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sábado, 7 de junho de 2025

Baladas, festivais e expedição gospel: evangélicos expandem presença em ambientes considerados 'do mundo'




Movimento é impulsionado por jovens, redes sociais e estética 'descolada' de igrejas como a Lagoinha. Para especialistas, estratégia tem como objetivo a acomodação cultural. Entre 2010 e 2022, evangélicos passaram de 21,6% para 26,9% da população, segundo o Censo.




Baladas, festivais, expedições, carnaval e a expansão da música gospel para gêneros como trap e funk: nos últimos anos, vem crescendo a adesão de evangélicos a espaços culturais historicamente considerados "do mundo" e "profanos" por igrejas mais tradicionais.

De cultos na D-Edge, casa noturna tradicional de música eletrônica em São Paulo, ao bloco de carnaval gospel e ao Legendários (expedições religiosas com linguagem motivacional), a ocupação de ambientes seculares por grupos cristãos vem ganhando cada vez mais visibilidade — especialmente com o uso das redes sociais e o crescimento da comunidade evangélica no Brasil.

De acordo com o Censo 2022 divulgado na sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2010 e 2022 a quantidade de evangélicos cresceu 5,2 pontos percentuais, passando de 21,6% para 26,9% da população (veja mais abaixo).

Para Nina Rosas, especialista em Estudos da Religião e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), este movimento não é recente e ocorre, pelo menos, desde os anos 90. Mas, com o crescimento dos evangélicos no país e o uso das redes sociais, ele tem ficado mais visível.

1 em cada 4 brasileiros é evangélico; percentual é maior entre mais jovens, mostra IBGE

Segundo apuração, a ocupação progressiva desses ambientes seculares se dá por alguns fatores, como:
  • Descentralização da autoridade religiosa;
  • Sacralização de ambientes considerados profanos;
  • Adoção da lógica de mercado;
  • Teologia da Prosperidade;
  • Liberação de usos e costumes (leia mais abaixo).
Esta presença já é vista na cultura e, principalmente no mundo digital. Nas redes sociais, influenciadores evangélicos acumulam milhares de seguidores e mostram suas rotinas. São vídeos de "Get Ready With Me" (trend "arrume-se comigo"), de lazer e, principalmente, apresentando as igrejas. As próprias igrejas também têm presença forte nas redes sociais. 

Fundada pela família Valadão, a Igreja Batista da Lagoinha em Alphaville já acumula mais de 700 mil seguidores somente no Instagram, enquanto a Hillsong São Paulo tem mais de 170 mil.

No culto realizado na D-Edge e que foi acompanhado pela imprensa, por exemplo, a quantidade de celulares e câmeras profissionais gravando o evento para ser postado nas redes sociais era quase equivalente à de pessoas presentes.

As baladas gospel já viraram até trend no TikTok, com vídeos que ultrapassam milhares de visualizações. Um deles foi gravado por Karen Santos, de 25 anos, em janeiro deste ano. Ele alcançou mais de 68 mil curtidas. No vídeo, ela mostra um DJ no evento Vira Brasil, o festival de Réveillon de música gospel da Lagoinha com ingressos que custaram até R$ 3.500 na área VIP.

"O vídeo foi no Vira Brasil, primeiro evento de virada de ano de uma igreja em um estádio, que levou várias figuras do mundo gospel. Quem aparece no vídeo é o DJ PV, que tem as batidas de música como qualquer outro DJ, porém ele usa louvores", conta ela.

"Ele usa batidas 'do mundo' e músicas evangélicas justamente para trazer o jovem para dentro da igreja. A batida não tem nada a ver com a música. O que a gente leva em consideração é a letra que estamos cantando", afirmou Karen.

"Eletrônico gospel, pagode gospel, sertanejo gospel fazem com que mais pessoas interajam com a religião e adorem a Deus", completa.

Karen se converteu em 2021, após se casar com um evangélico. Há dois anos, ela começou a frequentar a Lagoinha Alphaville. "Aqui é um pouco diferente da igreja tradicional. O pessoal pode vestir o que quiser, ouvir o tipo de música que quiser, não é uma coisa muito fechada. É uma igreja mais desconstruída", conta.

