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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Deputado do PSol vai ao MP contra pastor americano que pregou em evento da UMADEB




A pregação do pastor americano David Eldridge está dando o que falar. Após crítica de sites seculares contra seu sermão proferido durante evento da Umadeb neste feriado de carnaval.

Agora, deputados de esquerda ameaçaram ir ao MP denunciar o caso.

A pregação do pastor David deixou os evangélicos mais conservadores animados, pois não relativizou e foi na contramão do que se ouve em muitos púlpitos atualmente, a mensagem foi confrontadora.

David falou muito do inferno e do perigo que cristãos correm de ir para lá caso não se arrependam e busquem viver realmente uma vida de santidade.

"Assim como existe o céu, existe o inferno, e talvez você não acredite no inferno, mas o inferno acredita em você", alertou.

Perseguição

Diante da repercussão do caso, a esquerda já se levantou e o deputado distrital Fábio Felix (PSol) disse que vai pedir investigação do caso no Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT).

Felix ameaçou protocolar reclamação contra o pastor no Ministério Público e fazer um BO na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin).

"Discurso de ódio não é liberdade religiosa. É crime! […] O vídeo completo só agrava os absurdos que foram ditos. Além de condenar nosso afeto a um lugar ruim, subalterno, que precisa ser impedido de existir livremente nas ruas, o pastor também diz que homens que usam calças apertadas têm 'espírito homossexual'", escreveu.

O deputado criticou também afirmando que o evento teve apoio do governo local. "A LGBTfobia não pode ser relativizada, tampouco promovida pelo poder público."

Fábio Félix do Psol publicou em seu perfil no Instagram: 

"Nosso mandato vai denunciar ao Ministério Público e à Decrin as falas LGBTfóbicas feitas pelo pastor estadunidense David Eldridge aqui em Brasília.

O trecho do vídeo que está viralizando aconteceu no congresso de jovens das Assembleias de Deus, realizado no último domingo, no pavilhão do Parque da Cidade.

O vídeo completo só agrava os absurdos que foram ditos. Além de condenar nosso afeto a um lugar ruim, subalterno, que precisa ser impedido de existir livremente nas ruas, o pastor também diz que homens que usam calças apertadas têm "espírito homossexual".

Seria cômico, se não fosse a destilação de preconceitos através de estereótipos de gênero.

Para piorar, o evento que permitiu esse discurso de ódio contra LGBTI+ foi gratuito, realizado em um espaço administrado pelo GDF e contou com apoio do governo local.

A LGBTfobia não pode ser relativizada e tão pouco promovida pelo poder público."


Fonte: JM Notícia


MEU COMENTÁRIO:

O reverendo David Eldridge, pregou única e exclusivamente, simplesmente a Palavra de Deus, em tirar nem acrescentar absolutamente nada.

A Bíblia Sagrada diz:

"Com varão te não deitarás, como se fosse mulher: abominação é; nem te deitarás com um animal, para te contaminares com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele: confusão é. Com nenhuma destas coisas vos contamineis, porque em todas estas coisas se contaminaram as gentes que eu lanço fora de diante da vossa face. Pelo que a terra está contaminada; e eu visitarei sobre ela a sua iniquidade, e a terra vomitará os seus moradores. Porém vós guardareis os meus estatutos e os meus juízos, e nenhuma dessas abominações fareis nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós; porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra, que nela estavam antes de vós; e a terra foi contaminada. Para que a terra vos não vomite, havendo-a vós contaminado, como vomitou a gente que nela estava antes de vós. Porém qualquer que fizer alguma dessas abominações, as almas que as fizerem serão extirpadas do seu povo. Portanto, guardareis o meu mandado, não fazendo nenhum dos estatutos abomináveis que se fizeram antes de vós, e não vos contamineis com eles. Eu sou o Senhor , vosso Deus". - Levítico 18:22-30

"Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus". - 1 Coríntios 6:9,10

A perseguição começou e, devemos estar preparados pada resistir, afinal de contas foi Jesus quem disse:

"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar". - Mateus 24:35

Que Deus ajude nosso irmão e todos aqueles que tiverem que responder à essa denuncia anunciada. Que o nome do Senhor seja glorificado em todas as coisas.

Pr. Carlos Roberto Silva

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

MPF arquiva representação contra Silas Malafaia por criticar o STF e o Congresso Nacional

