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quarta-feira, 8 de maio de 2024

Pastor Augustus Nicodemus diz que tragédia no RS deve levar cristãos a buscarem o Senhor



Augustus Nicodemus afirmou que “Deus ministra conforto, consolo e ajuda em momentos assim”



Em meio à tragédia causada pelas chuvas no Rio Grande do Sul, o pastor presbiteriano Augustus Nicodemus compartilhou uma reflexão sobre o período atual. Ele postou, em rede social, uma mensagem bíblica de esperança quanto ao futuro, quando não haverá mais tragédias, dor e sofrimento, conforme a Palavra de Deus.

As enchentes ocorridas no Sul do Brasil nos últimos dias já deixaram 85 mortos, segundo boletim da Defesa Civil divulgado no fim da tarde dessa segunda-feira (6). Mais quatro mortes estão sob investigação para determinação da causa.

As autoridades contabilizam 339 feridos, 134 desaparecidos e mais de 201 mil pessoas estão fora de casa, sendo 153.824 desalojados e 47.676 em abrigos públicos. As chuvas, que provocaram inundações na maior parte do estado, já afetaram 1.178.226 gaúchos de alguma forma. O número de municípios atingidos subiu para 385.

"É com muita tristeza que a gente recebe notícias do que está acontecendo no Rio Grande do Sul", afirmou Nicodemus, acrescentando que esses casos fazem, automaticamente, o cristão pensar sobre "a ação de Deus no meio da desgraça e da miséria humana", o que impulsiona as pessoas aos questionamentos.

Segundo o reverendo, "para muita gente, Deus é 'insensível', Deus 'nem se importa' com essas coisas que acontecem. Outras [pessoas] têm dificuldade em reconciliar um Deus bondoso com uma tragédia como essa que está acontecendo no Rio Grande do Sul".

Nicodemus assegurou que a resposta para esse tipo de tragédia está na "doutrina da queda do homem lá no Jardim do Éden, quando então Deus amaldiçoou a terra e disse que dela viria o sofrimento para o homem".

O pastor continuou, observando que "tudo que acontece, esses transtornos, tragédias, pandemias, terremotos, enchentes, é o resultado de uma terra amaldiçoada pelo pecado do homem". Nicodemus afirmou, entretanto, que "Deus ministra conforto, consolo e ajuda em momentos assim".

"Nós devemos buscá-lo, arrependidos, pedindo perdão e ansiando pela chegada do Senhor Jesus, quando então Deus haverá de trazer novos Céus e Terra, onde habita paz e não haverá mais tragédias", disse.

Fonte: Comunhão via Folha Gospel

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Pastor Silas Malafaia condena ataque do Hamas a Israel - Assista aqui




O líder da ADVEC destacou que um “Estado soberano tem direito à autodefesa


O pastor Silas Malafaia postou, nas redes sociais, uma mensagem em que condena o ataque o grupo terrorista Hamas a Israel. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) destacou, neste sábado (7), que um "Estado soberano tem direito à autodefesa".

"Atenção! Atenção! O grupo terrorista Hamas lança um ataque surpresa contra o Estado soberano de Israel. Mais de cinco mil foguetes lançados, vários civis mortos e muitos sequestrados para o território palestino. em uma guerra, nenhum contra ataque é igual ao ataque. [É] maior e superior para neutralizar o inimigo", salientou na plataforma X (antigo Twitter).

Malafaia enfatizou ainda que "quando Israel agir contra esses terroristas, vamos ver a gritaria dos esquerdopatas condenando. Um Estado soberano tem direito à autodefesa e a proteger seus cidadãos e destruir quem viola sua soberania".

Segundo ele, se Israel não tivesse estratégia de defesa militar e tecnologia, a situação teria sido ainda pior. "Centenas de milhares de pessoas teriam morrido. Seria uma destruição em escala sem medida".

O pastor ressaltou, por fim, que não é favor de guerra. "Inocentes morrem. Que Deus tenha misericórdia. Essa é a minha oração".


Fonte: Comunhão via Folha Gospel


ASSISTA AQUI

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Os cristãos estão fazendo perguntas sobre Deus para o ChatGPT. Isso é diferente de perguntar para o Google?




