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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Kléber Lucas e Leonardo Gonçalves aceitam convite de Janja para cantar na posse de Lula


Entre os nomes confirmados estão Pablo Vittar, Gabi Amarantos, Martinho da Vila, Valeska Popuzuda e Johnny Hooker, que chamou Jesus de “bicha e travesti”


O cantor evangélico Leonardo Gonçalves disse, nas sua redes sociais, que aceitou o convite para cantar no show da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

O evento, batizado de Festival do Futuro, ocorrerá no dia 1° de janeiro, logo após a solenidade de posse.

O convite foi feito por Janja, esposa de Lula, e pelo também cantor gospel, Kleber Lucas, que fazem parte da equipe de transição de governo.

é dentro deste contexto q recebo e aceito o convite de @JanjaLula e do @prkleberlucas pra cantar no show da posse do presidente eleito no dia 01.01.", disse o cantor dentro de uma sequência de twittes onde falou de seus críticos e elogiou os que votaram em Lula no segundo turno das eleições de 2022.

"é fato estatístico inconteste q msm c toda a instrumentalização da fé praticada pelas maiores lideranças evangélicas e msm c todo o esforço do governo bolsonaro junto ao campo evangélico, aproximadamente 30% dos evangélicos votaram em @LulaOficial neste 2° turno de 2022."

Na publicação feita no Instagram, o cantor Kleber Lucas, que também vai cantar na posse de Lula, deixou seu comentário elogiando Leonardo Gonçalves.

"Léo querido, que bom encontrar você no caminho! Um presente de Deus na minha vida. Vc é um cara incrível, admirável, elegante inteligentíssimo, articulado, fofoqueiro…amigo pra caramba, espiritual, verdadeiro… tudo que eu precisava na vida!!Amo vc. meu mano. Vai ser lindo lá!! Vamu q vamu", disse Kleber Lucas.

Show da posse de Lula

Além do cantor Leonardo Gonçalves, a esposa de Luiz Inácio Lula da Silva, Janja, anunciou, no final de novembro, a lista de artistas confirmados que irão se apresentar no show programado para a posse do novo presidente do Brasil que acontecerá no dia 1º de janeiro.

Entre os nomes confirmados estão Pablo Vittar, Gabi Amarantos, Martinho da Vila, Gilsons, Chico César, Luedji Luna, Teresa Cristina, Fernanda Takai, Marcelo Jeneci, Odair José, Otto, Tulipa Ruiz, Maria Rita, Valeska Popuzuda, BaianaSystem e Duda Beat.

Outro nome que está confirmado é o de Johnny Hooker, cantor pernambucano que ficou conhecido no Brasil em julho de 2018 após dizer que Jesus é “bicha e travesti” enquanto defendia um espetáculo realizado em Garanhuns onde Jesus foi representado como travesti.

Fonte: Folha Gospel

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Vice de Soraya, Marcos Cintra questiona votos zerados para Jair Bolsonaro


Ex-secretário da Receita Federal fez publicação sobre as seções onde Bolsonaro não recebeu votos

O ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra (União Brasil), que foi candidato a vice-presidente na chapa da senadora Soraya Thronicke (União Brasil) no pleito presidencial deste ano, questionou neste sábado (5) o fato de o presidente Jair Bolsonaro (PL) ter votação zerada em centenas de urnas ao redor do país.

Em suas redes sociais, Cintra disse ter conferido os dados do TSE e declarou não encontrar explicação para o fato de Bolsonaro ter votação zerada em centenas de urnas. O ex-secretário lembrou ainda que não há registro de seções em que o atual chefe do Executivo tenha obtido 100% dos votos.

Há outras centenas, senão milhares de urnas com votações igualmente improváveis. Curiosamente não há uma única urna em todo o país onde o Bolsonaro tenha tido 100% dos votos. E se há suspeita em uma única urna, elas recaem sobre todo o sistema – escreveu.

Cintra ressaltou que a existência dos registros em papel dos votos depositados nas urnas, algo que foi exaustivamente defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, poderia acabar com as dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral e destacou que os questionamentos feitos por ele são legítimos.

São dúvidas legítimas. Qualquer cidadão, como eu, tem o dever de exigir esclarecimentos das autoridades competentes para preservar a democracia e a legitimidade de nossas instituições. Quero ardentemente acreditar que haja explicação convincente – completou.

