Mostrando postagens com marcador rejeição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rejeição. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Órgão do PT vai criar núcleo para se relacionar com eleitorado religioso



A ideia é produzir estudos e pesquisas e dar sugestões sobre como o partido pode se relacionar com o segmento, em especial, os evangélicos.


A Fundação Perseu Abramo – principal centro de estudos ligado ao PT – pretende criar um Núcleo de Acompanhamento de Políticas Públicas (NAPPs) voltado a temas religiosos. A ideia é produzir estudos e pesquisas e dar sugestões sobre como o partido pode se relacionar com o segmento, em especial, os evangélicos. A informação foi publicada nesta terça-feira (2), na coluna Painel, da Folha.

De acordo com o presidente da Fundação, Paulo Okamotto, há diversos pentecostais e neopentecostais que simpatizam com o PT e pertencem ao partido, mas que, mesmo assim, é preciso fazer uma atualização sobre a atual situação. "Precisamos dar uma atualizada no comportamento dos religiosos no Brasil, refletir sobre o que pensam e como podem se relacionar conosco", justifica.

Os NAPPs se dedicam a temas como economia, segurança, agricultura, educação, saúde e outros e, dessa vez, focará as religiões. Essa informação aparece na mesma semana em que o Valor Econômico afirmou que ouviu fontes ligadas ao primeiro escalão do Governo, onde afirmaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi aconselhado a se aproximar do público evangélico, enquanto lideranças do segmento religioso querem uma atenção maior do presidente.


Governo traça estratégia para conquistar evangélicos

Não é de hoje que o governo Lula tem feito de tudo para tentar se aproximar dos evangélicos. Campanha publicitária com participação de pastor-cantor, corpo a corpo para aprovar o PL das Fake News, isenção de impostos para as igrejas, treinamento de fiéis para atuarem em programas sociais bancados por projetos federais são algumas dessas ações.

O próprio presidente tem tecido elogios aos crentes em seus discursos e convidado pastores para seus palanques. Ciente do poder eleitoral da classe evangélica, a ideia do governo é tentar reverter um número difícil de cair, que é o da rejeição dos evangélicos em relação ao presidente.


Rejeição dos evangélicos

Para 52% dos evangélicos, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é pior que o de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisa do PoderData/ Poder360, realizada de 16 a 18 de dezembro e divulgada no último final de semana. A desaprovação também cresceu, passando de 56% (janeiro) para 62% (dezembro), alta de 10,71%. O pico da rejeição foi em setembro, quando bateu os 64%.

A pesquisa mostrou também que a desaprovação ao governo petista dentre os evangélicos oscilou 6 pontos percentuais para cima em 1 ano. Saiu de 56%, em janeiro, para 62%, em dezembro. Na máxima do ano, chegou a 64% em setembro.

Fonte: Poder360 e Comunhão via Folha Gospel

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Evangélicos rejeitam proposta da ONU para descriminalizar o aborto na Costa Rica



“Acreditamos firmemente que os valores e princípios do Reino de Deus estão acima de todas as coisas, e entre eles está o valor supremo da vida”


A Federação da Aliança Evangélica da Costa Rica (FAEC) rejeitou o pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) para descriminalizar o aborto no país. O órgão representa os 25% da população costarriquenha que se identificam como cristãos evangélicos.

Segundo a FAEC, "estas tendências globalistas da ONU e de outras organizações internacionais" possui o propósito de "acabar com a soberania da nação, e ir contra a vida dos mais indefesos”. A entidade destaca também, em comunicado, que a proposta da ONU coloca em risco “o direito humano mais importante de todos": à vida, neste caso do ser humano em gestação.

Dessa forma, o órgão insiste que às autoridades do governo costarriquenho defenda e respeite o direito fundamental à vida. Assim, a entidade evangélica se compromete a "proteger o dom da vida até as últimas consequências".

A FAEC observa ainda que "ceder como país às pressões da ONU seria como aceitar o aborto como um direito humano, com todas as implicações negativas que isso pode acarretar". Para justificar a argumentação, o órgão cita o artigo 4º da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que destaca que "toda pessoa tem direito a que se respeite sua vida. Este direito será protegido pela lei desde o momento da concepção".

"Acreditamos firmemente que os valores e princípios do Reino de Deus estão acima de todas as coisas, e entre eles está o valor supremo da vida. Continuaremos a proteger o dom da vida, que sabemos que vem de Deus, até às últimas consequências", finaliza a FAEC.

Fonte: Comunhão via Folha Gospel

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Frente Evangélica anuncia voto contrário ao PL da Censura e diz que não negociará as liberdade individuais



O parlamentar ressaltou que a defesa de suas pautas ligadas à Fé Cristã, são inegociáveis


O deputado Federal Eli Borges (PL-TO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, por meio de nota publicada na noite do último sábado (29), avisou que  vê com preocupação o relatório publicado pelo relator Deputado  Orlando Silva (PCdoB-SP) sobre o PL 2630/2020 (Fake News) e fará orientação contrária a sua aprovação. 