Vida noturna gospel

A Balada Sky, voltada totalmente para o público evangélico, chega à 14ª edição neste ano em Guarulhos, na Grande São Paulo, e Jundiaí, no interior. Segundo João Batista Ribeiro, promotor do evento e DJ, ela é considerada "a maior white party cristã do Brasil".

Geralmente, a festa começa por volta de 22h e vai até 6h. O público é embalado, principalmente, pelos DJs que fazem remixes de músicas gospel, tocando eletrônica, funk e trap. Bandas convidadas também fazem parte da programação.

"Durante um bom tempo a igreja evangélica no geral resumia suas atividades apenas a encontros litúrgicos. Porém, acreditamos que a igreja deve se posicionar como um agente influenciador na sociedade e promover não apenas cultos e reuniões, mas também atividades que possam gerar relações interpessoais em sua comunidade", afirma João Batista.

"A igreja não é só templo, mas sim a reunião de pessoas para fazer atividades que estreitam essas relações. Isso inclui festas e baladas seguindo os valores e princípios da comunidade", completa.

Há oito anos, a Balada Colors — que se autointitula a maior festa gospel neon de São Paulo — também transforma igrejas em pistas de dança com iluminação de luz negra e tintas fluorescentes à disposição do público.
Em maio, a festa chega à 9ª edição. Será realizada na Igreja da Lagoinha Campus 2, em Santo André, no ABC Paulista. A maioria do público é formada por jovens cristãos entre 18 a 26 anos que se divertem ao som de diversos ritmos, que vão de eletrônica e trap até reggae e pagode — e sem bebida alcoólica.

Para Paulo Flávio Ferreira, um dos líderes jovens da Lagoinha e coordenador da festa, esse tipo de evento é uma forma de "falar de Deus para as pessoas" e um exemplo de que "é possível unir Deus e a alegria sem os dogmas da religião que só trazem culpa".

"A igreja, como comunidade cristã que tem seus princípios e valores, precisa entender que o seu compromisso não é apenas em promover cultos aos domingos. Mas poder gerar uma programação que seja sadia aos seus frequentadores: encontros de orientação, comunhão, festas para diversão, ações sociais para ajudar necessitados", exemplifica Paulo.

O uso do entretenimento como porta de entrada para a igreja não é um fenômeno recente, como apontaram os especialistas ouvidos pela reportagem. Caso do estudante Kayke Macoy, de 21 anos, que frequentou matinês organizadas em igrejas evangélicas durante a adolescência em São Paulo. 
Kayke conta que as festas — que ele classificou como "balada do bem" — eram regadas a muita música e comida, além da adoração a Deus. "É como qualquer outra balada, porém sem exagero, sem nenhuma bebida alcoólica, sem nenhum tipo de droga. A vibe das pessoas é superpositiva. Todo mundo muito alegre, animado. Um ambiente seguro."

'Coisas de Deus' e 'coisas do mundo'

No universo evangélico, a fronteira entre o sagrado e o profano sempre foi bem definida. Essa distinção rígida entre "coisas de Deus" e "coisas do mundo" impulsionou a criação de versões religiosas para práticas culturais populares.
Segundo o teólogo e pastor André Anéas, doutor pela PUC-SP, essa dinâmica tem levado ao movimento de "sacralização" de espaços classificados como profanos e incompatíveis com a fé cristã.

"O ser humano quer se divertir, quer lidar bem com o seu corpo, quer ter corporeidade, quer ter lazer, quer ter show, quer ter cultura. [...] Só que, na cabeça do evangélico, ele só pode fazer aquilo que é sagrado. Daquilo que é profano, ele está fora", diz Anéas.

É dessa forma que surgem fenômenos como os blocos de carnaval gospel, baladas evangélicas e a bateria de samba Batucada Abençoada, da Igreja Bola de Neve. "Tenho que sacralizar as coisas para embalar numa embalagem evangélica ou gospel para se tornar mais atrativo — e esse pessoal sabe fazer isso muito bem", observa o pastor.

