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quinta-feira, 20 de abril de 2023

Resistência ao casamento gay - Anglicanos conservadores discutem saída da Igreja inglesa




O encontro de conservadores do Gafcon em Ruanda atrai 1.300 de 53 nações à medida que a irmandade anglicana do Sul Global se aproxima da fusão



Mil e trezentos anglicanos conservadores de 53 países receberão uma mensagem central, sob o tema: "A Comunhão Anglicana 'revivida, renovada e reordenada’", nesta quinta-feira (20). Eles se reuniram esta semana em Kigali, Ruanda para discutir a questão  "a quem devemos ir?".


A declaração final da 4ª Global Anglican Futures Conference (Gafcon) delineará uma resposta extremamente crítica da maioria conservadora da Comunhão Anglicana aos recentes movimentos dos bispos da Igreja inglesa para adotar orações para abençoar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.


Foley Beach, presidente do conselho de primatas da Gafcon, rede que acolheu a Igreja Anglicana na América do Norte (ACNA) na família anglicana, pediu que as províncias liberais da Comunhão Anglicana se arrependessem.


O arcebispo Stephen Samuel Kaziimba Mugalu, líder da Igreja de Uganda de oito milhões de pessoas, disse que eles ficaram desapontados porque aqueles que trouxeram o evangelho para eles estavam se afastando. "Portanto, pedimos ao arcebispo Justin que se arrependa, e eles devem reverter sua decisão, que está destruindo a Comunhão Anglicana", declarou.


O bispo Keith Sinclair, da Inglaterra, terminou seu discurso plenário matinal em lágrimas. Ele detalhou o hábito da Igreja da Inglaterra de fazer declarações contraditórias. "Em vez de enfrentar esse desacordo fundamental e as implicações para companheirismo, missão, disciplina e assim por diante", disse ele, "as diferenças são simplesmente descritas como se ambos fossem possíveis em alguma esperança de que possamos nos manter juntos em uma instituição que tem alguma história compartilhada, mas nenhuma mente comum."


Este foi um discurso de um homem que se apegava à esperança de que os evangélicos pudessem manter um lugar na Igreja da Inglaterra. No entanto, ele expressou sentimento de tristeza, pois "a igreja que Deus usou para levar o evangelho a tantas partes do mundo por causa de sua fé naquela revelação bíblica agora parecia ter sucumbido ao próprio cativeiro cultural que apelou a tantos para renunciar".


Ruanda está sediando o Gafcon desta semana. Muitos membros da Gafcon têm um histórico de boicote às reuniões da Comunhão Anglicana em Kigali, e o grupo assumiu uma postura militante contra o movimento liberal na comunhão.


O evento conta com a participação do bispo aposentado de Cingapura, Rennis Ponniah, secretário-geral da Global South Fellowship of Anglican Churches (GSFA).


Até o momento, a GSFA manteve relações com províncias liberais como os Estados Unidos e o Canadá, servindo ao lado delas em órgãos de comunhão.


Com informações: Christianity Today (20.04.23) via CPAD News

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Nikolas Ferreira é eleito o deputado federal mais votado de Minas Gerais



“Essa vitória para mim é fruto de muito trabalho, de muita luta", disse Nikolas.


O vereador de Belo Horizonte Nikolas Ferreira (PL), de 26 anos, foi eleito o deputado federal mais votado do Brasil, com 1.492.047 votos. Apoiador do presidente Bolsonaro, o jovem defende a bandeira conservadora e tem suas redes sociais como principal ferramenta de divulgação. No Instagram, por exemplo, Nikolas possui mais de 3 milhões de seguidores.

Com a eleição deste domingo (2), Nikolas é terceiro deputado federal mais votado na história do país. Ele fica atrás de Enéas Carneiro (Prona-SP), eleito em 2002 com 1,57 milhão de votos, e de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), eleito em 2018 com 1,84 milhão de votos.

"Essa vitória para mim é fruto de muito trabalho, de muita luta. É mostrar que o jovem, ele pode ser conservador e não simplesmente pensar no final de semana e ser escravo de suas vontades", disse Nikola ao jornal O Estado de Minas. "Essa vitória para mim representa que o Brasil tem esperança de que a gente está plantando aqui sementes para um Brasil com futuro muito melhor", completou.