Segundo Eli Borges, a FPE em nenhum momento fechou questão favorável sobre essa matéria, como divulgado inadvertidamente, por alguns jornais em todo o País. O parlamentar ressaltou que a defesa de suas pautas ligadas à Fé Cristã, são inegociáveis, e que nunca negociará o sagrado direito de garantir a liberdade religiosa e democrática, individual e coletiva conforme preceitua a Carta Magna.

Republicanos

O líder do Republicanos, Deputado Marcos Pereira também anunciou neste sábado (29) que votará contrário ao PL da Censura. Após o pronunciamento de Pereira, Deputados como Alexandre Guimarães e Silas Câmara também anunciaram voto contra o PL.


Confira a NOTA da Frente Parlamentar Evangélica

Com informações JM Notícia

domingo, 31 de julho de 2022

Igreja Presbiteriana do Brasil rejeita proposta contra “fiéis de esquerda” para evitar racha interno

Membros da cúpula da IPB afirmaram que o relatório inicial poderia rachar a igreja como ocorreu na ditadura militar


A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) rejeitou uma proposta de criar uma comissão interna para orientar seus pastores sobre "a contradição entre o marxismo e suas variantes" versus o "cristianismo bíblico". Também era parte da proposta determinar que as pastorais orientasse os "declarados 'cristãos de esquerda ou progressistas' de suas inconsistências".

A ideia era que os fiéis fossem orientados a se afastar do "comunismo" e do que os líderes classificam como "nefasta influência do pensamento de esquerda". A proposição foi vista internamente como uma tentativa de inibir que seus fiéis votassem em candidatos de esquerda.

A decisão rejeitando a proposta para criar uma comissão "antiesquerda" foi tomada nesta sexta-feira (29), durante o Supremo Concílio da IPB, realizado em Cuiabá. O Supremo Concílio é o órgão máximo de deliberação da igreja, realizado a cada quatro anos.

Com o risco de o documento original ser aprovado, o pastor Cid Pereira Caldas apresentou na manhã de sexta-feira (29) um relatório substitutivo sobre o assunto.

No texto, Caldas diz que a "IPB tem mantido equidistância de radicalismos" e defende que "não é finalidade da IPB manifestar-se sobre partidos políticos".

O relatório substitutivo foi aprovado pelo Supremo Concílio, na sexta, por 738 votos contra 538.

Cid Pereira Caldas é presidente do Conselho de Administração do Instituto Presbiteriano Mackenzie e pastor da Igreja Presbiteriana de Botafogo. Ele é próximo do presidente do Supremo Concílio da IPB, Roberto Brasileiro.

Três membros da cúpula da IPB e interlocutores de Cid afirmaram à Folha de S. Paulo, sob reserva, que o relatório inicial tinha potencial para rachar a igreja como ocorreu na década de 1970, durante a ditadura militar.

Na época, a Igreja Presbiteriana do Brasil apoiava o governo militar. Indignados, pastores decidiram romper com a liderança da instituição e criaram a Igreja Presbiteriana Unida.

Na deliberação, o Supremo Concílio reafirmou "a incompatibilidade entre o comunismo ateu e materialista e a doutrina bíblica bem como os símbolos de fé da IPB", mas decidiu "não nomear comissão para análise política de partidos, por não ser finalidade da Igreja Presbiteriana do Brasil".

Outra definição tomada nesta sexta foi permitir que seus ministros participem de partidos políticos. Mas, para se candidatarem a cargos públicos eletivos, os religiosos deverão pedir licença, sem qualquer ônus para a igreja.

Após a derrota no Supremo Concílio, Osni Ferreira, relator da proposta e que defendeu voto em Bolsonaro no púlpito da igreja, afirmou que a discussão jamais tratou sobre perseguir cristãos de esquerda.

"Toda vez que eu respondia a uma pergunta, eu falava que não estávamos tratando de candidato A ou B. Claro que você tem um candidato, claro que eu tenho. Isso é uma liberdade do pastor. O voto é secreto, é da consciência. O que nós estamos falando é que o cristão ou o presbiteriano não deve votar em nenhum candidato que defende princípios que a Bíblia é contra", disse na sexta ao canal da Sexta Igreja Presbiteriana de Uberlândia.

IPB contra "fiéis de esquerda"

Após vazar a informação de que a IPB estava orientando os pastores contra os "fiéis de esquerda", o presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), Roberto Brasileiro Silva, afirmou, na semana passada, que os pastores e membros da instituição têm liberdade para se posicionarem politicamente, apesar do relatório interno que recomenda orientar fiéis a se afastar da esquerda.

"A igreja não apoia este ou aquele candidato e não destoa deste ou daquele candidato. Nós damos liberdade aos nossos pastores e aos nossos membros nos seus posicionamentos políticos", disse o reverendo à reportagem. Ele evitou comentar o conteúdo do relatório, que fala em afastar os crentes do "comunismo" e da "nefasta influência do pensamento de esquerda".

