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quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Marcha para Exu: adeptos se dividem e evento sofre boicote dos próprios devotos

A liberdade religiosa é um direito no Brasil, que constitucionalmente possui um regime de governo laico.

Esse é o motivo pelo qual, assim como evangélicos organizam anualmente a Marcha para Jesus, adeptos de outras religiões também podem resolver criar a Marcha para Exu, como prendem este ano.

O organizador da marcha que faz referência a uma entidade cuja verdadeira natureza, para os cristãos, é demoníaca, acredita que pode apresentar outro entendimento a esse respeito durante o evento.

"Poderia ter escolhido outro orixá, mas quero mostrar para o mundo que Exu não é o diabo", diz Jonathan Pires, de 31 anos e responsável pela organização da marcha. "Exu é vida, respeito, amor. Em nome de Exu, vou carregar toneladas de alimentos para quem precisa."

Prevista para acontecer no próximo dia 13 na Avenida Paulista, a marcha para Exu visa reunir adeptos de religiões como o candomblé e a umbanda, além de simpatizantes. Contudo, logo após divulgar a iniciativa, Jonathan passou a ser boicotado por alguns dos devotos da sua própria religião.

Bolsonarista?

Isso, porque, um perfil divulgou nas redes sociais que Jonathan teria apoiado o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Pra quem tá animado para essa tal Marcha Para Exu, pesquise muito bem quem está organizando e seus seguidores. Aliás, essa postagem aqui ele apagou, por que será, né?", criticou uma pessoa no Instagram.

Outro motivo das críticas se deve ao convite do Capitão Silva Rosa, que é umbandista, para participar da marcha para Exu. Ele também apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro durante o seu mandato e nas eleições.

Após a repercussão do projeto entre a comunidade de terreiro, o print de uma suposta publicação feita por Jonathan em apoio ao ex-chefe do Poder Executivo circulou pela web. Em seguida, o coletivo Umbanda de Verdade divulgou uma nota contrária à Marcha Para Exu. No texto, o grupo alega que o organizador do evento é apoiador do ex-presidente da república Jair Bolsonaro. "Não sabemos quais são os reais interesses que estão por trás desse movimento, uma vez que as ideologias bolsonaristas são incompatíveis com os valores umbandistas ou de qualquer outra religião de matriz africana", afirma o texto.

Pires, por sua vez, negou qualquer apoio a Bolsonaro, argumentando ainda que o evento previsto para o dia 13 será apartidário.

"Não existe essa postagem, não tem nada a ver com a Marcha Para Exú. Acredito eu que você não encontrou uma publicação, você encontrou pessoas fazendo alvoroço com a minha imagem", disse ele, segundo o Em OFF.

"Tão fazendo com o Lula, tão fazendo com o Bolsonaro. Estão tentando queimar de alguma maneira. Não tenho envolvimento político, minha palavra não faz curva. Povo quer de qualquer jeito tentar me desestabilizar."

Com informações: Gospel+ e EM OFF

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Maioria dos cristãos apoia boicote aos Jogos Olímpicos na China, aponta pesquisa


Cerca de 66% dos cristãos americanos concordam com o protesto contra a violação de direitos de minorias religiosas.

A maioria dos cristãos, nos Estados Unidos, apoiam o boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, na China, revelou uma pesquisa recente do Pew Research Center.

De acordo com o Christianity Today, a audiência americana das Olimpíadas está baixa, incluindo a transmissão da cerimônia de abertura, que bateu o recorde de queda de telespectadores.

Em janeiro, a Missão Portas Abertas dos EUA pediu aos cristãos que boicotassem as Olimpíadas na China, em protesto a perseguição sofrida pelos irmãos chineses.

Segundo a pesquisa do Pew Research Center, entre os cristãos americanos que ouviram sobre o boicote, mais de 66% concordam com a ação de protesto. Os cristãos entrevistados incluíam evangélicos, protestantes tradicionais e católicos.

O estudo, realizado entre 10 a 17 de janeiro, também descobriu que metade dos americanos não sabiam “nada” sobre o boicote aos Jogos de Pequim. Deste grupo, 26% aprovaram e 21% reprovaram a iniciativa.

