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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

CNBB pede que deputados rejeitem projeto que legaliza jogos de azar


Nesta terça-feira (1º), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou uma nota em que pede à Câmara dos Deputados que rejeite um projeto de lei que regulamenta os jogos de azar no Brasil. A manifestação ocorre devido a um requerimento de urgência sobre o tema aprovado na Casa em dezembro.

De acordo com a CNBB, o "voto favorável ao jogo será, na prática, um voto de desprezo pela vida, pela família e [por] seus valores fundamentais". Além disso, a entidade afirmou: "Cabe-nos, por razões éticas e evangélicas, alertar que o jogo de azar traz consigo irreparáveis prejuízos morais, sociais e, particularmente, familiares".

O PL que legaliza jogos de azar no país está parado na Câmara há 30 anos. Já o requerimento de urgência estava há 5 anos esperando para ser colocado em votação. A ideia do Projeto de Lei (PL) 442/1991 é regulamentar bingos, cassinos, caça-níqueis, jogo do bicho, apostas e outros. O relator é o deputado Felipe Carreras (PSB-PE).

De acordo com a nota da CNBB, o "sistema altamente lucrativo dos jogos de azar tem sua face mais perversa na pessoa que sofre dessa compulsão”.

Veja a íntegra da nota:

Brasília-DF, 01 de fevereiro de 2022.
P – Nº. 012/22
NOTA DA CNBB CONTRA A LEGALIZAÇÃO DOS JOGOS DE AZAR NO BRASIL

Uma árvore má não pode dar frutos bons (cf. Mt 7,18).

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através de sua Presidência, acompanhou perplexa, no apagar das luzes do ano de 2021, a aprovação na Câmara de Deputados do requerimento nº 5.358/16, que assinala como urgente a apreciação do Projeto de Lei 442/91.

Esse nefasto ato acelerou o caminho para regulamentar, logo nas primeiras sessões do ano 2022, a exploração de jogos de azar no país. Nesse período os parlamentares ainda estarão deliberando de maneira virtual, o que na prática limita o debate, camufla as posições e facilita as artimanhas regimentais. Diante desse lamentável fato, a CNBB reitera a sua inegociável posição contra a legalização dos jogos de azar no Brasil.

Os argumentos de que esta liberação aumentará a arrecadação de impostos, favorecerá a criação de postos de trabalho e contribuirá para tirar o Brasil da atual crise econômica, seguem a repudiante tese de que os fins justificam os meios. Esses falsos argumentos não consideram a possibilidade de associação dos jogos de azar com a lavagem de dinheiro e o crime organizado. Diversas instituições de Estado têm alertado que os cassinos podem facilmente transformar-se em instrumentos para que recursos provenientes de atividades criminosas assumam o aspecto de lucros e receitas legítimas.

Cabe-nos, por razões éticas e evangélicas, alertar que o jogo de azar traz consigo irreparáveis prejuízos morais, sociais e, particularmente, familiares. Além disso, o jogo compulsivo é considerado uma patologia no Código Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde. O sistema altamente lucrativo dos jogos de azar tem sua face mais perversa na pessoa que sofre dessa compulsão. Por motivos patológicos, esta pessoa acaba por desprezar a própria vida, desperdiçar seus bens e de seus familiares, destruindo assim sua família. Enquanto isso, as organizações que têm o jogo como negócio prosperam, e seus proprietários se tornam cada vez mais ricos. A autorização do jogo não o tornará bom e honesto. Nosso país não precisa disso!

A CNBB conclama o Congresso Nacional a rejeitar este projeto e qualquer outra iniciativa que pretenda regularizar os jogos de azar no Brasil. O voto favorável ao jogo será, na prática, um voto de desprezo pela vida, pela família e [por] seus valores fundamentais.

Particularmente neste ano eleitoral, a CNBB assume o compromisso de acompanhar atentamente essa tramitação e divulgar amplamente o nome dos parlamentares que escolherem deixar suas digitais nessa delituosa afronta ao povo brasileiro.

Inspirados pela voz profética de Maria, Mãe de Jesus, Nossa Senhora Aparecida, e sob sua proteção, se continuará a labuta da construção do Brasil justo, honesto e honrado!

D. Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte, MG
Presidente

D. Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre, RS
1º Vice-Presidente

D. Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima, RR
2º Vice-Presidente

D. Joel Portella Amado
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ
Secretário-Geral

Fonte: Pleno.News via Folha Gospel

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Bancada evangélica e Pr. Silas Malafaia criticam tentativa de legalização de jogos de azar

O futuro presidente da bancada evangélica no Congresso, o deputado Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ), afirmou hoje (13) que "jamais" a Câmara vai aprovar a legalização dos jogos de azar. Um requerimento de urgência deve ser votado na sessão desta segunda.

Sóstenes e outros líderes evangélicos criticaram o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), por tentar colocar a ideia em votação. "Não tem votos para aprovar essa aberração, que só tem como finalidade maior a lavagem de dinheiro", afirmou ao UOL.

Na última semana de votações do ano, o Congresso se volta para o restante da PEC dos Precatórios, o orçamento e o Refis, mas há pressão para a análise de outras propostas.

Sóstenes disse que a votação do requerimento de urgência do projeto dos jogos de azar seria uma "quebra de acordo" entre a bancada e Lira. "Ele tinha combinado que, quando fosse fazer [votar], ia fazer em comum acordo com a gente", explicou. "Não acordou conosco".

Ele afirmou que vai procurar o presidente da Câmara ainda nesta segunda. Mas, enquanto isso, a ordem é não votar nada. "Nós vamos fazer obstrução a tudo", anunciou Sóstenes.

Silas Malafaia

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, também reclamou do fato de Lira querer votar a legalização dos jogos. Em um vídeo gravado hoje, ele afirmou que isso não vai melhorar a economia, mas apenas atender a pequenos grupos econômicos.

"Vem agora o Arthur Lira, no apagar das luzes, querer aprovar esse lixo? Isso é uma vergonha" dispara o pastor Silas Malafaia.

Malafaia enfatizou que a repulsa aos jogos não tem a ver com convicções de fé, mas a danos sociais. "Isso não é questão de que os religiosos são contra [por causa] os seus princípios. Isso é a desgraça social", afirmou. "Não beneficia em nada a economia do país."

Nos últimos meses, houve uma intensificação dos operadores do Planalto, liderados pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), para aprovar o projeto, segundo o UOL apurou. Eles tentaram, sem sucesso, convencer os evangélicos sobre a validade dos jogos de azar.

Não é a primeira vez que Ciro e Malafaia entraram em conflito. Nos últimos meses, o pastor acusou o ministro de tentar sabotar a sabatina do ex-advogado-geral da União e então indicado a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), o evangélico André Mendonça. Ele acabou sendo aprovado pelo Senado; sua posse será nesta semana.

Fonte: UOL via Folha Gospel



segunda-feira, 2 de março de 2015

É FALSA a notícia que Pastor ganhou 31 milhões na mega sena - Veja porque:



Vários link's de sites e blogs de notícias veiculam a referida informação aqui na net (veja no Google), motivo pelo qual reverberei também neste espaço. (Veja aqui)

No entanto chamou minha atenção algumas observações lá no meu perfil no Facebook, principalmente do meu amigo Pb. Urias Costa, o qual informa que o referido bilhete 1.480 da Mega Sena, foi sorteado em 27.03.2013, conforme publicação do G1 de 28.03.2013, dando conta que a população de Teresópolis tentava encontrar o novo milionário hà dois anos. (veja aqui).

Por mais que tomemos cuidado, essa é a nossa realidade em tempos de informação virtual, o que é simplesmente lamentável, motivo pelo qual também peço as devidas desculpas aos meus poucos leitores. É o mínimo que a ética me exige.

De qualquer forma entendo que, até que se prove o contrário, essa notícia é falsa e por isso mesmo está feito aqui o registro. Cabe aos link's originários o ônus da prova.

Quanto a possibilidade de existir tal hipótese, certo ou errado fazer jogos de azar, e a respeito do dizimar sôbre tal "suposta primícia", acho que valeu para quem se debruçou a estudar a Palavra de Deus.

No meu entender, se o nome já diz "jogo de azar", ainda que legalizado, é pecado. Portanto, se a raiz é pecaminosa, o fruto também o é.

#Pronto falei
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