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sábado, 2 de julho de 2022

Professora denuncia demissão por discordar de ideologia de gênero em escola do ES


Sentindo-se indignada, Deivilane Costa Carvalho usou as redes sociais para desabafar e denunciar a perseguição sofrida.

Professora de português, Deivilane da Costa Carvalho perdeu o emprego na escola municipal EMEF Álvaro Armeloni, em Cariacica, interior do Espírito Santo. Ela diz que sua demissão aconteceu por não aceitar a ideologia de gênero apregoada no local.

Segundo informa o jornal da Cidade, Deivilane lecionava para crianças de 9 a 14 anos, quando foi chamada na Secretaria Municipal de Educação e foi sumariamente desligada do cargo. A causa alegada foi insubordinação à direção da escola.

Sentindo-se indignada, a professora usou as redes sociais para desabafar e denunciar a perseguição sofrida.

“Jamais desrespeitei o corpo acadêmico e a direção. A minha posição contrária a uma política de doutrinação no ambiente escolar, que envolve ideologia de gênero, é o real motivo acobertado por aqueles que pediram minha demissão. A diretoria me viu como uma ameaça ao que eles estão implantando no colégio”, lamentou.

Em sua página do Instagram, a professora publicou uma foto na sala de aula com a descrição de dois versículos bíblicos:

“Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, aborreceu a mim.” João 15:18

"Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis." Romanos 12:14

Doutrinação

Deivilane foi dispensada de suas funções mesmo com investigação do Ministério Público que apura denúncias de doutrinação existente na escola. A professora acredita que a direção do colégio pensa que foi ela quem iniciou o processo junto ao MP e por isso se vingou.

“Após tomar conhecimento da apuração do MP, a direção da escola vinha me tratando de forma diferente dos demais profissionais. Fui perseguida e punida com a demissão, por apenas me posicionar contra a usurpação dos direitos dos pais de educar. A escola estava entrando em um campo que foge da sua função. Aluno vem para a escola para aprender as disciplinas e não ser ideologizado”, explicou.

Apoio da família

Os familiares dos estudantes fizeram um vídeo mostrando o momento da partida da professora, que recebeu um abraço coletivo dos alunos, em sua homenagem.

O vídeo viralizou nas redes sociais, embora a prefeitura de Cariacica e a direção da escola negam que a docente foi perseguida.

De acordo com informações do jornal Cidade, em uma rápida caminhada pelas dependências do colégio é possível ver vários cartazes, bandeiras e símbolos em apoio ao movimento LGBTQIA+.

Apesar de o vídeo mostrar o contrário, o secretário municipal de educação, José Roberto Martins Aguiar, afirma que Deivilane foi demitida porque não tinha boa convivência com as crianças.

“A professora Deivilane não soube conquistar os estudantes; ela mantinha um relacionamento conflituoso com os gestores da escola e com os demais professores, professoras e estudantes. Por isso rescindimos o contrato com a profissional, o que é um direito do município”, declarou.

Assista a despedida da professora:


Fonte: Guiame

quarta-feira, 8 de junho de 2022

‘Só quero ser treinador e fazer minhas orações’, diz técnico demitido por expressar sua fé


Os advogados de Joe Kennedy entraram com apelação à Suprema Corte para reverter punição ao treinador.

O treinador Joe Kennedy está em um embate judicial desde que foi demitido de suas funções em uma escola americana por fazer orações após cada jogo.

Em uma entrevista ao The Daily Signal, Kennedy contou que em seu passado era “um garoto muito mau”, mas ao ter a oportunidade de treinar futebol na escola onde se formou, aquilo era como poder “pagar toda a dívida” por seu mau comportamento.

Kennedy, que está com 53 anos, diz que como treinador esperava ajudar a evitar que seus jogadores caíssem “nas mesmas armadilhas” que ele.

