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domingo, 24 de maio de 2020

Egito legaliza o funcionamento de mais 70 edifícios de igrejas cristãs


O processo para autorizar o funcionamento de igrejas é longo, difícil e enfrenta resistência de muçulmanos.


A decisão de legalizar mais 70 edifícios utilizados por igrejas cristãs no Egito foi proferida após uma reunião do Comitê do Governo que supervisiona a legalização das igrejas, presidida pelo primeiro-ministro Mostafa Madbouly. Esta decisão eleva o número total de igrejas que foram legalizadas desde que o comitê iniciou seu mandato em 2016 para 1638.

O processo está baseado na Lei de Construção da Igreja (Lei nº 80 de 2016), que foi aprovada pelo Parlamento Egípcio em 30 de agosto de 2016, o poder de aprovar a construção e renovação de igrejas foi estendido aos governadores provinciais.

Apesar da legalização dos edifícios da igreja pelos governos provinciais, continuam havendo questões controversas e ações contrárias à liberdade religiosa em diversos lugares. Na quarta-feira (20), autoridades locais demoliram um edifício da igreja em Koum Al-Farag, província de Al-Behera, após protestos sectários.

O prédio de um andar havia sido usado para fins de culto por 15 anos. Alguns anos atrás, muçulmanos locais construíram uma mesquita ao lado do prédio, na esperança de impedir que ela fosse legalizada como igreja. De acordo com uma antiga tradição islâmica (ou lei comum), as igrejas são impedidas de serem formalmente reconhecidas ou exibir qualquer símbolo cristão se uma mesquita for construída ao lado delas.

Tensões sectárias
Um dos fatores responsáveis pela demolição de prédios utilizados para fins religiosos, segundo as autoridades egípcias, são as tensões entre grupos de diferentes crenças.

Recentemente, dois andares adicionais foram construídos para acomodar a crescente congregação, o que provocou tensão sectária. Para evitar novas escaladas, as autoridades locais demoliram o prédio da igreja e a mesquita que foi construída ao lado. Catorze cristãos foram presos quando tentaram impedir as autoridades de demolir o prédio.

"A CSW congratula-se com a legalização de mais igrejas no Egito e incentivamos o governo a continuar no caminho de reforma da legislação e abordar atitudes e práticas da sociedade que restringem o direito à liberdade de religião ou crença", declarou o presidente-executivo da CSW, Mervyn Thomas.

"Embora a legalização desses locais de culto seja um desenvolvimento bem-vindo, continuamos preocupados com a destruição da igreja e da mesquita em Koum Al-Farag, que não é uma maneira eficaz de lidar com as tensões sectárias. O governo deve trabalhar com as autoridades locais para formular intervenções cívicas que abordem e transformem as atitudes da sociedade que sustentam as tensões sectárias", ponderou.

Apesar das melhorias notáveis ​​no tratamento da comunidade cristã durante o mandato do Presidente Sisi, incidentes sectários continuam ocorrendo em certas localidades, incluindo o sequestro e a conversão forçada de mulheres cristãs.

Os incidentes geralmente são resolvidos por meio de sessões extralegais de reconciliação comunitária, que geralmente são caracterizadas por preconceitos e decisões desequilibradas que privam as vítimas, principalmente os cristãos, da justiça.

A CSW continua solicitando que os responsáveis ​​por esses incidentes sejam responsabilizados pelo sistema jurídico.

Em 1º de maio, a Paróquia Copta Ortodoxa de Al-Manofyia retirou-se de uma iniciativa da sociedade civil para conter e resolver incidentes sectários por meio do diálogo entre comunidades. A Casa da Família Egípcia, uma iniciativa conjunta criada em 2011 pela Igreja Ortodoxa Copta e Al-Azhar, visa fortalecer a harmonia religiosa e criar soluções de base para as tensões sectárias.

A igreja emitiu uma declaração em que condenava a falta de ação por parte da Casa da Família Egípcia no caso do sequestro de Rania Abdul-Masseih Halim, uma mulher cristã que desapareceu em 22 de abril e posteriormente reapareceu em um vídeo no qual ela afirma ter se convertida ao Islã e não queria mais que ninguém a procurasse. Sua família acredita que essas alegações foram feitas sob coação.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Egito aprova a legalização de 127 igrejas cristãs


Outras 1.000 receberam permissão do comitê para existir de acordo com a nova legislação egípcia.