Nikolas ganhou notoriedade em 2021 ao gravar um vídeo em que foi impedido de visitar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, por não apresentar o comprovante de vacinação contra covid-19. Ele se apresenta como "cristão, conservador e defensor da família". No seu estado, ele coordena o movimento Direita Minas. "A gente não pode deixar de mandar um recado aqui para a esquerda: vai ter que engolir o Nikolas federal", disse Nikolas neste domingo (2) após saber do resultado das urnas.

Nikolas Ferreira foi criado na comunidade Cabana do Pai Tomás. O local é conhecido por ser um dos mais violentos da cidade Belo Horizonte. O parlamentar é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e já afirmou que foi hostilizado na faculdade por suas pautas conservadoras – como o combate ao feminismo, ao que ele chama de "ideologia" de gênero e as críticas à esquerda. Para ele, os estudantes pobres são vítimas da "doutrinação ideológica". Ele defende bandeiras neoliberais na economia.

Em 2020, Nikolas foi eleito vereador por Belo Horizonte, sendo o segundo mais votado da capital mineira. Nos últimos dois anos, o político tem se destacado principalmente nas redes sociais, se tornando um dos apoiadores mais influentes de Bolsonaro na web.

Além disso, o jovem é considerado um dos principais nomes da juventude cristã. A vitória de Nikolas Ferreira reforça o grupo bolsonarista eleito para a Câmara Federal e o Senado.

Folha Gospel com informações de Congresso em Foco

Eleição 2022 trouxe o Congresso mais conservador da história


Partidos de direita dominaram a disputa por cadeiras na Câmara e no Senado

A eleição deste domingo (2) transformou o Congresso Nacional no mais conservador da história do período democrático do país, considerando o resultado obtido nos principais colégios eleitorais. Os partidos de direita, com predomínio das legendas do Centrão, conquistaram a maioria das cadeiras da Câmara e do Senado em disputa.

O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, elegeu as maiores bancadas para a Câmara em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Em São Paulo, o partido de Bolsonaro ficou com 17 cadeiras na Câmara, enquanto a federação PT /PCdoB /PV, que apoia o petista Luiz Inácio Lula da Silva, conquistou 11 vagas. No total, São Paulo tem 70 deputados federais.

Guilherme Boulos (PSOL) foi o campeão em São Paulo para a eleição de deputado federal, com 986.954 votos. A deputada Carla Zambelli (PL) foi reeleita e ocupou a segunda posição, com 935. 290 votos. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL), também reeleito, chegou em terceiro lugar com 731.574 votos.

O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles também conquistou uma vaga, sendo o quarto mais votado entre os paulistas, com 638.427 votos. Mas candidatos de direita que romperam com Bolsonaro tiveram dificuldades. Joice Hasselmann (PSDB-SP), a mulher mais votada em 2018 para deputada federal, teve apenas 13.413 votos e perdeu o cargo.

O PL de Bolsonaro se tornou o principal partido do Centrão e campeão de cadeiras na eleição para deputado federal no Rio, com 11 das 46 vagas em disputa. O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (PL) foi o segundo mais bem votado no estado, com 204.889 votos.

Em Minas, o vereador Nikolas Ferreira (PL) teve 1,5 milhão de votos, sendo o deputado federal mais votado do país, com 93,54% das urnas apuradas no estado.

Na prática, a vitória de políticos do Republicanos, do PP e do União Brasil fortalece a bancada da direita no Congresso.

O PP do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), e o União Brasil, presidido pelo deputado Luciano Bivar (PE), negociam a formação de um único partido.

A configuração que sai das urnas aumenta a chance de o grupo ficar com os cargos mais estratégicos da Câmara a partir de 2023, incluindo a presidência da Casa, ampliando o domínio sobre a elaboração do Orçamento e a votação dos projetos de lei.

A eleição para o Senado também foi marcada pela vitória de aliados de Bolsonaro e políticos que colaram seus nomes à figura do presidente. Os partidos de direita emplacaram 19 nomes.

Os ex-ministros Sérgio Moro (União Brasil-PR), Damares Alves (Republicanos-DF), Marcos Pontes (PL), Tereza Cristina (PP) e Rogério Marinho (PL-RN) foram eleitos senadores.

