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sábado, 9 de maio de 2026

CRITÉRIOS BÍBLICOS PARA SABER EM QUEM VOTAR




CRITÉRIOS BÍBLICOS PARA SABER EM QUEM VOTAR




Num primeiro momento, antes de adentrarmos ao tema central, é necessário que nos conscientizemos de alguns pontos de suma importância.

O mundo vive grande crise de polarização política, uma divisão ideológica que invadiu casamentos, famílias, grupos de amigos e até mesmo igrejas locais, provocando cisões e inimizades entre irmãos biológicos e de fé.

A bem da verdade, durante muitos anos a máxima de que "crente não se envolve com política" ou "política é coisa do diabo", fez que a maioria dos cristãos evangélicos atuais crescessem com uma visão superficial sobre a política e atingissem apenas uma filiação religiosa sobre o tema, com um histórico de a igreja não discutir política com profundidade.

Consequentemente, essa atitude formou um público evangélico que, em geral, não é bem-informado sobre o tema em foco, de maneira a ficar alienado. Entretanto, por conta da obrigatoriedade, muitos votam de forma errada ou de forma descompromissada com nossos princípios e valores. Isso nos obriga a ter que aceitar que, se o cristianismo tem pouco a argumentar sobre política, por conseguinte, também tem pouco a contribuir com ela, o que não é verdade.

Por outro lado, uma visão teocrática para a política atual onde se apela a usar o Estado para obrigar pessoas à fé cristã, não se evidencia no mundo real. Da mesma forma, silenciar e se omitir de falar da fé cristã na esfera pública curvando-se à ideologias, não se constitui um elemento hermenêutico político correto para a igreja escolher.

Igualmente, demonizar a política aferindo a ela uma posição de igualdade com qualquer coisa má, não produz benefícios à igreja e nem contribui para um crescimento politizado de seus fiéis.

Em tese, a Igreja como organismo realmente não precisa da política, ela está alicerçada e firmada em Jesus, nosso Senhor, pois ele mesmo disse: "Também eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". - Mateus 16:18.

A Igreja de Cristo é aquela que não renuncia aos princípios éticos exarados nas Sagradas Escrituras e, para tanto, seguirá e servirá ao Senhor independente das circunstâncias, tempo e/ou adversidades.

Nessa perspectiva, quando falamos da igreja local, como organização, essa deve estar estabelecida de acordo com a legislação e normas vigentes do país onde está sediada, e se submeter às autoridades constituídas, cuja autoridade governamental é exercida pelos políticos.

Sobre isso a Bíblia diz: "¹Que todos estejam sujeitos às autoridades superiores. Porque não há autoridade que não proceda de Deus, e as autoridades que existem foram por ele instituídas. ² Assim, aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus, e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. ³ Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Você quer viver sem medo da autoridade? Faça o bem e você terá louvor dela, ⁴ pois a autoridade é ministro de Deus para o seu bem. Mas, se você fizer o mal, então tenha medo, porque não é sem motivo que a autoridade traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar quem pratica o mal. ⁵ Portanto, é necessário que vocês se sujeitem à autoridade, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. ⁶ É por isso também que vocês pagam impostos, porque as autoridades são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. ⁷ Paguem a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra". - Romanos 13:1-7

Nessa ótica, quando o apóstolo Paulo fala sobre sujeição à autoridade, não está se referindo simplesmente a homens como pessoas físicas, mas à responsabilidade outorgada aos tais. Na velha aliança, tais funções eram outorgadas pelo próprio Deus, mas hoje, no caso do poder público, são delegadas pelos eleitores através do voto. O voto do cidadão é a procuração para que os político governem durante a gestão do seu mandato.

UM RELATO

Em 22.02.2013, a Assembleia de Deus realizou o 1º Fórum para Prefeitos e Vereadores do Projeto Cidadania AD Brasil. Participaram do evento, membros da Comissão Política da CGADB, além de vereadores e prefeitos pertencentes à igreja em todo o país.

Naquele evento, este articulista na condição de membro da comissão, defendeu que, "muito embora a igreja não precise da política, à medida em que é uma instituição formada por cidadãos e, para o exercício de suas atividades, requer a construção de templos para o exercício das suas atividades, plantas, alvarás de licença, CNPJ, contabilidade, liberdade religiosa e de expressão. Para tanto, deve exercer a cidadania por meio de representação política. Salientou ainda que a igreja precisa ter representantes para defendê-la não como organismo vivo de Cristo, mas como instituição jurídica devidamente estabelecida na nação".

