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terça-feira, 26 de junho de 2018

Pr. Ariovaldo Ramos visita Lula e diz que cresce apoio de evangélicos ao ex-presidente



Ariovaldo Ramos afirma que oraram junto e ouviu do petista sobre sua “fé em Jesus”

O pastor Ariovaldo Ramos, que nos últimos anos se notabilizou por ter trocado a pregação religiosa pela militância política pró-PT visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (25). Condenado a 12 anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o petista cumpre pena na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.
    Em vídeo divulgado pela página oficial do PT, o pastor insiste que o ex-presidente "tem certeza da sua inocência" e "quer a liberdade que tem direito como uma pessoa que foi vitimada pela injustiça".
    Ainda segundo o líder religioso, eles conversaram muito sobre a situação do Brasil e falaram inclusive sobre a fé de Lula em Jesus Cristo. Também explica que orou junto com o preso, "pedindo que o Espirito Santo de Deus intervenha em favor da liberdade, em favos dos pobres e em favor da nação brasileira".
    Mesmo sem esclarecer exatamente como isso pode ser medido, garante que "a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito é o movimento dentre os evangélicos que mais cresce" e que "os eleitores evangélicos em favor do governo Lula crescem cada vez mais".
    No passado, Ariovaldo Ramos teve grande representatividade no segmento, sendo figura constante em grandes eventos evangélicos em todo o país. Ontem, limitou-se a repetir o discurso que se tornou um mantra nos movimentos de esquerda: que "não há provas" contra Lula, apesar de ele ter sido condenado em duas instâncias, e que se trata de "perseguição política".
    "Tenho certeza que verei o triunfo do presidente", assegurou, reclamando do STF e da "elite brasileira". De acordo com ele, Lula irá continuar com "seu sacerdócio, sua vocação de prestar serviço aos vulneráveis e de levar ao Brasil a mensagem da igualdade e da justiça, na qual nós evangélicos acreditamos".
    Encerrou dizendo que irá continuar lutando em prol de Lula, que agora é "hora de resistência" e que "nós vamos descansar quando retomarmos o Palácio do Planalto".
    Assista aqui:


    quinta-feira, 17 de maio de 2018

    Pr. Ariovaldo Ramos, lulista convicto, quer emplacar ‘bancada evangélica do bem’

    “Queremos uma bancada do bem, porque a do mal, já estamos cansados dela.”, diz Ariovaldo Ramos

    Se você jogar o nome de Ariovaldo Ramos no Google, a ferramenta logo sugere que você adicione uma palavra  à busca: "Comunista". Isso de tantos usuários que o fuçam na internet procurarem saber se ele é "vermelho".
    Se tem um rótulo que Ariovaldo, 62, aceita de bom grado é o de progressista. Membro da igreja Comunidade Cristã Reformada, ele é hoje uma das grandes vozes à esquerda dentro de sua religião e líder da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito —que, segundo ele, está em 20 estados e agrega mais de 10 mil membros.É o que seus desafetos vivem dizendo sobre o pastor evangélico que estava lá quando Lula pernoitava no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, de onde saiu direto para a prisão, em abril. E depois num prédio na Barra Funda (região central de São Paulo) onde um movimento de moradia instalou a Ocupação Marisa Letícia, batizada com o nome da mulher do ex-presidente, morta em 2017.
    Não é gratuito o uso da preposição "de" no nome do movimento. "É para diferenciar da frente evangélica", diz. Refere-se à bancada de congressistas que ele define como "lamentável, para ser bondoso, porque fez todas as escolhas possíveis contra pobre, minorias, mulher, trabalhador".
    Dela vêm pastores como o deputado Marco Feliciano (Podemos-SP) e o senador Magno Malta (PR-ES), potencial vice de Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Gente que "diz que fala em nome dos evangélicos" mas, para Ariovaldo, passa longe da unanimidade entre os 70 milhões de brasileiros que confessam essa fé, 32% da população.
    A representação evangélica em Brasília, em sua opinião, está mais interessada em "impor o moralismo fundamentalista sobre a nação, fazer uma ruptura com o Estado laico", do que pregar os ensinamentos de Jesus.
    Seu bloco tem integrantes acampados em Curitiba por Lula. Por chamar de golpe o impeachment de Dilma Rousseff e o encarceramento de Lula, o pastor amealhou inimizades em seu meio.
    Síntese desse malquerer está no portal Gospel Mais: "Apesar de a Bíblia declarar que 'o fazer justiça é alegria para o justo', Ariovaldo publicou vídeo criticando a ordem de prisão do juiz Sergio Moro".
    Um dos canais que usa para se manifestar é a Mídia Ninja. Para o projeto alinhado à esquerda escreveu a coluna "Pobre Elite Branca", crítica a um artigo de 2013 de Ives Gandra da Silva Martins.
    Nele o jurista diz: "Hoje, tenho eu a impressão de que no Brasil o 'cidadão comum e branco' é agressivamente discriminado […] pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que eles sejam índios, afrodescendentes, sem terra, homossexuais ou se autodeclarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos".
    Rebateu o pastor: "O que este advogado não entende, ou melhor, não quer entender, é que, graças à injustiça que há no Brasil, ele e a classe que ele representa é que vivem com a dignidade e qualidade que todo cidadão deveria viver".
    Se a direita emplacou seus evangélicos em Brasília, e tem planos de ampliar ainda mais seu feudo parlamentar, está na hora do seu lado fazer o mesmo, diz Ariovaldo.
    "O papel da igreja é ser a consciência do Estado, não almejar poder". Ao mesmo tempo… "Queremos uma bancada do bem, porque a do mal, já estamos cansados dela." Ele afirma que o voto será uma sugestão, e não uma imposição. "Não acreditamos no voto de cajado, 'irmão vota em irmão'."
    Segundo pesquisa Datafolha de 2017, 8 em cada 10 brasileiros não costumam levar em conta a opinião de seus líderes religiosos quando eles fazem campanha por algum candidato. O quinhão evangélico que dá ouvidos a seus pastores é maior do que a média e chega a 31% entre neopentecostais (representados por igrejas como Universal).
    Ariovaldo se tornou cristão em 1968, quando a ditadura instaurou o AI-5. Ele era então um guri de 12 anos e, na adolescência, o máximo de guerrilha que fez foi "passar folhetinhos que chegavam escondidos, notícias de ações revolucionárias", entre coleguinhas da escola.
    Já feito pastor, virou expoente da Teologia da Missão Integral, que pareava com a católica Teologia da Libertação em termos de posicionamento ideológico à esquerda (mas a evangélica, diz Ariovaldo, não enveredou "pela via revolucionária de viés marxista").
    O senso comum pode até jogar todos os evangélicos num mesmo saco conservador, mas protestantes já estiveram na proa do pensamento de esquerda no país. Ariovaldo lembra da Conferência do Nordeste, organizada por lideranças evangélicas em Recife, dois anos antes do golpe de 1964.
    Mote: "Cristo e o Processo Revolucionário Brasileiro". Entre os convidados, intelectuais como Gilberto Freyre, Celso Furtado e Paul Singer.
    Mas o alinhamento a causas da esquerda não é incondicional. Ariovaldo acha que a comunidade LGBTQ "deve ser respeitada em suas escolhas, mas não tem direito de influenciar a teologia" —que é "muito clara ao dizer que há dois gêneros", masculino e feminino.
    Com informações Folha via Gospel Geral

