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terça-feira, 5 de abril de 2022

Jornalista conservador expõe planos da Disney de empurrar a agenda gay para crianças


Um dos coordenadores da empresa diz que as crianças estão “recebendo todas essas informações da mídia sobre o que é normal”


O jornalista Christopher F. Rufo, do City Journal, revelou em seu Twitter uma série de vídeos expondo uma reunião de diretores da Disney falando abertamente de como a empresa de entretenimento tem empurrado a agenda gay para crianças.

A presidente corporativa da Disney, Karey Burke, por exemplo, aparece dizendo que ainda para este ano o plano da empresa é elevar para 50% o número de personagens LGBTQ+ nos desenhos. Burke, inclusive, se apresenta como mãe de crianças queers, sendo uma trans e a outra pansexual.

Em outros vídeo, a produtora de animação da Disney, Latoya Raveneau, diz que "não teve medo de ter dois personagens se beijando ao fundo". Ela revela ainda que "sempre que podia, acrescentava o tema homossexual" e que nada a impedia de fazer isso.

Outra diretora da Disney que também trabalha para a promoção da homossexualidade é Vivian Ware, diretora de diversidade e inclusão da empresa, que aparece em um vídeo dizendo aos funcionários do parque que não usem mais as saudações “senhores e senhoras”.

Um dos vídeos mais chocantes expostos pelo jornalista conservador é a fala de Allen March, coordenador de produção da Disney, reconhecendo o papel da mídia, incluindo a Disney, de formar a opinião das crianças e assim transformar a mente da próxima geração. "Todo esse conteúdo vai para as crianças, que não sabem nada disso", disse ele.

March disse que as crianças estão "recebendo todas essas informações da mídia sobre o que é normal", acrescentando que "há muito poder nisso e só precisa ser reconhecido".

Os vídeos e os comentários do jornalista estão em inglês e podem ser acessados aqui.

Fonte: JM Notícia

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

OAB defende jornalistas que pediram suicídios de Trump e Bolsonaro


Felipe Santa Cruz disse que abertura de inquérito é uma tentativa de intimidação da imprensa e vai contra a liberdade de expressão

Após o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, anunciar um pedido de inquérito contra jornalistas que “instigaram dois presidentes da República a suicidar-se”, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reagiu em defesa dos profissionais da imprensa.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (11), o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, e o advogado Pierpaolo Bottini, dirigente do Observatório Permanente da Liberdade de Imprensa da OAB Nacional, classificam a abertura de investigações policiais dos artigos jornalísticos como uma tentativa de intimidação da imprensa e algo contra a liberdade de expressão.

Criminalizar opiniões, parábolas ou críticas ao governante não é admissível dentro do Estado de Direito. Goste-se ou não dos artigos, é preciso maturidade democrática para conviver com críticas – apontou o documento.

Mendonça anunciou que pediria a abertura dos inquéritos em seu perfil no Twitter, no domingo (10). Embora não cite nomes, o ministro faz referência aos jornalistas Ruy Castro e Ricardo Noblat.

O primeiro publicou um artigo na Folha de S.Paulo sugerindo a Donald Trump o suicídio como saída política para a crise que atravessa nos Estados Unidos. No texto, ele disse que Jair Bolsonaro poderia imitar o presidente americano.

Já Noblat compartilhou um trecho desse texto nas redes sociais. Após a repercussão, ele disse que apenas divulgou o artigo como parte de um “clipping diário da mídia”, que costuma fazer. O jornalista desejou “vida longa” a Bolsonaro, “para que ele possa colher o que plantou”.

Na avaliação do ministro da Justiça, os dois jornalistas podem ser punidos com até dois anos de prisão com base no artigo 122 do Código Penal. O texto diz que é crime “induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o faça”.

Alguns jornalistas chegaram ao fundo do poço. Hoje dois deles instigaram dois Presidentes da República a suicidar-se. Apenas pessoas insensíveis com a dor das famílias de pessoas que tiraram a própria vida podem fazer isso. Apenas pessoas irresponsáveis cometem esse crime contra chefes de Estado de duas grandes nações – publicou Mendonça em seu Twitter.

Outros membros do governo criticaram as publicações dos jornalistas. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, classificou o artigo como discurso de ódio e um “atentado contra a segurança do país”. A ministra Damares Alves, chefe da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, defendeu que a conta de Noblat no Twitter fosse encerrada.

Em julho, o jornalista já havia entrado na mira do Ministério da Justiça. Na ocasião, com aval do presidente Jair Bolsonaro, a pasta pediu que Noblat e o ilustrador Renato Aroeira fossem investigados pelo compartilhamento e pela criação, respectivamente, de uma charge sobre o presidente.

A ilustração mostra uma cruz vermelha, símbolo universal para serviços de saúde, com as pontas pintadas de preto, formando uma suástica nazista. Ao lado, uma caricatura de Bolsonaro segura uma lata de tinta preta e lê-se a frase “Bora invadir outro?”.

A charge foi produzida depois que o presidente sugeriu, em uma transmissão ao vivo, que seus seguidores entrassem em hospitais públicos para filmar os leitos de UTI e mostrar se eles estão realmente ocupados. Na sequência, foram registradas invasões a hospitais de campanha montados para tratar pacientes infectados pela Covid-19 e agressões a profissionais de saúde.

O jornalista Hélio Schwartsman foi outro alvo do governo federal. No início de julho, quando o presidente veio a público anunciar que havia testado positivo para a Covid-19, Schwartsman publicou uma coluna na Folha de São Paulo intitulada “Por que torço para que Bolsonaro morra?”. O texto recorre à ética consequencialista para embasar a retórica de que, se todas as vidas valem o mesmo, “a morte do presidente torna-se filosoficamente defensável se estivermos seguros de que acarretará um número maior de vidas preservadas” na pandemia.

Após a publicação, o Ministério da Justiça tentou enquadrar o jornalista na Lei da Segurança Nacional (LSN).

*Estadão via Pleno News

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