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domingo, 1 de outubro de 2023

Igreja Episcopal perdeu mais de 90 mil membros em 2022 e pode ser extinta até 2050




Nos últimos anos, a Igreja Episcopal tem experimentado um declínio considerável



Igreja Episcopal dos EUA viu um declínio de mais de 90.000 membros em 2022, mas também testemunhou um aumento considerável na frequência ao culto dominical, de acordo com um novo relatório.

Segundo uma análise de dados paroquiais divulgada esta segunda-feira, a Igreja Episcopal tinha cerca de 1,58 milhões de membros batizados em 2022, estando divididos entre 6.789 congregações membros.

Isto representa um declínio em comparação com as estatísticas oficiais de 2021, nas quais a denominação relatou ter 1,678 milhões de membros batizados e 6.806 congregações membros.

No entanto, a denominação viu um aumento na frequência média ao culto dominical, passando de aproximadamente 312.000 em 2021 para quase 373.000 no ano passado, ou um aumento de cerca de 60.000.

Em relação à frequência aos cultos, o relatório explica que embora tenha "diminuído dramaticamente" durante a pandemia da COVID-19 e os subsequentes confinamentos, "parece estar a recuperar".

"Embora não tenha voltado aos níveis pré-pandemia, há sinais de recuperação de parte do comparecimento perdido aos domingos", afirmou o relatório paroquial. "Além disso, a [frequência de domingo] relatada aqui incluiu apenas a participação presencial e não inclui participantes virtuais de congregações que oferecem uma opção virtual para serviços."

No entanto, os cerca de 373.000 reportados para 2022 ainda estão bem abaixo dos números médios de assistência aos domingos para 2013, que totalizaram pouco mais de 657.000.

Em 2019, a principal denominação protestante relatou aproximadamente 547.000 pessoas em média comparecendo ao culto dominical.

Extinção até 2050

Nos últimos anos, a Igreja Episcopal tem experimentado um declínio considerável, especialmente entre os membros batizados e os congregados. Em 2010, o número total de membros da denominação caiu para menos de 2 milhões e é agora quase meio milhão a menos do que isso.

Alguns atribuíram este declínio à direção teológica progressista da denominação. Por exemplo, quando a denominação ordenou o seu primeiro bispo abertamente gay em 2003, um grande número de membros e congregações separaram-se em resposta.

Em novembro de 2020, o Rev. Dwight Zscheile, padre episcopal e professor, alertou que, no atual ritmo de declínio, a Igreja Episcopal poderá ser extinta até 2050.

"O quadro geral é terrível", disse Zscheile, conforme relatado pelos Líderes da Igreja em 2020. "Não é um cenário de declínio, mas sim de morte na próxima geração, a menos que as tendências mudem significativamente".

Folha Gospel com informações de The Christian Today

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Mãe cristã é ameaçada de perder guarda do filho por educá-lo em casa em SC



Regiane Cichelero foi processada e recebeu uma multa de R$1.500 que aumentará diariamente enquanto o filho não estiver matriculado na escola local.



Regiane Cichelero, uma mãe cristã e advogada de Santa Catarina, está enfrentando desafios legais e multas após decidir educar seu filho em casa.

A ADF International — organização de defesa cristã — que está apoiando Regiane, destacou que a lei internacional de direitos humanos protege o direito dos pais de escolher o tipo de educação que é melhor para seus filhos, incluindo a homeschooling (educação domiciliar).

Durante a pandemia da Covid-19, as escolas e grande parte dos estabelecimentos públicos e privados permaneceram fechados. Foi nesse período que a mãe começou a educar seu filho de 12 anos em casa.

Em março de 2021, a escola em que o menino estudava reabriu, porém, Regiane optou por continuar a educá-lo. Para ela, essa era a melhor forma de garantir ao filho uma educação de qualidade e de acordo com os princípios cristãos da família.

Após tomar essa decisão, Regiane recebeu uma contestação legal dos promotores locais por se recusar a matricular seu filho no sistema escolar local.

Ela foi multada no valor de R$1.500 por não matricular seu filho, e o valor aumentará diariamente enquanto a criança não estiver matriculada na escola local.

Além disso, o juiz do caso inicialmente ameaçou retirar a guarda de seu filho se ele continuasse a estudar em casa.

Lei internacional dos direitos humanos

O advogado Julio Pohl, conselheiro jurídico da ADF International para a América Latina, está apoiando a defesa legal de Regiane.

"Os direitos dos pais estão claramente sob ataque no Brasil", disse ele.

E continuou:

"É condenável o fato de Regiane Cichelero não só ter sido processada e multada, mas também ameaçada com a remoção de seu filho por optar pela educação domiciliar. Os pais são a primeira autoridade para a educação de seus filhos, e essa reação das autoridades locais é uma violação completa de seus direitos como mãe garantidos pelo direito internacional. Estamos ansiosos para buscar justiça para ela e sua família".

