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domingo, 22 de setembro de 2024

Os Hebreus e a Educação Religiosa - Pr. Anderson Araújo



O artigo "Os Hebreus e a Educação Religiosa", de autoria do Pr. Anderson Araújo, foi publicado originalmente na Revista Ensinador Cristão da Editora CPAD - Ano 25 - n° 99 - Confira abaixo:

Os Hebreus e a Educação Religiosa - Por Pr. Anderson Araújo

Desde os tempos primórdios da história, havia uma preocupação muito grande dos povos antigos pela educação religiosa, principalmente os chamados Hebreus, isso devido ao desejo desse povo em guardar as observâncias religiosas e culturais baseado nas suas crenças. Eles reconheciam que se quisessem comunicar sua fé de uma geração para outra, teriam que saber ler. Muitos dos líderes do povo consideravam sua história e leis da mais elevada importância para eles. Por causa disso, talvez não tivessem um maior interesse por outras áreas do conhecimento como era o caso de outras nações da época, no entanto eles concentravam a maior parte dos seus esforços em aprender e preservar a sua herança cultural e religiosa.

No período Patriarcal foi adotado um sistema de ensino peculiar entre todo o povo Israelita, a casa era o principal lugar de instrução naquela sociedade. Enquanto o Primeiro Testamento enfatiza o papel do pai como professor, ambos os cônjuges eram encarregados de treinar e instruir seus filhos (Provérbios 1,8; 6,20; 31,26). Uma vez que o antigo Israel era, em grande parte, uma sociedade de clãs, membros da família alargada, como avós, tias e tios, e até primos, também poderiam participar no processo educativo dentro do lar; essa interação social era aprofundada no matrimônio com o casamento de primos e pessoas da mesma parentela.

O currículo da "escola em casa" era tanto religioso quanto vocacional, pois os pais e outros membros da família ensinavam as crianças "no temor do Senhor" (Provérbios 2,5) e uma habilidade comercial ou profissional, muitas vezes a do pai.

Em relação à prática da Educação infantil, a criança, até cinco anos de idade, tinha a educação informal em casa, em grande parte, sob a responsabilidade da mãe, de uma enfermeira ou de um tutor masculino. As crianças recebiam os primeiros elementos de uma instrução, sobretudo moral, tanto do pai como da mãe (Provérbios 1,8; 6,20; 23,22). Portanto no seio da família, eram transmitidas a fé, a história, a lei e as tradições da nação. Esse ensino era praticado na sua grande maioria através da tradição Oral, que era uma forma de repetição das Leis, e histórias que eram contadas pelos pais aos filhos a fim de que as crianças pudessem memorizar tudo aquilo que estava sendo ensinado a elas.

Nesse período também (a partir dos 3 anos de idade), o pai vai ensinar o menino algumas orações a serem feitas antes das refeições, e principalmente a reconhecer o ETERNO como o único Deus de seu povo, conhecida como SHEMÁ ISRAEL: "שְׁמַע יִ: שְׂרָאֵל יְהוָה אֱלֹהֵינוּ יְהוָה אֶחָד" significando: "Ouve Israel Adonai nosso Deus Adonai é um", que é a declaração do monoteísmo judaico. (Livro de Deuteronômio 6:4-9).

Um jovem entre cinco e vinte anos de idade, geralmente intercalava seu tempo entre trabalhar com seu pai, aprendendo uma vocação e sendo instruído para que pudesse ter uma profissão e um meio de subsistência, e aos estudos na sinagoga. Na questão religiosa, no judaísmo antigo, os filhos do sexo masculino entre as idades de cinco e vinte anos normalmente frequentavam escolas nas sinagogas e eram instruídos por meio da Torah, da Mishnah e do Talmud.

תּוֹרָה = Torah significa: Instrução, apontamento, lei e é representada pelos 5 primeiros livros na bíblia hebraica.

