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segunda-feira, 15 de maio de 2023

Descoberta Igreja clandestina dos primeiros cristãos na Espanha



Arqueólogos descobriram uma cisterna subterrânea convertida em local de culto oculto em uma casa romana em Mérida


Embora o local esteja em ambiente protegido, ainda se aguarda um plano ambicioso que permita a sua visitação. O buraco no chão não revela nada além de escuridão.

Félix Palma, diretor do Consórcio da Cidade Monumental de Mérida (CCMM), deixa cair uma pedrinha e ouve-se ao fundo o som da água. A cavidade está inundada, como na sua origem, quando foi construída como cisterna para uma 'domus' romana, casa de uma família com um certo nível econômico na época. Mas este espaço é o mais antigo documentado na Espanha como local de culto cristão.

O dono da casa reformou este espaço para transformá-lo em um quarto escondido onde um grupo de seguidores de Jesus Cristo se reunia clandestinamente, a salvo de olhares estranhos.

Naquela época, as perseguições contra os cristãos eram intercaladas com períodos de relativa tolerância que podiam ser quebrados a qualquer momento. No século III, são citadas até cinco perseguições até a grande perseguição de Diocleciano, já em 303.

Francisco Javier Heras, diretor do Museu Arqueológico Provincial de Badajoz, recorda com clareza a descoberta deste espaço religioso com mais de 1.700 anos. A 'domus' tinha sido descoberta no final dos anos 80, antes da construção de um dos edifícios que ladeiam o acesso à praça denominada 'Puerta de la Villa', no 'decumanus maximus' de Augusta Emérita, principal artéria que hoje é a rua Santa Eulália, o eixo comercial de Mérida.



Nessa altura optou-se por manter os vestígios "in situ", deixando a cave livre, e anos mais tarde o seu acesso foi encerrado devido à degradação do ambiente. Em 2008, através de um projeto Mecenas, financiado por particulares, decidiu-se recuperar o espaço para conferências e exposições e antes de viabilizar a chamada Sala Decumanus, o Consórcio voltou a documentar o que foi escavado. Nessa releitura e limpeza, os arqueólogos encontraram o buraco, no fundo do porão. Embora sua existência fosse conhecida, ninguém havia descido pelo buraco para ver o que havia dentro.

Rezando na escavação

Heras conta que eles desceram com um poderoso holofote para explorar a cavidade. Estava cheio de terra e apenas um metro de sua parte superior podia ser visto. Focalizando a parede nascente da cisterna, descobriram os vestígios de um carmesim que presidia o espaço. «Quando me virei vi o caricaturista das escavações que rezava um rosário e fiquei com os cabelos em pé. Então eu entendi o valor que tinha para muitas pessoas. Como arqueóloga me interesso pela História, pelo patrimônio, mas esse lugar também toca a parte transcendental das pessoas. O meu companheiro disse-me: 'Para mim é importante estar a rezar onde rezavam há quase 2.000 anos'«.




Do "chrismon", um anagrama de Jesus Cristo formado pelas letras P e X, as duas iniciais de seu nome em grego (Χριστός («Khrīstós») sobrepostas, faltam as seções inferiores e também o alfa (A) e o ômega ( W) que o escoltaram, assim como parte da copa vegetal que o rodeava, mas não houve dúvidas quanto à sua identificação.

Era o único letreiro e fora pintado num local central da cisterna subterrânea transformada em quarto. As escavações revelaram que a "abertura zenital" de onde a água era retirada havia sido fechada, o local coberto com um fino estuque de cal e feito o monograma cristão.

Na reforma, havia sido construída uma entrada por uma estreita galeria escalonada com um cotovelo central de 90º, ao qual se acedia por um segundo pátio, provavelmente por um alçapão desde o solo. Parte da abóbada de meio berço de sua última seção, que estava escondida no subsolo, ainda está preservada. Apenas uma pequena abertura permitia pouca ventilação e iluminação do local.




No revestimento original daquele espaço subterrâneo, foram descobertas gravuras com significados cristãos como pães, peixes e âncoras. E nos escombros que no século V serviram para encher esta 'igreja doméstica', foram recuperados restos de objectos que poderiam ter sido usados para liturgias, como um fragmento de uma '' de fino mármore branco ou parte de um disco de mármore não polido que poderia ter sido um prato ritual malfadado.