A expansão do número de evangélicos no Brasil também ampliou a demanda por produtos culturais e espaços de lazer que dialoguem com esse público. Para Anéas, a ocupação de espaços antes considerados "do mundo" responde a uma pressão geracional, com jovens buscando expressar sua fé de forma mais plural — ainda que dentro dos limites impostos pelas igrejas.

"As igrejas estão absorvendo essas estratégias [de mercado] porque dá dinheiro. Então elas usam realmente estratégias de marketing e de comunicação para as pessoas poderem ter o melhor tipo de experiência dentro do ambiente eclesiástico. E os jovens, obviamente, têm também estratégias voltadas para eles."

Apesar da roupagem moderna e jovem, Anéas pontua que, do ponto de vista teológico, essas igrejas seguem sendo "bem fundamentalistas, bem radicais no pensamento, na maneira de pensar a fé.", ao mesmo tempo em que ele também reitera que há uma perda dos valores primordiais do protestantismo. "O mundo evangélico é cada dia menos, senão nada, protestante. Porque no protestantismo, a rigor, você não tem sagrado e profano. Tudo é sacralizado", conclui.

Igrejas de parede preta

Para Nina, essa adesão em ambientes antes considerados "do mundo" é vista, principalmente, nas chamadas "igrejas de parede preta", como a Igreja Batista da Lagoinha.
"A Lagoinha vem nessa toada de renovação das igrejas protestantes — que foram muito influenciadas por vertentes pentecostais. A Lagoinha surge na década de 60, uma igreja mais antiga, e vai adotando uma série de práticas que hoje a gente chama de 'parede preta'. Temos inúmeras igrejas que podem ser caracterizadas dentro desse novo movimento. A Lagoinha é uma delas — não todas as suas filiais ou unidades, mas boa parte, como a de Alphaville, de Niterói, algumas Lagoinhas bem expressivas e grandes, e como a do próprio André Valadão em Orlando", afirma a especialista em Estudos da Religião e professora da UFMG.

A Lagoinha assume uma pegada mais "jovial", principalmente influenciada pela igreja australiana Hillsong. Segundo Nina, as igrejas com esse tom incorporaram práticas da Hillsong, sobretudo de louvor e adoração com apresentações musicais nos palcos, organização de eventos, shows, gravações de CDs, DVDs, corpos de bailarinos.

Para chegar ao presente

A especialista cita Christina Rocha, que estuda a Hillsong e deu o nome de "cristianismo descolado" às práticas da igreja, que se manifesta na estética, a presença nas redes sociais - principalmente dos pastores - e uma nova forma de lidar com doutrinas.

O cristão perde as suas caricaturas e se mostram indistintos da cultura local, com uma forma mais livre de se vestir, se posicionar, pregando um igualitarismo, indistinção e, principalmente, a casualidade.

"É uma maneira de se distinguir dentro do próprio grupo evangélico e religioso, o que marca uma aproximação com o estilo que Cristina chama de 'cosmopolitismo', essas tendências de se entender como cidadão do mundo. Isso não significa que se é menos religioso do que antes — e esse é um ponto importante a se marcar. Em vez de vermos uma resistência, uma forma de fugir ou negar o mundo, vemos um passo em direção à acomodação", afirma Nina.

E esse passo em direção as práticas do mundo, além de ser vista como uma maneira de atrair o público jovem é também "permitir que esses jovens permaneçam, construam suas identidades, busquem grupos de apoio e vivam a experiência da juventude no contexto contemporâneo", segundo Nina.

A busca pela juventude está funcionando. Segundo o IBGE, quando se olha por faixa etária, o percentual de evangélicos sobe entre os mais jovens. Entre os brasileiros de 10 a 14 anos, 31,6% se declaram evangélicos. Entre os adolescentes de 15 a 19 anos, são 28,9%.