משנה, = Mishnah significa: Repetição, vem do verbo שנה, ''shanah", estudar e revisar, é uma das principais obras do judaísmo Rabínico e a primeira grande redação na forma escrita da tradição oral judaica, chamada a Torah Oral.

תַּלְמוּד = Talmude significa: Estudo, são uma coletânea de livros sagrados para o judaísmo que registram as discussões e interpretações Rabínicas com relação a Lei, Ética e Costumes Judaicos.

Nesse período os seus professores seriam os LEVITAS, um grupo especial de professores que ficaram encarregados da instrução do povo de Israel até a época do exílio, eles se tornaram os principais mestres fora do lar, esses mestres acompanhavam o desenvolvimento bem de perto de cada um de seus Talmidim, (Alunos) a fim de aperfeiçoá-los em todo seu conhecimento. Depois deles, os ESCRIBAS também, assumiram o papel de principais ensinadores e eram eles os principais responsáveis pela interpretação e ensino da lei. Pouco depois, a palavra "Rabi" se tornou popular, sendo aplicada a diversos tipos de pessoas, significava "senhor", mas era usada muitas vezes como "professor".

Alguns a aplicavam a homens que oficialmente detinham cargos de mestres, mas outros a usavam apenas como um título de honra. De qualquer modo, era um tratamento de respeito dado a uma pessoa sábia, inteligente e experiente. Quando os discípulos de Jesus o chamavam de "rabi" em João 1:49, estavam reconhecendo seu papel de liderança.

Ao completar seus 13 anos de idade, o menino já precisaria conhecer todo o Antigo Testamento juntamente com algumas tradições judaicas, leis e as orações, alcançando assim a maturidade e maioridade, isto é, tornando-se adultos diante da sociedade judaica por meio da famosa cerimônia conhecida como Bar Mitzvah (que significa "filho da Lei").

A Educação Religiosa e o ensino na época de Jesus não era diferente, o próprio Messias ao nascer, passou por todos os rituais religiosos como ser apresentado no templo (Lc 2:22-40), foi circuncidado ao 8º dia após seu nascimento (Lc 2:21) e aos 12 anos estava no Templo em Jerusalém (em seu Bar Mitzvá), disputando as escrituras com os doutores e mestres da época demonstrando que estava preparado para iniciar sua vida adulta na religião (Lc 2:42-51), nas horas vagas aprendeu a profissão de seu pai José na carpintaria, pois como era de costume o filho aprendia e seguia geralmente a profissão do seu pai (Mt 13:55).  Portanto o próprio Cristo estudou em sua infância e cumpriu todos as etapas necessárias para se tornar um grande líder.

Jesus era chamado de Mestre (Mt 23:8). E seu método de ensino era como o dos pais israelitas, utilizando os eventos do dia a dia, Jesus gostava de ensinar por Parábolas. Outras pessoas fora de seu círculo também se referiram a ele como Mestre. Metade das vezes que a palavra aparece no Novo Testamento, é dirigida a Jesus. Naquela época, quem era chamado de mestre, sentia-se muito honrado. Na igreja primitiva, esse título continuou a ter grande importância. Porque, naturalmente, essa tarefa seria uma das mais significativas para a edificação dos novos convertidos (At 13:1).

Na época de Jesus existiram muitos mestres e professores que ficaram conhecidos na história, homens que deixaram um legado importante seguindo o modelo de Cristo como o maior de todos os Mestres que já existiu, podemos citar alguns deles como:

HILLEL, SHAMMAI, GAMALIEL e muitos outros.