O presidente da IPB tentou afastar as declarações do posicionamento oficial da igreja. "Cada pastor é responsável por aquilo que ele fala, por aquilo que ele pronuncia, e responde ao seu conselho e também ao presbitério. Quando a igreja faz um posicionamento oficial é através da minha pessoa, e nós não fizemos nenhum pronunciamento", afirmou Roberto Brasileiro Silva.

A Igreja Presbiteriana tem proximidade com o governo Jair Bolsonaro. Há dois pastores fortemente ligados ao presidente da República, como Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, e o ministro do STF "terrivelmente evangélico", André Mendonça.

Folha Gospel com informações de G1, Folha de S. Paulo e O Antagonista

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Bruna Karla rejeita convites para cantar em ‘igrejas’ LGBT: ‘Não compactuo’

O posicionamento firme da cantora Bruna Karla em relação à teologia inclusiva, abraçada por agrupamentos que se identificam como ‘igrejas LGBT’, se tornou viral em um recorte de sua entrevista à podcaster e atriz Karina Bacchi.

As pessoas têm mania de pegar a Palavra, e pegar os pontos que agradam, sabe? Os pontos que convém. ‘Me convém isso aqui, então vou pegar esse ponto isolado do versículo e vou viver isso aqui’. Se esquecem que a Palavra é toda, para ser vivida”, introduziu a cantora.

Na participação de dezembro de 2021 no Positivamente Podcast, Bruna Karla enfatizou que crê que “Deus vai pedir conta às pessoas que estão à frente dessas igrejas [inclusivas] porque estão levando todo um povo a viver uma vida completamente contrária”.

A Palavra de Deus é muito clara. A Palavra diz que a porta é estreita. Não é sobre viver as minhas vontades, não é sobre viver os meus desejos. Não é uma porta enorme, larga, que eu faço o que eu quiser no Evangelho, que eu visto a roupa que eu quiser, que eu vivo à maneira que eu quiser, falo o que quiser… não é oba-oba”, conceituou.

A cultura do cancelamento não a amedronta: “Está escrito que por amor ao Senhor nós seríamos odiados. Essa é a verdade. Por amor ao Senhor nós seríamos entregues à morte todos os dias”.

Essa não é a primeira vez que uma artista de música gospel se posiciona de forma contundente sobre o assunto: em 2018, Aline Barros afirmou na RedeTV! que “Deus criou o homem e a mulher e, em Sua plenitude, pensou na estrutura de família para que o homem pudesse se unir a mulher, os dois fossem uma só carne e pudessem se multiplicar e encher a Terra”.

Transformação

Eu sou completamente contra essas igrejas. Me perguntaram um dia se eu iria cantar, eu falei ‘não vou, não canto, não vou compactuar com algo que está completamente fora dos princípios’. O que o Senhor tem para cada um de nós é uma vida transformada”, acrescentou Bruna Karla.

Karina Bacchi comentou, em seguida, que a mensagem de abandono do erro não é algo que o Evangelho reserve aos não-crentes, mas sim um lembrete constante que os próprios cristãos precisam consultar em todos os momentos:

Não são só essas pessoas que precisam ser confrontadas, todos nós precisamos nos confrontar, confrontar nossas vontades, nossos hábitos, a nossa carne, todos os dias. Todos nós temos lutas, só que enquanto a gente não abrir mão dessas nossas próprias vontades, a gente não vai viver o melhor que está por vir”, pontuou.

Bruna Karla concordou: “Não é sobre só homossexualismo. São vícios, são desejos, pensamentos que o ser humano luta diariamente contra. É uma luta diária, e você abrir mão […] viver o que o Senhor quer. O Evangelho não é sobre mim, não é sobre as minhas vontades, o Evangelho é sobre a Palavra, é sobre Jesus, sobre quem é Jesus e o que Ele quer para a minha vida, através da minha vida”.

Fonte: Gospel+

ASSISTA AQUI

domingo, 25 de abril de 2021

Deputada Marta Costa sofre ataques nas redes sociais após PL contra propagandas infantis com diversidade sexual


Projeto 504/2020 proíbe a publicidade de material que contenha alusão a preferências sexuais e movimentos sobre diversidade sexual

deputada estadual Marta Costa (PSD), de São Paulo, tem enfrentado várias críticas em suas redes sociais após a divulgação na imprensa do PL 504/2021.

O texto que já passou pelas comissões da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) e seria votado no plenário nesta quinta-feira (22) tem gerado polêmica com a comunidade LGBTQ+.

O projeto proíbe a publicidade, através de qualquer veículo de comunicação e mídia de material que contenha alusão a preferências sexuais e movimentos sobre diversidade sexual relacionados a crianças no Estado.

Várias associações pró movimento LGBT, partidos de esquerda, a Bancada Feminista do PSOL de São Paulo, a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial e outras entidades enviaram nota de repúdio contra o texto e contra Marta Costa.

Nas redes sociais da deputada encontramos várias mensagens de ódio. Muitas delas contra a religião de Marta Costa que é evangélica, filha do pastor José Wellington Bezerra da Costa.

