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quarta-feira, 17 de novembro de 2021

‘Bolsonaro argentino’ é eleito, e coalizão conservadora decola


Javier Milei chamou o presidente Alberto Fernández de "tirano"

O economista argentino Javier Milei, admirador de Trump e de Bolsonaro, foi eleito deputado federal por Buenos Aires, no último domingo (14). Javier lidera também uma frente conservadora chamada A Liberdade Avança, que ficou em terceiro lugar na capital.

Apelidado de “Bolsonaro argentino”, Javier é ferrenho defensor do liberalismo econômico, contrário ao aborto e a favor da liberação do porte de armas. O político também apresenta fortes críticas ao socialismo.

Embora A Liberdade Avança tenha ficado em terceiro lugar, com 17% dos votos da capital, o “pódio” das coalizões em Buenos Aires contou apenas com uma frente governista: a Frente de Todos, que obteve 25,1% dos votos. A que alcançou o maior número de votos foi a coalizão de oposição Juntos pela Mudança, com 47% dos votos.

Javier comemorou a vitória em uma tradicional casa de shows de Buenos Aires, onde chamou o presidente argentino Alberto Fernández de “tirano”.

De acordo com o jornal argentino Diário Clarín, o economista ainda teria dito: “[Sou] um leão e venho derrubar esse modelo da casta política”, em referência ao seu bordão “a casta tem medo”.

Fonte: Pleno News


quinta-feira, 11 de julho de 2019

Deputado de oposição a Bolsonaro diz que Reforma da Previdência “desrespeita” a Bíblia

A Reforma da Previdência foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados na última quarta-feira, 10 de julho. Durante os pronunciamentos dos parlamentares, um representante da oposição usou a tribuna para dizer que a proposta não respeitava a Bíblia Sagrada.
O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) conseguiu larga margem para a aprovação do projeto de emenda constitucional (PEC) que altera os parâmetros da Previdência, garantindo que o sistema de contribuição e aposentadoria tenha suas contas reequilibradas, assim como grande parte dos privilégios de categorias específicas sejam reduzidos, tornando o sistema mais justo.
Por 379 votos (eram necessários "apenas" 308) contra 131, o texto-base da proposta foi aprovado. De acordo com informações do portal G1, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) fez um discurso durante a sessão defendendo a proposta de Reforma da Previdência, assim como o equilíbrio das contas públicas e as instituições que formam a República.
"As soluções dos problemas da pobreza, dos problemas dos brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, dos problemas de milhões de desempregados passam pela política. E não haverá investimento privado, mesmo com reforma tributária, mesmo com reforma previdenciária, se nós não tivermos uma democracia forte. Investidor de longo prazo não investe em país que ataca as instituições", afirmou.
A vitória – que já era esperada pelo governo – superou as expectativas dos articuladores do governo. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), estimava que a proposta receberia cerca de 330 votos a favor.
Bíblia e viúvas
O deputado de oposição Bira do Pindaré (PSB-MA) afirmou que o projeto de Reforma da Previdência era injusto, e usou a Bíblia Sagrada para justificar sua posição política contrária à proposta, segundo o portal O Imparcial.
"Não estão respeitando nem a bíblia. Isaías, 1:17, diz assim: Aprendam a fazer bem; busquem o direito; socorram o oprimido", disse o parlamentar. 
"Desde o começo, aqui, se falava em combater privilégios. Mas, na verdade, a máscara caiu. Estão é fortalecendo os privilégios dos poderosos deste país, como os ruralistas, que estão ganhando beneficio de 83 bilhões de reais. Enquanto o trabalhador, de carteira assinada, o pedreiro, o gari, a empregada doméstica", acrescentou.
Bira do Pindaré, além de misturar temas, omitiu de seu discurso o risco iminente de falência do sistema previdenciário brasileiro caso não sejam colocadas em prática as alterações nas regras atuais. Todos os anos, o governo federal retira dinheiro dos impostos, que inicialmente seriam investidos em educação, saúde, segurança e outras iniciativas, para pagar aposentadorias, pensões e benefícios aos trabalhadores.
As viúvas também foram mencionadas no debate, já que as regras atuais serão modificadas. Atualmente, ao perder o cônjuge, o contribuinte recebe uma pensão e, ao se aposentar, pode acumular os dois benefícios. Com as novas regras, as viúvas (assim como os viúvos) passarão a receber um benefício integralmente e uma parte do correspondente ao cônjuge falecido, podendo ainda escolher o mais vantajoso para receber na integralidade.
No entanto, para o pastor Silas Câmara (PRB-AM), presidente da bancada evangélica, a regra não está em um formato satisfatório. Ele expressou descontentamento ao ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, o novo articulador do governo federal junto ao Congresso.
Ramos – general da reserva do Exército Brasileiro – perguntou a Silas Câmara antes da votação se a reforma seria aprovada. "Olha, essa coisa das viúvas acho difícil, é um direito que está na Bíblia", respondeu o pastor, referindo-se à alteração nas regras para concessão de pensões para viúvos e viúvas que acumulam benefícios.
De acordo com o jornal O Globo, o ministro fez-se de desentendido: "Mas viúva de quem?", brincou Ramos, antes de iniciar o diálogo com outro parlamentar.
O novo ministro, que também é evangélico, afirmou na cerimônia de transmissão de seu antigo cargo, à frente do Comando Militar do Sudeste, que havia pedido a Deus a "sabedoria de Salomão" para seu novo desafio.
Fonte: Gospel+