No entanto, após os questionamentos, a conta do ex-secretário da Receita Federal no Twitter foi retida, assim como aconteceu com políticos conservadores como os deputados federais eleitos Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO). Neste domingo (6), Cintra falou sobre o assunto e disse estar “triste e preocupado” com o fato.

Um cidadão de bem fazendo perguntas sobre dados oficiais… estou muito triste e preocupado – declarou ele em seu perfil no Instagram.

Confira, na íntegra, o texto publicado por Marcos Cintra neste sábado:

Tenho razões para não concordar com Bolsonaro… falta de preparo e de cultura, baixa capacidade de liderança, e comportamento inadequado para presidir um país como o Brasil. Mas as dúvidas que ele levanta sobre as urnas merecem respostas.

Verifiquei os dados do TSE e não vejo explicação para o JB ter zero votos em centenas de urnas. Ex. Roraima, e em São Paulo, como em Franca, Osasco e Guarulhos.

Quilombolas e indígenas não explicam esses resultados, sob pena de admitir que comunidades foram manipuladas.

Há outras centenas, senão milhares de urnas com votações igualmente improváveis. Curiosamente não há uma única urna em todo o país onde o Bolsonaro tenha tido 100% dos votos. E se há suspeita em uma única urna, elas recaem sobre todo o sistema.

Acredito na legitimidade das instituições. Não admito que o TSE seja cúmplice, no caso de descobrirem algum bug no sistema. Mas sim, se tornará cúmplice se não se debruçar sobre esses fatos e esclarecer tudo.

Independentemente de qualquer outra consideração ou preferência política, a preservação das instituições democráticas exige respostas convincentes. Caso contrário estarei sendo forçado a reconhecer a validade dos pleitos por voto em papel.

Tivéssemos registros em papel, sem prejuízo das vantagens da digitalização dos votos, estes casos aparentemente inexplicáveis poderiam ser rapidamente descartados, evitando as dúvidas sobre a integridade do sistema que estão se avolumando.

São dúvidas legítimas. Qualquer cidadão, como eu, tem o dever de exigir esclarecimentos das autoridades competentes para preservar a democracia e a legitimidade de nossas instituições. Quero ardentemente acreditar que haja explicação convincente.

Fonte: Pleno News 


segunda-feira, 31 de outubro de 2022

“Deus nunca perde”: Pastores se manifestam após resultado das eleições


Após 20 anos, Luiz Inácio Lula da Silva volta à Presidência do Brasil a partir de janeiro de 2023, eleito por 50,90% dos votos para cumprir seu terceiro mandato.

Com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente, confirmada na noite deste domingo (30), diversos pastores e líderes se manifestaram em suas redes sociais sobre o resultado das urnas, que deu 50,90% dos votos ao petista.

Lula recebeu pouco mais de 2 milhões de votos de diferença da candidatura do então presidente Jair Bolsonaro. O resultado confirmou o racha e a polarização ideológica no país.

Líder da Igreja do Amor, Talitha Pereira destacou que “Deus nunca perde”. A pastora refletiu sobre a vitória da esquerda, que ocupará o Executivo Nacional a partir de janeiro de 2023, com base em referências bíblicas.

No dia em que o povo escolheu que Barrabás fosse solto, o que fez a diferença não foi a falta de poder do Senhor, mas a escolha das pessoas e a permissão divina”, escreveu, com referência ao julgamento “democrático” que mostrou a o lado dos judeus.

Na sequência, a pastora deixou uma palavra de alento: “Veio um tempo de morte, dor e tristeza, mas ao terceiro dia o Mestre ressuscitou para mostrar Quem é invencível”.

Para a vida civil, Talitha disse que “toda escolha vem com consequências”.

Eu só quero lembrar a você que votou apoiando os mesmos valores que eu: nossas orações não podem cessar e nosso posicionamento não pode ser silenciado”.

Talitha finalizou dizendo que “Deus que nunca perde” e que é preciso “continuar lutando”. “Não abaixe a cabeça com tristeza, erga o olhar para o lugar de onde vem a nossa salvação: a cruz que está vazia!

Discipular uma nação

Por meio de um vídeo, Téo Hayashi lamentou a derrota do atual presidente, Jair Bolsonaro, e disse que há quatro anos pela frente de um cenário diferente do que a maior parte dos cristãos desejava.