Marta Costa engraçado que seu amor pelas crianças é tão grande que o objetivo é apagar os direitos dos Lgbt's somente, pois fazer um movimento contra dos abusos sexuais que líderes religiosos causam nas mesmas sempre ficam debaixo dos panos. O combate à pedofilia sim deveria uma luta e não fazer com os direitos humanos de todos sejam cassados. DESOCUPADA”, escreveu um internauta.

O sonho de vocês é nos ver novamente marginalizados, visto como sujos, má influência, só por ser quem somos. Isso é maldade, vocês são maus. Mas não vão conseguir, na história várias vezes tentaram fazer isso com minorias e falharam, e vai falhar cada vez mais, mesmo que sempre existam pessoas ruins como você, que tentem”, escreveu outro usuário do Facebook.

Outra internauta escreveu: “Então crianças não tem capacidade para compreender que existem pessoas diferentes, mas tem para compreender uma religião? Se houvesse um projeto visando proibir a propaganda do conteúdo da igreja para crianças, usando o argumento de que a exposição prematura aos dogmas de uma religião cuja história é manchada de sangue desde a idade média até a imposição do medo da punição divina nos dias atuais, você acharia que é uma articulação de intolerância religiosa? Deveria, porque seria mesmo. E é exatamente o que a PL504 é: intolerante, discriminatória e um ataque aos direitos humanos”.

Outro internauta foi mais longe e desejou a morte de Marta Costa: “Uma dessas aí o corona vírus poderia ter levado, infelizmente não levou, que pena. Espero que logo algo pior leve, gente assim tá aqui só pra gastar o ar dos outros”.

Entre os ataques encontramos mensagens que diz que Marta Costa, provavelmente por ser cristã, é “mente doente” e que não deveria ter espaço no poder público.

Veja:

Empresas de propaganda também se manifestam

As empresas de propaganda também está contra o PL 504/2020 e muitas agências já se uniram criando a campanha #PropagandaPelaDiversidade.

Marcas de diversos segmentos também estão usando as redes sociais para se posicionarem contra o texto.

Além disso, a ABA (Associação Brasileira de Anunciantes) se manifestou “totalmente contrária ao PL por entender que fere os princípios básicos da publicidade e as garantias constitucionais de liberdade de expressão e liberdade econômica, além de comprometer a promoção da igualdade, pluralismo e combate ao preconceito”.

Fonte: JM Notícia

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Plano de Bill Gates de ‘escurecer’ o sol foi barrado pela Suécia

Possíveis impactos ambientais do plano de "escurecer o sol" são desconhecidos

O magnata da tecnologia Bill Gates teve o audacioso plano de “escurecer” o sol frustrado pelo governo da Suécia. O projeto de geoengenharia solar, batizado de Stratospheric Controlled Disturbance Experiment (Experiência de Perturbação Controlada Estratosférica) planejava resfriar artificialmente o planeta para frear o aquecimento solar e, assim, “salvar a Terra”.

Ainda assim, o ambicioso projeto foi acusado justamente de apresentar risco ao meio ambiente e a comunidades indígenas que residem na Suécia. Isto porque a ideia do fundador da Microsoft, que trabalha em conjunto com cientistas da Universidade de Harvard, começaria com o “despejo” de toneladas de pó de carbonato de cálcio para “conter” a radiação solar.

O composto químico seria lançado da Estação Espacial de Esrange, que fica no extremo norte da Suécia. Para chegar lá, a equipe de Gates fabricou um “balão” para transportar o pó a uma altura de 20 quilômetros.

O que Gates não contava é que o plano, digno de filme de ficção científica, irritaria os povos indígenas da região onde o pó químico seria lançado. A comunidade tradicional rejeitou veementemente o experimento, sobretudo porque desconhecem as verdadeiras propriedades do material que seria espalhado. A escolha pelo local remoto ao norte da Suécia também gerou desconfiança.

A líder dos pastores de renas indígenas Sami, Åsa Larsson Blind, vice-presidente do Conselho Sami, afirmou que o projeto de Gates era “completamente contra o que temos que fazer agora: transformar sociedades de carbono zero em harmonia com a natureza”.

A agência espacial da Suécia (Swedish Space Corporation – SSC) foi a responsável por jogar a “última pá de cal” sobre os planos do fundador da Microsoft, ao comunicar que o lançamento do pó químico não aconteceria. A SSC comanda a Estação Espacial de Esrange.

A comunidade científica está dividida em geoengenharia, incluindo testes de tecnologia relacionados, como o voo de teste técnico planejado de Esrange neste verão. […] Existem vozes de prestígio tanto a favor como contra a pesquisa no terreno. No entanto, não existe uma linha internacional clara sobre se este tipo de pesquisa é apropriada. A SSC, por este motivo, decidiu não realizar o voo de ensaio técnico, previsto para este verão – conclui a nota.

Fonte: Pleno News

domingo, 7 de março de 2021

Luciano Camargo diz que perdeu seguidores após anunciar projeto gospel

Em sua primeira entrevista sem Zezé no programa “The Noite”, de Danilo GentiliLuciano Camargo falou sobre a nova fase da carreira e contou que perdeu seguidores no Instagram quando anunciou seu projeto gospel.

