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sábado, 9 de maio de 2015

Governo tenta reaproximação com evangélicos; Michel Temer se reuniu com Malafaia, R. R. Soares e Samuel Ferreira


O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) estaria tentando uma reaproximação com as principais lideranças evangélicas. Na última semana, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) teve um encontro com alguns dos principais opositores no meio evangélico, a fim de ouvir suas queixas.
Desde o começo de abril, o vice-presidente vem exercendo a função de articulador político de Dilma junto ao Congresso Nacional.
Segundo o jornalista Lauro Jardim, Temer contou com o intermédio do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), evangélico e presidente da Câmara, para se encontrar com as lideranças evangélicas.
“As duas lideranças evangélicas mais anti-petistas do país tiveram um discreto encontro com Michel Temer […] Ciceroneados por Eduardo Cunha, o bispo Robson Rodovalho e o pastor Silas Malafaia falaram da necessidade da aprovação de uma Lei Geral das Religiões. O secretário da Receita Federal Jorge Rachid acompanhou a conversa”, escreveu Jardim, em sua coluna no site da revista Veja.
Além do pastor Silas Malafaia (Assembleia de Deus Vitória em Cristo) e do bispo Robson Rodovalho (Sara Nossa Terra), também participaram da reunião os pastores Mario de Oliveira (presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular no Brasil e ex-deputado federal), Abner e Samuel Ferreira (Assembleia de Deus Madureira), Everaldo Pereira (PSC-SP) e o missionário R.R. Soares (Igreja da Graça), além do ex-deputado federal e atual ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil.
O governo vem se movimentando nos bastidores para garantir que os principais setores da sociedade sejam abordados pelos principais representantes do Congresso Nacional, a fim de tirar o foco das investigações da Operação Lava-Jato, que tem entre os principais suspeitos, políticos do PT e doações de empreiteiras que mantinham contrato com a Petrobrás ao partido.
Fonte: Gospel mais

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Marina Silva é a nova candidata da Assembleia de Deus


Assembleia de Deus, maior igreja evangélica do Brasil, com 12,3 milhões de fiéis, abandona Pastor Everaldo e abraça candidatura de Marina Silva

A maior igreja evangélica do país, com 12,3 milhões de fiéis, já trocou de candidato de forma extraoficial e deve anunciar oficialmente a mudança de posição em favor de Marina Silva (PSB) nesta semana, quando pastores da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGDB) se reunirão com o Pastor Everaldo (PSC), até então o presidenciável oficial.
Parte do grupo espera externar um movimento que já ocorre nos vários templos da igreja, onde seus membros são orientados a votar na ex-senadora. Há até bordão: “Irmão por irmão, votem em quem pode ganhar a eleição.” Assim como Everaldo, Marina é da Assembleia de Deus.
O presidente do Conselho Político da CGADB, pastor Lelis Washington Marinhos, confirmou o encontro com os candidatos e afirmou que o fato de Marina pertencer à igreja “terá peso na decisão”.
Ele afirma ainda que, após as eleições, a denominação dará início ao recolhimento de assinaturas para a criação de um novo partido, no qual possa abrigar congressistas da igreja ou que defendam seus princípios religiosos. Nesta legislatura, a Assembleia de Deus tem 26 deputados federais espalhados por vários partidos. A CGADB espera eleger, além dos atuais, mais oito candidatos para a Câmara.
“Existe, sim, a ideia (de criação da legenda), onde poderemos alinhar nossos parlamentares e na qual eles possam defender nossas agendas com liberdade”, admite o pastor.
A opinião interna é de que não haverá dificuldade no recolhimento das assinaturas, pois a denominação é bastante capilarizada no país. “Não queremos colocar a igreja no poder. O que queremos é que assumam o poder candidatos que creiam em Deus e que defendam nossos princípios”, explica ele, listando o aborto e a oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo como agendas inegociáveis.
Se levar a cabo a ideia, a Assembleia de Deus se juntará à Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), que, com 1,8 milhão de seguidores, tem sua própria legenda, o PRB.
Entretanto, a influência dos líderes religiosos sobre a escolha do candidato a presidente é limitada, na opinião do cientista político Paulo Baía, da UFRJ. Para ele, a opção do eleitor evangélico para os cargos executivos é mediada por outros fatores, além da própria experiência.
Um exemplo disso é a vendedora Claudia Vieira Cavalcante. Todos os domingos, ela atravessa a rua de casa, às 19h, para ir ao culto na Assembleia de Deus Cristo Vive, em Belford Roxo, onde mora.
Com 32 anos, ela quer ser pastora e estuda Serviço Social, numa universidade particular, graças a bolsa do ProUni. Votará na presidenta Dilma Rousseff (PT), embora seu pastor tenha inicialmente pedido voto para Everaldo e, mais recentemente, para Marina.
“Claro que levo em consideração o que diz o meu pastor, mas sua autoridade sobre mim está nas questões espirituais. Como cidadã, voto com minha consciência”, diz.

