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sábado, 25 de outubro de 2025

Deputados aprovam urgência para projeto que cria a bancada cristã da Câmara




Proposta que une frentes católica e evangélica busca garantir assento e voto no Colégio de Líderes da Câmara dos Deputados


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) o regime de urgência para o projeto que cria a bancada cristã da Câmara. Trata-se do Projeto de Resolução 71/25, apresentado pelos presidentes das frentes parlamentares evangélica e católica, respectivamente os deputados Gilberto Nascimento (PSD-SP) e Luiz Gastão (PSD-CE).

O pedido de urgência foi aprovado com 398 votos favoráveis e 30 contrários. Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Segundo a proposta, a bancada será constituída por uma coordenação-geral e três vices-coordenadorias. A bancada poderá ter direito a voz e voto nas reuniões de líderes partidários. Além disso, o órgão poderá usar a palavra por 5 minutos semanalmente em Plenário.

O deputado Luiz Gastão defendeu a criação da bancada pelo fato de mais de 80% da população brasileira ser cristã. “A Constituição nos garante liberdade da manifestação da fé de todas as formas”, disse.

A medida é vista como um passo importante para institucionalizar a representação cristã dentro da Câmara e ampliar a presença de pautas conservadoras no centro das decisões políticas.

A iniciativa, que foi articulada por deputados católicos e evangélicos e conta com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), une as frentes parlamentares católica e evangélica em uma única estrutura formal, conferindo a ambas status de liderança oficial — algo que hoje apenas as bancadas feminina e negra possuem.

Procuraremos conduzir com muita responsabilidade a questão do mérito antes de trazer a matéria a plenário. A questão será amplamente debatida”, afirmou Motta. Segundo ele, a intenção é construir um consenso em torno da proposta antes da votação definitiva.

Bancada Cristã no Colégio de Líderes

O Colégio de Líderes é um dos espaços mais estratégicos da Câmara. É nele que são definidas as pautas de votação, o tempo de fala dos partidos e o ritmo das deliberações legislativas. Atualmente, apenas líderes partidários, de blocos e das bancadas feminina e negra têm direito a voto nas reuniões.

Com a criação da Bancada Cristã, o novo grupo passará a integrar esse núcleo decisório, tornando-se a terceira bancada temática da Casa. A expectativa é que a bancada reúna mais de 300 deputados de diferentes legendas e que haja um rodízio anual de liderança entre representantes católicos e evangélicos.

Não é bancada de igreja”, diz Ottoni de Paula, um dos principais articuladores da proposta, o deputado Ottoni de Paula (MDB-RJ) explica que a nova bancada surge para dar voz institucional às pautas de valores e costumes, que até então não tinham representação formal no Colégio de Líderes.

A bancada cristã é a união das frentes evangélica e católica, que não tinham poder de representatividade nas decisões da Casa. É lá que movimentos progressistas avançam em pautas que nós resistimos”, afirmou.

Ottoni enfatiza que o grupo não deve ser confundido com uma bancada religiosa. “Não tem nada a ver com igreja. É uma bancada de princípios, de valores. Poderíamos chamá-la de bancada conservadora”, disse. A proposta tem o apoio do presidente da Frente Parlamentar Católica, Luiz Gastão (PSD-CE), e do presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Gilberto Nascimento (PSD-SP).

Estado laico

A líder do Psol, deputada Talíria Petrone (RJ), criticou o projeto por estabelecer “uma relação de aliança e preferência de natureza religiosa dentro da estrutura do Legislativo federal, o que é proibido pelo princípio da laicidade”. “O espaço político não pode privilegiar com voz e voto no Colégio de Líderes uma fé professada”, afirmou.

De acordo com ela, as bancadas negra e feminina só existem por conta da desigualdade histórica de gênero e raça na representação do Congresso. “É papel, também previsto na Constituição, garantir igualdade entre homens e mulheres, também por políticas afirmativas, para corrigir a desigualdade histórica, que não tem a ver com religião”, declarou.

Para o líder do PDT, deputado Mário Heringer (MG), a criação da bancada discrimina outras religiões. “Quando nós fazemos essa escolha, nós estamos discriminando. Nós estamos discriminando as outras religiões”, afirmou.

Já o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) afirmou que a crítica por criar a bancada cristã é pela possibilidade de o movimento conservador se organizar na Câmara. “Esse é o desespero: com a bancada cristã, o movimento conservador ganha força neste Plenário. Isso eles não querem”, disse.

Frente x bancada: qual a diferença?

As frentes parlamentares são grupos informais de deputados e senadores organizados em torno de temas específicos, como segurança pública, agricultura ou direitos humanos. Elas não têm poder de voto nem assento em instâncias decisórias.