Perdi, em uma semana, mais de 40 mil seguidores. O pessoal da minha equipe começou a acompanhar e me mostrar… Só porque eu lancei um projeto gospel?”, disse o cantor.

Apesar da perda nas redes sociais e da carreira de quase 30 anos consolidada no sertanejo, o cantor disse que o projeto é antigo.

Esse projeto nasceu em mim 20 anos atrás, através de um pedido da minha mãe. A gente estava na fazenda, louvando, ela chegou e ouviu. Ela falou ‘filho, um dia você grava um CD só de hino?’. Se eu tivesse feito esse projeto há 20 anos, teria sido o artista. Deus foi me preparando para que hoje o homem, o pai de família, o marido, o cristão, fizesse esse projeto”, contou.

Nem seu próprio irmão, Zezé, soube quando o disco estava sendo gravado. “Fiquei 45 dias gravando sem ninguém saber. O Zezé sabia da minha vontade, mas ninguém sabia que eu estava fazendo”, revelou.

Ainda assim, Luciano acredita viver o ponto alto da carreira.

Posso dizer hoje, sem sombra de dúvida, que estou no ápice da minha carreira. Não por vaidade pessoal, mas por vaidade espiritual.”, finalizou.

Fonte: UOL via Folha Gospel

sábado, 27 de fevereiro de 2021

‘Nós vamos te salvar’, diz Witzel, agora evangélico, a bandidos; ‘Forçação de barra’, reagem fiéis

O governador Wilson Witzel (PSC-RJ), ainda afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tem chamado atenção com publicações nas redes sociais relacionadas à sua fé, após sua recente conversão a uma igreja evangélica. Nos comentários, muitos internautas consideram o conteúdo uma “forçação de barra”.

Afastado de suas funções desde agosto de 2020, o governador que está sendo processado em um impeachment que se arrasta na ALERJ por supostamente desviar recursos da Secretaria de Saúde do estado durante a pandemia de Covid-19, vem se esforçando para ressaltar que agora é evangélico.

Nas coisas simples da vida estão os segredos de Deus. Creia e a fé mostrará o caminho”, escreveu Witzel na legenda de uma foto em que aparece segurando um bule e um coador de café. O governador foi batizado nas águas no final do ano passado.

Recentemente, compartilhou sua experiência após participar de um encontro de casais da Igreja de Nova Vida, em Inhaúma, e afirmou que foram momentos “de muito aprendizado” ao lado da esposa, Helena, também nova convertida.

O pastor que o batizou em dezembro, Mario Brunet, curtiu a publicação sobre o encontro de casais, mas essa demonstração de incentivo não foi suficiente para conter a má vontade dos fluminenses com o governador afastado. De acordo com a Veja Rio, cerca de 800 pessoas se prestaram a comentar a publicação, com boa parte reprovando a forma como Witzel se expõe.

Se tivesse ficado sentadinho no banco, sem ter pego esse microfone, sem ter tirado fotos e postado, o senhor seria muito mais sábio. Melhor cair no esquecimento do que tentar aparecer”, escreveu um usuário da rede social.

Educação de filhos requer bons exemplos por parte de quem educa”, lançou outro. “Que forçação de barra, hein…”, ironizou outra internauta. Em meio às críticas, houve quem defendesse a tentativa do governador para “se reerguer”, ou até sua aparente determinação em “agora fazer o bem”.

Fuzil x Bíblia

Mesmo com a desconfiança dos cidadãos em geral, e até os evangélicos, Wilson Witzel segue usando as redes sociais para mostrar que está comprometido com um novo estilo de vida.

Na última segunda-feira, 22 de fevereiro, ele compareceu a um culto da culto da Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD) e recapitulou uma frase que ficou famosa durante sua campanha eleitoral em 2018, segundo informações do portal Uol.

Quero corrigir uma frase que eu disse em uma entrevista, já que Deus tocou em meu coração. Grava isso para viralizar. Durante a campanha, eu falei ‘troca o seu fuzil por uma Bíblia, senão nós vamos te matar’. Essa frase viralizou. Eu quero mudar essa frase hoje: ‘troque seu fuzil por uma Bíblia porque nós vamos te salvar’”, declarou o político.

No primeiro ano de governo, Wilson Witzel enviava recados aos traficantes e bandidos do Rio de Janeiro, dizendo que se fossem vistos portando fuzis, seriam abatidos pelos policiais do estado, militares ou civis. Ele chegou a comemorar a neutralização de um marginal que havia sequestrado um ônibus na Ponte Rio-Niterói, com um tiro de sniper.


segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Igrejas Evangélica e Católica rejeitam discussão sobre a lei do aborto, na Argentina

Em duas declarações, as Igrejas cristãs rejeitam a tentativa do Executivo de introduzir no Parlamento argentino uma discussão tão séria, em meio a uma pandemia, que causa sofrimento e morte às famílias argentinas e coloca à prova o sistema de saúde pública.

