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domingo, 26 de junho de 2022

Igreja Presbiteriana se manifesta sobre o Pr. Milton Ribeiro e as investigações no MEC - VEJA AQUI


Com relação ao caso da investigação que apura possíveis atos de corrupção passiva no MEC - Ministério da Educação e Cultura do Brasil, com suposto envolvimento do Ex-Ministro da pasta, o reverendo Milton Ribeiro, que além de atuar como pastor titular da Igreja Presbiteriana Jardim de Oração na cidade de Santos (SP), também preside o Presbitério daquela denominação na Região da Baixada Santista.

Hoje, domingo - 26.06.2022, foi publicada "NOTA DE ESCLARECIMENTO" pela Comissão Executiva do Presbitério de Santos – CE/PRST no blog da instituição, com parecer oficial sobre o caso:


"Estimados Conselhos e pastores:
Fazemos lembrar que diante de Herodes Jesus manteve-se em silêncio, ainda que “de muitos modos o interrogava” (Lc. 23.9). Isso nos conduz a considerar que jamais convém à liberdade de expressão configurar como importunação, obrigação ou coerção. Contudo, servimo-nos dela como dever, para assegurar às igrejas jurisdicionadas à assistência da voz presbiteral, que ecoa como grito para espantar os lobos ou como canção para alentar seus corações, desde 1977. 
Recentemente, ficamos imensamente comovidos, quando um dos nossos membros e presidente desta organização religiosa, o reverendo Milton Ribeiro, teve sua prisão preventiva decretada e executada, sob alegação de autoria de crimes cometidos na gestão do Ministério da Educação e Cultura do Brasil (MEC), para a qual foi nomeado ministro, pelo excelentíssimo senhor presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, em data de 10 de julho de 2020.

Esse Concílio dispõe de dispositivo para aplicar penalidade aos membros faltosos, de conformidade com a Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil (CI/IPB) e seu Código de Disciplina (CD/IPB), desde que ocorra uma sentença eclesiástica. 
No entanto, a prisão preventiva do reverendo Milton Ribeiro, não possui elementos que justifique a abertura de processo regular com vista à sentença eclesiástica, pois não possui caráter condenatório, haja visto a ausência de julgamento do processo e sentença pronunciada.

Sob o condicionamento dessa situação, o PRST vê-se apenas em condição de emitir juízo sobre a seriedade, competência e caráter moral do reverendo Milton Ribeiro: que recebeu educação cristã em uma de nossas igrejas e por ela foi encaminhado ao Presbitério, como aspirante ao sagrado ministério; que concluída sua candidatura, foi licenciado e ordenado ao ministério; que exerce seu pastorado na mesma igreja, onde é reeleito, democraticamente, desde 1994; que possui a postura de homem de família, dada a sua educação sob o cuidado de uma professora e servidora pública e de um homem de bem e trabalhador; que também se tornou construtor, com cuidado e respeito, de uma família, como seguindo um legado, ao lado de sua esposa, com quem providenciou as suas duas filhas as devidas oportunidades de afeto, educação e futuro; que semanalmente visita sua mãe, professora aposentada e idosa, com providência de mantimento e, muitas vezes, fazendo a refeição dela; e que, desde 1994, reeleito anualmente, tem presidido o PRST, oportunizando que sua capacidade administrativa se tornasse um inegável fator de implantação de igrejas e de boa condução do Concílio, devido a sua coerência, honestidade e humanidade.

Não nos compete sentenciar. Havendo acolhimento de denúncia, oportunidade ao direito de defesa e nulidade da apelação, o julgamento deste Concílio, na função de tribunal, emitirá a devida sentença a qualquer faltoso. A presunção e a suspeita não exercem influência no tribunal, onde a justiça é amiga da inocência. O juiz, o promotor, o advogado e os elementos documentais que validam a denúncia não se chamam “presunção” ou “suspeita”. Se assim fosse, a tirania do preconceito e da discriminação estaria sentada na cátedra dos tribunais. E o inocente veria sua honra à mercê dos ditames do bel-prazer ou da ludicidade do bem-me-quer ou malmequer, em uma flor sem defesa.