Temos a impressão de que a partir daí, por falta de conscientização e/ou de uma doutrinação mais abrangente, alguns cristãos entraram na política com motivações espúrias ou duvidosas, o que proporcionou escândalos, vergonha e desestímulo nos eleitores. Em outros, a abstinência política por décadas, gerou sede desenfreada pelo poder e, por último, a polarização ideológica já aqui citada, levou muitos a exageros e até mesmo à certa idolatria.

Em que pese tenhamos a necessidade de nos posicionarmos como cidadãos, não podemos nos esquecer que a igreja não é curral eleitoral, o púlpito não é palanque e não temos votos de cabresto. Num sentido mais amplo, o que precisamos focar e ensinar a tempo e fora de tempo é que a Igreja trabalha com princípios e valores:

1. Cremos na família tradicional e somos a favor da valorização do casamento à luz das Escrituras Sagradas – Gênesis 2:24;
2. Somos contra a relativização dos valores éticos e morais, somos a favor da verdade absoluta, somos criacionistas e contra a ideologia de gênero – Gênesis 1:27;
3. Somos a favor da vida e contra o aborto – Salmos 139:13-15.

A partir desses princípios e valores estabelecidos por Deus através da sua inerrante Palavra constante na Bíblia Sagrada, nossa regra de fé e prática, começamos a revelar o espectro do pensamento ideológico daqueles em quem devemos votar.

Na esteira das grandes transformações que caracterizam o mundo atual, a Igreja precisa crescer na graça e no conhecimento de Deus, para que tenha sabedoria e discernimento na hora da escolha dos seus candidatos.

Infelizmente, há cristãos que pelos seus interesses políticos, como facilidade de legenda, quociente eleitoral e outros, se filiam a partidos que negam e trabalham contra o princípio da fé que dizem professar, e portanto, quando ganham a eleição, se esquecem do eleitorado que o elegeu, e se tornam reféns do partido que lhe proporcionou espaço e legenda.

É importante que os crentes procurem tomar conhecimento sobre o que pensam tais candidatos sobre esses e outros temas de tamanha relevância para nós. Ter aparência, vestir-se e dar "A Paz do Senhor" como um evangélico, não garante se tal candidato pensa como nós ou, em chegando lá, defenderá nossos princípios e valores.

As motivações políticas do candidato, assim como a do eleitor, não podem ser baseadas em seus interesses particulares e ou congregacionais (tipo emprego, material de construção, etc...) afinal de contas, o foco é o interesse público e nossos valores e princípios, e não de locupletação.

O início dessa jornada pode parecer lucrativo, mas o final será trágico, e é o que temos visto. A Bíblia diz: "⁸ Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio; a paciência é melhor do que a arrogância". - Eclesiastes 7:8

Não há dúvida que é melhor e producente quando um justo governa: "² Quando os justos se multiplicam, o povo se alegra; quando o ímpio domina, então o povo lamenta". - Provérbios 29:2. A questão é saber se esse termo “justo” se aplica ao candidato escolhido.

Quando não analisamos esses fatores e votamos em candidatos que não pensam como nós e muitas vezes nem acreditam na forma como professamos, assinamos uma procuração para que sejam contra nós durante sua gestão.

Outra postura que deve ser exigida em quem pretende nos representar, é firmeza em suas convicções.

Alguns ícones da história bíblica são citados nas campanhas eleitorais, como servos do Senhor que se tornaram exemplos na vida pública, como forma de justificar a participação dos evangélicos atualmente. José como governador no Egito é um dos favoritos, mas vejamos que ele honrou a Deus nas circunstâncias mais adversas da vida, portanto: "O Senhor era com ele" – como mordomo na casa de Potifar - Gênesis 39:2-4; na prisão - Gênesis 39:21-23; na tentação - Gênesis 39:8-10

Muitos citam também os jovens hebreus, como exemplos de participação na vida pública, mas se esquecem que eles não se venderam pelas facilidades da Babilônia, senão vejamos:

"¹ No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio a Jerusalém e a sitiou. ² O Senhor entregou nas mãos dele Jeoaquim, rei de Judá, e alguns dos utensílios da Casa de Deus. Nabucodonosor levou esses utensílios para a terra de Sinar, para o templo do seu deus, e os pôs na casa do tesouro do seu deus. ³ Depois, o rei ordenou a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, ⁴ jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, sábios, instruídos, versados no conhecimento e que fossem competentes para servirem no palácio real. E que Aspenaz lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus. ⁵ O rei determinou que eles recebessem uma alimentação diária tirada das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia. Os jovens deveriam ser educados ao longo de três anos e, ao final desse período, passariam a servir o rei. ⁶ Entre eles, se achavam Daniel, Hananias, Misael e Azarias, que eram da tribo de Judá. ⁷ O chefe dos eunucos lhes deu outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abede-Nego. ⁸ Daniel resolveu não se contaminar com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; por isso, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar. ⁹ E Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos". - Daniel 1:1-9