Especialistas de todo o mundo explicam as consequências para os crentes dessa revolução da IA (Inteligência Artificial), dentro e fora da Internet.


Desde seu lançamento em novembro passado, centenas de milhões de pessoas já usaram o ChatGPT para planejar itinerários de férias, obter ajuda para codificar melhor, criar mashups [junção] de músicas da cultura pop e aprender detalhes mais sutis de suas crenças.

Durante anos, os cristãos pesquisaram no Google suas questões teológicas, em busca de artigos escritos por seres humanos que respondessem a perguntas sobre Deus e sua Palavra.Agora, as pessoas podem fazer essas perguntas para chatbots de IA.De que modo essas ferramentas para processamento de linguagem natural, como o ChatGPT, mudarão a forma como interpretamos a Bíblia?

Oito especialistas em IA de todo o mundo — e o próprio ChatGPT — opinaram sobre essa questão.

Pablo A. Ruz Salmones, CEO, X eleva Group, Cidade do México, México

João 17.17 diz: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (ESV). Assim, interpretar a Bíblia é, em grande medida, a busca da Verdade. Modelos de linguagem grande (LLMs) como o ChatGPT não têm, por definição, uma fonte de verdade; simplesmente este fator não está no modelo — daí porque, às vezes, eles inventam coisas e extrapolam. Eles são incapazes de encontrar a verdade, de modo que, mesmo quando tropeçam nela, são incapazes de reconhecê-la como tal.

Assim, ao ler o que é produzido sobre a Bíblia a partir de um LLM, devemos entender que tal resposta não vem de sua busca pela verdade dentro da Palavra de Deus, mas sim de uma mistura de “regurgitação” e extrapolação — também conhecida como algoritmos — do que outros disseram. Como resultado, o ChatGPT não pode, por si mesmo, oferecer uma nova interpretação da Bíblia; em vez disso, uma pessoa que consulta o ChatGPT pode encontrar na resposta do chatbot uma nova maneira de interpretar a Bíblia, do mesmo modo como pode encontrá-la em uma resposta proferida por um papagaio. Por repetir o que outros dizem, o papagaio acaba falando a verdade, mesmo que não saiba que o fez.

Suman Kumar Polepaka, fundador da BibleMate, atualmente com sede em Munique, Alemanha

Modelos de texto generativo de IA, como o ChatGPT, estão transformando a forma que buscamos respostas para questões teológicas. Os dias de pesquisa no Google e leitura de artigos intermináveis estão contados. Em vez disso, os chatbots de IA oferecem respostas instantâneas, claras e confiáveis, compiladas a partir de uma vasta gama de textos, livros e artigos. Características como conveniência, agilidade e natureza interativa fazem dessas ferramentas um recurso obrigatório.

Elas podem até mesmo aprimorar o estudo bíblico individual, fornecendo interpretações instantâneas e diversificadas, bem como o contexto de qualquer passagem. Mas aqui está o problema: o ChatGPT, sendo um modelo para uso geral, pode carecer de precisão teológica ou bíblica. Seu objetivo não é promover um relacionamento pessoal com Deus nem nutrir o crescimento espiritual.

Isso me levou a criar o BibleMate, uma alternativa baseada no ChatGPT. A missão do BibleMate é fornecer respostas biblicamente precisas e guiar os usuários em sua caminhada de fé. Trata-se de garantir que a IA não ofereça informações apenas, mas contribua de forma significativa para o crescimento espiritual. Este projeto ainda está em seus estágios iniciais e estou animado para acompanhar a sua evolução.

Ang Wie Hay, profissional de TI e pregador, Singapura

A velocidade com que o ChatGPT coleta e filtra informações, integra e classifica dados e fornece resumos em vários idiomas confere a ele uma inteligência que nenhum ser humano normal possui.

Essa tecnologia significa que os cristãos que procuram conselhos bíblicos podem pedir que o ChatGPT aplique passagens das Escrituras a vários contextos. Os muitos recursos do ChatGPT na área de idiomas podem facilitar o estudo exegético de versículos da Bíblia, desde o idioma original do texto bíblico até vários idiomas locais.

