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quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

CNBB critica iniciativa do Governo Lula de flexibilização do aborto



"Qualquer atentado contra a vida é também uma agressão ao Estado Democrático de Direito", diz a entidade


Nesta quarta-feira (18), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), publicou uma nota oficial sobre as ações do governo a favor do aborto.

Na segunda-feira (16), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, revogou uma portaria assinada na gestão Bolsonaro, que previa aos médicos a necessidade de avisar a polícia em caso de aborto por estupro.

No texto, a CNBB afirma que "reprovam toda e qualquer iniciativa que sinalize para a flexibilização do aborto" e argumentam que "qualquer atentado contra a vida é também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e configura ataques à dignidade e ao bem-estar social".

Eis a nota da CNBB:

A VIDA EM PRIMEIRO LUGAR

Nota da CNBB

"Diante de vós, a vida e a morte. Escolhe a vida!" (cf. Dt 30,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não concorda e manifesta sua reprovação a toda e qualquer iniciativa que sinalize para a flexibilização do aborto. Assim, as últimas medidas, a exemplo da desvinculação do Brasil com a Convenção de Genebra e a revogação da portaria que determina a comunicação do aborto por estupro às autoridades policiais, precisam ser esclarecidas pelo Governo Federal considerando que a defesa do nascituro foi compromisso assumido em campanha.

A hora pede sensatez e equilíbrio para a efetiva busca da paz. É preciso lembrar que qualquer atentado contra a vida é também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e configura ataques à dignidade e ao bem-estar social.

A Igreja, sem vínculo com partido ou ideologia, fiel ao seu Mestre, clama para que todos se unam na defesa e na proteção da vida em todas as suas etapas – missão que exige compromisso com os pobres, com as gestantes e suas famílias, especialmente com a vida indefesa em gestação.

Não, contundente, ao aborto!

Possamos estar unidos na promoção da dignidade de todo ser humano.

Brasília-DF, 18 de janeiro de 2023

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB


O arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Scherer, reagiu à decisão da ministra da Saúde, Nísia Trindade, de revogar uma portaria que previa a necessidade de o médico comunicar a polícia em caso de aborto por estupro.

"A Igreja católica não é a favor do aborto! Não é, nunca foi e nunca será a favor do aborto", escreveu no Twitter.



MEU COMENTÁRIO:

Flexibilizar o aborto não obriga quem quer que seja praticá-lo, no entanto, facilita e legaliza um crime contra a vida em seu nascituro, sem qualquer direito de defesa, livrando antecipadamente quem o comete de qualquer penalidade, pelo menos do ponto de vista da sociedade, porém,  do ponto de vista bíblico e espiritual, não há como se escapar das consequências.

Agora, em se olhando a questão do ponto de vista da tal "promessa de campanha", e a política governamental em implantação pelo atual governo, sinceramente, há alguma novidade?

Seria inocência dos bispos católicos que compõem a CNBB acreditarem nessa tal promessa, ou o manifesto seria apenas uma espécie de uma resposta "politicamente correta" para seus fiéis católicos praticantes?

A pergunta que não quer calar...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

CNBB pede que deputados rejeitem projeto que legaliza jogos de azar


Nesta terça-feira (1º), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou uma nota em que pede à Câmara dos Deputados que rejeite um projeto de lei que regulamenta os jogos de azar no Brasil. A manifestação ocorre devido a um requerimento de urgência sobre o tema aprovado na Casa em dezembro.

De acordo com a CNBB, o "voto favorável ao jogo será, na prática, um voto de desprezo pela vida, pela família e [por] seus valores fundamentais". Além disso, a entidade afirmou: "Cabe-nos, por razões éticas e evangélicas, alertar que o jogo de azar traz consigo irreparáveis prejuízos morais, sociais e, particularmente, familiares".

O PL que legaliza jogos de azar no país está parado na Câmara há 30 anos. Já o requerimento de urgência estava há 5 anos esperando para ser colocado em votação. A ideia do Projeto de Lei (PL) 442/1991 é regulamentar bingos, cassinos, caça-níqueis, jogo do bicho, apostas e outros. O relator é o deputado Felipe Carreras (PSB-PE).

