguns membros do Conselho de Ética, e a ilegal coação sobre outros, serão julgadas procedentes pela Justiça”.

– A defesa sempre confiou na Justiça do Paraná, posto que, conforme até mesmo alertado antes da realização da malfadada sessão, havia grave ilegalidade em convocá-la com tamanho açodamento e precipitação. Essa atitude, ao lado de várias outras que foram presenciadas durante esse processo, revela que a condição do vereador – negro e de origem humilde – parecem ser mais decisivas para o desenrolar do processo do que os atos que o vereador cometeu – concluiu o advogado.

A desembargadora Maria Aparecida Blanco de Lima concordou com a alegação da defesa do parlamentar e afirmou que Freitas e seu advogado não foram intimados para a sessão na Câmara Municipal, o que aponta um desrespeito ao devido processo legal e ao direito da defesa.

Já na última segunda-feira (4), a Câmara Municipal havia empossado como vereadora a então suplente Ana Júlia Ribeiro, também do PT.

O CASO

Renato Freitas tem 37 anos e estava em seu primeiro mandato. Eleito com 5.097 votos, o professor universitário e advogado ocupava a posição de líder da oposição na câmara. A votação da cassação ocorreu no dia 22 de junho. Foram 25 votos favoráveis e cinco contrários.

Freitas e seu representante legal não estiveram na sessão, sob a alegação de que não foram intimados regularmente. Eles também faltaram no primeiro dia. O presidente Tico Kusma (PROS) disse, em plenário, no dia 21, que a convocação seguiu o que determina o regimento interno.

Fonte: Pleno News

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Conselho de Ética aprova parecer pela cassação de vereador que invadiu igreja em Curitiba


A defesa do vereador Renato Freitas (PT) tem o prazo de cinco dias úteis para recorrer da decisão


O Conselho de Ética da Câmara municipal de Curitiba aprovou nesta terça-feira, um parecer pela cassação do vereador Renato Freitas (PT), após um episódio de invasão de uma igreja católica.

O parecer será encaminhado para votação em plenário dos 38 vereadores da Casa. Nos bastidores, a avaliação é de que Freitas terá dificuldade de escapar da perda de mandato. A sessão terminou com cinco votos pela cassação, um pela suspensão por seis meses e outro pelo arquivamento.

Agora, a defesa de Freitas tem o prazo de cinco dias úteis para recorrer da decisão, que será avaliada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois disso, a Casa tem o prazo de três sessões para marcar o julgamento do vereador.

O caso remete a uma manifestação na igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito, no centro histórico de Curitiba, pela morte do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, no Rio, espancado até a morte aos 24 anos. Na ocasião, o protesto foi liderado pelo vereador do PT Renato Freitas que entrou no templo e bradou palavras de ordem por Justiça.


Por videoconferência, por ter testado positivo para covid-19, Sidnei Toaldo leu seu parecer pela cassação. (Foto: Carlos Costa/CMC)

O caso provocou comoção nacional e o presidente Jair Bolsonaro aproveitou para acenar a seus apoiadores religiosos e pediu uma investigação dos responsáveis pelo ato.

Por outro lado, na esquerda o episódio foi lido internamente como um tiro no pé, já que os vídeos do vereador petista invadindo a igreja viralizaram e passaram a ser utilizada para atacar o ex-presidente Lula, que é pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Fonte: Yahoo via Folha Gospel

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