O ChatGPT não é um ser humano capaz de distinguir a vontade de Deus ou de determinar a verdade da Bíblia. Portanto, a percepção bíblica do ser humano é fundamental para decidir se a resposta do ChatGPT está de acordo com sua fé.

Como pregador, sou grato pelo fato de que o ChatGPT ajudará muito a acelerar o preparo de esboços de sermão. E, ao mesmo tempo, o pastor ainda precisa ter um relacionamento íntimo com Deus, para ser sensível em captar a sabedoria e a orientação divinas. Minha esperança é que, com a rapidez do ChatGPT em responder ao que lhe pedirmos, o pastor possa passar mais tempo cultivando um relacionamento íntimo com Deus.

Sharath Chandra Kogila, gerente de linha de produtos que trabalha em iniciativas de IA na Dell Technologies, Bangalore, Índia

Precisamos imediatamente lidar com a sobrecarga de informações. Devido à quantidade de informações a que estamos expostos, nossa cognição fica prejudicada e nossa capacidade de resumir, entender e extrair valor da informação é desafiada. A partir desta geração, contaremos com sistemas de IA, como o ChatGPT, que são baseados em modelos de linguagem grande, para interpretar e resumir as informações para nós. O problema que vejo aqui é que os modelos podem ser treinados para refletir uma visão de mundo ou uma ideologia específica, quando lerem informações (incluindo a Bíblia). Isso afetaria especialmente alguém novo na fé que estivesse em busca de recursos e informações.

Qualquer tipo de conteúdo, inclusive áudios, pode ser produzido de modo a parecer real usando sistemas GPT. Isso é um risco sério, já que não podemos perceber a diferença entre o que é verdadeiro, o que é falsificado ou o que é modificado a partir de um conteúdo original. Além disso, com esses sistemas, as informações não podem ser rastreadas até uma fonte — ao contrário do acesso às informações pela web, no qual as informações devem estar vinculadas a um site cuja autenticidade pode ser verificada com mais facilidade. Nesses casos, ou as informações todas são confiáveis ou nenhuma delas é. Quando tais metodologias são usadas, os sistemas de IA têm ou um ponto de vista neutro ou um ponto de vista politicamente tendencioso, ambos indesejáveis quando se interpretam situações de uma perspectiva bíblica.

Batseba Kassahun, consultora de recursos humanos, já assessorou empresas nas áreas de saúde digital, e-learning e telecomunicações, Addis Abeba, Etiópia

Com demasiada frequência, a igreja global valoriza a cultura ocidental, independentemente de essa cultura ter alguma conexão histórica que seja cristã. Embora atualmente não tenhamos o ChatGPT disponível na Etiópia, temo que se torne apenas outra ferramenta que levará os cristãos a glorificarem ainda mais a cultura ocidental. Também me preocupo que suas respostas e aplicações para nós, etíopes, sejam limitadas, já que o ChatGPT foi projetado para funcionar em um contexto muito diferente.

Os cristãos que têm acesso ao ChatGPT precisam lutar com o fato de que essa IA produz sermões e ensinamentos com desenvoltura. Se esta ferramenta pode fazer isso, quanto mais não pode também replicar nosso estudo pessoal da Bíblia? Nossa transformação pessoal acontece por meio do estudo e da pesquisa que nós mesmos fazemos na Bíblia. O que acontecerá se nos alimentarmos apenas de resumos e conclusões?

Um profissional de TI e líder de pensamento em IA, cujo trabalho no setor público não o autoriza a emitir uma opinião pública, devido à natureza de sua função, Índia

Ao interagir com um usuário, ferramentas de processamento natural, como o ChatGPT usam um processo conhecido como incorporação de palavras. Cada incorporação de palavra tem suas próprias regras matemáticas internas para associar palavras diferentes, de modo a construir uma frase para responder a uma consulta.

Atribui-se uma probabilidade a cada palavra em uma lista de palavras potencialmente próximas para construir uma frase, e uma palavra final é escolhida, com base na probabilidade máxima ou no resultado da preferência (viés), introduzido através do aprendizado por reforço com feedback humano.