Assim posto, temos plena certeza e esperança de que as provas do processo se apresentarão, na devida instância, favoráveis à inocência do reverendo Milton Ribeiro, como também oportunizará que noticiemos que seu serviço na gestão do MEC contribuiu significativamente para a promoção da educação da Nação.

Cumpre-nos, finalmente, orientar aos Conselhos das igrejas jurisdicionadas ao PRST e aos pastores membros desse Concílio, que mantenham a ordem e o respeito entre a membresia e usem de bom-senso e de cordialidade no trato dessa questão, convictos de que Deus fará, como expressou o salmista, a “graça e a verdade” se encontrarem, e a “justiça e a paz” se beijarem (Sl. 85.10). 
Nessa condição, não se terá o inocente por culpado, nem o delituoso sem dolo. E nem ocasião à perturbação e à contenta para que tumultuem a comunhão cristã.

Que Deus nos ajude e nos livre do mal, encaminhe o reverendo Milton Ribeiro e a sua família à tranquilidade e mantenha os líderes e membros de nossas igrejas vigilantes do bem e da bondade.

Santos/SP, 26 de junho de 2022.

Comissão Executiva do Presbitério de Santos – CE/PRST"

Em suma, a nota de esclarecimento deixa clara a confiança do Presbitério de Santos na "presunção de inocência" do Rev. Milton Ribeiro, e sua postura de aguardar a finalização das investigações com as devidas apurações, quando então poderá atuar na função julgadora do Concílio, se houver necessidade, e, em caso de confirmação da sua inocência, o Concílio trará a público as informações da prestação de serviços do Rev. Milton Ribeiro em sua gestão à frente do MEC, e o quanto contribuiu significativamente para a promoção da educação da Nação.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Bolsonaro e Moro ‘não têm autoridade para falar de corrupção’, segundo José Dirceu

Condenado a 41 anos de prisão na Lava Jato, o ex-ministro concedeu uma longa entrevista à BBC Brasil

José Dirceu deu uma longa entrevista à BBC Brasil, publicada nesta quarta-feira (12). Condenado a 41 anos de prisão no âmbito da Lava Jato, mas em liberdade desde junho, quando a Segunda Turma do STF o concedeu um habeas corpus, o ex-ministro da Casa Civil no governo Lula (2003-2005) falou sobre diversos temas, como por exemplo a rejeição ao PT e a eleição de Jair Bolsonaro.
Questionado se a presença ativa de quadros do PT que foram condenados por corrupção não teriam contribuindo para a eleição de Jair Bolsonaro, que superou Fernando Haddad com um forte discurso contra o seu ex-partido, José Dirceu disse que não.
"De jeito nenhum, senão o Lula não teria levado o Haddad com 30 milhões de votos para o segundo turno. A figura mais injustamente acusada é o Lula, não sou eu", afirmou o ex-ministro.
Depois, ele acrescentou que a derrota de Haddad para um candidato com um alto índice de rejeição "não quer dizer nada". Além disso, Dirceu afirmou que Bolsonaro, os filhos dele e o ex-juiz federal Sergio Moro "não têm autoridade" para falar sobre corrupção.
"Os dois tinham índice de rejeição parecido. Ele perdeu por outras razões, não só por causa da questão da corrupção. Aliás, em matéria de corrupção, temos que esperar para ver o que vai acontecer com o Bolsonaro e os filhos dele. Eles não têm mais nenhuma autoridade para falar sobre isso. Nem o (ex-juiz e futuro ministro da Justiça Sérgio) Moro tem, da maneira que cobraram dos outros. Não que sejam culpados, precisa investigar. Mas o comportamento já revela algo quase inacreditável. A vitória dele se explica também pela questão da segurança, da violência, a questão religiosa, das igrejas evangélicas, do kit gay, a questão do antissistema", disse o ex-ministro, que não parou por aí.
"Bolsonaro não é qualquer presidente. Ele é um presidente de um governo militar. O que tem de novo no Brasil é que a coalizão PSDB-DEM/PFL, que representava os interesses das elites do país, foi afastada. A coalizão que governará o Brasil é nitidamente do capital financeiro-bancário, que o (futuro ministro da economia, Paulo) Guedes representa, o setor militar, o partido do Bolsonaro e a Lava Jato. Mas, como a cadeira é quente, ele nem sentou ainda e já está esquentando a cadeira, e começa a atenuar as posições", afirmou.
José Dirceu aguarda em liberdade o julgamento de seus recursos à condenação decretada pelo então juiz Sérgio Moro e confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região no processo em que é acusado de mediar contratos fraudulentos entre a Petrobras e a empreiteira Engevix. Ele contesta todas as acusações e diz ter sido condenado injustamente.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Como ministro da Justiça, Sérgio Moro pretende ampliar a Lava Jato para todo o Brasil