Daniel em função privilegiada e praticamente já com 80 anos de idade, não abriu mão de orar a Deus três vezes ao dia da janela do seu quarto sendo levado à cova dos leões, mas não abriu mão da sua fé. Deus não o livrou da cova, mas o livrou da boca dos famintos leões. Seus amigos, Hananias, Mizael e Azarias, não se prostraram diante da estátua do rei Nabucodonosor, colocando em risco seus cargos e a própria vida, e portanto foram lançados na fornalha. Deus não os livrou da fornalha do rei aquecida sete vezes mais, no entanto os livrou dentro da fornalha, apagando a força do fogo., cumprindo-se aí a Palavra de Deus quando diz: "² Quando você passar pelas águas, eu estarei com você; quando passar pelos rios, eles não o submergirão; quando passar pelo fogo, você não se queimará; as chamas não o atingirão". – Isaías 43:2.

Outro caso, já no Novo Testamento, citado como exemplo, foi o senador José de Arimatéia, "⁵⁷ Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus. ⁵⁸ Este foi até Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que o corpo lhe fosse entregue. ⁵⁹ E José, levando o corpo, envolveu-o num lençol limpo de linho ⁶⁰ e o depositou no seu túmulo novo, que ele tinha mandado abrir na rocha; e, rolando uma grande pedra para a entrada do túmulo, foi embora". - Mateus 27:57-60

José de Arimatéia colocou sua imunidade parlamentar a serviço de Reino, e o que fez não foi às despensas do poder público, tanto o linho que envolveu o corpo do Senhor, como o túmulo cedido, foram frutos da sua generosidade.

Porventura os candidatos que citam tais passagens bíblicas para embasar seu pedido de voto à igreja, teriam postura e firmeza suficiente para defender sua fé nesse nível, ou se venderiam, trocando suas convicções por quaisquer benesses, envergonhando assim o evangelho e a igreja do Senhor?

Por outro lado, as fragilidades verificadas em nosso meio na atualidade, também não podem nos desencorajar a cumprir a nossa missão de "sal da terra" e "luz do mundo" em todos os seguimentos da sociedade, e isso sem dúvida alguma inclui a política.

Somos hoje milhões de cristãos nesta nação e, portanto, é necessário que tenhamos gente com base sólida e doutrinária para nos representar sem promover vexame ao nome de Jesus.

Se os justos negligenciarem, haverá ímpios suficientes que assumirão a missão. Portanto, necessário se faz colocar representantes nas esferas públicas políticas, para isso alguns critérios devem ser estabelecidos pelo eleitor:

1. Considerar o qual é a filosofia do partido do candidato;
2. Pesquisar a história política do candidato, desde o início de sua carreira política, para saber de seu pensamento sobre política e compromisso com o eleitor;
3. Averiguar os seus feitos em favor da sociedade desde sua primeira eleição;
4. Ler com atenção seu programa de governo executivo ou legislativo e detectar se ele se aproxima dos princípios e valores cristãos.

A parábola de Jotão exemplifica bem essa situação:

"⁸ Certa vez as árvores foram ungir para si um rei. Disseram à oliveira: Reine sobre nós. ⁹ Porém a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu o meu óleo, apreciado por Deus e pelos homens, para dominar sobre as árvores ¹⁰ Então as árvores disseram à figueira: Venha você e reine sobre nós. ¹¹ Porém a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, para dominar sobre as árvores? ¹² Então as árvores disseram à videira: Venha você e reine sobre nós. ¹³ Porém a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu vinho, que agrada a Deus e aos homens, para dominar sobre as árvores? ¹⁴ Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Venha você e reine sobre nós. ¹⁵ E o espinheiro respondeu às árvores: Se é verdade que querem me ungir rei sobre vocês, venham e se refugiem debaixo de minha sombra. Mas, se não, que do espinheiro saia fogo que consuma os cedros do Líbano". - Juízes 9:8-15

Creio que devemos enfrentar o desafio de não falharmos no ensino do nosso povo sobre tema de tamanha relevância. Salomão diz: "¹⁴ Não havendo direção sábia, o povo fracassa; com muitos conselheiros, há segurança". - Provérbios 11:14.

Se a igreja for devidamente esclarecida à luz das Sagradas Escrituras, não precisaremos transformá-la em curral eleitoral, nem determinarmos em quem votar, pois naturalmente ela terá discernimento, e não votará em candidatos e/ou partidos que sejam contra nossos princípios e valores. 