De acordo com a nota da CNBB, o "sistema altamente lucrativo dos jogos de azar tem sua face mais perversa na pessoa que sofre dessa compulsão”.

Veja a íntegra da nota:

Brasília-DF, 01 de fevereiro de 2022.
P – Nº. 012/22
NOTA DA CNBB CONTRA A LEGALIZAÇÃO DOS JOGOS DE AZAR NO BRASIL

Uma árvore má não pode dar frutos bons (cf. Mt 7,18).

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através de sua Presidência, acompanhou perplexa, no apagar das luzes do ano de 2021, a aprovação na Câmara de Deputados do requerimento nº 5.358/16, que assinala como urgente a apreciação do Projeto de Lei 442/91.

Esse nefasto ato acelerou o caminho para regulamentar, logo nas primeiras sessões do ano 2022, a exploração de jogos de azar no país. Nesse período os parlamentares ainda estarão deliberando de maneira virtual, o que na prática limita o debate, camufla as posições e facilita as artimanhas regimentais. Diante desse lamentável fato, a CNBB reitera a sua inegociável posição contra a legalização dos jogos de azar no Brasil.

Os argumentos de que esta liberação aumentará a arrecadação de impostos, favorecerá a criação de postos de trabalho e contribuirá para tirar o Brasil da atual crise econômica, seguem a repudiante tese de que os fins justificam os meios. Esses falsos argumentos não consideram a possibilidade de associação dos jogos de azar com a lavagem de dinheiro e o crime organizado. Diversas instituições de Estado têm alertado que os cassinos podem facilmente transformar-se em instrumentos para que recursos provenientes de atividades criminosas assumam o aspecto de lucros e receitas legítimas.

Cabe-nos, por razões éticas e evangélicas, alertar que o jogo de azar traz consigo irreparáveis prejuízos morais, sociais e, particularmente, familiares. Além disso, o jogo compulsivo é considerado uma patologia no Código Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde. O sistema altamente lucrativo dos jogos de azar tem sua face mais perversa na pessoa que sofre dessa compulsão. Por motivos patológicos, esta pessoa acaba por desprezar a própria vida, desperdiçar seus bens e de seus familiares, destruindo assim sua família. Enquanto isso, as organizações que têm o jogo como negócio prosperam, e seus proprietários se tornam cada vez mais ricos. A autorização do jogo não o tornará bom e honesto. Nosso país não precisa disso!

A CNBB conclama o Congresso Nacional a rejeitar este projeto e qualquer outra iniciativa que pretenda regularizar os jogos de azar no Brasil. O voto favorável ao jogo será, na prática, um voto de desprezo pela vida, pela família e [por] seus valores fundamentais.

Particularmente neste ano eleitoral, a CNBB assume o compromisso de acompanhar atentamente essa tramitação e divulgar amplamente o nome dos parlamentares que escolherem deixar suas digitais nessa delituosa afronta ao povo brasileiro.

Inspirados pela voz profética de Maria, Mãe de Jesus, Nossa Senhora Aparecida, e sob sua proteção, se continuará a labuta da construção do Brasil justo, honesto e honrado!

D. Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte, MG
Presidente

D. Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre, RS
1º Vice-Presidente

D. Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima, RR
2º Vice-Presidente

D. Joel Portella Amado
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ
Secretário-Geral

Fonte: Pleno.News via Folha Gospel

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Bispo católico critica nova Campanha da Fraternidade com temática LGBT

Bispo Dom Adair José aproveitou o ensejo para criticar a teologia da libertação

O bispo católico da diocese de Formosa, em Goiás, dom Adair José, criticou a iniciativa a Campanha da Fraternidade 2021, por apresentar como temática questões relacionadas a agenda LGBT. O líder religioso pediu alertou aos fiéis que as pautas “nada tem a ver” com a fé cristã.

“Não fiquemos escutando coisas que não tem nada a ver com a nossa fé. Toda essa confusão com campanha da fraternidade… esquece isso! Isso não tem a menor importância para nós. Ele basta. É Cristo. Aqueles que querem velejar contra a doutrina da Igreja não terão as suas empreitadas bem-sucedidas. Quem está fora do rumo, quem não segue a Sagrada Escritura, a tradição e o magistério ordinário da Igreja bate com a cabeça no muro – afirmou o bispo durante a homilia”, disse.

A Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) decidiu incluir no texto-base da Campanha da Fraternidade 2021 o movimento LGBT, além de “questões de gênero”. O tema de 2021 é “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”, e tem como lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef. 2.14).

O texto-base deste ano, na página 33, item 68, usa termos como “discurso de ódio”, “fundamentalismo religioso”, “vozes contra o reconhecimento dos direitos”, além de um trecho dedicado exclusivamente a agenda LGBT.

A CNBB também utiliza dados do “Grupo Gay da Bahia” para falar sobre homicídios de homossexuais no Brasil.

Dom Adair José destacou que a teologia da libertação, que busca promover o socialismo através dos Evangelhos de Cristo, não tem dado frutos e impede as pessoas de se apegarem à “espiritualidade viva”.

“A teologia da libertação não tem dado frutos, e muita gente teima nisso e perde tempo pq não descobre a beleza do sagrado, de uma espiritualidade viva, e fica apegada às coisas passageiras desse mundo, sem olhar para o alto. Olhemos para Deus", finalizou o clérigo.

Por

 Michael Caceres

Fonte: Gospel Prime

Assista aqui:

domingo, 7 de fevereiro de 2021

CNBB inclui ideologia de gênero e LGBT na Campanha da Fraternidade


Em texto-base da campanha de 2021, entidade inclui temáticas e expressões próprios da narrativa esquerdista e anticristã.


A Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) incluiu no texto-base da Campanha da Fraternidade de 2021 o “movimento LGBTQI+” e as “questões de gênero”.

Com o tema “Cristo é a nossa paz: o que era dividido fez uma unidade”, a CNBB adere na Campanha deste ano a narrativa de grupos esquerdistas e anticristãos.

No texto-base deste ano, na página 33, item 68, a CNBB utiliza termos utilizados pela militância de esquerda, como “discurso de ódio”, “fundamentalismo religioso”, “vozes contra o reconhecimento dos direitos” e o principal, um trecho dedicado exclusivamente ao chamado “movimento LGBTQ+”. 

A CNBB utilizou dados da associação “Grupo Gay da Bahia” apresentados no Atlas da Violência 2020, no ano de 2018, para falar sobre homicídios de homossexuais no país.

De acordo com os bispos, “estes homicídios são efeitos do discurso de ódio, do fundamentalismo religioso, de vozes contra o reconhecimento dos direitos das populações LGBTQI+ e de outros grupos perseguidos e vulneráveis.”

Fonte: JM Notícia

segunda-feira, 8 de junho de 2020

TVs católicas oferecem apoio ao governo Bolsonaro em troca de verbas; CNBB repudia apoio

