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domingo, 12 de outubro de 2025

Pode vir alguma coisa boa da atual Nazaré?


Corrupção local, gangues de criminosos e a guerra entre Israel e o Hamas deixaram a cidade natal de Jesus em dificuldades.



Quem caminhar hoje pelas ruas de Nazaré, a famosa cidade natal de Jesus, sentirá o cheiro de lixo empesteando o ar. Ao longo das ruas, há pilhas de lixo em cada esquina; a prefeitura não consegue mais pagar os caminhões para recolherem o lixo descartado pela população. As lojas de souvenirs que vendem colares com cruz e esculturas em madeira da cena do presépio estão fechadas, e as ruas da Cidade Velha de Nazaré estão vazias, uma vez que a guerra entre Israel e o Hamas interrompeu o fluxo de turistas cristãos que visitavam a cidade.

No passado, os moradores cristãos costumavam usar o lema "Venha e veja" para atrair visitantes de fora, inspirado na resposta de Filipe a seu irmão Natanael, quando, em João 1.46, este perguntou: "Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?".

Hoje, muitos moradores relutam em deixar que as pessoas de fora vejam a cidade em seu estado atual.

O aumento da criminalidade nos últimos anos levou multidões de moradores, muitos deles cristãos, a se mudarem para a cidade judaica vizinha de Nof HaGalil (anteriormente chamada de "Nazaré Illit"), que recebe generoso subsídio do governo. (Cidades predominantemente árabes, como Nazaré, têm padrões de vida mais baixos e recebem menos recursos do governo do que cidades predominantemente judaicas). Outros estão se mudando para Haifa, que tem uma população mista, composta de árabes e judeus, com um número substancial de cristãos.

"As pessoas em Nazaré estão psicologicamente desgastadas pela pressão", disse Azar Ajaj, presidente da Faculdade Evangélica de Nazaré e pastor da Igreja Batista Local. Grupos cristãos também estão enfrentando altos impostos. Mesmo assim, Ajaj e os cristãos restantes em Nazaré se sentem chamados a continuar ministrando e buscando por avivamento na cidade que Jesus um dia chamou de lar.

Localizada no norte de Israel, Nazaré é a maior cidade árabe do país e, ao mesmo tempo, a cidade mais cristã do país, pois um quarto de seus 80.800 habitantes são cristãos. Durante décadas, Nazaré foi considerada a capital dos árabes em Israel, com mercados prósperos, um bom sistema escolar, vários hospitais cristãos e atrações famosas com passeios turísticos pela Terra Santa. Centenas de milhares de turistas cristãos visitavam a Basílica Católica Romana da Anunciação — que abriga ruínas (supostamente) da casa da Sagrada Família —; a Igreja da Sinagoga, onde se acredita que Jesus leu a passagem do livro de Isaías, conforme registrado em Lucas 4; e a Vila de Nazaré, uma réplica de como a cidade teria sido no primeiro século.

No entanto, nos últimos anos, a criminalidade na comunidade árabe tem aumentado, ceifando a vida de mais de 150 pessoas neste ano. Isso inclui guerras entre gangues, bem como membros de gangues atirando em proprietários de comércios locais que se recusam a pagar as tarifas de proteção cobradas por essas gangues. Uma pesquisa feita pelo Taub Center descobriu que a taxa de homicídios na comunidade árabe-israelense é a terceira maior do mundo entre países em desenvolvimento.

Enquanto isso, apenas cerca de 11% das ocorrências criminais são resolvidas pela polícia.

Muitos culpam o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, que é de extrema direita, de não pôr fim à violência generalizada entre árabes em Israel. Ben-Gvir já fez comentários antiárabes, entre os quais quando disse, em 2023, que seu direito individual à vida supera o direito dos palestinos de transitar livremente pela Cisjordânia.