Lava Jato - O modelo de força tarefa será utilizado para investigar casos de corrupção e também para ações contra o crime organizado

Durante uma entrevista coletiva, a primeira desde quando aceitou ser Ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, o juiz Sérgio Moro explicou que pretende ampliar a Lava Jato para todo o Brasil.
Ele se referiu ao modelo de força tarefa, que uniu a Polícia Federal e o Ministério Público em uma investigação sobre lavagem de dinheiro que acabou atingindo grandes empresários brasileiros e também políticos.
"Vamos utilizar esse modelo de forças tarefas não apenas contra outros tipos de corrupção, mas também contra o crime organizado", disse Moro.
Ele declarou que não é político, e se comprometeu em conduzir o Ministério da Justiça de forma técnica, e não política. "Mas claro, dentro do Ministério é inevitável que haja um diálogo com outras instituições e com o Congresso Nacional", disse ele.
Moro se mostrou favorável à reedução da maioridade penal e a autorizar que os polícias ajam antes de serem alvejados por criminosos, duas pautas de importância para o presidente eleito Jair Bolsonaro.
Fonte: JM Notícia

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

‘A única certeza é que só no dia que eu morrer vou parar de lutar’, diz Lula

Lula no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC,
onde acompanha o julgamento de seu recurso no TRF4
| Foto: SMABC


O ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva interrompeu por instantes o acompanhamento do seu julgamento para um breve pronunciamento a militantes e apoiadores que se concentram no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, nesta quarta-feira (24).


"Estou tranquilo e consciente do que acontece no Brasil. Tenho certeza que não cometi nenhum crime e espero que a decisão seja 3×0 (pela absolvição), que eles digam que o juiz errou. Se vai acontecer ou não, não sei, mas a única coisa certa e justa seria isso. Se não acontecer, temos muito tempo para mostrar os erros e os equívocos desse processo", disse o ex-presidente.

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Papa Francisco admite saber sobre corrupções na Igreja Católica e diz que abusos sexuais é uma doença


Uma declaração do atual Papa Francisco sobre as corrupções existentes no Vaticano, deixou muita gente surpresa, pois ele admitiu saber das corrupções que existem mas conta que está em paz diante de tudo o que tem acontecido.