As bancadas, ao contrário, possuem reconhecimento regimental. Isso lhes garante voz e voto nas reuniões de líderes, além de poder indicar representantes para comissões e influenciar na definição da agenda legislativa.

A criação da Bancada Cristã, portanto, elevaria o grupo ao mesmo patamar institucional das bancadas feminina e negra, fortalecendo sua capacidade de articulação política dentro da Casa.

A proposta será discutida novamente na reunião do Colégio de Líderes desta quinta-feira (23). Caso receba aval dos líderes partidários, o projeto poderá ser incluído na pauta de votações ainda nesta semana.

Se for aprovada, a Bancada Cristã passará a ter direito a voto nas deliberações internas, poderá indicar membros para comissões e participar das decisões estratégicas da Câmara. A expectativa é que o novo grupo se consolide como uma das principais forças políticas do Congresso, com influência direta nas pautas de costumes e valores morais.

Fonte: Agência Câmara de Notícias e Comunhão via Folha Gospel


segunda-feira, 20 de junho de 2022

América Latina: cresce o número de evangélicos e dos sem religião; católicos são maioria


O crescimento evangélico é puxado, em grande parte, pelo Brasil.


A América Latina viu recuar o número dos que se dizem ligados à Igreja Católica e um salto dos que se declaram evangélicos.

Em 1995 os católicos somavam 80%, agora são 56% e os que se declaram evangélicos passaram de 3,5% para 19,7% segundo dados de pesquisa do instituto Latinobarómetro. O crescimento evangélico é puxado, em grande parte, pelo Brasil.

Além disso, cresce também o número dos que dizem não ter religião. Antes, eram menos de 5% da população latino-americana; agora, são quase 16%.

O historiador Andrew Chesnut, professor de estudos religiosos na Universidade Virginia Commonwealth, nos EUA, descreve o cenário como uma pluralização do campo religioso. “Cada dia mais se elege a fé e menos se herda da família; é um mercado livre, no qual a pessoa escolhe entre as opções que parecem mais adequadas e que respondem às suas necessidades espirituais e materiais”, diz.

O movimento não é homogêneo. Brasil, Bolívia e Colômbia, por exemplo, destacam-se pelo aumento dos evangélicos, cenário semelhante ao observado em toda a América Central. O Chile, por sua vez, diferencia-se pelo crescimento dos sem religião. Já o México segue como um bastião do catolicismo.

Rodrigo Toniol, presidente da Associação dos Cientistas Sociais da Religião do Mercosul, discorda da hipótese de que o refluxo do catolicismo se deve à perda de força da igreja enquanto instituição. Segundo ele, o Brasil vive o ápice do número de padres e paróquias, e o índice em queda é o de fiéis.

Ele trabalha com a tese de que o aumento de força da igreja veio acompanhado do “disciplinamento das práticas católicas cotidianas”.

Quando se começa a regular as práticas cotidianas, como que tipo de santo pode e qual não pode, por exemplo, que no fim das contas era o que sustentava o catolicismo, ela perde força. É como se a crise do catolicismo fosse vítima do próprio sucesso institucional da Igreja”.

Os fatores não terminam aí, e o grupo religioso que mais cresce na região tem importância crucial: os evangélicos. Chesnut diz que a Igreja Católica se manteve em grande parte eurocêntrica e, “em contraste, os pentecostais se ‘latinoamericanizaram’”, mencionando a força da música e da TV no meio evangélico.

O marketing da fé é muito importante, porque estamos numa sociedade capitalista, e os pentecostais são talentosos nisso, algo em que os católicos, com sacerdotes burocratas, ficaram para trás”, disse.

O crescimento dos sem religião

A cifra dos que se dizem sem religião constitui o terceiro maior grupo na América Latina. Se o catolicismo é o que Toniol chama de “doador universal”, por transferir fiéis para outras religiões, o cenário é diferente para outros fluxos, como de evangélicos para religiões de matriz africana, considerado mais raro.

O cenário, assim, privilegia transições para o grupo dos sem religião, que cresce de maneira contínua, especialmente desde a segunda metade da última década. No Chile talvez esteja o principal exemplo. De um país com forte tradição católica, passou a ter mais de um terço de sua população se declarando sem religião, movimento que ganhou peso notável após os recentes escândalos de abuso sexual de menores.

O caso mexicano

Ponto fora da curva, o México, palco de maior institucionalização da igreja devido à acentuada importância do catolicismo na época da colonização, tem 72,1% de cristãos, queda de cinco pontos percentuais em relação a 1995. Outro fator é a Virgem de Guadalupe, parte da identidade do mexicano.