Nizar Touma, pastor da Igreja do Nazareno em Nazaré, observou que um de seus fiéis, que trabalhava como empreiteiro de construção, mudou-se dali, depois que uma gangue de criminosos lhe pediu que pagasse tarifas de proteção, caso contrário, eles danificariam seus equipamentos. Esse homem e sua família estão tentando se mudar para os EUA. Eles já são a segunda família a deixar o local em 2024, uma perda significativa para uma igreja de 150 membros.

Desde que o prefeito Ali Sallam assumiu o cargo, em 2014, o déficit da cidade aumentou para 300 milhões de shekels (88 milhões de dólares), devido a má gestão, corrupção e má conduta, de acordo com Sharif Zoabi, líder da oposição na Câmara Municipal. Ele disse que muitos departamentos não tinham administradores e que a cidade mantinha centenas de pessoas em sua folha de pagamento, embora estas ficassem em casa ou trabalhassem em outros lugares.

Sem verbas, o pagamento dos salários dos funcionários da cidade, dos motoristas de caminhão de lixo e dos seguranças foi interrompido em fevereiro; com isso, há meses o lixo se acumula nas laterais das ruas. Os moradores alugam caminhões particulares para transportar o lixo ou queimam o lixo no quintal.

Em consequência disso, o ministro do Interior de Israel destituiu o prefeito eleito de Nazaré, desmantelou o conselho municipal, em junho, e nomeou um comitê de funcionários do governo, liderado por Yaakov Efrati, um funcionário judeu aposentado que serviu como diretor-geral do município de Jerusalém.

Para encher os cofres vazios da cidade, o comitê exigiu que moradores, empresas e até mesmo hospitais e escolas cristãs pagassem altos impostos. Anteriormente, organizações religiosas eram isentas de impostos. Uma escola afirmou que teve de pagar cerca de 250.000 dólares por ano, enquanto um hospital cristão afirmou que seus impostos, que incluem pagamentos retroativos referentes aos últimos sete anos, chegam a milhões. Os impostos colocariam em risco a subsistência da instituição. Além disso, várias escolas católicas resolveram processar o comitê na justiça.

"A recente tentativa da prefeitura de Nazaré de impor impostos municipais a escolas cristãs, que há muito tempo eram isentas, é motivo de grande preocupação", disse à CT Farid Jubran, diretor-geral do Secretariado de Escolas Cristãs em Israel. "Essa medida mina os próprios alicerces da educação cristã na cidade. Essas escolas não são isentas apenas do ponto de vista legal; elas são vitais para a identidade e o futuro de Nazaré, pois atendem milhares de alunos em todas as comunidades."

Touma chegou a receber uma notificação de que sua igreja tinha que pagar impostos. Ao contatar o contador do comitê municipal, este pediu a Touma que apresentasse provas de que sua igreja era um local de culto, apesar de a igreja ter ali mais de um século de existência.

Além disso, como Nazaré fica no norte de Israel, a cidade foi alvo de mísseis em setembro e outubro de 2024, quando os combates entre Israel e o Hezbollah, no Líbano, se intensificaram. Então, em meados de junho, quando Israel atacou o Irã, os moradores de Nazaré novamente temeram retaliações, correndo para abrigos e quartos fortificados sempre que soavam os alarmes.

"Ouvir sirenes de ataque aéreo, o som estrondoso de explosões e perceber que não tenho controle sobre a situação me fez sentir uma espécie de medo", disse Ajaj. "Mas esse mesmo medo me levou a confiar em Deus, com fé, lembrando que ele está acima de tudo e que nem um único fio de cabelo de nossas cabeças cai sem a sua permissão."

A guerra levou cada vez mais nazarenos a se mudarem para o exterior, sendo que a Grécia e Chipre são os destinos dessa população. Um cristão árabe recém-chegado ao Chipre disse ao Haaretz que quase 800 outras famílias se mudaram para o país, onde reconstruíram a vida administrando aluguéis de temporada, abrindo empresas de construção, fábricas e restaurantes.