Boicote como protesto contra a perseguição

O boicote aos Jogos de Pequim foi iniciado pelos EUA, devido a violações de direitos humanos de minorias religiosas, como os uigures e cristãos, por parte do governo comunista da China. Seguindo o exemplo americano, o Reino Unidos, Canadá e Austrália também aderiram ao boicote diplomático.

De acordo com o diretor da Portas Abertas dos EUA, David Curry, as Olimpíadas de Pequim, que iniciam em 4 de fevereiro, é “um exemplo de como a China está usando esportes, dinheiro e investimentos em infraestrutura em todo o mundo para encobrir suas violações de direitos humanos”.

Segundo Zhang Wei*, um contato local da Portas Abertas, o governo chinês já avisou aos cristãos perseguidos para que se “comportem” e permaneçam em silêncio durante o evento olímpico.

Preocupação com os uigures

Durante reunião da terceira comissão da Assembleia Geral da ONU, em outubro de 2021, 43 países exigiram que a China “garanta o respeito do Estado de Direito” aos uigures em Xinjiang.

“Estamos particularmente preocupados pela situação na região autônoma uigur de Xinjiang”, ressaltou o diplomata francês, citando relatos críveis da existência de “campos de reeducação política onde mais de 1 milhão de pessoas estão detidas arbitrariamente”.

A declaração do diplomata fala também de tratamento cruel, desumano e degradante, esterilização forçada, violência sexual e de gênero, e separação forçada de crianças, voltadas “desproporcionalmente aos uigures e aos membros de outras minorias”.

Os cristãos chineses, em particular, têm sido perseguidos e ameaçados a enviar seus filhos para campos de reeducação do governo. Uma das formas de pressionar os pais é dizendo que vão retirar a guarda deles sobre seus próprios filhos.

A China está na 17° posição na Lista Mundial da Perseguição 2022 da Portas Abertas.

*Nome alterado por razões de segurança.

Fonte: Guia-me com informações de Christianity Today via Folha Gospel

domingo, 23 de janeiro de 2022

CEO da Portas Abertas pede aos cristãos que boicotem os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim


O boicote é "em nome de nossos irmãos e irmãs perseguidos na China”, diz CEO da Portas Abertas.

O CEO de uma organização líder em defesa da liberdade religiosa está pedindo aos cristãos nos Estados Unidos que boicotem os próximos Jogos Olímpicos de Inverno programados para Pequim, na China, devido à perseguição do país a cristãos e outras minorias religiosas.

David Curry, CEO da organização de vigilância de perseguição religiosa Portas Abertas dos EUA, discutiu as ações tomadas pelo governo chinês contra cristãos e outras minorias religiosas em uma coletiva de imprensa divulgando a Lista Mundial da Perseguição de 2022 da organização.

Enquanto a Portas Abertas EUA classificou a China em 17º lugar entre os "50 principais países onde é mais difícil seguir Jesus", Curry dedicou uma parte significativa da entrevista coletiva para destacar a perseguição religiosa perpetrada pelo Partido Comunista Chinês.

Curry também falou sobre os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, programados para começar em Pequim em 4 de fevereiro. Ele citou os próximos Jogos Olímpicos como "um exemplo de como a China está usando esportes, dinheiro e investimentos em infraestrutura em todo o mundo para encobrir suas violações de direitos humanos".

Enquanto Curry elogiou o boicote diplomático do governo Biden às Olimpíadas, ele enfatizou que todo cristão nos Estados Unidos tinha a obrigação de dar um passo adiante.

"A Portas Abertas EUA está pedindo a todos os cristãos que se juntem a este boicote às Olimpíadas em nome de nossos irmãos e irmãs perseguidos na China". Ele reconheceu que a perseguição de minorias religiosas se estende além dos cristãos para incluir os uigures, um grupo étnico predominantemente muçulmano na região do extremo oeste do país que o Partido Comunista Chinês submete a trabalhos forçados.

