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quinta-feira, 12 de maio de 2022

Cardeal de 90 anos é preso em Hong Kong por apoiar a democracia



Joseph Zen se tornou alvo de perseguição por criticar o governo comunista e defender a liberdade religiosa.

Um cardeal católico, de 90 anos, foi preso em Hong Kong, na China, por apoiar a democracia.

Joseph Zen, que atuou como bispo de Hong Kong anteriormente, foi detido pelas autoridades devido a seu trabalho como administrador do grupo pró-democracia “612 Humanitarian Relief Fund”, segundo o National Catholic Register.

A organização de Joseph pagou advogados para pessoas que foram presas por participarem dos protestos pró-democracia de 2019. O “612 Humanitarian” fechou em 2021.

O líder cristão foi detido junto com três ativistas da democracia na delegacia de Chai Wan, na quarta-feira (11). Após ser interrogado sobre seu envolvimento com o grupo pró-democracia, Zen foi libertado sob fiança.

O cardeal Zen é o primeiro cardeal católico preso em solo chinês nas últimas décadas. Ele nos lembra do heróico cardeal Kung de Xangai, que foi preso em 1955. Lamentamos muito que isso tenha acontecido e rezamos para que Deus lhe dê graça e força para continuar sua batalha pela liberdade religiosa e pela democracia”, declarou um líder cristão de Hong Kong, ao International Christian Concern (ICC).

O cardeal Joseph Zen é conhecido como um defensor da democracia e da liberdade religiosa na China. Frequentemente, ele critica a opressão do governo comunista contra o povo chinês, em especial à comunidade católica clandestina.

Seu apoio a ativistas pró-democracia e sua postura contra o Partido Comunista Chinês o tornaram alvo de perseguição. 

Em junho do ano passado, Zen recebeu ameaças, enquanto preparava uma missa em memória das vítimas do Massacre da Praça da Paz Celestial, quando o governo reprimiu de forma cruel um protesto por liberdade e democracia.

Ameaça à liberdade

A erosão da liberdade em todos os aspectos em Hong Kong é muito preocupante, pois um número crescente de combatentes da liberdade é preso e encarcerado por acusações fabricadas”, afirmou Gina Goh, Gerente Regional do ICC no Sudeste Asiático.

E alertou: “Se um reverenciado cardeal de 90 anos não puder ser poupado, isso indica que o sistema legal continuará a ser abusado pelo governo para prender qualquer pessoa em Hong Kong que considere uma ameaça à cidade. O Vaticano e o mundo precisam falar e apoiar o Cardeal Zen”.

O Vaticano não se manifestou sobre a prisão de Joseph e muitas pessoas foram às redes sociais pedir para que líderes católicos se manifestem em defesa do cardeal chinês. 

Esperamos que o Vaticano não apenas condene a prisão do Cardeal Zen e peça sua libertação ao lado dos outros ativistas, mas também reconsidere seu silêncio em relação à prisão em curso, violações dos direitos humanos em Hong Kong e na China”, afirmou Sam Goodman, diretor de política e advocacia da Hong Kong Watch, ao The Globe and Mail.

Fonte: Guiame

domingo, 10 de outubro de 2021

Papa Francisco abre maior consulta democrática da história da Igreja Católica


Neste fim de semana, papa Francisco abre o que pretende ser o maior movimento de consulta democrática da história da Igreja Católica, uma religião que, aos longo dos séculos, se tornou símbolo de hierarquia rígida, conservadorismo e pouca transparência — e, de quebra, comanda um Estado, o Vaticano, de forma teocrática.

Nos próximos dois anos, Francisco quer que a imensa maioria dos católicos — idealmente, todos os 1,3 bilhão que se declaram assim — sejam ouvidos sobre o futuro da Igreja. Para tanto, conta com impulsos de comunidades locais, em uma primeira fase, assembleias regionais, no estágio seguinte e, por fim, o Sínodo dos Bispos marcado para acontecer em 2023 no Vaticano.

Temas que vêm sendo trazidos à tona mais recentemente, como maior participação feminina na tomada de decisões da Igreja e mais acolhimento a grupos ainda marginalizados pelo catolicismo tradicional — de homossexuais a divorciados em segunda união —, devem aparecer de forma recorrente nesse processo de consulta pública, a maior já realizada na milenar história do catolicismo.

