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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Justiça da Alemanha e da Áustria autoriza orações perto de clínicas de aborto





Juízes dizem que opinião e oração pacíficas não configuram automaticamente assédio a mulheres que buscam interromper a gravidez.


Decisões judiciais na Alemanha e na Áustria voltaram a permitir vigílias e orações pró-vida nas proximidades de clínicas de aborto, após autoridades locais tentarem restringir esse tipo de manifestação pública.

Segundo os tribunais, expressões pacíficas de opinião e oração não podem ser automaticamente tratadas como assédio a mulheres que buscam interromper a gravidez.

Nos últimos anos, diversos países europeus adotaram medidas para impedir que mulheres em busca de aborto encontrem pessoas tentando dissuadi-las.

Um dos exemplos mais conhecidos é o Reino Unido, onde grupos pró-vida e defensores das liberdades civis criticaram a criação de “zonas de exclusão” ao redor de clínicas.

Cristãos têm sido denunciados à polícia e multados simplesmente por orarem em silêncio perto de uma dessas clínicas.

Governos de diferentes orientações políticas adotaram restrições ao espaço público em contextos semelhantes. Ainda assim, em dois países da Europa Central, os juízes já anularam essas proibições.

Alemanha

Na Alemanha, o governo do estado da Renânia do Norte-Vestfália havia proibido, em 2024, que um grupo pró-vida se aproximasse a menos de 100 metros de clínicas de aborto.

As autoridades citaram a Lei de Conflito da Gravidez, que veta atos de “assédio ou intimidação” a gestantes.

Mas um tribunal em Aachen concluiu que a lei foi aplicada de forma incorreta.

Segundo a decisão, o grupo, ativo há cerca de 20 anos promovendo alternativas ao aborto, apenas exibia imagens de Jesus ou de crianças, sem abordar diretamente as mulheres nem tentar contato com elas.

Os juízes afirmaram que a legislação não proíbe de forma geral a manifestação de opiniões nem a simples exposição de mulheres grávidas a opiniões divergentes.

Áustria

Na Áustria, um tribunal administrativo de Viena também decidiu em favor da liberdade de reunião.

O grupo Jugend Fürs Leben (“Juventude Pela Vida”) havia anunciado a intenção de realizar uma “oração silenciosa e pacífica pela proteção, dignidade e preservação da vida humana” perto de clínicas de aborto.

A ação chegou a ser denunciada à polícia e proibida inicialmente, mas depois foi autorizada.

Agora, os magistrados deixaram claro que a oração pacífica constitui uma assembleia protegida pela Constituição e que manifestações desse tipo não devem ser proibidas no futuro.

Debate continua

Apesar das decisões, o parlamento austríaco discute em 2026 uma nova legislação sobre assédio em vias públicas, o que pode gerar novos obstáculos para grupos pró-vida.

Ainda assim, encontros de oração e manifestações públicas que não envolvam abordagem indesejada dificilmente poderiam ser proibidos diante das garantias constitucionais de liberdade de expressão e reunião existentes em muitos países europeus.

Segundo o Evangelical Focus, organizações pró-vida têm enfrentado hostilidade em diferentes países europeus.

Em Portugal, durante a Marcha Pela Vida de março de 2026, um indivíduo identificado pela polícia lançou um coquetel molotov contra o evento, sem causar feridos.

Já na Suíça, grupos anarquistas violentos tentaram interromper festivais pró-vida e entraram em confronto com a polícia em diversas ocasiões.

Outra preocupação pró-vida é países de toda a Europa vêm liberalizando suas legislações sobre o aborto.

O exemplo mais recente é o da Inglaterra, onde abortos realizados em casa deixaram de ser processados, mesmo quando ocorrem após o prazo legal.

Fonte: Guiame


quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Livro infantil ensina crianças de 5 anos que aborto é um “superpoder”





Ativistas lançaram o livro infantil “Aborto é Tudo” com o objetivo de promover e normalizar o procedimento entre crianças de 5 a 8 anos.

 


Um novo livro ilustrado voltado para crianças de cinco a oito anos, que apresenta o aborto de forma positiva, tem provocado intensa reação e críticas nas redes sociais.