O líder da Zion e do Movimento Dunamis disse que está com a consciência limpa diante de sua minha família e comunidade de fé. “Fica aqui a minha oração para que o Senhor continue abençoando o Brasil, continue abençoando a Igreja”.

Ele fez um alerta para os “futuros evangélicos do Brasil”:

A verdade é que a gente tem muito trabalho a fazer, a gente precisa entender e nos aprofundar naquilo que diz respeito discipular uma nação”.

Agora não é a hora de ficar nas cordas, ficar falando ‘Jesus volta e me tira daqui’, agora é hora de se trabalhar, de criar família, de criar raízes”, afirmou, emendando que é preciso continuar aprendendo a ser “sal da Terra e luz do mundo ... como discípulos de Cristo”.

Deus no controle

O Pr. Luiz Hermínio iniciou sua mensagem dizendo que “você produz bom ânimo quando acredita que Deus não perdeu o controle de nada”.

Postando imagens do culto no Mevam, ministério que lidera, escreveu ainda: “Mais um domingo cultuando ao Senhor... Ele é a nossa esperança”.

Cláudio Duarte de um vídeo dizendo que “há dia de ganhar e dia de perder”. Ele disse que não estava alegre pelo resultado, mas “se eu continuar triste ou dizer que estou entristecido eu não mudo nada”.

O pastor disse que recebeu várias mensagens com a pergunta sobre o que fazer diante do resultado que deu vitória à esquerda.

Agora trabalhamos para que o Brasil cresça, agora nós vamos orar para que o Brasil cresça, agora nós vamos impulsionar e motivar as pessoas a entenderem que precisamos respeitar esse resultado e prosseguir a nossa história”.

Com quase 600 mil curtidas em sua mensagem, Cláudio Duarte disse ainda que é preciso “continuar na caminhada porque existe uma missão que é maior do que as nossas dores particulares”.

Orar pelas autoridades

O Pr. Silas Malafaia escreveu que “a vontade soberana do povo se estabeleceu”, reforçando seu posicionamento contrário ao resultado do pleito.

Não fui omisso, nem covarde. Tenho minha consciência limpa do meu dever cumprido. A minha oração, como diz a Bíblia, é interceder pelas autoridades constituídas”.

Pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Malafaia finalizou declarando: “Deus livre o Brasil do caos social, político e econômico.”

No culto de domingo à noite, o pastor disse que o papel da Igreja é orar pelas autoridades.

Vamos fazer uma oração. Vamos orar. Esse é o papel da igreja. Se a Bíblia manda orar antes de tudo pelas autoridades, então vamos orar pelo novo governo que vem aí, é agora que nós vamos fazer isso”.

O Rei está no trono

O Pr. Josué Valandro foi suscinto em sua manifestação pós resultado que deu vitória a Lula. Ele usou uma citação de C.S. Lewis: “Faça o que é certo e depois de ter feiro, deixe o resto nas mãos de Deus”.

O líder da Igreja Atitude finalizou: “Eu amo meu país! E confio no meu Deus!

Outra importante liderança evangélica brasileira e bastante atuante nas redes sociais, o Pr. Augustus Nicodemus, teólogo e escritor presbiteriano, escreveu em seu Facebook:

Podemos escolher pelo voto a autoridade que quisermos. Mas, o Rei dos Reis já está no trono”.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Bolsonaro e Lula se enfrentam no último debate nesta sexta


Bolsonaro e Lula: Candidatos participam de embate na TV Globo

O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT) participam nesta sexta-feira (28), às 21h30, do debate na TV Globo com os candidatos à Presidência no segundo turno. Será o último encontro antes do segundo turno da eleição, que acontece no domingo (30).

Mediado pelo jornalista William Bonner, o evento será transmitido ao vivo pela TV Globo, pela GloboNews e pelo G1, direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. As regras foram definidas pela organização em parceria com representantes dos partidos.

O debate será dividido em cinco partes. A ordem em que os candidatos farão as perguntas em cada bloco, assim como as considerações finais, foi definida por sorteio com a presença de representantes das campanhas de Lula e Bolsonaro.