Como resultado, qualquer consulta que o ChatGPT responda depende dos dados de treinamento usados no pré-treinamento e do feedback humano fornecido ao ajustar o modelo. Os dados de treinamento da Internet usados pelo ChatGPT têm [coletâneas escritas] pró-cristãs, bem como [coletâneas] críticas ou anticristãs.

Além disso, chatbots como o ChatGPT podem ser deliberadamente envenenados por dados falsos ou sintéticos, e podem alucinar respostas (ou seja, gerar respostas convincentes, mas falsas). Portanto, qualquer resposta do ChatGPT precisaria passar por uma avaliação crítica de sua validade teológica e de sua precisão histórica.

Mesmo com essas sérias limitações, o ChatGPT é uma ótima ferramenta para estudar a Palavra de Deus, pois fornece prontamente referência concisa e gratuita a uma vasta quantidade de ensinos bíblicos de qualidade, por meio de inúmeros blogs, discussões, discursos, comentários, mapas, gráficos, manuais, livros de teologia sistemática, livros cristãos em geral e Bíblias de estudo.

Para os cristãos indianos que desejam usar o ChatGPT, para o bem ou para o mal, essa vasta quantidade de conhecimento está disponível principalmente em inglês, e não há muitas opções nos idiomas indianos locais, como o hindi ou outras 21 línguas oficiais.

Marcelo Cabral, gerente editorial e educacional da ABC2 (Associação Brasileira de Cristãos na Ciência), São Paulo, Brasil

Por um lado, o ChatGPT pode fornecer estrutura, sugestões de intérpretes e resumos acessíveis de tradições teológicas que podem melhorar muito as práticas de leitura e o planejamento de estudos bíblicos de cristãos (tanto leigos quanto ordenados).

Por outro lado, o ChatGPT se tornará mais um obstáculo (somando-se à mídia social) para os cristãos que buscam uma reflexão profunda em torno dos textos bíblicos. Ele desencoraja os cristãos a lerem o texto bíblico por si mesmos e a permitirem que o texto os "leia" em troca. Esse trabalho intelectual e espiritual pode ser superautomatizado, atrofiando mentes e corações no processo formativo de pensar e criar.

Benjamin Bimanywaruhanga, profissional da área de IA, Uganda

Os ugandenses são espirituais e gostariam de aprender quais são os ensinamentos da Bíblia que se relacionam com suas situações da vida real. Muitos usariam o ChatGPT, se este fosse criado pensando neles.

No entanto, embora o mundo desenvolvido tenha se beneficiado da Internet como fonte de conhecimento, ela frustrou a maioria da população nos países em desenvolvimento. A maioria das pessoas não fala os idiomas internacionais que circulam pela Internet, de modo que apenas a elite a utilizou anteriormente como fonte de informação.

Com o aumento da penetração da Internet e com o número crescente de aplicativos de Internet baseados em bate-papo, que usam vias [de comunicação especializada], há uma oportunidade para que muitos do mundo desenvolvido voltem-se para esses lugares em busca de conhecimento. No entanto, isso depende de que ferramentas como o ChatGPT operem nos idiomas locais. Quando isso ocorrer, veremos a adoção de aplicativos do tipo do ChatGPT suplantar o número de usuários no Ocidente, algo semelhante ao fato de esta parte do mundo estar ultrapassando o mundo desenvolvido na revolução do dinheiro móvel.

ChatGPT

Ferramentas para processamento de linguagem natural, como o ChatGPT, mudarão a forma como interpretamos a Bíblia ao aumentarem a acessibilidade a interpretações e explicações bíblicas, fornecerem diversas perspectivas, permitirem a compreensão contextual e oferecerem orientação personalizada.

Elas permitem acesso imediato à informação teológica, tornando-a mais inclusiva. O ChatGPT pode processar uma ampla variedade de fontes, promovendo uma compreensão diversificada da Bíblia. Ele pode analisar contexto, antecedentes históricos e referências culturais, ajudando a fazer interpretações precisas. A ferramenta se envolve em interações de conversação, ajudando os usuários a transitarem por conceitos complexos e a aplicarem ensinamentos a circunstâncias pessoais.