Igrejas domésticas

Eles estimam que na sala quadrada, de 4,5 metros de cada lado, cerca de 15 ou 20 pessoas poderiam se reunir durante as cerimônias que seriam presididas pelo 'dominó' ou senhor da casa, que assumiria as funções do padre. Até a construção das primeiras basílicas, as comunidades cristãs se reuniam em 'igrejas domésticas' como a da 'domus' da Puerta de la Villa. "Certamente haveria mais casas como esta. A origem da igreja de Santa Eulália poderia ser outra casa. Até a própria casa da basílica, que fica ao lado do teatro romano, poderia ter sido um local de culto cristão em algum momento", aponta Heras.

O diretor do Museu Arqueológico de Badajoz, que publicou recentemente um estudo detalhado sobre 'A domus da Puerta de la Villa e a primitiva comunidade cristã de Mérida' (Cuadernos Emeritenses), destaca que a igreja da capital A Estremadura "deveria ser muito ativa, muito dinâmica e influente". O poder concentrado em Augusta Emérita, como residência do 'vicarius hispaniarum', chefe da política e administração na Espanha, teve seu paralelo no Bispo de Mérida, que exerceu sua influência sobre outros bispos e foi consultado em casos de heresia.




A 'Carta 67' de Cipriano de Cartago fornece informações valiosas sobre esta comunidade cristã do século III. O documento, o mais antigo referente à Igreja da Espanha datado de cerca do ano 254, refere-se às disputas sobre a nomeação de novos bispos nas dioceses de León-Astorga e Mérida. Os cargos anteriores, Basilides e Marcial, haviam apostatado durante a perseguição de Décio e, passado o perigo, buscavam recuperar o cargo, que já havia sido ocupado por novos bispos.

"Sabemos pelas fontes que há lutas entre facções de cristãos dentro da cidade, que lutam para saber quem é o verdadeiro bispo", diz o arqueólogo estremenho, que em seu livro tenta entender o contexto daquela casa de Os cristãos da Puerta de la Villa na história do cristianismo na cidade, com base em achados arqueológicos.

É difícil detalhar um chrismon. Existem várias hipóteses sobre a construção do símbolo, que tradicionalmente remonta ao imperador Constantino, mas Heras acredita que "deveria ser anterior a essa data no início do século IV" quando o edito de Milão que estabeleceu a liberdade religiosa foi promulgada no império e acabou com a perseguição aos cristãos. Na sua opinião, o crismón da câmara oculta, que dataria do III dC, "é o mais antigo de Mérida e do resto da Espanha" por "pura lógica arqueológica".

Da primitiva basílica cristã de Tróia, situada junto à cidade portuguesa de Setúbal, foi publicado o achado de um crismon, que sempre foi considerado o mais antigo, mas "desapareceu", explica o arqueólogo. "Todo o programa iconográfico daquele espaço é preservado exceto o crismón, do qual há apenas um desenho e também não casa bem com o resto da decoração e com os dados que existem", acrescenta.

Uma visita complicada

Nas intervenções de 2008 consolidou-se a pintura do emeritense crismón e a sua localização, na parte mais alta do espaço, salva-o das águas que o inundam. Da atual sala de conferências do Consórcio é possível ver o buraco zenital por onde entraram os arqueólogos e alguns painéis explicam o seu interior com imagens. "O ideal seria poder visitá-lo no futuro porque o local tem a sua magia", admite Félix Palma a poucos metros de distância.

Neste momento "está em ambiente protegido", mas o diretor do Consórcio explica que teriam de ser superados grandes obstáculos. As águas de uma nascente subterrânea, que foram reorientadas por várias obras na zona, inundam permanentemente a sala e uma drenagem pontual não seria suficiente. "Teria de resolver a deficiência hídrica, que é um problema grave porque teríamos de ver onde parar para não comunicar com outro local", diz Palma.

Além disso, a casa romana ocupava um espaço maior do que o atual terreno em cujo porão se encontrava a cisterna reformada e a entrada para a galeria escalonada teria que ser feita por uma garagem particular que dá para uma rua lateral, a de Delgado Valência.

