Mostrando postagens com marcador Julgamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Julgamento. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de março de 2026

Parlamentar finlandesa é considerada culpada de “discurso de ódio” por citar a Bíblia





Päivi Räsänen foi condenada por divulgar um panfleto religioso de 2004 com seu posicionamento sobre a homossexualidade à luz da Bíblia.


Na última quinta-feira (26), a parlamentar finlandesa Päivi Räsänen foi considerada culpada de “discurso de ódio” e multada pelo Supremo Tribunal da Finlândia por um panfleto religioso, publicado há mais de 20 anos, no qual expressa seu posicionamento sobre a homossexualidade à luz da Bíblia.

Räsänen, que liderou o Partido Democrata Cristão da Finlândia entre 2004 e 2015 e foi ministra do Interior do país de 2011 a 2015, foi considerada culpada por 3 votos a 2 por “tornar e manter disponível ao público um texto que insulta um grupo”, segundo comunicado da Alliance Defending Freedom (ADF) International. No mesmo julgamento, o bispo Juhana Pohjola também foi considerado culpado pelo mesmo motivo.

Em 2004, ela e Pohjola, da Diocese Evangélica Luterana da Finlândia, publicaram o panfleto intitulado “Homem e Mulher Ele os Criou: Relacionamentos homossexuais desafiam o conceito cristão de humanidade”.

Em determinado trecho, o panfleto afirma que a homossexualidade é um transtorno, o que o tribunal considerou uma opinião que poderia "insultar os homossexuais como grupo com base em sua orientação sexual".

A parlamentar foi condenada por "discurso de ódio" sob uma seção do código penal finlandês intitulada "crimes de guerra e crimes contra a humanidade". Além disso, foi obrigada a pagar uma multa de 1.800 euros, e o tribunal determinou a retirada e proibiu a distribuição de cópias físicas e digitais do panfleto.

Após receber a sentença, Räsänen afirmou: “Estou chocada e profundamente decepcionada com o fato de o tribunal não ter reconhecido meu direito humano fundamental à liberdade de expressão. Defendo os ensinamentos da minha fé cristã e continuarei a defender o meu direito e o de todas as pessoas de compartilhar as suas convicções na esfera pública”.

Estou consultando advogados sobre uma possível apelação ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Não se trata apenas da minha liberdade de expressão, mas da de todas as pessoas na Finlândia. Uma decisão favorável ajudaria a evitar que outras pessoas inocentes passassem pelo mesmo sofrimento simplesmente por compartilharem suas crenças”, acrescentou.

Absolvição por tweet com versículo bíblico

Apesar da condenação pelo panfleto, o Supremo Tribunal da Finlândia manteve, por unanimidade, a absolvição da parlamentar da acusação relacionada a um tweet publicado em 2019, que deu início ao processo, afirmando que ela “justificou sua opinião citando um texto bíblico”.

Médica e avó de 12 netos, Räsänen foi julgada no início de 2022 e novamente em 2023 por expressar suas crenças em um tweet de 2019, que incluía um versículo bíblico, além de um debate em uma rádio no mesmo ano e o panfleto publicado em 2004.  

Após o Ministério Público recorrer pela segunda vez, o Supremo Tribunal, que analisou o caso em outubro de 2025, decidiu sobre duas das três acusações originais: as relacionadas ao tweet e ao panfleto da igreja.

Segundo a ADF International, o Supremo Tribunal não analisou o debate na rádio, pois o Ministério Público não recorreu, mantendo a absolvição nesse caso.

‘Exemplo ultrajante de censura estatal’

O julgamento de Räsänen recebeu grande repercussão global, especialmente depois que a acusação questionou princípios cristãos e interrogou a parlamentar e o bispo sobre sua teologia.

Perante o Tribunal de Apelação, a procuradora-geral finlandesa, Anu Mantila, declarou: "Pode-se citar a Bíblia, mas é a interpretação e a opinião de Räsänen sobre os versículos bíblicos que são criminosas".

No entanto, a defesa jurídica de Räsänen, coordenada pela ADF International, destacou que a liberdade de expressão é amplamente protegida pelo direito internacional e é um dos pilares da democracia finlandesa.