Além disso, Francisco deve utilizar esse momento para consolidar uma aposta evidente em seu pontificado reformador. Ao definir que o próximo sínodo terá como tema a própria sinodalidade (maneira de ser e de agir da Igreja), ele se inspira no modo de vida dos primeiros cristãos, cujas decisões eram tomadas de forma colegiada.

Evidentemente que isso não significa que a Igreja abraçou a democracia. As decisões seguem como sempre: respeitando a hierarquia tradicional — a consulta pública é que é democrática, mas caberá ao papa a palavra final.

Contudo, se o sucesso for atingido, a instituição terá dado um passo importante. Para especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, a chamada sinodalidade pode deixar de ser um método para se tornar um jeito de pensar. O que significa que o modelo levado ao extremo por Francisco dificilmente poderá ser deixado de lado, mesmo quando outro for o papa.

O Sínodo

O Sínodo é um processo de 2 anos, começando de 10 de outubro de 2021 a outubro de 2023. A fase de escuta diocesana vai até abril de 2022 e será seguida por uma fase continental de setembro de 2022 a março de 2023. A última “fase da Igreja universal” culminará na tradicional assembleia do Sínodo dos Bispos no Vaticano, em outubro de 2023.

O tema do 16º Sínodo dos Bispos é: “Por uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão”. Esse será diferente de qualquer outro anterior. A expectativa é de que o maior número de fiéis, dentre os 1,3 bilhão que se reconhecem adeptos do catolicismo, participem do processo e sejam ouvidos sobre o futuro da Igreja.

Permitir que todos participem é um dever eclesial essencial!”, disse o papa Francisco durante reflexão no Vaticano neste sábado (9.out.2021), véspera da abertura do Sínodo. “Não é necessário criar outra Igreja, mas sim criar uma Igreja diferente”, declarou.

O papa Francisco já realizou 4 sínodos desde que assumiu o Vaticano. Os 2 primeiros debateram a família, o 3º teve os jovens como tema e o último, de 2019, trouxe para o centro da Igreja a discussão sobre a Amazônia.

O próximo Sínodo deve discutir a própria Igreja, possíveis modernizações e deve abordar temas polêmicos como sobre uma maior participação feminina na tomada de decisões da Igreja e mais acolhimento a grupos ainda marginalizados pelo catolicismo tradicional.

No único Povo de Deus, portanto, caminhemos juntos, a fim de experimentar uma Igreja que recebe e vive este dom da unidade e está aberta à voz do Espírito”, disse o Papa Francisco. Ele destacou, no entanto, que o Sínodo é um “momento eclesial”, não um parlamento ou uma investigação de opiniões.

Ele apontou que “comunhão” e “missão” podem correr o risco de permanecer um pouco abstratas, a menos que a sinodalidade seja expressa concretamente em cada passo da jornada e atividade sinodal, encorajando o envolvimento real de todos e de cada um. “Todos os batizados são chamados a tomar parte na vida e na missão da Igreja.

Fonte: Terra e Poder 360 via Folha Gospel

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Marco Aurélio admite: “Penso que o Judiciário esticou a corda”


Ex-ministro do STF disse esperar "temperança e compreensão" do presidente Jair Bolsonaro

Com a promessa de uma manifestação gigante pelos apoiadores do governo do presidente Jair Bolsonaro, diversas figuras políticas decidiram falar sobre os atos. E um dos que se manifestou a respeito do tema foi o ex-ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao portal Metrópoles, ele disse esperar “temperança e compreensão” de Bolsonaro.

Espero [de Bolsonaro] temperança, compreensão e entendimento para se trabalhar ao povo brasileiro. Nós temos de presumir o que normalmente ocorre. É suficiente para nos preocupar a crise de saúde e a crise social; não precisamos de crise política. Espero que ele, que tem mais um ano e meio de mandato pela frente, simplesmente trabalhe e faça o melhor para o Brasil – apontou.

Sobre os atos, o ex-ministro disse que elas fazem parte da democracia, mas criticou qualquer tipo de “agressividade”.

O que é condenável é a agressividade à pessoa, aos prédios, com depredações. Manifestações fazem parte da democracia – destacou.