"O problema é a enorme dificuldade que tem. Se fosse fácil já seria visitável, com certeza, mas pelo seu acesso por zona privada e por água, é complicado", diz Palma. No entanto, os arqueólogos estão confiantes de que podem ser resolvidos porque sabem que o local "tem uma vertente histórica, arqueológica e para os crentes, um simbolismo que vai mais longe".


Tradução: Point Rhema



Glossário:

Domusdomus era a residência urbana das famílias abastadas na Roma Antiga, e, portanto, na sua maioria, das patrícias, nome pelo qual é denominada a nobreza romana.

Decumanus maximusQuando havia mais que uma via orientada no mesmo sentido, uma delas, a mais importante, passava a ser designada por Decúmano Máximo (em latimDecumanus Maximus), que habitualmente ligavam a Porta Pretória (nos acampamentos militares a porta mais próxima do potencial inimigo) à Porta Decumana (a porta mais afastada do potencial inimigo).

In Situ:que está em seu lugar natural ou normal (diz-se de estrutura ou órgão).

Chrismon: Anagrama de Jesus Cristo formado pelas letras P e X, as duas iniciais de seu nome em grego (Χριστός («Khrīstós») sobrepostas

Abertura zenitalIluminação zenital é a entrada de luz natural em um ambiente por meio de pequenos ou grandes aberturas na cobertura.

Pátera ritual(em latimpatera; plural: paterae) era um prato longo e raso usado para beber, ou um cálice usado primariamente no contexto de um ritual como uma libação. Estas páteras eram usadas com frequência em Roma

Vicarius hispaniarum: Administração eclesiástica, ordem, ministério










domingo, 24 de maio de 2020

Câmaras secretas descobertas abaixo do Muro das Lamentações em Israel


Recentemente arqueólogos descobriram três câmaras secretas subterrâneas esculpidas na rocha que fica abaixo da praça do Muro das Lamentações, em Jerusalém.

As câmaras possuem pelo menos 2.000 anos, contam com um pátio aberto e duas salas. Aliás, uma foi construída sobre a outra, sendo que existe uma escada para fazer a ligação interna. Os arqueólogos descobriram vasos de barro usados para cozinhar, núcleos de lâmpadas a óleo, uma caneca de pedra e uma bacia de pedra, utensílios usados em rituais.

A equipe encontrou nas entradas das câmaras um longo entalhe para prateleiras e depressões para dobradiças. Também nas paredes estão esculpidos nichos redondos, quadrados e triangulares, sendo que muitos deles podem ter recebido lâmpadas a óleo.

Objetos encontrados na câmara secreta

Velas a óleo estavam entre os itens descobertos nas câmaras subterrâneas.
(Crédito da imagem: Yaniv Berman, Autoridade de Antiguidades de Israel)

Os pesquisadores acreditam que as câmaras eram usadas diariamente, mas não está claro qual era a verdadeira função das estruturas. "Talvez tenha servido como despensa para uma estrutura aérea que não sobreviveu ou como um espaço esculpido", destaca o diretor da Western Wall Heritage Foundation, Mordechai Eliav.

O sistema subterrâneo de 2.000 anos consiste em um pátio e duas salas.
(Foto de Menahem Kah / AFP via Getty Images)
O Muro das Lamentações ou Muro Ocidental é considerado o segundo local mais sagrado do judaísmo, sua construção iniciou em 19 AEC. Em relação as câmaras, os pesquisadores se perguntam: "pessoas podem ter vivido lá?". Espaço para armazenar alimentos existe e possivelmente havia outro edifício acima.

"Outra possibilidade é que esse sistema tenha sido usado para se esconder durante o cerco em Jerusalém, há 2000 anos, quando as legiões romanas conquistaram a cidade", analisou o co-diretor da escavação Barak Monnickendam-Givon.

Mais sobre as descobertas em Israel

Essas câmaras subterrâneas do Muro das Lamentações estavam escondidas abaixo de um mosaico branco, em um prédio público erguido há 1400 anos. Esse edifício foi reformado há 1250 anos, conforme um comunicado. Mas, no século 11 acabou sendo destruído e as câmaras acabaram sendo enterradas, ficando escondida por séculos.