No entanto, os chatbots de IA são ferramentas, e não substituem a interpretação humana. A complexidade da Bíblia requer expertise, discernimento e compreensão teológica. Embora os chatbots de IA forneçam informações valiosas, o envolvimento com teólogos e estudiosos experientes continua sendo essencial para uma interpretação abrangente da Bíblia.

Traduzido por Mariana Albuquerque

Editado por Marisa Lopes

Fonte: Cristianismo Hoje

quarta-feira, 8 de março de 2023

Maioria dos pastores acha que a igreja híbrida veio para ficar, segundo estudo



O estudo anual, que agora está em seu segundo ano, examina as tendências digitais na Igreja.


Como as igrejas já reabriram suas portas após a pandemia do COVID-19, apenas uma minoria delas vê os cultos presenciais como o modelo de igreja do futuro. A maioria vê um modelo híbrido utilizando várias tecnologias online como o novo normal, de acordo com um novo estudo da Pushpay .

Em seu relatório State of Church Technology de 2023, a Pushpay, fornecedora líder de soluções de pagamentos e engajamento para setores religiosos e sem fins lucrativos, disse que quando seus pesquisadores perguntaram aos líderes da igreja como seria o futuro de sua igreja em 12 meses, apenas 28% dos entrevistados indicaram apenas pessoalmente, enquanto muitos tinham múltiplas perspectivas.

"Surpreendentemente, em vez de selecionar uma única resposta, centenas de entrevistados selecionaram duas ou mais opções. Isso indica uma incerteza significativa sobre como seus ministérios podem parecer daqui a um ano", disseram os pesquisadores da Pushpay.

"Esse nível de dúvida dificulta a capacidade de uma igreja de tomar decisões tecnológicas informadas. A adoção de novas ferramentas digitais deve ser fundamentada em uma visão do futuro – mas neste ponto de inflexão, isso pode ser difícil para muitos ministérios".

Enquanto 28% dos entrevistados assistiram apenas a cultos presenciais nos próximos 12 meses, uma parcela quase igual, 25% acreditam que a igreja se reunirá no metaverso, que o Facebook descreve como "um conjunto de espaços virtuais onde você pode criar e explorar com outras pessoas que não estão no mesmo espaço físico que você."

Outros 20% disseram que o culto será apenas online, enquanto impressionantes 81% dos entrevistados prevêem que os cultos abrangerão um modelo híbrido.

O estudo anual, que agora está em seu segundo ano, examina as tendências digitais na Igreja. Os dados para o estudo foram coletados por meio de uma pesquisa realizada entre setembro e outubro de 2022. Mais de 2.200 líderes de igrejas de todos os ramos do cristianismo nos Estados Unidos participaram e cerca de dois terços deles representavam igrejas com um orçamento anual de menos de US$ 1 milhão.

O relatório observou que, em 2022, 89% das igrejas usaram um modelo híbrido e apenas 10% disseram que estavam adorando apenas pessoalmente.

Agora, diz Pushpay, os novos dados refletem uma expectativa entre os líderes da igreja de crescimento em cultos de adoração somente online ou metaversos.

"Curiosamente, quando solicitado a especular sobre como sua igreja pode operar daqui a um ano, esse número híbrido cai para 81% – mas apenas online e o metaverso aumenta significativamente. Portanto, o número híbrido mais baixo não significa necessariamente que as igrejas estão abandonando o digital, mas sim que estão considerando novas oportunidades voltadas para a tecnologia", explicaram os pesquisadores. "O espírito da igreja híbrida está alavancando a tecnologia para aumentar a flexibilidade, adaptabilidade e inclusão no ministério."

A CEO da Pushpay, Molly Matthews, disse em um comunicado ao The Christian Post: "Estamos vendo uma mudança empolgante no setor da fé, à medida que os líderes da igreja estão se tornando mais experientes em tecnologia e ansiosos para explorar novas abordagens para o envolvimento na era digital".