Publicado por ativistas defensores do aborto, o livro “Abortion Is Everything” (Aborto é Tudo, em tradução livre) apresenta o procedimento como algo normal e até mesmo um “superpoder” humano.

Escrito por Rachel Kessler e Amelia Bonow, o livro foi criado com o objetivo explícito de falar diretamente às crianças pequenas sobre o que é o aborto, como ele pode fazê-las se sentir e por que algumas pessoas escolhem realizá-lo.

‘Superpoder’

A obra foi publicada pelo grupo “Shout Your Abortion” (SYA) – traduzido livremente como Declare seu aborto –, que surgiu como uma campanha nas redes sociais para normalizar e reduzir o estigma em torno do aborto.

A publicação está sendo anunciada como uma forma de “enquadrar” o aborto “como a concretização de um superpoder exclusivamente humano”.

Pais, cuidadores e educadores que trabalham com crianças há muito tempo buscam uma ferramenta para conversar com os jovens sobre o aborto”, justificou a SYA, ao anunciar o lançamento do livro.

A linguagem evita termos como “mulher” ou “mãe”, preferindo expressões como “seres humanos com um órgão chamado útero”, e, em uma das ilustrações, compara ter um aborto a deixar um balão ir embora.

Reações e críticas

A publicação provocou intensa reação, com comentários nas redes sociais que vão da perplexidade a críticas severas.

Por que alguém iria querer falar sobre isso com crianças???”, pergunta um deles.

Outro crítico afirmou que a publicação “tenta suavizar o aborto”, declarando:

Mas o aborto não é tudo. Ele põe fim a tudo – a um batimento cardíaco, a um futuro, a uma vida ordenada por Deus. Esta é uma das representações mais claras de uma cultura de morte que já vi. Os pais precisam falar a verdade desde cedo para que as crianças saibam que a vida é sagrada desde o momento da concepção.”

Que tipo de gente repugnante escreve um livro para crianças dizendo que matar bebês é aceitável?”, publicou o site pró-vida LifeNews.

Segundo o Christian Institute, até mesmo pessoas favoráveis ao aborto se manifestaram contra, incluindo uma que escreveu:

Acredito que a mulher tem o direito de escolher. Mas isso é INSANO. Um livro infantil? Dizer que o aborto é TUDO?

Fonte: Guiame

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Comissão do Senado aprova projeto de lei que proíbe aborto após 22ª semana de gestação




O texto, aprovado pela Comissão de Direitos Humanos, estabelece que o nascituro tem o direito de nascer, incluindo em casos de gestação proveniente de estupro e anencefalia.


A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou um projeto de lei que proíbe o aborto a partir da 22ª semana de gestação em todos os casos, na última quarta-feira (15).

O texto, do senador Mecias de Jesus (Republicanos), estabelece que após cinco meses de gravidez, o nascituro tem o direito de nascer, incluindo em casos de gestação proveniente de estupro e anencefalia.

O PL 2.524/2024 afirma que "nascituro que gozar de absoluta viabilidade fetal, presumida esta quando a gravidez comprovadamente tiver mais do que 22 semanas, terá direito inviolável ao nascimento sadio e harmonioso".

O único caso em que a interrupção da gravidez será permitida é quando houver risco à vida da mãe.

"No caso em que houver comprovado risco grave à vida da gestante em decorrência da manutenção da gravidez, situação em que se procederá à tentativa de antecipação do parto e de manutenção da vida extrauterina da pessoa recém-nascida", afirma o texto.

De acordo com os senadores, o projeto tem o objetivo de reconhecer a viabilidade do feto a partir da 22ª semana, estabelecendo "os direitos do nascituro na ordem civil".

O projeto de lei propõe alterar o Código Civil para: reconhecer a vida humana antes e depois da implantação no útero; e estabelecer que depois da 22ª semana de gravidez se presume de forma absoluta, sem exceção, que o bebê pode sobreviver fora do útero.

Além disso, a proposta quer garantir que os direitos de personalidade – como os direitos ao nome, imagem e respeito – sejam assegurados aos fetos e aos bebês nascidos vivos ou mortos; e impor à família, à sociedade e ao Estado o dever de proteger os bebês contra qualquer forma de negligência ou violência.

O texto seguirá para análise nas comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Constituição e Justiça (CCJ).