Pr. Anderson Araújo
  • Hebraísta e Membro da Assembleia de Deus Ministério de Cubatão SP
  • Formado em Teologia Pelo IBAD (Instituto Bíblico das Assembleias de Deus de Pindamonhangaba)
  • Hebraico Bíblico e Moderno pela escola hebraica IESOD;
  • Hebraico Fácil e Avançado com especialização na gramática Hebraica pela Faculdade Teológica Bethesda SP 
  • Graduado em Engenharia de Produção.
  • Graduado em Gestão Pública

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

NOVO CURRÍCULO DE ESCOLA DOMINICAL DA CPAD - Apresentação - ASSISTA AQUI


APRESENTAÇÃO DO NOVO CURRÍCULO DE ESCOLA DOMINICAL DA CPAD - Assista aqui


A CPAD, no cumprimento da sua missão de divulgar a Palavra de Deus e, fortalecer a Igreja por meio da literatura e do ensino, tem a honra de apresentar o NOVO CURRÍCULO DE ESCOLA DOMINICAL DA CPAD.

Os desafios deste tempo, exigem que nossas famílias estejam bem alicerçadas na Palavra de Deus. A Igreja do Senhor tem sido alvo de heresias, ideologias profanas e até perseguições.

É preciso combater as investidas do maligno através do sólido conhecimento da Palavra da Verdade. Prepare-se para um novo tempo. Uma nova proposta no aprendizado da Palavra de Deus. Lições fundamentadas na Teologia Pentecostal. Cuidadosamente organizadas para todas as faixas etárias. Conteúdos didáticos atualizados. Orientações pedagógicas elaboradas por uma equipe multidisciplinar. Novo projeto gráfico e novas ilustrações para todas as classes.

Um currículo inteiro, dedicadamente produzido para o atendimento exclusivo da área de ensino de nossas igrejas.

Com conteúdo abrangente, que além de alcançar todas as faixas etárias, também vai ao encontro das necessidade didáticas e pedagógicas de cada uma delas.

Atualizado com as mais recentes metodologias de educação cristã. Plenamente aderente aos ensinamentos de nossa única fonte de fé e prática: a Bíblica Sagrada.
Surpreenda-se com o NOVO CURRÍCULO DE ESCOLA DOMINICAL DA CPAD

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À venda pelo 0800-021-7373
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Comissão Europeia apoia o direito à educação de acordo com as convicções religiosas das famílias

A informação foi afirmada pela porta-voz da Comissão Europeia para a educação, Sonya Gospodinova, em resposta a uma pergunta sobre a nova lei da educação espanhola, conhecida como ‘Lei Celaá’ em homenagem à ministra da Educação espanhola, Isabel Celaá.

Em declarações aos meios de comunicação, Gospodinova lembrou que “a educação é uma competência nacional, pelo que compete exclusivamente aos Estados-Membros decidir como se organizam os sistemas educativos e, por conseguinte, a Comissão não tem poder jurídico para determinar a oferta de ensino”.

No entanto, “dito isto, estamos acompanhando de perto a situação na Espanha, o desenvolvimento da nova lei de educação, e também as intenções do governo espanhol de substituir algumas escolas mapeadas e vagas de ensino nas escolas públicas”, acrescentou.

Gostaria de salientar”, continuou Gospodinova, “que a Comissão defende plenamente o direito dos pais de assegurar que a educação proporcionada aos seus filhos está em conformidade com as suas convicções religiosas, educacionais e filosóficas, algo que está consagrado no Artigo 14 (3) da Carta dos Direitos Fundamentais da UE”.

Gospodinova explicou que “esta Carta impõe obrigações aos Estados-Membros apenas no que diz respeito às políticas que são da competência da UE. A Comissão não tem fundamento para se pronunciar sobre os planos do governo espanhol”.

Uma lei com pouco consenso

A ‘Lei Celaá’ foi aprovada em dezembro de 2020 pelo Parlamento espanhol, com a promessa do principal partido da oposição de revogá-la caso ganhe as próximas eleições. A plataforma Más Libres (Mais Livre), que reúne cerca de vinte organizações de pais, educadores e centros educativos, denunciou a aprovação da lei perante o Parlamento e a Comissão Europeia.