No entanto, os cristãos que permanecem em Nazaré continuam a servir. Ajaj observou que, desde o início da guerra, as aulas em sua faculdade passaram a ser totalmente online. Por conta disso, agora é possível que estudantes de todo Israel e também do mundo inteiro assistam às aulas. "Se ouvimos sirenes, os alunos deixam o computador e correm com suas famílias para cômodos reforçados", observou Ajaj.

"Muitos de nossos alunos são pastores que estão sobrecarregados com responsabilidades pastorais para com os membros das suas igrejas, e o trabalho de nossos professores se transformou em encorajar esses alunos/pastores", acrescentou.

Touma diz que, embora pastorear em tempos de guerra seja difícil, ele vê a atitude de compartilhar a esperança de Jesus com sua cidade natal como uma obrigação premente. E incentiva os membros da igreja a permanecerem em Nazaré e a continuarem caminhando na fé, visitando membros da igreja e moradores locais, e distribuindo cupons de alimentação aos necessitados.

"Aprendi a sentar-me aos pés do Mestre e receber consolo e força para continuar", disse Touma. "Espero inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo."

O ministério feminino da igreja de Ajaj realizou uma reunião de oração para todas as mulheres cristãs da cidade no Dia da Anunciação, 25 de março, conhecido localmente como Dia de Nazaré. Elas se concentraram em Jeremias 29.7: "Busquem a prosperidade da cidade para a qual eu os deportei e orem ao Senhor em favor dela, porque a prosperidade de vocês depende da prosperidade dela."

Um otimismo temperado com cautela paira no ar, com o novo comitê que agora administra o município.

"Acredito que, no tempo certo, o Senhor trará restauração e um avivamento para a sua cidade natal, por meio da dedicação de homens e mulheres, de todas as idades, que amam a Jesus; que são bem treinados; e que têm uma visão para evangelizar, construir pontes e expandir o reino", disse Ajaj.

Fonte: Christianity Today

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Palestinos e israelenses celebram nas ruas a paz entre Hamas e Israel: ‘Grande alegria’




Líderes do Hamas e o primeiro-ministro israelense confirmaram a assinatura da primeira fase do acordo de paz.


O grupo palestino Hamas e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmaram, nesta quarta-feira (08), que aceitaram a primeira fase de um acordo para encerrar a guerra em Gaza.

O gesto reacendeu a esperança de dias mais tranquilos em uma região profundamente marcada por uma guerra que já dura dois anos.

Durante a noite, as ruas da Faixa de Gaza, especialmente em cidades como Khan Younis, foram tomadas por celebrações após o anúncio de que Israel e o Hamas "assinaram" o acordo de paz.

"Graças a Deus pelo cessar-fogo, o fim do derramamento de sangue e da morte. Eu não sou o único feliz, toda a Faixa de Gaza está feliz, todo o povo árabe, todo o mundo está feliz com o cessar-fogo e o fim do derramamento de sangue. Obrigado e todo o amor àqueles que ficaram conosco", declarou o palestino Abdul Majeed Rabbo.

Familiares de reféns e ex-reféns reagiram nas redes sociais após o anúncio de um acordo facilitando o retorno de reféns.

Na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, centenas de israelenses se reuniram para celebrar o anúncio do acordo. O local, que se tornou símbolo da luta pelas vítimas sequestradas, foi tomado por bandeiras nacionais com fitas amarelas, representando os reféns ainda em cativeiro.

Moradores saíram às ruas com sorrisos, aplausos e cânticos. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram pessoas dançando e cantando, expressando alívio e alegria diante da possibilidade de um novo começo.

Visivelmente emocionada, a influenciadora brasileira Aline Szewkies registrou as celebrações durante a Festa dos Tabernáculos nas ruas de Jerusalém:

Eli Sharabi, que perdeu a esposa e os filhos, e cujo irmão Yossi continua sob custódia do Hamas, expressou sua emoção nas redes sociais: "Grande alegria, mal posso esperar para ver todos em casa".