Trata-se de uma das figuras mais importante do mundo em número de fiéis e de devotos e funciona como uma barreira ao crescimento dos evangélicos”, afirma Chesnut, da Universidade Virginia Commonwealth. “Deixar de ser devoto de Guadalupe é como deixar uma parte da identidade nacional mexicana”.

Secularização além-mar

Do outro lado do Atlântico, algo semelhante: a Espanha assistiu à maior perda de religiosidade durante a pandemia de coronavírus, tendo agora 37% de ateus e agnósticos. A cifra é de recente relatório da Fundação Ferrer Guardia. Em 2019, 27,5% diziam não ter nenhuma religião.

A mudança no perfil não corresponde ao espaço que a Igreja Católica mantém. “A Espanha é um Estado laico segundo a Constituição, mas segue com os acordos do Vaticano de 1979, feitos pouco após a ditadura, que ataram todos os privilégios da Igreja Católica que se mantém até hoje”, diz Hungria Panadero, coautora do material. Vai para a igreja, por exemplo, uma parte do imposto de renda espanhol.

Folha Gospel com informações de Amazonas Atual e Folhapress

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Brasil deixará de ter maioria católica ainda este ano, aponta especialista - COMENTO A NOTÍCIA


Os católicos representarão menos de 50% dos brasileiros até o início de julho, estima demógrafo.

Pesquisas indicam que o Brasil está prestes a se tornar uma minoria católica ainda este ano, de acordo com especialistas. 

De acordo com Francis X. Rocca, Luciana Magalhães e Samantha Pearson, três jornalistas do Wall Street Journal, o declínio do catolicismo no Brasil e em toda a América Latina é definitivo.

De acordo com uma pesquisa de janeiro de 2020 do instituto Datafolha, a proporção de católicos no Brasil correspondia a 51%, enquanto o percentual de evangélicos cresceu para 31%. A posição de país majoritariamente católico, no entanto, está prestes a desaparecer.

No Rio de Janeiro, isso já aconteceu. Os católicos representam 46% da população, de acordo com o último censo nacional de 2010, e pouco mais de um terço de algumas favelas pobres.

O Vaticano está perdendo o maior país católico do mundo – é uma perda enorme, irreversível”, disse José Eustáquio Diniz Alves, um importante demógrafo brasileiro e pesquisador titular do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falando ao WSJ. 

No ritmo atual, ele estima que os católicos representarão menos de 50% de todos os brasileiros até o início de julho.

Os católicos já eram minoria em sete países da região, como Uruguai, República Dominicana e cinco na América Central, de acordo com uma pesquisa feita em 2018 pelo Latinobarómetro, um instituto de pesquisa com sede no Chile. 

A América Latina e o Caribe abrigam 41% dos católicos do mundo, segundo o Vaticano. As estimativas de quantos latino-americanos permanecem católicos variam, mas todos os lados concordam que as porcentagens estão caindo. 

De acordo com uma pesquisa do Pew Research Center, 69% dos latino-americanos eram católicos em 2014, embora 84% tivessem sido criados na Igreja Católica. Enquanto isso, 19% por cento dos latino-americanos se identificaram como protestantes. Destes, 65% se identificaram como pentecostais. 

Os evangélicos são o grupo religioso que mais cresce no Brasil. (Foto: Igreja Batista Atitude)

Entre 1970 e 2020, o número de pentecostais no Brasil cresceu de 6,8 milhões para 46,7 milhões, segundo o World Christian Database. Na Guatemala, eles cresceram mais de dez vezes, de menos de 196.000 para 2,9 milhões.

De acordo com a pesquisa Pew de 2014, a maioria dos ex-católicos na América Latina justificam sua mudança de fé por uma conexão mais pessoal com Deus — algo que foi citado por 81% dos entrevistados. Quase seis em cada 10 disseram que deixaram o catolicismo porque encontraram “uma igreja que ajuda mais os membros”.

É o caso de Tatiana Aparecida de Jesus, uma ex-prostituta e ex-viciada em crack, que no ano passado se juntou a uma pequena igreja pentecostal no centro do Rio, e deixou sua antiga vida para trás.

O pastor me abraçou sem pedir nada”, disse Maria de Jesus, de 41 anos, que foi criada como católica e passou a ser evangélica .“Quando você é pobre, faz muita diferença quando alguém apenas te diz 'bom dia', 'boa tarde' ou aperta sua mão”.

Fonte: Guiame


MEU COMENTÁRIO:

Caros amigos, visitantes deste singelo blog,

A Paz do Senhor!