A Comissão Executiva da Conferência Episcopal Argentina (CEA) questiona-se sobre a apresentação do projeto de Lei do aborto no Congresso Nacional, sobretudo, no momento da pandemia da Covid-19, em que o Estado deveria se preocupar mais com a “saúde pública”, isto é, com a vida humana.

Em um comunicado, o Episcopado argentino afirma que uma agenda, autenticamente democrática, além de defender a dignidade da vida e a promoção dos direitos humanos, deve levar em consideração a atual situação dolorosa da Saúde Pública, que torna “insustentável e inoportuna” toda e qualquer tentativa de apresentar e discutir uma Lei deste tipo, onde a própria vida está em jogo.

Neste momento, em que os argentinos enfrentam situações extremas, com paciência, criatividade e esperança, – mesmo diante da perda de seus entes queridos, o bom senso, que abunda nas pessoas comuns, revela que não é oportuno pensar em projetos legislativos, que vão contra a ideia de dar prioridade à vida de todos os argentinos: o povo está sofrendo com o aumento humilhante do número de famílias, cada vez mais pobres; o ano letivo deixou grande número de alunos à margem da instrução e causou desigualdade de recursos e meios; heróicos agentes da saúde, exaustos pelos seus esforços sobre-humanos, clamam para salvar a vida”.

O episcopado argentino publicou esta declaração após o anúncio do presidente Alberto Fernández sobre a iminente apresentação à Assembleia Legislativa – provavelmente na próxima semana – do projeto de Lei sobre o aborto, prometido em 1º de março. Neste contexto, a declaração dos bispos reitera que “não se preocupar com a vida, com todas as vidas” representa um “erro gravíssimo” do Estado, que deve proteger os seus habitantes. Por isso, os pastores convidam à “prudência política” para “não desanimar” os desígnios de unidade nacional, pela qual a sociedade argentina anseia.

As notícias sobre a iminente apresentação do projeto de Lei sobre o aborto no Congresso Nacional – afirmam os bispos – nos surpreendem e entristecem, porque desencorajam a busca de um encontro fraterno e essencial entre os argentinos”. Os prelados recordam também as palavras do Papa Francisco, que na sua recente Encíclica “Tutti fratelli”, propõe “abrir o coração diante de um mundo que viola os sonhos e se esconde atrás de um olhar egoísta e exclusivo”, porque, no fundo, as pessoas não são mais consideradas como um valor primordial, que deve ser respeitado e defendido, sobretudo os pobres ou deficientes, e “os que ainda não são úteis” – como os nascituros -, ou “os que não servem mais” – como os idosos”.

A declaração da Comissão Executiva, publicada em seu site, é acompanhada pela declaração da Comissão Episcopal para a Vida, os Leigos e a Família, que adere e agradece o documento da Aliança Cristã das Igrejas Evangélicas da Argentina, publicado no último dia 19 de outubro, com o título: “Não é hora de discutir sobre o aborto: estamos em meio a uma pandemia”.

A Aliança evangélica, por sua vez, reitera que “o direito de nascer é um direito humano inalienável” e afirma que, em meio à pandemia, a tentativa de legalizar o aborto coloca em risco não só a vida dos nascituros, mas também a cidadania, que sairá pelas ruas para expressar a sua oposição.

O comunicado da Aliança adverte: “Os casos de contagiados pelo coronavírus chegam quase a um milhão. Os sistemas de saúde foram à falência ​​em diferentes partes do país, com um recorde de mortes diárias entre os primeiros do mundo”. O comunicado informa ainda que a decisão do Executivo responde à pressão de grupos em prol do aborto, sem se importar pela grave situação de saúde no país.

A declaração das Igrejas Evangélicas recorda, enfim, que, há dois anos, o Congresso Nacional rejeitou este projeto de Lei, por ampla maioria, e uma discussão sobre isso agora poderia produz “divisões” no país.

As Igrejas Evangélicas concluem sua declaração, dizendo:

Defender a vida, desde a concepção até à morte natural, em todos os seus aspectos, é um mandato, uma mensagem, não apenas das nossas leis e da Constituição, mas do próprio sentido comum e natural: a preservação do gênero humano é um direito inalienável, além de ser, sobretudo, uma lei de Deus”.

Fonte: Vatican News Service – ATD via Folha Gospel

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Câmara do Rio rejeita abrir processo de impeachment contra Crivella

