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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Cerca de 5 mil pessoas se convertem a Jesus diariamente na Índia, afirmam líderes cristãos



A informação foi divulgada durante o Congresso Nacional “Igreja em Missão” (AICOCIM) 2025, promovido pela Evangelical Fellowship of India


Após 15 anos, quase 450 líderes cristãos de todos os estados da Índia se reuniram em Nagpur para o Congresso Nacional "Igreja em Missão" (AICOCIM) 2025, promovido pela Evangelical Fellowship of India (EFI). O evento superou amplamente as expectativas — inicialmente previstas em cerca de 300 participantes — e reuniu representantes de diferentes denominações e áreas como educação, saúde e ministério pastoral.

O encontro, realizado em setembro, marcou um momento de reflexão e renovação espiritual, abordando o crescimento expressivo da Igreja indiana, que, segundo líderes, ganha entre 3 mil e 5 mil novos seguidores de Jesus por dia. Durante a abertura, o secretário-geral da EFI, reverendo Vijayesh Lal, destacou a relevância histórica do congresso em sua mensagem "Um chamado à clareza e à fidelidade".

"Este é um tempo kairós — um momento em que Deus convoca Seu povo à atenção, ao arrependimento e à coragem", afirmou. "Nossa esperança não está em tempos favoráveis nem em nossas forças, mas em Cristo, que venceu a morte. Por isso, não seremos abalados."

O programa incluiu plenárias e consultas em treze eixos estratégicos, entre eles missão, educação teológica, liderança feminina e discipulado. Durante o evento, também foi lançado um "Manual de Resiliência para Igrejas", voltado a apoiar congregações em contextos de crise.

Desafios e perspectivas

Uma das características mais marcantes desta edição foi a ausência de palestrantes internacionais, o que, segundo os organizadores, proporcionou um ambiente de diálogo mais autêntico e contextualizado à realidade indiana.

Entre os principais temas discutidos estiveram a necessidade de ampliar a representatividade feminina na liderança eclesiástica, a resistência à renovação geracional de líderes e o enfrentamento do sistema de castas — considerado incompatível com os princípios cristãos de igualdade e amor ao próximo.

Os participantes também debateram novas oportunidades para a Igreja na Índia, como o cuidado com a saúde mental, o combate à solidão e a atenção integral ao ser humano. "Podemos fazer a diferença ao demonstrar o amor de Cristo, especialmente a quem ninguém mais alcança", destacou um dos palestrantes.

O editor do Christian Daily News, Timothy Goropevsek, que acompanhou o congresso, resumiu a experiência: "Foi um privilégio testemunhar líderes discutindo como levar o Evangelho a uma nação de 1,4 bilhão de pessoas — um sexto do mundo. Saí encorajado e profundamente grato pelo que Deus está fazendo na Índia."


Fonte: Comunhão com informações de Christian Daily News via Folha Gospel

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Índia e Paquistão: Missionária da Índia suplica as orações da Igreja e envia vídeo da guerra



Missionária suplica as orações da Igreja pela guerra entre Índia e Paquistão e envia vídeo.


Uma missionária na Índia, conhecida deste editor do Point Rhema, que motivo óbvios omitimos seu nome, conclama a Igreja brasileira para orar pela guerra que está ocorrendo entre Índia e Paquistão.

Reverbero o pedido de oração recebido no privado, peço que orem e compartilhem com o maior números de irmãos em Cristo.

Pr. Carlos Roberto Silva


"Querida igreja,

Paz do Senhor!
Acredito que todos já estão cientes de que o conflito entre a Índia e o Paquistão foi oficialmente declarado. A Índia acaba de enviar mísseis ao Paquistão, e a Turquia também enviou ontem um navio com armamentos ao Paquistão, contra a Índia. Esse conflito pode escalar rapidamente, pois a água que abastece o Paquistão depende da Índia. Se a Índia cortar esse fornecimento, poderá haver muitas mortes. São diversos fatores sérios a serem considerados.

No mês passado, cinco terroristas cruzaram a fronteira e mataram civis em um parque turístico, causando grande revolta. O Paquistão se recusou a cooperar na prisão dos terroristas e, em vez de pedir perdão, ameaçou a Índia. Em resposta, os diplomatas indianos foram retirados do Paquistão, e todos os cidadãos paquistaneses na Índia tiveram 48 horas para deixar o país. A situação parece ainda mais grave, pois a população muçulmana dentro da Índia tem protestado em apoio ao Paquistão, gerando sérios conflitos internos.

Oremos para que a vontade de Deus prevaleça, e que, se possível, Ele poupe o Seu povo neste tempo de aflição. Na região onde moramos, a água potável já começou a faltar, e alguns alimentos estão escassos. Os preços também já começaram a subir. Há muitos boatos e incertezas, e, diante disso, é essencial que o povo de Deus seja guiado pelo Senhor". - Missionária brasileira na Índia


Assista ao vídeo enviado

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Índia e Paquistão: Pode haver uma guerra nuclear?





A escalada de conflitos entre Índia e Paquistão pode envolver até 342 armas nucleares.