O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) também conquistou uma vaga no Senado e Magno Malta (PL-ES) volta à Casa.

*AE via Pleno News

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Igreja Presbiteriana do Brasil - Supremo Concílio decidirá como orientar fiéis contra pensamento de esquerda


A cúpula da Igreja Presbiteriana do Brasil é majoritariamente conservadora


A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), uma das instituições evangélicas mais tradicionais do País, em redutos locais, já abriu os púlpitos para a campanha das eleições presidenciais.

A igreja projeta criar uma comissão interna para definir regras gerais a serem repassadas aos seus pastores e arquiteta nos bastidores a aprovação de uma proposta para que os fiéis sejam orientados contra o "comunismo" e a "nefasta influência do pensamento de esquerda".

As informações são de Estado de S. Paulo e UOL.

Para se tornar uma diretriz da Igreja, a proposta ainda precisa de aprovação no Supremo Concílio, órgão máximo de deliberação da denominação.

A deliberação do assunto já está agendada para ocorrer entre os dias 24 e 31 de julho, em Cuiabá (MT).

O projeto demonstra a preocupação da Igreja em apresentar "a contradição entre Marxismo e suas variantes com o Cristianismo Bíblico" e criar orientações para "os declarados 'cristãos de esquerda ou progressistas' de suas inconsistências".


Trecho de documento da Igreja Presbiteriana pregando contra pensamentos de esquerda

O documento precisa ser aprovado na reunião em Cuiabá para se tornar um posicionamento oficial da instituição Nos bastidores, a proposta é apontada como uma pressão contra fiéis críticos ao movimento conservador.

A cúpula da Igreja Presbiteriana do Brasil é majoritariamente conservadora. Os integrantes do alto comando da instituição estão diretamente alinhados com o atual presidente e o apoiarão na tentativa de reeleição.

O relator da proposta é o reverendo Osni Ferreira, da Igreja Presbiteriana Central de Londrina (PR). No último dia 3, ele já usou o púlpito da igreja para pedir apoio à reeleição do Presidente Jair Bolsonaro (vídeo no final da matéria).

"Nós temos que reeleger Bolsonaro. Irmãos, não tem outro caminho para o Brasil. Olha a América do Sul inteira…", disse Ferreira no culto. O deputado Filipe Barros (PL-PR), aliado do atual governo e membro da igreja, estava presente e também foi escolhido pelo reverendo para sua campanha à reeleição na Câmara.

A comissão "anti-esquerda" deve ter como relator o reverendo Alfredo Ferreira de Souza, da Primeira Igreja Presbiteriana de Roraima, autor de estudos sobre "as raízes satânicas do comunismo". O grupo também deve ser formado por líderes como o próprio presidente do Supremo Concílio, Roberto Brasileiro Silva.

Roberto Brasileiro tem um filho, o advogado Gustavo Brasileiro, que já atuou como assessor especial do Ministério da Educação, e é pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Novo em Minas Gerais.

Hernandes Dias Lopes e Augustus Nicodemus Lopes, pastores conhecidos por terem milhões de seguidores nas redes sociais e influenciarem o pensamento presbiteriano no Brasil, também foram indicados para compor a comissão.

Indicado por Bolsonaro, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça também é associado à Igreja, assim como o ex-ministro do MEC (Ministério da Educação) Milton Ribeiro.

Assista abaixo vídeo do culto onde o pastor Osni Ferreira pede votos para Bolsonaro:


Com informações Folha Gospel

terça-feira, 5 de abril de 2022

Jornalista conservador expõe planos da Disney de empurrar a agenda gay para crianças


Um dos coordenadores da empresa diz que as crianças estão “recebendo todas essas informações da mídia sobre o que é normal”


O jornalista Christopher F. Rufo, do City Journal, revelou em seu Twitter uma série de vídeos expondo uma reunião de diretores da Disney falando abertamente de como a empresa de entretenimento tem empurrado a agenda gay para crianças.

A presidente corporativa da Disney, Karey Burke, por exemplo, aparece dizendo que ainda para este ano o plano da empresa é elevar para 50% o número de personagens LGBTQ+ nos desenhos. Burke, inclusive, se apresenta como mãe de crianças queers, sendo uma trans e a outra pansexual.