Em que pese as pesquisas acima darem conta de um crescimento vertiginoso dos cristãos evangélicos até Julho /2022, hà de se registrar que há outras mais conservadoras, como é o caso da publicada pelo blog OLHAR CRISTÃO, elaborada por João Cruzue, com estimativa com base dados oficiais do IBGE, para 2016 e 2020, a partir da qual essa projeção de 50/50 entre católicos e evangélicos será por volta de 2030.

De qualquer maneira, à primeira vista, a notícia acima nos remete à uma sensação de euforia, gratidão e contentamento, afinal de contas, como um cristão evangélico não vibrar de alegria com tal estatística?

Por outro lado, como alguém nascido em lar cristão, com mais de seis décadas de idade, tendo acompanhado esse crescimento desde a tenra idade, como também não se preocupar com a relação quantidade x qualidade? 

Independente dos números apontados pelas pesquisas acima, sinalizados por jornalistas do Wall Street Journal, é notório aos olhos de todos esse crescimento, não somente pelo número de novas Denominações de Igrejas, templos e ou salões alugados para cultos, mas também pelo número de pessoas em todas as classes da sociedade, que se dizem evangélicas, entre elas, no mundo político, artístico, futebolístico, etc...

Sinalizo, portanto, algumas perguntas que não querem calar:

Qual a qualidade do cristianismo evangélico vivido por essa gente?

Será que temos dado o mesmo testemunho de quando éramos em número ainda insignificante na nação?

Temos cumprido nossa missão como "Sal da terra e Luz do mundo"? - Mateus 5:13-16

Qual o compromisso de toda essa gente para com a grande comissão de pregar o evangelho, ensinar e batizar, a partir do mais básico evangelismo pessoal, missões urbanas, nacionais ou estrangeiras, quer seja indo, intercedendo de fato ou mesmo contribuindo? - Mateus 28:16-20

Qual o nosso compromisso em "servir", "pertencer", "ser", "participar" e "sofrer" por a Cristo e Sua Igreja? - Filipenses 1:1-30

Em uma rápida e rasa análise:

Nas décadas de 60, 70 e 80, com números insignificantes com relação aos de hoje, quando ainda éramos chamados de "crentes", "protestantes" ou até mesmo pejorativamente de "quebra-santos", quando praticamente não tínhamos representação na classe política e governante, lotávamos os estádios de futebol, em sua totalidade, para as grandes eventos, como a Conferência Mundial Pentecostal, para as cruzadas evangelísticas com Billy Graham, Morris Cerullo, Bernard Jonhson, entre outros, valendo lembrar que muitos dos nossos pais, iam com suas famílias inteiras, de ônibus, a pé ou até de bicicleta.

Por qual motivo não conseguimos mais tais proezas na atualidade, com muito mais conforto e facilidade?

Isso sem falar em nosso interesse e dedicação quanto ao conceito de "santidade"- (I Pedro1:15-16), e pelos "valores eternais" - (Colossenses 3:2-5), quando nem sonhávamos com o termo "Teologia da prosperidade" - (Lucas 12:27-31), e "oração" não era somente verso de poesia, mas um mandamento de Jesus Cristo, nosso Mestre. (Mateus 26:41).

Nossas lideranças não tinham o mesmo acesso que se tem hoje à mídia nem às classes governamentais, mas eram respeitadas, deixando claro que não sou contra a nossa participação, mas se ela acontece, em quais circunstâncias se baseiam e quais são as nossas verdadeiras motivações?

Não posso deixar de relembrar palavras que ouvi do já saudoso Pr. Antônio Gilberto, Consultor Doutrinário das Assembleias de Deus à época, quando de sua participação como Editor em Português da BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal, lançada pela CPAD, perguntou ao autor pastor Donald C. Stamps, o porque alguns comentários que foram inseridos na edição na língua portuguesa não faziam parte da edição em inglês, ao que respondera o editor:

"Para a igreja americana, não adianta mais se falar muitas questões, mas a Igreja brasileira ainda vive uma aura de inocência, que deverá ser preservada ao máximo possível, pois quando acabar, não haverá mais retorno" (Donald C. Stamps)

Será que acabou essa nossa "aura inocência"?

Que Deus tenha misericórdia de nós!