A queda de popularidade do presidente Jair Bolsonaro tem atraído propostas de alianças em troca de recursos públicos. Uma das mais tentadoras partiu de padres e leigos conservadores que controlam boa parte do sistema de emissoras católicas de rádio e TV.
Ligados à ala que diverge politicamente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dentro da Igreja, eles prometeram "mídia positiva" para ações do governo na pandemia do novo coronavírus. Pediram em contrapartida, porém, anúncios estatais e outorgas para expandir sua rede de comunicação.
A proposta foi feita no último dia 21, em videoconferência com a participação de Bolsonaro, sacerdotes, parlamentares e representantes de alguns dos maiores grupos católicos de comunicação, no Palácio do Planalto.
A reunião foi pública e transmitida por redes sociais do Planalto e pela TV Brasil. Na "romaria virtual", o grupo solicitou acesso ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e, principalmente, à Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
Dona do quinto maior orçamento do Executivo, a Secom tem R$ 127,3 milhões em contratos com agências de publicidade. Bolsonaro prometeu tratar pessoalmente do assunto. Um dos pedidos mais explícitos foi feito pelo padre Welington Silva, da TV Pai Eterno, ligada ao Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO).
Silva afirmou que a emissora, há um ano no ar, passa por dificuldades e espera uma aproximação com a Secom para oferecer uma "pauta positiva das ações do governo" na pandemia da covid-19.
"A nossa realidade é muito difícil e desafiante, porque trabalhamos com pequenas doações, com baixa comercialização. Dentro dessa dificuldade, estamos precisando mesmo de um apoio maior por parte do governo para que possamos continuar comunicando a boa notícia, levando ao conhecimento da população católica, ampla maioria desse país, aquilo de bom que o governo pode estar realizando e fazendo pelo nosso povo", disse o padre. “Precisamos ter mais atenção para que esses microfones não sejam desligados, para que essas câmeras não se fechem.”
O padre e cantor Reginaldo Manzotti, da Associação Evangelizar é Preciso, com rádios e TV próprias, cobrou agilidade e ampliação das outorgas e destacou o contraponto que os católicos podem fazer para frear o atual desgaste na imagem de Bolsonaro e do governo.
Nota da CNBB
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota de repúdio aos pedidos de verba solicitados ao Governo Federal por uma ala da Igreja Católica, em troca de apoio e mídia favorável ao presidente Jair Bolsonaro.
O presidente se reuniu virtualmente com essa ala de católicos, de acordo com reportagem da Folha de São Paulo.
Na nota, a CNBB se disse indignada com a atitude dos representantes desses canais e informou que eles não falam pela Instituição. Além disso, a nota ressalta que a Igreja não atua com troca de favores. Assinam a nota, ainda, a Associação Católica Internacional Signis Brasil e a Rede Católica de Rádio (CRC).
Confira a nota na íntegra
Sobre a reportagem "Por verbas, TVs católicas oferecem a Bolsonaro apoio ao governo”, com a manchete na primeira página “Ala da Igreja Católica oferece a Bolsonaro apoio em troca de verba”, do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO em 06.06.20, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, juntamente com a SIGNIS Brasil e a Rede Católica de Rádio (RCR), associações que reúnem as TVs de inspiração católica e as rádios católicas no Brasil, esclarecem que não organizaram e não tiveram qualquer envolvimento com a reunião entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, representantes de algumas emissoras de TV de inspiração católica e alguns parlamentares, e nem ao menos foram informadas sobre tal encontro.

Informamos que as emissoras intituladas “de inspiração católica” possuem naturezas diferentes. Algumas são geridas por associações e organizações religiosas, outra por grupo empresarial particular, enquanto outras estão juridicamente vinculadas a dioceses no Brasil. Elas seguem seus próprios estatutos e princípios editoriais. Contudo, nenhuma delas e nenhum de seus membros representa a Igreja Católica, nem fala em seu nome e nem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que tem feito todo o esforço, para que todas as emissoras assumam claramente as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.
Recebemos com estranheza e indignação a notícia sobre a oferta de apoio ao governo por parte de emissoras de TV em troca de verbas e solução de problemas afeitos à comunicação. A Igreja Católica não faz barganhas. Ela estabelece relações institucionais com agentes públicos e os poderes constituídos pautada pelos valores do Evangelho e nos valores democráticos, republicanos, éticos e morais.
Não aprovamos iniciativas como essa, que dificultam a unidade necessária à Igreja, no cumprimento de sua missão evangelizadora, “que é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Papa Francisco, EG, 176), considerando todas as dimensões da vida humana e da Casa Comum. É urgente, sim, nestes tempos difíceis em que vivemos, agravados seriamente pela pandemia do novo coronavírus, que já retirou a vida de dezenas de milhares de pessoas e ainda tirará muito mais, que trabalhemos verdadeiramente em comunhão, sempre abertos ao diálogo.


Fonte: Jornal de Brasília e Paraíba via Folha Gospel

quarta-feira, 3 de abril de 2019

CNBB se junta a OAB e mais 159 entidades em manifesto em defesa do Supremo

“Com esse manifesto, exaltamos a sociedade brasileira a defender o Supremo Tribunal Federal", diz o documento que foi assinado também pela CUT