Infográfico - Religiões por faixa etária, segundo o Censo 2022. — Foto: Arte/g1



Por Deslange PaivaLetícia Dauer, g1 SP — São Paulo

Fonte: G1


MEU COMENTÁRIO:

Em que pese o portal fonte da notícia pertença a um grupo que, via de regra, não defenda os evangélicos, nem demonstre qualquer simpatia por essa ala da sociedade, particularmente, não percebo juízo de valor por parte da jornalista que pesquisou e escreveu sôbre o fato.

Entre os especialistas em ciência da religião e o pastor entrevistado, fica clara a coerência em seus comentários, por ser realmente o que se comenta entre nós evangélicos, entre discordâncias e concordâncias. 

Quanto ao que penso, desde já antecipando que sei que existem quem discorda, afinal de contas ainda estamos tentando viver uma democracia com liberdade de expressão, ainda sou do tempo em que crente era crente, descrente era descrente, ímpio era ímpio e desviado era desviado, profano era profano e sagrado era sagrado, portanto não havia mistura.

Crente se portava como crente, dava testemunho de crente e o que passasse disso, era de procedência maligna. Quem aceitava a Jesus, se portava como tal automaticamente, sem qualquer problema, apenas ouvindo o ensinamento da Palavra de Deus através de seus pastores locais. Assim a igreja cresceu e chegou até aqui. Simples assim...

São temas polêmicos dos dias de hoje, mas ao mesmo tempo são tão simples, que não carecem de qualquer discussão para quem pensa diferente, tem igreja para todo gosto; lá na frente, no grande Dia do Senhor, todos veremos se essa conta fecha ou não.

Para que possamos analisar, ressalto e reverbero abaixo, somente que os próprios entrevistados acima declararam:

"Em vez de vermos uma resistência, uma forma de fugir ou negar o mundo, vemos um passo em direção à acomodação", afirma Nina;

"E esse passo em direção as práticas do mundo, além de ser vista como uma maneira de atrair o público jovem é também "permitir que esses jovens permaneçam, construam suas identidades, busquem grupos de apoio e vivam a experiência da juventude no contexto contemporâneo", segundo Nina;

"Ao mesmo tempo em que Anéas também reitera que há uma perda dos valores primordiais do protestantismo. "O mundo evangélico é cada dia menos, senão nada, protestante. Porque no protestantismo, a rigor, você não tem sagrado e profano. Tudo é sacralizado", conclui.

Analiso que, com toda essa pluralidade e liberdade, em pese continuemos crescendo, o que se projetava de "maioria evangélica" no Brasil para 2030, já se adia para 2.050, isso é, se o índice de crescimento não diminuir, assim como na última década.

Ora, se esse crescimento não for fundamentado na Palavra, de forma que produza novas criaturas (¹⁷ Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. - 2 Coríntios 5:17), já avistamos o risco eminente de uma enfermidade chamada "inchaço", por falta de essência.

Como um crente assembleiano, para não ficar só nas minhas palavras, vou deixar alguns versículos da Bíblia para a nossa meditação:


Consagração a Deus. Humildade e fidelidade no uso de seus dons"¹ Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. ² E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus".  - Romanos 12: 1-2

"¹¹ Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ¹² ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, ¹³ aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,"  - Tito 2:11-13

Cada um deve levar a sua cruz - "²³ E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. ²⁴ Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará. ²⁵ Porque que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo? ²⁶ Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos". - Lucas 9:22

Perseverança no meio das provações, segundo o exemplo de Cristo - "¹ Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta, ² olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. ³ Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos. ⁴ Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado. ⁵ E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor e não desmaies quando, por ele, fores repreendido; ⁶ porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho. ⁷ Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho há a quem o pai não corrija? ⁸ Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois, então, bastardos e não filhos. ⁹ Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? ¹⁰ Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. ¹¹ E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela." - Hebreus 12:1-11

Vosso conservo em Cristo
Pr. Carlos Roberto Silva

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Prefeito francês quer trocar feriados cristãos por feriados LGBTs

O prefeito da cidade francesa de Grenoble, Éric Piolle, propôs substituir feriados religiosos, como Páscoa e Natal, por feriados que celebrem pessoas LGBTs. O político fez o anúncio em 24 de maio, nas redes sociais.

