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domingo, 16 de outubro de 2022

Militante acusa igrejas evangélicas de violência e Cláudio Duarte rebate


Um militante petista foi filmado em um evento da campanha do ex-presidente Lula afirmando que as igrejas evangélicas promovem violência, e que esse segmento da sociedade estaria promovendo a “morte” do cristianismo.

"Há mais de 30 anos nós estávamos trabalhando em Brasília e foi feita uma pesquisa na sociedade do Distrito Federal sobre as instituições. Este é outro problema: o institucionalismo no cristianismo mata, mata o cristianismo", acusou.

Sem citar maiores referências, o militante afirmou que estudos haviam descoberto que os brasileiros consideram as igrejas evangélicas como redutos de violência:

Foi feita uma pesquisa [sobre] quais instituições são menos empáticas, mais violentas, mais agressivas contra a sociedade. A pesquisa determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal estava em primeiro lugar, e logo em seguida as igrejas evangélicas. Isso é a pesquisa de mais de 30 anos atrás”.

É difícil pesquisa no Brasil, mas vá lá. Isso foi feito por um grupo de pastores que participavam lá em Brasília. Daí você entende como é que se construiu esse pensamento totalmente adverso do cristianismo no apoio ao bolsonarismo. São jogos de interesses”, acrescentou o militante.

Ao final do vídeo, ele externa o desejo de silenciar os cristãos, sugerindo que as autoridades rompam seus relacionamentos com os evangélicos: "Eu tenho um apelo para fazer aos políticos quando tiverem a caneta na mão, o controle do dinheiro: parem, definitivamente, de doar qualquer coisa para qualquer igreja. Eu sei que vai ser muito difícil na guerra dos votos".

Em resposta, o pastor Claudio Duarte publicou o vídeo em sua conta no Instagram e rebateu as acusações do militante: "É lamentável ter que ouvir isso. Mas pior que ouvir isso de um homem é ver uma multidão apoiar. Visite a nossa igreja e procure a violência!".

Fonte Gospel+

MEU COMENTÁRIO:

Tenho 62 anos de idade e, pela graça Deus, nascido num lar cristão evangélico, portanto, sempre congreguei numa Assembleia de Deus, desde os primeiros dias de vida. Sendo meu saudoso pai um pastor, passei por diversas delas, por onde foi Dirigente local, até que 1976 assumiu a liderança da AD Cubatão SP.

Hoje estou como líder principal dessa Igreja, presido também uma convenção de pastores (COMADESPE) com mais de 1.500 líderes das mais diversas regiões do Estado de São Paulo e até do Brasil, sendo que pela primeira vez ouço de uma pesquisa que aponta a Igreja Evangélica, entre as instituições mais violentas.

Tudo isso é no mínimo muito estranho e questionável, porém, fica também muito fácil de se verificar, quem tiver dúvida faça uma visita a uma igreja evangélica e veja se isso confere.

Por outro lado, o conselho do militante em tela, para que os governantes de plantão não façam doações para as Igrejas, já se torna vazio e inócuo, uma vez que isso já é proibido pela constituição, pois o estado brasileiro é laico, portanto não deve e nem pode financiar instituições religiosas.

Agora, se algum pastor ou politico, de forma ilegal, se locupletam por avareza ou interesse eleitoreiro, ambos são corruptos e cúmplices, afinal de contas, uma Igreja verdadeira confia completamente, única e exclusivamente na providência divina, jamais em atitudes desonestas e anti republicanas.

Tais pastores deveriam se envergonhar de suas atitudes e abrirem mão de suas funções eclesiásticas.

Quando a Igreja se locupleta, perde a sua voz profética, e é isso que o militante em tela está cobrando, em outras palavras, quem recebe benesses não pode nos contestar, nesse caso, os valores e princípios morais, éticos e espirituais...

Fica a lição para os que pensam serem espertos.

É o que penso.

Pr. Carlos Roberto Silva

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Movimento Batista 'desconvoca' evangélicos para atos do 7/9


O Movimento Batistas por Princípios criticou líderes religiosos em declarar apoio a 'iniciativas autoritárias e pouco democráticas' de Bolsonaro


O Movimento Batistas por Princípios, um grupo de religiosos, emitiu nota para desconvocar os fiéis para as manifestações do feriado de 7 de Setembro, Dia da Independência. Eles lamentaram o posicionamento de líderes religiosos em declarar apoio a “iniciativas autoritárias e pouco democráticas do atual presidente da República” Jair Bolsonaro (sem partido).

Na nota, o grupo demonstrou preocupação com as ameaças de fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), quando as convocações são feitas “em nome da defesa da liberdade”. O movimento também afirmou que o presidente deve satisfações das últimas acusações divulgadas na mídia.