"O projeto limita exceções ao aborto tardio. Mesmo sendo um tema delicado, reafirmo minha posição: defender a vida é missão que também cabe ao legislador", declarou a Senadora Damares Alves, presidente da CDH, em publicação no Instagram.

"A matéria seguirá agora para a CAS, onde pretendo atuar como relatora, para que o mérito seja discutido à luz da ciência, da ética e do respeito irrestrito à dignidade humana", acrescentou.

Legislação atual

Hoje, o aborto é permitido no Brasil em casos específicos: quando a gravidez resulta de estupro, quando há risco à vida da mulher e em casos de anencefalia fetal. A legislação atual não define um limite máximo de dias ou semanas de gestação para a interrupção.

No Brasil, é ilegal interromper a gravidez em casos que não se enquadrem nas hipóteses mencionadas anteriormente.

Em setembro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar a ação para descriminalizar o aborto até 12 semanas de gestação.

O primeiro voto favorável à liberação do aborto foi emitido pela então ministra Rosa Weber. Porém, em outubro do ano passado, o ministro Luís Roberto Barroso decidiu pausar o julgamento.

"Não há nenhuma previsão para marcar o julgamento sobre a descriminalização do aborto até o terceiro mês de gestação. Entendo que esse é um tema que ainda precisa de mais debate na sociedade", declarou Barroso à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, na época.

Uma pesquisa realizada pelo PoderData, em janeiro de 2025, revelou que a maioria dos brasileiros( 66%) são contrários à liberação do aborto no país.

Fonte: Guiame

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Líder da Minoria denuncia decreto de Lula que abre brechas ao aborto




Deputados criticam atuação do governo federal ao instituir a PNIPI


A líder da Minoria na Câmara, Carol de Toni (PL-SC), e os vice-líderes Carlos Jordy (PL-RJ) e Chris Tonietto (PL-RJ) protocolaram um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar os efeitos do Decreto nº 12.574/2025, publicado por Lula, que institui a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI).

O documento não garante a proteção de crianças ainda no ventre, o que para os parlamentares é um retrocesso nos direitos dos nascituros.

Mais uma vez o atual governo propõe medidas para retirar do ordenamento jurídico vigente a garantia de proteção à primeira infância desde a gestação – dizem os deputados.

Carol reforça que a mudança é uma ação calculada para afrouxar a proteção aos bebês ainda no ventre materno e abrir brechas para a legalização do aborto, além de inserir conceitos ideológicos sobre gênero na PNIPI.

É o velho modus operandi da esquerda: eles mudam uma frase aqui, um conceito ali, e de repente derrubam direitos fundamentais. Ao retirar a proteção “desde a gestação”, o governo ataca o direito à vida antes mesmo do nascimento. E ao incluir “interseccionalidade de gênero” no texto, é uma brecha para incluir ideologia de gênero e debates sobre identidade sexual para crianças de 0 a 6 anos – explicou a líder da Minoria.

Os deputados citam ainda que a Constituição garante, no artigo 227, que toda criança deve ser protegida com prioridade absoluta e isso começa ainda no ventre materno. Ao retirar a proteção “desde a gestação” e inserir conceitos ideológicos para crianças de zero a seis anos, há uma afronta direta a Constituição, ao mudar uma política pública sem autorização do Congresso.

Não aceitaremos que o governo use decretos para mudar silenciosamente as bases de proteção à vida e introduzir ideologias na educação infantil. O Congresso precisa reagir para garantir que as crianças, desde o ventre, estejam verdadeiramente protegidas – concluiu De Toni.

Fonte: Pleno News

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

ANAJURE é admitida como Amicus Curiae pelo STF em ADPF que delibera sobre o aborto no Brasil



Na tarde de ontem (19), a ANAJURE foi aceita como Amicus Curiae no Supremo Tribunal Federal (STF) para ser uma das entidades a atuar no trâmite da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) de número 442, que tem por objetivo descriminalizar a realização de aborto voluntário até a 12ª semana de gestação. O processo, inclusive, já está na pauta para julgamento em sessão virtual dos dias 22 a 29 de setembro.

A posição da ANAJURE neste processo é a mesma já manifesta desde que a entidade foi criada em 2012: em defesa da dignidade humana e da proteção à vida desde a concepção.