Os arqueólogos descobriram esse copo medidor nas câmaras.
(Crédito da imagem: Yaniv Berman, Autoridade de Antiguidades de Israel)

Elas foram localizadas no complexo “Beit Strauss”, no saguão de entrada dos túneis do Muro das Lamentações. Aliás, isso auxiliou durante a construção da estrutura sagrada, que tem um peso enorme. Além disso, os túneis possuíam canais que forneciam água ao Segundo Templo, uma construção história que foi remodelada por Herodes.

Essa descoberta foi realizada por estudantes de Jerusalém. A cidade acabou sendo destruída em 70 d.C, conforme um comunicado da Autoridade de Antiguidades de Israel, então o espaço pode ter servido de abrigo. Por fim, o Muro das Lamentações é a única parte que restou do Segundo Templo de Jerusalém.

A descoberta foi feita por estudantes em Jerusalém.



Socientifica via NC

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Arqueólogos identificam rua 'perdida' em Jerusalém construída por Pôncio Pilatos



Uma rua descoberta por arqueólogos em Jerusalém indicam algumas características do governo do Pôncio Pilatos no período de Cristo.


Arqueólogos identificaram uma grande rua em Jerusalém, construída pelo governador romano Pôncio Pilatos, conhecido por permitir a crucificação de Jesus Cristo.


Com 600 metros de comprimento, a rua teria conectado a Piscina de Siloé — onde era possível tomar banho e obter água fresca — ao Monte do Templo, o lugar mais sagrado do judaísmo. A rua era provavelmente usada por antigos peregrinos a caminho do Monte, segundo os pesquisadores. 


As evidências arqueológicas de Pôncio Pilatos são limitadas e a descoberta indica algumas características do governador da Judeia, disseram os pesquisadores em um artigo publicado recentemente na revista "Tel Aviv: Journal of the Institute of Archaeology of Tel Aviv University".

O fato de Pilatos ter construído uma rua que teria ajudado as pessoas a chegar ao Monte do Templo sugere que ele não era tão egoísta e insensível à religião quanto afirmam os escritores antigos, afirmam os pesquisadores.

Os estudiosos sabem há muito tempo da existência da rua, que é escavada por arqueólogos desde o século 19. O que os arqueólogos não sabiam até agora era quando precisamente a rua foi construída.

Para descobrir, arqueólogos da Autoridade de Antiguidades de Israel e da Universidade de Tel Aviv cavaram embaixo da rua, alcançando áreas que foram fechadas pela argamassa da via.

Eles encontraram dezenas de moedas datando de 30 a 31 d.C., época em que os registros históricos mostram que Pôncio Pilatos era prefeito da Judeia. A ausência de moedas nos anos posteriores indica que a construção foi feita em seu governo, apontam os pesquisadores.

(Foto: Tel Aviv: Journal of the Institute of Archaeology of Tel Aviv University)


Uma rua descoberta por arqueólogos em Jerusalém indicam algumas características do governo do Pôncio Pilatos no período de Cristo.


Registros históricos e relatos bíblicos retratam Pôncio Pilatos como uma figura negativa. Além de ordenar a crucificação de Jesus, ele confiscou o dinheiro de um tesouro sagrado para construir um aqueduto, violou as leis religiosas judaicas e espancou pessoas que protestavam contra suas ações.

A descoberta da rua construída por Pilatos, ligando os peregrinos ao Monte do Templo, sugere que seu governo não tenha sido "caracterizado exclusivamente por interesse próprio e corrupção", observaram os pesquisadores.

A rua pode ter sido construída para ajudar a aliviar as tensões entre Pilatos e os judeus, bem como para promover suas habilidades como governador, disse o principal autor do estudo, Nahshon Szanton, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel.

"A importância desta rua é evidente por suas dimensões e também pela qualidade de sua construção, que sem dúvida exigia uma força de trabalho expansiva que incluía trabalhadores e artesãos qualificados", escreveram os pesquisadores, observando que a rua tem pelo menos 8 metros de largura e exigiu 10.000 toneladas de rochas calcárias na construção.

Reação dos estudiosos

Arqueólogos não envolvidos na pesquisa aplaudiram o trabalho. "Sobre a data, não há disputa", disse Dan Bahat, ex-arqueólogo-chefe de Jerusalém, à Live Science.

