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quarta-feira, 8 de maio de 2024

Pastor Augustus Nicodemus diz que tragédia no RS deve levar cristãos a buscarem o Senhor



Augustus Nicodemus afirmou que “Deus ministra conforto, consolo e ajuda em momentos assim”



Em meio à tragédia causada pelas chuvas no Rio Grande do Sul, o pastor presbiteriano Augustus Nicodemus compartilhou uma reflexão sobre o período atual. Ele postou, em rede social, uma mensagem bíblica de esperança quanto ao futuro, quando não haverá mais tragédias, dor e sofrimento, conforme a Palavra de Deus.

As enchentes ocorridas no Sul do Brasil nos últimos dias já deixaram 85 mortos, segundo boletim da Defesa Civil divulgado no fim da tarde dessa segunda-feira (6). Mais quatro mortes estão sob investigação para determinação da causa.

As autoridades contabilizam 339 feridos, 134 desaparecidos e mais de 201 mil pessoas estão fora de casa, sendo 153.824 desalojados e 47.676 em abrigos públicos. As chuvas, que provocaram inundações na maior parte do estado, já afetaram 1.178.226 gaúchos de alguma forma. O número de municípios atingidos subiu para 385.

"É com muita tristeza que a gente recebe notícias do que está acontecendo no Rio Grande do Sul", afirmou Nicodemus, acrescentando que esses casos fazem, automaticamente, o cristão pensar sobre "a ação de Deus no meio da desgraça e da miséria humana", o que impulsiona as pessoas aos questionamentos.

Segundo o reverendo, "para muita gente, Deus é 'insensível', Deus 'nem se importa' com essas coisas que acontecem. Outras [pessoas] têm dificuldade em reconciliar um Deus bondoso com uma tragédia como essa que está acontecendo no Rio Grande do Sul".

Nicodemus assegurou que a resposta para esse tipo de tragédia está na "doutrina da queda do homem lá no Jardim do Éden, quando então Deus amaldiçoou a terra e disse que dela viria o sofrimento para o homem".

O pastor continuou, observando que "tudo que acontece, esses transtornos, tragédias, pandemias, terremotos, enchentes, é o resultado de uma terra amaldiçoada pelo pecado do homem". Nicodemus afirmou, entretanto, que "Deus ministra conforto, consolo e ajuda em momentos assim".

"Nós devemos buscá-lo, arrependidos, pedindo perdão e ansiando pela chegada do Senhor Jesus, quando então Deus haverá de trazer novos Céus e Terra, onde habita paz e não haverá mais tragédias", disse.

Fonte: Comunhão via Folha Gospel

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Augustus Nicodemus critica fechamento de templos, lockdown e neopentecostais


Em um momento em que o fechamento de templos voltou a ser uma pauta de debate, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF), o pastor Augustus Nicodemus Lopes, da Primeira Igreja Presbiteriana de Recife, lembra que o direito de culto é garantido pela Constituição.

O pastor e ex-chanceler da Universidade Mackenzie, de 66 anos, deu uma entrevista à Folha de S. Paulo, que foi publicada na terça-feira (6). Nela, ele abordou sobre lockdown, dízimo, política e a Teologia da Prosperidade, considerada por ele um falso ensino.

“Quando a gente briga para manter igreja aberta dentro das regras sanitárias, é pelo direito de culto garantido pela Constituição”, destacou o pastor, quando foi questionado sobre o fechamento de templos.

“A única maneira de revogá-lo é o estado de sítio, e só o presidente pode declarar um, o Congresso tem que aprovar. Do jeito que está não está bom, é uma coisa que está saindo da cabeça de governadores e prefeitos. Fechar de forma arbitrária é a Constituição sendo violada. O que vem depois?”, questionou.

Nicodemus também tem ressalvas a respeito da eficácia do lockdown como única medida para amenizar o impacto da pandemia.

“Minha igreja é de classe média. Quem tem sofrido muito é o pessoal de classes mais baixas”, explicou. “O lockdown fere muito o trabalhador, a diarista. O pessoal das classes média e alta não sentem tanto. Vão fazer como você e eu: home office.”