Um comitê criado pelo governo egípcio aprovou a legalização de 127 igrejas que estavam operando em condições ilegais, devido às restrições impostas pelo país à liberdade religiosa concedida aos cristãos.

Uma lei, aprovada em 2016, foi criada para acelerar o processo de legalização, com milhares de igrejas sendo construídas sem permissão e operando com medo de represálias do governo.

Antes da aprovação da lei, era difícil obter a aprovação do estado para a instalação de igrejas no Egito, por isso as congregações corriam riscos de serem processadas.

De acordo com a International Christian Concern, desde que a lei foi aprovada, cerca de 1.021 receberam permissão do comitê para existir de acordo com a nova legislação egípcia.

Embora o comitê ainda tenha muitas igrejas para legalizar, este é um começo promissor para um país em que a perseguição a cristãos coptas apresenta altos níveis de violência há décadas.

Em novembro de 2018, pelo menos sete pessoas foram mortas em um ataque a um ônibus de cristãos coptas que voltavam de um monastério em Minia, no Egito.

De acordo com o Persecution Watchdog, os cristãos do país ainda enfrentam a perseguição diária de grupos dentro da população de maioria islâmica, bem como os maus-tratos do próprio governo.

Segundo a Lista da Perseguição da Portas Abertas, o Egito está classificado como 16º país onde os cristãos enfrentam os mais altos níveis de perseguição.

A cultura islâmica "alimenta a discriminação e cria um ambiente que faz com que o Estado relute em respeitar e fazer valer os direitos fundamentais dos cristãos", explica a Portas Abertas em sua página de fatos sobre o Egito.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Igrejas africanas em Londres recebem cerca de 20 mil pessoas aos domingos


Congregações cristãs africanas crescem na Inglaterra em contraste com as locais que estão esvaziadas.


Com suas próprias características culturais e sem perder a essência do cristianismo, diversas igrejas evangélicas africanas estão crescendo no sul de Londres, capital da Inglaterra.

Acredita-se que cerca de 250 igrejas de maioria negra estejam no bairro de Southwark, onde 16% da população se identifica como tendo etnia africana.

O bairro representa a maior concentração de cristãos africanos no mundo fora do continente, com cerca de 20.000 fiéis frequentando igrejas todos os domingos, segundo pesquisadores da Universidade de Roehampton.

Há um contraste marcante com os bancos vazios em muitas igrejas tradicionais da Inglaterra, onde as congregações diminuíram durante anos.

Abosede Ajibade, um nigeriano de 54 anos que se mudou para a Grã-Bretanha em 2002 e trabalha para uma empresa de manutenção de escritórios, diz que os ingleses levaram o cristianismo para a África, mas hoje a maioria deles não serve mais a Jesus Cristo. "Oramos por este país", disse.

Com membros provenientes da África Ocidental, de língua de Yoruba, a congregação se apresenta quase toda vestida com roupas brancas. Os músicos tocam hinos em ritmos afros usando instrumentos, como bateria, teclado e violão e algumas mulheres se prostram no chão em oração.

Em um antigo e grande prédio industrial, com seu interior pintado com detalhes em tinta dourada, um alto-falante lembra as pessoas sobre uma lista de atividades proibidas: não fumar, não beber álcool, não praticar magia negra.

Adoração e cultos on-line
Qualquer pessoa que vá ao sul de Londres em uma manhã de domingo verá adoradores, geralmente vestidos com roupas africanas de cores deslumbrantes, indo a igrejas, cada um com seus diferentes estilos de adoração.

Os hinos são cantados apenas em línguas africanas em algumas igrejas, ou apenas em inglês em outras. Alguns pastores levam os fiéis para batismos de imersão total no frio do Canal da Mancha. Outros acreditam que quando os crentes de repente começam a falar em línguas desconhecidas, isso marca a presença do Espírito Santo em suas vidas.

As igrejas africanas abriram suas portas em Londres a partir dos anos 1960, seguidas por uma segunda onda nos anos 80.

