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sábado, 16 de junho de 2018

Mulher se converte ao ver cristãos na Coreia do Norte: "Eles louvam enquanto são torturados"


Sendo comunista por toda a sua vida, a norte-coreana Soon Ok Lee se frustrou com seu país ao ver suas crueldades e injustiças.


Depois de uma vida inteira defendendo a ideologia comunista e ateísta, uma mulher norte-coreana foi impactada pelo Evangelho na prisão e passou a ter uma vida de liberdade.

Soon Ok Lee é uma das poucas testemunhas que sobreviveu às terríveis condições dentro das prisões políticas da Coreia do Norte. "Eu vi algo coisas tão inimagináveis e terríveis que eu queria deixar o mundo saber", disse Lee perante o Congresso dos Estados Unidos.

Ela foi falsamente acusada e enviada para a prisão por causa do "orgulho ferido" de seu superior no centro de distribuição de materiais, onde ela trabalhava. "O chefe da sucursal de segurança pediu que fossem feitas duas jaquetas [requeridas pelo governo], enquanto todo mundo recebeu apenas uma. Sem levantar a voz, expliquei a ele que não poderia dar a ele mais do que uma. De repente, ele se virou e cuspiu: 'Tudo bem, você vai se arrepender disso'", conta.

Em uma manhã de domingo, algumas semanas depois, Lee foi presa por violar as políticas comerciais do partido comunista e aceitar subornos. "Não fazia o menor sentido para mim", observa. "Foi um esquema de vingança do chefe do departamento de segurança".

Sem conseguir se despedir de seu marido — que ela nunca mais veria — ou seu filho, Lee foi levada para um interrogatório. Eles usaram uma série de técnicas de tortura para extrair alguma confissão da jovem.

Certa vez, ela foi colocada dentro de uma fornalha onde tijolos eram assados e, em outra ocasião, foi deixada para congelar ao ar livre durante o inverno. Ela também se lembra de ter sido agredida por um chicote de couro enquanto estava acorrentada a uma cadeira. "Pior do que a dor da tortura era estar totalmente nua na frente de todos aqueles homens", relata.

Farsas do comunismo
Mesmo sendo uma comunista leal, Lee perdeu sua cidadania norte-coreana e foi expulsa do Partido Comunista. Ela continuou sofrendo terríveis torturas até o momento de seu julgamento público, onde foi condenada a 13 anos de prisão por desviar fundos públicos.

Lee foi criado como ateia, mas começou a se questionar sobre a existência de Deus durante sua experiência na prisão, principalmente quando notava as atitudes dos cristãos que estavam presos.

"Uma vez por mês, os crentes eram colocados no pátio em frente a todos os prisioneiros e forçados a negar sua fé. Como não negavam a fé, recebiam as tarefas mais difíceis, como limpar os banheiros e remover os excrementos humanos", relata.

Conhecidos na prisão como "supersticiosos", os cristãos mostravam sentir um amor incondicional. "Em alguns casos, enquanto os crentes eram espancados, eles se começavam a cantar hinos", ela lembra. "Eles não acusaram falsamente os outros e estavam dispostos a assumir a culpa pelos outros. Eles até morreram por outros prisioneiros".

Certo dia, os soldados anunciaram a libertação de Soon Ok Lee por sua conduta exemplar na prisão. Enquanto deixava o lugar, ela notou que cerca de 140 cristãos olhavam para ela, implorando com os olhos que ela fosse testemunha do que viu no acampamento. "Seus olhos estavam brilhando com uma luz celestial", observa. "Eu nunca vou esquecer aqueles olhos suplicantes".

Vida nova
Quando ela correu para fora dos portões, foi para os braços de seu filho. O marido de Lee também havia sido levado para um campo de trabalho forçado, mas faleceu. "Eu fui a primeira em 30 anos que recebeu o privilégio especial de ser libertada por Kim Il Sung (antigo líder da Coreia do Norte)".

Lee e seu filho atravessaram um rio na China e fugiram para a Coreia do Sul. A jornada inteira levou quase dois anos. No novo país, ela foi evangelizada por um oficial que a presenteou com uma Bíblia — um livro que ela nunca tinha visto antes.

Ela começou a ler as Escrituras com a intenção de ter uma vida boa, mas foi fortalecendo sua fé e se entregou a Cristo, juntamente com seu filho. "Eu fui curada com o amor de Deus e com Seu conforto. Eu já não tenho sonhos terríveis. Eu estou livre", celebra Lee.

Seu corpo ainda carrega as marcas das torturas, mas ela continua sendo grata a Deus. "Hoje todas as coisas que eu esperava e sonhei se tornaram realidade. É realmente um milagre".