Uma declaração do atual Papa Francisco sobre as corrupções existentes no Vaticano, deixou muita gente surpresa, pois ele admitiu saber das corrupções que existem mas conta que está em paz diante de tudo o que tem acontecido.
Uma reportagem divulgada pelo jornal italiano Corriere Della Sera, sobre o Papa Francisco nesta quinta-feira(9), está ganhando grande repercussão na imprensa internacional. O Papa admitiu que existem corrupções em sua igreja, mas diz estar em paz diante de tudo. "Há corrupção no Vaticano, mas eu estou em paz", contou Francisco.
O Papa também contou o segredo da sua serenidade, admitindo não precisar tomar remédios tranquilizantes. "Qual é o segredo da minha serenidade? Não tomo remédios tranquilizantes. Os italianos sempre dão um belo conselho: para viver em paz, precisa um pouco de 'indiferença'. Eu não tenho problema em dizer que estou vivendo uma experiência. Em Buenos Aires, era mais ansioso, mais preocupado. Hoje vivo uma profunda paz, não sei explicar", explicou o Papa.
Francisco contou que os cardeais e os membros da cúria sabem dos problemas internos do Vaticano, onde segundo Francisco, todos queriam uma reforma no último conclave. "Nas congregações gerais antes do conclave que me elegeu, falavam dos problemas do Vaticano e todos queriam reformas", disse Francisco.
Questionado sobre os abusos sexuais que existem dentro da Igreja Católica, o papa contou que os casos devem ser visto como uma "doença". "Se há religiosos envolvidos, é claro que está em ação o diabo que estraga a obra de Jesus através de quem deveria, justamente, anunciar Jesus. Mas vamos falar a verdade: isso é uma doença", explicou Francisco dando sua visão sobre o caso. 
Informações e fonte "Veja" via Gospel Geral

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Cindy Jacobs profetiza: “Deus não vai parar até que o Brasil seja reformado”

Profetiza ficou famosa por profecia sobre fim da corrupção no Brasil

Durante as comemorações dos 500 anos da Reforma Protestante, muitos líderes evangélicos do mundo todo foram até Wittemberg, na Alemanha, onde Martinho Lutero deu início ao movimento.
No dia 31 de outubro, a profetiza Cindy Jacobs, líder do ministério de intercessão Generals International, estava em Wittemberg e enviou uma mensagem para o Brasil.
"O Senhor diz que vocês passaram por uma estação muito difícil e muita corrupção foi exposta. Mas não foi terminado ainda, pois Deus não vai terminar até que o Brasil seja reformado. Vai ser um pouco difícil por algum tempo", afirmou ela, sendo traduzida por uma pessoa ligada à Comunidade das Nações, de Brasília.
A profetiza que ficou famosa por ter anunciado em 2013 que Deus iria pôr fim à corrupção no Brasil, algo que muitos acreditam estar se cumprindo através da Operação Lava Jato e outras similares, conduzida por uma força tarefa onde vários integrantes são evangélicos.
"Deus vai levantar novos líderes. Deus está ouvindo as orações do povo no Brasil e eles vão ver a economia curada… O reavivamento e a economia serão milagrosos. Deus irá dar uma resposta à pobreza no Brasil. É um tempo maravilhoso de Reforma", enfatizou.
Cindy voltou afirmar sua crença que o Brasil será "a maior nação cristã da América do Sul". "Não vamos parar de crer", pediu ele no encerramento da mensagem.
Assista aqui:

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Lava Jato é recado para corrupção na igreja brasileira, alerta missionário


Dwayne Roberts, da FHOP, diz ter esperança que nova geração de crente verá Deus cumprir seus propósitos no país