Ainda, durante audiência pública em 2018 (leia aqui), a ANAJURE reiterou seu entendimento de que não caberia ao STF as decisões sobre o aborto no Brasil.

Recentemente, a organização também iniciou uma campanha de oração pela vida (leia aqui) e publicou uma Carta Aberta ao STF assinada por cerca de 50 pastores, líderes e entidades evangélicas, que se manifestam em defesa dos direitos do nascituro.

A carta continua aberta para novos signatários que sejam representantes de organizações evangélicas.

Se desejar somar sua voz à da ANAJURE, envie um email com seu nome, cargo e entidade para secretaria.geral@anajure.org.br.


Fonte: ANAJURE


Glossário

Amicus curiae é uma expressão latina que significa "amigo da corte". É uma pessoa ou organização que não é parte de um processo judicial, mas que tem um interesse legítimo na questão e que solicita ao tribunal permissão para apresentar uma petição ou parecer, com o objetivo de fornecer informações relevantes ou uma perspectiva adicional que possa auxiliar o tribunal na sua decisão.

A figura do amicus curiae é importante para garantir que os tribunais tenham acesso à mais ampla gama de informações e perspectivas possíveis antes de tomarem uma decisão. Isso é especialmente importante em casos complexos ou envolvendo questões de interesse público.

Amicus curiae podem ser indivíduos ou organizações, como associações de classe, grupos de interesse público, instituições acadêmicas ou entidades governamentais. Para apresentar uma petição ou parecer como amicus curiae, é necessário obter a permissão do tribunal.

A petição ou parecer do amicus curiae deve ser relevante para os fatos e questões do caso e deve ser baseada em evidências confiáveis. O amicus curiae não pode fazer pedidos ou apresentar recursos quanto ao mérito da questão, mas apenas fornecer informações e perspectivas que possam auxiliar o tribunal na sua decisão.

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Evangélicos rejeitam proposta da ONU para descriminalizar o aborto na Costa Rica



“Acreditamos firmemente que os valores e princípios do Reino de Deus estão acima de todas as coisas, e entre eles está o valor supremo da vida”


A Federação da Aliança Evangélica da Costa Rica (FAEC) rejeitou o pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) para descriminalizar o aborto no país. O órgão representa os 25% da população costarriquenha que se identificam como cristãos evangélicos.

Segundo a FAEC, "estas tendências globalistas da ONU e de outras organizações internacionais" possui o propósito de "acabar com a soberania da nação, e ir contra a vida dos mais indefesos”. A entidade destaca também, em comunicado, que a proposta da ONU coloca em risco “o direito humano mais importante de todos": à vida, neste caso do ser humano em gestação.

Dessa forma, o órgão insiste que às autoridades do governo costarriquenho defenda e respeite o direito fundamental à vida. Assim, a entidade evangélica se compromete a "proteger o dom da vida até as últimas consequências".

A FAEC observa ainda que "ceder como país às pressões da ONU seria como aceitar o aborto como um direito humano, com todas as implicações negativas que isso pode acarretar". Para justificar a argumentação, o órgão cita o artigo 4º da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que destaca que "toda pessoa tem direito a que se respeite sua vida. Este direito será protegido pela lei desde o momento da concepção".

"Acreditamos firmemente que os valores e princípios do Reino de Deus estão acima de todas as coisas, e entre eles está o valor supremo da vida. Continuaremos a proteger o dom da vida, que sabemos que vem de Deus, até às últimas consequências", finaliza a FAEC.

Fonte: Comunhão via Folha Gospel

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Pastores se manifestam contra a legalização do aborto no Brasil - VEJA AQUI



Conselho da Coalizão pelo Evangelho lembra que “a situação da legalização do aborto no Brasil merece nossa atenção e nossas orações intensas


A atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, disse que pretende colocar em pauta de votação, antes da sua aposentadoria em outubro, a ADPF 442 que trata da legalização do aborto.

ADPF 442 foi protocolada pelo PSOL, e se votada em plenário do STF poderá resultar na legalização do aborto no país.

Diante disso, um grupo de vários pastores, entre os quais estão Augustus Nicodemus, Luiz Sayão e Franklin Ferreira, resolveu publicar um manifesto por meio da Coalizão pelo Evangelho, convocando os cristãos para um dia de oração e jejum contra a legalização do aborto no Brasil.