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus". - Mateus 7:21


Pr. Carlos Roberto Silva
• Líder da AD Ministério de Cubatão SP
• Presidente da COMADESPE – Convenção dos
Ministros das Assembleias de Deus no Estado de São
Paulo e Outros
• Secretário do Conselho de doutrina da CGADB





Artigo publicado originalmente na Revista Obreiro Aprovado - Edição Ano 49 - número 113 da CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus. Edição Especial sob o tem "A IGREJA E A POLÍTICA"

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Pr. Carlos Roberto da COMADESPE - Entrevista na 47ª AGO da CGADB em São Paulo




Pr. Carlos Roberto Silva da COMADESPE em Entrevista durante a 47ª AGO da CGADB em São Paulo


Acompanhe todos os detalhes da 47ª Assembleia Geral Ordinária (AGO) da CGADB, realizada no templo-sede da Assembleia de Deus Ministério do Belém, em São Paulo.

Com o tema inspirador 'Cheios do Espírito Santo para anunciar com ousadia a Palavra de Deus', este evento marcante reuniu ministros, famílias e jovens para momentos de fé, celebração e comunhão.

Descubra os destaques, entrevistas exclusivas e momentos inesquecíveis que reafirmaram a unidade e o propósito da igreja. Não deixe de vivenciar esta jornada de renovação espiritual e inspiração!

Abaixo entrevista concedida pelo Pr. Carlos Roberto Silva - pastor da AD Cubatão e Presidente da COMADESPE ao Jornalista Pr. Tiago Bertulino, durante o evento.

ASSISTA AQUI NA ÍNTEGRA

domingo, 1 de dezembro de 2024

O Líder como Pastor e Administrador




Refletindo sobre a função do Líder como Pastor e Administrador



Quando se fala em duas atividades distintas para uma só pessoa, a primeira impressão que se tem é a de "acúmulo de funções", o que no caso das leis trabalhistas compreende algumas implicações, entre elas, além da capacitação exigida, o pagamento da devida remuneração. Em algumas profissões, há inclusive discussões sindicais com correntes de pensamentos divergentes sobre a viabilidade ou não dessa modalidade.

Não é diferente no caso do Líder como pastor e administrador, (A isso o mundo acadêmico eclesiástico denomina de Bivocação) aliás, a primeira murmuração registrada na Igreja Primitiva foi por conta desse tema. A Igreja estava em seu início, quando surge a murmuração dos helenistas contra os hebreus, sob a alegação de que suas viúvas não estavam sendo bem atendidas na distribuição diária dos suprimentos, uma espécie de discriminação não proposital, mas motivada pelo acúmulo de funções dos apóstolos, senão vejamos o texto.

"Naqueles dias, aumentando o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Então os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: — Não é correto que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. Por isso, irmãos, escolham entre vocês sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, para os encarregarmos desse serviço. Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra. O parecer agradou a todos. Então elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Apresentaram estes homens aos apóstolos, que, orando, lhes impuseram as mãos". Atos 6:1-6 NAA

O crescimento da Igreja era de tamanha proporção, que os apóstolos realmente admitiram ter sentido a murmuração em tese, sendo necessário resolver o problema. Considerando que não lhes era possível acumular tais funções, manifestaram então as qualificações exigidas e a Igreja, portanto, fez a escolha e, eles impondo-lhes as mãos, delegaram aos diáconos o trabalho da administração social. Diante de tal iniciativa, tiveram tempo suficiente para se dedicarem exclusivamente ao trabalho espiritual de se consagrarem à oração e à Palavra. Naquele momento o problema foi totalmente resolvido com resultados positivos à Igreja, tanto que o crescimento doravante atesta o sucesso da resolução.

Até hoje, algumas Igrejas históricas, principalmente as de governo congregacional mantém esse sistema, onde há conselhos formados por diáconos e/ou presbíteros que se encarregam da administração material e financeira, enquanto seus pastores se dedicam exclusivamente às coisas espirituais. Em alguns casos os pastores presidem esses conselhos, e em outros nem deles participam.

Inicialmente, parece ser uma combinação com o custo-benefício perfeito, porém, sem fazer qualquer juízo de valor dos sistemas eclesiásticos, não é o caso da maioria das Igrejas Pentecostais, sejam elas clássicas ou não, onde os pastores lideram, auxiliados por um corpo diretivo que com ele cooperam nessa administração.