Curry elaborou seu pedido de boicote em resposta a uma pergunta de um repórter. "Estou sugerindo que as pessoas não assistam às Olimpíadas, que não participem da maneira que normalmente fariam", disse ele. Enquanto Curry lamentou os registros de direitos humanos da China, particularmente em relação às minorias religiosas, ele defendeu a decisão da Portas Abertas EUA de não colocar a China no topo da lista dos 50 países mais perigosos para os cristãos.

"O que não está acontecendo e… por que é menor é porque eles não estão enfileirando as pessoas e atirando nelas, pelo menos que saibamos", acrescentou. "Isso está acontecendo em alguns lugares."

Curry expressou preocupação particular com o uso da China de "controle governamental centralizado para suprimir e exterminar a livre prática de religião de todos os tipos". Curry acrescentou: "O laço de alta tecnologia da China está lentamente sufocando a livre expressão da fé cristã e a fé dos muçulmanos e outras minorias religiosas".

"A China está usando um manto de vigilância monitorado por inteligência artificial para observar os movimentos das pessoas de fé. Está até usando o reconhecimento facial para monitorar quem entra nos locais de culto", explicou. "A China implementou recentemente restrições adicionais às Bíblias e literatura cristã online, por exemplo. Somente grupos que reconhecem o Partido Comunista da China e sua censura de seus sermões e Bíblias poderão distribuir as Escrituras".

Curry alertou que, em um futuro próximo, "100 milhões de seguidores de Jesus na China serão submetidos a Bíblias que têm elementos-chave removidos ou alterados porque entram em conflito com o dogma comunista". Ele também informou que "as igrejas estão sendo forçadas a se desmantelar e quebrar em pequenos pedaços ou passar à clandestinidade" e atribuiu a hostilidade do governo em relação à religião ao fato de que "o presidente Xi e o Partido Comunista veem a religião como uma ameaça porque não está alinhada com os valores do Estado chinês".

Além disso, Curry discutiu as implicações do desenvolvimento da China de "um plano de como um governo pode centralizar o controle e monitorar o comportamento das pessoas, pode espremer e punir as pessoas sem que elas saiam de casa". Ele previu que a China estabeleceria moedas digitais em um futuro próximo, "o que cortaria a capacidade de cristãos e outros que não se conformam com o governo de fazer qualquer coisa, até mesmo comprar um pão"

Curry não é a única figura pública pedindo um boicote às Olimpíadas de 2022. A apresentadora de opinião da Fox News, Laura Ingraham, lançou a campanha #NotOneMinute, pedindo que seus espectadores assistam "nem um minuto" das Olimpíadas deste ano. Ingraham também está incentivando seus espectadores a boicotar as corporações que estão patrocinando os Jogos Olímpicos de Pequim 2022, incluindo Airbnb, Bridgestone, Coca-Cola, Panasonic, Samsung, Toyota e Visa.

Mais detalhes sobre a Lista Mundial da Perseguição 2022 está disponível no site da Portas Abertas.

Folha Gospel com informações de The Christian Post


quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Pastor é obrigado a se retratar em culto por pedir boicote a empresas que apoiam a causa LGBTQ+


A decisão do Ministério Público da Bahia se deu pelo uso da palavra “homossexualismo” que tem conotação de doença; o correto nos dias atuais é usar “homossexualidade”


O pastor Carlos César Januário, da Primeira Igreja Batista de Ipiaú (BA) foi obrigado pelo Ministério Público estadual a ler uma retratação durante o culto deste domingo (10) por ter usado a palavra “homossexualismo”.

Em 30 de junho, o pastor criticou empresas que criaram campanhas publicitárias em razão do mês do Orgulho LGBTQ+ e pediu boicote às mesmas.

No discurso, que aconteceu em um culto que foi transmitido pelo Youtube, o pastor usou o termo “homossexualismo” que tem conotação de doença e, por isso, é considerado discriminação com o grupo de homossexuais.

A decisão de retratação, assinada pela promotora de Justiça Alícia Violeta Botelho, visa fazer o pastor se redimir com a comunidade.