Mas aquela “oportunidade” acabou quando Kennedy foi forçado a escolher entre sua posição de treinador e sua fé. O ex-fuzileiro naval diz que “foi um acéfalo, e eu me levantei e lutei”. 

A luta de Kennedy pela fé começou em 2015, depois que ele foi assistente técnico na Bremerton High School, uma escola pública a cerca de 48 quilômetros a oeste de Seattle, durante sete anos. 

Ele lembra que desde que começou a treinar os alunos, em 2008, fez uma aliança com Deus de que se ajoelharia em oração e ação de graças ao final de cada jogo. 

Joe Kennedy luta na justiça por retorno a emprego.
(Captura de tela The Daily Signal)

“Não me lembro de nada sobre a primeira vez que me ajoelhei, porque não foi grande coisa”, disse Kennedy ao The Daily Signal, que produziu um documentário sobre seu caso. “Era apenas eu indo lá e me ajoelhando sozinho, agradecendo o que os jogadores fizeram e … fazendo parte disso.”

Algum tempo depois, os jogadores de futebol questionaram sobre a postura de Kennedy na linha de 50 jardas ao final de cada jogo. 

Quando souberam os motivos do treinador, eles perguntaram se poderiam se juntar a ele, e logo a oração pós-jogo se tornou uma tradição para o time. Nesses momentos, Kennedy também fazia um breve discurso motivacional para seus jogadores. 

O treinador conta que nenhum pai ou aluno reclamava sobre as orações pós-jogo.

Mudanças

Em 2015, ao saber das orações comandadas pelo treinador, o Distrito Escolar de Bremerton disse a Kennedy que ele não podia mais orar com os alunos. 

“Foi muito simples para mim concordar com eles e dizer: 'Isso não é um problema'. Nunca mais orei com as crianças”, lembra Kennedy. 

Kennedy continuou a orar sozinho após os jogos, diz ele, em continuidade à aliança que fez com Deus, mas logo “advogados da escola se envolveram”. 

Kennedy conta que os supervisores disseram que ele “não poderia mais orar sozinho se as pessoas pudessem me ver”. “E foi aí que eu tive que traçar uma linha”, diz. 

O distrito escolar colocou Kennedy em licença administrativa porque ele se recusou a parar de se ajoelhar em oração após os jogos de futebol. Ele conta que quando chegou o momento de renovar seu contrato de trabalho, sua avaliação de fim de ano dizia “em letras grandes e em negrito... 'Não recontrate'”. 

Punição por orar

“O treinador Kennedy foi demitido porque queria se ajoelhar em oração privada na linha de 50 jardas à vista dos alunos”, disse Jeremy Dys, advogado do First Liberty Institute, uma organização legal nacional que protege a liberdade religiosa que representa Kennedy.

Joe Kennedy em seu momento de oração no campo.
(Captura de tela The Daily Signal)

O treinador diz que decidiu entrar com uma ação contra o Distrito Escolar de Bremerton quando “percebeu que eu não seria capaz de vencer isso sozinho”.

“Não havia mais como eu falar com o distrito escolar”, lembra Kennedy. “Os advogados deles disseram que eu não deveria entrar em contato com a escola ou com qualquer pessoa da escola, a menos que fosse através dos advogados.” 

Depois que o Tribunal de Apelações do 9º Circuito decidiu a favor do Distrito Escolar de Bremerton, Kennedy e seus advogados da First Liberty apelaram para a Suprema Corte. 

A alta corte ouviu argumentos no caso de Kennedy em 25 de abril. 

Defesa de direitos constitucionais

Funcionários do governo “ainda têm o direito de viver suas vidas”, disse Kelly Shackelford, conselheira-chefe, presidente e CEO da First Liberty, ao The Daily Signal do lado de fora do prédio da Suprema Corte após os argumentos. “Eles podem ir à igreja, podem falar, podem orar e nunca devemos permitir que o governo os puna por fazer isso.” 