Ainda há incerteza – e grande preocupação da comunidade internacional – sobre a possibilidade de uma guerra nuclear entre Índia e Paquistão, diante da escalada de conflitos entre os dois países, que pode envolver até 342 armas nucleares.

Nesta terça-feira (06), a Índia retaliou o massacre de turistas ocorrido em abril, lançando mísseis contra o território paquistanês. Em resposta, o líder do Paquistão condenou os ataques e garantiu que seu país reagirá com determinação.

O massacre ocorreu em 22 de abril, na região de Pahalgam, na Caxemira controlada pela Índia. Homens armados atacaram um grupo de turistas, matando 26 pessoas, a maioria cidadãos indianos.

O ataque foi atribuído ao grupo militante “Frente de Resistência”, mas a autoria ainda é contestada.

O governo indiano culpou o Paquistão pelo ataque, alegando que grupos extremistas baseados lá estavam por trás da violência. Em resposta, a Índia lançou a “Operação Sindoor”, atacando alvos no território paquistanês. O Paquistão negou envolvimento no massacre e prometeu retaliar os ataques indianos.

O lançamento do míssil, somado à promessa de retaliação do Paquistão, intensificou os temores de um conflito entre os dois países, ambos dotados de armas nucleares. Mas, os ataques realizados pela Índia demonstram que ela pode atingir alvos paquistaneses sem violar seu espaço aéreo ou recorrer a seu arsenal nuclear.

O analista do sul da Ásia, Michael Kugelman, afirmou que os ataques indianos na manhã de terça-feira foram dos mais intensos contra seu rival em anos. Segundo ele, a resposta do Paquistão "certamente terá um impacto significativo".

“São duas forças armadas fortes que, mesmo com armas nucleares como dissuasão, não hesitam em empregar níveis consideráveis ​​de força militar convencional uma contra a outra”, disse Kugelman.

Os riscos de escalada são reais. E podem aumentar, e rapidamente.

Arma nuclear como defesa e intimidação

Ao longo dos anos, Índia e Paquistão desenvolveram arsenais nucleares com o propósito de dissuadir conflitos, em vez de iniciá-los.

A Índia adota uma política de "não usar primeiro", o que significa que só recorrerá a armas nucleares em resposta a um ataque nuclear direcionado às suas forças ou território.

A estratégia nuclear do Paquistão envolve o uso de armas nucleares táticas para neutralizar ameaças nucleares e ataques convencionais de seu poderoso rival regional.

Exibição do míssil balístico de médio alcance Ghauri–I (primeiro à direita) na feira IDEAS realizada em Karachi, no Paquistão. (Foto: Wikimedia)

O país não exclui a possibilidade de um primeiro uso nuclear caso perceba uma ameaça existencial. No entanto, devido à superioridade militar da Índia, o Paquistão evita iniciar um conflito nuclear direto. Historicamente, já sofreu três derrotas em guerras convencionais contra seu vizinho.

Apesar das décadas de desconfiança e rivalidade, Índia e Paquistão mantêm um pacto que impede ataques às instalações nucleares de ambos.

Como parte do acordo, denominado Proibição de Ataques contra Instalações e Instalações Nucleares, os dois países trocam anualmente, em janeiro, listas de suas instalações nucleares – a prática já ocorre há 34 anos consecutivos.

No entanto, nenhum dos dois países aderiu ao “Tratado Global de Não Proliferação Nuclear”, que tem como objetivo limitar a disseminação de armas nucleares e tecnologias associadas.

Corrida nuclear

O Paquistão começou seu programa nuclear em 1972 e realizou seu primeiro teste nuclear em 1998. Atualmente, estima-se que o Paquistão tenha cerca de 170 ogivas nucleares, um número semelhante ao da Índia. Ambos os países não são signatários do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).

O desenvolvimento nuclear do Paquistão foi impulsionado pela rivalidade com a Índia, especialmente devido à disputa pela região da Caxemira. Recentemente, as tensões entre os dois países aumentaram, com ataques militares e ameaças veladas envolvendo o uso de armas nucleares.

Nenhum deles tem detalhes sobre o arsenal do outro

Nenhum dos dois países tem informações precisas sobre o número ou o tipo de armas nucleares que o outro possui, afirma a AP News. A Índia conduziu seu primeiro teste nuclear em 1974, enquanto o Paquistão fez o primeiro em 1998.

Dados do Bulletin of the Atomic Scientists apontam que o Paquistão tem cerca de 170 ogivas nucleares, enquanto a Índia possui 172. Isso significa que uma guerra entre Índia e Paquistão pode envolver 342 armas nucleares

Algumas análises sugerem que o número de ogivas paquistanesas pode ser maior, chegando a aproximadamente 200. O Paquistão mantém seu arsenal nuclear como medida de dissuasão contra eventuais invasões ou ataques em larga escala da Índia.