No primeiro momento temos a impressão de que o modelo implantado pelos apóstolos perdurou durante toda a existência da Igreja primitiva, mas não foi o que aconteceu. Se analisarmos os conselhos de Paulo a Temóteo, em sua primeira carta, provavelmente entre 10 e 15 anos após  a eleição dos primeiros 07 diáconos, já existiam presbíteros que presidiam, além de se dedicarem também na pregação e no ensino da Palavra: “Devem ser considerados merecedores de pagamento em dobro os presbíteros que presidem bem, especialmente os que se esforçam na pregação da palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: "Não amordace o boi quando ele pisa o trigo." E, ainda: "O trabalhador é digno do seu salário." 1 Temóteo 5:17-18 NAA

Paulo chega a orientar que eles sejam dignos de duplicada honra e/ou pagamento em dobro, pois tinham a incumbência de administrar, pregar o evangelho e ensinar o rebanho. Não se sabe exatamente como e nem quando aconteceu essa mudança, ou se foi acontecendo paulatinamente com o crescimento da Igreja. O certo é que houve a contextualização do sistema, por necessidade, senão de todas, mas de algumas congregações. Possivelmente havia igrejas que mantiveram o sistema original e outras que se adequaram à nova realidade por conta da sua necessidade. Paulo diz: "os presbíteros que presidem bem...", eram casos específicos, mas é certo que já havia alguns nessa condição de presidir, pregar e ensinar.

É lógico que, em sendo possível o Pastor se manter às atividades do ministério pastoral, como orar, se preparar exclusivamente para a pregação e o ensino, é algo extraordinário, porém, se na Igreja Primitiva já se tinha tal problema, imaginemos o grau de complexidade do tema nos tempos modernos.

É necessário lembrar que, quando falamos na função pastoral, não se restringe apenas à direção de cultos, pregação e ensino da Palavra, mas há de se levar em conta também o atendimento pastoral à membresia, como visitas, aconselhamentos à jovens, casais, famílias, e outras moderações entre os membros que requerem a presença do pastor da igreja, e isso não pode ser descuidado.

Usando o profeta Ezequiel, Deus falou aos pastores infiéis de Israel: "Vocês não fortaleceram as fracas, não curaram as doentes, não enfaixaram as quebradas, não trouxeram de volta as desgarradas e não buscaram as perdidas, mas dominam sobre elas com força e tirania. Assim, elas se espalharam, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todos os animais selvagens. As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todas as colinas. As minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque." – Ezequiel 34:4 NAA.

Mesmo delegando tais responsabilidades a líderes auxiliares e Departamentos específicos, é natural que em muitas situações a presença e fala do pastor da igreja são necessárias.

Naturalmente, em uma igreja madura, com mais tempo de fundação e uma membresia maior, há uma melhor compreensão, o que facilita uma melhor administração de  tais situações, onde se pode filtrar os casos de menor importância através de auxiliares devidamente preparados, conforme o conselho de Jetro, o sogro de Moisés: "Procure entre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens que amam a verdade e odeiam a corrupção. Coloque-os como chefes do povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez, para que julguem este povo em todo tempo. Toda causa grave trarão a você, mas toda causa pequena eles mesmos julgarão; assim será mais fácil para você, e eles o ajudarão a levar essa carga. Se você fizer isto, e se essa for a ordem de Deus, então você poderá suportar e também todo este povo voltará em paz ao seu lugar. Moisés atendeu às palavras de seu sogro e fez tudo o que este lhe tinha dito". Êxodo 18:21-24 NAA

Outro ponto a se considerar é que, em que pese, dependendo do tamanho da igreja, termos a possibilidade de muitos presbíteros e pastores, o pastor da igreja será sempre um. Paulo escrevendo à igreja de Éfeso, declarou: "E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo". – Efésios 4:11-12 NAA, no entanto, no livro do Apocalipse, quando o Senhor Jesus se revelou ao apóstolo João escrevendo às 07 igrejas da Ásia, as endereçou ao pastor de cada uma em particular. Ao final, a palavra era sempre a mesma: "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas", mas o endereçamento e responsabilidade recaía sobre o "anjo da igreja", ou seja, ao "pastor da igreja".

Espiritualmente, como vimos no texto acima, a igreja como organismo é assim que funciona e, do ponto de vista administrativo, como organização, também assim o é. Como organização, na constituição civil, através do estatuto, CNPJ e outros instrumentos dos órgãos públicos, a igreja sempre está atrelada ao CPF do seu principal líder, no caso o pastor da igreja.