A mãe de Matan Zangauker disse no X: "Matan volta para casa para mim... para você, para o país. Por essas lágrimas, eu orei".

Da mesma forma, a mãe do refém Nimrod Cohen postou: "Meu filho, você está voltando para casa", informou a BBC.

A ex-refém britânico-israelense Emily Damari comemorou com a ex-refém Romi Gonen, recitando orações de gratidão antes de brindar "L’chaim", que significa "à vida".

Damari tem feito campanha para a libertação de seus amigos, os gêmeos Gali e Ziv Berman. Seu irmão Liran Berman postou: "Meus Gali e Ziv, eu te amo muito. Você está voltando para casa."

A primeira fase do acordo prevê a suspensão imediata das hostilidades por meio de um cessar-fogo, a retirada parcial das tropas israelenses de Gaza para posições previamente acordadas, a troca de prisioneiros e reféns, além do aumento da entrada de ajuda humanitária no território palestino.

Reações 

Netanyahu chamou o acordo de vitória diplomática e enfatizou que continuará zelando pela segurança do país.

O Hamas celebrou o pacto como uma "conquista da resistência", dizendo que conseguiram "colocar Israel em uma posição de recuo" e agradeceu a países mediadores como Qatar, Egito e Turquia.

Líderes regionais e a ONU saudaram o momento como um passo necessário, embora ressaltando que o verdadeiro desafio será transformar o cessar-fogo numa paz duradoura.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Índia e Paquistão: Missionária da Índia suplica as orações da Igreja e envia vídeo da guerra



Missionária suplica as orações da Igreja pela guerra entre Índia e Paquistão e envia vídeo.


Uma missionária na Índia, conhecida deste editor do Point Rhema, que motivo óbvios omitimos seu nome, conclama a Igreja brasileira para orar pela guerra que está ocorrendo entre Índia e Paquistão.

Reverbero o pedido de oração recebido no privado, peço que orem e compartilhem com o maior números de irmãos em Cristo.

Pr. Carlos Roberto Silva


"Querida igreja,

Paz do Senhor!
Acredito que todos já estão cientes de que o conflito entre a Índia e o Paquistão foi oficialmente declarado. A Índia acaba de enviar mísseis ao Paquistão, e a Turquia também enviou ontem um navio com armamentos ao Paquistão, contra a Índia. Esse conflito pode escalar rapidamente, pois a água que abastece o Paquistão depende da Índia. Se a Índia cortar esse fornecimento, poderá haver muitas mortes. São diversos fatores sérios a serem considerados.

No mês passado, cinco terroristas cruzaram a fronteira e mataram civis em um parque turístico, causando grande revolta. O Paquistão se recusou a cooperar na prisão dos terroristas e, em vez de pedir perdão, ameaçou a Índia. Em resposta, os diplomatas indianos foram retirados do Paquistão, e todos os cidadãos paquistaneses na Índia tiveram 48 horas para deixar o país. A situação parece ainda mais grave, pois a população muçulmana dentro da Índia tem protestado em apoio ao Paquistão, gerando sérios conflitos internos.

Oremos para que a vontade de Deus prevaleça, e que, se possível, Ele poupe o Seu povo neste tempo de aflição. Na região onde moramos, a água potável já começou a faltar, e alguns alimentos estão escassos. Os preços também já começaram a subir. Há muitos boatos e incertezas, e, diante disso, é essencial que o povo de Deus seja guiado pelo Senhor". - Missionária brasileira na Índia


Assista ao vídeo enviado

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Índia e Paquistão: Pode haver uma guerra nuclear?





A escalada de conflitos entre Índia e Paquistão pode envolver até 342 armas nucleares.