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Ciro Gomes e Marina Silva se reúnem em Brasília e falam sôbre oposição democrática


Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (REDE) se reuniram, nesta quarta-feira (7), na sede do partido da ambientalista. Opositores declarados do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), os políticos traçaram estratégias para o que eles chamam de uma oposição democrática.
– Hoje recebi a visita do Ciro Gomes em Brasília. Trocamos ideias sobre o desafio de uma oposição democrática, que seja comprometida com o desenvolvimento sustentável, a defesa das instituições e do interesse nacional – escreveu Marina no Twitter.
Marina ainda informou que o senador Randolfe Rodrigues tem buscado apoio no Congresso em lideranças de partidos que compartilham desses mesmos princípios.
Já Ciro Gomes, que replicou foto do encontro em suas redes sociais, disse que a pauta da reunião foi o futuro do Brasil, principalmente em relação à defesa da institucionalidade democrática, dos interesses nacionais e da pauta das populações mais vulneráveis.
Fonte: Pleno News

domingo, 28 de outubro de 2018

'Não quero fazer campanha para o PT nunca mais', diz Ciro Gomes antes de votar em Fortaleza


Ciro disse ainda que fará oposição a qualquer um dos vencedores na disputa à Presidência da República.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), candidato derrotado à Presidência da República no primeiro turno, disse ao votar em Fortaleza neste domingo (28) que não pretende mais fazer campanha para o Partido dos Trabalhadores (PT). "Eu não tô neutro, não. Desde a primeira hora, eu tomei posição. Eu não quero é fazer campanha com o PT, nunca mais", disse.

Ciro ressaltou que fará oposição a qualquer um dos eleitos neste segundo turno. "Minha posição é a mesma de antes. Se que quisesse aderir a alguma das duas forças eu teria feito antes. O Brasil precisa desesperadamente desarmar essa bomba da confrontação miúda que vem destruindo a economia brasileira", afirmou.

"Faz quatro anos que o Brasil não para pra trabalhar, com a oposição rasteira e destrutiva. Mais de 13 milhões de desempregados, o empresariado colapsado com endividamento altíssimo, mais de 63 mil homicídios ao ano e o debate nacional marcado pelo radicalismo estreito e intolerante. Isso não é bom conselheiro para o futuro do País", afirmou o pedetista.

O ex-candidato divulgou um vídeo neste sábado (27) no qual dizia que não querer tomar lado na disputa presidencial e pediu que a população votasse pela democracia, contra a intolerância e pelo pluralismo.

Fonte G1

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Frente de Evangélicos publica manifesto contra a candidatura de Bolsonaro - COMENTO A NOTÍCIA


Em nota, movimento diz que as ideias defendidas pelo candidato negam "valores básicos do Evangelho" e ameaçam a democracia