O objetivo do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi garantir o respeito à dignidade da pessoa humana e à diversidade sexual como decorrência dos direitos fundamentais ao livre desenvolvimento da personalidade, da liberdade e da igualdade, em consonância com os direitos fundamentais à liberdade de expressão e à liberdade religiosa”, destacou a promotora de Justiça Alícia Violeta Botelho.

Assista aqui:


domingo, 28 de junho de 2020

Após censura, conservadores boicotam Twitter e se reúnem em novo aplicativo de mídia social

Os principais legisladores e ativistas conservadores dos EUA estão se mudando para um novo aplicativo de mídia social – Parler – enquanto o Twitter continua a reprimir o discurso do segmento.
Somente nesta semana, Parler, que se autodenomina uma "rede social de liberdade de expressão", viu um aumento de 50% em novos usuários, de acordo com o Mediaite . O êxodo ocorre quando o Twitter, um site de propriedade progressiva, continua a sinalizar tweets do presidente Donald Trump, cuja conta é o primeiro resultado se alguém procurar "racista" no site.
O Twitter também suspendeu permanentemente as contas de um popular criador de memes conservador, bem como de um especialista amplamente conhecido da direita.
O senador Ted Cruz (R-Texas) postou um vídeo quinta-feira anunciando que ele se juntaria a Parler. No vídeo, o ex-candidato à presidência disse que a plataforma nascente "entende o que é a liberdade de expressão".
"Vamos falar; vamos falar livremente e terminar com a censura no Vale do Silício", disse o senador, observando sites como YouTube, Facebook e Twitter, "uma capacidade incomparável de moldar o que os americanos veem, ouvem e, finalmente, pensam".
O deputado Devin Nunes (Califórnia) também se juntou a Parler. Muitos líderes de pensamento conservadores também adicionaram o novo aplicativo a seus canais de mídia social, de acordo com o The Washington Examiner .
O escritor conservador Sean Davis escreveu que o fundador e CEO do Twitter, Jack Dorsey, "não tem tolerância" por Trump "anunciar que ele defenderá o estado de direito", referindo-se a um cargo presidencial suprimido pelo Twitter.
Em apenas alguns dias, Parler passou de cerca de um milhão de usuários para 1,5 milhão, de acordo com dados fornecidos ao Mediaite. Note-se, é claro, que esse número é incrivelmente pequeno em comparação aos 330 milhões de usuários atualmente no Twitter.

domingo, 30 de junho de 2019

Milton Nascimento não adere a boicote e fez show em Israel

Roger Waters e esquerdistas pediram que cantor não se apresentasse no país

O cantor Milton Nascimento ignorou os apelos de militantes de esquerda e do próprio cantor Roger Waters para que não se apresentasse em Israel. Em suas redes sociais, o brasileiro justificou sua ida à Tel Aviv e defendeu que não faz sentido boicotar o país.
Pouquíssimas vezes declinei de um convite. Afinal de contas, todo artista deve ir onde o povo está, não é mesmo? – escreveu o cantor e compositor Milton Nascimento.
Milton desembarcou em Israel na sexta-feira (28) para realizar um show único neste domingo (30). No post que ele publicou em redes sociais neste sábado (29) depois de visitar Jerusalém, Milton respondeu a críticas de quem promove um boicote total a Israel.
Fui convidado a cantar aqui por uma empresa gerenciada inteiramente por um brasileiro. Somente com essa informação cai por terra qualquer tipo de argumento de que eu esteja contribuindo com o ‘apartheid israelense’. Este show NÃO tem qualquer incentivo do governo de Israel, muito menos do exército israelense – continuou o cantor carioca, criado em Minas Gerais.
Ele também fez comparação com o período da ditadura no Brasil.
Durante a ditadura militar brasileira eu jamais deixei de tocar no meu país. Então, por que eu deixaria de tocar agora? Por que deixaria de compartilhar experiências de amor e mudança enquanto acontece no Brasil um governo de extrema-direita? Mesmo divergindo das ideias de um governo, jamais abandonarei meu público – defendeu.
O post foi uma resposta direta à uma carta que Milton recebeu do cantor e compositor Roger Waters, ex-Pink Floyd e um dos maiores apoiadores do movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções contra Israel (BDS). Há 15 anos, o grupo pressiona artistas internacionais a não se apresentarem em Israel alegando que o país comete crimes contra os palestinos.
Quando li que ele estava planejando cruzar a linha de piquete do movimento de BDS para se apresentar em Tel Aviv, fiquei chocado. Eu escrevi para Milton pedindo uma oportunidade de falar com ele. Nem ele nem ninguém de sua equipe me respondeu – relatou Waters.
A cantora Fafá de Belém saiu em defesa do amigo Milton e fez duras críticas ao roqueiro inglês.
Ontem li um cara que eu admirava como músico mas nunca vi em nenhuma trincheira real. Que COM CERTEZA nunca teve seus shows cancelados e dificuldades na carreira por ter tomado posições corajosas, este BABACA veio falando do que não sabe e julgando o que não tem direito! – disse Fafá.
Milton Nascimento faz uma única apresentação em Tel Aviv, em Israel, neste domingo (30). Depois de Tel Aviv, Milton volta à Europa para dois show, um em Berlim, no dia 5, e outro em Paris, no dia 6. Em seguida, ele volta ao Brasil para continuar o giro.
Fone: *Folhapress via Pleno News