Primeiro voo de teste do Agni-V em 19 de abril de 2012, realizado no Integrated Test Range, na Ilha Wheeler, Orissa, na Índia. (Foto: Wikimedia)

Diante da atual tensão, o Paquistão precisa definir sua resposta com cautela, evitando uma escalada do conflito com a Índia e um confronto que não possa sustentar. Até o momento, o país afirma ter abatido vários jatos indianos como forma de retaliação.

Comunidade internacional quer moderação

Com os conflitos no Oriente Médio se intensificando, a comunidade internacional busca evitar uma escalada de tensões no Sul da Ásia.

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, renovou seus apelos para que Índia e Paquistão mantenham a calma, enquanto o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, demonstrou preocupação com as ações militares indianas e pediu máxima contenção.

Índia e Paquistão se apressaram em destacar seu papel diplomático na região, emitindo declarações que reforçam suas alianças e posição no cenário global.

O presidente Donald Trump, que anteriormente afirmou que os EUA não interviriam na mediação, declarou que deseja uma resolução rápida do conflito.

"Acredito que as pessoas já esperavam que algo acontecesse, considerando o histórico da região. Eles estão em conflito há muito tempo, por muitas décadas. Espero que isso termine logo", afirmou Trump.

Contexto religioso dos 2 países

A religião predominante no Paquistão é o Islã, seguido por cerca de 96% da população. O país é o segundo com mais muçulmanos no mundo, ficando atrás apenas da Indonésia.

A maioria dos muçulmanos paquistaneses é sunita, mas há uma significativa minoria xiita, representando entre 15% a 20%.

Além do Islã, existem minorias religiosas no Paquistão, como hindus e cristãos, cada um representando cerca de 2% da população. Outras religiões presentes incluem sufismo, sikhs, zoroastrianos, budistas e judeus, embora em números muito menores.

Na Índia, a religião predominante é o hinduísmo, seguido por cerca de 80% da população. O hinduísmo é uma das religiões mais antigas do mundo e possui uma grande diversidade de tradições e crenças.

Além do hinduísmo, outras religiões importantes na Índia incluem o islamismo (cerca de 14% da população), o cristianismo (2,3%), o sikhismo (1,7%) e o budismo. O país tem uma rica diversidade religiosa e protege a liberdade de culto em sua Constituição.

Fonte: Guiame


quinta-feira, 27 de julho de 2023

Índia cria apresentadores de notícias com IA e acende alerta nos profissionais da área




Empresas afirmam que IA não deve substituir o trabalho de jornalistas, mas treinam a tecnologia para uma melhor interação com humanos e a fim de mediar debates


Muito se questiona se a inteligência artificial vai efetivamente ocupar o lugar de profissionais humanos. Na Índia, uma novidade tem apimentado esse debate: âncoras geradas por inteligência artificial (IA) apresentam programas de notícias em empresas de comunicação locais.

A primeira vez que isso aconteceu no país foi em abril deste ano, no canal de notícias “Aaj Tak“, do grupo “India Today”, uma das maiores empresas de mídia da Índia, segundo informou o portal “South China Morning Post (SCMP)”. Na ocasião, um chabot nomeado Sana leu os destaques do noticiário.

No leste da Índia, a estação de televisão “Odisha TV” seguiu o exemplo e utilizou uma apresentadora chamada Lisa, gerada por IA, para ler as manchetes em Odia, o idioma local. A imagem usa um sari e tem olhos e cabelos escuros, e apresentará as notícias para a televisão e plataformas digitais da empresa.

Para telespectadores desatentos, Lisa pode ser confundida com uma apresentadora humana. Mas uma inspeção mais detalhada revela um movimento lento do piscar de olhos e poucos gestos com a mão.

Além disso, o chatbot tem uma voz de tom robótico e monótono, falhando em marcar a fala ao longo da apresentação, como fazem os jornalistas humanos.

O chatbot também figura no perfil de Twitter da “Odisha TV”. Em algumas publicações, ela dispensa o uso do sari e também usa os cabelos soltos.

Apesar das limitações claras na comunicação de um chatbot, o “SCMP” sugere que, por falarem mais de uma língua, Sana e Lisa poderiam facilitar o consumo de notícias na Índia, que conta com mais de 20 idiomas oficiais diferentes. Enquanto Lisa fala apenas em inglês e Odia, Sana é capaz de se comunicar em 75 idiomas distintos.

Os jornalistas humanos podem ficar tranquilos, asseguram o “India Today” e a “Odisha TV”. Segundo as empresas, os chatbots apenas complementam os apresentadores e jornalistas reais, e não os substituem.

De fato, após ler as manchetes, é comum que Sana e Lisa entreguem a palavra aos apresentadores, que mediam o debate com os convidados.

Embora tenham afirmado que os chatbots não substituem o jornalista, ambos os grupos indianos estão treinando as tecnologias para interagirem melhor com os humanos, e o “India Today” deseja que Sana faça também a mediação entre os debates na TV. A ideia é se manter surfando na onda das novidades tecnológicas e aproveitando tudo o que a IA tem para oferecer.