A Igreja como corpo de Cristo não é propriedade do pastor, mas a responsabilidade da condução espiritual, segundo a Palavra de Deus é dele: "Obedeçam aos seus líderes e sejam submissos a eles, pois zelam pela alma de vocês, como quem deve prestar contas.(o grifo é meu) Que eles possam fazer isto com alegria e não gemendo; do contrário, isso não trará proveito nenhum para vocês". – Hebreus 13:17 NAA. Do mesmo modo, muito embora a personalidade jurídica da igreja não seja de sua propriedade, a responsabilidade da condução dessa, de acordo com as leis do país também é sua.

Em que pese muitos interpretarem de forma adulterada princípios elementares, a Bíblia não mudou, sendo que, o líder como Pastor ou Administrador, ou ambas as coisas, não passam de mordomos daquilo que é de Deus, ou seja, o verdadeiro dono da Igreja: "Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho no qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue". (o grifo é meu) Atos 20:28 NAA.

Vimos até aqui muito claramente que,  não se trata de uma tarefa fácil administrar tais responsabilidades. É necessário ter capacitação espiritual e de vida. No mundo secular, qualquer profissional precisa provar, normalmente, apenas a sua capacitação técnica, mas no caso daqueles que são chamados por Deus, essa capacitação vai muito além, e não para por aí, é preciso cuidar também e ter o domínio da sua família: "Fiel é a palavra: se alguém deseja o episcopado, excelente obra almeja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, moderado, sensato, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar;3 não dado ao vinho, nem violento, porém cordial, inimigo de conflitos, não avarento;4 e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito.5 Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?" – 1 Temóteo 3:1-5 e ainda: "Se alguém não tem cuidado dos seus e, especialmente, dos da própria casa, esse negou a fé e é pior do que o descrente". – 1 Temóteo 5:8 NAA

Todos os cuidados acima são inerentes àqueles a quem Deus chamou para a função pastoral, agindo assim terão o respeito tanto dos que estão de dentro como dos que estão de fora, e isso em todos os âmbitos, ou seja, o líder, tanto como pastor e também como administrador, deve ser considerado. Seu currículo espiritual, teológico, conjugal, familiar, comercial, financeiro e administrativo deve ter boa aprovação diante de todos. Segundo a Palavra de Deus, deve ser o "Exemplo dos Fiéis": "Ninguém o despreze por você ser jovem; pelo contrário, seja um exemplo para os fiéis, na palavra, na conduta, no amor, na fé, na pureza". 1 Temóteo 4:12 NAA

O jovem pastor Temóteo não deveria ser rejeitado, muito menos desrespeitado pela sua tenra idade, em contrapartida, o preço a ser pago por ele, seria ser o exemplo dos fiéis em todas as coisas: "na palavra, na conduta, no amor, na fé, na pureza". Qualquer deslize em um desses quesitos o inviabilizaria como líder e pastor.

O líder da igreja, quer como pastor ou como administrador, normalmente é escolhido dentro do rebanho do Senhor, portanto, trata-se de um dos seus servos. Não é comum, muito menos bíblico, pessoas estranhas ao organismo para tais serviços, mas de entre os Ministros de Cristo e, para tanto, existem as qualificações pertinentes e, entre elas, a fidelidade também é de vital importância: "Assim, pois, importa que todos nos considerem como ministros de Cristo e encarregados dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer destes encarregados é que cada um deles seja encontrado fiel". 1 Coríntios 4:1-2 NAA.

O líder que se encontra encarregado de tais responsabilidades, não deve ser um impostor que vive dando "carteirada" nos outros, mas deve ser considerado e respeitado naturalmente pela sua fidelidade ao Senhor e à igreja. Deve ser dotado de autoridade espiritual: "ser apegado à palavra fiel, que está de acordo com a doutrina, para que possa exortar pelo reto ensino e convencer os que contradizem este ensino." – Tito 1:9 NAA

O líder como pastor e administrador deve ter cuidado de si mesmo:  "Cuide de você mesmo e da doutrina. Continue nestes deveres, porque, fazendo assim, você salvará tanto a si mesmo como aos que o ouvem". 1 Temóteo 4:16 NAA – um detalhe muito importante no conselho acima ministrado pelo apóstolo Paulo a Temóteo é que, antes de cuidar da doutrina e dos outros e aqui acrescento, da administração, tenha cuidado de si mesmo.

Se o líder não estiver bem com sua saúde física, mental e espiritual, não tem como cuidar das demais coisas do Reino de Deus. O acúmulo de tarefas, sem o devido equilíbrio, poderá acarretar prejuízos fatais à vida pessoal, família e ao ministério. Existem cuidados que o líder precisa tomar, e para isso é necessário muito equilíbrio, no sentido de que a obra de Deus não se torne mais importante do que o Deus da obra.