Ele sugeriu: “Lockdown's causaram o desastre na economia, não vejo como podem ser a cura dela. Talvez se tivéssemos usado desde o início lockdowns verticais e localizados, medidas sanitárias já comprovadas e educado a população para usá-las, quem sabe salvaríamos o mesmo número de pessoas sem destruir seus empregos e sanidade mental no processo”.

Bíblia e Dinheiro

O pastor, que recentemente lançou, pela editora Mundo Cristão, o livro “O Que a Bíblia Fala Sobre Dinheiro”, também abordou o tema do dízimo. Ele afirmou que, por conta dos excessos da Teologia da Prosperidade, a Igreja Presbiteriana acabou indo para o outro extremo, por causa do medo de falar sobre finanças — o que “também é errado”.

“A Bíblia fala mais de dinheiro do que de amor. Tem muita coisa sobre gestão financeira. Evangélicos dependem muitas vezes de recursos contadinhos para viver”, disse ele. “O dinheiro em si não é bom nem mau — depende da nossa atitude para com ele.”

“Não devemos fazer do dinheiro o deus da nossa vida. Jesus prega que a gente não viva ansioso com o que vai comer, beber, vestir. Deus cuida dos passarinhos, veste o lírio dos campos, não cai nenhum fio da nossa cabeça. Diz que os pagãos ficam ansiosos porque não têm um Pai. E é um alerta contra os mercadores da fé”, continuou.

Nicodemus também fez uma crítica a igrejas que querem manter o templo aberto não por preocupação cívica, mas “porque têm um sistema de arrecadação que depende do [culto] presencial”. “Para não serem estranguladas financeiramente, vão dizer o que for necessário para defender igrejas abertas”, observou.

Ele ainda usou as palavras do apóstolo Paulo, sobre os que “pensam que religião é uma forma de enriquecer”, para justificar o falso ensino sobre prosperidade. “Na Idade Média vendiam indulgências, relíquias, pedaços da cruz etc. Hoje, vendem objetos ungidos e oferecem bênçãos materiais em troca de ofertas e dízimos. Eles enriquecem, e os fiéis ficam pobres”, disse.

Por outro lado, o pastor também reforça o ensino correto sobre o dízimo: “Entendemos que contribuir faz parte da gratidão que prestamos a Deus. Sabemos que tem falsos profetas, mercenários, que utilizam da crendice do povo para arrancar até o último centavo. Mas não tem como igrejas sérias se manterem e ajudarem os pobres [sem as ofertas]. De onde vem esse dinheiro? O Estado é laico, a igreja não recebe nada do governo. Precisa de recursos para manter instalações funcionários, os pastores são assalariados.”

Ainda sobre o universo financeiro, Nicodemus também ponderou a respeito do chamado “coaching evangélico”. Em sua visão, os princípios desta filosofia são ótimos se aplicados no meio secular, mas não servem para o contexto da igreja.

“A Bíblia nos ensina a confiar em Deus, não viver ansiosos, não fazer da prosperidade a meta maior da vida. Fica difícil colocar isso dentro da equação do coaching”, comentou.

Fonte: Guia-me via Folha Gospel

sábado, 22 de dezembro de 2018

“Tínhamos tudo para não dar certo“, revela Augustus Nicodemus em declaração para esposa