Confira as regras de cada bloco:

1° e 3° Blocos – O primeiro e o terceiro serão de temas livres, com duração de 30 minutos. Cada candidato terá 15 minutos e deverá administrar seu tempo entre perguntas, respostas, réplicas e tréplicas. Bolsonaro abre o primeiro bloco e Lula, o terceiro bloco.

2° e 4° Blocos – O segundo e o quarto blocos serão de temas determinados e terão duração total de 20 minutos, com dois debates de 10 minutos. Os temas serão escolhidos pelos candidatos entre os seis oferecidos pela TV Globo em um telão.

Além disso, cada candidato terá cinco minutos para debater e deverá administrar seu tempo entre perguntas, respostas, réplicas e tréplicas. Cada tema só poderá ser escolhido uma única vez, sem repetição. No segundo bloco, Lula inicia as perguntas. No quarto bloco, quem começa é Jair Bolsonaro.

5° Bloco – No quinto bloco, cada candidato fará as suas considerações finais. Luiz Inácio Lula da Silva é o primeiro e Jair Bolsonaro, o segundo.

Coletiva de imprensa – Após o término do debate, os candidatos serão convidados à sala de imprensa, onde poderão participar de uma entrevista coletiva com duração de 10 minutos para cada um. Também definida por sorteio, a ordem é: primeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; em seguida, o presidente Jair Bolsonaro.

*AE via Pleno News

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

‘Não é hora de ser isentão’, diz pastor Ciro Zibordi ao declarar voto



O pastor Ciro Sanches Zibordi, um dos mais respeitados teólogos pentecostais do Brasil, afirmou que o momento que o Brasil atravessa exige um posicionamento firme dos evangélicos e que não é hora de ser "isentão".

Zibordi, que é escritor e produz materiais de estudo para Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), gravou um vídeo em seu perfil nas redes sociais para reiterar seu apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

"O momento agora não é para ser isentão. É momento para tomar uma posição, o que está em jogo é muito sério. Nós temos duas posições: luz e trevas. Céu e inferno. Direita ou esquerda. Dois patinhos na lagoa, ou… a escolha é sua. Eu já fiz a minha, e vou votar de novo nos dois patinhos na lagoa", declarou o pastor.

Conhecido como um dos pentecostais mais conservadores dentre os pastores de renome nas Assembleias de Deus, Zibordi há anos se posiciona contra a influência mundana no meio evangélico, denunciando o uso de "eufemismos" para disfarçar essas pautas.

Em 2016, ao lado de pastores de diferentes denominações, assinou a chamada "Carta de Campina Grande", que rejeitou distorções da doutrina bíblica: "Fora de Cristo absolutamente ninguém pode ser salvo, portanto, com coração contrito, afirmamos que rejeitamos todo tipo de doutrina, ensino ou conceito teológico que afirme a possibilidade de salvação do pecador fora de Cristo", diz trecho do documento.

No ano seguinte, usou as redes sociais para protestar contra a crescente presença da ideologia de gênero na mídia: "Olhe, observe, note, Veja que desgraça! #VejaLixo e #GloboLixo de mãos dadas defendendo essa aberração da Ideologia de Gênero!", protestou.


Fonte: Gospel+

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Câmara e assembleias legislativas têm recorde de pastores evangélicos eleitos


Ao menos 28 parlamentares que usaram identificações evangélicas nas urnas foram eleitos

A Câmara dos Deputados e as assembleias legislativas estaduais terão, a partir de 2023, um número recorde de parlamentares que usaram termos de identificação evangélica, como “pastor”, “bispo” e “missionário”, em disputas eleitorais.

Levantamento do GLOBO com base em dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até segunda-feira aponta que ao menos 28 deputados federais, estaduais e distritais eleitos se apresentaram ao eleitorado com denominações evangélicas, sendo 16 como pastores.

Até então, os maiores índices de sucesso de candidatos pastores e de outras nomenclaturas evangélicas haviam aparecido nas eleições de 2002 e de 2014, com 27 eleitos em cada uma. Nas duas ocasiões, 16 candidatos se apresentaram como pastores.

Em agosto, O GLOBO mostrou que o número de candidaturas com identidade religiosa aumentou cerca de 25% neste ano, atingindo o maior patamar na série histórica desde 2002. O levantamento considerava candidatos que apresentaram alguma nomenclatura ou ocupação religiosa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo aqueles ligados ao catolicismo e a religiões de matriz africana. O número de pastores candidatos neste ano, de 476, foi cerca de 20% superior ao registrado em 2018.