Ele observou que a rua provavelmente existia como uma estrada de terra antes de Pilatos decidir pavimentá-la. Bahat enfatizou que essa rua teria sido usada para mais do que peregrinação. "Era uma rua da cidade e não destinada ao uso dos peregrinos", disse ele.

Ronny Reich, um arqueólogo aposentado que escavou a rua no passado, também concordou que as novas evidências mostram que a rua foi construída durante o período em que Pilatos era governador da Judeia.

Hillel Geva, diretor da Sociedade de Exploração de Israel, disse que há uma chance de a rua ter sido construída por um governante posterior da Judeia, "mas se for o caso, deveríamos encontrar moedas pós-Pilatos embaixo da rua". Até agora, nenhuma moeda que data depois de Pilatos foi encontrada.

Fonte: Guiame

domingo, 2 de dezembro de 2018

Arqueólogos descobrem anel de Pôncio Pilatos, que julgou Jesus Cristo

Uma das descobertas mais fascinantes da arqueologia moderna é, sem dúvida, a revelação de que o anel descoberto da década de 1960, pelo arqueólogo Gideon Forster, da Universidade Hebraica de Jerusalém, pertenceu ao governador romano Pôncio Pilatos, responsável pelo julgamento que levou a crucificação de Jesus Cristo, como diz a Bíblia.
O achado foi um dos muitos artefatos encontrados na época, durante escavações na fortaleza do rei Herodes (73 a.C. a 4 a.C.), localizada no deserto da Judeia, 12 km ao sul de Jerusalém.
Até então os pesquisadores não haviam decifrado a inscrição na superfície do anel de bronze, mas graças aos avanços tecnológicos foi possível utilizar uma técnica especial de leitura ampliada, mediante fotografias computadorizadas, para revelar o significado da inscrição, 50 anos depois.
Atualmente, uma equipe liderada pelo Dr. Roee Porath, também da Universidade Hebraica de Jerusalém, descobriu que o anel contém a imagem de uma taça de vinho com uma inscrição em grego que diz: "Pilatus".
Imagem do anel que pertenceu a Pôncio Pilatos
Por ser uma peça simples, os cientistas acreditam que o anel era utilizado por Pilatos no seu dia-a-dia, como uma espécie de carimbo para autenticar documentos em seu nome. Existe a possibilidade de que funcionários também possam ter utilizado o anel sob o seu comando, com o mesmo propósito.
A revelação do nome de forma precisa não deixa dúvida quanto à sua autenticidade, por se um nome raro na época. A peça também revela a importância de Pilatos naquele contexto, em Roma, exatamente como descreve a Bíblia.
"Não conheço nenhum outro Pilatos do período e o anel mostra que ele era uma pessoa de influência e riqueza", disse o professor Danny Schwartz, segundo informações do jornal Haaretz.
A descoberta arqueológica é mais uma que acrescenta evidências históricas precisas da época de Jesus Cristo, confirmando cientificamente que os relatos narrados na Bíblia Sagrada possuem pleno respaldo histórico, corroborando ainda mais com a fé cristã, o que significa um duro golpe para céticos e ateus.
Fonte: Gospel+

domingo, 22 de julho de 2018

Descoberta arqueológica revela o portão da cidade onde Jesus curou um cego

Uma recente descoberta arqueológica tem acendido os ânimos dos arqueólogos em várias partes do mundo, em especial o segmento conhecido entre os teólogos cristãos como arqueologia bíblica. Se trata do portão da cidade de Betsaida, onde Jesus Cristo curou um cego utilizando sua própria saliva.
A passagem está registrada no livro de Marcos, capítulo 8, dos versos 22 ao 26, narrada em detalhes a seguir:
"E chegou [Jesus] a Betsaida; e trouxeram-lhe um cego, e rogaram-lhe que o tocasse. E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa. E, levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam. Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e o fez olhar para cima: e ele ficou restaurado, e viu a todos claramente".

