quinta-feira, 5 de maio de 2016

Eduardo Cunha é afastado do mandato - Meu comentário


Na manhã desta quinta (5), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, decidiu pelo afastamento de Eduardo Cunha (PMDB/RJ) do mandato de deputado federal. Consequentemente, ele perde o cargo de presidente da Câmara até que o processo seja julgado.
Após denúncias seguidas na Operação Lava Jato, Zavascki concedeu uma liminar decidindo pelo afastamento imediato. O pedido foi feito pela Procuradoria-Geral da República, em dezembro de 2015. São 11 situações listadas no processo, que comprovariam que o deputado usou o cargo para “constranger, intimidar parlamentares, réus, colaboradores, advogados e agentes públicos com o objetivo de embaraçar e retardar investigações”.
No documento, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, classifica o peemedebista de “delinquente”, e que Cunha ultrapassou “todos os limites aceitáveis ao usar o cargo em “interesse próprio”.
Cunha foi considerado, por unanimidade, réu no STF, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, além de participar do esquema de corrupção da Petrobras. Ficou comprovado que ele recebeu US$ 5 milhões em propina, fruto de contratos de navios-sonda da estatal.
Existem outras denúncias e pedidos de inquéritos que ainda precisam da autorização de Teori para serem abertos. Cabe recurso e Cunha continuará com foro privilegiado. Enquanto aguarda o julgamento pelo plenário do Supremo, o peemedebista será substituído pelo deputado Waldir Maranhão (PP-MA), outro investigado na Lava Jato.
Nas buscas da Polícia Federal na residência de Cunha, foram encontradas conversas num dos celulares apreendidos, mostrando cobranças de propina do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS. Além disso, há contatos nesse mesmo sentido com o então presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo.
As buscas revelarem ainda documentos referentes às suas contas na Suíça, além de documentos referentes à Petrobras, o dossiê da CPI da Petrobras, e documentos de projetos de deputados aliados.
Com informações de Folha de SP via Gospel Prime
MEU COMENTÁRIO:
No meu entender, toda essa balbúrdia jurídica e política, está plenamente sob o controle do Eterno.
O Brasil está sendo passado a limpo e Eduardo Cunha não deve e nem poderia passar impune, porém, precisava cumprir o seu papel como presidente da Câmara dos Deputados, tanto é que ouvi em diversos comentários na imprensa, da alegria contida de políticos ligados ao governo pelo afastamento de Eduardo Cunha, mas ao mesmo tempo, lamentando ter sido muito tarde ou até mesmo fora de hora.
Sabiam eles muito bem, que para comandar a questão do impeachment num casa com tamanha complexidade, se não tivesse alguém com profundo conhecimento das regras parlamentares e do regimento da casa, jamais se chegaria às vias de fato, e Eduardo Cunha além de ter essa capacidade e frieza, ainda tinha a "vingança" como elemento motivador.
Por outro lado, o próprio Eduardo Cunha, com a sagacidade que tem, influência e livre trânsito no meio político, já sabia de antemão que não escaparia, no entanto utilizou-se das cartas que tinha no bolso do colete para tentar se safar, ou na pior das hipóteses, afundar levando consigo seus desafetos, é o que está acontecendo.
Como todos resolveram optar pelo estilo "turrão", estão agora afundando juntos.
A dissensão entre eles foi providencial para a nação, pois se tivessem entrado em acordo, possivelmente teriam dificultado as coisas para a justiça.
Bem, a limpeza continua.  Quem não pode fazer outra coisa, ore para que Deus continue fazendo o trabalho necessário, ainda que por vias dolorosas, e que isso sirva de exemplo para todos nós, inclusive e principalmente a Igreja e seus líderes.

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