domingo, 30 de dezembro de 2018

PT não fará cerimônia de posse simbólica para Lula, mas confirma boicote à posse de Bolsonaro

O Partido dos Trabalhadores anunciou que não fará uma cerimônia de posse simbólica para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (1º).
Após uma notícia de boicote do partido à posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, perfis satíricos afirmaram que o motivo era uma solenidade para Lula.
O boato ainda foi ampliado afirmando que os cantores Caetano Veloso e Gilberto Gil haviam confirmado presença.
O presidente municipal do partido André Machado desmentiu a história, mas confirmou o boicote do PT à posse de Jair Bolsonaro.
CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA

Um blogueiro de direita fez um vídeo dizendo que o PT não vai à posse do Bolsonaro porque fará uma “posse simbólica” do Lula em Curitiba. Essa mentira repercutiu, gerando muitas críticas ao partido.

Realmente o PT não vai à posse do Bolsonaro, mas por outro motivo: essa solenidade será apenas a troca de faixa entre dois atores de um mesmo golpe, que criminalizou o PT, destituiu a Dilma, prendeu o Lula e elegeu o Bolsonaro.
O golpe continua com um país tutelado pelas forças armadas, uma suprema corte desfigurada e instituições políticas ainda mais reacionárias. Como participar da celebração de uma normalidade democrática inexistente?
O PT não vai à posse, mas não para dar "posse simbólica" ao Lula. Não existe "posse simbólica". Quem está tomando posse em Brasília é o Bolsonaro. Essa é a realidade, a qual lidamos sem ilusões: vamos intensificar a denúncia da prisão política do Lula, maior liderança popular do país e condenado pelo juiz que tomará posse como "ministro da justiça" do governo Bolsonaro; vamos nos somar a todas as iniciativas de resistência que surgirão na sociedade para defender direitos, liberdades, políticas públicas e o patrimônio material e imaterial do nosso povo; construiremos uma alternativa, a partir da organização popular, para restituir a democracia e a soberania do nosso país.
Para essas tarefas, será necessário reunirmos forças, sem permitir que as mentiras do outro lado nos dividam e buscando o máximo de unidade, mesmo com toda pluralidade de ideias/estratégias que existirá entre nós.
Fonte: Pleno News


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Ana Paula Valadão entra para a lista de boicote feita por artistas da Globo

Ana Paula Valadão: Cantora gospel apoio Bolsonaro nas eleições presidenciais e pode enfrentar impedimentos de participar de atrações da emissora