Em outros vídeo, a produtora de animação da Disney, Latoya Raveneau, diz que "não teve medo de ter dois personagens se beijando ao fundo". Ela revela ainda que "sempre que podia, acrescentava o tema homossexual" e que nada a impedia de fazer isso.

Outra diretora da Disney que também trabalha para a promoção da homossexualidade é Vivian Ware, diretora de diversidade e inclusão da empresa, que aparece em um vídeo dizendo aos funcionários do parque que não usem mais as saudações “senhores e senhoras”.

Um dos vídeos mais chocantes expostos pelo jornalista conservador é a fala de Allen March, coordenador de produção da Disney, reconhecendo o papel da mídia, incluindo a Disney, de formar a opinião das crianças e assim transformar a mente da próxima geração. "Todo esse conteúdo vai para as crianças, que não sabem nada disso", disse ele.

March disse que as crianças estão "recebendo todas essas informações da mídia sobre o que é normal", acrescentando que "há muito poder nisso e só precisa ser reconhecido".

Os vídeos e os comentários do jornalista estão em inglês e podem ser acessados aqui.

Fonte: JM Notícia

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

‘Bolsonaro argentino’ é eleito, e coalizão conservadora decola


Javier Milei chamou o presidente Alberto Fernández de "tirano"

O economista argentino Javier Milei, admirador de Trump e de Bolsonaro, foi eleito deputado federal por Buenos Aires, no último domingo (14). Javier lidera também uma frente conservadora chamada A Liberdade Avança, que ficou em terceiro lugar na capital.

Apelidado de “Bolsonaro argentino”, Javier é ferrenho defensor do liberalismo econômico, contrário ao aborto e a favor da liberação do porte de armas. O político também apresenta fortes críticas ao socialismo.

Embora A Liberdade Avança tenha ficado em terceiro lugar, com 17% dos votos da capital, o “pódio” das coalizões em Buenos Aires contou apenas com uma frente governista: a Frente de Todos, que obteve 25,1% dos votos. A que alcançou o maior número de votos foi a coalizão de oposição Juntos pela Mudança, com 47% dos votos.

Javier comemorou a vitória em uma tradicional casa de shows de Buenos Aires, onde chamou o presidente argentino Alberto Fernández de “tirano”.

De acordo com o jornal argentino Diário Clarín, o economista ainda teria dito: “[Sou] um leão e venho derrubar esse modelo da casta política”, em referência ao seu bordão “a casta tem medo”.

Fonte: Pleno News


domingo, 2 de maio de 2021

Parlamentar cristã formalmente acusada por opiniões conservadoras sobre casamento e sexualidade

O Procurador-Geral da Finlândia acusou formalmente uma parlamentar cristã depois que ela expressou uma visão tradicional sobre casamento e sexualidade.

Päivi Räsänen, a ex-Ministra do Interior do país, é acusada de “discurso de ódio” por causa de seus comentários em um panfleto de 2004, um programa de TV de 2018 e um tweet recente.

Três acusações foram feitas contra Räsänen, cada uma delas com uma sentença de prisão de dois anos.

A política cristã de 61 anos foi interrogada pela primeira vez pela polícia em 2019, depois de criticar a Igreja Luterana Finlandesa – da qual ela é membro – por seu apoio oficial a um evento do Orgulho LGBT.

Após a decisão do Procurador-Geral de apresentar acusações formais, a parlamentar disse que não iria deixar de partilhar as suas opiniões.

Não posso aceitar que expressar minhas crenças religiosas possa significar prisão. Não me considero culpada de ameaçar, caluniar ou insultar ninguém”, disse ela.

Minhas declarações foram todas baseadas nos ensinamentos da Bíblia sobre casamento e sexualidade".

Defenderei meu direito de confessar minha fé, para que ninguém mais seja privado de seu direito à liberdade de religião e de expressão".

Eu mantenho a visão de que minhas expressões são legais e não devem ser censuradas. Não vou recuar de minhas opiniões. Não serei intimidada a esconder minha fé".

Quanto mais os cristãos se calam sobre temas polêmicos, mais estreito fica o espaço para a liberdade de expressão”.

