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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Mourão manda mensagem a Alckmin e faz convite para visitar casa


Na mensagem, Mourão reconhece a vitória de Lula, se coloca à disposição para auxiliar no processo de transição

Vice-presidente da República, o general Hamilton Mourão (Republicanos-RS), cruzou na frente do Presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) e foi o primeiro integrante do Palácio do Planalto a fazer um gesto de agrado aos novos chefes do Executivo que tomam posse em janeiro. Na tarde desta segunda-feira, 31, Mourão, que se elegeu senador, enviou uma mensagem de texto para Geraldo Alckmin, vice eleito na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva.

No texto, segundo aliados do presidente eleito, Mourão reconhece a vitória de Lula, se coloca à disposição para auxiliar no processo de transição de governo, e ainda oferece o Palácio do Jaburu para que Alckmin e sua mulher, Lu, possam conhecer o espaço onde vão morar a partir de janeiro.

A manifestação de Mourão foi feita logo depois que ministros estiveram com o presidente da República derrotado nas urnas, Jair Bolsonaro (PL). Os integrantes do governo e aliados próximos a Bolsonaro tentaram convencer o presidente a se manifestar sobre o pleito. Eles, contudo, não obtiveram avanço.

Aos aliados, Bolsonaro pediu  que ‘respeitem seu silêncio’, em relação ao resultado das urnas. Bolsonaro ainda não se manifestou sobre a derrota, nem cumprimentou o candidato eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Estamos todos respeitando seu silêncio”, afirmou um aliado ouvido por Oeste.

Durante esta segunda-feira, 31, Bolsonaro esteve no Palácio do Planalto, onde esteve reunido com alguns ministros e auxiliares mais próximos da campanha.

A pressão dos aliados era para que Bolsonaro fizessem uma manifestação pública ainda nesta segunda-feira. Bolsonaro, contudo, recuou, mas garantiu aos apoiadores que não irá contestar o resultado das urnas, mas também não irá parabenizar Lula.

No domingo, logo depois de o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, proclamar o resultado das eleições, Bolsonaro se isolou no Palácio da Alvorada e “foi dormir”, segundo mandou avisar a seus apoiadores. Nem mesmo os coordenadores da campanha conseguiram contato com Bolsonaro no domingo.

Coordenador do PT faz mensagem de aproximação

Um dos coordenadores da campanha de Lula, o prefeito de Araraquara Edinho Silvo, também fez um gesto nesta tarde e ligou para o ministro Chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP). Segundo os aliados de Lula, ambos conversaram sobre o processo de transição que terá início ainda nesta semana. Os petistas afirmaram que Nogueira foi atencioso na conversa. A equipe de transição vai trabalhar no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Fontes ouvidas por Oeste nos últimos dias apontam que as movimentações do PP em torno de Ciro Nogueira iniciaram ainda na semana antes da eleição.

Com a derrota de Bolsonaro, Nogueira volta ao Senado, mas não deve integrar a bancada da oposição, ao menos de imediato. Segundo aliados, ele deve se manter em uma espécie de quarentena, atuando intensamente por pautas que interessam à bancada, sobretudo no que diz respeito ao Orçamento. Ciro já foi aliado de Lula, e levanta a bandeira de que o centrão é necessário para quem vencer.

Fonte: OESTE

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Mourão confirma que não será vice de Bolsonaro nas eleições


Vice-presidente confirmou também que será candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, confirmou nesta sexta-feira (11) que não será candidato a vice-presidente na chapa do presidente Jair Bolsonaro (PL). O general informou que disputará o cargo de senador pelo estado do Rio Grande do Sul.

Durante conversa com jornalistas, Mourão usava uma máscara do estado do Rio Grande do Sul e foi questionado se seria um indicativo. Ele retrucou: “Lógico, né”. O vice-presidente ainda disse que atualmente há um diálogo com dois partidos, mas sem revelar quais são as siglas.

Para que possa concorrer ao Senado este ano, Mourão não precisará deixar o cargo de vice, mas não poderá assumir o posto de presidente da República interino nos seis meses que antecedem o pleito de outubro.

Na quarta-feira (9), em entrevista ao canal CNN Brasil, Mourão afirmou que o atual ministro da Defesa, Walter Braga Netto, seria alguém “extremamente capacitado” para ser o novo vice do presidente Jair Bolsonaro.

A escolha do vice é sempre feita, na minha visão, tomando por base dois grandes eixos: [um é a] composição política que vai fortalecer a chapa, e o outro é o nome da confiança daquele que é o cabeça da chapa. Julgo que o ministro Braga Netto tem um excelente relacionamento com o presidente Bolsonaro e é uma pessoa extremamente capacitada a ser o novo vice-presidente – afirmou.