O missionário canadense Dwayne Roberts e sua esposa Jennifer foram missionários na Europa por quase uma década. Posteriormente, tornaram-se membros-fundadores do conhecido ministério de oração IHOP – International House of Prayer (Casa Internacional de Oração) – em Kansas City, EUA.
Durante quase 14 anos eles trabalharam ali na formação de um ministério que se propõe a louvar e interceder pelas nações durante 24 horas por dia.
Contudo, em 2013, eles sentiram o direcionamento de Deus para estabelecer o mesmo tipo de ministério no Brasil, mais especificamente em Florianópolis. Desde então eles vieram com os filhos para trabalhar no país, onde estabeleceram não apenas uma "casa de oração", mas também uma igreja.
Ali funciona ainda uma base missionária, que se propõe a preparar e enviar os "guerreiros de oraçãoatravés do curso Fascinação.
Além disso, eles promovem anualmente o OneThing, conferência que visa o despertamento da igreja para a necessidade de maior envolvimento com a oração. O nome, que significa literalmente "Uma Coisa" é o título homônimo do livro de Dwayne sobre a oração como ministério.
O portal Gospel Prime conversou com Dwayne no escritório da FHOP, abreviatura da igreja-missão, que segue o padrão do original. Na Casa de Oração de Florianópolis estão envolvidos atualmente dezenas de missionários intercessores, incluindo cantores, músicos e aqueles que trabalham na manutenção do local.
"Queremos impactar a nossa cidade pelo poder da oração e sermos uma inspiração e encorajamento para a Igreja do Brasil", explica.
Lembrando sobre seu chamado para o país onde hoje mora, enfatiza sua crença que o Brasil é destinado a ser um lugar de liderança no mundo: "Desejamos ver as promessas de Deus sobre esta nação se cumprirem".
Como estrangeiro, ele vê as mudanças ocorrendo no país com interesse, mas aponta que, conforme admoesta o apóstolo Pedro [1 Pe 4:17-18], "o julgamento começa na Casa de Deus".
Por isso, entende que toda essa situação no país é um alerta para as lideranças espirituais, de que dentro desse mover divino, muitas coisas que estavam escondidas serão reveladas e tratadas.
"Deus não está olhando só para a corrupção política no país, mas está limpando a corrupção que existe na Igreja. O Senhor deseja que o primeiro mandamento realmente seja vivido pela Igreja brasileira", assevera.
Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 6 de junho de 2017

Cantor Samuel desabafa contra descaso do Brasil com seu povo



O cantor Samuel, da dupla Daniel e Samuel, sempre que pode usa as redes sociais para opinar com muita propriedade sobre temas como política, religião, entre outros. Ele esteve recentemente nos EUA e lá gravou um vídeo mostrando a dignidade que os cidadãos americanos ganham de seu governo.
Postado na página da dupla, o vídeo já ultrapassou 1,3 milhões de visualizações."Nós precisamos é de dignidade!" destacou o cantor.
Samuel disparou especificamente contra os políticos do Brasil:

"Se vocês não derem um jeito de cortar na carne de vocês, o Brasil vai tirar vocês nas próximas eleições”.
Assista aqui:

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domingo, 28 de maio de 2017

Secretário-geral da CNBB diz que “não há condições éticas de Temer seguir no cargo”


A CNBB tem mantido postura crítica ao governo Temer e se pronunciado contra algumas das principais propostas do presidente, como o projeto de reforma da Previdência.

Secretário-geral da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), dom Leonardo Ulrich Steiner avalia não ver condições éticas para a permanência do presidente Michel Temer no cargo após a revelação de detalhes de seu encontro com o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, em março.
Mas ele também acredita que o país não superaria o atual "momento de tensão" com uma eventual candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, devido à "resistência de uma parcela da sociedade à pessoa dele, dadas as contínuas notícias de que estaria implicado na Lava Jato".
Para Steiner, Temer deveria ter denunciado Batista quando, no encontro que os dois tiveram no Palácio do Jaburu, o empresário lhe disse que havia corrompido autoridades para ser favorecido em investigações sobre sua empresa. No dia 18, o STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou a conversa, gravada por Joesley como parte de seu acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.
O presidente diz que o áudio foi editado e não tem validade jurídica. "Se alguém vem e diz que está subornando juiz e o Ministério Público, não é possível que quem está à frente do Estado não se mexa", afirma Steiner, enfatizando se tratar de opinião pessoal sua, e não uma posição oficial da CNBB.
Mas Steiner diz que a nota emitida pela presidência da CNBB no dia 19 de maio, um dia após a divulgação da conversa de Joesley com Temer, com o título "Pela Ética na Política" (dizendo estar acompanhando "com espanto e indignação as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo STF"), foi uma resposta da entidade "para dizer que, para alguém que exerce um cargo público, a idoneidade é tudo".
Principal organização ligada à Igreja Católica no Brasil, a CNBB foi fundada em 1952 e desenvolveu uma forte atuação política. O grupo se tornou uma das principais vozes contrárias à ditadura militar (1964-1985), embora tivesse apoiado o golpe no início. Paralelamente, aproximou-se de movimentos de esquerda e teve influência na fundação do PT. A CNBB tem mantido postura crítica ao governo Temer e se pronunciado contra algumas das principais propostas do presidente, como o projeto de reforma da Previdência.
Em entrevista à BBC Brasil na sede do órgão, na terça-feira, Steiner diz preferir a realização de eleições diretas numa eventual saída de Temer. Porém, se houver eleição indireta, afirma que a escolha deve ser debatida com a sociedade e não pode ser imposta pelo Congresso ou por grupos “ligados ao mercado”, sob o risco de haver uma convulsão social. Bispo auxiliar de Brasília, Steiner é secretário-geral da CNBB desde 2011, posto que assumiu após atuar na prelazia de São Félix, em Mato Grosso. Catarinense de Forquilha e franciscano da Ordem dos Frades Menores, foi ordenado padre pelo ex arcebispo de São Paulo dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016), seu primo.
Fonte: Gospel Geral