De acordo com esse movimento, a lei viola o direito dos pais de escolherem a educação que desejam para seus filhos, de acordo com suas crenças.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus


quarta-feira, 9 de maio de 2018

Professora causa polêmica ao dar aula sobre religião africana em escola pública


"Fiquei assustada, chocada e de coração partido de ter visto aquilo, alunos fazerem parte do que parecia uma trama", completa Maria.


A professora de história Maria Firmino, 42, foi afastada da sala de aula na Escola de Educação Infantil e Fundamental Tarcila Cruz de Alencar, em Juazeiro do Norte, no Ceará, após ter dado aula sobre "patrimônio material, imaterial e natural de matriz africana", em 20 de abril.
A Secretaria da Educação de Juazeiro do Norte informou, por meio de nota, que não foi procurada pela docente e que a profissional continua no exercício das suas funções. Já a professora e funcionários da escola afirmam que ela está fora da sala de aula desde abril.
Maria registrou um boletim de ocorrência sobre crime contra o sentimento religioso na Delegacia Regional de Juazeiro do Norte. A delegacia da cidade apura o caso.
Durante a aula, três alunos alegaram terem sentido mal-estar com o conteúdo da aula. Conforme Maria, o episódio foi uma "trama" feita por outros servidores da escola por não aceitarem uma professora de religião africana na unidade.
"Fiquei assustada, chocada e de coração partido de ter visto aquilo, alunos fazerem parte do que parecia uma trama", completa Maria.
Segundo a professora, os alunos deixaram a sala dizendo sentir mal-estar e forte dor de cabeça. Nenhum atendimento médico foi solicitado pela escola, segundo a professora. O caso gerou uma manifestação dos pais dos estudantes.
"Quando eu ia saindo na calçada comecei a ouvir gritos de 'sai satanás', 'vou pegar essa feiticeira', 'ninguém pode mais do que Deus'. Só via gente descendo de carro, gente olhando, populares vindo", conta a professora.
Maria afirma que não recebeu apoio da direção ou de funcionários durante o ocorrido.
Com o ocorrido, o advogado da professora foi avisado de que a instituição pretendia transferi-la para o setor burocrático. "Eles estão colocando que eu não tenho mais condição de estar em sala de aula, isso é uma forma de punição. Eu posso até ir [para o setor burocrático], desde que a minha função seja fazer com que as escolas coloquem em prática a Lei de Diretrizes e Bases, que diz que a educação tem obrigatoriedade de ensinar a cultura africana", ressalta Maria.
Repercussão
O advogado e presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Juazeiro do Norte, Rafael Uchôa, acompanhou a educadora até a delegacia regional para registrar o fato. Ele confirma que o caso ganhou repercussão na cidade.
Ao G1, a Secretaria da Educação de Juazeiro alegou não ter tomado conhecimento do ocorrido até o contato da reportagem. No entanto, no boletim de ocorrência registrado pela professora, ela afirma que a secretária da Educação de Juazeiro do Norte, Maria Loreto, compareceu à escola para reunião com o colegiado.

A agente administrativa da escola, Adriana Ricarter, estava no local no dia do ocorrido e foi quem deu assistência às estudantes. Pelo relato dela, a diretora não estava na instituição quando tudo ocorreu, mas um outro responsável, identificado como Cícero, chegou ao local momentos depois. Segundo Adriana, Cícero repassou os fatos à Secretaria da Educação.
Também de acordo com a agente, na segunda-feira seguinte ao caso, um professor substituto foi enviado pela secretaria passou a dar aulas na escola.