Ainda há incerteza – e grande preocupação da comunidade internacional – sobre a possibilidade de uma guerra nuclear entre Índia e Paquistão, diante da escalada de conflitos entre os dois países, que pode envolver até 342 armas nucleares.

Nesta terça-feira (06), a Índia retaliou o massacre de turistas ocorrido em abril, lançando mísseis contra o território paquistanês. Em resposta, o líder do Paquistão condenou os ataques e garantiu que seu país reagirá com determinação.

O massacre ocorreu em 22 de abril, na região de Pahalgam, na Caxemira controlada pela Índia. Homens armados atacaram um grupo de turistas, matando 26 pessoas, a maioria cidadãos indianos.

O ataque foi atribuído ao grupo militante “Frente de Resistência”, mas a autoria ainda é contestada.

O governo indiano culpou o Paquistão pelo ataque, alegando que grupos extremistas baseados lá estavam por trás da violência. Em resposta, a Índia lançou a “Operação Sindoor”, atacando alvos no território paquistanês. O Paquistão negou envolvimento no massacre e prometeu retaliar os ataques indianos.

O lançamento do míssil, somado à promessa de retaliação do Paquistão, intensificou os temores de um conflito entre os dois países, ambos dotados de armas nucleares. Mas, os ataques realizados pela Índia demonstram que ela pode atingir alvos paquistaneses sem violar seu espaço aéreo ou recorrer a seu arsenal nuclear.

O analista do sul da Ásia, Michael Kugelman, afirmou que os ataques indianos na manhã de terça-feira foram dos mais intensos contra seu rival em anos. Segundo ele, a resposta do Paquistão "certamente terá um impacto significativo".

“São duas forças armadas fortes que, mesmo com armas nucleares como dissuasão, não hesitam em empregar níveis consideráveis ​​de força militar convencional uma contra a outra”, disse Kugelman.

Os riscos de escalada são reais. E podem aumentar, e rapidamente.

Arma nuclear como defesa e intimidação

Ao longo dos anos, Índia e Paquistão desenvolveram arsenais nucleares com o propósito de dissuadir conflitos, em vez de iniciá-los.

A Índia adota uma política de "não usar primeiro", o que significa que só recorrerá a armas nucleares em resposta a um ataque nuclear direcionado às suas forças ou território.

A estratégia nuclear do Paquistão envolve o uso de armas nucleares táticas para neutralizar ameaças nucleares e ataques convencionais de seu poderoso rival regional.

Exibição do míssil balístico de médio alcance Ghauri–I (primeiro à direita) na feira IDEAS realizada em Karachi, no Paquistão. (Foto: Wikimedia)

O país não exclui a possibilidade de um primeiro uso nuclear caso perceba uma ameaça existencial. No entanto, devido à superioridade militar da Índia, o Paquistão evita iniciar um conflito nuclear direto. Historicamente, já sofreu três derrotas em guerras convencionais contra seu vizinho.

Apesar das décadas de desconfiança e rivalidade, Índia e Paquistão mantêm um pacto que impede ataques às instalações nucleares de ambos.

Como parte do acordo, denominado Proibição de Ataques contra Instalações e Instalações Nucleares, os dois países trocam anualmente, em janeiro, listas de suas instalações nucleares – a prática já ocorre há 34 anos consecutivos.

No entanto, nenhum dos dois países aderiu ao “Tratado Global de Não Proliferação Nuclear”, que tem como objetivo limitar a disseminação de armas nucleares e tecnologias associadas.

Corrida nuclear

O Paquistão começou seu programa nuclear em 1972 e realizou seu primeiro teste nuclear em 1998. Atualmente, estima-se que o Paquistão tenha cerca de 170 ogivas nucleares, um número semelhante ao da Índia. Ambos os países não são signatários do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).

O desenvolvimento nuclear do Paquistão foi impulsionado pela rivalidade com a Índia, especialmente devido à disputa pela região da Caxemira. Recentemente, as tensões entre os dois países aumentaram, com ataques militares e ameaças veladas envolvendo o uso de armas nucleares.