Considerado por muitos o principal representante da teologia reformada no Brasil, o reverendo Augustus Nicodemus Gomes Lopes mostrou em uma publicação na sua rede social que nem só de vida acadêmica e pastoral é feito um bom ministro do Evangelho, mas também do cuidado com a sua esposa.
Nicodemus fez uma declaração pública para Minka Schalkwijk Lopes, pelo aniversário de 35 anos de casamento. A publicação ganhou bastante repercussão e chamou atenção pela franqueza sobre a vida do casal no início da relação.
"Tínhamos tudo para não dar certo", revelou Nicodemus. "Eu, nordestino, desviado do Evangelho até os 23 anos, vida devassa e dissoluta, acostumado a gastar com o que queria ter, com gostos totalmente diferentes dos dela: rock, cinema, velocidade e buchada de bode".
"Ela, holandesa, filha de missionários, criada em meio a 7 irmãos e irmãs, controlada nos gastos, nunca se desviou do Evangelho, chamada para ser missionária entre os índios", destaca o pastor.
Augustus Nicodemus também revelou que não tinha a intenção de casar. Segundo o ex-chanceler da Universidade Presbiteriana Marckenzie, o celibato parecia ser o seu "dom".
"Vê-la dissipou minha convicção de que eu tinha o dom do celibato e que não queria casar. Eu descobri que queria casar, sim, e com ela! Essa paixão com os anos foi virando amor, apaixonado, diga-se", explica Nicodemus.
Em seu texto o reverendo também detalha características que certamente foram determinantes para o sucesso da relação. Elementos comuns, mas cruciais na vida de qualquer casal.
"Sinceridade, sacrifício, vida de oração juntos, disposição para perdoar, reconhecimento dos próprios erros, paciência e humildade. Houve de tudo isso, e continua havendo", ressalta. "E só posso atribuir isso à Deus, que primeiro uniu meu coração àqueles lindos e brilhantes olhos azuis e mais tarde à dona desses olhos".
Finalmente, Nicodemus diz que seu relacionamento foi o resultado de um "amor à primeira vista", parabenizando sua esposa. "Continuo hoje tão apaixonado pelos olhos azuis quando eles me viram pela primeira vez. Feliz aniversário de casamento, amor!", conclui.
Fonte: Gospel+

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Augustus Nicodemus fala de “êxodo pentecostal” para as igrejas reformadas e gera polêmica

Teólogo reformado pede que pastores se preparem para receber centenas de fieis pentecostais e neopentecostais que estão saindo de suas igrejas