Cultura afro-brasileira
Lembrando a lei federal 11.645, sancionada em 2008, que torna obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena em escolas de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, Maria faz críticas à escola por não cumprir as diretrizes.
“Na aula anterior eu trabalhei a cultura indígena e marquei pra trabalhar as heranças de matriz africana naquele dia. Eu trabalho dentro da lei 11645/08, porém, as escolas não. Aí quando chega no Dia do Índio e da Consciência Negra fazem três desenhos e pregam na parede.”
NEM PROFESSOR, NEM DIRETOR, NEM GESTOR QUER SABER DA HISTÓRIA DO NEGRO E DO ÍNDIO, NÃO QUER TRABALHAR A DIVERSIDADE”, RECLAMA.
Maria segue a religião africana candomblé de Angola e tem 20 anos de magistério.
“NÃO TENHO NECESSIDADE DE CONVERTER NINGUÉM À MINHA RELIGIÃO. RELIGIÃO NAO É DE CONVERSÃO, MUITO MENOS DE CONVENCIMENTO.”
Ela conta que há quatro anos trabalhou na escola Tarcila Cruz de Alencar e pediu transferência após outros professores levantarem um abaixo-assinado contra a permanência dela na instituição. O retorno à escola se deu pela localização mais favorável. A professora mora em Missão Velha, a cerca de 30 km de Juazeiro do Norte.
"Tive uma 'vibração de santo' dentro da sala de professores. Eles me mandaram procurar um psiquiatra, disseram que eu não tinha capacidade de trabalhar, chamaram o colegiado e assinaram abaixo-assinado pra eu sair de lá", relata.

Segundo ela, a vibração de santo consiste em receber uma energia que causa estremecimento no corpo e deixa a pessoa sem fala, sem consciência de si e do lugar por um determinado tempo. A docente diz também ter explicado previamente aos colegas de trabalho que poderia passar por isso, já que sentia mal-estar naquele dia.
Antes dos dois episódios na escola de Juazeiro, Maria nunca havia passado por situações semelhantes, mas afirma estar acostumada a lidar com o "preconceito velado", já que costuma usar adereços que identificam sua ligação com a religião africana, como colares de conta. "Venho sentindo a rejeição nas escolas por onde passo, as piadinhas, o isolamento…"
Fonte G1 via Gospel Geral 

sábado, 14 de outubro de 2017

Barra Mansa determina Pai Nosso em escolas e cria polêmica



Alunos que se recusarem devem levar declaração assinada pelos responsáveis e serão separados do restante, diz comunicado da prefeitura


Uma ordem assinada pelo secretário de Educação de Barra Mansa (RJ), Vantoil de Souza Júnior, determinou, no início do mês, que todos os alunos da rede municipal de ensino devem rezar o Pai Nosso antes das aulas. O documento determina que a oração seja feita logo depois da entoação dos hinos cívicos.

A medida é justificada pelo fato de que a oração é aceita pela maioria das manifestações religiosas. "Os alunos que não desejarem fazer deverão declarar por escrito através dos seus responsáveis. Eles serão colocados em fila apartada e após o hino encaminhados à sala de aula", diz a ordem.

Para Jeihcio Francis, representante da Associação Ateísta do Sul Fluminense, é preciso levar em consideração o risco de as crianças se sentirem constrangidas ao serem obrigadas a orar. "Quando estão todos orando e você não ora também, acaba se tornando uma falta de respeito e isso pode acabar se tornando um problema social. A escola deve ensinar a diversidade cultural e não ajudar a fortalecer um problema, que é o preconceito religioso".

A pedagoga Fátima Troina pede que "a abordagem seja muito bem norteada para não ferir as diferenças". "Precisamos exercitar o respeito à diversidade. É preciso ter atenção para não ferir o respeito às diferenças. Submeter uma criança ou adolescente a algo que naturalmente não pertence à religião dela pode se tornar confuso".

Sobre os hinos cívicos, foi montado um cronograma que estabelece que o hino nacional é entoado na segunda-feira; o hino de Barra Mansa na terça; e na quarta o da Independência; quinta é cantado o hino da Bandeira e sexta-feira é o da Proclamação da República.



Na vizinha Resende, projeto discute OSPB e EMC

Em Resende, tramita na Câmara Municipal um projeto de lei que prevê a regulamentação e inclusão nas escolas da rede municipal de projetos interdisciplinares das disciplinas de Organização Social e Política Brasileira (OSPB) e Educação Moral e Cívica (EMC).