Nenhum deles tem detalhes sobre o arsenal do outro

Nenhum dos dois países tem informações precisas sobre o número ou o tipo de armas nucleares que o outro possui, afirma a AP News. A Índia conduziu seu primeiro teste nuclear em 1974, enquanto o Paquistão fez o primeiro em 1998.

Dados do Bulletin of the Atomic Scientists apontam que o Paquistão tem cerca de 170 ogivas nucleares, enquanto a Índia possui 172. Isso significa que uma guerra entre Índia e Paquistão pode envolver 342 armas nucleares

Algumas análises sugerem que o número de ogivas paquistanesas pode ser maior, chegando a aproximadamente 200. O Paquistão mantém seu arsenal nuclear como medida de dissuasão contra eventuais invasões ou ataques em larga escala da Índia.

Primeiro voo de teste do Agni-V em 19 de abril de 2012, realizado no Integrated Test Range, na Ilha Wheeler, Orissa, na Índia. (Foto: Wikimedia)

Diante da atual tensão, o Paquistão precisa definir sua resposta com cautela, evitando uma escalada do conflito com a Índia e um confronto que não possa sustentar. Até o momento, o país afirma ter abatido vários jatos indianos como forma de retaliação.

Comunidade internacional quer moderação

Com os conflitos no Oriente Médio se intensificando, a comunidade internacional busca evitar uma escalada de tensões no Sul da Ásia.

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, renovou seus apelos para que Índia e Paquistão mantenham a calma, enquanto o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, demonstrou preocupação com as ações militares indianas e pediu máxima contenção.

Índia e Paquistão se apressaram em destacar seu papel diplomático na região, emitindo declarações que reforçam suas alianças e posição no cenário global.

O presidente Donald Trump, que anteriormente afirmou que os EUA não interviriam na mediação, declarou que deseja uma resolução rápida do conflito.

"Acredito que as pessoas já esperavam que algo acontecesse, considerando o histórico da região. Eles estão em conflito há muito tempo, por muitas décadas. Espero que isso termine logo", afirmou Trump.

Contexto religioso dos 2 países

A religião predominante no Paquistão é o Islã, seguido por cerca de 96% da população. O país é o segundo com mais muçulmanos no mundo, ficando atrás apenas da Indonésia.

A maioria dos muçulmanos paquistaneses é sunita, mas há uma significativa minoria xiita, representando entre 15% a 20%.

Além do Islã, existem minorias religiosas no Paquistão, como hindus e cristãos, cada um representando cerca de 2% da população. Outras religiões presentes incluem sufismo, sikhs, zoroastrianos, budistas e judeus, embora em números muito menores.

Na Índia, a religião predominante é o hinduísmo, seguido por cerca de 80% da população. O hinduísmo é uma das religiões mais antigas do mundo e possui uma grande diversidade de tradições e crenças.

Além do hinduísmo, outras religiões importantes na Índia incluem o islamismo (cerca de 14% da população), o cristianismo (2,3%), o sikhismo (1,7%) e o budismo. O país tem uma rica diversidade religiosa e protege a liberdade de culto em sua Constituição.

Fonte: Guiame


quarta-feira, 22 de maio de 2024

Evangélicos são um dos principais grupos afetados pela Rússia na Ucrânia




Desde a invasão russa, 600 locais de culto foram destruídos, mais de 30 líderes religiosos foram mortos ou sequestrados


Mais de dois anos após o início da invasão russa na Ucrânia, as consequências em todos os níveis são devastadoras.

Um dos grupos mais visados pela Rússia na Ucrânia ocupada são os evangélicos, perdendo apenas para os membros da Igreja Ortodoxa Ucraniana.

A revista Time informou que 34% das perseguições religiosas registradas tinham como alvo os protestantes, 48% deles na região de Zaporizhzhia.