A liberdade de expressão é um pilar da democracia. É correto que o Tribunal tenha absolvido Päivi Räsänen por seu tweet de 2019 com um versículo bíblico. No entanto, a condenação por um simples panfleto religioso publicado décadas atrás – antes mesmo da lei sob a qual ela foi condenada ser promulgada – é um exemplo ultrajante de censura estatal. Esta decisão terá um efeito inibidor severo sobre o direito de todos à liberdade de expressão”, afirmou Paul Coleman, Diretor Executivo da ADF International.

E Kristen Waggoner, CEO, Presidente e Conselheira Jurídica da Alliance Defending Freedom, acrescentou: “Esta decisão é um forte lembrete de que nenhuma democracia está imune à erosão das liberdades fundamentais. Punir a expressão pacífica, especialmente quando baseada em convicções religiosas profundas, mina o próprio fundamento das sociedades livres”.

Fonte: Guiame

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Parlamentar cristã volta a ser julgada por citar versículo bíblico na Finlândia


Päivi Räsänen, deputada e ex-ministra do Interior da Finlândia, citou um versículo do livro de Romanos ao questionar a participação da Igreja Evangélica Luterana em um evento LGBT em Helsinque.


A deputada finlandesa Päivi Räsänen, ex-ministra do Interior de seu país, continua respondendo a um processo judicial motivado por uma manifestação feita por ela no Twitter há seis anos. Na ocasião, a parlamentar questionou a participação da Igreja Evangélica Luterana em um evento LGBT em Helsinque, citando um versículo da Bíblia que critica relacionamentos homossexuais.

Mesmo já tendo sido absolvida duas vezes no processo, a parlamentar terá de se explicar na Suprema Corte da Finlândia, que marcou para 30 de outubro a audiência na qual ela terá de expor seus argumentos orais sobre o ocorrido.

Em 2019, Räsänen compartilhou, em seu perfil no Twitter, uma imagem do versículo bíblico contido no capítulo 1 de Romanos, que diz: "Os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de desejo uns pelos outros. Homens cometeram atos vergonhosos com outros homens e receberam em si mesmos a devida punição pelo seu erro".

Dois anos depois, ela foi acusada de "agitação contra um grupo minoritário", com base em um trecho do código penal finlandês que trata de "crimes de guerra e crimes contra a humanidade".

Além do tuíte, ela foi acusada por declarações feitas em um debate de rádio, no qual ela citou a Bíblia ao afirmar que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher, e também por causa de um panfleto cristão de 2004, escrito em parceria com o bispo Juhana Pohjola, que também defendia a visão tradicional do casamento.

Räsänen e Pohjola foram absolvidos de todas as acusações em 2022 e, novamente, em 2023. Porém, o promotor recorreu da decisão, alegando que a interpretação de Räsänen sobre a Bíblia é criminosa. Dessa forma, ele levou o caso até a Suprema Corte da Finlândia, que deve ouvir os argumentos orais dela no fim do próximo mês.

Uma das questões principais do processo é o uso da palavra "pecado". Para a acusação, o termo empregado por Räsänen é odioso e insultuoso. Já a defesa da parlamentar, representada pela ADF International, argumenta que o uso da palavra "pecado" é um termo bíblico, e que, na prática, o julgamento coloca em questão a própria Escritura.

Em nota, a deputada declarou: "Não é crime tuitar um versículo da Bíblia ou participar de um discurso público de uma perspectiva cristã. As tentativas de me criminalizar por expressar minhas crenças resultaram em anos extremamente difíceis, mas ainda espero por um resultado positivo que sirva como um precedente fundamental para proteger o direito humano à liberdade de expressão na Finlândia."

Räsänen comentou que o processo tem lhe causado grande desgaste, mas destacou sua expectativa por uma decisão que reforce a proteção à liberdade de expressão. "Não é crime tuitar um versículo da Bíblia ou participar de um discurso público de uma perspectiva cristã. As tentativas de me criminalizar por expressar minhas crenças resultaram em anos extremamente difíceis, mas ainda espero por um resultado positivo que sirva como um precedente fundamental para proteger o direito humano à liberdade de expressão na Finlândia".