Para as empresas, o benefício está em aumentar a eficiência da equipe, garantir cobertura 24 horas e diversificar a linguagem falada, dispensando tarefas banais e repetitivas ou de análise de dados, permitindo que os jornalistas humanos foquem em novos ângulos e em um trabalho mais criativo.

Do outro lado, pode ficar uma insatisfação com a falta de nuance nas histórias transmitidas e a ausência de um elemento humano, além da preocupação com a segurança em relação ao emprego.

Sana e Lisa se juntam à legião de outros chatbots empregados na comunicação, inclusive também como apresentadores de notícias e previsões do tempo ao redor do mundo.

Fonte: CNN

sábado, 6 de maio de 2023

“A maioria dos indianos não tem ideia de quem é Jesus”, diz missionário



Erik revela que 98% dos 1,4 bilhão de pessoas não seguem Jesus Cristo na Índia.


A Índia é uma sociedade pluralista com uma história complexa de relações inter-religiosas, e há quem veja a expansão do cristianismo como uma ameaça às suas próprias tradições e crenças.

De acordo com a Mission Network News, esse cenário levou à perseguição e violência contra os cristãos, principalmente nas áreas rurais. Além disso, existem restrições legais à conversão e ao financiamento estrangeiro para organizações religiosas, o que pode dificultar o estabelecimento de novas igrejas.

Sendo assim, 98% dos 1,4 bilhão de pessoas não seguem Jesus Cristo na Índia. “Não é porque ouviram o Evangelho e o rejeitaram. A maioria dos indianos não tem ideia de quem é Jesus”, disse Erik (nome fictício por motivos de segurança). 

Cristãos são treinados para plantar igrejas

O missionário Erik, que trabalha na “Mission India”, explica que o trabalho de missões tem passado por um processo muito complexo, pois há necessidade de identificação de cristãos no país para saber quais estão dispostos a ser plantadores de igrejas.

Depois disso, os voluntários passam por um treinamento: “Existe o treinamento em sala de aula e depois o treinamento de campo. Ao longo de 1 ano, eles passarão pelo processo de treinamento com o objetivo final de alcançar centenas de famílias e plantar duas igrejas”.

No entanto, a plantação de igrejas na Índia tem seus desafios por conta da religião predominante que é o hinduísmo. Além disso, nos Estados onde existe a Lei Anticonversão, movimentos extremistas anticristãos e ultranacionalistas organizam ataques contra as igrejas, podendo ferir e até matar cristãos.

Necessidade de oração

A perseguição é uma grande necessidade de oração. Diariamente, recebemos relatos e histórias de parceiros e outras igrejas sendo perseguidos. Portanto, não apenas oramos por força e coragem para aqueles plantadores de igrejas e pessoas que estão ministrando, mas também oramos pelos perseguidores”, diz Erik.

Apesar desses desafios, a plantação de igrejas na Índia continua a crescer e o Espírito Santo está movendo os corações com o Evangelho. A cada ano, ouvimos uma quantidade insana de histórias sobre o que Deus está fazendo por meio dos plantadores de igrejas”, continuou.

Conforme explica o missionário, isso repercute nas famílias e comunidades. “É muito gratificante ver Deus trabalhar e assumir a paixão e alinhar isso para plantar igrejas para trazer mudanças às comunidades em toda a Índia”, concluiu. 

Fonte: Guiame

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Estado de Karnakata adere à lei anticonversão na Índia



Thawar Chand Gehlot, governador do estado de Karnataka assinou no último dia 17 de maio, um decreto que afeta o Estatuto de Proteção à Liberdade de Religião e havia sido aprovado em dezembro pela assembleia estadual.


Após a aprovação da lei que proíbe conversões do hinduísmo, o governador deu seis meses para o conselho analisar a norma, que havia sido suspendida pelas esferas legislativas inferiores.


Eu não sei por que o governo de Karnataka tem tanta pressa. Ele deveria promulgar leis que promovessem o desenvolvimento econômico ou que gerassem emprego para os jovens”, disse um membro do Congresso Nacional da Índia.


Cristãos ficaram preocupados com a decisão, já que os ataques têm aumentado no país. “A hostilidade aumentou desde que o governo estadual pressionou a aprovação dessa lei com falsas informações e discursos incitando a violência e a discriminação dos cristãos“, disse um parceiro local da Portas Abertas.


Pouco antes da aprovação da lei, líderes cristãos se encontraram com o governador e imploraram que ele não assinasse o decreto. Leis anticonversão foram aprovadas em dez estados da Índia, mas as punições prescritas pela lei de Karnataka são mais severas do que as outras.


Grupos nacionalistas hindus acusam cristãos de impor a conversão de hindus e dalits e usam isso como pretexto para atacar cristãos. Os ataques se baseiam em falsas informações de conversões em massa de hindus, mas não há dados que sustentem essa narrativa. Em Karnataka, menos de 2% da população é cristã, de acordo com o censo de 2011 na Índia, e o número permanece estável.


A comunidade cristã em Karnakata sofre frequentes ameaças e ataques de nacionalistas hindus. Segundo um pastor local, as reuniões dos cristãos são chamadas pejorativamente de ‘colheita de conversões’, mas os eventos de reconversão ao hinduísmo acontecem em massa.