O grupo lembra que "a situação merece nossa atenção e nossas orações intensas, pois as decisões desse tipo de ação são irrecorríveis, não sendo nem mesmo possível um novo pedido de análise da questão", caso a ADPF 442 seja acatada pelo STF.

O manifesto declara: "O Conselho da Coalizão pelo Evangelho e demais pastores associados e signatários desta carta sugerem e encorajam às Igrejas no Brasil a realizarem uma convocação de um dia de oração e jejum contra a descriminalização do aborto no Brasil, a fim de que não prospere a ADPF 442, que pretende permitir o assassinato de bebês no ventre materno até o terceiro mês de gestação".

Leia abaixo, a íntegra do manifesto:

A atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, deve pautar para antes de sua aposentadoria, prevista para outubro deste ano de 2023, o caso que trata sobre a descriminalização do aborto no Brasil.* A própria ministra é a relatora da ação. A ADPF 442 foi proposta pelo PSOL, visando permitir interrupção da gravidez nos três primeiros meses de gestação.

Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) é uma ação de controle concentrado de constitucionalidade prevista na Constituição Federal de 1988 e regulada pela Lei 9882/99, tendo como finalidade evitar ou reparar lesão a preceitos fundamentais da Constituição. Segundo o artigo 12, da referida lei, a decisão é irrecorrível e não pode ser objeto de ação rescisória, ou seja, não pode haver novo pedido de análise da questão.

No Brasil, o aborto não é legalizado, sendo tipificado como crime pelo Código Penal em seus artigos 124 e 125, com previsão de pena de até três anos de prisão se provocado pela gestante e até dez anos quando realizado por terceiro sem consentimento. São previstas, contudo, três situações em que não é punível: o aborto necessário, para salvar a vida da gestante; em caso de estupro, chamado de aborto sentimental; e, em 2012, o STF também decidiu que não pode ser punido o aborto em casos de anencefalia do feto.

A carta universal dos direitos humanos, da qual o Brasil é signatário, reconhece em seu artigo terceiro que "todo ser humano tem direito à vida".

A Constituição coloca entre os fundamentos da República, em seu artigo 1º, inc. III, a dignidade da pessoa humana, e em seu artigo 5º, a inviolabilidade do direito à vida. O Código Civil, por sua vez, em seu artigo 2º estabelece que "a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro". Portanto, a criminalização da interrupção da gravidez está em consonância com o arcabouço jurídico brasileiro, resguardando preceitos fundamentais e os direitos humanos.

Como Cristãos, reconhecemos o ensino da Bíblia Sagrada que ensina que todo o ser humano é Imago Dei, isto éportador da imagem de Deus, inclusive as pessoas ainda não nascidas, as quais devem receber proteção especial por sua vulnerabilidade.

No livro Salmos, capítulo 139.16, o Rei Davi diz que "Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda". O evangelista Lucas narra que o primeiro encontro de Jesus com João Batista foi quando os dois habitavam o ventre de suas mães, e ao entrar na casa de Zacarias e saudar Isabel, ela sentiu a vitalidade de seu filho ainda no ventre, reconhecendo ser uma ação do Espírito Santo pela presença do filho de Deus no ventre de Maria (Lucas 1.41).

A Bíblia ensina que a concepção de um filho é bênção de Deus e não deixa dúvidas que o ser humano é formado já na concepção e que provocar sua morte é assassinato.

Assim sendo, o Conselho da Coalizão pelo Evangelho bem como os demais pastores associados e signatários desta carta manifestam sua posição contra o aborto, e no sentido de permanência de criminalização do aborto em qualquer tempo de gestação, desde a concepção, por estar de acordo com a proteção constitucional e legal da vida no Brasil, bem como por ser a referida prática uma quebra do sexto mandamento: "não matarás".

Conselho da Coalizão pelo Evangelho

Augustus Nicodemus Lopes é pastor auxiliar na Primeira Igreja Presbiteriana do Recife.

Cleyton Gadelha é pastor emérito da Igreja Batista de Parquelândia (Fortaleza/CE) e diretor executivo da Escola Teológica Charles Spurgeon.