Um manifesto em defesa do Supremo Tribunal Federal (STF), assinado por 161 entidades representativas da sociedade civil, será entregue hoje (3) ao presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, durante sessão solene no tribunal.
"Representantes da sociedade civil que subscrevem este documento vêm a público reafirmar seu apoio ao Supremo Tribunal Federal, STF, e repudiar os ataques contra o guardião da Constituição da República", diz o texto em seu primeiro parágrafo.
O manifesto é assinado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e entidades patronais, como a Confederação Nacional de Transportes (CNT) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entre outras. "A discordância, a crítica civilizada e o diálogo são inerentes à democracia, tal qual o respeito e, em última instância, a solidariedade. Por isso, são inadmissíveis os discursos que pregam o ódio, a violência e a desarmonia na sociedade e contra o Supremo Tribunal Federal. Reafirmar a importância do STF é defender a Constituição e as garantias da cidadania nela contidas. A democracia e a convivência solidária não permitem um retrocesso institucional", acrescenta o texto.
Nesta quarta, Toffoli convocou, via ato publicado no Diário de Justiça, uma "sessão solene", na qual representantes de algumas das entidades que subscrevem o manifesto devem proferir discursos em defesa da Corte. O ato está marcado para o mesmo horário em que seria realizada a sessão plenária de julgamento.
A solenidade foi organizada como uma resposta ao que os ministros do STF chamam de ataques coordenados, promovidos sobretudo por milícias digitais nas redes sociais e alimentado por alguns parlamentares, contra a credibilidade do Poder Judiciário como um todo e do Supremo, em específico.
"Com esse manifesto, exaltamos a sociedade brasileira a defender o Supremo Tribunal Federal como instituição permanente, estável e indispensável para a construção de um país cada vez mais justo, solidário e responsável no presente dos brasileiros e brasileiras e as gerações futuras", conclui o manifesto que será entregue na ocasião.
Mais cedo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que não assina o manifesto, divulgou nota em que defende o Supremo, que "por ser a mais alta instância do Poder Judiciário e, ao mesmo tempo, guardião último da Constituição Federal, suas decisões devem ser respeitadas e cumpridas", diz o texto.
Fonte: JM Notícia

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

CNBB nega que irá orientar católicos a não votarem em Bolsonaro


A instituição (CNBB) mantém sua posição de não se pronunciar sobre candidatos e/ou partidos

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou uma nota à imprensa declarando que a fala do cardeal Sergio da Rocha na ocasião do lançamento da Campanha da Fraternidade 2018, em 14 deste mês, foi erroneamente interpretada.
Rocha declarou que a Igreja quer "candidatos comprometidos com a justiça social e a paz. Não candidatos que promovam ainda mais a violência", a fala foi divulgada como uma orientação para que os católicos não votarem no deputado Jair Bolsonaro.
A instituição deixa claro na nota que "não se pronuncia sobre candidatos e/ou partidos" e que a falta do cardeal não fez referência direta a nenhum dos pré-candidatos à Presidência.
Fonte: JM Notícia

domingo, 28 de maio de 2017

Secretário-geral da CNBB diz que “não há condições éticas de Temer seguir no cargo”


A CNBB tem mantido postura crítica ao governo Temer e se pronunciado contra algumas das principais propostas do presidente, como o projeto de reforma da Previdência.

Secretário-geral da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), dom Leonardo Ulrich Steiner avalia não ver condições éticas para a permanência do presidente Michel Temer no cargo após a revelação de detalhes de seu encontro com o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, em março.
Mas ele também acredita que o país não superaria o atual "momento de tensão" com uma eventual candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, devido à "resistência de uma parcela da sociedade à pessoa dele, dadas as contínuas notícias de que estaria implicado na Lava Jato".
Para Steiner, Temer deveria ter denunciado Batista quando, no encontro que os dois tiveram no Palácio do Jaburu, o empresário lhe disse que havia corrompido autoridades para ser favorecido em investigações sobre sua empresa. No dia 18, o STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou a conversa, gravada por Joesley como parte de seu acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.
O presidente diz que o áudio foi editado e não tem validade jurídica. "Se alguém vem e diz que está subornando juiz e o Ministério Público, não é possível que quem está à frente do Estado não se mexa", afirma Steiner, enfatizando se tratar de opinião pessoal sua, e não uma posição oficial da CNBB.
Mas Steiner diz que a nota emitida pela presidência da CNBB no dia 19 de maio, um dia após a divulgação da conversa de Joesley com Temer, com o título "Pela Ética na Política" (dizendo estar acompanhando "com espanto e indignação as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo STF"), foi uma resposta da entidade "para dizer que, para alguém que exerce um cargo público, a idoneidade é tudo".
Principal organização ligada à Igreja Católica no Brasil, a CNBB foi fundada em 1952 e desenvolveu uma forte atuação política. O grupo se tornou uma das principais vozes contrárias à ditadura militar (1964-1985), embora tivesse apoiado o golpe no início. Paralelamente, aproximou-se de movimentos de esquerda e teve influência na fundação do PT. A CNBB tem mantido postura crítica ao governo Temer e se pronunciado contra algumas das principais propostas do presidente, como o projeto de reforma da Previdência.
Em entrevista à BBC Brasil na sede do órgão, na terça-feira, Steiner diz preferir a realização de eleições diretas numa eventual saída de Temer. Porém, se houver eleição indireta, afirma que a escolha deve ser debatida com a sociedade e não pode ser imposta pelo Congresso ou por grupos “ligados ao mercado”, sob o risco de haver uma convulsão social. Bispo auxiliar de Brasília, Steiner é secretário-geral da CNBB desde 2011, posto que assumiu após atuar na prelazia de São Félix, em Mato Grosso. Catarinense de Forquilha e franciscano da Ordem dos Frades Menores, foi ordenado padre pelo ex arcebispo de São Paulo dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016), seu primo.
Fonte: Gospel Geral