Um forte percentual de 94% das igrejas afirma que a tecnologia é importante para sua missão, e 53% definem seu ministério como "progressivo" quando se trata de tecnologia. Muitos, no entanto, veem o custo como o maior obstáculo para investir nos produtos de que precisam.

"Dos cinco principais fatores considerados 'extremamente importantes' ao considerar uma nova tecnologia, apenas o preço foi considerado mais importante em relação ao ano passado. Notavelmente, mais abaixo nessa lista, também houve um grande aumento na importância do preço baseado no uso. Uma possível explicação para essa tendência é a economia em geral", disseram os pesquisadores. "Na época da pesquisa, as igrejas estavam apenas emergindo de uma pandemia que provavelmente prejudicou seus balanços, e podem estar se preparando para uma recessão antecipada no futuro próximo".

Folha Gospel com informações de The Christian Post

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Astronauta da NASA diz que a ciência ‘não contradiz’ o cristianismo


Jeffrey Williams reflete sobre a relação da ciência com as Escrituras e aponta para a criação de Deus.


O astronauta Jeffrey Williams da NASA, que mantinha o recorde americano de dias cumulativos no espaço, diz acreditar que a ciência e a Bíblia estão em harmonia, não em conflito.

Na última quinta-feira (19), Williams participou da abertura de uma nova exposição no Museu da Bíblia, na cidade de Washington (EUA).

A exposição "Escritura e Ciência: Nosso Universo, Nós Mesmos, Nosso Lugar", vai até janeiro de 2024 e explora a relação entre ciência e religião.

O astronauta afirmou que há uma "percepção pública de que a ciência e a Bíblia estão em conflito".

"Tão cedo na minha carreira, ainda nos anos 90, passei muito tempo estudando o tema. A ciência moderna como a conhecemos, realmente surgiu da convicção de que a Bíblia era verdadeira e que Deus é o Criador, como Ele se revelou nas Escrituras", relatou Williams.

Segundo Williams, os primeiros cientistas (Johannes Kepler, Isaac Newton, Michael Faraday e James Clerk Maxwell), eram impulsionados pela fé. 

"Foi isso que deu origem à ciência moderna. A fé apenas comprovou meu entendimento sobre isso", informou ele.

Afirmação de fé

De acordo com o portal Christian Headlines, viajar para o espaço proporcionou a Williams uma "profundidade" de compreensão de certas passagens bíblicas que ele não tinha anteriormente. 

O astronauta mencionou a "obra de Deus como criador" e "Sua obra de sustentar Sua criação".

"Há uma sensação de que é preciso muito mais profundidade, se você quiser obter significado e magnitude ao olhar através das lentes das Escrituras", disse Williams.

"Portanto, foi uma experiência incrível sair do planeta e depois olhar para trás, para a parte do universo que chamamos de lar, que é exclusivamente provida para nossa habitação — como diz o profeta Isaías", concluiu Williams.

O astronauta  afirmou que acredita que sua profissão foi um chamado de Deus. Ele participou de quatro missões espaciais de 2000 a 2016, primeiro no ônibus espacial Atlantis e as três seguintes a bordo de um foguete russo Soyuz para a Estação Espacial Internacional. 

Em 2010, Williams lançou um livro falando sobre fé, onde mostra seus registros do espaço. Foi intitulado, The Work of His Hands: A View of God’s Creation from Space —  (tradução livre: O Trabalho de Suas Mãos: Uma Visão da Criação de Deus do Espaço).

Seus 534 dias cumulativos no espaço estão em segundo lugar entre os americanos e anteriormente em primeiro lugar antes de ser quebrado pela colega astronauta Peggy Whitson.

Fonte: Guia-me com informações de Christian Headlines via Folha Gospel

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

‘Não é hora de ser isentão’, diz pastor Ciro Zibordi ao declarar voto



O pastor Ciro Sanches Zibordi, um dos mais respeitados teólogos pentecostais do Brasil, afirmou que o momento que o Brasil atravessa exige um posicionamento firme dos evangélicos e que não é hora de ser "isentão".