Bem, encerrando por aqui, quero deixar claro que meu comentário não "atira pedra" em quem quer que seja, mas como integrante dessa geração, me permito refletir e compartilhar neste espaço, lembrando as palavras do apóstolo Paulo quando escreveu:

"Quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, faça-se tudo para a glória de Deus" - I Coríntios 10:31

Com muito temor e tremor,

Vosso conservo em Cristo,

Pr. Carlos Roberto Silva

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Líderes católicos e evangélicos assinam ‘Declaração Ecumênica’ no RJ; Abner Ferreira também assina


A declaração é uma iniciativa de líderes católicos e evangélicos que estão conectados à Missão Somos Um

Vários líderes católicos e evangélicos do Estado do Rio de Janeiro, assinaram uma Declaração Conjunta Ecumênica pela Liberdade Religiosa no Brasil, durante encontro realizado no Edifício São João Paulo II, na Glória, no dia 15 de setembro, no Rio de Janeiro.

De acordo com o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, “A busca da unidade é constante entre nós, que temos preocupações comuns de vida e caminhada. Sabemos que a unidade é um dom do Senhor, mas precisamos ter disposição para fazer, de sentar juntos, de partilhar”, disse o líder católico.

Segundo a organização, a declaração é uma iniciativa de líderes católicos e evangélicos que estão conectados à Missão Somos Um, nascida em 2008, com o apoio de Dom Orani, sob a coordenação de Izaías Carneiro, fundador da Comunidade Católica Coração Novo, e do pastor Edvaldo Nascimento, membro da Nova Igreja, na Barra da Tijuca.

Caminho de paz

A iniciativa da Missão Somos Um em organizar o encontro para a assinatura da declaração conjunta entre lideranças católicas e evangélicas, segundo explicou Izaías Carneiro, e na qual ele é o copresidente, foi de dar um passo no que considera um importante testemunho para favorecer o caminho de paz em nossa sociedade.

Reconhecendo a importância do ecumenismo, e conscientes do grave momento pelo qual passa a sociedade brasileira, em função da polarização e da intolerância religiosa, esta declaração – fruto de um trabalho constante da Missão Somos Um –, tem o objetivo de defender e assegurar o compromisso com a liberdade religiosa em todas as suas formas e expressões de cultos em nosso país, como está previsto em nossa Constituição Federal”, afirmou.

Izaías Carneiro acrescentou que este documento é um “gesto concreto que sucede em âmbito local a IV Conferência Internacional de Louvor e Adoração Somos Um, que aconteceu em modo online nos dias 3 e 4 de setembro, e contou com a participação de quase 150 inscritos de 16 países de 4 continentes”.

Participantes

O evento foi promovido pela Arquidiocese do Rio de Janeiro e reuniu diversos líderes evangélicos, entre eles:

  • Bispo Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira no Brasil,
  • Reverendo José Roberto da Silva Cavalcante, Moderador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil,
  • Izaías de Souza Carneiro, Fundador da Comunidade Católica Coração Novo e Copresidente Católico da Missão Somos Um, 
  • Pastor Edvaldo José Nascimento, Membro da Nova Igreja e Copresidente Evangélico da Missão Somos Um,
  • Bispo Laerte Lafayett, Fundador e Pastor Sênior da Casa do Pai Igreja Cristã,
  • Pastor Maurício Fragalli,
  • Pastor Edvaldo José do Nascimento, Fundador e Pastor Sênior da Nova Igreja, Pastor Silas Esteves, Fundador e Pastor do Ministério Bethesda,
  • Pastor Ayo Balogun, Pastor Presidente da Igreja Evangélica A Voz de Deus,
  • Pastor Marcello Silva, Pastor-Presidente da Igreja Apostólica O Caminho,
  • Pastora Agda Floriano de Oliveira
  • Pastora Mônica, Pastora da Igreja Evangélica Restaurando Vidas,
  • Bispo Francisco Almeida, Bispo Superintendente da Igreja Sara Nossa Terra – Rio de Janeiro,
  • Pastor Carlus Marcelus de Oliveira, Ministério Empreendedor Cristão,
  • Pastor Asaph Borba, Ministro de Louvor,
  • Pastor Marcelo da Silva Couto, Pastor da Igreja Pentecostal Primogênito de Deus, Pastor Jacó Tavares de Souza, Pastor da Safe Church entre outros.

Declaração Conjunta Ecumênica pela Liberdade Religiosa no Brasil

Os Cristãos inseridos na Missão Somos Um congratulam-se fraternalmente e afirmam que o direito fundamental de liberdade religiosa se atualiza, dentre tantas formas, no testemunho dos religiosos que convivem e trabalham juntos em prol do bem comum e da paz social. Por conseguinte, a consideração do fenômeno religioso como fenômeno humano e social é característica marcante de nossa sociedade, devendo ser assegurada sua manifestação não apenas em privado, mas também nos espaços públicos deste país de dimensões continentais.
 