Há mais de 600 locais de culto destruídos, mais de trinta casos de religiosos mortos e sequestrados, 109 casos conhecidos de interrogatório forçado, bem como expulsões, prisões, detenções e, às vezes, até tortura.

A denominação evangélica mais afetada durante a invasão russa foi a dos batistas (13%), a terceira maior denominação da Ucrânia. Sob o controle russo, 400 congregações batistas desapareceram, 17% do total na Ucrânia, observa o relatório da revista Time.

Petro Dudnyk, pastor da Good News Church em Sloviansk, uma cidade na região de Donbas, disse à rádio Svoboda que o motivo da perseguição é que as forças de ocupação "acham que os protestantes são a fé americana, e os americanos são nossos inimigos, portanto, os inimigos devem ser destruídos", relata a Time.

Para Azat Azatyan, pastor batista de crianças e fundador do centro infantil Garne Misce em Zaporizhzhia, que passou 43 dias em cativeiro e foi torturado, "o que o Kremlin teme dos protestantes é que sigamos a lei de Deus, não a deles, e eles querem ter tudo sob seu controle".

Relatório sobre liberdade religiosa

Em fevereiro passado, a International Religious Freedom or Belief Alliance (IRFBA) publicou um relatório denunciando que "líderes e denominações religiosas considerados desleais são perseguidos por meio de acusações infundadas de espionagem, sectarismo, extremismo ou atividades missionárias ilegais".

"Os fiéis ucranianos são coagidos pelas autoridades de ocupação a se registrarem novamente, aceitarem a cidadania russa e apresentarem listas de membros da comunidade. No entanto, mesmo o cumprimento dessas exigências não garante o novo registro", acrescenta o relatório.

O IRFBA conclamou a comunidade internacional a "se solidarizar com a Ucrânia, abordar as repercussões da agressão russa e responsabilizar a Federação Russa pelas violações flagrantes do direito internacional, incluindo crimes contra a humanidade e crimes de guerra".

Conflito na Igreja Ortodoxa

Após dois anos de guerra, apenas 4% dos ortodoxos ucranianos permanecem leais ao Patriarcado de Moscou e ao seu líder, o Patriarca Kirill. A maioria mudou sua filiação para a Igreja Ortodoxa sob o Patriarcado de Kiev.

Kirill apóia abertamente o governo na guerra e prometeu a "purificação dos pecados" dos soldados russos que morrem no campo de batalha. Entretanto, alguns clérigos ortodoxos também foram acusados de questionar a guerra.

De acordo com o IRFBA, "o envolvimento do Patriarcado de Moscou, muitas vezes chamado de Igreja Ortodoxa Russa, na tentativa de legitimar a agressão russa e corroer a soberania ucraniana é inequívoco".

O parlamento ucraniano está trabalhando em um projeto de lei que proibiria as organizações religiosas controladas por um país que esteja praticando agressão armada contra a Ucrânia.

Perseguição dentro da Rússia

A pressão de Putin sobre grupos religiosos minoritários também continuou dentro da Rússia.

Em agosto passado, um tribunal proibiu a atividade do principal grupo de vigilância da liberdade de religião e crença, o SOVA, por "violações graves e irreparáveis".

Em março de 2023, várias pessoas foram multadas por citarem a Bíblia para "desacreditar as forças armadas" e, um mês depois, um pastor batista russo em Bryansk foi condenado por "trabalho missionário ilegal".

Fora da Rússia, Yury Sipko, um conhecido pastor batista russo que serviu no passado como líder da União Evangélica Batista Russa, foi forçado a fugir para o exílio na Alemanha e não se espera que tenha permissão para voltar para casa.

Além disso, um membro de uma igreja evangélica livre em Vladivostok, perto da fronteira entre a China e a Coreia do Norte, foi condenado a dois anos e seis meses de prisão por se recusar a lutar pela Rússia na Ucrânia.


Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

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