Räsänen está sendo apoiada em seu caso pela Alliance Defending Freedom. O diretor executivo do grupo de defesa, Paul Coleman, disse que a decisão do Procurador-Geral teria um “efeito inibidor” sobre a liberdade de expressão.

A liberdade de expressão é uma das pedras angulares da democracia. A decisão do Procurador-Geral finlandês de apresentar essas acusações contra o Dr. Räsänen cria uma cultura de medo e censura”, disse ele.

É preocupante que tais casos estejam se tornando muito comuns em toda a Europa. Se funcionários públicos como Päivi Räsänen são criminalmente acusados ​​de expressar suas crenças profundas, isso cria um efeito assustador para o direito de todos de falar livremente.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

terça-feira, 13 de abril de 2021

Após 14 anos de governo de esquerda, Equador elege presidente conservador



Foram três tentativas até que Guilhermo Lasso conseguiu obter a maioria dos votos e se tornou o novo presidente do Equador


Na noite do último domingo (11), a população do Equador elegeu como presidente o empresário conservador Guillermo Lasso.

Foram 52,5% dos votos contra 47,50% de Andrés Arauz, esquerdista que representava o governo que há 14 anos liderava o país.

Lasso tentava a presidência pela terceira vez e obteve a vitória. “Agradeço a Deus por todas as bênçãos que concedeu ao povo equatoriano. Devemos isso a ele. Devo a ele todas as bênçãos que ele me deu durante minha vida “, disse o novo presidente durante o seu primeiro discurso.

Aborto e defesa da comunidade LGBT
 
Durante seu primeiro discurso, Lasso falou sobre temas polêmicos como a legalização do aborto.

O novo presidente diz que “acredita na vida desde a concepção” e que não pretende mudar este princípio. Ele se declara inimigo do socialismo do século 21 promovido pela Venezuela e Cuba, cujo capítulo equatoriano se identifica com a Revolução Cidadã liderada por Rafael Correa.

Aos grupos LGBT, ele disse: “Vou cumprir meu compromisso de protegê-los para evitar que sejam estigmatizados e escolhidos por seu modo de ver a vida”.

O presidente eleito encerrou seu discurso invocando a ajuda divina. “Peço a Deus que continue nos abençoando e nos dê sabedoria para governar”.

domingo, 3 de janeiro de 2021

Noblat faz enquete sobre aborto, mas 73% se manifestam contra - Veja aqui os detalhes


Pesquisa encontrou resultados similares em pesquisa feita em 2019

Forte opositor do governo do presidente Jair Bolsonaro, o jornalista Ricardo Noblat resolveu publicar uma enquete sobre aborto em sua conta no Twitter, mas a ideia acabou virando um tiro no pé, com 73% das pessoas respondendo que são contra a medida.

Publicada no sábado (2), a enquete fazia a seguinte pergunta: O que você acha da legalização do aborto?”.

Com 23.621 votos registrados, a pesquisa mostrou que 73,9% são contrários à prática do aborto, ante 26,1% que se dizem favoráveis.

Ricardo Noblat fez pesquisa sobre aborto que teve 73% de pessoas contra Foto: Reprodução

Mesmo sem ter cunho científico e sendo apenas uma pesquisa de opinião, a enquete teve resultados similares aos encontrados em junho de 2019, quando o instituto Paraná Pesquisas ouviu 2.071 pessoas e questionou a população brasileira sobre o tema em questão.

Segundo o levantamento, três quartos dos brasileiros, ou 75,4%, disseram ser contrários ao aborto em qualquer situação. Outros 18,8% afirmaram ser favoráveis ao aborto em qualquer situação e 5,8% não responderam. No Brasil, o aborto só não é qualificado como crime em três situações: estupro, risco de vida ou anencefalia do feto.