Em 2006, apenas nove candidatos com essa identificação foram eleitos para a Câmara e para as Assembleias Legislativas. O número de eleitos saltou para 18 em 2010, patamar semelhante ao da eleição de 2018, com 21 candidatos bem sucedidos.

Em meio a uma disputa presidencial marcada por seguidos acenos do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Lula (PT) ao eleitorado evangélico, parte dos candidatos mudaram a estratégia de disputas anteriores e passaram a adotar termos e expressões ligados ao meio evangélico que não apareciam até então.

No Rio, por exemplo, os irmãos Marcos e Filipe Soares, eleitos deputado federal e estadual, respectivamente, ambos pelo União Brasil, incluíram as iniciais do pai, o líder evangélico Romildo Ribeiro Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. Com isso, o sobrenome que levaram às urnas passou a ser “RR Soares”, forma pela qual o pai se popularizou entre fiéis.

O expediente de associar o nome do candidato à igreja é adotado também por parlamentares ligados à Assembleia de Deus Ministério de Madureira. Neste ano, além do deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP), ex-presidente da bancada evangélica na Câmara, dois deputados estaduais ligados à igreja se elegeram à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O número de evangélicos eleitos é ainda maior, já que também há parlamentares que, mesmo sem termos como “pastor” ou “bispo” junto ao nome, possuem o “carimbo” religioso em suas trajetórias.

Um desses casos é o do ex-prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, e que se elegeu deputado federal. A candidatura de Crivella teve suporte da Catedral de Del Castilho, principal templo e sede da Universal no Rio, onde santinhos do ex-prefeito foram distribuídos nas últimas semanas na entrada de cultos.

Outro nome que teve apoio da Universal, e que tampouco usa nomenclaturas religiosas na urna, foi o deputado estadual e pastor licenciado Danniel Librelon (Republicanos), reeleito à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Há ainda pelo menos uma centena de pastores e outros candidatos com identidade evangélica que figuram como suplentes de deputado federal, e podem ocupar cadeiras vagas no decorrer da próxima legislatura. A “lista de espera” inclui nomes como o pastor Junior Trovão (Republicanos), no Rio, e o cantor gospel e pastor Jairinho (União), de Pernambuco.

Deputados federais eleitos

Paulo Freire da Costa (PL-SP) (concorreu como “PR. Paulo Freire” em eleições anteriores)
Pastor Marco Feliciano (PL-SP)
Pastor Eurico (PL-PE)
Pastor Gil (PL-MA)
Pastor Sargento Isidório (Avante-BA)
Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
Marcos RR Soares (União-RJ) (usa o nome do pai, RR Soares, liderança evangélica)
Pastor Diniz (União-RR)
Gilberto Abramo (Republicanos-MG) (concorreu como “Bispo Gilberto” em eleições anteriores)
Cezinha de Madureira (PSD-SP) (nome de urna cita a Assembleia de Deus de Madureira)
Clarissa Tércio (PP-PE) (nome de urna faz referência ao marido, Pastor Junior Tércio)

Deputados estaduais eleitos

Adalto Santos (PP-PE) (concorreu como “Presbítero Adalto” em eleições anteriores)
Alex de Madureira (PSD-SP) (nome de urna cita a Assembleia de Deus de Madureira)
Apóstolo Luiz Henrique (Republicanos-CE)
Bispo Alves (Republicanos-ES)
Cantora Mara Lima (Republicanos-PR)
Carlos Cezar (PL-SP) (concorreu como “PR. Carlos Cezar” em eleições anteriores)
Carlos Henrique (Republicanos-MG) (concorreu como “Pastor Carlos Henrique” em eleições anteriores)
José de Arimateia (Republicanos-BA) (concorreu como “Pastor José de Arimateia” em eleições anteriores)
Oseias de Madureira (PSD-PS) (nome de urna cita a Assembleia de Deus de Madureira)
Pastor Cleiton Collins (PP-PE)
Pastor Daniel de Castro (PP-DF)
Pastor Junior Tércio (PP-PE)
Pastor Oliveira (Republicanos-AP)
Pr. Alcides Fernandes (PL–CE)
Ricardo Arruda (PL-PR) (concorreu como “Missionário Ricardo Arruda” em eleições anteriores)
Sérgio Peres (Republicanos -RS) (apresentou-se como “PR. Sergio Peres” em eleições anteriores)
Filipe RR Soares (União-RJ) (usa o nome do pai, RR Soares, liderança evangélica)