Segundo o vereador Caio Sampaio (Rede), o objetivo é formar cidadãos com visão ampliada e crítica do meio onde vivem. "Nós queremos voltar a formar cidadãos. É preciso voltar a cantar o hino nacional, sem pregar qualquer tipo de ideologia. Deixando claro que não queremos criar novas matérias neste tema, até porque não temos autonomia, isso é prerrogativa da União. Nosso objetivo é instituir projetos interdisciplinares, que fomentem na mente das crianças algo voltado para a cidadania e responsabilidade social", disse.

Para a socióloga Ana Paula Perrota, o projeto "resgata o nome de disciplinas do período da ditadura e que hoje não existem mais. Fica anacrônico associar esses conteúdos a algo moderno". "Nos dias de hoje está sendo disseminada uma noção do que seria o 'cidadão de bem'. Valores morais em torno desse cidadão de bem estão se constituindo a partir de ideias conservadoras e religiosas. Isso reflete em algo distante do que as teorias pedagógicas e sobre educação entendem sobre a formação do pensamento crítico", analisou.

Fonte: CPAD News


domingo, 25 de junho de 2017

Escritor ateu recomenda que crianças leiam a Bíblia para elevar o nível da educação


O biólogo e escritor Richard Dawkins afirmou que as crianças devem aprender mais sobre a Bíblia nas escolas públicas britânicas.


O biólogo evolutcionista e ateu, Richard Dawkins, nunca escondeu sua oposição a qualquer tipo de religião, mas nunca se opôs ao ensino, à busca pelo conhecimento e surpreendeu a muitos, apontando que a Bíblia pode ser uma boa fonte destes recursos.

Em seu best-seller 'The God Delusion' ('A Desilusão de Deus'), Dawkins explorou as raízes da religião na cultura humana e falou que ela pode influenciar a sociedade de maneiras negativas. Dawkins até descreveu-se como um "não-crente profundamente religioso".

Mas falando em um festival de ciências na Inglaterra neste fim de semana, o cientista pediu que a educação religiosa seja ensinada aos alunos das escolas públicas britânicas. Dawkins classificou a religião como um fator importante para a compreensão da História e da cultura e disse que era praticamente impossível estudar a literatura inglesa sem conhecer os antecedentes do cristianismo.

"Eu não acho que a educação religiosa deve ser abolida. Eu acho que é uma parte importante da nossa cultura conhecer a Bíblia", disse Dawkins. "Afinal, muita literatura inglesa tem alusões à Bíblia. Se você procurar no Dicionário Inglês de Oxford, encontrará algo como o mesmo número de citações da Bíblia e de Shakespeare".

Descrevendo o cristianismo como importante para a cultura e a história, Dawkins disse: "A História europeia foi dominada por disputas contra religiões rivais e você não consegue entender a História, a menos que você conheça a história da religião cristã e as Cruzadas".

Dawkins não recomendou que os alunos fossem endoutrinados pelas crenças religiosas, mas sim os encorajou a cultivar uma compreensão sobre o assunto.
"Eu não aboliria a educação religiosa. Acho que poderia substituí-la por algo como religião comparativa e história bíblica e história religiosa", disse ele.

Dawkins estava no evento para promover seu último livro, 'Science in the Soul' ('Ciência na Alma'), no qual ele descreve o Islã como a religião "mais malvada" para cultivar o fanatismo entre seus adeptos. Ele descreveu os muçulmanos moderados, que constituem a maior parte da religião, como suas maiores vítimas.

"É tentador dizer que todas as religiões são ruins, e eu digo que todas as religiões são ruins, mas é uma tentação pior dizer que todas as religiões são igualmente ruins, porque elas não são", disse o autor.

Dawkins é mais conhecido por descrever o conceito de "memes" no livro 'The Selfish Gene', no qual ele descreveu ideias culturais, comportamentos e estilos que se espalham de pessoa para pessoa dentro de um grupo. O conceito é análogo aos genes que se auto-replicam, passam por mutações e evoluem.