Além de relatar um dos milagres realizados por Jesus Cristo, a citação de Betsaida marca algo muito importante, pois ela registra um ponto histórico e geográfico precisos quanto ao episódio, dando ainda maior credibilidade ao texto, inclusive para os céticos.
A nova descoberta, localizada nas colinas de Golan, foi o fruto de escavações feitas há 30 anos no local,  lideradas pelo Dr. Rami Arav, coordenador do Projeto Betsaida. Ele e outros 20 arqueólogos encontraram o antigo portão da cidade de Betsaida, onde também viveram os apóstolos Pedro, André e Felipe, conforme o livro de João 1:44.
Na antiguidade Betsaida era conhecida como "Zer", segundo o livro de Josué, capítulo 19, no verso 35, como está escrito: "As cidades fortificadas são Ziddim, Zer, Hammath, Rakkath, Chinnereth".
"Não há muitos portões deste período. Betsaida era o nome da cidade durante o período do Segundo Templo, mas durante o período do Primeiro Templo foi a cidade de Zer", disse o Dr. Arav.
Além do portão da cidade, outras descobertas como moedas de ouro, jarros, chaves de casa e até o escudo de um soldado romano também foram encontrados no mesmo local, reforçando ainda mais a coerência dos eventos narrados pela Bíblia.
Fonte: Gospel+

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Arqueólogos descobrem “anfiteatro perdido” embaixo do Muro das Lamentações

“Uma após a outra, as descobertas arqueológicas mostram a herança judaica do nosso povo”, comemora rabino.

Uma grande descoberta foi anunciada por arqueólogos israelenses esta semana. Trata-se de um anfiteatro romano com mais de 1800 anos de idade, localizado oito metros abaixo do Muro das Lamentações, no centro da Cidade Velha de Jerusalém.
Eles também revelaram mais um pedaço do Muro que estava soterrado havia pelo menos 1700 anos, provavelmente após um terremoto.
O Muro das Lamentações é considerado o local mais sagrado para o judaísmo, estando no centro de uma disputa com os muçulmanos que negam ter havido um Templo no local. Após as decisões da UNESCO dando vitória aos islâmicos, aumentaram as pressões sobre uma decisão sobre quem tem mais direito ao local.
O Muro, visitado por cerca de três milhões de pessoas por ano, é na verdade a contenção da estrutura construída pelo rei Herodes, que governou a Judeia entre 37 a.C. até 4 d.C. Ele é tudo o que restou da estrutura do Segundo Templo, que foi destruído pelos romanos no ano 70 d.C.
Existem oito “níveis” do Muro das Lamentações desenterrados pelos arqueólogos ao longo dos anos. Algumas partes continuam bastante preservadas, apesar de terem ficado enterradas por milênios. O trecho agora revelado fica abaixo do chamado “Arco de Wilson”, uma das passagens onde, na época de Jesus Cristo, os judeus usavam para subir até o Monte do Templo. Originalmente, ele tinha 13 metros de altura.
O anfiteatro romano mostrado ao público agora tinha 200 assentos e confirma os relatos dos historiadores Flávio Josefo sobre essa construção junto à muralha original. Centenas de peças foram desencavadas, incluindo vasos de cerâmica e moedas que confirmam a datação.
Em 1864, o arqueólogo britânico Charles William Wilson fez escavações no local e descobriu o arco que leva seu nome. Contudo, ele não conseguiu achar o anfiteatro descrito nos livros de Flávio Josefo e outras fontes históricas sobre o período.
O arqueólogo Joe Uziel, da Autoridade de Antiguidades de Israel, explica: “Na perspectiva dos pesquisadores, está é uma descoberta sensacional, uma verdadeira surpresa. Nosso objetivo era datar o Arco de Wilson, não imaginávamos que acabaríamos solucionando um dos maiores mistérios de Jerusalém: o anfiteatro perdido.”
A arqueóloga Tehila Lieberman, que também participa das escavações, afirma que não há previsão de quando o anfiteatro poderá ser aberto para a visitação do público, mas acredita que isso deve ocorrem “em breve”. Ela destaca que o anfiteatro, também chamado de Odeon, era um importante local de laser durante o período em que a cidade estava totalmente sobre o governo romano, sendo rebatizada como Aelia Capitolina.