Artistas da Globo se empenharam nas campanhas eleitorais para impedir que Jair Bolsonaro chegasse a Presidência. Na contramão desse cenário, porém, alguns poucos artistas apoiaram o candidato e, por conta disto, se tornaram "personas non gratas".
Segundo o jornalista Ricardo Feltrin, alguns artistas da Globo criaram uma lista com artistas que deverão se boicotados na emissora, entre eles a cantora Ana Paula Valadão, que fez campanha defendendo o candidato do PSL que foi eleito.
Além dela, estão nesta lista Márcio Garcia, Gusttavo Lima, Zezé Di Camargo, Ferrugem, Jammil, Eduardo Costa, Tati Zaqui e Latino.
"Atores e atrizes que estão sendo chamados para as próximas produções da emissora, por exemplo, exigem saber antes quem serão os colegas de elenco. Dizem que não querem contracenar com 'fascistas'", informou Feltrin.
Márcio Garcia, que lidera o programa "Tamanho Família", pode perder a atração, pois caso o programa tenha uma nova temporada em 2019, pode ser que a produção não consiga atrair os convidados da própria Globo, por conta deste boicote.

domingo, 27 de maio de 2018

Gilberto Gil cancela show em Israel, após mortes de terroristas do Hamas em Gaza


A decisão foi comunicada após as dezenas de mortes de palestinos na faixa de Gaza, os quais o próprio Hamas já confirmou que maioria era de terroristas.

O cantor e compositor Gilberto Gil cancelou um show que faria no dia 4 de julho em Tel Aviv (Israel). A justificativa do músico é que "Israel atravessa um momento delicado", mas a decisão acabou se tornando uma resposta às mortes de dezenas de terroristas do Hamas na faixa de Gaza, logo após a inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.

"O sentimento geral de todos é o de apreensão, porque Israel está atravessando um momento delicado", disse a produtora musical Arbel - encarregada de organizar o concerto - em um e-mail, em nome da banda.

Ela também anunciou que o dinheiro dos que já pagaram pelas entradas será devolvido.

"Esperamos a compreensão, já que este assunto também é delicado para nós. Amamos Israel e sempre nos sentimos muito amparados. Sem dúvida, haverá outras oportunidades e esperamos por tempos melhores", acrescentou o texto.

Apesar do "momento delicado" citado pela equipe de Gil no email se referir à dezenas de "cidadãos palestinos mortos pelas Forças de Defesa de Israel", o próprio Hamas confirmou que 50 dos 62 palestinos mortos em confrontos com a polícia israelense na Faixa de Gaza eram terroristas do grupo e destacou que a participação de seus "militantes" em conflitos como os recentes em Gaza é "óbvia".

Boicote a Israel

Além de Gil, bem conhecido pelo seu caráter politicamente ativista, outras personalidades internacionais se manifestaram contra Israel e apoiaram a Palestina. Muitas delas têm tomado tal posicionamento após a chamada para o movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) a Israel.


Entre elas está a atriz americana Natalie Portman, o dramaturgo português Tiago Rodrigues e Paul McCartney.

Em 2015, Gil e Caetano Veloso fizeram um show em Tel Aviv e foram abordados pelo movimento BDS. Durante a viagem, visitaram com ONGs locais os territórios palestinos e Veloso anunciou após retornar ao seu país que não voltaria a tocar lá, diferentemente de Gil, que na época não comunicou tal decisão.

Agora, Gil se posiciona a favor, não simplesmente da Palestina e contra a "ocupação" de Israel em territórios palestinos, mas sim a favor do Hamas, grupo terrorista que oprime o próprio povo palestino e promove uma verdadeira lavagem cerebral na população, levando pais a usarem seus próprios filhos como escudos em conflitos como esse.

Fonte: Guiame

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Globo rebate críticas com ironia e veicula vídeo dizendo ter audiência de 100 milhões: ‘Uns gostam, outros não’


A TV Globo, historicamente, não responde diretamente às críticas que sofre. Recentemente, a emissora foi alvo de um protesto gigantesco nas redes sociais, com a hashtag #GloboLixo, por causa de sua militância pró-ideologia de gênero e exposições de arte com promoção, indireta, da pedofilia. Em um novo vídeo institucional, o canal ironizou as críticas sofridas.

No último domingo, 22 de outubro, a emissora veiculou no intervalo do Fantástico um vídeo em que diz ter ciência de que, dos 100 milhões de espectadores diários, “uns gostam” do que ela promove, “outros dizem que não”.