Considerando que a matéria se reportou apenas aos candidatos evangélicos que se utilizaram de títulos eclesiásticos, ao se contabilizar os demais candidatos cristãos que não se utilizaram dessa estratégia, a possibilidade é de uma das maiores bancadas conservadoras já existentes na nação,

Com informações O Globo via VIU 

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Nikolas Ferreira é eleito o deputado federal mais votado de Minas Gerais



“Essa vitória para mim é fruto de muito trabalho, de muita luta", disse Nikolas.


O vereador de Belo Horizonte Nikolas Ferreira (PL), de 26 anos, foi eleito o deputado federal mais votado do Brasil, com 1.492.047 votos. Apoiador do presidente Bolsonaro, o jovem defende a bandeira conservadora e tem suas redes sociais como principal ferramenta de divulgação. No Instagram, por exemplo, Nikolas possui mais de 3 milhões de seguidores.

Com a eleição deste domingo (2), Nikolas é terceiro deputado federal mais votado na história do país. Ele fica atrás de Enéas Carneiro (Prona-SP), eleito em 2002 com 1,57 milhão de votos, e de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), eleito em 2018 com 1,84 milhão de votos.

"Essa vitória para mim é fruto de muito trabalho, de muita luta. É mostrar que o jovem, ele pode ser conservador e não simplesmente pensar no final de semana e ser escravo de suas vontades", disse Nikola ao jornal O Estado de Minas. "Essa vitória para mim representa que o Brasil tem esperança de que a gente está plantando aqui sementes para um Brasil com futuro muito melhor", completou.

Nikolas ganhou notoriedade em 2021 ao gravar um vídeo em que foi impedido de visitar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, por não apresentar o comprovante de vacinação contra covid-19. Ele se apresenta como "cristão, conservador e defensor da família". No seu estado, ele coordena o movimento Direita Minas. "A gente não pode deixar de mandar um recado aqui para a esquerda: vai ter que engolir o Nikolas federal", disse Nikolas neste domingo (2) após saber do resultado das urnas.

Nikolas Ferreira foi criado na comunidade Cabana do Pai Tomás. O local é conhecido por ser um dos mais violentos da cidade Belo Horizonte. O parlamentar é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e já afirmou que foi hostilizado na faculdade por suas pautas conservadoras – como o combate ao feminismo, ao que ele chama de "ideologia" de gênero e as críticas à esquerda. Para ele, os estudantes pobres são vítimas da "doutrinação ideológica". Ele defende bandeiras neoliberais na economia.

Em 2020, Nikolas foi eleito vereador por Belo Horizonte, sendo o segundo mais votado da capital mineira. Nos últimos dois anos, o político tem se destacado principalmente nas redes sociais, se tornando um dos apoiadores mais influentes de Bolsonaro na web.

Além disso, o jovem é considerado um dos principais nomes da juventude cristã. A vitória de Nikolas Ferreira reforça o grupo bolsonarista eleito para a Câmara Federal e o Senado.

Folha Gospel com informações de Congresso em Foco

Eleição 2022 trouxe o Congresso mais conservador da história


Partidos de direita dominaram a disputa por cadeiras na Câmara e no Senado

A eleição deste domingo (2) transformou o Congresso Nacional no mais conservador da história do período democrático do país, considerando o resultado obtido nos principais colégios eleitorais. Os partidos de direita, com predomínio das legendas do Centrão, conquistaram a maioria das cadeiras da Câmara e do Senado em disputa.

O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, elegeu as maiores bancadas para a Câmara em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Em São Paulo, o partido de Bolsonaro ficou com 17 cadeiras na Câmara, enquanto a federação PT /PCdoB /PV, que apoia o petista Luiz Inácio Lula da Silva, conquistou 11 vagas. No total, São Paulo tem 70 deputados federais.

Guilherme Boulos (PSOL) foi o campeão em São Paulo para a eleição de deputado federal, com 986.954 votos. A deputada Carla Zambelli (PL) foi reeleita e ocupou a segunda posição, com 935. 290 votos. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL), também reeleito, chegou em terceiro lugar com 731.574 votos.