O testemunho de Cristo evidencia o significado e a relevância da mensagem cristã para os cidadãos fluminenses, na medida em que é encarnada por homens e mulheres – católicos e evangélicos – que buscam colaborar com uma sociedade pautada na promoção da dignidade humana e no imperativo do bem comum, valores universais contidos no Evangelho.


Nesta singular oportunidade, asseguramos nosso compromisso comum de promover, por ações, a cultura do encontro, do respeito e do diálogo, de modo a fazer valer, por meio de nossas vivas demonstrações de amor fraterno, a mensagem de Jesus que acolhe e inclui a todos.

A Missão Somos Um, consciente dos danos que a intolerância e as polarizações causam a nosso povo, já tão sofrido em função das agruras que atravessa há décadas, e certa de que a unidade dos cristãos é caminho para o consolo e para a renovação da esperança em nossa sociedade, volta os olhos esperançosa para o nosso amado Cristo, com a firme convicção de que novos dias hão de raiar sobre todos nós.

Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2021.
 
Dom Orani João Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro
 
Bispo Abner Ferreira
Presidente Estadual do Rio de Janeiro da Igreja Assembleia de Deus Madureira
 
Dom Antônio Augusto Dias Duarte
Presidente do Conselho de Igrejas Cristãs – Rio de Janeiro 

Após assinar Declaração Ecumênica, Bispo Abner Ferreira participa de evento ao lado do Papa Francisco

Após assinar assinar Declaração Ecumênica pela liberdade religiosa no Brasil, no último dia 15 de setembro de 2021, juntamente com diversos líderes evangélicos e católicos, o bispo Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, esteve nesta segunda-feira (4) no evento “Fé e Ciência rumo à COP26” ao lado do Papa Francisco, líder da Igreja Católica Apostólica Romana.

O encontro aconteceu no Vaticano, em Roma, reunindo 40  líderes religiosos e cientistas.  Abner teria saudado o Papa e afirmado que a questão ambiental é parte da missão da Igreja.

Nas redes sociais, o líder assembleiano fez alguns stories do salão onde a reunião aconteceu, mas não mostrou o encontro com o Papa.




quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Cristãos da Argentina se unem parar orar por mais valores no Congresso

A degradação moral na qual a esquerda costuma colocar os países onde busca predominância, levou cristãos na Argentina a formarem um círculo para um abraço simbólico ao Congresso Nacional do país enquanto oram por mais valores éticos dos deputados e senadores.

Os cristãos pediram a Deus para mover o coração dos parlamentares para agirem de acordo com princípios bíblicos, atendendo a convocação da deputada Cynthia Hotton, que recebeu apoio de dezenas de pastores para orar por “mais decência, mais harmonia e mais valores”.

De acordo com o Evangelico Digital, o voto cristão pode ser decisivo nas próximas eleições argentinas, o que será decisivo para o futuro do país, que continua mergulhado em uma crise sem precedentes.

A expectativa é que os cristãos consigam retirar muitos votos para o partido no poder, que está desgastado devido a crise imposta através do isolamento social para conter a pandemia e escândalos envolvendo o governo.

Abraço simbólico

O ato aconteceu no último sábado (7), onde um grande grupo de evangélicos, junto com católicos, responderam ao chamado da parlamentar e cercaram o prédio do Congresso em um abraço simbólico.

Cynthia Hotton, candidata a deputada da frente + Valores, fez o apelo:

Somos milhões de evangélicos e católicos no país. Não apenas eles não nos representam. Eles nos discriminam e nos perseguem. É por isso que a Argentina está em declínio. A única forma de elevar é com os valores cristãos, que são os únicos valores firmes”, disse o candidato.

Gastón Bruno , pastor e cientista político, rodeado de jovens, levanta as mãos em oração. Ele afirma que “tiraram Deus da política” e acrescenta:

A única maneira de salvar a Argentina é com uma nova liderança que acabe com a corrupção e as mentiras que nos governam”.

Pedimos a Deus que remova os corruptos e abra as portas para homens e mulheres de  que defendem a vida de todos e da família”, disse um dos pastores locais.

Esta liderança corrupta vive festejando em seus palácios, enquanto nos subúrbios não conseguimos comida suficiente e eles nos matam. Amamos nossa gente, gente com valores”, disse um dos integrantes da Jóvenes con Valores, do La Matanza.

