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sábado, 15 de abril de 2023

Governo edita normas sobre gênero, raça e religião - Bancada Evangélica reage



Deputados da bancada evangélica tentam pressionar por mudanças; ministérios dizem que normas são fundamentais.


A Frente Parlamentar Evangélica, conhecida como Bancada Evangélica, está em campanha contra uma lista de normas afirmativas editadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre elas a que instituiu o programa de equidade de gênero e raça no SUS e a que criou grupo para o enfrentamento da discriminação contra religiões de matriz africana.

Os deputados que estão a frente da bancada evangélica dizem que o governo está usurpando a função do Congresso para legislar sobre esses temas, incluindo a “ideologia de gênero”.

Uma das normas criticadas pela bancada está na portaria 230/2023 do Ministério da Saúde, que instituiu o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras no SUS (Sistema Único de Saúde).

A portaria, que foi lançada na véspera do Dia Internacional da Mulher (8 de março), estabelece, entre outras diretrizes, “promover a equidade de gênero e raça no Sistema Único de Saúde buscando modificar as estruturas machista e racista que operam na divisão do trabalho na saúde”.

A portaria foi criticada pelos políticos evangélicos principalmente por conter, em seu anexo, diretrizes como o “enfrentamento do machismo cultural, das formas de misoginia, sexismo discriminação étnico-racial, religiosa, geracional, orientação sexual e identidade de gênero ou quaisquer outras formas de preconceito”; e a “inclusão da temática da orientação sexual e identidade de gênero nos processos de educação permanente desenvolvidos pelo SUS”.

Esse [a portaria], para mim, é o mais grave, porque ele deixa em aberto, o que nunca existiu numa portaria, a questão de ideologia de gênero. Ela botou todo o arcabouço da ideologia de gênero nos anexos, e aí eu acho que isso é gravíssimo”, afirma o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

Abre um precedente e tem financiamento público na formação de médicos, de enfermeiros, fisioterapeutas, toda área da saúde com dinheiro do SUS para esse tipo de política pública”, completa.

Sóstenes presidiu a frente evangélica em 2022 e atualmente é o segundo vice-presidente da Câmara.

Ele disse ainda que, na reunião, o líder do governo se mostrou surpreso com a extinção da Senapred (Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas).

Guimarães teria afirmado na ocasião desconhecer esse ato, acrescentando destinar emendas parlamentares para comunidades terapêuticas conveniadas à Senapred, cujo acolhimento geralmente é baseado no isolamento, abstinência e religiosidade.

Após pressão de setores evangélicos, o governo Lula criou o Departamento de Apoio a Comunidades Terapêuticas, embora o governo diga que o modelo está sob revisão.

Religiões de matriz africana

Outro ponto que a bancada evangélica é contra é a criação, por decreto, de um grupo interministerial para elaborar políticas de enfrentamento à discriminação contra religiões de matriz africana.

Nós respeitamos todas as religiões e queremos que todas as religiões sejam respeitadas. Porém nós não podemos fazer uma ação de uma religião em detrimento da outra. Acho que todas, de igual modo, têm a mesma liberdade, até para fazer preleções a favor ou em detrimento uma da outra”, afirma o atual presidente da frente, o deputado Eli Borges (PL-TO).

Além da portaria e do decreto, o documento entregue pela bancada ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e ao líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), contém outras 11 normas baixadas pelo governo em março, com o título “decretos com gênero”.

Entre eles, estão:

1) o que instituiu o grupo de trabalho para a elaboração do Programa Nacional de Ações Afirmativas;

2) o que cria uma cota para negros no preenchimento de cargos em comissão na máquina federal;

3) o que institui o Programa Mulher Viver sem Violência;

4) e o que estabelece procedimentos para acesso à Terra Indígena Yanomami —que contém a proibição “do exercício de quaisquer atividades religiosas junto aos povos indígenas”.

Eli Borges afirma haver pontos positivos e negativos em todas essas medidas, mas que elas deveriam ser tratadas pelo Congresso, não por normas editadas pelo governo sem participação do Legislativo.

Quando se olha a lista de decretos do presidente Lula e de portarias que vêm de ministérios, nós percebemos que ele está em um esforço hercúleo para governar através de decretos e portarias, sem respeitar o Poder Legislativo. Parte desses decretos tem a política que nós discordamos dela. A política afirmativa, que tem que nascer do Parlamento”, diz o deputado.

A bancada evangélica reúne mais de 100 dos 513 deputados da Câmara e, historicamente, tem se colocado como adversária dos partidos do campo da esquerda.

O que dizem os ministérios

O Ministério da Saúde afirmou considerar fundamental o debate entre os Poderes, mantendo constante diálogo com o Congresso.

Sobre o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras do Sistema Único de Saúde (SUS), a iniciativa trata do enfrentamento às desigualdades de gênero e raça, discriminação e preconceito de qualquer tipo de violências a trabalhadoras e trabalhadores de saúde”, disse a pasta, acrescentando que as mulheres representam 74% da força de trabalho no SUS.