O teólogo presbiteriano Reverendo Augustus Nicodemus Lopes publicou um post em seu perfil do twitter na tarde do último domingo (02) que gerou uma repercussão muito grande. A fala do pastor reformado foi sobre a saída de centenas de pentecostais e neopentecostais de suas igrejas para as igrejas de teologia reformada após estes conhecerem a teologia pregadas por estas últimas.
Nicodemus alerta os líderes reformados que se preparem para receber esses irmãos vindos do pentecostalismo e do neopentencostalismo, pois se preocupa com a possibilidade deles se decepcionarem caso não encontrem em seu destino uma comunidade preparada para lidar com seus anseios.
"Os reformados precisam se preparar para receber as centenas e centenas de irmãos pentecostais e neopentecostais que descobriram a fé reformada pela internet e estão vindo cheios de expectativa e esperança para as suas igrejas. Senão a desilusão deles será grande", escreveu Nicodemus.
O post do reverendo rapidamente gerou uma onda de comentários. Alguns de apoio ao seu alerta, outros de testemunhos desses membros que migraram das demais correntes teológicas para o reformismo e, por fim, de outros líderes e teólogos que não gostaram das palavras do líder presbiteriano.
Críticas
O pastor Robson Aguiar chamou de "prepotência" as palavras de Nicodemus. Para ele, ao assim se manifestar, o reverendo estaria fazendo "proselitismo calvinista."
"A decepção será grande. Essas pessoas saem do movimento pentecostal pensando em encontrar uma igreja perfeita, e não encontraram. E o motivo deles irem e por ouvir suas pregações, as do Hernandes e Héber Campos, mas nem todos os pastores possuem esse nível.", escreveu outro internauta.
Para outro fiel, o desejo do pastor deveria ser "que as igrejas pentecostais e neopentecostais que julga estarem em desacordo com a doutrina bíblica corrigissem seus erros, não que fossem esvaziadas."
Pentecostais comentam
Líderes pentecostais comentaram a fala de Nicodemus. O pastor e escritor José Gonçalves, teólogo, escritor assembleiano e Membro da Comissão de Apologética da CGADB, diz que o post traz "de forma subliminar a supremacia da teologia reformada e a 'problemática' da práxis pentecostal".
"Em que sentido os reformados precisam se “preparar” para receber pentecostais? Somente se enxergamos os pentecostais como um grupo inferior ao reformado ou ate mesmo subalterno. A imagem é de imigrantes, pessoas desorientadas, confusas e sem rumo em busca de asilo. Seriam os reformados, que se consideram o primeiro mundo da teologia protestante, o porto seguro dos pobres advindos do terceiro mundo, os pentecostais? Se este for o caso seria bom lembrar que a teologia protestante, da qual os reformados se acham os legítimos herdeiros e, por isso mesmo parecem querer patenteá-la, não é e nunca foi cem por cento pura. Nem mesmo cem por cento bíblica! Se há problemas dentro da comunidade pentecostal, da mesma forma dentro do arraial reformado", alertou Gonçalves. Confira o texto na íntegra (aqui)
Ele ainda mostra que mesmo com a polêmica provocada pelas palavras de Augustus Nicodemus, é necessário uma autocrítica pelos líderes pentecostais, pois tal "êxodo" não acontece por acaso.
"O texto demonstra consciência do arrefecimento da experiência pentecostal. Há um pentecostalismo sem pentecostes. Em muitos contextos pentecostais a experiência se sobrepõe a palavra de Deus e não apenas a teologia. A Bíblia é usada para justificar práticas bizarras. Muitos líderes são mestres em inventar modismos para prender os incautos."
Um alerta "profetizado"
O comentário de Augustus Nicodemus é o resultado de algo que já tem se notado nos últimos anos e preocupado alguns pastores de vertente pentecostal, pois realmente muitos fieis estão tomando conta da teologia reformada, principalmente pela internet, e com isso tendo um sentimento de que suas comunidades estão aquém no quesito da exposição e interpretação bíblica.
O teólogo assembleiano Gutierres Siqueira comentou, ainda no início de novembro, sobre esse problema gerado por esse suposto "conhecimento" adquirido por estes fieis, o qual ele chamou de "novo gnosticismo".
"Fico incomodado quando vejo alguns jovens usando uma linguagem de conversão ao abraçarem a chamada Teologia Reformada. Alguns dizem: ‘Saí das trevas!' Outros dizem: 'Encontrei a luz!'. Ou ainda: 'Finalmente fui liberto!'": , alertou Siqueira.
Gutierres diz fez ainda outro alerta para estes que se dizem impactados ao tomarem conhecimento das doutrinas da graça ensinadas pela fé reformada.


Teólogo pentecostal Gutierres Siqueira alerta para “novo gnosticismo” provocado por alguns jovens que dizem que fé reformada ‘mudou suas vidas’. Foto: Reprodução

“É bem provável que esses jovens sejam hoje apenas pessoas que sabem explicar melhor a doutrina da justificação ou a doutrina da santificação, mas a salvação, vale destacar, não é um assentimento intelectual. Muitos ignorantes da doutrina da justificação serão justificados, outros conhecedores profundos dessa mesma doutrina nunca serão. Vamos tomar cuidado com esse novo gnosticismo que diz acreditar na suficiência de Cristo, mas no fundo se acredita justificado pela informação doutrinária que detém.", finalizou.
Confira o post do reverendo Augustus Nicodemus:

Os reformados precisam se preparar para receber as centenas e centenas de irmãos pentecostais e neopentecostais que descobriram a fé reformada pela internet e estão vindo cheios de expectativa e esperança para as suas igrejas. Senão a desilusão deles será grande.