Fonte: por Michael Caceres -  Gospel Prime

sábado, 25 de julho de 2020

Estudo aponta declínio católico e constante aumento evangélico na América Latina

Estudo diz que evangélicos devem ultrapassar católicos no Brasil a partir de 2032

Segundo uma investigação do Pew Research Center na América Latina, existem mais de 425 milhões de católicos, quase 40% da população católica total no mundo. No entanto, a identificação com o catolicismo em setores importantes da população diminuiu nas últimas décadas. Em 1910, aproximadamente 94% dos latino-americanos eram católicos romanos e apenas 1% eram protestantes ou evangélicos, já que os membros das igrejas protestantes na América são mais conhecidos . Em 2014, os católicos latino-americanos eram 70% e os protestantes 20%.
Ricardo Corzo analisa esses resultados no HispanicLA, observando que os evangélicos aumentaram em número em quase todos os países da América Latina. A grande maioria pertence às igrejas pentecostais, embora seus costumes e forma de organização variem de país para país, o denominador comum é uma experiência de culto e pregação que enfatiza "os dons do Espírito Santo", 70% de todos os protestantes se consideram cristãos pentecostais.
Em países como Guatemala, El Salvador e Honduras, menos de 50% da população agora é católica romana. Mesmo em países como o Brasil e a Costa Rica, que mantêm a maioria católica, existe uma minoria protestante significativa: um quarto da população.
Na Nicarágua, uma em cada quatro pessoas é evangélica , no Brasil, uma em cinco e na Venezuela, uma em cada sete é ex-católica. Um terço dos protestantes eram católicos romanos. Na Colômbia, por exemplo, 84% dos evangélicos foram batizados como crianças católicas.
"A principal razão para o crescimento das igrejas protestantes é devido à ênfase na evangelização, mais da metade (58%) dos ex-católicos romanos disse que uma das razões pelas quais eles mudaram de igreja é porque os evangélicos chegaram até eles onde eles estavam em casa, no trabalho ou em um estudo".

O relacionamento pessoal com Deus

As razões pelas quais as pessoas católicas se uniram às igrejas evangélicas são muito variadas, mas, segundo o estudo, entre as principais causas estão: eles encontraram um relacionamento pessoal com Deus, gostam mais do estilo de adoração nas novas igrejas, há mais ênfase nas questões morais e eles descobrem que os pastores prestam mais atenção individual e ajudam os membros.
Um dos aspectos mais destacados do estudo é que o declínio no número de católicos ocorre desde 1970 e o aumento dos evangélicos ocorreu nas últimas cinco décadas, que se beneficiaram da evangelização e conversão de católicos nominais.
Se analisarmos amplamente os protestantes na América Latina, a pesquisa do Pew Center nos mostra que a maioria pertence a denominações pentecostais específicas, mas outras pertencem a algumas das igrejas históricas, como as igrejas presbiteriana e metodista, que têm "Pentecostalizada" . Por exemplo, no Brasil, essas igrejas são chamadas presbiterianos renovados ou metodistas renovados.
Embora os católicos também se oponham ao aborto e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, os evangélicos estão muito mais convencidos em média em suas posições de valores éticos, que incluem ver o sexo fora do casamento, divórcio e consumo como negativo. de bebidas alcoólicas e tabaco. Muitos ex-católicos que agora são protestantes dizem que estavam procurando uma igreja que "atribuísse maior importância a uma vida moral correta".

A questão da pobreza

Algo que ambos católicos e evangélicos concordam é que a maioria deles acredita que a igreja deve estar envolvida em assuntos sociais, como ajudar os pobres e necessitados, embora os católicos a considerem mais uma questão de caridade, enquanto os evangélicos a veem mais como uma complemento à evangelização.
Os católicos em quase todos os países latino-americanos se concentram com mais frequência no trabalho de caridade, pelo contrário, a diversidade dos evangélicos diz que "levar os pobres e necessitados a Cristo" é a maneira mais importante de ajudar. Em geral, católicos e evangélicos dizem que "influenciar governos a proteger os direitos dos pobres" é muito importante.
Embora os católicos sejam mais propensos do que os protestantes a dizer que o trabalho de caridade é a coisa mais importante, são as ordens religiosas católicas que estão mais envolvidas nesse trabalho, enquanto entre os evangélicos são os membros leigos que se unem. na sua comunidade para ajudar os pobres e necessitados .
O neopentecostalismo, um movimento mais recente que emerge do pentecostalismo clássico desde 1990, enfatiza a prosperidade econômica e oferece aos seus seguidores confiança em melhorar sua situação familiar e social, embora em posições extremas essa "teologia da prosperidade" seja denunciada por os próprios evangélicos.