As ações previstas pelo programa vão ampliar as condições necessárias à prática da equidade.”

O ministério deu uma resposta inicial que, posteriormente, afirmou ter sido enviada de forma equivocada. O texto foi atualizado.

O Ministério da Igualdade Racial afirma que é preciso “apresentar uma solução para os crescentes casos de invasões a terreiros de candomblé, umbanda e outras religiões de matriz africana”.

De acordo com dados enviados pela pasta, de 2015 a 2018 foram registrados 3.288 casos de racismo religioso, “sem contar que os homicídios (seis, em 2016 no Pará) e a expulsão de lideranças religiosas dos territórios de favelas e bairros periféricos não têm sido contabilizados”.

O decreto faz-se necessário nesse momento. Não impedindo então, de qualquer forma, que a matéria seja foco de discussão no Congresso Nacional a partir da sociedade. Inclusive, acreditamos que no futuro o Estado brasileiro possa aprovar um projeto de lei que promova mecanismos de combate ao racismo religioso e promoção da liberdade de crenças e religiões no Brasil.”


Fonte: Folha de S. Paulo via Folha Gospel

sábado, 21 de maio de 2022

Pastor Felippe Valadão reage a despachos postos diante do altar



Líder cristão vem sendo criticado pela mídia e entidades de religiões africanas por suas falas na ocasião

Em evento gospel na Região Metropolitana do Rio na última quinta-feira (19), o pastor Felippe Valadão, da Igreja Lagoinha de Niterói, reagiu a despachos que foram postos diante do altar. Desde então, o líder religioso vem sofrendo críticas da mídia em razão das declarações que fez na ocasião.

De ontem para hoje tinha quatro despachos aqui na frente do palco. Avisa aí para esses endemoniados de Itaboraí: o tempo da bagunça espiritual acabou, meu filho. A igreja está na rua! A igreja está de pé! E ainda digo mais: prepara para ver muito centro de umbanda sendo fechado na cidade! – declarou Felippe no evento, que reuniu diversos artistas gospel.

O pastor também afirmou que chegará um tempo que “Deus vai começar a salvar esses pais de santo que tem na cidade.”

Você vai ver coisa que você nunca viu na vida. Chegou o tempo, Itaboraí! Aquele espírito maligno de roubalheira na política acabou – assinalou.

Após entidades de religiões africanas protestarem contra as falas, Felippe Valadão afirmou que ele não é o que o jornal ou as mídias estão retratando.

Quer saber quem sou eu? Quer saber o que as pessoas que me seguem pensam a meu respeito? Vem na Lagoinha Niterói. Pode vir de coração aberto, você vai se surpreender – convidou.

O desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, William Douglas, saiu em defesa do pastor, negando que ele seja uma pessoa “intolerante”.

O pastor Felippe Valadão fez declarações bastante deselegantes nesse evento e está sendo massacrado pela imprensa. Conheço o pastor Felippe, e ele não é intolerante. Espero que todos avaliem o quadro completo: era um show gospel e alguém ou alguns fez/fizeram despachos em frente ao palco. Felippe foi rude nas palavras, mas teve reação a uma deselegância e rudeza que fizeram contra todos os presentes no culto. Foi uma retorsão imediata – declarou Douglas.

Para o desembargador, “a primeira intolerância da noite foi fazerem despachos na frente do palco, que para os evangélicos, no evento, equivale ao altar”.

Não se invade igreja católica nem nua nem com bandeira vermelha (um vereador fez isso), não se entra em sinagoga com cruz, não se entra em mesquita com a bandeira de Israel ou tocando shofar, não se faz despacho em frente a igreja, nem culto em frente a celebração da umbanda – avaliou.

Fonte: Pleno News

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Rússia avança com ataques na Ucrânia; líderes mundiais prometem reação


Biden, União Europeia e países aliados reagem; presidente ucraniano diz que "cidadãos podem usar arma para defender território". Kiev registra longas filas nas estradas com moradores tentando deixar a região

Rússia lançou uma invasão total da Ucrânia nesta quinta-feira (24), gerando reações de líderes mundiais e da Otan. Explosões e sirenes foram ouvidas diversas cidades, incluindo a capital, Kiev, e em áreas separatistas do leste ucraniano. Assista ao vivo no vídeo acima a cobertura especial da CNN.

É o maior ataque de um Estado contra outro na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Autoridades da Ucrânia informaram que pelo menos 50 soldados russos morreram e seis aviões também russos teriam sido destruídos. Além disso, ao menos 40 soldados ucranianos também teriam morrido. Não há confirmação oficial do número de mortes até o momento.

Na manhã desta quinta, longas filas se formaram nas principais avenidas de Kiev com moradores tentando deixar a região. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, convocou a população para defender o país e disse que “cidadãos podem utilizar armas para defender território”.

Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.