Richard Katskee, advogado que é vice-presidente e diretor jurídico da Americans United for the Separation of Church and State, representou o Distrito Escolar de Bremerton perante o tribunal superior.

Katskee disse ao The Daily Signal que o distrito escolar público “fez o que as escolas em todos os lugares deveriam fazer: respeitou os direitos e a liberdade religiosa de todos os seus alunos”. 

Os juízes tiveram que considerar várias questões importantes, escreveu Sarah Parshall Perry, pesquisadora jurídica sênior da The Heritage Foundation, em abril para o The Daily Signal, a organização de notícias multimídia do think tank:

As perguntas que os juízes enfrentam são as seguintes: Quando um funcionário de uma escola pública faz uma oração breve e silenciosa por si mesmo enquanto está na escola e visível para os alunos, ele está envolvido em um discurso do governo que não tem qualquer proteção da Primeira Emenda? E se não, supondo que esse tipo de expressão religiosa seja privada e protegida pela Primeira Emenda, a cláusula de estabelecimento da Constituição exige que a escola pública a proíba de qualquer maneira?

Espera-se que a Suprema Corte responda a essas perguntas em uma decisão prevista para junho. 

Kennedy diz que tudo o que espera da Suprema Corte é uma decisão que lhe permita ser treinador e fazer suas orações após cada partida.

Fonte: Guiame

domingo, 22 de agosto de 2021

Professora pede demissão de escola após nova política LGBT e testemunha em defesa de sua fé



“Estou animada com o que fiz, por ter despertado outras pessoas”.

Laura Morris, agora ex-professora da Lucketts Elementary School em Leesburg, Virgínia, virou manchete em 11 de agosto, ao pedir demissão por não concordar com a nova Política 8040 — Direitos de Alunos Transgênero e Gênero Expansivo”. 

Durante uma reunião do conselho escolar no condado de Loudoun, outros professores declararam que não iriam se referir aos alunos “por seus nomes e pronomes preferenciais”, como ditavam as novas regras.

A professora, que decidiu abandonar o emprego, disse que sua coragem em tomar tal atitude faz parte de “sua caminhada com o Senhor”. Sua demissão foi uma forma de protestar contra a ditadura LGBT que está se espalhando pelas escolas do condado.

Na ocasião, Laura disse que não queria mais “servir como uma engrenagem de uma máquina que diz para empurrar agendas altamente politizadas” para seus jovens alunos.

Testemunho de Laura Morris

A professora participou do programa “Tucker Carlson Tonight” da Fox News no final da semana passada, onde deu seu testemunho.

“Foi uma decisão muito difícil de tomar”, disse ela ao apresentador Tucker Carlson em uma entrevista que foi ao ar na quinta-feira (12), dizendo ao âncora que lamenta ter “deixado para trás” seus alunos e colegas. 

“Tem sido uma experiência de mudança de vida e eu me sinto honrada. Tudo isso foi feito pela graça de Deus. Eu tive proteção e provisão desde que tomei a decisão de me levantar e fazer o certo”, compartilhou. 

“Faz parte da minha caminhada com o Senhor. No que diz respeito ao impacto sobre os alunos, recebi tantos textos, tantos e-mails de famílias de alunos que ensinei no passado, e eles estão felizes por mim, porque eles sabem que fiz o que era certo, eu tenho o suporte deles”, revelou.

“Iluminar sem perder a própria luz”

Morris se referiu a um e-mail específico de um homem que escreveu para ela: “Dizem que uma vela pode iluminar milhares de outras sem perder sua própria luz”.

“Fiquei tão comovida com essas palavras, porque nunca teria me imaginado nessa posição, mas não me sinto nem um pouco diminuída pelo que aconteceu”, disse ela. 

“Na verdade, sinto as incríveis bênçãos de Deus derramando sobre mim tudo o que aconteceu. E estou tão animada com o que fiz, por ter despertado outras pessoas”, associou.