Por fim, eles pedem para que fiéis, especialmente batistas “que sempre defenderam 
princípios de verdadeira democracia e separação entre Igreja e Estado” a não comparecerem nas manifestações de 7 de Setembro. O movimento afirma que outras atividades podem ser mais “recompensadoras”.

Confira a nota na íntegra:

Diante da convocação feita às igrejas evangélicas, por diversas lideranças, para saírem às ruas em apoio às manifestações do próximo dia 7 de setembro, fazemos as seguintes considerações:

1. Defendemos e propagamos a liberdade de expressão e opinião, garantidas pela Constituição Brasileira, na convicção de que nenhum cidadão do nosso país está acima das normas constitucionais;

2. Estranhamos o lamentável fato de que pastores, embora ensinem em suas igrejas uma eclesiologia democrático-congregacional, expressem sua solidariedade a uma manifestação de claro apoio a iniciativas autoritárias e pouco democráticas do atual Presidente da República;

3. Denunciamos, com perplexidade, o evidente caráter contraditório da manifestação, uma vez que — em nome da defesa da liberdade — faz a apologia inconstitucional do fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal;

4. Expomos nossa desconfiança em relação a um movimento que pretende dar salvo-conduto a um presidente que, juntamente com seus filhos, ainda deve explicações a sérios e graves indícios de corrupção e uso indevido de verbas de gabinete constituídas por dinheiro público — indícios que estão sendo investigados e, por si, revelam situações que parecem desmontar discursos hipócritas contra a corrupção;

5. Discordamos de todo e qualquer apoio acrítico ao atual governo — bem como à voluntária submissão ao papel de massa de manobra que se tem visto em vários setores da sociedade, em especial no ambiente evangélico — tendo em vista:

a) o fracasso na condução da crise de saúde no país como resultado da pandemia do Coronavírus;

b) o fracasso da política econômica, que se confirma pelo aumento do desemprego, da fome e da miséria, bem como de outras diversas maneiras, inclusive no crescente abandono do país por multinacionais muito conhecidas e aqui presentes há várias décadas;

c) o fracasso no controle inflacionário, resultando no absurdo e crescente aumento de preços, cujos mais notórios são dos alimentos, gás de cozinha e combustíveis, situação que deixa ainda mais vulneráveis aqueles que, de alguma forma, já se encontram prejudicados pela pandemia;

d) o fracasso no prometido combate à política predatória do chamado Centrão, cujo maior representante está hoje assentado num dos gabinetes do Palácio do Planalto, na qualidade de Ministro da Casa Civil;

e) o fracasso na estabilização política;

f) o fracasso nas políticas educacionais;

g) o fracasso no plano de prevenção à crise hídrica e de energia elétrica que, depois de claros sinais, agora se avizinha.

6. Afirmamos com ênfase que a convocação para tal manifestação pública, embora exiba como fachada a defesa da liberdade e da democracia, na verdade se revela como astuta tentativa do atual governo de provocar rupturas institucionais e criar ambiente favorável a instalação de um governo autoritário e personalista.

Sendo assim, conclamamos aos irmãos e irmãs, especialmente aos batistas que sempre defenderam princípios de verdadeira democracia e separação entre Igreja e Estado, a não comparecerem às ruas na próxima terça-feira, dia 7 de setembro, aproveitando melhor o seu tempo com outras atividades mais recompensadoras e que, ao fim e ao cabo, demonstrem o autêntico respeito que temos pelo Dia da Independência."

Fonte: EM

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Mãe de santo xinga pastores em ato pró-Lula; Pastor aciona MPF


Pastores evangélicos foram xingados e ofendidos por uma mãe de santo durante discurso feito por ela no Festival Lula Livre, ocorrido no último domingo (18), em Recife.
Beth de Oxum usou palavras de baixo calão como "vá se *****", "fundamentalistas", além de criticar a "elite branca".
Ovacionada pelos presentes, até Bolsonaro foi alvo da falta de respeito da mãe de santo, que não gosta do apoio do segmento ao Governo.
"Vá se * esses pastores que acham que a gente não tem força e não tem poder. Nós somos a maioria, somos negros, afrodescendentes e mulheres. Vá se * a elite branca e escrota deste país", disse.