Fonte: Pleno News

sábado, 1 de agosto de 2020

Blogueiro faz denúncia contra ministros do STF: “Querem cassar o presidente Bolsonaro”

Allan dos Santos - Blogueiro investigado no inquérito do STF que apura fake news sai do Brasil e faz denúncias graves contra ministros da suprema corte e embaixadas de países comunistas

O blogueiro Allan dos Santos, responsável pelo site Terça Livre e investigado no inquérito das fake news do Supremo Tribunal Federal (STF), fez graves denúncias nesta sexta-feira (31).
Santos afirma ter deixado o Brasil por temer sua vida e de seus familiares e gravou um vídeo dizendo que o ministro Luís Roberto Barroso quer armar um golpe para cassar a chapa Bolsonaro e Mourão.
Para isso, escutas teriam sido colocadas em sua casa durante as duas visitas que o blogueiro recebeu da Polícia Federal. A ideia seria encontrar qualquer ligação entre o presidente e os blogs que são acusados de promover notícias inverídicas contra desafetos de Bolsonaro e seus filhos.
"Eles querem cassar o presidente Bolsonaro, estão fazendo escuta telefônica. Fizeram duas buscas e apreensões na minha casa para colocar escuta e e ninguém teve duas buscas e apreensões. Na minha casa eu creio que foi a única", diz trecho do vídeo.
Allan dos Santos também fala que a China e a Coreia do Norte também estariam o perseguindo. "Se alguma coisa acontecer comigo ou com minha família, só veio dessas pessoas e grupos: das embaixadas da China e da Coreia do Norte em Brasília, do advogado Kakay (Antonio Carlos de Almeida), do Partido dos Trabalhadores, do Barroso ou do Alexandre de Moraes. Estou colocando minha vida em risco dando essa informação. A única maneira de dar essa informação era fora do país", disse.
Fonte: JM Notícia
Assista:

domingo, 28 de junho de 2020

Após censura, conservadores boicotam Twitter e se reúnem em novo aplicativo de mídia social

Os principais legisladores e ativistas conservadores dos EUA estão se mudando para um novo aplicativo de mídia social – Parler – enquanto o Twitter continua a reprimir o discurso do segmento.
Somente nesta semana, Parler, que se autodenomina uma "rede social de liberdade de expressão", viu um aumento de 50% em novos usuários, de acordo com o Mediaite . O êxodo ocorre quando o Twitter, um site de propriedade progressiva, continua a sinalizar tweets do presidente Donald Trump, cuja conta é o primeiro resultado se alguém procurar "racista" no site.
O Twitter também suspendeu permanentemente as contas de um popular criador de memes conservador, bem como de um especialista amplamente conhecido da direita.
O senador Ted Cruz (R-Texas) postou um vídeo quinta-feira anunciando que ele se juntaria a Parler. No vídeo, o ex-candidato à presidência disse que a plataforma nascente "entende o que é a liberdade de expressão".
"Vamos falar; vamos falar livremente e terminar com a censura no Vale do Silício", disse o senador, observando sites como YouTube, Facebook e Twitter, "uma capacidade incomparável de moldar o que os americanos veem, ouvem e, finalmente, pensam".
O deputado Devin Nunes (Califórnia) também se juntou a Parler. Muitos líderes de pensamento conservadores também adicionaram o novo aplicativo a seus canais de mídia social, de acordo com o The Washington Examiner .
O escritor conservador Sean Davis escreveu que o fundador e CEO do Twitter, Jack Dorsey, "não tem tolerância" por Trump "anunciar que ele defenderá o estado de direito", referindo-se a um cargo presidencial suprimido pelo Twitter.
Em apenas alguns dias, Parler passou de cerca de um milhão de usuários para 1,5 milhão, de acordo com dados fornecidos ao Mediaite. Note-se, é claro, que esse número é incrivelmente pequeno em comparação aos 330 milhões de usuários atualmente no Twitter.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Pastor Henrique Vieira (PSOL) vê conservadores como representantes dos “coronéis da fé”