Segundo Laura, há muitas coisas sendo ditas nos condados e muita gente chateada de ambos os lados. São muitas as opiniões. “E estou percebendo cada vez mais que não é assim que as coisas vão mudar. Mas quando as pessoas fazem algo ousado e colocam as palavras em ação, as ações falam mais alto do que as palavras, e isso parece inspirar mais gente”, concluiu.

Sou professor, mas antes sirvo a Deus

Uma situação semelhante aconteceu com o professor de educação física, Tanner Cross, mas no caso dele, foi colocado em licença após seu discurso para o conselho escolar da Virgínia, nos Estados Unidos, no início de junho. 

“Não é minha intenção ferir ninguém, mas há certas verdades que devemos enfrentar. Condenamos as políticas da escola que prejudicam as crianças e contaminam a santa imagem de Deus”, disse o professor Tanner na ocasião. 

“Eu amo todos os meus alunos, mas nunca vou mentir para eles, independentemente das consequências. Eu sou um professor, mas primeiro eu sirvo a Deus, e não vou afirmar que um menino biológico pode ser uma menina e vice-versa porque é contra a minha religião. É mentir para uma criança, é abuso para uma criança e é pecar contra o nosso Deus”, acrescentou.

Os fatos estão acontecendo em meio a um intenso debate sobre as ideias em torno da ideologia LGTB.

Fonte: Guiame

Assista aqui (em inglês):

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Decotelli diz que racismo influenciou na sua demissão do MEC


Carlos Alberto Decotelli escolhido por Bolsonaro para ser Ministro da Educação, não chegou a tomar posse e pediu demissão após polêmicas em relação ao seu currículo

O ex-ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, declarou em entrevista ao UOL que o racismo foi um fator determinante na sua demissão após processo de desgaste junto ao presidente Bolsonaro e aos militares. Segundo Decotelli: "Há muitos brancos com imperfeições em currículo trabalhando sem incomodar ninguém"
Evangélico, Decotelli foi nomeado ministro na semana passada, mas pouco tempo à frente da pasta decidiu se demitir por conta da forte pressão que recebeu por ter fraudado informações acadêmicas e profissionais em seu currículo. 
O ex-ministro foi desmentido por universidades da Argentina e da Alemanha sobre os seus títulos de doutor e pós-doutor respectivamente, além de ter sido acusado de plagiar sua tese de mestrado apresentada à FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Nas redes sociais houve um debate sobre se o fato de Decotelli ser negro influenciou na pressão de que foi alvo por conta das fraudes. Usuários lembraram que outros dois ministros do governo Bolsonaro, Damares Alves da Mulher, Família e Direitos Humanos e RicardoSalles do Meio Ambiente, também foram expostos por erros nos currículos mas se permaneceram no cargo  e não sofreram tantos ataques.

Decotelli afirma ter sido alvo de boicote da FGV por "interesses obscuros, não declarados, na intenção de apoiar outro ministro a ser indicado". A universidade divulgou que Decotelli nunca foi professor da instituição, mas passaram a circular nas redes fotos de homenagens da instituição a Decotelli em que chamam o ex-ministros de "professor”.
Decotelli ministrou a última aula pela  instituição, na disciplina de Administração de Recursos de Longo Prazo no MBA de Finanças, na noite de ontem. "[Me sinto] Destruído e massacrado na minha integridade como professor", disse o ex-ministro. 
Decotelli diz ter pedido ontem o seu desligamento da instituição. O ex-ministro também enviou à reportagem fotos de prêmios que diz ter recebido por suas atividades na FGV. Todos se referem a ele como "professor" e datam de 2011 a 2016.
Em nota, a instituição declarou que Decotelli atuou "apenas nos cursos de educação continuada, como professor colaborador". "Como tal, deu aula ontem, o que corrobora as informações prestadas, repita-se, de que atuava como professor nos cursos de educação continuada".
A fundação declarou ainda que irá apurar, por meio de uma comissão específica, todas as denúncias que dizem respeito a um eventual plágio na dissertação de mestrado apresentada pelo ex-ministro. Decotelli nega ter cometido plágio, mas disse que revisará o trabalho "por respeito ao direito intelectual dos autores e pesquisadores citados".
Fonte: Último Segundo e UOL via Folha Gospel