sábado, 27 de maio de 2017

“Deus nos convoca para protagonizarmos a cura dessa nação”, afirma Ezequiel Teixeira


Parlamentar Pr. Ezequiel Teixeira acredita que “limpeza” no país é fruto da oração da igreja


O deputado Ezequiel Teixeira (Podemos/RJ), que também é apostolo do Projeto Vida Nova, com sede no Rio de Janeiro, sempre viu seu papel na Câmara dos Deputados com dupla função. Além de legislar, votar e participar de comissões, exercendo a função para qual foi eleito, o parlamentar analisa muitas dessas questões de uma perspectiva espiritual.
Ele usou as redes sociais nesta quinta-feira (25) para analisar a situação do Brasil, enquanto denúncias de corrupção se multiplicam e até o exército foi chamado para conter as manifestações.
"Esse é um momento difícil que o país atravessa, de muita sujeira vindo à toda", afirmou, deixando claro acreditar que isso é fruto da oração da igreja. "Eu tenho certeza que Deus está nos convocando para protagonizarmos a cura dessa nação", destacou.
Em seguida, lembrou as promessas do versículo de 2 Crônicas 7:14: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra".
Teixeira acredita que esse é o momento de o povo brasileiro levantar a cabeça e enfrentar o momento. Deixando claro que não é possível ignorar tantas acusações contra representante eleitos do povo, reiterou que confia no sistema judiciário brasileiro.
"Mesmo se a justiça da terra falhar, a justiça de Deus não falhará", asseverou, convidando os brasileiros: "Vamos, juntos, colocar essa nação de cabeça pra cima".

Fonte: Gospel Prime
Assista:

Por que será que Joesley Batista não foi preso? Crime perfeito


Como um açougueiro de Goiás termina bilionário em Nova Iorque, mentindo, subornando e corrompendo, sem dever nada para a justiça? Crime perfeito?


As duas principais questões existenciais do ser humano são: "De onde viemos?" e "Para onde vamos?".  Para Joesley Batista as respostas para estas perguntas são fáceis: "Vim pobre do interior de Goiás" e "Vou bilionário para Nova Iorque".

Mas como tudo na vida de Joesley Batista é peculiar, sua recente biografia acrescenta uma terceira pergunta existencial, essa sim aparentemente impossível de ser respondida:

Como ele conseguiu fazer isso?

Há uma teoria bastante interessante que possui início, para a falta de surpresa de todos, nas dependências da Procuradoria Geral da República, com o cacique geral Ricardo Janot e sua competente equipe de procuradores.

Como toda história que parece ser complexa, esta também não é. Pode-se entendê-la facilmente ao se fazer apenas meia dúzia perguntas:

1) Quem trabalha no escritório de advocacia de Joesley Batista?


Marcelo Miller.

 2) Quem é Marcelo Miller?