Fonte: Guiame

quarta-feira, 21 de março de 2018

Coreia do Norte ensina crianças a reverenciarem ditadores como “deuses”


As crianças que vivem no regime norte-coreano são ensinadas diariamente que o cristianismo é mau e que a cruz é um símbolo do diabo, conforme relatou um cristão que hoje vive fora do país.

Usando o pseudônimo de John Choi por questões de segurança, ele falou sobre a vida sob os ideais comunistas da dinastia Kim na Coreia do Norte em um artigo para a missão Portas Abertas (USA) na última segunda-feira.

Choi explicou que as crianças são ensinadas a acreditar que o cristianismo é uma "religião americana malvada" e que os missionários nunca devem ser confiáveis.

"Quando eu cresci na Coreia do Norte, eu também acreditava que o cristianismo era malvado e que a cruz era um símbolo do diabo. Mesmo no jardim de infância, tínhamos que nos curvar diante das fotos dos primeiros líderes da Coreia do Norte, Kim Il-Sung e seu filho, Kim Jong-Il", revelou o desertor.

"Hoje, as crianças norte-coreanas também são ensinadas a se curvar diante do atual 'Querido Líder', Kim Jong-Un".

Algumas das propagandas incluem histórias de que Kim Il-Sung foi "capaz de capturar um arco-íris duplo com uma mão por causa de seus 'poderes majestosos".

"Tudo na Coreia do Norte gira em torno da família Kim. As crianças norte-coreanas sofrem lavagem cerebral para honrar o líder de seus dias. Na pré-escola, os professores oram para o ditador atual e seus ancestrais na hora do almoço. Tínhamos que orar, agradecendo aos ditadores pelo nosso 'pão diário'. Agora, percebo que eles roubaram esse espaço que é devido à Oração ao Senhor Jesus", disse Choi.

Ele observou que as crianças são ensinadas a odiar os "imperialistas americanos" e "fantoches sul-coreanos", com a mensagem empurrada por mensagens de propaganda em filmes, musicais, pinturas e desenhos animados.

Os cidadãos também contam histórias caluniosas sobre pastores e missionários que estupraram e atacaram pessoas, criando uma imagem maligna em suas mentes com relação ao cristianismo.

Ainda assim, Choi compartilhou suas esperanças de que com o avanço da tecnologia, as crianças estão encontrando novas maneiras de aprender a verdade sobre o mundo e estão se preparando para resistir às mentiras do regime comunista.

"As crianças norte-coreanas de hoje são capazes de descobrir outras crenças e modos de vida através da informação disseminada de unidades USB contrabandeadas e transmissões de rádio estrangeiras na língua coreana. Mais pais estão chegando à fé e, quando as crianças tiverem idade suficiente, ouvirão sobre a Bíblia e o Evangelho", disse o desertor.

"Estou orando para que Deus abra os olhos, os ouvidos e os corações dos norte-coreanos de todas as idades. Realmente acredito que se os crentes em todo o mundo continuarem orando pelos crentes norte-coreanos, um dia todas as crianças norte-coreanas aprenderão a verdade sobre Deus e o cristianismo. Um dia, elas se voltarão para a cruz", disse Choi ao compartilhar suas esperanças.

Outros desertores, como o Pastor Lee Joo-Chan, que agora moram na China, também falaram sobre como as crianças são criadas sob o regime de Kim.

Lee explicou em janeiro que a razão pela qual não há filhos cristãos na Coréia do Norte é porque os pais cristãos minoritários são forçados a esconder sua fé até mesmo de suas crianças.

Lembrando sua própria experiência, ele disse: "Eu sabia que meus pais eram diferentes. Todos os chamavam de 'pais comunistas', porque cuidavam dos doentes, dos pobres e dos necessitados. À noite, eles liam de um livro secreto, que eu não podia ler".

Lee acrescentou: "Mas eu os ouvi sussurrar as palavras, e eu sabia que era sua fonte de sabedoria. Também sabia que se eu alguma vez falasse sobre isso com outra pessoa, nossa família seria levada".

Fonte: Guiame

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Igreja cresce na Coreia do Norte e idolatria a ditador Kim Jong-un despenca

Um desertor da Coreia do Norte disse que as pessoas estão aceitando enfrentar os riscos de praticar a fé cristã no país.