Fonte: Guiame

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Satanismo poderá ser ensinado nas escolas



Ativistas do Templo Satânico afirmam que sua religião tem os mesmos direitos do cristianismo

Doug Mesner, mais conhecido pelo nome artístico de Lucien Greaves, é co-fundador e porta-voz do Templo Satânico, um grupo de ativistas que vem ganhando notoriedade nos Estados Unidos. Usando a legislação atual, eles defendem que todas as religiões devem ser tratadas da mesma forma pelo Estado, logo podem “ocupar” os mesmos espaços do cristianismo.
No início, lutavam para que imagens satanistas fossem exibidas ao lado de símbolos cristãos em lugares públicos, especialmente na época de festas religiosas como Páscoa e Natal. Em seguida, passaram a exigir autorização para distribuir literatura sobre satanismo para as crianças, alegando que em várias escolas os alunos recebiam Novos Testamentos de grupos como o Gideões Internacionais.
Mais recentemente, conquistaram o direito de fazer uma invocação a Lúcifer em reuniões de órgãos públicos, onde antes apenas os cristãos faziam orações. Sendo este um ano eleitoral, estão apoiando explicitamente candidatos que poderão representá-los no Senado. Fizeram inclusive passeatas pró-aborto em algumas cidades onde havia protestos de grupos pró-vida.
Seu passo mais ousado vem agora, com a proposta de oferecer “After School Satan”, um programa educacional que seria uma maneira de espalhar seus ensinamentos nas escolas de ensino fundamental. Em suma, eles querem ganhar espaço na educação pública, alegando que a separação constitucional entre igreja e estado não permite que apenas a religião majoritária (cristianismo) seja ensinada.
“É fundamental que as crianças compreendam que existem múltiplas perspectivas sobre todas as questões, e que elas têm uma escolha”, defende Doug Mesner, um dos líderes do Templo Satânico de Nova York. A primeira tentativa será feita em New York, Boston, Minneapolis, Detroit, San Jose, New Orleans, Pittsburgh, além de cidades na Florida, no Utah e no Arizona.
O vídeo promocional, que mais parece o trailer do filme de terror dá destaque às palavras como “racionalismo”, “pensamento livre” e “diversão”. É possível ver imagens da estátua de Baphomet, símbolo do movimento, ladeada por crianças.
Ele promove também o site do projeto que apresenta uma série de argumentos políticos e ideológicos para equiparar Satanás a Jesus como representação de uma crença. Ou ausência dela, já que oficialmente os membros do Templo Satânico afirmem ser ateus. Em seu site, eles dizem que são defensores da “visão de que a racionalidade científica fornece a melhor medida da realidade”.

Afirmam ainda não defenderem a crença na existência de um ser sobrenatural que outras religiões identificam solenemente como Satanás ou Lúcifer, ou Belzebu. Mesner justifica que a adoção do nome por seu grupo deriva do entendimento que Satã é apenas uma “construção metafórica”, que possui “a intenção de representar a rejeição de todas as formas de tirania sobre a mente humana”.
O currículo para os clubes escolares satanistas serviria como um tipo de contra turno, onde seriam desenvolvidos “o raciocínio e as habilidades sociais”. O grupo diz que suas reuniões incluem um lanche saudável, leitura de material satanista, atividades de aprendizagem criativas, aulas de ciências, brincadeiras e projeto de arte. Cada criança receberá um cartão de membro e precisaria da autorização dos pais para participar.