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Confira o post do escritor Gutierres Siqueira:
Fonte: JM Notícia

terça-feira, 18 de abril de 2017

Augustus Nicodemus diz que a Igreja deve confrontar a ideologia de gênero: “É um desvio do padrão estabelecido por Deus”


O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, publicou um vídeo sobre a ideologia de gênero, explicando a postura da Igreja em relação ao tema.
Didático, Nicodemus expõe os princípios bíblicos a respeito do que determina quem é homem ou mulher, frisa a visão da Bíblia Sagrada sobre a homossexualidade e questiona as contradições dos pensadores "progressistas" no que tange ambos os temas.
"A ideologia de gênero faz uma distinção entre sexo e gênero dizendo que o primeiro é determinado biologicamente e o segundo sociologicamente. Ou seja: uma pessoa pode, biologicamente, nascer mulher, mas ela pode se transformar em homem, ou se sentir homem, ou se considerar homem genericamente, a partir das ideias ou dos relacionamentos da construção social", introduz o pastor.
O vídeo, publicado no canal PNO (perguntar não ofende), questiona qual deve ser a abordagem da Igreja em relação à ideologia de gênero, e de que forma pregar contra suas propostas.
"A Igreja deve confrontar esse tipo de ideologia a partir das Escrituras, que nos diz que Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança. Homem e mulher os fez. Ou seja: a determinação biológica, sexual e genérica é feita no nascimento. Nós nascemos homem, ou nós nascemos mulher", comentou.

Nicodemus diz que "é verdade que as pessoas recebem influência da cultura, da sociedade, da criação que é dada em casa", porém nada disso muda uma imposição feita pela biologia: "A determinação genérica nunca pode ficar a critério da sociedade. Não podemos dissociar gênero da determinação biológica", acrescentou.
Elegante, sem deixar de lado uma dose sutil de ironia, Nicodemus aponta as contradições dos ativistas da ideologia de gênero em relação ao assunto e à homossexualidade: "A ideologia de gênero precisa, ainda, se decidir, porque não faz muito tempo, os ativistas, defensores da ideologia de gênero, diziam que a pessoa já nasce gay, homossexual. E agora estão dizendo que essa determinação não é mais biológica, é genérica a partir de uma construção social. E a gente não sabe direito o que eles estão querendo. Ou a determinação é genética, ou é pela construção social, segundo a ideologia de gênero", criticou.
"Para nós, cristãos que percebemos a Bíblia como a Palavra de Deus, Deus criou o homem, a mulher, o relacionamento heterossexual é o padrão, a família heterossexual é o padrão determinado por Deus", disse.
Por fim, ressaltou que a Igreja não deve ficar ao sabor dos ventos das doutrinas sociais: "Nós compreendemos os sofrimentos, as tentações que as pessoas passam com toda essa movimentação a respeito de sexo, ou gênero, ser uma coisa determinada pela sociedade, mas nós continuamos insistindo que a homossexualidade é um desvio do padrão estabelecido por Deus, não importa o que diga a ideologia de gênero, os ativistas. A Igreja deve ficar firme no que ensina a Palavra de Deus".
Assista aqui:

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

“Facebook tem virado o castelo dos covardes”, diz pastor Augustus Nicodemus

Augustus Nicodemus  fez crítica à “calúnia e difamação” de pessoas em redes sociais

O teólogo Augustus Nicodemus Lopes usou sua página no Facebook para fazer uma crítica. Ao se referir às pessoas, dentro de igrejas, que expõem seus semelhantes sob o argumento de serem “inimigos da fé”, o autor disse que “o Facebook tem virado o castelo dos covardes”.
“Facebook não é concílio. Não é presbitério e nem conselho de igreja. Se alguém conhece ‘inimigos da fé’ dentro da sua denominação, o correto, biblicamente falando, é seguir os passos de Mateus 18: confrontação pessoal, depois confrontação com uma comissão e finalmente denúncia formal”, disse Augustus.
Completando sua crítica, a visão de Nicodemus acerca do ambiente virtual neste contexto, não é positiva. “Mas, ficar fazendo mimimi no Facebook sobre os “inimigos da fé” dentro de sua igreja, sem tomar os passos bíblicos para corrigi-los, é calúnia e difamação.”.
A repercussão dos comentários do pastor presbiteriano foi recebida, em maior parte, por comentários positivos de seus seguidores. “São por comentários como estes que eu ainda insisto em ter uma conta no Facebook”, disse um internauta.
Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 26 de julho de 2016