De acordo com a ADF International, a lei internacional dos direitos humanos protege os direitos dos pais de fazer escolhas sobre o tipo de educação que seus filhos recebem.

O artigo 26.3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que "os pais têm prioridade de direito na escolha do tipo de educação a ser ministrada a seus filhos".

Além disso, o Artigo 13 do Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais assegura que os Estados devem respeitar o direito dos pais "de escolher para seus filhos escolas diferentes daquelas estabelecidas pelas autoridades públicas, que atendam a padrões educacionais mínimos que podem ser estabelecidas ou aprovadas pelo Estado e assegurar a educação religiosa e moral de seus filhos de acordo com suas próprias convicções".

Declaração da mãe

Regiane Cichelero respondeu as ações afirmando que escolheu educar seu filho em casa porque acredita que isso é o melhor para ele e está empenhada em fornecer a melhor educação possível.

"Além disso, a educação domiciliar garante que eu possa transmitir nossa fé e valores, que são tão importantes para nossa família, a ele diariamente. Valores que são constantemente desafiados e minados no sistema público de ensino do Brasil", declarou ela.

Segundo a Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED), atualmente, mais de 70.000 crianças são educadas em casa no Brasil.

"Todos os pais têm o direito e a obrigação dados por Deus de fazer escolhas que proporcionem os melhores resultados para nossos filhos. Estou esperançosa pelo dia em que eu e outros no Brasil poderemos exercer nossos direitos como pais sem medo de sermos multados e processados", concluiu Regiane.

De acordo com o Portal G1, vários casos semelhantes de violações de direitos, estão sendo observados no Estado de Santa Catarina, cujas reclamações teem sido remetidas à Comissão de Direitos Humanos da OAB em Blumenau naquele estado.

Segundo a colunista Cristina Graml do portal Gazeta do Povo, o caso em tela corre na comarca de São José do Cedro (SC).


ASSISTA AQUI

Com informaçõesGuia-me, ADF Internacional, G1 e Folha Gospel


sexta-feira, 10 de março de 2023

Igreja Evangélica da Alemanha perdeu mais de 380 mil membros em 2022


A Alemanha, berço da Reforma Protestante, é o país com mais pessoas que se descrevem como não religiosas ou ateias

Os números mais recentes de membros da principal linha protestante da Alemanha, a Evangelische Kirche Deutschland (Igreja Evangélica da Alemanha, EKD) confirmam seu declínio.

A perda de filiação dos últimos anos só se acelerou em 2022, com 380 mil saídas da EKD – um aumento de 35,7% em relação a 2021.

É a primeira vez que o número de membros da EKD que morreram ao longo do ano (365.000) não é superado por aqueles que deixam a Igreja ativamente. Em 2021 os que morreram foram 360.000, e os que deixaram a igreja foram 280.000 membros.

O aspecto positivo das estatísticas é que o número de batismos (principalmente de bebês) cresceu para 165.000 em 2022, um aumento de mais de um terço em relação ao ano anterior, voltando aos níveis pré-pandêmicos.

A contagem final mostra que a Igreja Evangélica da Alemanha perdeu 575.000 pessoas em 2022, 2,9% de seus membros.

A Igreja Evangélica da Alemanha tem agora 19,1 milhões de membros, cerca de 23% da população alemã. Em 2022 tinha 19,7 milhões, e em 2007, a Igreja tinha 24,8 milhões de membros.

A Igreja Católica Romana na Alemanha tem um número maior de membros, apesar de também passar por uma crise profunda. Cinco anos atrás, as duas maiores igrejas institucionais ainda representavam mais da metade da população alemã.

Mudanças na liderança para interromper o declínio

Como em todos os anos anteriores, a direção da Igreja Evangélica da Alemanha lamentou os números negativos e disse que trabalharia mais para mudar a tendência. A chefe da Igreja Protestante Alemã, Annette Kurschuss, defendeu o papel da igreja principal: "Sem o cuidado pastoral e a diaconia, e sem o culto e as ofertas congregacionais nas cerca de 20.000 igrejas e capelas, o clima social seria diferente".

Kurschuss foi eleita em 2021, quando a crise de adesão já era uma realidade alarmante para a Igreja Evangélica da Alemanha. Alguns meses antes, outra mulher, a estudante de teologia de 25 anos, Anne-Nicole Heinrich, foi eleita presidente do sínodo da Igreja.

Alemanha é um dos menos religiosos do mundo

Alemanha, berço da Reforma Protestante, é o país com mais pessoas que se descrevem como não religiosas ou ateias, abaixo apenas da China nesse quesito. O apontamento é de uma pesquisa da Statista Global Consumer Survey.

Segundo a Medien Magazine, pessoas de oito países foram questionadas sobre suas crenças religiosas. De acordo com isso, a religião tem a maior influência sobre a população da Índia.

Segundo a pesquisa, 23% da população alemã se descreve como não religiosa. Onze por cento dizem que ser ateus. 