"Eliminemos do nosso calendário republicano as referências a feriados religiosos", disse Piolle, no Twitter.

"Declaremos feriados seculares, que marcam o nosso apego comum à República, às revoluções, à comuna, à abolição da escravatura, aos direitos das mulheres ou das pessoas LGBT."


Mais cedo, o prefeito havia criticado a medida do ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, de avaliar a taxa de faltas em aulas escolares por causa do fim do Ramadã Islâmico. "Inadmissível", afirmou. "Os feriados religiosos constituem motivo de falta válido, de acordo com o calendário divulgado anualmente pelo Ministério da Educação Nacional. Esse censo, desejado por Darmanin, é terrível e autoritário."

As declarações de Piolle não foram bem recebidas pela direita francesa e por internautas. "Vá encontrar outro país para apagar sua história", disse um usuário do Twitter ao prefeito.

O que pensa o prefeito sobre os feriados LGBTs?

lgbts
Além dos LGBTs, Éric Piolle também se compromete com causas ambientais, feministas e antirracistas | Foto: Instagram/ericpiolle

"Esse wokismo que quer apagar tudo ignora nossa história e nossa identidade", disse Marine Chiaberto, vice-presidente do partido de direita Reconquête. "É hora de desconstruir os desconstrutores!"

Não é a primeira vez que Piolle dá preferência aos LGBTs e a outros movimentos sociais. Em junho de 2021, Piolle deu as boas-vindas ao "mês decolonial" em sua cidade — um comício "antirracista", onde o homem branco estava no banco dos réus.

Durante as primárias de seu partido, o Verdes, Piolle disse ter sido "educado, reeducado, desconstruído e reconstruído pelas lutas feministas" e que tinha vergonha dos seus "privilégios" como um homem branco heterossexual.

Revista Oeste via Terra Brasil

quinta-feira, 13 de abril de 2023

Pastor diz que Dalai Lama cometeu pedofilia, mas “imprensa tem feito vista grossa”

O pastor e escritor Renato Vargens reagiu à notícia sobre o monge budista Dalai Lama, que repercutiu no último final de semana ao aparecer em um vídeo dando um beijo na boca de um menino, e em seguida pedindo para ele "chupar" a sua língua.

Assim como a cantora Daniela Araújo, que questionou o modo aparentemente indiferente de boa parte da imprensa sobre a atitude repulsiva e chocante por parte do líder budista, Vargens também apontou a parcialidade de parte das mídias sobre o caso.

"Os presentes dão risada", disse o pastor ao lembrar das cenas do vídeo. "Mas muitas pessoas depois chamaram a atenção para o comportamento problemático e pedófilo do líder religioso."

"Ora, porque será que boa parte da imprensa tem feito vista grossa a esse ato repulsivo por parte do Dalai Lama? Isso é pedofilia, um ato nojento e repulsivo", dispara Renato Vargens.

Relativismo

O teólogo criticou a relativização que muitos têm feito com relação ao "um dos crimes mais hediondos que conhecemos", que é a pedofilia, tratando essa monstruosidade como uma "doença".

"O que é um grave erro", diz o pastor. "Pedofilia é pecado e crime e deve ser punida segundo o rigor da lei." Ele completa: "As Escrituras, por exemplo, não tratam em nenhum momento como normal a relação sexual entre adultos e crianças."

"Ademais, não vemos na Bíblia a aprovação de comportamentos nos quais adultos molestam crianças indefesas. Jesus, por exemplo, nos mostra que crianças precisam ser tratadas de forma distinta", concluiu o teólogo em seu artigo para o Pleno News.

A cantora e produtora gospel Daniela Araújo também ficou revoltada com as cenas de Dalai Lama beijando o menino na boca, lembrando que "ninguém nasce para ser adorado", em referência à narrativa idólatra envolvendo a figura do monge.

"Não vou compartilhar o vídeo porque é REPUGNANTE. Não existe justificativa para tal ato nojento", afirmou a cantora.