Davi Charles é pastor da Igreja Presbiteriana Paulistana (São Paulo/SP).

Emílio Garofalo é pastor da Igreja Presbiteriana Semear (Brasília/DF).

Euder Faber é pastor da Igreja O Brasil para Cristo (Campina Grande/PB) e presidente da Visão Nacional para a Consciência Cristã.

Franklin Ferreira é pastor da Igreja da Trindade (São José dos Campos/SP), co-fundador e diretor geral do Seminário Martin Bucer.

Heber Carlos de Campos Júnior, pastor da Igreja Presbiteriana do Parque das Nações (Santo André, SP), professor no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper e do Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição (JMC).

Hélder Cardin é pastor na Primeira Igreja Batista de Araras (Araras-SP), chanceler das escolas teológicas Palavra da Vida Brasil e professor pesquisador no Seminário Bíblico Palavra da Vida e vice-presidente da Coalizão pelo Evangelho.

Jonas Madureira é pastor da Igreja Batista da Palavra (São Paulo/SP), professor no Seminário Martin Bucer.

Leonardo Sahium é pastor da Presbiteriana de Brasília (DF) e presidente da Junta de Educação Teológica da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Luiz Sayão é pastor sênior da Igreja Batista Nações Unidas (São Paulo/SP) e diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo.

Mauro Meister é pastor da Igreja Presbiteriana – Barra Funda (São Paulo/SP).

Renato Vargens é pastor da Igreja Cristã da Aliança (Niterói/RJ), escritor e conferencista.

Sillas Campos é pastor da Igreja Batista Central de Campinas (Campinas/SP) e presidente do Ministério Fiel.

Solano Portela é presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro (São Paulo/ SP), e docente no Centro Presbiteriano de Pós Graduação Andrew Jumper.

Tiago J. Santos Filho é um dos pastores da Igreja Batista da Graça (São José dos Campos/SP), co-fundador e diretor no Seminário Martin Bucer, diretor executivo da Editora Fiel e presidente do Conselho da Coalizão pelo Evangelho.

Valter Reggiani é pastor da Igreja Batista Reformada de São Paulo (São Paulo/SP).

Wilson Porte Jr. é pastor da Igreja Batista Liberdade (Araraquara/SP) e professor e presidente do conselho administrativo do Seminário Martin Bucer.

Pastores associados e demais signatários:

Pastores associados à Coalizão pelo Evangelho:

Alan Rennê Alexandrino Lima, pastor da Igreja Presbiteriana do Cruzeiro do Anil, São Luís, MA

Allen Porto, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Barretos, SP

Fábio Luciano Soares e Santos, pastor da Igreja Batista Betel de Mesquita, Mesquita, RJ.

Fernando Angelim, pastor da Igreja Batista Reformada de Belém, Belém, PA.

Filipe Costa Fontes, pastor na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro e professor do CPAJ da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Maurício Fonseca dos Santos Jr. presbítero na Igreja Presbiteriana Paulistana, São Paulo, SP.

Mauricio Silva de Andrade, pastor da Primeira Igreja Batista Bíblica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Paulo Cesar Valle, pastor da Igreja Batista do Redentor, Volta Redonda, RJ.

Demais pastores signatários ligados à Fraternidade de Pastores Batistas Reformados:

Alex Daher, pastor na Igreja Batista Jardim Minesota, Sumaré/SP

Anderson Alcides, pastor da Primeira Igreja Batista em Brotas de Macaúbas, BA

Anderson Alcides, pastor da Primeira Igreja Batista em Brotas de Macaúbas, BA

Anderson Dias Carneiro, pastor da Igreja Batista Reformada, João Monlevade, MG

Áquila Serra Cabral, pastor da Primeira Igreja Batista de Muriaé, MG.

Charles Silveira, pastor na Igreja Batista Caminho da Cruz, Alvorada, RS

Daniel Lewis Deeds, pastor na Igreja Batista Histórica em Conselheiro Lafaiete, MG

David Marcos Soares Ferreira, pastor da Igreja Batista Reformada de Campos dos Goytacazes, RJ.

Diego Francisco Santos, pastor da Primeira Igreja Batista em Canela, RS

Diego Lopes, pastor na Igreja Baptista na Margem Sul, AM de Lisboa, Portugal.