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

CNBB lança carta e critica participação de padres nas eleições

Arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Brito

A mensagem foi assinada pelo Arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Brito e pelos bispos de Parnaíba, Picos, São Raimundo Nonato e administradores Diocesanos de Oeiras, Floriano e Campo Maior.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – Regional Nordeste IV, divulgou por meio de nota, uma Carta Pastoral, na qual incentiva a participação da população nas eleições, para que assim os municípios brasileiros e o Brasil como um todo seja “um país democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência, discriminação, mentiras e com oportunidades iguais para todos”.
Na carta, há uma crítica sobre a participação partidária de padres. “A participação partidária dos padres conflita com a sua missão própria de configuração do Cristo Pastor. Assim como o leigo não pode substituir o pastor, o pastor não pode substituir os leigos e leigas no que lhes compete por vocação e missão”, diz o documento.
No entanto, incentiva a candidatura dos cristãos que tiverem vocação para o cargo. “A Igreja Católica não assume nenhuma candidatura, mas incentiva os cristãos leigos e leigas, que têm vocação para militância político-partidária, a se lançarem candidatos. Queremos motivar os cristãos leigos e leigas, inspirados na fé que vem do Evangelho, para assumir, de acordo com sua vocação, competência e capacitação, serviços nos Conselhos de participação popular, como o da Educação, Saúde, Criança e Adolescente, Juventude, Assistência Social, etc.”, afirma outro trecho.
A mensagem foi assinada pelo Arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Brito e pelos bispos de Parnaíba, Picos, São Raimundo Nonato e administradores Diocesanos de Oeiras, Floriano e Campo Maior.
Com informações http://www.gp1.com.br/ via JM Notícias

segunda-feira, 15 de junho de 2015

CNBB se posiciona contra o uso de símbolos religiosos na Parada Gay


Uma nota divulgada afirma que o ato da transexual crucificada é um desrespeito à fé cristã
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em São Paulo emitiu uma nota assinada por dom Odilo Scherer se posicionando contra a encenação da transexual Viviany Beleboni durante a 19ª Parada Gay.
A CNBB declarou que os acontecimentos do evento foram manifestações de ” desrespeito à consciência religiosa de nosso povo e ao símbolo maior da fé cristã, Jesus crucificado”.
O texto destaca que a liberdade religiosa é garantida na Constituição e que desrespeitar símbolos, orações, pessoas e liturgias religiosas é crime segundo o artigo 208 do Código Penal. A CNBB aproveitou para apelar ao poder público que zele pelo direito de quem foi agredido durante o evento.
A entidade ainda expressou “repúdio diante dos lamentáveis atos de desrespeito ocorridos” e manifestou “estranheza” por ver que o evento foi patrocinado pelo poder público.
Pelo Facebook, Dom Odilo Scherer também se manifestou dizendo que entende o sofrimento dos transexuais, “mas é preciso cuidar para não banalizar ou usar de maneira irreverente símbolos religiosos”. O religioso pediu ainda por respeito. “Se queremos respeito, devemos respeitar”, disse o presidente da CNBB de São Paulo. Com 
Informações G1 via Gospel Prime
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