Ex-Procurador da República, reconhecido como um dos mais duros e eficazes do Ministério Publico Federal. Seu último trabalho foi para o Procurador-geral da República Ricardo Janot, como membro da equipe designada para processar os investigados pela Operação Lava Jato. Miller, considerado um dos principais braços-direitos de Janot e com acesso irrestrito à todo material que produzido pela Lava Jato, foi o procurador responsável pelas delações do ex-senador Delcidio do Amaral e do ex-diretor da Transpetro Sergio Machado, ambos com uma peculiar ligação com Joesley Batista.

3) Por que 6 de março é uma data importante?


Foi nesse dia que Marcelo Miller, para a surpresa de seus colegas da Procuradoria, repentinamente decide encerrar sua carreira pública e arriscar uma nova fase profissional no mundo privado, indo trabalhar na conceituada banca carioca de advocacia Trench, Rossi & Watanabe Advogados. Coincidentemente, este é o escritório que foi contratado pela JBS para negociar seu acordo de leniência com a equipe de procuradores da Lava Jato de Janot. A mesma equipe que Miller pertencia até poucas horas antes.

4) Por que 7 março é uma data importante?


Apenas um dia após Miller se aventurar na iniciativa privada, Joesley visita o presidente Temer e faz a controversa gravação com seu gravador xing ling.

5) Qual é a peculiar ligação entre Delcidio, Machado e Joesley?


O sucesso que o ex-procurador Miller obteve na condenação de Delcidio do Amaral e Sergio Machado está baseado no mesmo modus operandi: gravação feita sem conhecimento de quem estava sendo gravado. Parece familiar? Exatamente o que Joesley fez com o presidente Temer. Miller demonstrou que conhece profundamente os instrumentos legais para lidar com casos deste tipo. O escritório de advocacia que empregou o ex-procurador há apenas 24 horas, conseguiu obter de Janot o incrível acordo de leniência para Joesley, baseado numa gravação clandestina.

6) O que foi que o acordo que o escritório do ex-procurador Marcelo Miller conseguiu com o Procurador-geral da República Janot que o torna tão incrível?


Nada! Nada de tornozeleira eletrônica, nada de passaporte apreendido, nada de cadeia, nada de prisão domiciliar, nada de débitos com a justiça, nada de bens apreendidos, nada de burocracia.

Biografia recente


Como foi você que pagou a conta desta insana comédia, conheça alguns fatos edificantes da recente biografia de Joesley Batista:

Rico com dinheiro dos trabalhadores:

Nos governos do Partido dos Trabalhadores, Joesley conseguiu vários empréstimos com dinheiro pago pelos contribuintes, destacando-se R$ 9 bilhões do BNDES e R$ 3 bilhões da Caixa Econômica Federal.

Tudo pelos trabalhadores. Os americanos:

Cerca de 70% desse dinheiro foi usado para a JBS comprar 59 fábricas nos Estados Unidos, gerando centenas de empregos para o povo americano, justamente no momento em que o Brasil passa pela maior crise de desemprego de sua história.

Capitalismo de esquerda:

Para acrescentar insulto à injuria, as fabricas internacionais de Joesley, compradas com nosso dinheiro, competem diretamente com as fábricas brasileiras. 

 Pátria amada:

O resultado desta irresponsável farra da mistura do público com o privado é que mais de 85% das receitas da JBS passaram a ser produzidas pelas suas fábricas nos Estados Unidos, país que Joesley escolheu para morar com sua família. O Brasil se tornou um local irrelevante para Joesley.

Transporte conveniente:

Para facilitar seu deslocamento por ar e mar na sua nova pátria, Joesley levou para os Estados Unidos o seu jato Gulfstream de 20 lugares que vale 65 milhões de dólares e seu iate de 10 milhões de dólares.

Esta sim é a democracia "das elites":

Joesley também usou parte do dinheiro público que ganhou para comprar partidos políticos, presidentes, governadores, senadores e deputados. Estes políticos, por sua vez, se encarregaram em produzir e aprovar leis que beneficiavam financeiramente a JBS e ao mesmo tempo aprovavam mais empréstimos para as empresas de Joesley.

