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terça-feira, 19 de outubro de 2021

Jornal O Globo diz que acusar Bolsonaro de genocídio é “abuso”

Veículo afirmou que não há qualquer prática do governo federal que possa ser enquadrada como "genocídio"

Em um editorial publicado nesta terça-feira (19), com o título É um abuso acusar Bolsonaro de genocídio, o jornal O Globo afirmou que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) “está errado” ao tentar incluir o “genocídio de indígenas” entre os 11 tipos de crime que pretende atribuir ao presidente Jair Bolsonaro em seu relatório da CPI da Covid.

É compreensível o interesse político do senador Renan Calheiros, relator da CPI da Covid, em associar a palavra “genocídio” ao presidente Jair Bolsonaro […] Renan faz eco ao grito que tomou conta das manifestações antibolsonaristas e desfralda uma bandeira que todos os adversários do presidente empunharão na campanha eleitoral de 2022. Mas está errado – afirma o jornal.

No texto, o veículo afirma que a palavra genocídio é “uma daquelas que devem ser usadas com a maior parcimônia, sob pena de banalizar o mais hediondo dos crimes” e destaca que as definições do termo ao longo da história o caracterizam como uma série de atos cometidos “com a intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso”.

Editorial publicado pelo jornal O Globo Foto: Reprodução/Jornal O Globo

Por conta disso, segundo o jornal, apesar das acusações feitas por Renan Calheiros em seu relatório, não há qualquer comprovação de que o governo teve a “intenção de destruir, no todo ou em parte” qualquer grupo étnico específico, ou seja, nenhuma prática da administração Bolsonaro pode ser enquadrada como genocídio.

Entretanto, mesmo isentando o governo Bolsonaro da prática de genocídio, o veículo ainda assim acusa o governo federal de “omissão criminosa” e de ser “responsável por centenas de mortes, resultantes da falta de vacinas, da insistência em tratamentos ineficazes, da resistência a combater as invasões e o desmatamento que introduziram o vírus” em comunidades indígenas.

Fonte: Pleno News

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Renan Calheiros retira candidatura à presidência do Senado


Um dos favoritos para a presidência do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) foi à tribuna da Casa e, em discurso inflamado, renunciou à candidatura. A tendência é que David Alcolumbre (DEM-AP) seja eleito.

A eleição na Casa Alta está atolada em polêmicas. Deveria ter sido realizada nesta sexta (1), mas a sessão foi muito tumultuada. A votação foi marcada para esse sábado (2).

Uma votação foi realizada. Porém, quando a urna foi aberta, a Mesa Diretora constatou que havia um voto a mais que o número de votantes. Nova votação começou a ser realizada.

Renan deixou a disputa com a nova votação já acontecendo. Ou seja, as cédulas têm seu nome. Agora, alguns senadores pedem uma terceira votação, sem o nome de Calheiros.

A interpretação do caso é que Renan Calheiros, ótimo leitor de conjunturas, percebeu que arriscava ser derrotado e por isso abandonou a candidatura. Ele, porém, afirmou estar deixando a disputa como uma defesa da democracia.

Fonte: Terra

domingo, 13 de novembro de 2016

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Senado mantém processo de impeachment e Dilma pode deixar cargo na quarta-feira


O presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) decidiu nesta segunda-feira (9) manter a tramitação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado. A decisão foi anunciada horas após o presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), anular a sessão de 17 de abril que aprovou a admissibilidade do impedimento da presidente e remeteu o processo ao Senado.
Após o anúncio de Calheiros, senadores governistas se revoltaram e começaram a discutir com o presidente da Casa, que foi obrigado a suspender a sessão por dois minutos.
— Vou suspender a sessão para que vocês gritem em paz.
Com a decisão, fica mantido o cronograma do processo de impeachment no Senado. Ainda hoje será lido em plenário o parecer aprovado sexta-feira (6) pela Comissão Especial, que recomenda a abertura do processo.
E, na quarta-feira (11) o plenário vota o relatório. Se for aprovado — por maioria simples —, a presidente é afastada imediatamente do cargo, por até 180 dias, até que o processo seja finalmente julgado.
Calheiros criticou a postura de Maranhão e comparou o documento enviado hoje pelo presidente interino da Câmara, um ofício, com aquele remetido ao Senado em 18 de abril, uma resolução.
— O precedente [da votação do impeachment] de 1992 ocorreu exatamente com a comunicação da autorização da Câmara ao Senado Federal por meio de um oficio, e não por meio de uma resolução. Como poderia dizer que aquela comunicação [de 1992] valeu, e que a atual de 2016 não teria valido?
Calheiros classificou a decisão de Maranhão de “absolutamente intempestiva” e afirmou que, se a aceitasse, seria “brincar com a democracia”.
— Aceitar essa brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente comprometido com o atraso do processo.
Ele ainda questionou Maranhão por ter tomado uma decisão “individual”, ignorando a votação do plenário da Câmara, que aprovou, com 367 votos, a admissibilidade do processo.
— Sem falar do princípio mais sagrado do Parlamento, o da colegialidade. Essa decisão [aprovação do impeachment na Câmara] foi tomada pelo mais relevante colegiado da Casa, o plenário, e ainda mais pelo quórum verificado.
Visão dos senadores
O líder do governo no Senado, senador José Pimentel (PT-PI) questionou a decisão de Calheiros e ressaltou que o ofício a respeito do impeachment deve ser devolvido à Câmara dos Deputados. Para Pimentel, a denúncia contra a presidente “chega nula” ao Senado e a sessão de votação marcada para quarta-feira deve ser suspensa.
— Faço essa questão porque o presidente da Câmara prega a nulidade e tudo o que foi aprovado a partir dali é ilegítimo.

Fonte: R7
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