    domingo, 8 de abril de 2018

    Pr. Ariovaldo Ramos fala em defesa de Lula no ato político do ABC

    Na iminência da prisão do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decretada pelo juiz Sérgio Moro no último dia 05, várias lideranças políticas, sindicalistas e ativistas aliados ao Partido dos Trabalhadores (PT), se reuniram na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista para defender o líder petista contra a detenção.
    Entre as personalidades, o representante da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, um movimento com viés político-ideológico de esquerda que reúne cristãos de várias denominações, considerado também o maior nome brasileiro da chamada Teologia da Missão Integral (vertente protestante da Teologia da Libertação, vinculada ao segmento católico), Ariovaldo Ramos falou em defesa do ex-Presidente Lula.
    Apesar da Bíblia declarar que “o fazer justiça é alegria para o justo” (Provérbios 21:15), na quinta-feira (05) Ariovaldo Ramos publicou um vídeo criticando a ordem de prisão emitida pelo juiz Sérgio Moro, dizendo que as decisões do STF e TRF-4 “…estão levando a nação à consciência de que o pacto social, o pacto constitucional não nos rege mais”, sugerindo que as decisões judiciais não possuem legitimidade e que fazem parte de uma espécie de conspiração “geopolítica” internacional.
    O pastor, escritor e teólogo Yago Martins, da Igreja Batista Maanaim, conhecido também pelo canal “Dois Dedos de Teologia”, publicou em sua rede social uma foto [capa da matéria, lado esquerdo] onde Ariovaldo Ramos aparece discursando em favor de Lula.
    “Esse é Ariovaldo Ramos, o maior nome da Teologia da Missão Integral [TMI] do Brasil, na sede do sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo do Campo, em ato de defesa ao condenado Lula”, escreveu Yago, criticando a atitude de Ariovaldo ao defender um político condenado por corrupção.

    Ariovaldo Ramos e seu histórico em defesa de políticos autoritários e acusados de corrupção

    Não é a primeira vez que Ariovaldo Ramos se manifesta em favor de políticos acusados de corrupção ou alinhados com ideologias autoritárias. Em 2004 o ícone da “esquerda evangélica” viajou com uma comitiva para a Venezuela, visando  apoiar o falecido líder socialista Hugo Chaves, cujo regime político assola o país até hoje sob o comando de Nicolás Maduro.
    Em 2016, na ocasião do impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff, Ariovaldo aderiu ao discurso de “golpe” e insinuou que os brasileiros deveriam “…tomar todos os espaços, a exemplo do que estão a fazer os estudantes, temos de ir para a rua, temos de ocupar o Brasil agora! Nosso luto vem do verbo lutar!”, disse ele.
    Em resposta ao ativismo ideológico de Ariovaldo, a escritora e missionária Bráulia Ribeiro, colunista da conceituada revista cristã Ultimato, também criticou o pastor:
    “Pastor Ariovaldo, que tipo de arrogância é esta que te torna capaz de se empoleirar em seu Rocinante e decretar que é tempo de abrir guerra contra a sociedade brasileira? Só posso dizer que é bom que minha mídia favorita seja a escrita. Se fosse vídeo eu estaria gritando. Não tenho sangue de réptil bolchevique”, escreveu Bráulia na época.