O advogado Paul Coleman, diretor executivo da ADF International e integrante da equipe de defesa de Räsänen, disse não acreditar que o Estado ainda insiste em processá-la. "É chocante que, após duas absolvições unânimes, Päivi Räsänen esteja novamente sendo arrastada ao tribunal para defender seu direito fundamental à liberdade de expressão", afirmou.

"Como alertamos há anos, leis contra 'discurso de ódio' formuladas de forma vaga permitem que processos ideológicos como esse aconteçam. Apoiamos Päivi e continuaremos a trabalhar por uma vitória maior quando casos tão ridículos não forem mais levados a julgamento. Em uma sociedade livre e democrática, todos devem ter o direito de compartilhar suas crenças sem medo de punição", concluiu.

Fonte: Comunhão via Folha Gospel

domingo, 20 de agosto de 2023

Brian Houston, da Igreja Hillsong foi julgado e considerado INOCENTE pela Justiça dos EUA




O pastor Brian Houston da Hillsong foi considerado INOCENTE pela Justiça Americana


Em 19.09.2022, foi reverberado aqui no POINT RHEMA a informação do afastamento voluntário do pastor senior da Igreja Hillsong nos EUA, sob o título:

Brian Houston, da Hillsong, deixa o conselho da igreja após acusações, das quais se defenderá na Justiça.

Na última quinta-feira - 17.08.2023, Brian Houston publicou em seu perfil na rede social Facebook que, uma saga muito longa chegou ao fim.

Em seu comunicado, deixou claro que, foi vítima de narrativas da imprensa e, no julgamento a que foi submetido, teve a oportunidade de dar resposta e desconstruir cada uma das acusações, pelo que foi julgado INOCENTE pela justiça:


VEJA O TEXTO PUBLICADO:


Bem, ontem uma saga muito longa chegou ao fim. Finalmente, fui justificado por um julgamento aprofundado que separava de forma convincente os argumentos da acusação um a um. O magistrado (juiz) descreveu minhas ações como exatamente o oposto de um encobrimento, na medida em que eu imediatamente comecei a contar às pessoas sobre os crimes do meu pai, incluindo grandes multidões. Seções dos meios de comunicação têm sido cúmplices ao construir uma narrativa numa premissa completamente falsa sobre as circunstâncias. Eles omitiram propositadamente na sua narrativa que quando tomei conhecimento das acusações contra o meu pai, a vítima era um homem de 37 anos que não queria a polícia envolvida. Foi uma queixa histórica de 1970 quando ele tinha 7 e eu 15 (e obviamente não tinha conhecimento do abuso até aos 45. )
Também foi ignorado que estes abusos não aconteceram em Hillsong, mas sim muitos anos antes da Hillsong Church existir.
Documentários mentiram, fatos distorcidos e linhas do tempo confusas e intencionalmente enganaram as pessoas com um inferno narrativo empenhado em desacreditar uma igreja influente e transformar um nome nobre num mau nome. Irei falar sobre isso em mais profundidade nos próximos dias.
Obrigado a todos os que estiveram comigo a cada passo do caminho enquanto outros se abaixaram e teceram.
Dias melhores virão.
Muito amor,

Brian e Bobbie. 


Colaboração de pauta: Pr. Daladier Santos

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Bispa Sonia diz ‘não julgar’ se LGBT vão para o céu ou não; Malafaia refuta na Bíblia



A bispa Sonia Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, é o centro de uma nova polêmica no meio evangélico com uma declaração reticente sobre o destino eterno de quem peca na área sexual. Em resposta, o pastor Silas Malafaia citou passagens bíblicas.


Em um vídeo que circula intensamente nas redes sociais, a bispa Sonia foi questionada se "gay vai para o céu" e respondeu de forma evasiva: "Deixa eu falar uma coisa para você: quem somos nós para julgar alguém? Jesus não julgou. Eu e você vamos julgar? Não compete a mim, nem a você, falar quem vai e quem não vai para o céu".

Diversos perfis nas redes sociais repercutiram a declaração: "É uma das primeiras líder evangélicas a relativizarem esse tema tão delicado, tendo em vista que a maioria das lideranças evangélicas entendem que se a pessoa LGBTQUIPN+ viver na prática da homossexualidade, ela já está condenada ao inferno. Será a igreja Renascer a primeira comunidade evangélica mo Brasil a aderir a teologia inclusiva?", questionou a página Assembleianos de Valor.