sábado, 20 de junho de 2020

Weintraub deixa o Brasil e já está nos EUA, dizem irmão e assessoria do MEC

Weintraub tem dito que ele e a família sofrem ameaças


Abraham Weintraub deixou o Brasil e, neste sábado (20), está nos Estados Unidos. Ele foi demitido do MEC (Ministério da Educação) na quinta-feira (18) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e sua exoneração ainda não foi oficializada.
De acordo com a assessoria de imprensa do MEC, Weintraub viajou ainda na sexta-feira (19) e já se encontra em Miami.
Ele deixou o país no mesmo dia em que o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de apreensão do passaporte de Weintraub para evitar que ele saísse do país.
Alvo do inquérito das fake news, que tramita no Supremo, Weintraub também é investigado no tribunal por racismo, por ter publicado um comentário sobre a China.
Integrantes do Judiciário já diziam, nos bastidores, acreditar que Weintraub poderia ser preso, o que vinha preocupando o ministro.

Em mensagem publicada no Twitter neste sábado, a localização de Weintraub aparece em Miami. "As coisas aconteceram muito rapidamente", escreveu o ministro em resposta a um seguidor.


O irmão do ministro, Arthur Weintraub (assessor especial da Presidência), também fez publicação nas redes sociais em que afirma que Abraham está fora do país. "Obrigado a todos pelas orações e apoio. Meu irmão está nos EUA", escreveu o irmão.
Ao anunciar a saída do MEC, ao lado de Bolsonaro, Weintraub disse que sairia do país para assumir uma posição no Banco Mundial. A indicação para a vaga, entretanto, ainda não foi efetivada.
Weintraub tem dito que ele e a família sofrem ameaças. "Estou saindo do Brasil o mais rápido possível (poucos dias)", escreveu o ministro nesta sexta-feira.

Bolsonaro demitiu Weintraub após desgaste com o STF. Weintraub defendeu a prisão dos ministros da corte em reunião ministerial de 22 de abril e depois reafirmou o posicionamento em encontro com manifestantes favoráveis ao governo.
Fonte: Folha de Pe

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Weintraub deixa o Ministério da Educação e vai para o Banco Mundial


Abraham Weintraub não é mais ministro da Educação. Ele mesmo fez o anúncio nesta 5ª feira (18.jun.2020). Divulgou 1 vídeo nas redes sociais ao lado do presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo.
"Sim, dessa vez é verdade. Eu estou saindo do MEC e eu vou começar a transição agora. Nos próximos dias eu passo o bastão ao ministro que vai ficar no meu lugar, interino ou definitivo", afirmou.
Weintraub vai agora ocupar 1 cargo no Banco Mundial. Ele foi o 2º ministro da Educação do governo Bolsonaro. Substituiu Ricardo Vélez Rodríguez em abril do ano passado. Era, até então, secretário executivo da Casa Civil, então sob o comando de Onyx Lorenzoni (hoje ministro da Cidadania).
Weintraub estava no centro de atritos entre o Poder Executivo com o Legislativo e o Judiciário. O chefe da Educação afirmou em reunião interministerial gravada em 22 de abril que, por ele, "colocava esses vagabundos na cadeia, a começar pelo STF" (Supremo Tribunal Federal).