Religião não influencia na hora do voto

Como Claudia, a empreendedora Janaína Aparecida Tadeu, 39, de Duque de Caxias, diz que votará na presidenta Dilma, e garante que sua escolha é orientada exclusivamente pela própria consciência.
Evangélica, ela frequenta a Iurd. Segundo ela, a igreja ainda não sugeriu candidato para a Presidência. “Só ao governo do estado, o Marcelo Crivella”, afirma ela, citando o bispo licenciado, que também é sobrinho de Edir Macedo.
Claudia e Janaína estão dentro da faixa dos 22,2% da população brasileira, segundo o Censo 2010 do IBGE, que se declaram evangélicos. São 42,3 milhões de pessoas, cujos votos são disputados pelos candidatos.
Um estudo do cientista político Cesar Romero Jacob, da PUC-RJ, cruzando mapas e resultados das eleições de 2002, 2006 e 2010, mostrou que, onde a maioria era evangélica, o voto em Anthony Garotinho, Marcelo Crivella e Marina ficava acima da média. Ele considerou apenas escolhas dos grupos pentecostais e neopentecostais, indício de que, para este segmento, “irmão vota em irmão”.
O cientista político Paulo Baía chama atenção para o fato de o segmento ser fragmentado e com interesses diversos. “É difícil que votem em bloco para presidente”, diz ele, para quem “é preconceito acreditar que fiéis aderem automaticamente ao candidato do pastor ou que escolham candidatos ao Executivo só por serem ‘irmãos’”.
A opinião é compartilhada pelo teólogo Marcos Botelho. Pastor da Igreja Presbiteriana, ele diz que não é regra alinhar voto pela religião do candidato. “Não pensamos e não agimos em grupo”, diz.
‘IRMÃO NÃO VOTA SEMPRE EM IRMÃO’, diz pastor Marcos Botelho
Só temas são capazes de unificar o voto de evangélicos. Candidatos, não. É a opinião do teólogo Marcos Botelho, pastor da Igreja Presbiteriana, que estuda o assunto. Para ele, por princípio, os protestantes são heterogêneos e, portanto, não agem em bloco nas eleições.
1. É possível tratar politicamente evangélicos como bloco?
Não. Somos heterogêneos. Existe a lenda de que crente vota em crente, mas isso não é regra. O que chega ao público é o pensamento daqueles que estão pregando na TV. O grande público só ouve sobre os evangélicos por esses telepregadores. Conheço centenas de pastores que trabalham, com pequeno salário, que cuidam de pessoas comuns no dia a dia, e seus posicionamentos não aparecem como os dos midiáticos. Somos divididos, por característica do próprio protestantismo, onde cada um tem o dever de ler a palavra e interpretá-la. Não formamos uma igreja institucional única, nem temos o pensamento único.
2. Há alguma coisa que consiga unir os evangélicos em defesa de algo?
Na defesa de um candidato, não. Mas há temas, sim, capazes de unificar os segmentos evangélicos, e até mesmo os católicos. Acredito que a liberdade religiosa e o aborto sejam dois deles.
3. E a oposição ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo?
Não. Os direitos civis da comunidade LGBT não são algo que necessariamente vai unificar os evangélicos em oposição. Muitos defendem o pleno acesso aos direitos civis a todos, pois o estado é laico.
4. E um projeto de poder pode unificar os evangélicos? Alguns pastores recorrem ao “irmão vota em irmão
Algumas igrejas ou líderes têm projetos de poder. Não todas. Gosto muito de ver que o candidato pastor Everaldo (PSC) não tenha emplacado. Isto mostra que aquelas igrejas com projeto de poder não conseguem unificar. Os evangélicos nunca votaram para presidente por causa da religião. Foi assim com o Lula, com Fernando Henrique Cardoso, com Dilma.
5. Silas Malafaia não pensa assim. O discurso dele é de quem representa o segmento.
Ele não exerce liderança nem na Assembleia de Deus. Tanto assim que não faz parte da Convenção da igreja. Ele não representa os evangélicos, ninguém nunca vai representar.
Fonte: Jornal O Dia via Pragmatismo Político