Palestinos não apoiam escavações no local

As novas escavações na Cidade Velha de Jerusalém foram criticadas por líderes palestinos, pois elas acabam por revelar a verdade sobre o local. A narrativa islâmica é que toda a parte Oriental de Jerusalém pertence ao Estado palestino.
A descoberta tem um valor ainda maior por que os judeus comemoram os 50 anos da unificação de Jerusalém, como resultado da Guerra dos Seis Dias, em 1967. Contudo, o monte do Templo foi usado no acordo de paz e continuou sob o governo da Jordânia, que dominava a porção oriental da cidade.
O rabino do Muro das Lamentações, Shmuel Rabinowitz, comemorou a descoberta: “Uma após a outra, as descobertas arqueológicas permitem que nossa geração realmente toque na história antiga e herança judaica do nosso povo, mostrando sua conexão profunda com Jerusalém”.
Os palestinos dizem que as escavações no Monte do Templo é parte de um plano judaico para “enfraquecer” os alicerces das duas mesquitas que existem hoje no local, visando a construção do Terceiro Templo.
A disputa pela capital Jerusalém é um dos pontos de maior conflito entre israelenses e palestinos.
Contudo, o diretor da Autoridade de Antiguidades de Israel, Israel Hasson, acredita que as descobertas no local são muito mais importante que as questões políticas: “Espero que esses achados ajudem-nos a avançar, para que todos possamos nos impressionar com o passado glorioso de Jerusalém”.
Com informações Times of Israel via Gospel Prime

sábado, 12 de agosto de 2017

Local onde Jesus teria multiplicado pães e peixes é achado no Mar da Galileia

Arqueólogos israelenses encontraram nos arredores do Mar da Galiléia (Lago Tiberíades ou Kinneret) os restos de Betsaida (Julias), o povoado onde, de acordo com a tradição cristã, os apóstolos Pedro, André e Felipe moravam e onde aconteceu o milagre da multiplicação dos pães e peixes.
"Encontramos o que parece ser a cidade dos três apóstolos, onde Jesus multiplicou os pães e os peixes", afirmou nesta segunda-feira (7) à 'Agência Efe' o arqueólogo Mordejai Aviam, do Kinneret College, em Israel, que há três anos trabalha neste projeto.
Na margem nordeste do Mar da Galiléia, a equipe vasculhou o lugar onde, conforme o Novo Testamento, estiveram três dos apóstolos de Jesus, a Reserva Natural do Vale de Betsaida, como é conhecida hoje.
Há pouco tempo, Aviam achou, com mais 25 arqueólogos e voluntários, uma capa do período das Cruzadas, uma feitoria de açúcar do século XIII, um mosteiro e o que parece ser uma igreja. Dois metros debaixo do solo encontraram restos do período bizantino, que se remonta à etapa final do Império Romano e que nos seus primeiros anos de vida se estendeu por todo o Mediterrâneo Oriental.
Tempo atrás tinha sido descartada a possibilidade de encontrar algo deste período da história, mas foi a aparição de uma peça de cerâmica em 2014 que fez que a equipe se concentrasse mais nesta área e o que fez aumentar as expectativas.
"Existem moedas, cerâmica, um mosaico, paredes e um banheiro de estilo romano, o que nos leva a crer que não se tratava simplesmente de um povoado, mas de uma grande cidade romana", afirmou Aviam, acrescentando que abaixo da camada que objetos das Cruzadas estão ruínas do período anterior, o Romano (de 300 a 100 a.C.).
De acordo com a Bíblia, Jesus foi para esse lugar para descansar sozinho, afundado na tristeza pela notícia da morte de João (ordenada por Herodes Antipas), mas foi seguido por uma multidão.
Quando anoiteceu, os discípulos sugeriram que ele dispensasse os seguidores para que pudessem comer, mas ele respondeu que não era necessário que fossem embora e pediu para servir as pessoas com os alimentos que tivessem ali. Foi quando os discípulos disseram que só tinham cinco pães e dois peixes.
Teorias arqueológicas
Aviam está convicto de que os objetos achados demonstram que esse é o local onde milhões de cristãos viram esse milagre, apesar de outras teorias arqueológicas situarem esse ponto em outros lugares da região, rejeitando essa situação com o argumento de que o nível do lago nessa área cobria a zona, algo que as novas descobertas contradizem.
O historiador Flávio Josefo descreveu nos seus textos a cidade de Betsadia e explicou que o rei judeu Filipe, o Tetrarca, a transformou, fazendo com que o local se transformasse de uma vila de pescadores em uma autêntica cidade romana.
Não muito longe dali, na cidade de Tiberíades, na margem oposta do lago, novas escavações situam Madala, o povoado onde nasceu e viveu Maria Madalena, uma das figuras femininas mais relevantes da Bíblia.
Local de peregrinação
Os responsáveis pelas mais novas descobertas arqueológicas na zona querem fazer das terras próximas ao Mar da Galileia um lugar de peregrinação, culto e turismo e por isso querem acompanhar os passos de Jesus e percorrer as paisagens por onde ele e seus discípulos caminharam.
Para muitos dos que creem, pisar na terra em que Jesus Cristo viveu e ver resquícios que datam de sua época e que põem no mapa atual os lugares apresentados na Bíblia é, além de uma experiência repleta de emoção, uma forma de reafirmar a própria fé.
Fonte: G1 via Verdade Gospel