Fonte: Pleno News

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Chapa Bolsonaro-Mourão pode ser cassada no TSE

Marco Feliciano alertou para "arapuca" contra o presidente

O deputado federal Marco Feliciano denunciou em suas redes sociais, nesta quarta-feira (3), que o presidente Jair Bolsonaro pode ser uma nova “arapuca”, desta vez no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A armadilha a qual Feliciano se refere é uma suposta acusação de violação da lei de financiamento eleitoral, o que pode levar à cassação da chapa Bolsonaro-Mourão.
O sistema agora monta uma arapuca para o presidente no TSE. Querem cassar a chapa Jair Bolsonaro-Hamilton Mourão – que fez a campanha presidencial mais barata da história – por “violação das regras de financiamento eleitoral”. O papel pode aceitar tudo… Mas verão que o povo não – escreveu o deputado.
A suposta violação apontada seria fruto das investigações de sobre o uso de recursos não declarados durante a campanha eleitoral. Estes recursos teriam vindo de empresários que estão sendo investigado no inquérito das fake news.
A partir de agora, cabe ao ministro Luís Roberto Barroso, que acaba de tomar posse como presidente do TSE, definir os rumos do julgamento da chapa vitoriosa de 2018.
Fonte: Pleno News

domingo, 17 de maio de 2020

Resultado de teste de Mourão para Covid-19 dá negativo

Vice-presidente deve permanecer em isolamento

O resultado do exame do vice-presidente Hamilton Mourão para detectar o coronavírus foi negativo, informou neste domingo (17) a vice-presidência da República. O teste de sua esposa, Paula Mourão, tampouco detectou o vírus.
Ambos se submeteram ao exame no sábado (16), após o vice ter sido avisado que um servidor com quem manteve contato na semana passada foi infectado pela Covid-19. Os resultados dos exames era esperado para esta segunda (18), mas a vice-presidência comunicou neste domingo que eles não detectaram o vírus.
O vice-presidente da República e sua esposa permanecem em isolamento na residência oficial do Jaburu, só devendo o vice-presidente Hamilton Mourão retornar ao expediente normal na quarta-feira, caso os exames de contraprova assim o autorizem – informou a nota.
No último dia 6, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto confirmou que o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, foi diagnosticado com a doença. Rêgo Barros foi mais um auxiliar próximo do presidente Jair Bolsonaro que contraiu a Covid-19.
O primeiro caso no Palácio do Planalto foi o do chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), Fábio Wajngarten, diagnosticado com o vírus logo após o retorno da comitiva presidencial que viajou aos EUA no início de março.
Entre membros da comitiva oficial e pessoas que estiveram com Bolsonaro nos EUA, mais de 20 pessoas tiveram teste positivo para a doença. Entre eles, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS); o diplomata Nestor Forster, indicado para o cargo de embaixador do Brasil em Washington; a advogada Karina Kufa, tesoureira do Aliança pelo Brasil; o número 2 da Secom, Samy Liberman; o chefe de cerimonial do Ministério de Relações Exteriores, Alan Coelho de Séllos; e o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex), Sergio Segovia.
Dois ministros do governo já receberam teste positivo para o novo coronavírus: o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia.
O próprio presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) os resultados de três exames que ele realizou para a Covid-19. Os laudos atestam resultados negativos, mas só foram entregues após uma batalha judicial em que o mandatário alegava ter direito a não divulgar seus diagnósticos.
*Folhapress via Pleno News

sábado, 16 de maio de 2020

Mourão faz teste de Covid-19 e entra em isolamento social


Vice-presidente da República teve contato com um servidor que testou positivo para coronavírus


Neste sábado (16), o vice-presidente Hamilton Mourão fez um exame para saber se está infectado com coronavírus e entrou em isolamento social. A medida ocorre após Mourão ter tido contato, na última terça-feira (13), com um servidor que testou positivo para Covid-19.

Em nota, a Assessoria de Comunicação da Vice-Presidência informou que a esposa de Mourão, Paula, também foi submetida ao teste e permanece isolada no Palácio do Jaburu.

No texto, a assessoria afirma que Mourão "não cumprirá expediente na próxima segunda- feira, dia 18 de maio, aguardando os resultados dos testes, previstos para esse dia".

Veja a íntegra da nota:

Na manhã de hoje, sábado, 16 de maio, foi confirmado o teste positivo para o covid-19 de um servidor que esteve próximo ao Senhor Vice-Presidente da República na quarta-feira, dia 13.Imediatamente, o Vice-Presidente Hamilton Mourão e sua esposa Paula Mourão foram submetidos a teste para o covid-19, permanecendo isolados na residência oficial do Jaburu.O senhor Vice-Presidente da República não cumprirá expediente na próxima segunda- feira, dia 18 de maio, aguardando os resultados dos testes, previstos para esse dia.