Fonte: poder360
ASSISTA AQUI


domingo, 24 de maio de 2020

Médica se nega a assinar óbito sem ver o corpo e é demitida


Profissional denunciou perseguição da prefeitura de Manaquiri, no Amazonas

Uma médica que atuava na cidade de Manaquiri, no Amazonas, foi demitida após se recusar a assinar um atestado de óbito sem ver o corpo. Em seu relato, a médica comunitária Maria Conceição Saraiva da Silva, que trabalhava na cidade pelo programa Mais Médicos, denunciou que sua demissão aconteceu porque ela se negou a seguir ordens da irmã do prefeito Jair Souto, a secretária de saúde Maria Luíza Souto.
– Tudo começou quando me pediram para assinar um atestado de óbito sem que eu pudesse ver e atestar a morte, o que é ilegal, e eu me recusei. Desse momento em diante teve início uma série de perseguições e boicotes – escreveu a médica em suas redes.
Maria conta que após esse episódio, se tornou alvo de perseguições, como ser transferida de local de trabalho, ter receitas médicas adulteradas por enfermeiras e até mesmo ter a folha de ponto alterada de forma que ela fosse prejudicada.
– Às vezes que tive que ir fazer atendimento nas comunidades ribeirinhas me mandaram em botes sem o mínimo de condições, sem colete salva vidas, correndo perigo, sem toldo e no sol quente – afirmou.
Apesar disso, o que colocou fim em sua atuação em Manaquiri foi uma série de erros burocráticos que culminaram em seu afastamento pelo governo.
– Estive nas últimas semanas em quarentena, obedecendo o que determinava um atestado médico que recomendava isolamento, por conta do meu filho que mora comigo ter ficado doente com suspeita de contaminação por Covid-19 e eu ter tido contato direto com ele. Os atestados foram enviados imediatamente tanto para a Secretaria de Saúde quanto para o Mais Médicos – declarou.
Ao retornar ao trabalho, ela soube de sua demissão.
– Já encaminhei para o Mais Médicos os comprovantes da entrega dos atestados para a senhora Maria Luíza Souto, secretária de Saúde, tão logo soube que deveria me isolar. […] Além disso, aconteceram muitas outras situações que não valem nem a pena serem relatadas, e todas elas me forçaram a deixar Manaquiri na manhã desta quinta-feira, dia 14 de maio de 2020 – disse a médica.
A médica encerra o texto afirmando que aguarda um posicionamento do Ministério da Saúde sobre em qual cidade irá atuar. Ela também agradece ao povo de Manaquiri.
– Por fim, quero dizer ao povo desse município que aprendi a amar sobre a minha gratidão por cada gesto de carinho, cada sorriso, cada olhar que carregarei comigo em meu coração para sempre. Se cuidem – escreveu.
Em nota, a Prefeitura de Manaquiri afirma que a médica não justificou sua ausência e que os médicos do programa Mais Médicos são contratados pelo governo federal e não pelas prefeituras. Já sobre as denúncias, a prefeitura afirmou que registrou um boletim de ocorrência contra a médica e que irá também abrir um processo judicial contra a mesma.
Fonte: Pleno News

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Nelson Teich deixa o Ministério da Saúde

Teich havia substituído Luiz Henrique Mandetta

O ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo nesta sexta-feira (15), antes de completar um mês à frente da pasta. Em nota, a pasta informou que ele pediu demissão.
Teich tomou posse em 17 de abril. Essa é a segunda saída de um ministro da Saúde em meio à pandemia do coronavírus. Teich havia substituído Luiz Henrique Mandetta.
Assim como Mandetta, Teich também apresentou discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas para combate ao coronavírus.
Nos últimos dias, o presidente e Teich tiveram desentendimentos sobre:
  • o uso da cloroquina no tratamento da covid-19 (doença causada pelo vírus). Bolsonaro quer alterar o protocolo do SUS e permitir a aplicação do remédio desde o início do tratamento.
  • o decreto de Bolsonaro que ampliou as atividades essenciais no período da pandemia e incluiu salões de beleza, barbearia e academias de ginástica
  • detalhes do plano com diretrizes para a saída do isolamento. O presidente defende uma flexibilização mais imediata e mais ampla.
Teich foi chamado para uma reunião no Palácio do Planalto nesta manhã. Ele esteve com Bolsonaro e depois voltou para o prédio do Ministério da Saúde. A demissão foi anunciada logo depois.
Fonte: JM Notícia