Eduardo Fagundes Oliveira, pastor Batista, membro da Igreja Batista Sul de Juiz de Fora, MG.

Fabiano Prado Lima, assistente pastoral, Immanuel Baptist Church, Sacramento, CA, EUA

Fábio Leal, pastor da Igreja Reformada Missional Cidade Cinco, São Paulo, SP

Fabio Roberto Rodrigues, Primeira Igreja Batista de Monte Mor, Monte Mor, SP

Gilson Carlos de Souza Santos, pastor na Igreja Batista da Graça, São José dos Campos, SP.

Glauber Fabiano Sponda Manfredini Nagasawa, pastor na Igreja Batista Reformada no Japão.

Gleydson Alves Marinho, Igreja Ação Bíblica, Lisboa, Portugal

Guilherme Reggiani, pastor na Igreja Batista Reformada de São Bernardo do Campo, SP.

Heber Gonçalves Cunha, pastor da Segunda Igreja Batista em Cambuci, RJ

Helenon Augusto Carvalho Campos, pastor da Igreja Batista Chácara Antonieta Limeira, SP

Ivaldo Bertanha, pastor Ministério de Homens, Igreja Batista Parque Rio Branco, Campos dos Goytacazes, RJ.

Jean Carlos Sardinha da Silva, pastor da Segunda Igreja Batista Reformada de Campos, RJ

João Paulo da Cunha Brasileiro, pastor da Igreja Batista Reformada Paulista, PE

Jônatas Ornelas Duarte, pastor da Congregação Batista Reformada, Aperibé, RJ

Jonathan Andrade Luz, pastor na Igreja Batista Filadélfia, Fortaleza, CE

Jonathas de Lima, pastor da Igreja Batista da Família, Barreiras, BA

Jorge Luiz Gomes da Silva, pastor da Igreja Batista em Vilas Boas em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, MS

Luan de Almeida da Silva, pastor da Igreja Batista Ebenézer, Ilhéus, BA

Luis Henrique de Paula, pastor na Igreja Batista Sarom, Campo Grande, MS

Luiz Correia, pastor da Igreja Batista Filadélfia, Fortaleza, CE

Natan Leite, pastor da Segunda Igreja Batista, Paranaíba, MS

Nelson Ávila Mesquita Neto, pastor da Igreja Batista de Itaitinga, Itaitinga, CE.

Norival F. Andrade, Primeira Igreja Batista de Monte Mor, Monte Mor, SP

Paulo Roberto dos Santos, pastor da Primeira Igreja Batista de Monte Mor, Monte Mor, SP

Rafael Fcachenco Filho, pastor da Igreja Batista Betel, Bauru, SP.

Rubner Rodrigues Durais, pastor na Igreja Batista da Graça, São José dos Campos, SP

Valdeci Santos, diretor do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, CPAJ e pastor titular da Igreja Presbiteriana do Campo Belo, São Paulo, SP.

Vinicius Musselman Pimentel, é um dos pastores da Igreja Batista da Graça, em São José dos Campos, e supervisor editorial no Ministério Fiel.

Werveton Mury Campos, pastor da Igreja Batista em Água Fria, São Fidélis, RJ

Wesley Knochenhauer Carvalho, pastor da Igreja Batista Reformada Vida Nova, Florianópolis, SC

Willian Vitor Orlandi, pastor da Igreja Batista Reformada em Indaiatuba, Indaiatuba, SP.

Willy Robert Henriques, pastor da Igreja Batista Redenção em Juiz de Fora, MG.

Wilson da Silva Bento, pastor da Igreja Batista Zona Sul, São José do Rio Preto, SP

[Com a colaboração de Warton Hertz, membro fundador do Instituto Brasileiro de Direito e Religião, e que atualmente serve no Ajuda Barnabas, ministério de socorro à Igreja sofredora.]


Coalizão Pelo Evangelho existe para servir a igreja local, produzido conteúdo centrado em Cristo e no Evangelho. O Conselho da Coalizão pelo Evangelho é formado por pastores e presbíteros que fornecem direcionamento, liderança e resguardam a visão teológica deste ministério no Brasil.


Com informações de TGC – Coalização Pelo Evangelho

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