Atenciosamente,

SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTAChefe da Assessoria de Comunicação Social da Vice-Presidência

Fonte: Pleno News

domingo, 30 de junho de 2019

Gênero é feminino e masculino, o resto é questão de costume, diz Mourão

O presidente em exercício Hamilton Mourão disse nesta sexta-feira (28) que outros gêneros, além do masculino e feminino, são questões de "costume", para justificar a orientação dada a diplomatas brasileiros em frisar que gênero é apenas sexo biológico.
"Digo com toda sinceridade: para mim, gênero é masculino e feminino. O resto é questão de costume. E a sociedade vem se adaptando às mudanças que estão acontecendo", declarou em evento de comemoração dos 140 anos do Regimento da Polícia Montada Coronel Dulcídio, em Curitiba (PR).
Mourão destacou ainda que o Brasil possui vários problemas, como o número de desempregados, e que esta é uma questão de costumes sobre a qual "vai se chegar num consenso". "A virtude sempre estará no entendimento", afirmou.
Os diplomatas receberam nas últimas semanas instruções oficiais do comando do Itamaraty para que, em negociações em foros multilaterais, reiterem "o entendimento do governo brasileiro de que a palavra gênero significa o sexo biológico: feminino ou masculino".
De acordo com fontes do Itamaraty, a instrução foi formalizada porque o Brasil, ao utilizar essa definição, quer evitar ambiguidades. Procurado, o Itamaraty afirmou tratar-se apenas da retomada da definição tradicional de gênero.
Fonte: Folha de S. Paulo via Folha Gospel

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Feliciano alerta sobre “fogo amigo” e diz temer “rasteira” de Mourão em Bolsonaro

Marco Feliciano (PODE-SP) está em modo de ataque ao vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB). O pastor, que é aliado de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro (PSL), considera "estranha" a atuação do general da reserva e acredita que ele tem "sede de poder".
"Está explícito para todo mundo que ele tem fome de poder, e a qualquer momento ele sabe que pode assumir. Ele está sentindo o cheiro do poder, o gosto do poder, e ele então começa a minar a autoridade presidencial", afirmou Marco Feliciano, que atua como vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados.
O pastor concedeu uma entrevista ao jornalista Eduardo Barreto, da revista Época, e comparou a situação aos momentos que antecederam a queda de Dilma Rousseff (PT), quando o então vice-presidente Michel Temer (MDB) passou a fazer articulações para que o processo de impeachment andasse no Congresso.
"Parece que eu vejo a história se repetir. Só mudam os nomes dos personagens. A coleira que os prende é a mesma", declarou Feliciano, ao classificar Mourão como um "problema" que pode dar uma "rasteira" em Jair Bolsonaro.
"Até tu, Mourão?", questionou o pastor, parafraseando a célebre frase do imperador romano Júlio César, traído por seus principais aliados.
Com a experiência de oito anos em Brasília, Feliciano disse que vem avisando Bolsonaro sobre a necessidade de conversar mais com Mourão, para manter as coisas sob controle.
Sobre mudança da embaixada em Israel para Jerusalém, conforme Bolsonaro prometeu na campanha, Feliciano foi enfático: "Não abrimos mão. O presidente não vai querer perder a base social dele. [] Nós, os cristãos, conservadores, demos ao presidente a faixa presidencial", pontuou, logo após elogiar o "primeiro passo" dado, com a abertura do escritório comercial na capital israelense.

"Fogo amigo"

Feliciano também concedeu uma entrevista à seção "Palavra", do portal da rádio Gaúcha, em que tratou de diferentes temas, como aborto e corrupção, assim como também falou da atuação espalhafatosa do vice-presidente.
Nessa entrevista, Feliciano ressaltou seu sonho de ser presidente da República um dia, e entende que o viés de crescimento da população evangélica no Brasil pode ser um de seus trunfos. "Quero um país mais justo _ isso não é só discurso de esquerda. Sou novo, tenho 46 anos. Sonho um dia poder governar o nosso país. O IBGE diz que, em 10 anos, o Brasil será um país majoritariamente evangélico. Dos evangélicos aqui da casa, eu não sou o maior, nem o melhor, mas acho que sou um dos mais atuantes. O povo tem respeito por mim. Quando o justo governa, o povo se alegra", declarou.
Confira a íntegra:
Como o senhor vê o início dos trabalhos na Câmara, que teve grande renovação?
Aposto na melhora do nosso país. Nesse sentido, era preciso esse momento de renovação. Só que, dentro do parlamento, as questões legislativas são muito técnicas. A falta de experiência e a imaturidade podem não ser algo bom – e é exatamente isso que está acontecendo. Estamos com um nível muito baixo de debate na Câmara, todo mundo querendo seus cinco minutos de glória. Mas a gente vai se acertar.
E como juntar renovação e experiência?
Só a metade das cadeiras da Câmara foi renovada. A metade que ficou é aquela que a população entendeu como sendo de deputados que trabalham, que não estão metidos em falcatruas. Conosco está a experiência. Agora a gente converge essa experiência dos veteranos com a força dos mais jovens e, assim, vamos encontrar um caminho de paz.
Como o senhor avalia o início do governo do presidente Jair Bolsonaro?