Pr. Augustus Nicodemus sofre acidente automobilístico no Paraná


OREMO PELO PR. AUGUSTUS NlCODEMUS E ESPOSA 


O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, que hoje é pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia (GO), além de vice-presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e também presidente da Junta de Educação Teológica da IPB, e sua esposa Hendrika, sofreram um acidente de carro ontem (25), à altura de Barrazopolis, Paraná.
Eles se dirigiam para a cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde o dr. Augustus estaria ministrando em um evento da Igreja Presbiteriana de Santa Maria.
Mesmo com perda total do veiculo, e ainda internados, ambos servos de Deus passam bem. Glória à Deus!


Intercedamos por plena recuperação e que estejam logo junto aos seus familiares e igreja.

Com informações do amigo e pastor Jamierson de Oliveira via Facebook




sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Qual o futuro da igreja evangélica no Brasil?


O futuro da Igreja evangélica brasileira

Por: Rev. Augustus Nicodemus Lopes

Quando olho o atual cenário da igreja evangélica brasileira – estou usando o termo “evangélica” de maneira ampla – confesso que me sinto incapaz de prever o que vem pela frente. Há muitas e diferentes forças em operação em nosso meio hoje, boa parte delas conflitantes e opostas. Olho para frente e não consigo perceber um padrão, uma indicação que seja, do futuro da igreja.



Há, em primeiro lugar, o crescimento das seitas neopentecostais. Embora estatísticas recentes tenham apontado para uma queda na membresia de seitas como a Universal do Reino do Deus - que ressurge das cinzas com o "templo de Salomão" - , outras estão surgindo no lugar, como na lenda grega da Hidra de Lerna, monstro de sete cabeças que se regeneravam quando cortadas. A enorme quantidade de adeptos destes movimentos que pregam prosperidade, cura, libertação e solução imediata para os problemas pessoais acaba moldando a imagem pública dos evangélicos e a percepção que o restante do Brasil tem de nós. Na África do Sul conheci uma seita que mistura pontos da fé cristã com pontos das religiões africanas, um sincretismo que acaba por tornar irreconhecível qualquer traço de cristianismo restante. Temo que a continuar o crescimento das seitas neopentecostais e seus desvios cada vez maiores do cristianismo histórico, poderemos ter uma nova religião sincrética no Brasil, uma seita que mistura traços de cristianismo com elementos de religiões afro-brasileiras, teologia da prosperidade e batalha espiritual em pouquíssimo tempo.


Depois há o movimento “gospel”, que mostrou sua popularidade ao ter o festival “Promessas” veiculado pela emissora de maior audiência do país. Não me preocupa tanto o fato de que a Rede Globo exibiu o show, mas a mensagem que foi passada ali. A teologia gospel confunde “adoração” com pregação, exalta o louvor como o principal elemento do culto público, anuncia um evangelho que não chama pecadores e crentes ao arrependimento e mudança de vida, que promete vitórias mediante o louvor e a declaração de frases de efeito e que ignora boa parte do que a Bíblia ensina sobre humildade, modéstia, sobriedade e separação do mundo. Para muitos jovens, os shows gospel viraram a única forma de culto que conhecem, com pouca Bíblia e quase nenhum discipulado. O impacto negativo da superficialidade deste movimento se fará sentir nesta próxima geração, especialmente na incapacidade de impedir a entrada de falsos ensinamentos e doutrinas erradas.

Notemos ainda o crescimento do interesse pela fé reformada, não nas igrejas históricas, mas fora delas, no meio pentecostal. Não são poucos os pentecostais que têm descoberto a teologia reformada – particularmente as doutrinas da graça, os cinco slogans (“solas”) e os chamados cinco pontos do calvinismo. Boa parte destes tem tentado preservar algumas idéias e práticas características do pentecostalismo, como a contemporaneidade dos dons de línguas, profecia e milagres, além de uma escatologia dispensacionalista. Outros têm entendido – corretamente – que a teologia reformada inevitavelmente cobra pedágio também nestas áreas e já passaram para a reforma completa. Mas o tipo de movimento, igrejas ou denominações resultantes desta surpreendente integração ainda não é previsível.