Marco Aurélio Mello também criticou o inquérito das Fake News, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Para ele, a “corda foi muita esticada, e foi esticada de ambos os lados. Penso que o Judiciário também esticou a corda”.

Esse inquérito natimorto, que votei contra, foi instaurado pela vítima, não houve distribuição, não houve sorteio; dentro dele, tudo cabe (…) Penso que deve haver compenetração, sentar-se à mesa para conversar – ressaltou.

Fonte: Pleno News

Líderes evangélicos que estiveram nos atos de 7 de setembro


O feriado de 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, foi marcado por manifestações favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro em várias partes do país.

Liderados pelo pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, um grupo de líderes religiosos estiveram presentes na Avenida Paulista, em São Paulo.

O grupo posou com Bolsonaro no carro de som onde o presidente discursou para os seus apoiadores.

Silas Malafaia foi um dos responsáveis pela convocação dos evangélicos para participarem das manifestações de 7 de setembro.

Dentre os líderes evangélicos que compareceram aos atos estão, o apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer em Cristo; pastor Cláudio Duarte; pastor e deputado federal Marco Feliciano; pastora e cantora gospel Eyshila e seu esposo pastor Odilon; pastor César Augusto, fundador da igreja Fonte da Vida César; pastor Gidalti Alencar, Wesley Ros, Soraya Moraes; entre outros.

Outros líderes também participaram dos atos na Avenida Paulista, como o ex-senador Magno Malta (PL-ES) e o porta-voz do movimento Nas Ruas, Tomé Abduch.

Líder da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), Lucinho Barreto e sua esposa, Paty Barreto, compareceram nas manifestações na capital mineira. Ele inclusive subiu em um trio elétrico na Praça da Liberdade e fez um discurso para milhares de manifestantes. Outros líderes evangélicos e políticos também subiram no trio, como os pastores Fernando Borja e Jorge Linhares e o vereador Nikolas Ferreira.

Em Recife (PE), as manifestações contaram com a presença dos pastores Talitha Pereira e Arthur Pereira, da Igreja do Amor. O casal vestiu verde e amarelo em defesa da pátria e da democracia.

Outros líderes religiosos também marcaram presenças nas manifestações de várias partes do Brasil, como Isaias Saad, Ministra e Pastora Damares Alves, Jozyanne, Léa Mendonça, Nelson do Escolhi Esperar, Pastor Wagnão, entre outros.

Com informações de Fuxico Gospel e Portal do Trono via Folha Gospel

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Movimento Batista 'desconvoca' evangélicos para atos do 7/9


O Movimento Batistas por Princípios criticou líderes religiosos em declarar apoio a 'iniciativas autoritárias e pouco democráticas' de Bolsonaro


O Movimento Batistas por Princípios, um grupo de religiosos, emitiu nota para desconvocar os fiéis para as manifestações do feriado de 7 de Setembro, Dia da Independência. Eles lamentaram o posicionamento de líderes religiosos em declarar apoio a “iniciativas autoritárias e pouco democráticas do atual presidente da República” Jair Bolsonaro (sem partido).

Na nota, o grupo demonstrou preocupação com as ameaças de fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), quando as convocações são feitas “em nome da defesa da liberdade”. O movimento também afirmou que o presidente deve satisfações das últimas acusações divulgadas na mídia.

Por fim, eles pedem para que fiéis, especialmente batistas “que sempre defenderam 
princípios de verdadeira democracia e separação entre Igreja e Estado” a não comparecerem nas manifestações de 7 de Setembro. O movimento afirma que outras atividades podem ser mais “recompensadoras”.

Confira a nota na íntegra:

Diante da convocação feita às igrejas evangélicas, por diversas lideranças, para saírem às ruas em apoio às manifestações do próximo dia 7 de setembro, fazemos as seguintes considerações:

1. Defendemos e propagamos a liberdade de expressão e opinião, garantidas pela Constituição Brasileira, na convicção de que nenhum cidadão do nosso país está acima das normas constitucionais;

2. Estranhamos o lamentável fato de que pastores, embora ensinem em suas igrejas uma eclesiologia democrático-congregacional, expressem sua solidariedade a uma manifestação de claro apoio a iniciativas autoritárias e pouco democráticas do atual Presidente da República;