Gabriel Sabóia
Do UOL, no Rio
A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro rejeitou por maioria simples a abertura de um processo de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) por um placar apertado de 25 votos a 23, na tarde desta quinta-feira, 3 de setembro.
Com isso, a denúncia foi arquivada após cerca de 4 horas de discussões com participações presenciais e remotas por conta da pandemia de covid-19.
O pedido de impeachment contra o prefeito foi motivado pela denúncia de que servidores comissionados atuavam para impedir o trabalho de jornalistas e demandas da população em unidades de saúde do Rio, segundo revelou reportagem da TV Globo.
Investigada em diferentes frentes, a ação seria coordenada por meio de grupos em aplicativos de mensagens —o maior deles batizado de "Guardiões do Crivella".
Apesar da rejeição, Crivella ainda pode ser investigado por uma CPI na Câmara dos Vereadores por esse esquema. Em sua maioria, os vereadores da base do prefeito argumentaram que o mandato encontra-se em sua reta final e que admitir a abertura de um processo de impeachment poderia "tumultuar" a disputa à Prefeitura do Rio, na qual ele é candidato à reeleição.
O vereador Marcelo Siciliano (PP) foi um dos poucos que disse acreditar que Crivella não tinha responsabilidade sobre as atitudes dos seus "guardiões". "Não podemos culpar uma pessoa pelos atos de terceiros, nós nem sequer temos a certeza da ingerência do prefeito nesse esquema. Não podemos ser levianos", afirmou.
De acordo com a reportagem da TV Globo, contudo, o próprio prefeito participava das trocas de mensagens e parabenizava os integrantes do grupo por intimidações aos jornalistas que faziam reportagens sobre a crise na saúde municipal.
A fala dele foi contestada pelo vereador Brizola Neto (PSOL): "[Os guardiões] São jagunços do prefeito pagos com dinheiro público. Em nome da democracia, precisamos afastar o bispo Crivella da Prefeitura já, agora".
Apesar de não responder a um processo de impeachment, Crivella enfrenta investigações em outras frentes. Na última segunda (31), o MP-RJ (Ministério Público do Rio) decidiu abrir investigação no âmbito criminal para apurar a possível prática de uma série de crimes.
Após uma decisão favorável do plantão judiciário, a Polícia Civil também iniciou uma apuração sobre o caso e realizou uma operação na terça.
Homens da Draco (Delegacia de Repressão a Crimes Organizados) cumpriram mandados de busca e apreensão contra integrantes do Guardiões de Crivella. Um dos alvos foi Marcos Luciano. Os policiais apreenderam celulares, anotações, documentos e R$ 10 mil em espécie em seu apartamento, em Olaria, na zona norte do Rio.
A Procuradoria Regional Eleitoral pediu que promotores eleitorais do MP-RJ avaliem se Crivella cometeu ilícitos eleitorais como abuso de poder político e conduta vedada.
Outro lado
Em nota divulgada após o encerramento da votação, a Prefeitura do Rio negou que o grupo "Guardiões do Crivella" seja institucional ou que se preste a "organizar servidores para coibir a imprensa" e diz que reforçou o atendimento em unidades de saúde municipais para "melhor informar a população e evitar riscos à saúde pública".
Leia a íntegra do texto:
"A Prefeitura do Rio segue trabalhando, tendo o interesse público como foco — e, por isso mesmo, debatendo as iniciativas com transparência junto à Câmara Municipal e seus vereadores, representantes diretos da população. A Prefeitura reitera que é necessário levar ao público a informação correta de que o grupo de WhatsApp "Guardiões do Crivella" NÃO é institucional, NÃO se presta a organizar servidores para coibir a imprensa — e, para uma simples confirmação, basta a imprensa interessada verificar o conteúdo do grupo.

A Prefeitura do Rio reforçou o atendimento em unidades de saúde municipais para melhor informar à população e evitar riscos à saúde pública, como quando a TV Globo veiculou que o Hospital Albert Schweitzer estava fechado, mas ele estava aberto para atendimento. A Prefeitura do Rio é contra todo tipo de violência."
Crivella já foi alvo de um processo de impeachment
No ano passado, Crivella acabou absolvido após ter sido alvo de um processo de impeachment. Na ocasião, era a primeira vez, desde a redemocratização, que um chefe do Executivo municipal do Rio passava por um processo de cassação.
De acordo com a denúncia apresentada por um servidor municipal à época, Crivella teria infringido três incisos do artigo 4º do decreto-lei 201 — legislação federal que trata das responsabilidades dos prefeitos — ao renovar contratos de publicidade no mobiliário da cidade.
Por um placar de 35 a 13 com uma abstenção, o prefeito foi inocentado. A votação ocorreu após a conversão de votos de vereadores que haviam votado inicialmente pela abertura do processo de impeachment.
Na ocasião, chegou a ser ventilada a possibilidade de "compra" de apoios em troca de cargos no governo municipal. Crivella sempre negou a possibilidade. No entanto, na data em que foi absolvido, postou um vídeo em suas redes sociais agradecendo pela absolvição antes mesmo do fim da sessão que o manteve no cargo.
Fonte: UOL via Folha Gospel

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

TSE rejeita proposta de punir candidatos por abuso de poder religioso


Por maioria, os ministros do tribunal eleitoral decidiram não estabelecer tese sobre punição a candidatos que usarem a religião para obter votos.


O Tribunal Superior Eleitoral decidiu nesta terça-feira (18), por 6 votos a 1, rejeitar a proposta de punição pelo chamado abuso de poder religioso – ou seja, responsabilização de candidatos pelo uso irregular da religião para obter votos.