São Paulo – A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento criado em 2016 em resistência ao golpe parlamentar que levou Michel Temer ao poder, publicou nesta sexta-feira (28) um manifesto contrário ao discurso do candidato à Presidência da República nas eleições de 2018, Jair Bolsonaro(PSL).
No documento, os religiosos se posicionam contra o armamento da população, uma das bandeiras do presidenciável. "Armar a população é estimular a barbárie, atribuindo ao cidadão a responsabilidade por sua defesa pessoal".
O manifesto também faz duras críticas contra a incitação à violência, racismo, sexismo e autoritarismo evidenciados nas declarações do candidato, além de lembrar que o apoio à prática da tortura é crime de lesa humanidade.
"O Evangelho de Jesus Cristo defende a vida de todas as pessoas, especialmente a vida dos mais fracos, física, social, econômica, educacional, racial e moralmente. Foi entre essas pessoas que Jesus andou, tendo sido, ele mesmo, uma delas. Por isso, e por todos os brasileiros, reconhecemos que a candidatura de Bolsonaro é alimentada pelo ódio, sendo o oposto à proposta do Evangelho", assinala o documento.
Segundo Ariovaldo Ramos, que é um dos coordenadores nacional da Frente de Evangélicos, além de pastor da Comunidade Cristã Reformada, não é possível encontrar amparo, na cosmovisão cristã, para o apoio ao discurso do ex-capitão do Exército. "A pregação do candidato é uma pregação que retoma, no Brasil, máximas nazistas que são repudiadas por todo mundo moderno. O seu discurso representa uma cosmovisão que a humanidade rejeitou. Que é a cosmovisão nazista", opina. E acrescenta: "Não é possível porque o candidato possui uma postura excludente, classificando as pessoas como do bem ou outras do mal".
Ariovaldo explica que repudiar e denunciar o discurso não significa apoiar ou direcionar o voto a nenhuma outra candidatura e adverte que pastores não possuem a prerrogativa de determinar em quem os membros de suas igrejas devam votar. "Isso é uma apropriação indébita. Igreja não é partido político. Não tem candidato. A liderança não tem essa autoridade."
Ele observa também que é falsa a narrativa de que a maioria dos evangélicos sejam favoráveis à eleição do presidenciável de extrema direita. "Os resultados (das pesquisas) denunciam o que sempre soubemos. Essas lideranças não falam pela maioria dos evangélicos. Falam por interesses próprios e não confessados. Não queremos julgar quais interesses são esses porque as Escrituras não nos autorizam a isso."
A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito reúne mais de 10 mil evangélicos de diferentes denominações, como Igreja Batista, Igreja Presbiteriana Independente e do Brasil, Assembleia de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, entre outras, em todo o país e no exterior.
Segundo a jornalista Nilza Valéria, que também está na coordenação nacional da Frente de Evangélicos, haverá mobilização de mulheres no movimento #elenão nas principais cidades do país. "Temos o grupo de mulheres organizado no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e em outros locais que temos presença. Não apenas as mulheres, mas todos da Frente estarão apoiando os atos amanhã". Em São Paulo o encontro será neste sábado(29), às 14h30, na Estação de Metrô Faria Lima, no Largo da Batata.
A jornalista lembrou da alta taxa de rejeição que Bolsonaro possui entre os evangélicos (41% dos evangélicos ouvidos na pesquisa Ibope do último dia 25 dizem que não votariam no candidato) e, em especial, entre as mulheres (54% de rejeição).
"As mulheres evangélicas estão rejeitando a candidatura do Bolsonaro. Não há aderência da candidatura dele dentro desse segmento, mesmo que alguns pastores e líderes peçam voto", afirma Nilza Valéria. Para ela, esse é um motivo de esperança e celebração. Uma boa-nova, que também é um dos significados para a palavra evangelho. 
Leia a íntegra do documento logo abaixo:
"Nota da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
Pode um crente votar em Bolsonaro?
Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão" (Gálatas 5.1)
Nós, da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, compomos um movimento formado crentes em Cristo Jesus. Fazemos parte das mais variadas igrejas e denominações e além da fé, possuímos a certeza de que a democracia é um sistema que permite a garantia de direitos e a construção da cidadania plena.
Assim – diante de tantas cartas e posições de líderes religiosos que reconhecem a candidatura de Bolsonaro como messiânica – nos manifestamos contra as suas posições, levantando nossa voz em nome da justiça, como fizeram os profetas, os primeiros cristãos e milhares de crentes ao longo da história.
Levantamos nossa voz contra a violência, contra o machismo, contra o racismo, contra o preconceito, contra o sexismo, contra o autoritarismo e contra a exclusão manifestadas por Bolsonaro no exercício na vida política, e em seu excludente programa de governo, divulgado como solução para a realidade brasileira.
Afirmamos que armar a população não é política de segurança pública, pelo contrário, é declarar-se incompetente para desenvolver segurança eficaz para todos. Armar a população é emular a barbárie, atribuindo ao cidadão a responsabilidade por sua defesa pessoal. Também não é política de segurança pública premiar policiais que mais matarem "bandidos". Isso é rito sumário e incitação à violência e ao assassinato.
Desacatar mulheres, sugerindo a sua inferioridade em relação ao homem, não é uma política de justiça e respeito, é misoginia, é assédio moral, é crime. Aludir a possibilidade de estupro em relação a alguém não é descuido verbal, é violência inominável e crime inafiançável.
Apoiar a prática da tortura é crime de lesa humanidade, elogiar torturadores, não é política de segurança nacional, é crime. Dizer que negros quilombolas não servem nem para reproduzir, não é grosseria, muito menos política de igualdade racial: é racismo e crime inafiançável. Deplorar seres humanos porque se entendem de modo diferente não é defesa da família, é desamor ao próximo.
Sabemos que o Evangelho de Jesus Cristo defende a vida de todas as pessoas, especialmente a vida dos mais fracos, física, social, econômica, educacional, racial e moralmente. Foi entre essas pessoas que Jesus andou, tendo sido, ele mesmo, uma delas. Por isso, e por todos os brasileiros, reconhecemos que a candidatura de Bolsonaro é alimentada pelo ódio, sendo o oposto à proposta do Evangelho, daquele que sendo Deus se fez humano e habitou entre nós.
Assim, convidamos o povo evangélico a repudiar as posições esboçadas por essa candidatura que propaga o ódio ao próximo e nega valores básicos do Evangelho, além de ameaçar o restabelecimento da democracia no Brasil. Afinal, como lembra e exorta o apóstolo, foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçamos firmes e não nos deixemos submeter novamente a um jugo de escravidão.
Deus abençoe o Brasil e nos dê sabedoria para votar com liberdade, jamais pelo medo ou ódio, mas somente movidos pelo amor e pela justiça.
28 de Setembro de 2018"
Fonte: RBA
MEU COMENTÁRIO