A gente sabia que não ia ser fácil. Foi um período de mais de 20 anos de hegemonia da esquerda. O pêndulo bateu direto na trave da esquerda e voltou de uma vez para a direita. Agora precisamos trazê-lo para o centro. O governo tem tido um pouco de dificuldade, tentando reinventar a política democrática. A democracia é o governo de todos, com todos, para todos. Quando o presidente resolve montar um ministério no qual ele faz as indicações, está mandando um sinal para a Câmara de que não confia, em princípio, nos partidos. Isso não fica de bom tom. Então, nós temos uma dificuldade muito grande no parlamento. O governo está se estabelecendo, já temos problemas com alguns ministros, que estão na berlinda, mas isso já era esperado. A gente acredita que, em quatro ou cinco meses, tudo se encaixa.
O Planalto errou na indicação do Major Vitor Hugo (PSL-GO), um líder de governo sem experiência parlamentar?
Eu não diria que errou.  O presidente Bolsonaro tem muito boa vontade, mas talvez tenha faltado diálogo. Quando você não conversa com as lideranças, é automático que os líderes queiram chamar a atenção do governo. Como? Isolando aquele que o governo mandou. Isso é só um recado subliminar mostrando que o presidente precisa manter o diálogo conosco. Para se ter uma ideia, sou um dos vice-líderes do governo no Congresso, e, se o líder do governo chegar aqui, eu não conheço ele. Não conheço o Major Vitor Hugo. Então, falta habilidade de conversação.
Há fogo amigo de pessoas próximas ao presidente?
Muito. Não há fogo amigo, não. Há um grande incêndio. Vejo o (vice-presidente da República) general Mourão sendo extremamente deselegante. Ele, na postura de vice, tinha de ficar na casinha dele, quietinho. Ele não pode fazer o que está fazendo, desdizer o presidente. Isso cria mal estar, inclusive com bancadas temáticas da Casa, como a bancada evangélica.
A influência de Olavo de Carvalho é positiva ao governo?
O nosso governo, hoje, é diferente de tudo o que já houve. Derrubamos a esquerda no voto. É natural que um governo de direita precise de novos pensadores. O professor Olavo de Carvalho foi de extrema importância para o deputado Jair Bolsonaro. Então, é legítimo o acesso que ele tem ao presidente, porque foi uma das principais referências para ele. Mas não foi a única. Bolsonaro foi eleito por pautas de costume. Isso é consenso. E essa pauta veio com o apoio de dois segmentos da sociedade. O primeiro, formado por evangélicos, cristãos, católicos e religiosos atuantes. O outro, formado pelos que seguem o professor Olavo. E ele tem influência muito grande sobre os católicos no país.
E a influência dos filhos do presidente?
Os filhos do presidente… São filhos, né? Eu sou pai, tenho filhos, e, às vezes, quando o filho vê uma coisa, acaba se deslumbrando. Mas são meninos que têm boa intenção. Eduardo Bolsonaro é novo na política, claro, mas é humilde para ouvir. Não tenho acesso aos outros dois (Carlos e Flávio Bolsonaro).  Os filhos precisam aprender a construir pontes, e não muros. O presidente tem de governar para todo mundo. Quanto menos falar, quanto menos cair em cascas de banana deixadas pela grande imprensa, melhor.
O presidente se distanciou de promessas e valores defendidos durante a campanha?
Não. Bolsonaro permanece. É que ele começa a perceber que uma coisa é você estar em campanha e outra é estar dentro da máquina. Uma coisa é falar "nós temos de transferir a embaixada de Israel para Jerusalém", que é um anseio da população cristã evangélica e católica, é um anseio do mundo livre hoje, quando você está fora da máquina. Outra coisa, completamente diferente, é dizer isso sendo o presidente da República. Você começa a entender que isso pode ter um custo comercial. O presidente não pode andar de salto alto.
A bancada evangélica reclamou de desprestígio junto ao governo. Por quê?
A bancada evangélica não se sentiu desprestigiada. Pelo contrário. O presidente, quando assumiu, mandou nos chamar. Ele pediu alguns nomes para ministérios. Apresentamos alguns, mas os que ele tinha eram melhores do que os nossos. Por isso nem fomos contra.  O único problema que acontece com a nossa Frente é o mesmo de todo o parlamento: falta de diálogo. Não é nem com o presidente, mas com os ministros. Como muitos dos ministros não são políticos, não sabem como funciona a Casa, que é um lugar de diálogo. Então, se não criar essa ponte, fica inviável.
Onyx Lorenzoni, ministro chefe da casa civil, é um bom interlocutor?
Já foi melhor, mas eu acho que agora, por causa dos superpoderes dados a ele e pelo acúmulo de funções, não está conseguindo conversar com todo mundo. Mas ele é uma pessoa de diálogo.