Com informações Portas Abertas via Folha Gospel

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

ÍNDIA - A meta para eliminar o cristianismo até 2030



A nova face da perseguição religiosa

O cristianismo, já há bastante tempo, é a maior religião do mundo. Hoje, são mais de dois bilhões de seguidores espalhados pelo globo. Deles, um em cada 12 vive em países onde ser cristão é proibido. E as penas para o "crime" vão de multas até sentença de morte.

Com uma população majoritariamente hinduísta, a Índia tem se tornado um desses países. Desde 2014, com a chegada de Narendra Modi ao poder, o nível de perseguição, que já era alto, aumentou ainda mais.

Hoje, o governo trabalha, inclusive, com uma meta: tornar todos os indianos seguidores do hinduísmo até 2030, o que coloca os mais de 60 milhões de cristãos do país numa situação bem complicada.

Grupos radicais têm usado a violência extrema para cumprir esse objetivo. Muitos ex-hinduístas que se convertem ao cristianismo sofrem preconceito pelos próprios familiares e têm suas vidas colocadas em risco todos os dias, já que o governo faz vista grossa aos casos de agressão.

A situação da Índia é preocupante. Hoje, o país ocupa o 11º lugar na Lista Mundial de Perseguição e está em uma condição de perseguição severa aos cristãos. A lista, organizada pela Portas Abertas, conta com mais 49 países, com situações semelhantes ou até piores que a dos cristãos indianos.

Em primeiro lugar há 16 anos está a República Popular Democrática da Coreia, mais conhecida como Coreia do Norte. Lá, o povo deve adorar somente à família Kim, que governa o país desde a sua fundação, em 1948.

Os cristãos norte-coreanos praticam a sua fé de forma completamente secreta, escondendo-a, inclusive, de suas famílias. Os que são descobertos, acabam indo para os famosos, e também secretos, campos de trabalho forçado, onde são tratados com violência extrema.

Apesar do altíssimo nível de perseguição, estima-se que, hoje, cerca de 300 mil norte-coreanos se entregaram a Cristo e se reúnem em igrejas domésticas.

A Portas Abertas tem acompanhado a perseguição a cristãos ao redor do mundo desde a década de 1970. A Lista Mundial de Perseguição é uma de suas principais ferramentas e avalia a liberdade que um cristão tem individualmente, em seu relacionamento com a família, em sua comunidade, na nação e na igreja, e checa também a ocorrência de casos de violência. Os países são divididos em quatro níveis de perseguição: extrema, severa, alta e variada.

Neste ano, depois da Coreia do Norte, os países que se mostraram mais hostis ao cristianismo são o Afeganistão, a Somália, o Sudão, o Paquistão, a Eritreia, a Líbia, o Iraque, o Iêmen e o Irã. Todos com situações de perseguição severa.

Na China, outro país asiático e 43º colocado na lista, o governo proibiu no último mês a venda de Bíblias pela internet. Essa era a única maneira de os cristãos chineses terem acesso à Palavra de Deus.

A perseguição no país da Copa

A Rússia é o país da vez. Além dos inúmeros comentários sobre o relacionamento do presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder russo Vladimir Putin, e sobre a influência russa na guerra da Síria, o país este ano sediará a Copa do Mundo, o maior evento de futebol que existe.

Mas, um assunto que parece ignorado quando se trata da Rússia. Apesar de não aparecer na Lista Mundial de Perseguição da Portas Abertas, o país não é visto como um lugar seguro para cristãos. Em 2016, por exemplo, Putin assinou uma série de leis, chamadas pelo governo de antiterroristas, que proíbem o evangelismo fora das igrejas. Ou seja, convidar um amigo ou, até mesmo, um estranho, para visitar a sua célula ou para ir a um culto é considerado crime. Muitas pessoas, inclusive, já foram presas por causa da nova legislação.

A questão não parece tão grave quanto a de lugares onde as pessoas perdem a sua vida por causa da fé, mas, ainda assim, é preocupante. Situações de perseguição extrema começam com esse tipo de proibição e acabam levando a cenários muito piores.

O que nós podemos fazer?

Para nós, cristãos livres – que não enfrentamos nenhum tipo de perseguição ou violência pelo fato de seguirmos a Cristo –, chega a ser difícil imaginar que ainda existem situações como essas, em que ter uma Bíblia pode causar sérios problemas, em que as próprias famílias perseguem e até matam os parentes que se convertem ao Evangelho. Mas não podemos ignorar essa realidade. E, como Corpo de Cristo, também temos um papel neste cenário.

Muitas organizações têm trabalhado para ser um apoio aos perseguidos, enviando Bíblias e materiais, dando treinamentos, mandando suprimentos e encorajando, como é o caso da Portas Abertas, da Voz dos Mártires e da Missão Mais no Mundo. Através delas, você pode ser uma fonte de amor e suporte, doando para os projetos que alcançam aqueles que vivem em países hostis ao cristianismo.