O impacto das mídias sociais também não pode ser ignorado. E há também o número crescente de desigrejados, que aumenta na mesma proporção da apropriação das mídias sociais pelos evangélicos. Com a possibilidade de se ouvir sermões, fazer estudos e cursos de teologia online, além de bate-papo e discipulado pela internet, aumenta o número de pessoas que se dizem evangélicas mas que não se congregam em uma igreja local. São cristãos virtuais que “freqüentam” igrejas virtuais e têm comunhão virtual com pessoas que nunca realmente chegam a conhecer. Admito o benefício da tecnologia em favor do Reino. Eu mesmo sou professor a quinze anos de um curso de teologia online e sei a benção que pode ser. Mas, não há substituto para a igreja local, para a comunhão real com os santos, para a celebração da Ceia e do batismo, para a oração conjunta, para a leitura em uníssono das Escrituras e para a recitação em conjunto da oração do Pai Nosso, dos Dez Mandamentos. Isto não dá para fazer pela internet. Uma igreja virtual composta de desigrejados não será forte o suficiente em tempos de perseguição.

Eu poderia ainda mencionar a influência do liberalismo teológico, que tem aberto picadas nas igrejas históricas e pentecostais e a falta de maior rapidez e eficiência das igrejas históricas em retomar o crescimento numérico, aproveitando o momento extremamente oportuno no país. Afinal, o cristianismo tem experimentado um crescimento fenomenal no chamado Sul Global, do qual o Brasil faz parte.

Algumas coisas me ocorrem diante deste quadro, quando tento organizar minha cabeça e entender o que se passa.

1 – Historicamente, as igrejas cristãs em todos os lugares aqui neste mundo atravessaram períodos de grande confusão, aridez e decadência espiritual. Depois, ergueram-se e experimentaram períodos de grande efervescência e eficácia espiritual, chegando a mudar países. Pode ser que estejamos a caminho do fundo do poço, mas não perderemos a esperança. A promessa de Jesus quanto à Sua Igreja (Mateus 16:18) e a história dos avivamentos espirituais nos dão confiança.

2 – Apesar de toda a mistura de erro e verdade que testemunhamos na sincretização cada vez maior das igrejas, é inegável que Deus tem agido salvadoramente e não são poucos os que têm sido chamados das trevas para a luz, regenerados e justificados mediante a fé em Cristo Jesus, apesar das ênfases erradas, das distorções doutrinárias e da negligência das grandes doutrinas da graça. Ainda assim, parece que o Espírito Santo se compraz em usar o mínimo de verdade que encontra, mesmo em igrejas com pouca luz, na salvação dos eleitos. Não digo isto para justificar o erro. É apenas uma constatação da misericórdia de Deus e da nossa corrupção. Se a salvação fosse pela precisão doutrinária em todos os pontos da teologia cristã, nenhum de nós seria salvo.

3 –  Deus sempre surpreende o Seu povo. É totalmente impossível antecipar as guinadas na história da Igreja. Muito menos, fazer com que aconteçam. Há fatores em operação que estão muito acima dos poderes humanos. Resta-nos ser fiéis à Palavra de Deus, pregar o Evangelho completo – expositivamente, de preferência – viver uma vida reta e santa, usar de todos os recursos lícitos para propagar o Reino e plantar igrejas bíblicas e orar para que nosso Deus seja misericordioso com os seus eleitos, com a Sua igreja, com aqueles que Ele predestinou antes da fundação do mundo e soberanamente chamou pela Sua graça, pela pregação do Evangelho.


Meu comentário:
Em que pese o artigo acima contenha questões doutrinárias pontuais, com as quais este blogueiro discorda do autor, principalmente no quesito do credo pentecostal, a lavra discorre uma linha de pensamento, que é uma radiografia perfeita da situação da Igreja Evangélica brasileira. Vale a pena refletir. 

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