Neste ano, o senhor prestou homenagem ao ex-deputado Clodovil. Qual foi a motivação?
Clodovil é um símbolo, ou deveria ser. Eu lutei aqui, dentro da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, para incluir todas as minorias, inclusive as minorias das minorias, quando fui presidente, em 2013. Na comissão, fui acusado de ser homofóbico, e eu sempre questionei as pessoas que me acusaram sobre o que é a homofobia. Porque até hoje ninguém encontrou um consenso sobre a questão. Sou contra qualquer tipo de discriminação e violência, seja por sexo, cor, religião, o que for. Respondi mais de oito processos no Supremo Tribunal Federal (STF), e todos foram arquivados, porque esse crime não existe. Se existisse, possivelmente eu teria sido cassado simplesmente por dizer que eu não acho certo dois homens darem um beijo no meio da rua perto de crianças. Isso é ser preconceituoso, homofóbico? E a minha liberdade de consciência? Fiz a homenagem ao Clodovil porque foi o primeiro homossexual assumido a ter um cargo na Câmara dos Deputados. Foi deputado, um homem de bem, um homem de família, que sofreu preconceito porque era minoria da minoria. Ele era um homossexual que não tinha orgulho de ser. Ele dizia: "Eu tenho orgulho de ser humano, a minha orientação sexual é foro íntimo meu".
Em 2013, o senhor foi acusado de incentivar a cura gay. Qual é sua opinião sobre a atuação de psicólogos nesse tema?
(Risos) Tenho que rir. Desculpa, não é deboche, não. É que nunca houve cura para aquilo que não é doença. E eu sempre deixei isso muito claro. Isso é um rótulo criado pelo próprio movimento LGBT, apadrinhado pela grande imprensa de esquerda. O que havia era um projeto do PSDB, um partido de esquerda, que sustava uma resolução do Conselho de Psicologia Federal, que é o único do mundo que cerceia o direito do profissional de saúde mental de tratar uma pessoa que busca ajuda por ter uma crise existencial, uma crise interior.
O senhor teve um soldado na Comissão, que foi o então deputado federal Jair Bolsonaro. De algum modo, o senhor se considera responsável pelo crescimento dele?
Responsável, não. Acho que foi uma questão de oportunidade. Bolsonaro sempre foi um parlamentar polêmico. Nunca foi de um grupo, era um político isolado na Casa. Só que, em questões de costumes e de moral, ele sempre foi muito incisivo. Quando me viu sofrendo na comissão, porque eu sofri muito, ele esteve do meu lado. Ele é muito inteligente. Talvez tenha percebido algo que eu não tinha percebido: que aquilo poderia ser um mote de mudança de conceitos da sociedade. Ele começou a falar, naquele momento, o que a população queria ouvir. Quando o povo começa a perceber que o Estado está interferindo na educação do seu filho, quem é inteligente fala: "Calma aí". Foi nesse momento que ele de fato acabou crescendo. Acredito que ajudei nessa ascensão, naquele instante. Foi ali que nasceu o mito. Ele deixou de ser o bufão para se tornar o mito do parlamento.
Qual é a sua opinião sobre o aborto em casos já previstos em lei, como estupro e fetos anencéfalos? 
Como brasileiro e legislador, eu sigo a lei. Só que minha consciência, como ser humano, como pastor e mais ainda como sobrevivente de um aborto… Eu sou contra o aborto em qualquer esfera, a não ser que a vida da mãe esteja em risco. É uma vida que não tem como se defender. Respeito o que está na lei, em caso de estupro. Todavia, se eu pudesse conversar com a moça estuprada, diria que o que está dentro dela é uma vida. A mulher foi estuprada hoje, ela sabe que, se for a um médico agora, procurar ajuda, tem a pílula do dia seguinte. Não há concepção. Então, evitaria um aborto.
Evangélicos costumam citar com frequência a expressão “família tradicional”. Qual, afinal, é esse conceito?
A família tradicional é a família civilizatória. Homem, mulher e filhos. Reconheço que, hoje, existem arranjos familiares. Fui criado a partir de um arranjo familiar, em uma casa na qual só havia a minha mãe. Há legitimidade nessas famílias. Mas a família tradicional tem de ser protegida. Se ela não for, não existe família no amanhã. A nossa briga é a seguinte: quando se faz um projeto de lei, um desses projetos polêmicos, você não pode criá-lo partindo da exceção para a regra. É o contrário disso. Você deve partir da regra para a exceção.
Qual é a influência das igrejas evangélicas nas eleições? É normal pedir votos em cultos?