E, o mais importante, lembre-se de orar. Ore pela Coreia do Norte, pela Índia, pela Rússia. Não apenas para que a perseguição cesse, mas para que os nossos irmãos continuem firmes, sejam fortes e corajosos, e para que muitos outros sejam alcançados.

Fonte: Revista Comuna

sábado, 24 de abril de 2021

Ladrão devolve 1.710 doses de vacina roubadas e deixa bilhete de "desculpa"

Um ladrão surpreendeu a polícia e autoridades ao devolver 1.710 doses de vacina contra a Covid-19 que ele havia furtado do Hospital Civil de Jind, na Índia , na noite de quarta-feira (21).

larápio , não identificado, deixou, junto com um pacote contendo os imunizantes, um bilhete com pedido de desculpa, contou o "India.com": "Desculpa, não sabia que este pacote continha vacina contra o coronavírus".

Na tarde de quinta-feira (22/4), o indiano deixou o pacote na barraca de um vendedor de ervas para chá, que fica perto de uma delegacia. Os policiais foram chamados ao local e identificaram a carga furtada do hospital. Não se sabe se as vacinas estavam acondicionadas em um local apropriado e se ainda podem ser usadas.

A Índia atravessa uma severa nova onda de transmissão da Covid-19 , batendo recentemente o recorde mundial de casos da doença, com mais de 330 mil ocorrências em 24 horas.

O país já tem mais de 16,3 milhões de infectados, registrando quase 190 mil mortes provocadas pelo coronavírus. O país sofre, ainda, com a falta de cilindros de oxigênio para tratar os pacientes em estado mais grave.

Fonte: IG

domingo, 3 de janeiro de 2021

Perseguição religiosa deve aumentar na China e Índia em 2021, diz pesquisa



A organização 'Release International' divulgou uma pesquisa alertando que a intolerância, sobretudo contra os cristãos, deve aumentar em diversos países.


Embora a perseguição religiosa na China e na Índia deva aumentar em 2021, a exposição à Bíblia está aumentando na Coreia do Norte, o país mais repressivo do mundo, de acordo com a pesquisa anual ‘Persecution Trends’ da organização Release International.

Em seu último relatório, a Release International, uma organização internacional de vigilância sobre perseguição religiosa sofrida por cristãos em todo o mundo, disse que a perseguição está aumentando na China e provavelmente continuará crescendo em 2021.

A organização citou a recente aprovação de novas leis mais rígidas que controlam as religiões, o fechamento de várias igrejas e o número crescente de igrejas registradas forçadas a instalar câmeras e colocar pôsteres proclamando os ideais e crenças comunistas.

No entanto, o Partido Comunista Chinês “comprou o silêncio da comunidade internacional” por meio do aumento da dependência do comércio, afirmou a Release International.

O governo do presidente Xi Jinping está intensificando a sua ‘limpeza’, para eliminar qualquer coisa que não corresponda à agenda comunista. Eles parecem acreditar que podem conseguir isso por meio de oposição sistemática”, advertiu o grupo.

Fazendo coro com outros relatórios, a Release International disse que a China tem explorado a pandemia da Covid-19 para aumentar as restrições aos cristãos que praticam sua fé em segredo.

No início deste ano, foi relatado que, em meio ao surto, os empobrecidos aldeões cristãos da China foram obrigados a renunciar à sua fé e substituir as exibições de Jesus por retratos do ex-presidente Mao Tse-Tung e do atual presidente Xi Jinping ou correriam o risco de perder seus benefícios sociais.

O governo chinês está tentando tirar proveito do vírus de todas as formas, aumentando a repressão às igrejas cristãs”, disse o pastor Bob Fu, líder da ChinaAid, que também é associado à Release International. “Isso acelerou campanhas específicas, como a remoção forçada de cruzes dos templos”.

Perseguição na Índia

O grupo também acredita que a intolerância religiosa contra os cristãos e outras minorias religiosas deve aumentar na Índia durante o ano de 2021. Em grande parte isso se deve ao crescente nacionalismo hindu no país.

A Release International observou que os incidentes contra cristãos indianos aumentaram vertiginosamente desde 2014, quando Narendra Modi, do Partido Bharatiya Janata (nacionalista hindu), assumiu o poder.

Ele citou estatísticas que revelam que os cristãos sofreram 225 incidentes de violência de motivação religiosa durante os primeiros 10 meses de 2020, em comparação com 218 incidentes no mesmo período em 2019. Muitos desses ataques foram cometidos por vigilantes.

Em setembro de 2020, extremistas hindus incitaram multidões de até 3.000 pessoas a atacar cristãos em três vilas no estado de Chhattisgarh.

Thomas Schirrmacher, o recém-nomeado chefe da Aliança Evangélica Mundial, que representa mais de 600 milhões de cristãos evangélicos em todo o mundo, disse anteriormente ao site ‘Christian Post’, que a supremacia hindu é o combustível de grande parte da perseguição naquele país.