O pastor e militante de esquerda Henrique Vieira (PSOL) defendeu que o conceito de família seja ampliado e que o conservadorismo seja combatido porque seria uma forma de violência contra negros e mulheres.
Vieira participou do debate "Democracia em Colapso?", promovido pelo Sesc e pela Boitempo, no Sesc Pinheiros, em São Paulo, na última quarta-feira, 16 de outubro. Em sua fala, o líder da Igreja Batista do Caminho mais uma vez referiu-se aos evangélicos conservadores como "fundamentalistas".
"Para os fundamentalistas, há uma verdade e uma tradição que estão sendo corroídos pelas feministas e pelos LGBTs. Há um senso de que os corpos em movimento na história estão acabando com essa verdade e são uma ameaça ao código tradicional", afirmou. "Mas domesticar o corpo é também anular a potencialidade subversiva de reinventar o mundo"
De acordo com informações da Folhapress, Vieira recorreu a um icônico líder evangélico norte-americano para contrapor a defesa do conservadorismo no Brasil: "Se Silas Malafaia é evangélico, Martin Luther King também era. Achar que todos são iguais é não reconhecer que há disputas dentro desse meio. Se acreditarmos que todo evangélico é conservador, entregamos o futuro do nosso país nas mãos dos coronéis da fé", disse, reiterando suas críticas ao líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC).
Em seguida, Henrique Vieira foi mais enfático ao se posicionar contra a ideia de que a família é fruto de um casamento entre homem e mulher e sua prole: "A ampliação do conceito de família é a melhor forma de dizer que as pessoas podem ser felizes com ou sem família. Devemos considerar o chão onde pisa a classe trabalhadora", concluiu.
Fonte: Gospel+

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Evangélicos bolivianos se inspiram em brasileiros para eleger presidente conservador


Eleição de Bolsonaro dá esperança para cristãos na Bolívia, cuja parcela da população protestante subiu de 7,6% em 1985 para 17% hoje.


A Bolívia está passando por algumas transformações sociais, e uma das mais importantes vêm da luta que os cristãos têm feito pela liberdade religiosa e de culto, direitos que foram tirados no texto constitucional de 2009, tornando a Bolívia um país secular.

A Constituição boliviana de 2009 foi promulgada pela administração de seu primeiro líder indígena, o presidente Evo Morales, deixou qualquer menção à fé histórica de seus colonizadores espanhóis, reforçando a posição de suas religiões pré-coloniais.

Um avanço houve neste ano, quando o presidente aprovou em abril a Lei de Liberdade Religiosa, Organizações Religiosas e Crenças Espirituais, que concede aos evangélicos os mesmos direitos que os católicos têm.

No entanto, os cristãos evangélicos bolivianos querem mais, e não querem ser submissos ao Estado.

Em seus crescentes números e confiança, os cristãos conservadores da Bolívia estão seguindo um padrão estabelecido no Brasil, onde os evangélicos teriam desempenhado um papel importante na eleição do presidente de direita Jair Bolsonaro no ano passado, diz a Religion News Service.

Na Bolívia, onde as eleições gerais estão agendadas para outubro, Morales se opõe em sua busca pelo quarto mandato de Víctor Hugo Cárdenas, cujo vice, Humberto Peinado, é pastor da Igreja da Família Cristã em Santa Cruz.

Em recente entrevista a um jornal local, Página Siete, Peinado afirmou que o mundo está passando por uma "Primavera Cristã" e que os evangélicos estão ajudando a derrubar “socialistas populistas” em todo lugar, do Brasil até os Estados Unidos.

Inspiração para a América Latina
Diante da promessa do presidente Jair Bolsonaro em transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, o apóstolo Francisco Nicolau, da Igreja Batista das Nações, disse em entrevista ao Guiame ter expectativas sobre o futuro do Brasil.

Nicolau acredita que o pioneirismo do Brasil em relação a Israel pode influenciar outros países latino-americanos. "Eu creio que a América Latina está olhando qual vai ser a posição do Brasil, até por causa de toda a situação da América Latina. O Brasil, mais uma vez, vai poder ser modelo nesse quesito".

Outro líder que falou sobre a inspiração que o Brasil traria à AL foi o pastor americano John Hagee, pastor sênior da Cornerstone Church e fundador da organização Cristãos Unidos por Israel.

Hagee incentivou os pastores brasileiros a apoiarem Israel de forma prática e apontou Israel como um fator de unidade entre os cristãos. O apoio a Israel pode “trazer bênçãos sobrenaturais, unidade espiritual e prosperidade para o Brasil”. Ele também disse que o “Brasil tem a chave para a América do Sul”.

Mobilização
Irritados quando a Carta de 2009 fracassou em reconhecê-los, as denominações protestantes passaram a última década mobilizando seu crescente número de seguidores, finalmente forçando uma lei de liberdade religiosa que codifica seu status fiscal e, talvez mais importante, dando-lhes posição na sociedade boliviana.