Sou, talvez, um dos poucos deputados da ala evangélica que vem para o parlamento sem apoio institucional de nenhuma igreja. As instituições têm organizações próprias e acabam elegendo alguém do meio delas para que seja o representante. Por exemplo: a Assembleia de Deus Madureira se reúne na sua convenção e diz: "Nós vamos ter tantos candidatos, um em cada Estado, e esse é o candidato oficial da nossa igreja". Assim fazem a Universal, a Assembleia de Deus Missão, a Quadrangular, o RR Soares (Igreja Internacional da Graça de Deus). Embora eu seja da Assembleia de Deus, a igreja não me apoia institucionalmente. Culto não pode ser usado para pedir voto.  O altar é sagrado. Existe momento e hora para isso. Nunca falei sobre política no culto. O que é feito na rua é outra coisa. Da calçada para fora, se quiser distribuir um profetinha – eu não chamo de santinho, porque santo só Deus –, tudo bem. Feito lá fora, tudo bem.
O senhor com frequência demonstra insatisfação quanto à forma como os cidadãos evangélicos são representados na mídia. Por quê?
Sempre que aparece em programas de entretenimento ou em novelas, o evangélico é colocado como louco, lunático, maluco, desequilibrado, como um fanático religioso. E os evangélicos não são assim. Não todos. Você não pode generalizar. Parece que é feito de propósito para descaracterizar o evangélico ou nos colocar diante da sociedade como párias. É desonroso ver uma TV como a Globo, que é tão poderosa, tentar humilhar os evangélicos. Uma emissora, embora tenha autonomia, tem concessão pública. Não pode usar seu poder para atacar um povo que não faz nada de mais a não ser orar. Evangélico não fuma, não bebe, não mata, não rouba, e, quando isso acontece, é punido. Quero só respeito conosco.
O senhor já classificou o deputado cassado Eduardo Cunha como herói por ter "derrubado o PT". Como o senhor vê o deputado cassado hoje? 
Eduardo está pagando pelo crime que cometeu. Gosto dele como pessoa. Não volto atrás daquilo que falo. Eduardo deu ao Brasil um presente. No futuro, a história vai dizer. Foi Eduardo quem derrubou o PT, não foi o parlamento. Porque todo mundo sabe que não havia peito aqui dentro para derrubar o PT. Não vou entrar no mérito do porquê, mas foi ele quem fez. O aborto só não se tornou lei até a 12ª semana porque o Eduardo segurou aqui, como cristão que era. O Plano Nacional de Educação, que foi votado aqui, estava cheio do que nós chamamos de ideologia de gênero. Iriam transformar nossas escolas em pontos de reconstrução da sociedade. Então, não é porque você fez 99 coisas boas e uma errada que vou te crucificar para sempre. Oro pela vida do Eduardo, faço votos que pague pelos crimes e termine com isso. Vou ter por ele sempre essa visão. Para mim, o Brasil ainda não teve um político tão preparado intelectualmente como Eduardo Cunha.
Como está a atuação do STF atualmente e sua relação com o congresso nacional?
Muitas pessoas acabam espancando o Supremo, mas porque não conhecem a realidade política. A covardia da Câmara em alguns assuntos faz com que o STF cresça. Esse poder que ascende, no caso o Supremo, deveria ter a hombridade de não extrapolar sua esfera de atuação. Infelizmente, o Supremo tem atravessado as linhas imaginárias que separam os poderes. Um exemplo: o casamento homossexual. A Constituição diz uma coisa, o Supremo diz outra. Então, se você rasga um artigo, a Constituição inteira está sob risco. O que tinha de acontecer era desligar a TV Justiça. Copiar os países de primeiro mundo, democracias maduras. Os Estados Unidos não têm televisão em cima da Justiça. Não podemos ter o espetáculo do julgamento.
O senhor defende uma CPI para investigar o Judiciário, nos moldes da recém-arquivada "Lava-Toga"?
Defendo qualquer CPI. A maioria dos deputados tem dificuldade em assinar CPI por causa de acordos. Nunca retirei assinatura de uma CPI. Esta Casa existe para isso. Se há uma denúncia, vamos investigar. Quem não deve não teme.
Quais são seus planos futuros na política? Sonha com a Presidência da República?
Sou um parlamentar, fui eleito pelo povo. Estou aqui no meu terceiro mandato, participei de uma eleição atípica. Achei que não ia conseguir e vim ungido por quase 250 mil votos. Eu quero continuar servindo o povo, da melhor maneira possível. Quero um país mais justo _ isso não é só discurso de esquerda. Sou novo, tenho 46 anos. Sonho um dia poder governar o nosso país. O IBGE diz que, em 10 anos, o Brasil será um país majoritariamente evangélico. Dos evangélicos aqui da casa, eu não sou o maior, nem o melhor, mas acho que sou um dos mais atuantes. O povo tem respeito por mim. Quando o justo governa, o povo se alegra. Não que eu seja mais justo que os outros, mas essa justiça está atrelada àquele que tem uma fé viva em um Deus vivo. E tenho uma fé viva em um Deus vivo.
Fonte: Gospel+