O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles também conquistou uma vaga, sendo o quarto mais votado entre os paulistas, com 638.427 votos. Mas candidatos de direita que romperam com Bolsonaro tiveram dificuldades. Joice Hasselmann (PSDB-SP), a mulher mais votada em 2018 para deputada federal, teve apenas 13.413 votos e perdeu o cargo.

O PL de Bolsonaro se tornou o principal partido do Centrão e campeão de cadeiras na eleição para deputado federal no Rio, com 11 das 46 vagas em disputa. O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (PL) foi o segundo mais bem votado no estado, com 204.889 votos.

Em Minas, o vereador Nikolas Ferreira (PL) teve 1,5 milhão de votos, sendo o deputado federal mais votado do país, com 93,54% das urnas apuradas no estado.

Na prática, a vitória de políticos do Republicanos, do PP e do União Brasil fortalece a bancada da direita no Congresso.

O PP do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), e o União Brasil, presidido pelo deputado Luciano Bivar (PE), negociam a formação de um único partido.

A configuração que sai das urnas aumenta a chance de o grupo ficar com os cargos mais estratégicos da Câmara a partir de 2023, incluindo a presidência da Casa, ampliando o domínio sobre a elaboração do Orçamento e a votação dos projetos de lei.

A eleição para o Senado também foi marcada pela vitória de aliados de Bolsonaro e políticos que colaram seus nomes à figura do presidente. Os partidos de direita emplacaram 19 nomes.

Os ex-ministros Sérgio Moro (União Brasil-PR), Damares Alves (Republicanos-DF), Marcos Pontes (PL), Tereza Cristina (PP) e Rogério Marinho (PL-RN) foram eleitos senadores.

O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) também conquistou uma vaga no Senado e Magno Malta (PL-ES) volta à Casa.

*AE via Pleno News

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

TSE multa Bolsonaro por visita a evento da CGADB em Cuiabá



A decisão foi tomada com votos de Lewandowski, Alexandre de Moraes, Carmen Lúcia e Benedito Gonçalves


Por 4 votos a 3, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou uma denúncia apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra o presidente Jair Bolsonaro e sua participação na Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) que aconteceu em abril na cidade de Cuiabá (MT).

A relatora da ação foi a ministra Maria Claudia Bucchianeri que entendeu que não houve menção a expressões como “vote em mim” ou “me eleja”, descartando o pedido explícito de voto, o que configuraria campanha eleitoral antecipada.

Todavia, o ministro Ricardo Lewandowski votou contra o relatório e disse que mesmo não configurando como propaganda pré-eleitoral, a participação de Bolsonaro tanto na 45ª AGO da CGADB, quanto na motociata que aconteceu antes do evento, teve discursos que enfatizaram a manutenção dele na Presidência da República. Votaram a favor de Lewandowski os ministros Alexandre de Moraes, Carmen Lúcia e Benedito Gonçalves.

Sendo assim, foi aplicado uma multa por “propaganda extemporânea negativa” no valor de R$ 5 mil.

Fonte: JM Notícia

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Eleições 2022: Candidaturas de religiosos crescem 11%; 9 em cada 10 são de evangélicos



O título de "pastor" usado no nome de urna é o mais popular entre os candidatos

O número de candidaturas religiosas cresceu 11% este ano em relação às últimas eleições gerais, segundo levantamento do g1 com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2018, eram 595 candidatos. Em 2022, 659.

A maior parte dessas candidaturas está vinculada ao universo das igrejas evangélicas (89%). Os dados incluem aqueles que utilizam títulos religiosos nos nomes de urna ou se identificam como membros de grupos religiosos.

A maior parte das candidaturas de religiosos é formada por aqueles que se identificam como pastores (392). Esse grupo cresceu 19% este ano.

Entre as candidaturas religiosas identificadas, 16 são de católicos, o equivalente a 2,4%. Também há 13 candidatos que usam nos nomes de urna títulos associados a religiões de matriz africana, o que representa 2% do total.

Há ainda 43 candidatos que declaram como principal ocupação "sacerdotes, membros de ordem ou de seita religiosas", mas não usam no nome títulos que permitam a identificação da religião.