A narração, feita pela atriz Eliane Giardini, diz: “Todo o Brasil assiste a Globo. São mais de 100 milhões todos os dias. Mas, a gente sabe que não fala com esse tal de ‘100 milhões’, a gente fala com 100 milhões de uns. Uns diferentes dos outros. Uns se emocionam, uns se informam, uns gostam da gente, uns dizem que não, e a gente se movimenta para conquistar cada um”.

A decisão de veicular o material de promoção institucional no intervalo do Fantástico é simbólica: foi neste programa, semanas atrás, que a emissora entrou no radar da audiência e se tornou alvo de uma matéria contundentemente crítica da principal concorrente, Record TV.
A má-vontade do público conservador com a Globo, por enquanto, não se transformou em um boicote generalizado, mesmo com a abordagem da ideologia de gênero sendo a principal bandeira da recém finalizada novela A Força do Querer, de Glória Perez, conhecida crítica dos evangélicos.

Fonte: Gospel+

Assista aqui ao vídeo em que a Globo ironiza críticas:

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Ana Paula Valadão pede boicote à C&A por apologia a ideologia de gênero

Cantora Ana Paula Valadão acredita que cristãos “não podem ficar calados”

Empresas multinacionais investem pesado em marketing. Fazem pesquisas de opinião e constantemente monitoram a opinião do público sobre sua(s) marca(s). Contudo, de tempos em tempos cometem erros de cálculo e se veem diante de polêmicas.
A cantora Ana Paula Valadão, que também é pastora da Igreja Lagoinha, em Belo Horizonte, usou as redes sociais para iniciar uma campanha de boicote. Ela afirmou que foi tomada de uma “santa indignação” por causa da nova campanha das lojas C&A. Chamada “misture, ouse, experimente”, o lançamento em rede nacional ocorreu ontem (19).
Para a pastora, “estão provocando para ver até onde a sociedade aceita passivamente a imposição da ideologia de gênero”. No comercial em questão, a C&A propõe que o próximo dia dos namorados seja o “dia dos misturados”.
Os casais na peça publicitária acabam fazendo uma troca de “estilos”. Assim, homens se vestem de mulheres e vice-versa. Há uma insinuação nada sutil sobre a troca de sexo como algo “normal” e até desejável.
“Fiquei chocada com a ousadia da nova propaganda da loja… Que absurdo! Nós que conhecemos a Verdade imutável da Palavra de Deus não podemos ficar calados”, escreveu ela.
Ana Paula lembrou que nos Estados Unidos as lojas Target estão enfrentando um boicote dos cristãos por que seus banheiros agora são “livres de gênero”. Ou seja, podem ser usados por quaisquer pessoas que “se sintam homem ou mulher naquele dia”, explicou.
Sua postagem no Facebook teve quase 50 mil “reações” e perto de 10 mil compartilhamentos. Os comentários mostram que muitos cristãos apoiam a iniciativa. Uma minoria acha que a pastora está exagerando ao propor boicote.

Outras tentativas

Campanhas de boicote lideradas por líderes religiosos no Brasil sempre são polêmicas. Contudo, os resultados desse tipo de ação normalmente não são conhecidos. Ano passado, o pastor Silas Malafaia pediu que os cristãos não comprassem mais n’O Boticário.
O motivo era a campanha de dia dos namorados que mostrava casais homossexuais se beijando e abraçando. “Quero convocar as pessoas que acreditam em macho e fêmea, neste estilo de família (…) a não comprarem produtos dessa marca. Vamos dizer não”, pediu.
Também em 2015, o deputado pastor Marco Feliciano pediu que não se comprasse mais os produtos da Natura por causa do patrocínio dela à novela que defendia a homoafetividade.
“Conclamo aos que defendam valores morais a BOICOTAR esta empresa, não comprando e nem vendendo seus produtos até que ela retire seu patrocínio”, escreveu ele em texto divulgado nas redes sociais.