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Bolsonaro brinca com Mourão: “Você quer me matar?”

Vice-presidente estava indo a um churrasco quando recebeu a ligação de Bolsonaro

O vice-presidente Hamilton Mourão comemorou a melhora do estado de saúde do presidente Jair Bolsonaro. Ele contou, nesta segunda-feira (11), que teve uma inusitada conversa ao telefone com Bolsonaro no último sábado. Os dois trocavam mensagens no WhatsApp quando o presidente ligou para o vice.
No sábado eu estava lá no Rio de Janeiro, aí ele tinha me mandado uma mensagem e eu respondi para ele que eu estava indo para um churrasco da minha turma. Aí, 30 segundos depois, ele me liga: “Quer me matar?” Eu perguntei: Por quê? Ele respondeu: Eu nessa situação e você indo em churrasco! – disse Mourão, aos risos.
Segundo o general, temas importantes de governo, como a reforma da Previdência, estão esperando o retorno de Bolsonaro a Brasília para entrarem em pauta.
O presidente está praticamente quase bom – completou Mourão.
Fonte: Pleno News

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Mourão comenta condenação: “Coitado do Lula. É triste”

Ex-presidente recebeu nova sentença no caso do sítio de Atibaia

Nesta quarta-feira (6), o vice-presidente Hamilton Mourão lamentou a nova condenação de Luiz Inácio Lula da Silva.
Coitado do Lula. Infelizmente não soube distinguir o público do privado. É triste – disse o general.
Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nova sentença, nesta quarta-feira, no caso do sítio Atibaia. A juíza federal Gabriela Hardt, que assumiu o processo de Lula na Lava Jato, condenou o ex-presidente a 12 anos e 11 meses de prisão. Ele é acusado de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.
Fonte: Pleno News

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

General Hamilton Mourão assume a Presidência da República

“Ao amanhecer deste dia, quero expressar a honra de estar no exercício da Presidência da República", disse o presidente Mourão

Em sua primeira viagem internacional, o presidente Jair Bolsonaro apresentará em Davos – no Fórum Econômico Mundial, na Suíça, uma série de temas que vão desde a abertura da economia, ao combate à corrupção, à preservação da democracia no Brasil e na América Latina. Pela primeira vez, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, exercerá a Presidência da República. Bolsonaro deve chegar a Zurique, na Suíça, nesta segunda-feira (21) por volta das 17h30. Davos fica a 116 quilômetros de Zurique.
O presidente deve retornar ao Brasil na madrugada de sexta-feira (25). E até lá Mourão será o presidente em exercício. Bolsonaro discursará nesta terça-feira (22), na abertura do fórum, mas deve aproveitar a oportunidade, em Davos, para demonstrar sua preocupação com o agravamento da crise na Venezuela, apresentar seu ponto de vista sobre globalização, tecnologia e inovação.
Veja galeria de fotos da cerimônia de transmissão de cargo
Há previsão de Bolsonaro se reunir com os presidentes do Peru, Martín Vizcarra; do Equador, Lenín Moreno; da Colômbia, Iván Duque; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Com eles, devem ser tratadas as crises na Venezuela e na Nicarágua, além dos impactos na região, como a questão migratória. 

Presidência em exercício

Na manhã desta segunda-feira, Mourão se reúne com Miguel Angelo da Gama Bentes para discutir projetos de mineração estratégica. À tarde, o presidente em exercício tem encontros com os embaixadores da Alemanha, Georg Witschel, e Tailândia, Susarak Suparat.
Em seguida, Mourão se reúne com o coronel Hélcio Bruno de Almeida cujo currículo o descreve como especialista em defesa e segurança com atenção no combate ao terrorismo. Depois, ele se encontra com dois generais.
Honrado
O presidente em exercício general Hamilton Mourão disse hoje (21) estar honrado por substituir Jair Bolsonaro na Presidência do país. Bolsonaro participa do Fórum Mundial Econômico, em Davos.
"Ao amanhecer deste dia, quero expressar a honra de estar no exercício da Presidência da República. Desejo uma excelente e proveitosa viagem ao Presidente @jairbolsonaro e comitiva a Davos. Por aqui, manteremos a posição", escreveu Mourão na mensagem postada antes das 7h30.
Via Agencia Brasil via JM Notícia

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Mourão e militares admitem 'incômodo' com o caso Coaf


General admite inquietação com a falta de explicação do ex-assessor de Flávio Bolsonaro para a movimentação financeira considerada suspeita

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, reconheceu nesta quinta-feira, 12, que "causa incômodo" a demora de Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), em dar explicação sobre a sua movimentação financeira, considerada atípica pelo Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf).

Em entrevista ao "Estado", Mourão, porém, foi enfático na defesa do ex-companheiro de chapa e disse que tem "plena confiança" no presidente eleito Jair Bolsonaro e em seu filho.