Os ministros avaliaram a possibilidade de fixar uma tese que permitisse a caracterização deste tipo de abuso. Ele seria parecido com os abusos de poder econômico e político, que já existem e podem levar à cassação de mandatos.

O julgamento do tema começou no dia 25 de junho e teve como base o caso de uma vereadora de Luziânia (GO). Pastora da Assembleia de Deus, Valdirene Tavares dos Santos (Republicanos) foi acusada de usar sua autoridade e posição na estrutura religiosa para promover a candidatura de vereadora. Ela foi reeleita em 2016.

Relator do caso, o ministro Edson Fachin propôs a caracterização dessa "modalidade" de abuso no início do julgamento do tema, em 25 de junho. O ministro negou que a intenção seja estabelecer proibições e discriminações a um grupo particular.

"Quando se cogita situar as autoridades religiosas dentro de um quadro de responsabilidades e limites, não se pretende inaugurar um campo proibitivo discriminatório e particular. Ao revés: está-se tão somente a reconhecer que a concepção universal sobre a justiça e a liberdade das eleições enseja o afastamento de práticas constritivas e indutoras de desequilíbrio em todo e cada rincão da esfera pública, inclusive no interior dos templos", afirmou.

Mas a maioria dos ministros acompanhou o voto do ministro Alexandre de Moraes – que, além de considerar que não havia provas suficientes para cassar o mandato da vereadora, entendeu que não é possível criar uma espécie de abuso não prevista em lei.

Seguiram o voto de Moraes os ministros Tarcísio Vieira, Og Fernandes, Luís Felipe Salomão, Sérgio Banhos. Com isso, a tese de Fachin foi derrotada por 6 votos a 1.

"Não me parece ser possível em virtude do princípio da legalidade destacarmos uma espécie não prevista em lei sem que a questão religiosa seja um instrumento para se chegar ao poder político, econômico", afirmou Moraes.

"Qualquer atitude abusiva que acabe comprometendo ou gerando abuso do poder político e econômico deve ser sancionada pela legislação eleitoral, nem mais nem menos", completou.

Retomada do julgamento

Na retomada do julgamento, nesta terça-feira (18), os ministros Og Fernandes, Luís Felipe Salomão e Sérgio Banhos apontaram que a liberdade religiosa não é absoluta e encontram limites na Constituição. O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, considerou que o tema já está expresso na legislação eleitoral.

"A impossibilidade de se reconhecer o abuso de poder religioso como ilícito autônomo não implica em passe livre para toda a espécie de conduta, visto que não existe direito absoluto em nosso ordenamento", afirmou o ministro Luís Felipe Salomão.

"Entendo haver na legislação e jurisprudência atuais mecanismos suficientes para coibir e punir eventuais excessos praticados por meio do discurso religioso, de forma a não se admitir um desvirtuamento do ato religioso em ação política eleitoral", ponderou o ministro Og Fernandes.

"Creio que a Justiça Eleitoral não pode avançar para coibir certas práticas religiosas norteadas por discursos litúrgicos, embora isso não signifique que tais condutas não serão punidas nas modalidades de abuso de poder econômico, ou utilização indevida de meios de comunicação", afirmou o ministro Sérgio Banhos.

"Na minha visão, o legislador já contemplou e de maneira expressa a possibilidade de abuso de poder religioso. É essa leitura que faço da Lei das Eleições", afirmou o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. No entendimento do ministro, a legislação prevê uma vedação expressa de que entidades religiosas façam doações a campanhas eleitorais.

Barroso ressaltou ainda que as circunstâncias do caso concreto não permitem levantar a discussão do poder religioso.

"Não houve doação de entidade religiosa nem propaganda no âmbito de templo. Nem houve conduta que pudesse ser equiparada ao abuso de autoridade", acrescentou.

Fonte: G1


MEU COMENTÁRIO

Se tal proposta do Ministro Fachin fosse aprovada, seria mais uma ferramenta de cerceamento da participação de religiosos na vida pública do país, além de criar uma classe sem o privilégio da normalidade, se é que isso se considera um privilégio.

Por outro lado, não acredito que fizeram isso com a ideia de preservar o direito dos cristãos ou outras religiões, mas na verdade, já sabiam que a "grita" seria geral, contra os sindicatos, clubes de futebol, instituições classistas de maneira geral, e até mesmo as instituições informais do crime organizado, que infelizmente já estão representadas, desde as funções públicas mas elementares, até as mais altas cortes da nação, só não vê quem não quer, além do que esse tipo de crime já está tipificado em lei, quando cometido em espaços comuns, como é o caso dos templos religiosos.

Portanto, classificar e criminalizar o chamado "poder religioso" agora, seria antecipar o pretendido, antes da hora, impondo um fracasso ao que se quer concretizar a médio e longo prazo.

O cristão vigilante deve agradecer a Deus por essa vitória alcançada, mas ficar atento a todos os demais passos das cortes da nação com viés esquerdista, afinal de contas, se eles não estão dando mole com a Presidência da República, que é o poder constituído que representa a nação, eleito democraticamente, imaginem se estarão se importando com os simples cidadãos conservadores.

Oremos!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...