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

PSC sinaliza apoio a Marina para eleger presidente evangélico


PSC reconhece que evangélicos já apoiam Marina Silva

Desde o inicio da campanha eleitoral, analistas indicavam que os evangélicos, que são cerca de 25% do eleitorado, poderiam fazer a diferença. Quando o PSC lançou Pastor Everaldo na corrida pelo Planalto, acreditava-se que ele poderia “surpreender”. Contudo, ele tinha de 2 a 3 por cento das intenções de voto.
Quando Marina assumiu a condição de candidata, tudo mudou. A ex-senadora aparece com chances reais de vencer Dilma no segundo turno e passou a ser atacada constantemente pelo PT. Embora tivessem suas críticas, apoiadores de peso de Everaldo, como Silas Malafaia e Marco Feliciano já anunciaram seu apoio à candidatura de Marina. O mesmo aconteceu com a Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB), que deverá anunciar que ficará ao lado de Marina.
Segundo o portal IG, um dos coordenadores de campanha do PSC já admite que evangélicos irão “aderir em massa” à Marina no segundo turno. “Seria a primeira vez na história que um candidato evangélico chegaria com condições reais de ganhar a eleição”, afirmou Gilberto Nascimento, presidente do PSC de São Paulo. “Nosso eleitor e o dela pertencem ao mesmo segmento. Será um encontro natural”.
Embora Everaldo Pereira não tenha planos de abandonar sua campanha no primeiro turno, o PSC já sinaliza que ficará ao lado da candidata evangélica. Nascimento explica que uma negociação entre PSC e PSB passaria pelos temas defendidos pelos evangélicos e “uma reforma política ampla, que mude radicalmente o sistema eleitoral”.
Mesmo assim, Marco Feliciano fez um apelo para que Everaldo abrisse mão ainda no primeiro turno. “Neste momento, dadas às circunstâncias, se eu estivesse no lugar do Pastor Everaldo, eu pensaria em declinar da campanha e migrar para Marina, para não haver divisão no meio cristão”.
Fonte: Gospelprime

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Assembleias de Deus devem anunciar apoio a Marina nesta semana


Por Fernandes Rodrigues
Pastores da Assembleia de Deus pretendem decidir nesta semana quem apoiarão para presidente da República. A tendência é fechar posição em torno da candidatura de Marina Silva.
A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, que representa as 44 convenções regionais da igreja, planeja receber Marina Silva e Pastor Everaldo, do PSC, a partir de 5ª feira (18.set.2014). Um dos dois será escolhido e o apoio será anunciado em seguida.
“A impressão que eu tenho é que [a decisão] tende para Marina”, diz o pastor Lelis Washington, presidente do conselho político da entidade.
A Convenção apoiou candidatos tucanos nas últimas 3 eleições. Em 2002, José Serra, em 2006, Geraldo Alckmin e em 2010, novamente José Serra. A predileção pelo PSDB não se repetirá neste ano. Marina e Everaldo pertencem à Assembleia de Deus e a igreja se viu diante da tarefa de escolher entre dois de seus próprios fiéis –“um problema que todo mundo gostaria de ter”, segundo Washington.
O Censo de 2010 contou 12,3 milhões de fiéis da Assembleia de Deus. A entidade tem sua própria contabilidade, mais generosa, e estima que 10% da população brasileira –cerca de 20 milhões de pessoas– frequente as suas igrejas.
Nas eleições anteriores, a Assembleia de Deus optou pelos tucanos pois foram eles que “assumiram compromissos com o nosso segmento”, diz Washington. Entre eles, a rejeição de projetos de lei que criminalizam a homofobia e legalizam o casamento gay. Ambos “afetariam a nossa liberdade de culto”, segundo o pastor.
A primeira versão do programa de governo divulgado por Marina Silva previa o apoio à criminalização da homofobia e o casamento gay. Após a reação de parte da comunidade evangélica, Marina recuou e disse que tal trecho havia sido publicado por um “equívoco” na consolidação do texto.
Na pesquisa Datafolha mais recente (de 8 e 9.set.2014), Dilma Rousseff (PT) lidera entre os eleitores que se dizem católicos, com 40% contra 29% de Marina Silva.
Entre os evangélicos pentecostais e os não pentecostais, a liderança é de Marina, com 41% e 44%, respectivamente, contra 32% e 26% de Dilma. Eis a tabela detalhando esses percentuais:
Fonte: UOL

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pr. Everaldo (PSC) - Entrevista Jornal Nacional Rede Globo - 19.08.2014

Pr. Everaldo

Pr. Everaldo no Jornal Nacional da TV Globo em 19.08.2014



Para uma boa audição,
desligue o som do Stúdio Rhema
no canto superior esquerdo do blog.

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