O que você precisa saber sobre o ataque

  • Nas primeiras horas da madrugada desta quinta-feira (24), Putin ordenou um ataque no leste da Ucrânia, em regiões que ele reconheceu como independentes; as forças russas invadiram a Ucrânia por terra, ar e mar;
  • O ataque acontece em pelo menos 16 regiões, incluindo a capital Kiev
  • Autoridades ucranianas dizem que pelo menos 50 russos foram mortos e seis aviões teriam sido abatidos no leste do país; depois, foi divulgado que 40 soldados ucranianos também morreram. Não há número oficial de mortes divulgado até o momento
  • O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, autorizou cidadãos a pegarem armas para defender o país e pediu doação de sangue;
  • Longas filas foram registradas nesta manhã em Kiev nas principais rodovias, com moradores tentando deixar o país;
  • Países da Europa Central iniciaram os preparativos para receber pessoas que fogem da Ucrânia
  • O presidente dos EUA, Joe Biden, disse que Washington e seus aliados imporiam “sanções severas” sobre o que ele chamou de “guerra premeditada” de Putin
  • A China rejeitou chamar os movimentos da Rússia sobre a Ucrânia de “invasão” e pediu a todos os lados que exerçam moderação
  • A Bélgica pediu que a União Europeia pare de emitir vistos para russos
  • Países da Europa acionam Artigo 4º da Otan para lançar consultas sobre a situação — o que poderia desencadear uma resposta conjunta
  • Otan reforçará forças no flanco leste da aliança, anuncia secretário-geral
  • Líderes europeus como Boris Johnson, Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen prometem duros ataques econômicos contra a Rússia

Fonte: CNN

ASSISTA AQUI

terça-feira, 31 de março de 2020

New York Times culpa evangélicos pela pandemia do coronavírus, sob protestos da comunidade


Um pastor e conselheiro cristão respondeu ao artigo do jornal, classificando o texto como um exemplo de intolerância religiosa.


Um artigo publicado pelo jornal ‘New York Times’ na última sexta-feira está culpando o movimento evangélico pelo coronavírus de Wuhan (China) que está assolando o mundo de forma geral.

O texto intitulado "O caminho para o inferno do coronavírus foi pavimentado pelos evangélicos", escrito por Katherine Stewart, está repleto de condescendências e zombarias indevidas contra cristãos, que estão se tornando a postura mais comum entre as principais elites da mídia.

No ponto crucial do texto de Stewart diz que "o Partido Republicano se incorporou a um movimento espiritual cujas crenças voam contradizendo a ciência", culpando "a idiotice e as ações extremas de alguns que desafiaram as ordens de saúde pública contra grandes reuniões para estigmatizar metade do país".

"O nacionalismo religioso trouxe à política americana a convicção de que nossas diferenças políticas são uma batalha entre o mal absoluto e o bem absoluto", escreveu Stewart.

"Quando você está envolvido em uma luta entre o 'partido da vida' e o 'partido da morte', como alguns nacionalistas religiosos agora enquadram nossas divisões políticas, você não precisa se preocupar em elaborar políticas cuidadosas com base em opiniões ou análises de especialistas".

Apesar da acusação aos evangélicos, a colunista não citou a omissão do governo chinês, que não alertou sobre o coronavírus, mesmo sabendo de seu potencial pandêmico. Além disso, o Partido Comunista chinês ainda impediu cientistas e jornalistas de levarem informações relevantes ao público.

À medida que o surto crescia na China, o governo chinês suprimiu os denunciantes e fechou os olhos para a ameaça global que o vírus representava.

Reação
Em uma entrevista ao site cristão americano 'FaithWire', o escritor, pastor e vice-presidente da Liberty University, Johnnie Moore classificou o texto de Katherine como "intolerância à moda antiga", antes de expor a verdade sobre a verdadeira resposta que os cristãos estão dando à pandemia de forma geral. Como se vê, os cristãos têm liderado o ataque em muitas áreas, ajudando a combater a propagação desse inimigo invisível.

"Isto é absolutamente incompreensível que seja permitido em um jornal como o New York Times, especialmente em um momento como esse. A verdade é que os evangélicos estão desempenhando um papel muito importante, não apenas nos Estados Unidos, mas em todo o mundo", disse ele.

"Nós estamos disseminando informação, estamos deixando de nos congregar presencialmente em nossos templos, estamos planejando não celebrar juntos a páscoa pela primeira vez, basicamente na história moderna do cristianismo. Nós somos parte da solução, não parte do problema", acrescentou.

O pastor destacou que com esse artigo, Katherine está ofendendo, ao acusar injustamente dezenas de milhões de pessoas.

"Ela [colunista] decidiu, com uma ampla curva, demonizar 80 ou 90 milhões de americanos. Isso é totalmente inaceitável", afirrmou. "Esse tipo de comentário intolerante pode estar tomando lugar nas mesas de café da manhã das casas, mas esse é um grande jornal, tradicionalmente conhecido nos Estados Unidos. Isso é intolerência vestida como 'informação' nesse grande jornal".

"Essa questão é realmente alarmante, porque você não chega à perseguição religiosa, geralmente falando, porque um dia um cara acorda e começa a prender cristãos, mas isso começa com artigos como esse", lembrou.

Fonte: Guiame



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