O acúmulo de tarefas pastorais e administrativas, como direção de cultos, atendimentos pastorais, reuniões, viagens, convenções, simpósios e eventos diversos, já são normalmente acima do natural, mas  acrescentando-se ainda que, em a igreja crescendo, pode ganhar relevância e protagonismo, fazendo com que o líder seja muito mais procurado e absorvido por aquilo que naturalmente representa. A Igreja Primitiva se tornou relevante na sociedade de sua época, por conta da obra que realizava: "Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos". (O grifo é meu) Atos 2:46-47.

Nos dias de hoje, quando isso acontece, o assédio social é muito  grande, seja pelas instituições e/ou autoridades civis, pelos compromissos ministeriais e denominacionais e até mesmo aqueles que veem a igreja meramente como um público consumidor, os quais marcam agendas que o líder finda atendendo por educação, mas praticamente  sem qualquer resultado concreto. Se não houver atenção e equilíbrio, tais compromissos afastam o líder de bons momentos de oração, meditação na Palavra de Deus, devocionais, descanso e momentos com a família. Relembrando Paulo: "Cuide de você mesmo".

Há líderes que além de pastorear e administrar a igreja, também tem a tarefa de ensinar, atuando como escritores de livros, artigos, comentaristas de revistas para escolas bíblicas,  palestrantes em Escolas de Obreiros e Escolas Teológicas, enfim, atividades que requerem tempo para estudos, pesquisas e meditação, um verdadeiro esforço hercúleo para se administrar.

É necessário muito equilíbrio. Poderíamos dizer que, do ponto de vista humano, numa linguagem contábil: "a contabilidade não zera" ou "o balancete não fecha", é preciso algo a mais, é preciso fazer a nossa parte e ainda acreditar no sobrenatural de Deus.

Enfim, para ser um Líder como Pastor e Administrador, não é para quem quer, mas sim para quem é chamado por Deus, valendo o conselho do escritor aos Hebreus: "E ninguém toma esta honra para si mesmo, a não ser quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão". Hebreus 5:4 NAA

Se, fazendo tudo conforme a Palavra, com toda a sabedoria, discernimento e equilíbrio, e sobrar algum espinho na carne que venha nos esbofetear e tenhamos que suportá-lo, o Mestre tem o mesmo consolo dado ao apóstolo Paulo: "A minha graça é o que basta para você, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza." De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo". 2 Coríntios 12:9 NAA



Pr. Carlos Roberto Silva 
Líder da Assembleia de Deus Ministério de Cubatão SP • Presidente da COMADESPE – Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo e Outros  Relator do Conselho de Doutrina da CGADB

Artigo do publicado originalmente na edição de número 108 da Revista Obreiro Aprovado da CPAD



Revista Obreiro Aprovado publica artigo do Pr. Carlos Roberto Silva





Refletindo sobre a função do líder como pastor e administrador - Artigo do Pr. Carlos Roberto Silva é publicado pela Revista Obreiro Aprovado




Revista Obreiro Aprovado publica artigo do Pr. Carlos Roberto Silva Refletindo sobre a função do líder como pastor e administrador, a matéria traz uma visão bíblica, social e atual da dupla vocação. A difícil função do pastor assembleiano como administrador, tendo a missão de conciliar suas múltiplas tarefas mantendo a essência espiritual, é o tema do novo artigo do Pr. Carlos Roberto Silva, publicado na edição de número 108 da Revista Obreiro Aprovado.

A publicação editada pela CPAD – Casa Publicadora das Assembleias de Deus, editora oficial da denominação é atualmente umas das mais relevantes tendo como público-alvo os ministros evangélicos do país, com pautas que abordam os desafios do obreiro assembleiano, testemunhos e conselhos de pastor para pastor.

O pastor Carlos Roberto Silva imprime no artigo "O líder como pastor e administrador" sua experiência de quase 40 anos de ministério pastoral, servindo a igreja de Cubatão, à Comadespe (Convenção dos Ministros as Assembleias de Deus no Estado de São Paulo e Outros) e a CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil). Antes de ser chamado pelo Senhor e viver integralmente em favor do ministério, fez carreira profissional no Banco Bradesco, chegando ao posto de gerente. No exercício ministerial, encontrou o desafio da conciliação de ser um "bom gestor" e, ao mesmo tempo, um "bom pastor".
Apesar da bi-vocação ser mais observada no exercício sacerdotal assembleiano, a dupla responsabilidade dos ministros não é uma exclusividade da denominação e é observada ao longo da história da igreja, bem antes de Daniel Berg e Gunnar Vingren pisar em solo brasileiro.