Zibordi, que é escritor e produz materiais de estudo para Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), gravou um vídeo em seu perfil nas redes sociais para reiterar seu apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

"O momento agora não é para ser isentão. É momento para tomar uma posição, o que está em jogo é muito sério. Nós temos duas posições: luz e trevas. Céu e inferno. Direita ou esquerda. Dois patinhos na lagoa, ou… a escolha é sua. Eu já fiz a minha, e vou votar de novo nos dois patinhos na lagoa", declarou o pastor.

Conhecido como um dos pentecostais mais conservadores dentre os pastores de renome nas Assembleias de Deus, Zibordi há anos se posiciona contra a influência mundana no meio evangélico, denunciando o uso de "eufemismos" para disfarçar essas pautas.

Em 2016, ao lado de pastores de diferentes denominações, assinou a chamada "Carta de Campina Grande", que rejeitou distorções da doutrina bíblica: "Fora de Cristo absolutamente ninguém pode ser salvo, portanto, com coração contrito, afirmamos que rejeitamos todo tipo de doutrina, ensino ou conceito teológico que afirme a possibilidade de salvação do pecador fora de Cristo", diz trecho do documento.

No ano seguinte, usou as redes sociais para protestar contra a crescente presença da ideologia de gênero na mídia: "Olhe, observe, note, Veja que desgraça! #VejaLixo e #GloboLixo de mãos dadas defendendo essa aberração da Ideologia de Gênero!", protestou.


Fonte: Gospel+

domingo, 26 de junho de 2022

André Valadão defende juíza que impediu aborto de criança estuprada


André Valadão também respondeu a outra pergunta: E se fosse sua filha?

O caso de uma menina de Santa Catarina, que foi estuprada aos 11 anos, trouxe de novo à tona a polêmica sobre o aborto. Isso porque a criança foi impedida de interromper a gestação.

A mãe da menina só descobriu a gravidez após 22 semanas (5 meses e meio). A criança foi então encaminhada a um hospital de Florianópolis para que um aborto fosse realizado, mas a equipe médica se recusou, já que as normas internas do hospital permitiam o ato até a 20ª semana. O caso foi parar na justiça.

A juíza responsável pelo caso, Joana Ribeiro Zimmer, concluiu que o aborto de um bebê com 22 semanas seria um homicídio e encaminhou a menina a um abrigo após um pedido da Vara da Infância. Agora ela está sendo duramente criticada por seu posicionamento.

Mas, segundo a juíza, a decisão foi uma medida protetiva para manter a criança longe do agressor e também evitar o aborto de uma gravidez em estágio avançado. Há suspeitas de que o estupro tenha ocorrido dentro da própria casa.

Entenda o caso

O estupro aconteceu no começo do ano, mas quando a mãe descobriu a gravidez já era tarde para a realização de um aborto dentro dos parâmetros da lei, já que o bebê estava em estágio avançado de desenvolvimento.

A mãe alega que realmente estava decidida pelo aborto como forma de proteção à filha, conforme o G1. “Diferente de proteger a filha, iria submetê-la a um homicídio”, disse Joana na decisão.

A juíza ainda explica que o aborto só não foi realizado “porque a menina estava institucionalizada [internada em um abrigo] pois, se estivesse com a mãe, teria sido realizado o procedimento sem a salvaguarda da vida do bebê”.

A magistrada ainda escreveu na decisão que a menina passou por três avaliações médicas recentes e que, em nenhuma delas, falou-se em risco para a saúde da menor.

Por outro lado, a advogada da menina, Daniela Felix, insiste em dizer que já havia uma decisão da Justiça que autorizava o aborto. Porém, como a criança foi encaminhada a um abrigo, isso impediu que a decisão fosse executada.

Na última decisão sobre o caso, nesta terça-feira (21), a Justiça determinou que a menina voltasse a morar com a mãe. A advogada de defesa da família não deu detalhes sobre qual será decisão em relação ao aborto. Vale lembrar que a menina agora está em sua 29ª semana de gestação (mais de 7 meses).


Juíza Joana Ribeiro Zimmer.