Fonte: Gospel Prime
Assista:

sábado, 6 de junho de 2015

Quem saiu ganhando com o boicote ao Boticário


Ação proposta por Silas Malafaia conta o Boticário aumenta presença da marca nas redes sociais

A polêmica envolvendo o comercial pró-gay da marca O Boticário foi um dos assuntos mais buscados por brasileiros no Google nesta terça-feira. O vídeo da perfumaria, em que casais hétero e homossexuais comemoram o Dia dos Namorados, chegou a quase três milhões de visualizações no YouTube.
Num primeiro momento, o número de pessoas que clicaram em “não gostei” na avaliação do site era maior que o “gostei”. Contudo, aparentemente depois que um boicote à marca foi defendido por um segmento dos evangélicos, a tendência se inverteu.
O pastor Silas Malafaia foi a público criticar a empresa. No vídeo, ele justifica “Existe uma gama de empresas fazendo propaganda da relação gay. Eu sou contra, é um direito meu. Sou contra e estou aqui para dizer para evangélicos, para católicos, para espíritas, para ateus: gente que acredita na família milenar, (…) homem, mulher e sua prole. (…) Tenho o direito de preservar macho e fêmea, porque essa é a história da civilização humana”.
Na internet, como é costume, surgiram dezenas de piadas sobre o assunto, que tomou grande proporção. Embates nas redes sociais mostram que somente quem ganhou com a campanha contrária foi a própria marca. Na maioria dos “memes” o logotipo da marca fica bem visível.
Por exemplo, o vídeo agora tem mais de 350 mil “gostei”, quase o dobro dos 180 mil “não gostei”. Muita gente que não necessariamente compra no Boticário partiu para o ataque justamente por ser uma maneira de se opor aos evangélicos.
Como era esperado, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que comumente critica os evangélicos afirmou que o “ódio de fundamentalistas religiosos não descansa nem numa data em que a lei é, literalmente, o amor”.
Segundo a revista Veja, no Twitter as menções favoráveis ao Boticário totalizaram 60.542, enquanto apenas 5.905 a Malafaia. A revista ainda calcula que o número de vezes que os usuários foram expostos a postagens sobre o tema, o Boticário alcançou 180 milhões contra 17 milhões de Malafaia.
Embora o pastor Silas não tenha sido o único a criticar a marca, mais uma vez tornou-se símbolo de intolerância. Em resposta a Veja, Malafaia esclarece que “não perdeu porque não vende nada”, enfatizando que o fato do vídeo ter milhões de visualizações não significa que todos gostaram. De certa maneira, repete-se ao que ocorreu quando o deputado Marco Feliciano pediu boicote à Natura, por causa da novela Babilônia.
Segundo um estudo da JWT Brasil, ao mesmo tempo em que os brasileiros não se importam com anúncios para homossexuais, acreditam que as outras pessoas não gostariam de vê-los. Cerca de 77% dos entrevistados afirmam não se importar se as pessoas em anúncios são gays ou heterossexuais, enquanto 75%, mesmo não se importando, acham que a maioria das pessoas preferiria não ver casais do mesmo sexo em peças publicitárias.
Ao mesmo tempo, na internet – espelho da sociedade atual -, existem centenas de mensagens de evangélicos que afirmam apoiar a marca e questionam se o boicote e as acusações não contradizem a mensagem de Jesus, que está centrada em amor inclusive os “inimigos”.
Em entrevista ao IG, o pastor evangélico Samuel de Lima acaba representando uma espécie de neutralidade, que parece ter sido a postura dos evangélicos. “Não vou boicotar a Boticário. Tendo dito isto, espero que aqueles que discordam do Silas Malafaia, também respeitem seu direito de fazer o boicote”, escreveu.
O fato é que os boicotes promovidos por evangélicos ou instituições conservadoras ao redor do mundo geralmente acabam gerando uma reação contrária. É o “boicote ao boicote”.  Isso já foi visto em filmes de Hollywood, series de televisão e peças publicitárias. A grande maioria das marcas hoje em dia procura se apresentar como politicamente correta, apoiando publicamente a igualdade dos homossexuais.

Fonte: GOSPEL PRIME
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