Os migrantes, muitos deles da Nigéria e Gana, procuraram construir comunidades e manter conexões culturais com seus países de origem, fundando suas próprias igrejas, muitas vezes iniciadas em casas particulares, escolas e escritórios.

À medida que as comunidades cresciam, as igrejas se mudavam para espaços maiores em salas de bingo, cinemas e armazéns, reunindo congregações de até 500 pessoas onde os cultos são transmitidos on-line.

Amor a Deus
Os pesquisadores da Universidade de Roehampton descobriram algumas coisas que muitas igrejas têm em comum: o impulso para o avanço profissional, o compromisso de passar três horas ou mais no culto de domingo e, tipicamente, adoração em tom muito alto.

"É assim que expressamos nossa alegria e gratidão a Deus", diz Andrew Adeleke, pastor da Casa de Louvor, uma das maiores igrejas africanas em Southwark, que funciona em um antigo teatro.

"A igreja não deveria ser um cemitério", disse Adeleke. "É um templo de celebração e adoração e a beleza é poder expressar nosso amor a Deus, mesmo quando as coisas não são perfeitas em nossas vidas".

Assim como a maioria das igrejas evangélicas, o lado social é bastante forte nas congregações africanas. Algumas delas fornecem alimentos para pessoas que lutam para sobreviver, outras trabalham com jovens em risco de recrutamento por gangues.

Fonte: Guiame

sábado, 30 de dezembro de 2017

Igreja removerá bancos para atrair muçulmanos a cultos ecumênicos


 

“É importante estimular a coesão social e a interação entre muçulmanos e cristãos", afirma responsável pelo templo.


A igreja anglicana St. Thomas Werneth, em Oldham, na Inglaterra, mantém uma escola de educação infantil anexo ao templo. Em um levantamento este ano, descobriu que nenhum dos pais dos seus alunos se declara cristão. A maioria é islâmico e um percentual menor se declara "sem religião".
A administração da igreja está decidida a atrair as pessoas da comunidade para os cultos, onde só aparecem algumas dezenas de fiéis, sendo a maioria idosos. O primeiro passo foi remover todos os tradicionais bancos de madeira para atender os muçulmanos em cultos ecumênicos. Assim, eles poderão estender os tapetes de oração sem a "inconveniência" das pesadas estruturas de madeira.

O Chanceler da Diocese de Manchester, responsável pelo templo, disse que a igreja recebeu permissão para remover os assentos pois isso traria "grandes benefícios públicos" e que a presença da comunidade no local seria "mais importante que a perda de bancos".
"A Igreja deseja ser um lugar de acolhimento, crescimento e engajamento para a comunidade local. Sua presença ali é importante para estimular a coesão social e a interação entre muçulmanos e cristãos", afirmou o chanceler, que defendeu a necessidade de "compartilhar o patrimônio".
A igreja foi construída no século XIX, sendo tombada como patrimônio público. A legislação diz que não podem ser feitas reformas no exterior, que descaracterizem a arquitetura. Porém, é possível mudar o interior. Além da retirada dos pesados bancos de madeira, será trocado o piso e reformulados os sanitários.
Até o momento, nenhum membro da igreja se manifestou publicamente contra a mudança.
A administração do templo diz que está seguindo as recomendações do governo, que recentemente divulgou um projeto dizendo que as igrejas anglicanas deveriam procurar alternativas "para servir melhor suas comunidades locais".
O Departamento de Cultura, Mídia e Esporte, a agência do governo inglês responsável pela "herança religiosa" do Reino Unido, decidiu que as igrejas devem ficar disponíveis para "propósitos novos e diferentes". Isso incluindo a possibilidade de servirem para abrigar cultos de outras fés.
Com informações de Telegraph via Gospel Prime

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Igreja cresce na Coreia do Norte e idolatria a ditador Kim Jong-un despenca

Um desertor da Coreia do Norte disse que as pessoas estão aceitando enfrentar os riscos de praticar a fé cristã no país.