sábado, 6 de maio de 2017

Arqueólogos acham novas evidências da Torre de Babel


Museu Smithsonian apresenta na TV achado de peça do Iraque


Uma tabuleta de pedra, com mais de 2.500 anos, que fala sobre a Torre de Babel foi encontrada no Iraque. Ela faz parte de uma coleção particular, pertence ao empresário norueguês Martin Schøyen, que possui um acervo de mais de 13.000 manuscritos e peças antigas.
O professor Andrew George, do Instituto Smithsonian, uma das instituições mais respeitadas do mundo no estudo de antiguidades, apresentou esta semana o material pela primeira vez.
O arqueólogo escreveu em 2011 o livro "Inscrições Cuneiformes dos Reis", onde analisa o material da coleção de Schøyen. A tabuleta contém um desenho do rei Nabucodonosor II, que governou Babilônia há 2.500 anos, ao lado de um enorme zigurate – estrutura piramidal, que era dedicada ao deus Marduk.
O texto que acompanha a figura menciona a "torre", que os estudiosos acreditam ser uma referência inequívoca à Torre de Babel descrita na Bíblia. O mais provável é que Nabucodonosor II tenha restaurado ou reconstruído uma torre com os sete andares mostrados no desenho e uma grande escadaria. No topo, um local usado para observação das estrelas e realização de cerimônias religiosas.
Essa representação de Nabucodonosor é uma das quatro únicas no mundo. O professor George explica que as outros estão esculpidas em falésias no Líbano, em Wadi Brisa e em Shir es-Sanam. Destaca também que, dentre todas, a representação mais nítida está na tabuleta.
As ruínas de Babel se encontram em Hillah, no Iraque, cerca de 100 quilômetros ao sul de Bagdá. Há um sítio arqueológico que inclui um grande número de estruturas de edifícios. Foi encontrado o alicerce de um gigantesco zigurate.


Contudo, os relatos por escrito sobre o local são raros. A tabuleta apresentada por Andrew George é a única conhecida com uma representação gráfica. Durante muito tempo pesquisadores usaram esse argumento para afirmar que o relato bíblico seria apenas uma “lenda”.
Contudo, uma tabuleta de argila com escrita cuneiforme –  datada de 2500 a. C. – foi encontrada no Iraque e traduzida em 1872. Ela traz um relato controvertido que parece ser um paralelo à história bíblica da Torre de Babel: "…seu coração se tornou mal… Babilônia submeteu os pequenos e os grandes. Ele (uma divindade) confundiu seus idiomas… o seu lugar forte, que por muitos dias eles edificaram, numa só noite ele trouxe abaixo."
Outro texto cuneiforme, produzido em cerca de 2200 a. C. e publicado em 1968, faz menção de uma época em que havia “harmonia de idiomas em toda Suméria” e os cidadãos "adoravam ao deus Enlil numa só língua… o deus Enki, senhor da abundância… e o líder dos deuses… mudou a linguagem na sua boca e trouxe confusão a eles. Até então, a linguagem dos homens era apenas uma."
O texto de Gênesis 11 fala sobre uma torre construída pelos descendentes de Noé, com a intenção de eternizar seus nomes. Sua pretensão é que ela fosse tão alta que alcançasse o céu.
Isso foi visto como uma afronta por Deus que, para castigá-los, confundiu as suas línguas e os espalhou por toda a Terra.

Fonte: Gospel Prime
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