Defensores do aborto

A ex-coordenadora do setor de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Santo Antônio, em Blumenau, no Vale do Itajaí, a médica Daniela Lemos Mezzomo, explica que pelo Código Penal, em casos de estupro, risco de vida materna ou má formação fetal incompatível com a vida, não há limite de idade gestacional.

Vinte e duas semanas e dois dias não faria nenhuma diferença quanto a viabilidade, também, e nem deveria ter sido enviado para um juiz. A lei já autoriza. O hospital credenciado deve obrigatoriamente disponibilizar um médico para realizar o procedimento. Interpretam a lei como querem”, ela disse.

André Valadão

pastor André Valadão se manifestou em seu Instagram. Ao ser questionado pelos seus seguidores sobre a decisão da juíza, ele disse que “ela está certíssima”.

Não é porque a criança tem 11 anos que o bebê deixa de ser um ser humano”, disse.

Depois ele respondeu a outra pergunta: E se fosse sua filha? “Se fosse minha filha eu iria cuidar dela nas questões psicológicas e psiquiátricas e nós nunca iríamos abortar o bebê, em hipótese alguma”, reforçou.

Uma vida não deve ser assassinada! Não temos este direito. Bate coração, bate uma vida!”, escreveu ainda.

Por fim, um seguidor pergunta se o pastor André acha que o estuprador do caso em evidência merece pena de morte, punição que não é aplicada pela justiça brasileira.

Valadão responde: “Pena de morte é uma coisa muito séria, gente. Imagine uma pena sendo dada de forma errada a uma pessoa que é inocente. Ou seja, estaríamos matando alguém também”.

A probabilidade de haver erros em condenar pessoas a pena de morte é grande. (Não é o caso comprovado do estuprador) mas mesmo assim, NADA CONTRA A PRISÃO PERPÉTUA, pois em caso de erro, terá a ‘vida inteira’ para provar o contrário…”, escreveu na legenda da terceira publicação.

Outras opiniões

Os abortistas estão realmente preocupados com a trágica situação da menina grávida aos 11 anos ou vislumbraram apenas mais uma oportunidade de disseminar a defesa do assassinato intrauterino?”, questionou também a deputada estadual de Santa Catarina, Ana Campagnolo.

Segundo a deputada, tanto o parto quanto o aborto são traumáticos para uma criança de 11 anos que já sofreu também com o trauma do estupro. “Um aborto não elimina o parto. Um aborto não é mágica que faz o bebê sumir”, considerou.

Após o aborto, ela continuou explicando, que o bebê deverá ser retirado morto de dentro da menina. “Todos precisam saber que após um aborto, seja legal ou não, a menina passaria em um processo para expulsar do seu corpo um bebê que foi propositalmente esmagado, envenenado ou estripado”, detalhou.

As pessoas realmente sabem como é feito o aborto? Por que preferir o trauma do parto de um bebê morto ao parto de um bebê vivo? Por que escolher a morte e não a vida depois que tantas coisas ruins já aconteceram?”, lançou as perguntas.

Juíza se retira do caso

Após a repercussão do caso, Joana Ribeiro Zimmer disse que não se manifestará sobre a audiência realizada e que as informações “foram vazadas de forma criminosa”.

Ela explicou que o caso tramita em segredo de justiça e que busca garantir a devida proteção integral à criança. Em seguida, informou que está deixando o caso, pois foi transferida para a comarca de Brusque, no Vale do Itajaí, conforme informações do G1.

Ela disse ainda que aceitou a promoção e o convite que havia sido feito antes da repercussão do caso. O órgão especial do Tribunal da Justiça disse, na última quarta-feira (15), que “a juíza recebeu a promoção por merecimento”.

Com o julgamento do STF pelo não reconhecimento do direito ao esquecimento, qualquer manifestação sobre o assunto à imprensa poderá impactar ainda mais e para sempre a vida de uma criança. Por essa razão, seria de extrema importância que esse caso continue a ser tratado pela instância adequada, ou seja, pela Justiça, com toda a responsabilidade e ética que a situação requer e com a devida proteção a todos os seus direitos e garantias constitucionais”, a juíza escreveu em nota.

Folha Gospel com informações de Guia-me, G1 e TV Jornal

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