Lula x Bolsonaro

Os dados mostram ainda uma divisão entre os candidatos de partidos que apoiam o presidente Jair Bolsonaro (PL) e aqueles de legendas que estão com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela presidência da República.

A disputa do presidente Jair Bolsonaro e do ex-presidente Lula pelo voto no segmento religioso chegou também na distribuição das demais candidaturas nesta eleição.

Entre os candidatos religiosos em partidos que apoiam Bolsonaro, 88% usam títulos evangélicos, enquanto na base de Lula, são 76%. O ex-presidente é apoiado ainda por 4,1% de candidatos que utilizam títulos religiosos da igreja católica, enquanto Bolsonaro, por 2,3%. Lula tem mais candidatos que se identificam com títulos de religiões de matriz africana (5,5%) do que Bolsonaro (0%).

Na avaliação do professor Frank Antonio Mezzomo, da Universidade estadual do Paraná (Unespar) e pesquisador do Grupo Pesquisa Cultura e Relações de Poder , a distribuição das candidaturas dos religiosos sinaliza um maior alinhamento dos evangélicos com Bolsonaro e dos católicos com Lula.

Para ele, o número total de candidatos religiosos, contudo, deve ser maior que o identificado na base do TSE:

"Muitas candidaturas, inclusive por incentivo e dinâmica das suas religiões, não levam expresso a titulação religiosa no nome de urna. Temos várias experiências, em várias unidades da federação, em que candidatos já tomados como oficiais por suas igrejas, e são pessoas bastante conhecidas no seu universo religioso, que o uso do termo ou o título não agregaria mais votos. Ao não utilizar o termo, essas candidaturas podem, inclusive, buscar ainda mais votos (fora do universo religioso). O uso do título religioso no nome de urna expressa, portanto, uma parte do total que estamos falando", explica Mezzomo.

O professor da Unespar destaca outro ponto. Segundo ele, os campos político e religioso historicamente promovem um "trânsito de interesses", e isso explica em parte a associação desses dois grupos nas eleições:

"O universo político busca junto às religiões apoios e, ao mesmo tempo, o universo religioso busca catapultar candidaturas que levem para as assembleias legislativas as suas pautas e bandeiras. Há, nesse sentido, um trânsito de interesses. Isso ocorre porque os dois universos buscam candidaturas que expressem a dinâmica de alinhamento ideológico nas pautas políticas ou por interesses bastante pragmáticos de ambos os grupos."

O cientista político Dirceu André Gerardi, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e pós-doutorando em Direito pela FGV SP, considera que o crescimento dos candidatos religiosos é resultado de uma série de fatores, como crise política, pandemia, entre outros:

"Em 2018 apenas 8% da população estava satisfeita com a democracia. Aliado a isso, a recessão econômica, agravada pela pandemia de Covid-19, a polarização política, a ruína dos velhos partidos de centro-direita e o baixo de apreço pelas instituições democráticas, desgastadas pelos sucessivos ataques da direita e do próprio presidente, explicam o aumento significativo das candidaturas de religiosos em 2022. Nesses contextos de crise a religião ressurge como uma alternativa, como discurso, prometendo soluções", acrescenta Girardi.

Na visão do pesquisador do Cebrap, os dados de 2022 sugerem mais que divisão dos grupos religiosos, já que muitas denominações apresentam diferentes características, com grupos mais conservadores ou mais progressistas no mesmo campo religioso. O peso da religião nas eleições tem influenciado do discurso dos presidenciáveis.

"Mais do que falar em divisão (entre Bolsonaro e Lula), verifica-se que não é mais possível falar da construção da democracia brasileira sem considerar a participação de atores religiosos na arena pública. O discurso religioso empregado por Bolsonaro busca conter a fidelidade de sua principal base política e eleitoral, assim como de pastores que apoiam a sua candidatura. Lula mudou sua posição depois de chamar Bolsonaro de demônio", lembra Girardi.

Títulos mais comuns

Refletindo o maior número de candidaturas evangélicas, o título de "pastor" usado no nome de urna é o mais popular entre os candidatos do levantamento. Foram 392 registros, de acordo com o TSE.

Na sequência vem "irmão" (82), "sacerdote" (43), "missionário" (56), "bispo" (52), "padre" (12), "mãe" (13) "apóstolo" (3), "presbítero" (2) e "reverendo" (2).

Fonte: G1 com informações de TSE via Folha Gospel

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