No artigo, o autor justifica que apesar do modelo que distingue o pastor do administrador estabelecido pelos apóstolos em Atos 6, na ocasião da eleição dos 7 diáconos, com o crescimento exponencial da igreja os próprios apóstolos passaram a admitir a necessidade dos líderes exerceram as duas funções. A primeira carta de Paulo a Timóteo, por exemplo, demonstra claramente haver no descritivo do cargo de presbítero ambas as atribuições. Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina (1Tm 5.17). Na abordagem do articulista, ao destacar a expressão "principalmente os que", o apóstolo Paulo está distinguindo ministros que se limitavam à função pastoral, daqueles que também se dedicavam a presidir por completo a igreja e isso envolvia a sua administração.

A bivocação passou não somente a ser admitida, mas também aderida por muitas igrejas. Esse modelo de governo, chamado de Episcopal misto, foi abraçado pela Assembleia de Deus, senão de forma expressa, mas na prática exercida. Obviamente, a depender do porte do ministério, as funções ficam melhor distribuídas, mas há de se admitir que a realidade de muitas igrejas com pouca ou quase nenhuma estrutura, finda entregando aos líderes responsabilidades diversas, acumulando seus compromissos. 

Apesar de a dupla função ser já uma realidade dos ministros assembleianos, é preciso observar alguns cuidados necessários que devem ser adotados pelo próprio líder. Se por um lado a bi-vocação promove dinamismo nas atividades eclesiásticas e administrativas da igreja, por outro a carga mais pesada pode provocar sequelas quando o sacerdote não se atenta aos princípios bíblicos de autocuidado e a fidelidade a Palavra; "Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho no qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, a qual Ele comprou como seu próprio sangue" Atos 20.28. Para o Pr. Carlos Roberto Silva, uma vez ciente da responsabilidade aferida pelo duplo compromisso do pastoreio e da administração da igreja, o ministro poderá exercer com excelência o chamado ministerial, contribuindo para que a igreja seja edificada.

A revista Obreiro Aprovado está disponível para compra nas plataformas digitais da CPAD, nas lojas da editora e nas melhores livrarias evangélicas. Além do artigo O líder como administrador do Pr. Carlos Roberto Silva, o leitor encontrará outras matérias assinadas por líderes relevantes como o Pr. Eduardo Leandro Alves, Rayfran Batista da Silva, além de uma entrevista com o Pr. Ezequias Soares, Presidente do Conselho de apologética da CGADB e também Presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB).

Por Jorn. Almir Júnior

sábado, 9 de março de 2024

Feliz "DIA INTERNACIONAL DA MULHER 2024"


Veste-se de força e dignidade, sorri sem medo do futuro...

Quando ela fala, suas palavras são sábias;
Quando dá instruções, demonstra bondade.

De joelhos ela guerreia, de pé, ela vence.

Com as mãos acolhe e abençoa. Em seu coração generoso, sempre há espaço para gerar ainda mais amor... Das obras-primas da criação ela é excepcional... Sua fragilidade engana quem desconhece seu vigor. Não é por acaso que o próprio Deus reconheceu; Sem ela, não era bom. Por ela, o dom de vida flui... És bem aventurada!
Deus abençoe!

Neste dia 08 de março, representando toda a AD Cubatão e a Comadespe quero homenagear em nome da minha esposa - Sara Virgínia Silva e Silva - todas as mulheres. Feliz dia Internacional da Mulher!

Pr. Carlos Roberto Silva
Pastor da AD Cubatão SP
Presidente da COMADESPE



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Pr. Carlos Roberto & Sarah Virgínia - 41 anos de casados - Bodas de Seda





Pr. Carlos Roberto & Sarah Virgínia completam 41 anos de casados - Bodas de Seda - 26.02.1983 / 26.02.2024




Nossa gratidão a Deus, a todos os nosso familiares, irmãos em Cristo e amigos das instituições que participamos, como Família AD Cubatão SPComadespeCGADBGrupo Liderança Cristã - LCTIUnipec, aqui da Blogosfera Cristã, e outras pessoas que, de perto ou de longe, de forma pública pelas redes sociais ou mesmo de forma privada, nos tem enviado mensagens de felicitações e de gratidão a Deus pelas nossas vida, unidas pelos sagrados laços do matrimônio hà exatamente 41 anos.

Hoje, continuamos cooperando na obra do Senhor, à frente do mesmo rebanho que vem acompanhado nossa vida, continuamos dependentes do Altíssimo e carentes das orações dos santos.


"Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam". - Cânticos 8:6,7


A Deus toda a Glória!


Carlos Roberto Silva & Sarah Virgínia Silva e Silva
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