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Sergio Moro deixa o Ministério da Justiça


Decisão acontece após a exoneração do delegado Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal

Sergio Moro não é mais ministro da Justiça e da Segurança Pública. Ele deixa o governo após não concordar com a exoneração do delegado Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Em um discurso duro, Moro afirmou que houve "houve interferência política" do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal e ele não poderia concordar com isso. 

A exoneração de Valeixo, que era homem de confiança de Moro, foi uma decisão de Bolsonaro e aconteceu sem o consentimento do agora ex-ministro. Ele foi pego de surpresa com a publicação da decisão no Diário Oficial nesta sexta-feira e disse que não assinou a exoneração.

Moro elogiou Valeixo, disse que só assumiu o cargo no Ministério porque Bolsonaro havia prometido carta branca e que interferências na PF não aconteceram nem durante a Lava-Jato. "Ontem veio a insistência do presidente [para trocar o comando da PF]. Eu disse que seria interferência política e ele [Bolsonaro] disse que sim".

A discordância sobre o comando da Polícia Federal, que é subordinado ao ministro da Justiça, afeta a relação entre Bolsonaro e Moro desde agosto do ano passado, quando o presidente sinalizou pela primeira vez que gostaria de trocar o responsável pelas investigações da PF. Na época, interlocutores do governo conseguiram contornar a crise e impediram mudanças.

No anúncio de sua saída, Moro se mostrou incomodado com as interferências do presidente na PF. Disse que Bolsonaro afirmou a ele, em reunião na quinta-feira, que "queria uma pessoa de contato dele, para quem pudesse ligar".Sergio Moro é um dos nomes mais populares do atual governo e com melhor aprovação. Ele aceitou o convite de Bolsonaro para ser ministro e abandonou a carreira de magistrado após ficar conhecido nacionalmente pelo trabalho no comando da Operação Lava Jato.

Sergio Moro é um dos nomes mais populares do atual governo e com melhor aprovação. Ele aceitou o convite de Bolsonaro para ser ministro e abandonou a carreira de magistrado após ficar conhecido nacionalmente pelo trabalho no comando da Operação Lava Jato.Com as bandeiras de combate à corrupção e ao crime organizado, Moro assumiu o Ministério da Justiça afirmando ter recebido carta branca para realizar o seu trabalho. No entanto, ele nunca conseguiu colocar o "superpoder" em prática, sofrendo várias derrotas consecutivas, como aconteceu com o pacote anticrime

Com as bandeiras de combate à corrupção e ao crime organizado, Moro assumiu o Ministério da Justiça afirmando ter recebido carta branca para realizar o seu trabalho. No entanto, ele nunca conseguiu colocar o "superpoder" em prática, sofrendo várias derrotas consecutivas, como aconteceu com o pacote anticrime.

A relação com Bolsonaro foi se deteriorando com o passar do tempo. O presidente acreditava que o então ministro não tomava providências para blindar o governo. Durante a pandemia do coronavírus, os dois voltaram a ficar de lados opostos. Moro era favorável ao isolamento social e defendia o posicionamento de Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde demitido por Bolsonaro. Foi chamado de egoísta nos bastidores pelo chefe.

Uma indicação para ser ministro no Supremo Tribunal Federal (STF) também estava nos planos de Moro. O decano Celso de Melo se aposenta em novembro e vai abrir uma vaga. O presidente é o responsável por fazer a indicação para o cargo, considerado o ponto mais alto na carreira na Magistratura. Bolsonaro teria prometido indicar o ex-ministro quando o convidou para fazer parte do governo. Porém, a indicação foi ficando cada vez mais distante e parece improvável agora.

Fonte: Terra 

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