    Yago Martins desabafa sobre a TMI ao ver Ariovaldo Ramos defendendo Lula

    Na mesma publicação em que comenta o discurso de Ariovaldo Ramos em favor de Lula, Yago Martins fez um desabafo, denunciando o viés ideológico da Teologia da Missão Integral:
    “Há anos, quando falávamos que TMI é nada mais que missiologia marxista e esquerdismo teológico, chamavam a gente de doido. Eu perdi convites, perdi parcerias, perdi amizades, perdi dinheiro. Fui rejeitado em grupos e editoras. Fui recebido com violência em vários ambientes.
    Agora que está claro como o meio-dia, as pessoas que tentaram colocar a gente no ostracismo estão caladinhas.
    Mas a gente não esquece, e estaremos aqui para lembrar todos que se encantaram com essa modinha de Missão Integral que vocês ajudaram a financiar essa palhaçada. Vocês erigiram esses líderes. Vocês são cúmplices.
    Espero que estejam em arrependimento e oração”, escreveu o teólogo.
    Fonte: Gospel+

    sexta-feira, 26 de agosto de 2016

    Dilma envia carta a evangélicos pedindo oração “contra o golpe”


    Durante a campanha eleitoral de 2010, a então candidata Dilma Rousseff teve ao seu lado várias lideranças evangélicas, incluindo vários políticos. Logo depois de vencer as eleições, a maioria desses deputados e senadores romperam com ela e com o PT quando o verdadeiro plano de governo foi revelado. Quatro anos depois, a maioria deles estava na oposição e hoje são ferrenhos defensores do impeachment.

    Um grupo menos expressivo de líderes, liderado pelo pastor e escritor Ariovaldo Ramos, formaram a “Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito”. Segundo eles mesmos, trata-se de uma iniciativa de diversas igrejas e denominações para defender a democracia e, no caso, a volta de Dilma ao poder.

    Na noite desta quinta-feira (25), eles realizaram o ato “Tempo de oração a favor a democracia”   no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. Segundo Ramos, o julgamento da presidente por crimes de responsabilidade é um “mal que atenta contra o bem da nação”.

    A escolha da data foi para coincidir com o dia em que o Senado iniciou a última etapa do julgamento do processo de impeachment. Para o pastor, tudo não passa de um erro, pois não existe motivo para a denúncia.

    Fazendo eco ao que tem dito desde o início, para ele o processo iniciado na Câmara e com supervisão do Supremo Tribunal Federal, “atenta contra a democracia, contra um projeto de emancipação do pobre, do negro, da mulher, do indígena, do quilombola, de todos que estão à margem da sociedade brasileira”.

    A presidente afastada, enviou uma carta aberta para os evangélicos. “Agradeço de coração pelas orações de vocês e de cristãos de todo o país… Sei que vocês não oram apenas por mim, mas clamam pelo restabelecimento da ordem democrática, um valor que está acima de todos nós. Mas a vitória sobre o golpe implica bem mais que isso”, escreveu.

    Sem mencionar as dezenas de testemunhos de empreiteiros, políticos, dirigentes da Petrobras e empresários que citaram seu nome nas delações tornadas públicas, Dilma afirma que é inocente.

    “Nunca fui acusada de ato de desonestidade nem como cidadã nem como servidora pública”, sublinhou. Também evita mencionar os casos de corrupção relacionados aos seus dois mandatos e o tempo que foi ministra de Lula. Limitou-se a dizer que contava com o apoio de todos: “Levarei comigo as orações e os votos de vocês no Senado, quando defenderei a democracia”.

    Missão Integral

    Ariovaldo Ramos é escritor e conferencista.  Foi um dos líderes da SEPAL e presidiu a missão Visão Mundial. Em sua atuação política, foi conselheiro de Lula no primeiro mandato. Nos últimos meses tem sido um crítico constante das ações da Lava Jato e vem coordenando esforços para que outros líderes evangélicos, em especial os que defendem a Teologia da Missão Integral se unam a ele em favor do governo do Partido dos Trabalhadores.

    Um abaixo assinado proposto por ele no movimento “Missão na Íntegra” teve apoio de cerca de 500 líderes.  Além de defender Dilma e Lula nas redes sociais, o pastor faz campanha para Luiz Erundina (PSOL) para a prefeitura de São Paulo.
    Fonte: Gospel Prime

    Veja a carta na íntegra






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