Carismáticos católicos

Algo interessante no campo católico é que, durante as décadas de 1960 a 1980, os sociólogos da religião prestaram muita atenção à Teologia da Libertação e às comunidades eclesiais de base que eram muito populares na América Central, Brasil, Colômbia e outros países da Cone do sul. No entanto, algumas décadas depois, o movimento leigo católico mais difundido no continente não é a comunidade eclesial de base, mas o Movimento Carismático de Renovação, que surgiu em 1967 na Universidade Católica de Pittsburgh, nos Estados Unidos.
Agora, cinco décadas depois, 40% dos católicos latino-americanos se identificam como carismáticos. Assim, podemos entender que a resposta da Igreja Católica ao crescimento do pentecostalismo foi replicar sua própria versão pentecostal católica no movimento carismático de renovação . No Brasil, por exemplo, que é um dos países mais católicos do mundo, 60% deles se identificam como carismáticos.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Avanço dos evangélicos é por erros dos católicos, diz bispo

Líder religioso falou sobre o crescimento do protestantismo na Amazônia

O bispo dom Wilmar Santin, que atua na região de Itaituba (PA), na fronteira com os estados de Mato Grosso e do Amazonas, afirmou durante o Sínodo da Amazônia, no Vaticano, que erros da própria Igreja Católica levaram ao crescimento das igrejas evangélicas na região amazônica e que é preciso mudar a ação pastoral para reverter a situação.
Percebo duas falhas nossas: não estamos conseguindo chegar a tempo em todos os lugares onde o povo está, porque tudo está muito centralizado na figura do padre – disse ele nesta quinta-feira (10), durante uma das entrevistas coletivas diárias do sínodo, reunião de religiosos dos nove países da região amazônica com o papa Francisco.
Segundo dom Wilmar, as estratégias para manter, recuperar e atrair católicos na região envolvem mexer na própria forma como a igreja está organizada.
Precisamos mudar um pouco a estrutura para que a igreja seja mais ágil, que vá mais para frente, não seja tão lenta nas decisões e não dependa só dos padres. Temos que mudar não para competir com os outros, mas para que a nossa missão seja cumprida com maior eficiência – disse dom Wilmar.
A frase foi dita depois de dom Wilmar narrar uma conversa que teria ocorrido nas redondezas do garimpo Água Branca, no Pará, com um homem que tinha sido católico, com padres e uma freira na família, mas que, ao se mudar para o garimpo, tornou-se evangélico.
Eu perguntei para ele o motivo, ele me respondeu: Quando eu cheguei aqui, não tinha Igreja Católica. Eu queria escutar a palavra de Deus, fui na Assembleia de Deus e estou lá até hoje. (…) Não estamos pregando como deveríamos, em todos os lugares. Tanto é que um católico teve que matar a sua fome de escutar a palavra de Deus numa igreja vizinha – declarou o bispo
Iniciado nesta semana, o Sínodo da Amazônia foi convocado pelo papa Francisco há dois anos para debater a ação da Igreja Católica nos países do bioma, além da situação ambiental e dos moradores da região.
São 258 participantes, sendo 57 bispos brasileiros. A função da assembleia é produzir, até o dia 27 de outubro, um documento que servirá para o Papa, meses depois, dar indicações ao clero e aos fiéis.
Reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostrou nesta semana que, na região Norte do Brasil, o percentual daqueles que se declaram evangélicos já é de 46%, ante 45% de católicos, segundo pesquisa Datafolha de agosto. No país, os números são, respectivamente, de 32% e 51%, com maioria católica.
Uma das razões para esse cenário é a carência de padres nas áreas de floresta, marcada pelas dificuldades de acesso e grandes distâncias.
É por isso que um dos assuntos mais discutidos durante o sínodo são as alternativas da igreja para se fazer mais presente. Entre elas, permitir padres casados, criar um ministério oficial para as mulheres e incorporar costumes indígenas aos ritos católicos.
Em Itaituba, dom Wilmar atua com a tribo munduruku em uma área de 175 mil quilômetros quadrados, segundo ele. Nos últimos anos, passou a intensificar a ação pastoral católica entre os índios, formando, entre eles, ministros da palavra, responsáveis por fazer pregações nas próprias comunidades.
Iniciamos em 2017 e temos 48 ministros da palavra pregando na própria língua – afirmou dom Wilmar.
O bispo também respondeu a uma jornalista italiana que perguntou sobre a existência do infanticídio nas tribos indígenas -foi a segunda vez que o tema foi mencionado por um jornalista europeu nesta semana, durante as entrevistas coletivas diárias organizadas pelo Vaticano.
Dom Wilmar afirmou que a prática de matar crianças que nasciam com alguma deficiência ou que tinham “mãe solteira” não existia mais entre os munduruku. E questionou: “E os abortos que se fazem por aqui, na civilização?
*Folhapress via Pleno News
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