A polêmica cresceu a ponto de o pastor Silas Malafaia dedicar um vídeo de seu canal ao assunto: "Isso é uma vergonha. Deturpam o Evangelho, pregam um Evangelho falsificado, mentiroso, negando os fundamentos da Palavra de Deus […] Eu não julgo quem vai para o céu ou para o inferno, mas eu declaro segundo a Palavra quem vai para o céu, ou quem vai para o inferno", disse ele.

"Escolhi mostrar aqui quem vai para o inferno segundo a Bíblia, e é isso que eu prego, é isso que eu creio. Deus tenha misericórdia da sua igreja, de gente que falsifica o Evangelho para dar uma de bacana nessa sociedade podre e corrompida", acrescentou, enfatizando seu posicionamento oposto ao da bispa Sonia.

"Vou falar sobre o que eu creio, sobre o que está na Palavra de Deus. Quem é que vai para o inferno? É a Bíblia que define", disse o pastor, antes de ler a passagem de 1 Coríntios 6:9,10, que diz: "Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus".

Em seguida, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) também resgatou a passagem bíblica de Apocalipse 21:8: "Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos — o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte".

"Vou destacar aqui […] as relações sexuais ilícitas. E quais são? Todas as relações sexuais fora do casamento. Entre solteiros, casados fora do casamento, homem com homem, mulher com mulher, homem com animais, com crianças. Existem relações sexuais que são legais diante da lei, maiores de 18 anos. Mas diante da Bíblia, é pecado e leva para o inferno", disse, pontuando a aplicação do texto na vida cotidiana.

"Agora nós vamos ficar fazendo o joguinho do politicamente correto gospel?", encerrou.

MEU COMENTÁRIO

Dentro desse contexto, concordo plenamente com o pensamento do Pr. Silas Malafaia. Está clara a posição da bispa Sônia Hernandes, em ser politicamente correta.

A Bíblia proíbe o julgamento hipócrita/temerário, quem não encara os próprios pecados com honestidade e não os confessa, torna-se cego e não pode ver claramente para ajudar seus semelhantes, cegos conduzindo cegos, copos limpos por fora, mas sujos por dentro! – "Deixai-os; são condutores cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova." (Mateus 15:14).

O Julgamento da "Reta Justiça" É aquele julgamento onde analisamos as escrituras e nela discernirmos e "JULGAMOS" o certo do errado na vida cotidiana. É o "julgar" com base na Palavra de Deus dentro da "conduta" de Deus, dentro da "Reta Justiça" de Deus – o que é a Reta Justiça? É a Palavra, é a Bíblia é o Evangelho!

"Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça". - João 7:24


ASSISTA AQUI


Com informações Gospel+

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

STF derruba lei estadual que proíbe linguagem neutra em escolas


Ação julgada é sobre lei de Rondônia que, em 2021, proibiu uso da linguagem neutra na grade curricular


Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de seis votos nesta quinta-feira (9) para derrubar uma lei estadual de Rondônia que proibiu o uso da chamada linguagem neutra nas escolas.

A ação em análise é contra a lei estadual de 2021 que proibiu a linguagem neutra na grade curricular e no material didático de instituições de ensino locais, públicas ou privadas, e em editais de concursos públicos.

A votação ocorre no ambiente virtual, em que os ministros inserem seus votos no sistema do STF, e vai até meia-noite desta sexta-feira (10).

O STF pode decidir proibir a lei, ou ainda, impedir que outras leis semelhantes sejam aprovadas em outros estados.

Até agora, votaram por considerar a lei inconstitucional o relator do caso, ministro Edson Fachin, acompanhado pelos ministros: Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso. Os demais ainda podem incluir os votos.

Até o final do julgamento, qualquer ministro pode pedir vista (mais tempo para análise) ou destaque, para que o caso seja enviado para debate no plenário físico da Corte.

O que diz o pedido

A ação foi proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee). Para a entidade, a lei é inconstitucional porque é a União quem deve legislar sobre normas de ensino e, além disso, atenta contra os princípios fundamentais do país.