Fonte: Gospel+

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Câmara aprova projeto que proíbe alteração ou edição de textos da Bíblia


O autor do projeto, deputado Pastor Sargento Isidório, defendeu a preservação dos textos bíblicos.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (23) o Projeto de Lei 4606/19, do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), que veda qualquer alteração, edição ou adição aos textos da Bíblia, composta pelo antigo e pelo novo testamento em seus capítulos ou versículos, sendo garantida a pregação do seu conteúdo em todo o território nacional. A proposta será enviada ao Senado.

Segundo o relator do texto, deputado Eli Borges (PL-TO), o último Censo indica que 87% da população brasileira professa uma fé cristã, reunidos em igrejas de diversas denominações. "Somos, portanto, milhões de brasileiros que temos os ensinamentos e a obediência aos preceitos da Bíblia sagrada como dogma da nossa fé", afirmou.

O autor do projeto, deputado Pastor Sargento Isidório, defendeu a preservação dos textos bíblicos. "Não se pode permitir possibilidades para que nunca esse livro sagrado seja tocado em nenhum momento da nossa existência, por isso nossa legítima preocupação em tombar esse texto com um projeto no Parlamento", explicou.

Aplicabilidade

Em Plenário, o deputado Tiago Mitraud (Novo-MG) criticou o projeto. "Existem diferentes versões da Bíblia, adaptadas para cada público. Quem vai definir? O Estado vai dizer que essa Bíblia vale e aquela não vale? Cada pessoa deve dar a interpretação que quer dar à Bíblia porque o Estado é laico", disse Mitraud.

"Se não pode haver alteração, então qualquer material didático com ilustrações para crianças não poderá ser editado. Não poderemos colocar uma religião ao abrigo de outras religiões", argumentou a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS).

Fonte: Agência Câmara de Notícias via Folha Gospel


MEU COMENTÁRIO

Em que pese o pensamento original do legislador seja excelente para a comunidade cristã de maneira geral, tenho que dar razão aos deputados que se manifestaram contrários a aprovação, justamente pelos motivos que apontaram, uma vez que não fica clara a aplicabilidade da lei ora aprovada.

Considerando a laicidade do estado brasileiro, bem como as diversas versões do texto sagrado, qual seria o "texto base" para servir de parâmetro para um julgamento quando necessário?

O mais importante da laicidade do estado, é a liberdade religiosa, a qual permite que cada brasileiro professe a sua fé sem qualquer impedimento por parte do estado. Salvo melhor juízo, este é o meu entendimento.

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

PM atira em fiel dentro de igreja após discussão sôbre política



Um policial militar de 37 anos atirou em um homem dentro de uma igreja evangélica, em Goiânia, na noite de quinta-feira (1º).

Ambos, que são frequentadores do templo, teriam começado a discutir após um ancião pregar contra partidos e políticos de esquerda.

O cabo da Polícia Militar Vitor da Silva Lopes atirou na perna do “irmão” Davi Augusto de Souza, 40 anos, que foi levado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).

Ele precisou passar por cirurgia, mas não corre risco de morte. Já o atirador se apresentou em uma delegacia e foi liberado após prestar depoimento.

A confusão ocorreu no templo da Congregação Cristã no Brasil, no Setor Finsocial, bairro da região noroeste da capital goiana.

Boletim de ocorrência só tem a versão de PM's que atenderam o chamado

A Polícia Civil investiga o caso. A ocorrência, registrada como agressão por arma de fogo e lesão corporal culposa (sem intenção de machucar a pessoa agredida), tem apenas as versões dos policiais militares que atenderam o chamado na igreja, de onde a vítima saiu em uma maca do Samu.

"No local, segundo informações, houve uma discussão entre dois indivíduos e o cabo Vitor da Silva Lopes. Os indivíduos tentaram entrar em luta corporal com o policial, que para se desvencilhar de um deles efetuou um disparo que alvejou a perna do envolvido", diz o documento.

A Polícia Militar de Goiás limitou-se a informar que instaurou um procedimento de apuração e que o cabo estava de folga no dia em que fez o disparo. 