O regime norte-coreano continua a perseguir qualquer pessoa que exerça sua fé (cristã ou qualquer outra) dentro das suas fronteiras, de acordo com um novo estudo do governo dos EUA, embora relatórios do país estejam sugerindo que cada vez mais pessoas estejam abandonando a idolatria ao ditador Kim Jong-un e optando por praticar sua fé pessoal.
O Departamento de Estado dos EUA divulgou na última terça-feira o relatório anual sobre as liberdades religiosas globais, com a Coreia do Norte destacando-se por negar ao seu povo o "direito à liberdade de pensamento, consciência e religião". Em alguns casos, a perseguição do regime pode ser tão extrema que leva as pessoas à prisão, tortura e até morte, segundo afirmou o estudo.
"O governo continuou a lidar severamente com aqueles que se envolveram em quase todas as práticas religiosas através de execuções, tortura, espancamentos e prisões", afirma o relatório.
"Estima-se que entre 80 mil e 120 mil prisioneiros políticos, alguns presos por motivos religiosos, estejam sendo mantidos em áreas remotas, em condições horríveis”, acrescenta.
Essas alegações foram apoiadas por um desertor norte-coreano que agora é membro da Coalizão mundial de Seoul para combater o genocídio na Coreia do Norte.
"A perseguição oficialmente sancionada de pessoas por razões religiosas ainda está lá e, eu diria, ainda mais forte do que antes", disse o desertor ao jornal 'The Telegraph'.
Mas mudanças sutis estão se tornando visíveis lentamente, disse o desertor, que pediu para manter seu nome sob sigilo, devido ao fato dele ser bem ativo no apoio a igrejas subterrâneas que operam no Norte.
"No passado, as pessoas eram convidadas a adorar à família Kim como deuses, mas muitos norte-coreanos não mais respeitam Kim Jong-un", disse ele. "Isso significa que eles estão procurando por algo mais para sustentar sua fé".
"Em alguns lugares, isso levou ao surgimento de religiões ligadas a xamãs, mas a igreja cristã também está crescendo e aprofundando suas raízes na Coreia do Norte", disse ele.
"Mesmo que as pessoas saibam que podem ser presas – ou até mesmo enfrentar o pior, como uma execução – elas ainda estão escolhendo adorar a Deus, e isso significa que mais rachaduras estão aparecendo no regime e no sistema comunista ditatorial da Coreia do Norte", acrescentou.
Fonte: (Guiame) via Gospel Geral

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

"Nunca deixei de orar", diz pastor que saiu da prisão na Coreia de Norte


Recém-libertado de uma prisão da Coreia do Norte, Hyeon Soo Lim disse que no período que esteve detido sentiu Deus ainda mais próximo.


pastor Hyeon Soo Lim participou de um culto no último domingo (13), pela manhã na Igreja Presbiteriana Coreana da Luz, em Mississauga, Ontário (Canadá), apenas um dia depois de chegar ao país.

O líder cristão foi libertado de uma prisão norte-coreana na última quarta-feira (9), depois de passar mais de dois anos sendo submetido a trabalhos forçados. A pena do pastor era de prisão perpétua, porém ele acabou sendo absolvido das acusações.

"Estou feliz", disse Lim com um sorriso, acompanhando da reação dos fiéis eufóricos de sua igreja e uma grande quantidade de jornalistas que o aguardavam à porta na igreja, que ele mesmo fundou.

Acusado de conspirar para derrubar o regime dominante da Coreia do Norte, Lim foi condenado à prisão perpétua em 2015. O pastor havia viajado para a Coreia do Norte mais de cem vezes para atuar em programas humanitários. Sua libertação ocorreu depois que uma delegação canadense viajou para Pyongyang no início da semana passada para negociar sua libertação. Lim, que foi libertado na quarta-feira, chegou ao Canadá no sábado.

"Estou tão agradecido por ter Deus me permitido estar com todos vocês aqui hoje", disse Lim à sua congregação em coreano.

Lim agradeceu ao primeiro-ministro do Canadá e sua equipe por ajudarem a garantir sua liberação, bem como aqueles que oraram por ele.

"Ainda é como um sonho", disse ele sobre sua liberdade. "Verdadeiramente, isso é tudo pela graça de Deus".

Em seu discurso, Lim falou de "dias de solidão irresistível".

"Era difícil ver quando e como a prova terminaria completamente", disse ele. "Mas esse isolamento também me deu a oportunidade de passar um longo período a sós com Deus".

Forçado a trabalhar em um campo de trabalhos pesados, Lim descreveu como era desgastante ter de cavar buracos na terra congelada.

"Minha parte superior do corpo suava; mas meus dedos das mãos e dos pés estavam congelando", disse ele.

Na primavera e no verão, ele disse que trabalhava oito horas por dia, mas o peso das atividades e as condições precárias em que vivia o levaram a ser sido hospitalizado quatro vezes. Apesar das dificuldades ele encontrou descanso na leitura, sobretudo da Palavra de Deus.

"Eu adorei a Deus sozinho, por 130 domingos", disse ele. "Mesmo durante os trabalhos forçados, não parei de orar".

Lim disse que foi sua fé que lhe permitiu superar seu desespero e o tratamento violento que recebeu na Coreia do Norte.

"Eu aprendi a aceitar completamente tudo isso como uma forma de amor e disciplina de Deus para me fortalecer", disse ele. "Pelo tempo perfeito e soberano de Deus, fui libertado, voltei para casa e estou aqui com vocês, hoje".

Fonte: Guiame
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