"Quem se der ao elementar e necessário cuidado de buscar entender a linguagem neutra, a partir de sua inserção na realidade social, patente, viva e insuscetível de ser aprisionada, claro, sem a couraça da intolerância, do ódio e da negação da diversidade, com certeza, chegará à conclusão de que ela nada contém de modismo, de caráter partidário e ideológico", diz o pedido.

No processo no STF, tanto a Advocacia-Geral da União quanto a Procuradoria-Geral da República consideraram se tratar de competência da União legislar sobre o tema, por isso, pedem que a lei seja derrubada.

Fachin, que decidiu suspender a lei em 2021, afirmou que a norma não pode contrariar as diretrizes básicas estabelecidas pela União. O ministro sugeriu a seguinte tese:

"Norma estadual que, a pretexto de proteger os estudantes, proíbe modalidade de uso da língua portuguesa viola a competência legislativa da União."

Segundo Fachin, embora os Estados possam legislar de forma concorrente sobre educação, "devem obedecer às normas gerais editadas pela União". "Cabe à União estabelecer regras minimamente homogêneas em todo território nacional", escreveu o relator.

Em relação ao conteúdo da lei, o ministro afirmou que a chamada "linguagem neutra" ou ainda "linguagem inclusiva" visa combater preconceitos linguísticos, retirando vieses que usualmente subordinam um gênero em relação a outro. "A sua adoção tem sido frequente sobretudo em órgãos públicos de diversos países e organizações internacionais", acrescentou.lei

"Finalmente – e talvez ainda de forma mais grave – a norma impugnada tem aplicação no contexto escolar, ambiente no qual, segundo comando da Constituição, devem imperar não apenas a igualdade plena, mas também 'liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber'", complementou o ministro.

Fonte: G1 via Folha Gospel

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Justiça condena pastor que desejou morte do ator Paulo Gustavo - COMENTO A NOTÍCIA


O pastor José Olímpio disse que estava orando pela morte do artista


O Tribunal de Justiça do Alagoas condenou a dois anos e nove meses o pastor José Olímpio pelo crime de homofobia contra o humorista Paulo Gustavo. A decisão, divulgada nesta quarta-feira (27) no TJ-AL, condenou o pastor por afirmar em rede social que estava orando pela morte do artista em abril de 2021. Paulo morreu de complicações da Covid-19 em maio do mesmo ano.

A 14ª Vara Criminal da Capital alagoana substituiu a prisão por penas restritivas de direito. O juiz Ygor Figueiredo condenou o pastor a prestar serviços à comunidade por tempo da pena, durante seis horas semanais e pagará 30 salários-mínimos, revertidos para grupo ou ONG em Alagoas que atue em favor da comunidade LGBTQIA+.

"O pastor ainda teve pena de multa aplicada em 96 dias-multa, cada dia no valor de 1/10 do salário-mínimo vigente à época dos fatos. José Olímpio também foi condenado a pagar as custas processuais", explica a nota do TJ. No total, o pastor deve pagar R$ 11.635,20. Além do valor, José Olímpio deve pagar as custas processuais.

Na decisão, o juiz também reiterou que a religião não pode ofender ou estimular a intolerância. "Pronunciamentos de índole religiosa que extrapolem os limites da livre manifestação de ideias, constituindo-se em insultos, ofensas ou em estímulo à intolerância e ao ódio público contra os integrantes da comunidade LGBT, não merecem proteção constitucional e não podem ser considerados liberdade de expressão, configurando crime", reforçou.

Fonte: Último Segundo via Folha Gospel


MEU COMENTÁRIO:

O pastor ora condenado, tem todo o direito de não concordar com a ideologia, modo de vida e agir do ator Paulo Gustavo e, em se tratando de um servo de Deus isso é perfeitamente pertinente e coerente.