Processo

O Pastor Jairinho, candidato pela Rede nas eleições de 2019, que obteve 191.059 votos ou 2,87% em todo Estado do Pernambuco, protocolou uma ação no Ministério Público Federal, nesta terça (19), contra a Mãe de Santo Beth de Oxum.
Segundo ele, as palavras dirigidas no Festival Lula-Livre pela líder "incitaram a intolerância religiosa". "Fui o evangélico mais votado em Pernambuco e decidi me manifestar. Sou pastor e sei que esse não é um sentimento dos religiosos de matriz africanas", disse o pastor à Folha de Pernambuco.
Assista aqui:




Fonte: JM Notícia

domingo, 8 de abril de 2018

Pr. Ariovaldo Ramos fala em defesa de Lula no ato político do ABC

Na iminência da prisão do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decretada pelo juiz Sérgio Moro no último dia 05, várias lideranças políticas, sindicalistas e ativistas aliados ao Partido dos Trabalhadores (PT), se reuniram na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista para defender o líder petista contra a detenção.
Entre as personalidades, o representante da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, um movimento com viés político-ideológico de esquerda que reúne cristãos de várias denominações, considerado também o maior nome brasileiro da chamada Teologia da Missão Integral (vertente protestante da Teologia da Libertação, vinculada ao segmento católico), Ariovaldo Ramos falou em defesa do ex-Presidente Lula.
Apesar da Bíblia declarar que “o fazer justiça é alegria para o justo” (Provérbios 21:15), na quinta-feira (05) Ariovaldo Ramos publicou um vídeo criticando a ordem de prisão emitida pelo juiz Sérgio Moro, dizendo que as decisões do STF e TRF-4 “…estão levando a nação à consciência de que o pacto social, o pacto constitucional não nos rege mais”, sugerindo que as decisões judiciais não possuem legitimidade e que fazem parte de uma espécie de conspiração “geopolítica” internacional.
O pastor, escritor e teólogo Yago Martins, da Igreja Batista Maanaim, conhecido também pelo canal “Dois Dedos de Teologia”, publicou em sua rede social uma foto [capa da matéria, lado esquerdo] onde Ariovaldo Ramos aparece discursando em favor de Lula.
“Esse é Ariovaldo Ramos, o maior nome da Teologia da Missão Integral [TMI] do Brasil, na sede do sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo do Campo, em ato de defesa ao condenado Lula”, escreveu Yago, criticando a atitude de Ariovaldo ao defender um político condenado por corrupção.

Ariovaldo Ramos e seu histórico em defesa de políticos autoritários e acusados de corrupção

Não é a primeira vez que Ariovaldo Ramos se manifesta em favor de políticos acusados de corrupção ou alinhados com ideologias autoritárias. Em 2004 o ícone da “esquerda evangélica” viajou com uma comitiva para a Venezuela, visando  apoiar o falecido líder socialista Hugo Chaves, cujo regime político assola o país até hoje sob o comando de Nicolás Maduro.
Em 2016, na ocasião do impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff, Ariovaldo aderiu ao discurso de “golpe” e insinuou que os brasileiros deveriam “…tomar todos os espaços, a exemplo do que estão a fazer os estudantes, temos de ir para a rua, temos de ocupar o Brasil agora! Nosso luto vem do verbo lutar!”, disse ele.
Em resposta ao ativismo ideológico de Ariovaldo, a escritora e missionária Bráulia Ribeiro, colunista da conceituada revista cristã Ultimato, também criticou o pastor:
“Pastor Ariovaldo, que tipo de arrogância é esta que te torna capaz de se empoleirar em seu Rocinante e decretar que é tempo de abrir guerra contra a sociedade brasileira? Só posso dizer que é bom que minha mídia favorita seja a escrita. Se fosse vídeo eu estaria gritando. Não tenho sangue de réptil bolchevique”, escreveu Bráulia na época.

Yago Martins desabafa sobre a TMI ao ver Ariovaldo Ramos defendendo Lula

Na mesma publicação em que comenta o discurso de Ariovaldo Ramos em favor de Lula, Yago Martins fez um desabafo, denunciando o viés ideológico da Teologia da Missão Integral:
“Há anos, quando falávamos que TMI é nada mais que missiologia marxista e esquerdismo teológico, chamavam a gente de doido. Eu perdi convites, perdi parcerias, perdi amizades, perdi dinheiro. Fui rejeitado em grupos e editoras. Fui recebido com violência em vários ambientes.
Agora que está claro como o meio-dia, as pessoas que tentaram colocar a gente no ostracismo estão caladinhas.
Mas a gente não esquece, e estaremos aqui para lembrar todos que se encantaram com essa modinha de Missão Integral que vocês ajudaram a financiar essa palhaçada. Vocês erigiram esses líderes. Vocês são cúmplices.
Espero que estejam em arrependimento e oração”, escreveu o teólogo.
Fonte: Gospel+
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