Governo ainda não autorizou

Essa ênfase em múltiplas perspectivas é baseada no que eles identificam como seu verdadeiro inimigo. O grupo irá lançar os clubes apenas nas escolas que já oferecem um programa evangélico de reforço escolar chamado “Clube das Boas Novas”.
Eles são patrocinados nos Estados Unidos pela Child Evangelism Fellowship (APEC, no Brasil), que desde 1937 investem na evangelização de crianças. Populares durante muitos anos, o “Clube das Boas Novas” começou a ser excluído da maioria das escolas públicas após alegações que sua existência violava a Constituição. Atualmente existem cerca de 3500 espalhados pelo país.
Em 2001, o caso chegou à Corte Suprema dos Estados Unidos. A decisão do tribunal considerou que sua existência era garantida pelos direitos à liberdade de expressão. O Templo Satânico usa essa mesma abordagem para que requerer a aceitação do “After School Satan”.
Curiosamente, a proposta dos satanistas está ganhando apoio de pessoas que não se identificam com sua ideologia, mas defendem a necessidade de “diversidade” em sala de aula.
Amy Jensen, pedagoga com mestrado na área de formação de currículo pela Universidade de Denver, decidiu iniciar um desses projetos na cidade de Tucson, Arizona, onde mora. Ela defende que os materiais preparados pelos satanistas “incentivam a benevolência e empatia entre todos os povos, além de defender o bom senso”. Para Jensen, isso é mais benéfico do que o material cristão. “Eles ensinam o medo e o ódio contra as outras pessoas”, sentencia.
Como o sistema político dos EUA é diferente do Brasil, cada Estado terá de avaliar as propostas separadamente. Até o momento, nenhum deles autorizou o Templo Satânico a iniciar as atividades. Isso deverá ser divulgado nas próximas semanas, uma vez que o ano letivo no América do Norte só inicia no final de agosto.
Curiosamente, no site do Washington Post existe uma pesquisa interativa e, no momento, 52% dos leitores acreditam que o projeto do “After School Satan” deveria ser implantado nas escolas públicas.
Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 31 de maio de 2016

Bispo evangélico defende ensino do islamismo em todas as escolas


Líder evangélico alemão acredita que ensinar o islamismo nas escolas seria ‘solução para extremismo’

Um bispo evangélico alemão está gerando grande polêmica após afirmar que o islamismo deveria ser ensinado em todas as escolas. Segundo ele, essa seria a melhor maneira de evitar que os alunos se tornassem extremistas.
Heinrich Bedford-Strohm, presidente do Conselho da Igreja Evangélica Luterana na Alemanha, convidou ainda organizações muçulmanas para assumirem a responsabilidade pela educação religiosa. Ele insiste que assim os jovens ficariam livres da “tentação” de se juntar a grupos muçulmanos fundamentalistas.
O bispo entende que os estudantes teriam a oportunidade de “familiarizar-se criticamente com as tradições religiosas”. Faz a ressalva que as aulas deveriam ser baseadas na Constituição alemã
“Eu desejo que os muçulmanos na Alemanha tenham uma comunicação clara com o Estado”, asseverou. Para tanto, as universidades públicas deveriam oferecer cursos de teologia islâmica.
“Tolerância, liberdade religiosa e liberdade de consciência devem aplicar-se a todas as confissões. Isso tudo poderia ser melhor implementado quando a religião faz parte da educação pública”, insiste.
A proposta do bispo surge em meio a um acalorado debate sobre o papel do Islã na sociedade alemã. O país está tentado acomodar os milhares de refugiados muçulmanos que chegam a cada semana. Estima-se que já somem quatro milhões de muçulmanos, cerca de 5% da população. A Alemanha tem a maior comunidade muçulmana na Europa Ocidental depois da França.
Neste momento, sete dos 16 estados alemães já oferecem alguma forma de educação islâmica, oferecidas como opção às aulas de religião católica e evangélica. Ao mesmo tempo, segundo uma pesquisa recente, quase dois terços da população alemã acredita que não existe lugar para o Islã em território germânico.
Segundo dados do Instituto de Pesquisas Pew Research, a população muçulmana continua crescendo em toda a Europa. Eram 4% em 1990, passando a 6% em 2010. A tendência deve manter-se até 2030, quando os muçulmanos podem chegar a 10% da população.
Com informações de RT via Gospel Prime
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