No entanto, o seu desejo foi por demais infeliz, primeiro por ser antibíblico, afinal a Bíblia Sagrada nos ensina amar os nossos inimigos - Palavras do Senhor Jesus: "Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem". - Mateus 5:44

A Bíblia diz ainda que, devemos orar de acordo com a vontade de Deus e que devemos abençoar, não amaldiçoar. Oração não é feitiço. Deus não se agrada quando uma pessoa faz uma oração contrária: "abençoai aos que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram". - Romanos 12:14,15, e ainda deveria interceder pela salvação do ator, pois essa é a vontade de Deus.  "Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade". - 1 Timóteo 2:3,4

Depois a Bíblia é clara quando o apóstolo Tiago preconiza: "Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus". - Tiago 1:19,20.

Se o pastor da matéria, tivesse apenas pensado nisso, já estaria errado, precisaria se arrepender e se consertar com Deus, porém ao publicar isso em rede social, praticou uma meninice, escandalizou a Igreja, o mundo, e ainda vai pagar caro por isso, não somente em pecúnia e trabalhos, mas também na sua imagem que sofrerá as sequelas da sua atitude, além de transformar em vítima, a memória de quem já faleceu no pecado, segundo as escrituras sagradas.

Oremos e vigiemos! 

domingo, 3 de abril de 2022

Tribunal de Angola decide sobre as acusações contra a Igreja Universal


O juiz disse que julgou os crimes mas o que concerne a gestão da igreja as partes devem litigar noutra instância judicial

O tribunal de Comarca de Luanda condenou, nesta quinta-feira, 31 de março, o ex-líder espiritual da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola, o bispo brasileiro Honorilton Gonçalves da Costa, a três anos de prisão com pena suspensa por crime de violência doméstica do tipo psicológico, por coagir pastores angolanos a submeterem-se a vasectomia.

A Justiça angolana ainda determinou que o bispo pague indenizações aos religiosos Alfredo Faustino e Jimy Inácio, nos valores de 30 milhões de kwanzas (R$ 313 mil) e 15 milhões de kwanzas (R$ 156 mil), respectivamente.

O bispo brasileiro foi absolvido dos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro, burla por defraudação e expatriação ilícita de capitais que pesavam a todos os réus.

O ex-diretor da TV Record Angola, Francisco Teixeira, o atual a presidente do conselho administrativo da IURD em Angola, o bispo angolano António Ferraz, e o pastor angolano Belo Kifua foram absolvidos de todas as acusações. O tribunal ordenou o desbloqueio das contas e a restituição dos bens apreendidos.

Por meio de comunicado divulgado em seu site, a Universal informou que "estimula, publicamente, o planejamento familiar consciente, discutido de modo livre e responsável por cada casal. Em Angola, 50% dos pastores e bispos têm filhos, porque esta é a opção deles".

"A Igreja respeita as leis, as autoridades locais e a cultura de Angola e de todos os demais 136 países onde está presente no mundo, e recorrerá da decisão de acordo com a legislação local", finalizou.

Em publicação em seu perfil no Instagram, o bispo Honorilton Gonçalves disse que "a justiça foi feita. O povo de Angola, que estava esperando há tanto tempo por esta decisão, eu imagino que deve estar muito feliz. Os pastores, obreiros, membros… todos os que têm suportado as acusações completamente infundadas".

Gestão da Igreja Universal em Angola

O juiz da causa, Tutri António, esclareceu que o tribunal julgou apenas matérias que constituem crimes no processo. Sobre a gestão da igreja, as partes deverão litigar noutra instância judicial.

"É uma questão que deve ser resolvida no outro tribunal. As pessoas que estão aqui a disputar pela igreja têm advogados e os advogados sabem onde devem se dirigir para poder determinar com quem vai ficar a gestão da igreja, quem vai receber de volta os bens que o tribunal mandou restituir. Portanto, esta parte já não me compete, já não compete aos meus colegas, e por esta razão, não nos pronunciamos", frisou.

Igreja Universal em Angola em conflito

A IURD em Angola está em conflito desde 2019, quando os angolanos destituíram o chamado "grupo brasileiro" e assumiram a Universal no país.

Em seguida, fecharam a TV Record, que não é mais transmitida lá.

Em 2020, autoridades locais começaram a fechar também uma série de templos pelo país.

Em abril do ano passado, mais de 50 pastores e bispos da igreja foram expulsos pelo governo.

Folha Gospel com informações de R7 e IstoÉ

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...