As eleições são ganhas pelo primeiro-ministro com este tópico: ‘A Índia é para os hindus’, e de repente muçulmanos e cristãos se encontram em um país que claramente quer se livrar deles”, disse ele. “Eles promovem a ideia de que um indiano por natureza é hindu. Portanto, se ele não é hindu, foi ‘roubado’ de sua pátria e deve ser reconvertido”.

Esta ideia não era comum há 10 anos e levou a um aumento na discriminação e assassinatos de cristãos indianos e outras minorias”, disse ele, acrescentando que os cristãos nos países ocidentais devem “falar abertamente” pelos perseguidos por sua fé.

O relatório faz parte da Pesquisa Anual de Tendências de Perseguição da Release International, publicada na edição recente da revista ‘Voice Release International’. Além da China e da Índia, o RI previu que Malásia, Irã, Paquistão, Egito e Nigéria também enfrentarão maior perseguição no próximo ano.

Esperança

Curiosamente, a organização também informou que seus parceiros conseguiram dobrar a distribuição de Bíblias para cristãos na Coreia do Norte em 2020, apesar das restrições em razão da Covid-19. De acordo com Portas Abertas (EUA), a Coreia do Norte está classificada em primeiro lugar em sua lista de países onde é mais difícil para os cristãos viver.

Este foi o ano mais criativo que testemunhamos na igreja clandestina até hoje”, disse o grupo.

Um relatório anterior descobriu que a porcentagem de cidadãos norte-coreanos que são expostos à Bíblia aumenta constantemente a cada ano, apesar da extrema perseguição.

Antes de 2000, apenas 16 pessoas afirmavam ter visto uma Bíblia no país. Depois de 2000, cerca de 559 desertores norte-coreanos disseram ter “visto uma Bíblia”, embora qualquer literatura religiosa esteja proibida no país isolado.

Fonte: Guiame

‘Podem nos matar, mas não deixaremos Jesus’: fiéis tiveram plantio incendiado por hindus

A situação dos cristãos na Índia é, há muitos anos, bastante desconfortável devido ao extremismo existente entre a maioria de hindus. O caso de duas famílias de agricultores cristãos, que tiveram todo o plantio incendiados por radicais devido à sua recusa em deixar a Cristo, é uma demonstração disso.

O país é o décimo mais perigoso para cristãos, segundo uma lista anual divulgada pela Missão Portas Abertas. Esse ranking é formado por critérios que avaliam, objetivamente, as dificuldades que cristãos enfrentam para viver cotidianamente apenas por serem seguidores de Jesus.

As duas famílias alvejadas no final de 2020 se converteram ao Evangelho há algum tempo, o que deixou os extremistas hindus furiosos. Em outro episódio, eles foram agredidos, mas se recusaram a negar a Cristo.

Agora, em retaliação, os extremistas que vivem na mesma aldeia decidiram atear fogo à plantação das duas famílias: “Eles sofreram uma grande perda. São agricultores e esta colheita foi muito significativa para eles. Todos os anos eles mantinham alguns grãos de alimentos para consumo próprio e vendiam uma parte para atender às outras necessidades. Eles estão muito abalados no momento”, relatou um líder cristão local à Portas Abertas.

Um vídeo, sem muitos detalhes sobre o incidente, como a localização da aldeia e o som do diálogo entre as pessoas, mostra as famílias cristãs atacadas nas terras agrícolas, tentando salvar o que fosse possível após o incêndio.

Mesmo com tamanha adversidade, os fiéis disseram que permanecerão firmes em sua fé em Jesus Cristo: “O que poderia ser pior? Sim, eles podem nos matar, mas não deixaremos Jesus mesmo que tenhamos que morrer”, disseram os cristãos, conforme relatado pelo contato da Portas Abertas.

A entidade missionária destaca que “extremistas hindus realizam ataques constantes aos seguidores de Cristo para que abandonem a fé”, e essa ação agressiva se dá de diversas formas: “Os cristãos são pressionados pelos amigos, familiares, comunidades locais, grupos extremistas e até pelos governantes do país para deixarem a fé em Jesus de lado e retornarem ao hinduísmo”.

Interceda pelas duas famílias indianas que tiveram as terras queimadas, para que não percam a esperança e sejam fortalecidas pela fé. Ore pelos cristãos na Índia, para que Cristo os visite e continuem a disseminar o Evangelho, mesmo na perseguição. Clame para que o amor de Deus alcance os extremistas hindus e toda a população do país que ainda não conhece a palavra, para que tenham a vida transformada”, concluiu o comunicado da Portas Abertas.

Via Gospel+

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Pastor idoso é espancado por extremistas hindus: “Estou pronto para morrer por Cristo”

O pastor Eswara Rao Appalabattula foi espancado e foi ameaçado de morte junto a sua esposa, por extremistas hindus.


Extremistas hindus em Andhra Pradesh, Índia, espancaram brutalmente um pastor idoso e abusaram verbalmente de sua esposa, em meio à crescente tensão sobre a presença de uma igreja cristã em sua comunidade.