3. Denunciamos, com perplexidade, o evidente caráter contraditório da manifestação, uma vez que — em nome da defesa da liberdade — faz a apologia inconstitucional do fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal;

4. Expomos nossa desconfiança em relação a um movimento que pretende dar salvo-conduto a um presidente que, juntamente com seus filhos, ainda deve explicações a sérios e graves indícios de corrupção e uso indevido de verbas de gabinete constituídas por dinheiro público — indícios que estão sendo investigados e, por si, revelam situações que parecem desmontar discursos hipócritas contra a corrupção;

5. Discordamos de todo e qualquer apoio acrítico ao atual governo — bem como à voluntária submissão ao papel de massa de manobra que se tem visto em vários setores da sociedade, em especial no ambiente evangélico — tendo em vista:

a) o fracasso na condução da crise de saúde no país como resultado da pandemia do Coronavírus;

b) o fracasso da política econômica, que se confirma pelo aumento do desemprego, da fome e da miséria, bem como de outras diversas maneiras, inclusive no crescente abandono do país por multinacionais muito conhecidas e aqui presentes há várias décadas;

c) o fracasso no controle inflacionário, resultando no absurdo e crescente aumento de preços, cujos mais notórios são dos alimentos, gás de cozinha e combustíveis, situação que deixa ainda mais vulneráveis aqueles que, de alguma forma, já se encontram prejudicados pela pandemia;

d) o fracasso no prometido combate à política predatória do chamado Centrão, cujo maior representante está hoje assentado num dos gabinetes do Palácio do Planalto, na qualidade de Ministro da Casa Civil;

e) o fracasso na estabilização política;

f) o fracasso nas políticas educacionais;

g) o fracasso no plano de prevenção à crise hídrica e de energia elétrica que, depois de claros sinais, agora se avizinha.

6. Afirmamos com ênfase que a convocação para tal manifestação pública, embora exiba como fachada a defesa da liberdade e da democracia, na verdade se revela como astuta tentativa do atual governo de provocar rupturas institucionais e criar ambiente favorável a instalação de um governo autoritário e personalista.

Sendo assim, conclamamos aos irmãos e irmãs, especialmente aos batistas que sempre defenderam princípios de verdadeira democracia e separação entre Igreja e Estado, a não comparecerem às ruas na próxima terça-feira, dia 7 de setembro, aproveitando melhor o seu tempo com outras atividades mais recompensadoras e que, ao fim e ao cabo, demonstrem o autêntico respeito que temos pelo Dia da Independência."

Fonte: EM

domingo, 31 de maio de 2020

Manifestação em São Paulo tem tumulto e confronto com policiais

Torcidas organizadas de clubes paulistas lançaram pedras contra PM's

Um ato convocado por grupos contra o presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, cidade de São Paulo, registrou tumulto e confronto com policiais neste domingo (31).
Torcidas organizadas dos quatro grandes clubes de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo) aderiram à manifestação e iniciaram uma briga generalizada em frente ao MASP.
Os manifestantes lançaram pedras sobre policiais, que jogaram bombas de efeito moral no grupo. A Polícia Militar criou um cordão humano para isolar manifestantes bolsonaristas dos torcedores, mas houve discussões entre os grupos e relatos de violência, e a Tropa de Choque da PM utilizou bombas de gás para dispersar os mais exaltados.
O ato deste domingo em São Paulo teve convocação também do deputado federal Alexandre Frota, que chegou a convocar o grupo conhecido como Antifas, que foi categorizado como terrorista pelo presidente Donald Trump, dos Estados Unidos.
Fonte: Pleno News
Alexandre Frota convoca torcidas organizadas para ato em São Paulo Foto: Reprodução
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) comentou sobre o assunto.


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Ditadura e Democracia no Brasil - Uma confissão de esquerdistas

Você quer saber se a esquerda lutava pela democracia? 

Assista o vídeo, e veja, por exemplo, o que diz Fernando Gabeira e principalmente Eduardo Jorge, candidato a vice-presidente de Marina Silva.

Lamento não ter como tirar o "palavrão" desnecessário dito por Lobão no vídeo, o que repudio, mas concordo com o restante do conteúdo.

Vi no Facebook do amigo e Pr. Geremias Couto

ASSISTA AQUI

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