Uma teologia liberal

Em contraste com as igrejas evangélicas livres (incluindo batistas, pentecostais, carismáticos, irmãos e outros), o ensino na maioria das igrejas e seminários da EKD é teologicamente liberal. A frequência à igreja entre os membros da EKD também é muito menor do que entre os cristãos evangélicos livres.

Segundo uma pesquisa de 2019, 33% dos membros da Igreja "não acreditavam em Deus". Uma pesquisa da Pew Research também descobriu que mais protestantes auto-identificados na Alemanha acreditam em astrologia (33%) e reencarnação (24%) do que aqueles que oram diariamente (9%).


Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Igreja Metodista perde 107 congregações por apoiar a causa LGBT


Desde 1972, a prática da homossexualidade é considerada “incompatível com o ensino cristão”, segundo o Livro de Disciplina da denominação


Congregações Metodistas Unidas, com sede na Flórida, Estados Unidos, estão deixando a principal denominação para ingressar na recém-lançada Igreja Metodista Global, que possui linha conservadora.

Foram 107 congregações, número que significa 20% do total de igrejas pertencentes à Igreja Metodista Unida na Florida, de acordo com a WCA. A divisão oficial ocorreu no último dia 1º de maio.

O motivo do rompimento foi a discussão sem fim entre a liderança sobre as questões LGBTQ+ na igreja. Desde 1972, a prática da homossexualidade é considerada "incompatível com o ensino cristão", de acordo com o Livro de Disciplina da denominação. Durante os conselhos de liderança que acontecem periodicamente, os Metodistas Unidos Progressistas questionavam as doutrinas relacionadas à sexualidade nas últimas décadas.

"Esse amplo grupo de igrejas inclui congregações grandes e pequenas, juntamente com comunidades de fé anglo, afro-americana, latina, coreana e outras etnias. Essas igrejas se alinharão com a nova Igreja Metodista Global", informou a WCA (Wesleyans Convenant Association).

Na visão de Keith Boyette, líder da WCA que atuou como Oficial de Coordenação de Transição para a Igreja Metodista Global, "haverá igrejas adicionais que surgirão à medida que avançarmos". "É meu entendimento que todas essas igrejas receberam votos para sair", afirmou Boyette ao ser questionado sobre a decisão das congregações de deixar a Igreja Metodista Unida.

Fonte: Comunhão com informações de The Christian Post via Folha Gospel

domingo, 16 de janeiro de 2022

Casamento homossexual perde apoio popular no Brasil, mostra pesquisa

A perda da popularidade dos LGBT é uma tendência que parece ser observada em outros países ocidentais.


Uma nova pesquisa de opinião realizada pelo PoderData este mês revela que o apoio ao casamento gay caiu no Brasil no prazo de um ano.

A pesquisa, realizada de 2 a 4 de janeiro de 2022, mostra que, no Brasil, 45% se dizem a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Era 51% em janeiro de 2021.

Os que são contrários ao casamento de pessoas do mesmo sexo aumentaram de 33% para 39%.

Os que não souberam responder permaneceram estáveis em 16%.

A pesquisa foi realizada com três mil pessoas em 501 municípios em todos os estados do país, e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Para chegar a 3.000 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

A pesquisa do PoderData observou uma relação direta de apoio ao governo Bolsonaro e desaprovação ao casamento gay. 65% dos pesquisados pensam que existe preconceito contra homossexuais no Brasil, e até mesmo entre os apoiadores do presidente, somente 32% pensam que o preconceito não existe.

A taxa de favoráveis é mais alta entre jovens de 16 a 24 anos (60%), pessoas que cursaram o ensino superior (64%) e os que têm renda mensal de mais de 5 salários mínimos (61%). Dentre as 5 regiões do Brasil, o Nordeste é o que tem o maior percentual de apoio: 52%.

Em 2011 o Supremo Tribunal Federal mudou sua interpretação constitucional, estendendo a união civil a casais do mesmo sexo, o que foi convertido em casamento civil pelo CNJ logo depois.

O STF voltou a afirmar por unanimidade, em 2019, que a união homoafetiva deve integrar o conceito de entidade familiar.

A perda da popularidade dos LGBT é uma tendência que parece ser observada em outros países ocidentais. A ONG americana GLAAD fez uma pesquisa em 2019 investigando atitudes para com as minorias sexuais entre americanos. Entre os jovens dos 18 aos 34 anos, 63% declaravam-se confortáveis ao interagir com os LGBT em 2016. O número caiu para 45% em 2018.

Na Europa, enquanto maiorias na parte ocidental do continente aprovam o casamento gay, somente a República Tcheca, entre os países do Leste europeu, apresenta esse padrão.

Em todos os outros na região, maiorias fazem oposição. A Hungria, por exemplo, alterou a definição de família em sua Constituição, em 2020, definindo que a família é "baseada no casamento e na relação entre pais e filhos. A mãe é uma mulher, o pai um homem" e proibiu a adoção por casais homossexuais.

Com informações de Poder360, UOL, Estadão e Agência Brasil via Folha Gospel


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