A agência cristã 'Morning Star News' relatou que o pastor Eswara Rao Appalabattula foi atacado por um grupo de extremistas hindus depois que ele pediu que parassem de construir um muro destinado a impedir que as pessoas assistissem aos cultos em sua casa em L.B. Aldeia de Patnam, Andhra Pradesh.

"Eles queriam construir um muro bem em frente à igreja e nos proibir de usar o caminho", disse Appalabattula ao Morning Star News. "Eu implorei a eles que não o fizessem. Mas o grupo de pelo menos seis vizinhos, homens e mulheres, me deu um soco no estômago várias vezes e me empurrou para o chão.

Eles pegaram uma vara de madeira e começaram a bater nas mãos do pastor repetidamente. Mais tarde, os médicos disseram que sua mão havia sido fraturada.

"Eu estava deitado no chão gritando por socorro", disse ele. "Minha esposa veio correndo e implorou para que parassem de me bater. Foi traumático."

Ameaças de morte
No mesmo mês, um sacerdote hindu levou um grupo de extremistas à casa do pastor, onde eles ameaçaram matar sua esposa, Karuna Appalabattula, enquanto ela fazia algumas tarefas domésticas no quintal.

"Eu não lutei contra eles, mas fiquei em pânico", disse Karuna Appalabattula ao Morning Star News. "Eu não sabia o que fazer. Perguntei-lhes: 'O que vocês estão fazendo? Por que estão nos perseguindo?'"

O sacerdote hindu pegou um grande tronco de madeira e veio correndo na direção do pastor, contou a esposa.

"Ele continuou gritando que me mataria", disse ela. "Eu estava chorando por ajuda. Mas o líder deles abusou de mim em linguagem extremamente suja. Eles me chamavam de nomes que nunca usariam para mãe, esposa, irmã ou qualquer membro feminino de suas famílias. Ele me chamou de 'prostituta cristã' e me avisou que mataria meu marido".

Quando o pastor informou um policial sobre os abusos sofridos por sua família, ele foi instruído a resolver o caso pessoalmente.

"Eles me disseram: 'Seu Deus tem que protegê-los. Quando ele não está protegendo vocês de seus agressores, o que podemos fazer aqui?'", contou o pastor. "Eu disse a eles que era meu Deus que estava me protegendo, se não eu não estaria vivo para contar aquilo".

Os extremistas hindus ficaram furiosos com a presença de uma igreja em sua aldeia e intimidaram os fiéis para desencorajá-los a se reunirem. O pastor Appalabattula disse que os aldeões hindus haviam impedido os fiéis de comparecer aos cultos ao longo de janeiro.

"Eles os ameaçavam e abusavam deles com linguagem obscena e nem os deixavam [os cristãos] estacionarem suas motos na área", disse ele. "Mesmo antes de chegar à igreja, os cristãos são perseguidos e mandados embora".

"Minha esposa e eu testemunhamos viciados em drogas e álcool, e os doentes se entregarem a Cristo, e então eles se recusaram a fazer parte dos rituais hindus na vila", relatou o pastor.

Por causa da perseguição em curso, jovens e cristãos de aldeias vizinhas que costumavam ir a sua casa diariamente para cultos de adoração, oração e horas de comunhão têm muito medo de ir agora.

"Eles eram como nossos próprios filhos", disse a esposa do pastor. "Eu preparava as refeições e os alimentava. Cantávamos e adorávamos juntos ... Nós dois somos muito velhos e fracos e precisamos de orações e apoio".

O pastor Appalabattula disse que ele e a esposa estão passando por um período muito difícil em seu ministério.

"Estou pronto para morrer por Cristo. Mas o ministério que começamos aqui parou subitamente", disse ele. "Nem quatro membros estão se reunindo para o culto de domingo. Os crentes ficaram muito assustados e quase ninguém mais ousa nos visitar".

Contexto
A Índia está classificada em 10º lugar na lista de observação mundial da organização de apoio aos cristãos perseguidos, Portas Abertas para 2020 sobre os países onde é mais difícil ser cristão.

Mais de 1.400 incidentes de perseguição contra cristãos na Índia foram relatados desde o ano em que o primeiro-ministro Narendra Modi e seu partido nacionalista hindu Bharatiya Janata subiram ao poder, de acordo com uma iniciativa da ADF Índia.

Recentemente, foi relatado que extremistas hindus no sul da Índia espancaram crianças cristãs durante um culto antes de registrarem uma queixa policial falsa contra a congregação.

A International Christian Concern, uma organização de defesa sediada fora de Washington, D.C., disse que muitas vezes recebe denúncias de estupros, violência comunitária, acusações de conversão forçada e outros abusos cometidos contra cristãos no país de maioria hindu.

"Casos como esses estão se tornando comuns na Índia e são amplamente alimentados pela retórica do BJP e de outros funcionários de [Rashtriya Swayamsevak Sangh]", disse o diretor de advocacia da ICC, Matias Perttula. "Eles mostram uma indicação clara do declínio da liberdade religiosa e um aumento na perseguição de cristãos e outras minorias religiosas".

Fonte: Guiame
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