O bom da democracia é justamente isso, quem quer ser a favor que seja, quem entende que deve ser contrário que se manifeste, afinal todos tem o direito.

No meu ponto de vista, 10.000 evangélicos é uma parcela muito pequena dentro do contexto da totalidade, mas que exercem dignamente o seu direito democrático se manifestar.

Por outro lado, não vejo qualquer líder evangélico lutando para que seus liderados do ponto de vista da religião votem em Bolsonaro, vejo sim, posicionamentos pessoais e na maioria dos casos, o líder simplesmente consolidando um anseio que já vem das próprias bases e, se ele nada falar, ou falar contrariamente, nada mais vai mudar o que está acontecendo nesta campanha.

Jair Bolsonaro não tem dinheiro, relevância partidária, nem tempo de rádio e televisão, e surge como uma espécie "gigante" a ser derrubado por todos os outros juntos. Não será que o "status quo" da política vigente teria que repensar e analisar o que está acontecendo?

A análise de um extrato mais aprofundado das pesquisas publicadas, mostra claramente que não é questão de ser evangélico ou católico, pobre ou rico, sulista ou nortista, mas que a sociedade quer, precisa e está exigindo mudança no comportamento dos políticos. Ninguém está "fazendo a cabeça" da população, 

Se tem evangélico contra e evangélico a favor, isso é muito bom, mostra que não há predominância do chamado "curral eleitoral" e ou "voto de cabresto", sem entrar aqui no mérito de quem está certo ou errado.

Do ponto de vista espiritual não cabe o meu comentário neste post, agora, do ponto de vista eleitoral e da cidadania, o resultado do próximo domingo será o resultado da liberdade de expressão que ainda temos, graças a Deus, enfim, seja ele qual for, o da consolidação da nossa jovem democracia.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Partidos de oposição lançam Frente Ampla na Câmara pela soltura de Lula e outras causas - Saiba quais são

Deputada Luciana Santos, presidente nacional do PCdoB

Impeachment de Dilma, morte de Marielle e prisão de Lula são citados como "ataques à democracia"

Sete partidos de oposição ao governo de Michel Temer lançaram na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (18), uma Frente Ampla em Defesa da Democracia. Na ocasião também foi lido um manifesto pela democracia, soberania nacional e direitos do povo brasileiro.
Com a frente, PDT, PT, PSB, PCdoB, Psol, PCB e PCO pretendem resistir a um momento que consideram preocupante para a democracia brasileira.
Presidentes desses partidos e integrantes de suas executivas mencionaram fatos do noticiário do País que consideram graves, como o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a reforma trabalhista, a possibilidade de privatização da Eletrobras, o assassinato da vereadora carioca pelo Psol Marielle Franco e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmam ser política.
A preocupação também diz respeito às eleições de outubro. A oposição teme que elas não ocorram ou que determinados candidatos, como o próprio Lula, sejam impossibilitados de concorrer.
Lula
Para a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, do Paraná, a prisão de Lula está diretamente ligada ao que chamou de ataque à democracia brasileira. "Lula simboliza a resistência e a luta de um povo que nunca teve seus direitos olhados pela elite que hoje governa o Brasil", disse. Ela acredita que Lula é inocente e foi condenado sem provas no caso do tríplex do Guarujá (SP).


"Não se pode neste país ter os ataques que estamos vendo ao estado democrático de direito e ao respeito devido ao processo legal e à presunção de inocência. Não se pode neste país, além de rasgar a soberania popular e do voto e do impeachment fraudulento, agora ter um conluio contra as possibilidades de a esquerda exercitar seu papel", lamentou a deputada.


Também para a presidente nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos, de Pernambuco, o Brasil vive uma situação tenebrosa de desmonte da democracia e da retirada de direitos.
A frente ampla pretende reunir partidos políticos, movimentos sociais, professores, artistas e líderes religiosos, entre outros, para articular uma resistência e buscar o diálogo contra o avanço do ódio, da intolerância e da violência.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra



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