O regime norte-coreano continua a perseguir qualquer pessoa que exerça sua fé (cristã ou qualquer outra) dentro das suas fronteiras, de acordo com um novo estudo do governo dos EUA, embora relatórios do país estejam sugerindo que cada vez mais pessoas estejam abandonando a idolatria ao ditador Kim Jong-un e optando por praticar sua fé pessoal.
O Departamento de Estado dos EUA divulgou na última terça-feira o relatório anual sobre as liberdades religiosas globais, com a Coreia do Norte destacando-se por negar ao seu povo o "direito à liberdade de pensamento, consciência e religião". Em alguns casos, a perseguição do regime pode ser tão extrema que leva as pessoas à prisão, tortura e até morte, segundo afirmou o estudo.
"O governo continuou a lidar severamente com aqueles que se envolveram em quase todas as práticas religiosas através de execuções, tortura, espancamentos e prisões", afirma o relatório.
"Estima-se que entre 80 mil e 120 mil prisioneiros políticos, alguns presos por motivos religiosos, estejam sendo mantidos em áreas remotas, em condições horríveis”, acrescenta.
Essas alegações foram apoiadas por um desertor norte-coreano que agora é membro da Coalizão mundial de Seoul para combater o genocídio na Coreia do Norte.
"A perseguição oficialmente sancionada de pessoas por razões religiosas ainda está lá e, eu diria, ainda mais forte do que antes", disse o desertor ao jornal 'The Telegraph'.
Mas mudanças sutis estão se tornando visíveis lentamente, disse o desertor, que pediu para manter seu nome sob sigilo, devido ao fato dele ser bem ativo no apoio a igrejas subterrâneas que operam no Norte.
"No passado, as pessoas eram convidadas a adorar à família Kim como deuses, mas muitos norte-coreanos não mais respeitam Kim Jong-un", disse ele. "Isso significa que eles estão procurando por algo mais para sustentar sua fé".
"Em alguns lugares, isso levou ao surgimento de religiões ligadas a xamãs, mas a igreja cristã também está crescendo e aprofundando suas raízes na Coreia do Norte", disse ele.
"Mesmo que as pessoas saibam que podem ser presas – ou até mesmo enfrentar o pior, como uma execução – elas ainda estão escolhendo adorar a Deus, e isso significa que mais rachaduras estão aparecendo no regime e no sistema comunista ditatorial da Coreia do Norte", acrescentou.
Fonte: (Guiame) via Gospel Geral

terça-feira, 20 de setembro de 2016

No Sudão do Sul, cristãos usam panos de saco para pedir perdão a Deus

Manifestação da igreja cristã no Sudão se baseia em passagens do Antigo Testamento

por Jarbas Aragão
O Sudão do Sul é a nação mais jovem do planeta. Surgida em 2011, após uma guerra étnica e religiosa que dizimou milhares de habitantes. Enquanto o Sudão é uma nação islâmica, o território agora independente ao sul reúne uma grande quantidade de cristãos.
Este mês, centenas desses cristãos se reuniram para pedir a Deus publicamente. Seguindo um preceito do Antigo Testamento, usavam pano de saco como vestimenta. Alguns escreveram a palavra “repent” [arrependa-se] para deixar clara sua intenção.
Liderados pelo pastor John Sebit Edward, do Centro Cristão de Avivamento, sua justificativa é que o profeta Jonas trouxe essa mensagem e com ela salvou milhares de pessoas da destruição. O objetivo da passeata, ocorrida na cidade de Yei, era pedir sabedoria e perdão pelos pecados.
Queremos levar nossa pátria diante da presença de Deus. Para isso vestimos panos de saco como símbolo de humildade, sabedoria e também arrependimento. Pedimos que Deus nos perdoe e nos ajude a desenvolver o país”, afirmou Edward.
Enquanto alguns usavam megafones, outros simplesmente repetiam em voz alta as orações. Eles traziam mensagem de paz e reconciliação. O país vive uma guerra civil entre grupos que defendem o presidente Salva Kiir e ex-vice-presidente Riek Machar.
Segundo a ONU, mais de dois milhões de sudaneses do sul foram forçados a sair de suas casas por causa dos conflitos. Milhares de pessoas, em especial crianças, estão morrendo de fome e de sede por causa dessa guerra.
Com informações Radio Tamazuj via Gospel Prime
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