Militares da equipe de transição e das Forças Armadas também têm expressado nos bastidores incômodo com a situação. Oficiais-generais ouvidos pelo "Estado" avaliam que Queiroz já deveria ter aparecido e explicado o R$ 1,2 milhão movimentado em sua conta no período de 12 meses. Mesmo afirmando que o caso não está diretamente ligado ao presidente eleito, esses militares acreditam que a demora numa resposta pode acabar "respingando" no futuro governo.

O Coaf classificou a movimentação de R$1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 como incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação profissional de Queiroz, que é policial militar.

O ex-assessor parlamentar depositou no período R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro - o presidente eleito afirmou que esses recursos são parte do pagamento de uma dívida antiga de Queiroz com ele.

O relatório do Coaf, revelado pelo Estado na semana passada, foi anexado às investigações da Operação Furna da Onça, que levou à prisão 10 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

"Óbvio que toda vez que você tem de dar explicação, isso incomoda, é desagradável. Mas volto a dizer. Tenho plena confiança no presidente e no Flávio. Confio nos dois", afirmou Mourão. "Agora é esse Queiroz. A coisa toda está centrada nele."

Na quarta-feira, 12, o presidente eleito disse pelas redes sociais que, se tiver "algo errado" no caso que envolve movimentações financeiras do ex-assessor de seu filho, "que paguemos a conta". Bolsonaro, no entanto, disse que nem ele nem Flávio são investigados no caso.

Para oficiais ouvidos pela reportagem, essa situação se estenderá, no mínimo, até o início da próxima semana, quando Queiroz deve prestar depoimento ao Ministério Público no Rio de Janeiro. Em suas redes sociais e em explicações para aliados, Flávio tem se defendido dizendo que não fez nada de errado e que quer que tudo seja esclarecido para que não paire nenhuma dúvida sobre sua idoneidade. Os militares observam que a prática de reter parte dos salários dos servidores do gabinete já foi denunciada em outras ocasiões no País.

"Sou o maior interessado em que tudo se esclareça para ontem, mas não posso me pronunciar sobre algo que não sei o que é", escreveu Flávio em uma rede social.

Os militares que acompanham o caso dizem que o que está em jogo não é o valor, mas o princípio da campanha de Bolsonaro. Citam que a maior bandeira durante o processo eleitoral foi o fim da prática da corrupção.

Fonte: Terra

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Maduro diz que Bolsonaro e Trump conspiram sua morte

Presidente da Venezuela também incluiu Hamilton Mourão e Iván Duque, da Colômbia, em suposto plano

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou nesta quarta-feira (12) o assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, de arquitetar um plano para assassiná-lo, um complô que também envolveria Brasil e Colômbia.
Hoje venho outra vez denunciar o complô que preparam na Casa Branca para violentar a democracia venezuelana, para me assassinar e para impor um governo ditatorial na Venezuela – acusou Maduro em entrevista coletiva realizada em Caracas.
Maduro disse que "conspiradores" escolheram Bolton, um dos principais assessores do presidente americano, Donald Trump, como "chefe do complô". O plano teria como objetivo promover um intervenção militar estrangeira na Venezuela, um golpe de Estado, assassiná-lo e impor um conselho de governo transitório no país.
Segundo Maduro, Bolton teria atribuído ao presidente eleito Jair Bolsonaro algumas missões que fariam parte deste plano durante a visita realizada pelo assessor ao Rio de Janeiro em novembro.
A parte de Bolsonaro no complô, conforme Maduro, seria realizar "provocações militares" na fronteira entre Brasil e Venezuela. No entanto, ele não explicou o que seriam as supostas "provocações".
Hamilton Mourão fala todos os dias como um 'presidente paralelo' no Brasil. Todos os dias fixa a pauta do que vai ser a política desse governo. Todos os dias diz que vai invadir a Venezuela, que o Brasil vai utilizar suas forças militares. É louco! – afirmou Maduro.
Mesmo sem mostrar provas ou evidências, Maduro afirmou que o plano de Bolton para assassiná-lo já está em desenvolvimento e, por isso, várias forças mercenárias e paramilitares estão sendo treinadas na Colômbia.
O governo de Iván Duque não quer relações diplomáticas, políticas ou de comunicação com o governo legítimo da Venezuela. Ele é cúmplice do plano de Bolton para trazer a violência ao nosso país. Nossas Forças Armadas têm que estar preparadas – denunciou.
Segundo o líder chavista, um grupo paramilitar, batizado como G8, estaria treinando na província colombiana de Norte de Santander. No entanto, não há dados ou materiais que comprovem a existência do grupo.
Estão treinando 734 mercenários, entre colombianos e venezuelanos, para, em qualquer momento, realizarem ataques a unidades militares na fronteira e iniciar uma escalada de violência para confundir a opinião pública e justificar qualquer outra ação militar contra a Venezuela – declarou o presidente.
*Com informações da Agência EFE via Pleno News
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