"Assim que a Polícia Militar tomou conhecimento do caso, determinou a instauração de procedimento administrativo disciplinar para apurar as circunstâncias do fato. Informamos ainda, que o policial militar apresentou de forma espontânea na delegacia de polícia civil para os procedimentos cabíveis", diz nota da PM goiana.

Igreja emitiu circular contra partidos políticos

Fiéis da Congregação Cristã do Brasil em Goiânia têm relatado que os líderes do templo usam o microfone para atacar legendas de esquerda como o PT, PDT, PSOL PCdoB.

A direção nacional da congregação, inclusive, publicou uma circular, no começo de agosto, com teor político.

Conforme Tópico de Ensinamento publicado na última RGE, em abril de 2022, alertamos o Ministério e a irmandade sobre a orientação ali contida, referente às eleições, onde diz o texto: Não devemos votar em candidatos ou partidos políticos cujo programa de governo seja contrário aos valores e princípios cristãos ou proponham a desconstrução das famílias no modelo instruído na palavra de Deus, isto é, casamento entre homem e mulher”, destaca o texto.

A circular foi lida pelos líderes da igreja durante as suas pregações.


Com informações: O Tempo

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Loja de brinquedos Ri Happy defende ‘brincadeira sem gênero’ e causa revolta - ASSISTA AQUI


A loja de brinquedos Ri Happy, tida como a maior varejista do segmento do Brasil, com quase 200 unidades espalhadas em território nacional, parece ter resolvido ingressar na seara das empresas que fazem apologia à ideologia de gênero, após a publicação de um vídeo polêmico que causou reações imediatas.

Se trata de uma websérie intitulada “Deixa Brincar”, apresentada pela personagem ‘Menina Mofo’, feita por Ricardo Cubba.

No episódio que foi publicado no Instagram da Rihappy e estava disponível até à noite da última quinta-feira (7), o influenciador digital Luke Vidal defendeu a ideia de brincadeira sem gênero.

Os pais precisam entender que a gente não tem que escolher o que o nosso filho quer brincar ou não. A criança tem que ser livre para poder escolher sua brincadeira. Eu acho que a brincadeira não tem que ter gênero”, disse Vidal.

Ri Happy apaga vídeo

O vídeo da loja de brinquedos Ri Happy que faz apologia à agenda LGBT acabou sendo apagado do Instagram da empresa, após a forte repercussão negativa, com inúmeros comentários de internautas criticando a iniciativa.

A psicóloga e escritora Marisa Lobo, por exemplo, referência no Brasil no combate à ideologia de gênero, fez uma série de críticas em alerta aos pais, contrariando a perspectiva apresentada pelo vídeo da loja de brinquedos.

Toda criança deve ser orientada pelos pais EM TUDO, inclusive nas brincadeiras/brinquedos, porque é exatamente isso o que serve de referência simbólica e comportamental para elas”, afirmou a psicóloga em seu Twitter, rebatendo a ideia apresentada pelo vídeo da Rihappy.

Marisa Lobo explicou que “orientar não é interferir na formação do imaginário infantil. Não é o mesmo que impor certos gostos e preferências que, naturalmente, vão se definindo por conta própria durante o desenvolvimento.”

Orientar é mostrar que o mundo é, sim, constituído por definições, inclusive biológicas, pelas quais nós, humanos, nos baseamos culturalmente para distinguir o que são brincadeiras típicas de MENINOS e MENINAS”, diz a especialista.

A psicóloga cristã, que este ano é pré-candidata à deputada federal pelo Paraná, argumentou que o desenvolvimento das crianças, incluindo as brincadeiras, é reflexo de “modelos”, sendo a orientação dos pais fundamental para essa formação.

Os pais orientam, sim, e os filhos seguem a vida com base nessas orientações, que são MODELOS necessários para a compreensão do mundo e a si mesmo. O que o ativismo de gênero quer, é justamente que os pais sejam ausentes como referenciais na vida dos filhos, porque é aí onde eles entram com as suas narrativas”, continuou Marisa.

Fonte: Gospel+

Assista aqui:

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