Só mais um pouquinho:

Antecipando o tsunami financeiro que seu acordo de leniência iria causar no mercado financeiro, Joesley decidiu lucrar algumas centenas milhões, usando informações privilegiadas. Antes das gravações clandestinas serem divulgadas, ele comprou cerca de 1 bilhão de dólares no mercado futuro e vendeu R$ 320 milhões em ações de sua empresa. Como antecipado, no dia 17 de maio, quando as gravações vieram à público, o mercado acionário derreteu e o dólar explodiu em alta. Estima-se que Joesley tenha embolsado R$ 700 milhões.

Ficha limpa:

Como resultado dos fatos acima, o bilionário Joesley recebeu permissão para ir morar numa de suas propriedades nos Estados Unidos, ficando 100% quite com justiça brasileira. Joesley não deve nada, é um ficha limpa blindado.

Nada mal para Joesley Batista, um açougueiro do interior de Goiás


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Silas Malafaia diz que “esquerdopatas” não tem moral pra pedir “Fora Temer”



Pastor Silas Malafaia chamou militantes de esquerda de “cínicos, dissimulados e inescrupulosos”.


Através das redes sociais, o pastor Silas Malafaia se pronunciou diversas vezes sobre a situação política do país desde que as novas denúncias de corrupção contra o presidente Michel Temer vieram à tona.
O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo gravou um vídeo e escreve vários tweets sobre o tema do momento. Como sempre, não teve papas na língua e fez cobranças duras.
Primeiramente, criticou o senador Aécio Neves pela falta de transparência, uma vez que afirmou se tratar de um empréstimo de dois milhões de reais, mesmo a Polícia Federal tendo acesso a gravações e vídeos mostrando que se trata de dinheiro de propina vindo da JBS.
Logo depois falou sobre o presidente, questionando também sua postura diante das acusações. "É renúncia ou impeachment", anunciou Malafaia, que tinha um encontro marcado com o presidente nesta quinta-feira, mas cancelou após as denúncias.
Por várias vezes, alertou contra as ações dos militantes de esquerda no Brasil, chamados por ele de "cínicos, dissimulados e inescrupulosos".
Na opinião do líder religioso, PT, PCdoB, PSOL e REDE "não tem moral para pedir renúncia de ninguém, por que defenderam Dilma e Lula". Por outro lado, lembrou que muitos dos deputados ligados a estas siglas continuam defendendo o ex-presidente Lula que tem dado declarações que contrariam os levantamentos da Lava Jato e dos testemunhos dos delatores.
"Se caso for o melhor caminho, após renúncia ou impeachment de Temer, a PEC deve dizer que qualquer um que a justiça já abriu inquérito por corrupção não pode ser candidato", destacou Silas, numa menção clara sobre a possibilidade de Lula concorrer numa eventual eleição direta. Ele acredita que os petistas que defendem "Lula e Dilma" agora não poderiam pedir "Fora, Temer"
Finalizou dizendo: "Minha oração é que Deus livre o Brasil do caos. Que Deus nos dê saídas e tempos de prosperidade".

Tuitaço

Através do Twitter, Malafaia emitiu uma série de opiniões, repetindo muitos dos argumentos do vídeo. Diante da lembrança de muitos internautas que o pastor apoiou no passado vários políticos que hoje estão presos ou são acusados na Lava Jato, disparou: "Nunca fui covarde e omisso. Só quem se posiciona corre o risco de errar, e ter, o privilégio de acertar. Por isso cheguei aonde estou".
Além de abordar questões políticas, ele repetiu que tem fé numa mudança: "o Brasil é maior que tudo isso. Em nome de Jesus Cristo, vamos superar tudo isso".
Através de seu perfil, ele promoveu um tuitaço com a hashtag #OrandoPeloBrasil, reforçando seus pedidos que os cristãos do país fizessem uma campanha de intercessão pela pátria.

Fonte: Gospel Prime


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