"Pela primeira vez, as entidades religiosas têm uma identidade legal, com direitos de autodeterminação e independência do Estado", disse Munir Chiquie, presidente da Associação Nacional de Evangélicos da Bolívia, também conhecida como ANDEB.

O ponto de inflexão da longa campanha de reconhecimento dos evangélicos veio em dezembro de 2017, quando o governo de Morales substituiu o código penal escrito sob o presidente ditatorial da Bolívia, o ex-general Hugo Banzer, que também é considerado pastoreador do país em direção à democracia. 1980s.

Os cristãos evangélicos, liderados pelo ANDEB, protestaram contra uma provisão do novo código penal, Artigo 88, visando combater o terrorismo e o tráfico, que estabeleceu uma sentença de 12 anos de prisão para quem "capturar, transportar, transferir, privar de liberdade, receber ou anfitriões" com o propósito de recrutá-los para "participação em conflitos armados ou em organizações religiosas ou cultuais".

Os cristãos alegaram que a linguagem do Artigo 88 era tão expansiva e vagamente escrita que poderia resultar na perseguição de líderes religiosos por evangelizar. O artigo provocou críticas em toda a América do Sul, e os evangélicos despertaram temores de que isso resultaria na criminalização da pregação em público. O ANDEB organizou um dia nacional de jejum e oração em protesto.

O presidente Morales negou que a medida tenha a intenção de aniquilar a evangelização, mas, dentro de dois meses depois de promulgar o novo código, ele decidiu revogá-lo. "Ficou claro depois que o artigo havia sido mal escrito e sua real intenção não era nos criminalizar", disse Chiquie. "Mas nós protestamos, e a lei - que tinha outros problemas importantes - foi suspensa."

Esta vitória intermediária levou os evangélicos a pressionar por mudanças adicionais. Eles reviveram suas críticas à Constituição de 2009, que sentiram as crenças tradicionais andinas privilegiadas que antecederam o império inca e se opuseram fortemente a novos projetos de lei relativos à sexualidade e ao gênero.



Em 2017, um artigo da lei de identidade de gênero que permitia o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi declarado inválido pelo Tribunal Constitucional da Bolívia.

"Outra ameaça à liberdade religiosa foi colocada pelo surgimento de temas como a ideologia de gênero", disse Chiquie. "Alguns segmentos da sociedade estavam propondo restrições ao direito dos evangélicos de discordarem deles." Também se tornou gradualmente mais difícil para os líderes evangélicos expressarem suas opiniões nas escolas e na mídia, disse ele.


Submissão ao estado
O rascunho que se tornou o ato de liberdade religiosa estava circulando desde alguns anos depois que a nova constituição entrou em vigor, mas foi interrompida até cerca de cinco anos atrás, quando o governo de Morales assumiu o projeto. As conversações avançaram lentamente até que o desastre do Artigo 88 turbocomprasse as negociações entre funcionários do governo e organizações cristãs.

A nova lei, que Morales assinou em abril, impõe regulamentações a organizações religiosas, incluindo a exigência de relatar suas atividades ao governo anualmente, mas, em contrapartida, nenhum imposto é cobrado sobre elas. E o próprio fato de ser monitorado lhes dá legitimidade aos olhos do governo que as igrejas protestantes nunca desfrutaram.

Julio Córdova, um sociólogo que estudou os evangélicos da Bolívia, disse que a verdadeira vitória da lei é a visibilidade que ela concede.

Córdova também acredita que a legislação é em grande parte simbólica. "De uma perspectiva estritamente legal, essa lei não é tão importante. Estabelece os procedimentos administrativos para registrar as entidades religiosas e não muito mais que isso", afirmou.

Mas Córdova e outros especialistas disseram que o processo de aprovar a lei em si marca um ponto de virada para as denominações cristãs que historicamente tendem a manter distância da política.

Sua busca por um papel mais amplo nos assuntos do país veio como a parcela da população na Bolívia que é protestante aumentou de 7,6% em 1985 para 17% hoje.

De fato, alguns cristãos evangélicos estão pressionando por um maior reconhecimento. Já existe uma campanha contra a nova lei de liberdade religiosa, promovida por cristãos conservadores, alegando que ela força as igrejas a se submeterem ao estado.

Fonte: Guiame
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