O procurador da República Mário Sérgio Ghannagé Barbosa, do Ministério Público Federal (MPF) em Joinville (SC), arquivou representação contra o pastor Silas Malafaia por críticas dirigidas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso Nacional realizadas por meio de rede social.
A reclamação contra o líder religioso se fundamenta em crimes que ele teria cometido, infringindo a Lei de Segurança Nacional (LSN). Para o procurador, "não existem indícios de que o representado, ainda que se trate de uma figura pública e exerça influência sobre diversos cidadãos, exerça essa mesma influência no âmbito do governo federal, ao ponto de representar uma ameaça à ordem social vigente ou aos chefes dos poderes da União".
Neste contexto, argumenta Mário Ghannagé, depreende-se que as críticas publicadas por Malafaia em seu perfil pessoal no Twitter "limitam-se a isso mesmo, são meras críticas, incapazes de provocar afetação concreta aos bens protegidos pela Lei de Segurança Nacional, o que se reputa indispensável para a configuração dos delitos tipificados pela norma".
Ele ainda afirmou que "a atipicidade dos fatos narrados constituem, meramente, a expressão de indignação do representado com as decisões do referido Tribunal, fato que, por si só, não constitui prática de crime".
O procurador do MPF em Joinville ainda ressaltou que "o direito à liberdade de expressão e, consequentemente, de tecer críticas às posturas adotadas por autoridades públicas, encontra amparo na Constituição Federal de 1988, fato que não pode ser desconsiderado quando da análise dos delitos tipificados pela lei n° 7.170/1983" e, ainda que "não se pode chegar ao absurdo de criminalizar a simples manifestação de um posicionamento ou crítica sem que este efetivamente represente uma ameaça, visto que tal prática representaria verdadeira censura".
"Permitir, em 2020, que o Ministério Público e o Judiciário sejam os fiscais da verdade, da correção de ideias e da produção de pensamento, é conferir a eles o verdadeiro papel de editores do Brasil. Significa, em outras palavras, retomar ao período da Idade Média, com uma troca singela de deuses e inquisidores", disse ainda o procurador. "Limitar a expressão do pensamento é em última medida retirar a qualidade inerente que possibilitou o ser humano sair de 1500 e chegar nos anos 2000. É nos levar de volta a um período de Inquisição e obscurantismo, só que com novos mitos e deuses tiranos".
Delito
A representação afirmava que o pastor carioca poderia ser punido por delito previsto no artigo 23, inciso II, da LSN, que criminaliza a conduta de "incitar a animosidade entre as Forças Armadas ou entre estas e as classes sociais ou as instituições civis".
Conforme a representação, Malafaia teria praticado o delito ao publicar em seu perfil pessoal no Twitter: "Neste vídeo eu faço denúncias gravíssimas e mostro na lei que o STF está dando um golpe no Brasil. Bolsonaro tem que se posicionar convocando as Forças Armadas".
Outro delito apontado pela representação, é tipificado pelo artigo 18 da LSN, que descreve a conduta de "tentar impedir, com emprego de violência ou grave ameaça, o livre exercício de qualquer dos poderes da União ou dos estados."
A representação narra que o pastor teria praticado esse delito ao escrever as seguintes postagens em seu perfil no Twitter: "Está instalado o estado policial. Acabou a liberdade de expressão! [em caixa alta] Com a operação de hoje, exclusivamente contra apoiadores de Bolsonaro, o ditador, tirano, ministro do PSDB, Alexandre de Moraes, confirma a perseguição política para derrubar Bolsonaro. Tinha que ser preso! [caixa alta]" e "O ministro ditador e tirano do PSDB! [caixa alta] Alexandre de Moraes rasgou a constituição, art. 129, inciso I, o sistema acusatório é restrito do MP, rasgou o art. 144, montou o seu próprio aparato de investigação sem a participação da PF. Não merece só perder o cargo. Cadeia!" [caixa alta].

Nessa postagem, conforme análise do MPF, bem como em outras, feitas pelo representado, "verifica-se que não houve violência ou grave ameaça na conduta praticada, que constitui elemento do tipo penal e, portanto, reputa-se indispensável para a configuração do delito tipificado no artigo 18 da Lei de Segurança Nacional" e, ainda, que "as declarações sejam, no mínimo, incisivas, também configuram mero exercício de direito à liberdade de expressão do indivíduo, não encontrando subsunção a norma penal".
Calúnia e difamação
Por fim, a representação ainda acusava Malafaia de infringir o artigo 26 da LSN, que tipifica a conduta de "caluniar ou difamar o presidente da República, o do Senado, o da Câmara dos Deputados ou o do STF, imputando-lhes fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação."
O delito teria sido praticado ao Malafaia afirmar no Twitter: "Forças Armadas contra esse ditador da toga! [caixa alta] Artigo 142 da CF contra esse absurdo! O apoio da imprensa a essa safadeza de Alexandre de Moraes, querem derrubar Bolsonaro porque perderam bilhões, o silêncio de Davi Alcolumbre, Rodrigo Maia e o presidente da OAB. Vergonha total" [caixa alta].
Esse crime teria sido praticado, conforme a representação, porque o pastor ofendeu a reputação dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, "que consistiria na omissão, ou talvez um apoio velado, a uma suposta tentativa de golpe contra o presidente Jair Bolsonaro".
Mas, para o procurador do MPF, só haverá crime do artigo 26 se for cometido em face de presidente da República, presidente do Senado, da Câmara dos Deputados ou STF. "Na época dos fatos, o ministro Alexandre de Moraes era ministro do Supremo, não ostentando a qualidade de presidente da Corte. Diante disso, não se há de falar em crime do artigo 26 da LSN", resumiu Ghannagé.
"Por mais popular que seja o pastor Silas, seu tweet não passa disso, de um tweet, de uma crítica que tem seus destinatários e sua influência muito limitados. Em nenhum momento o estado brasileiro se viu sob risco de colapso por conta desse tweet. Soa deveras hiperbólico supor que um tweet do pastor Silas possa, isoladamente, provocar tamanho risco ao estado brasileiro. E não há nenhum indício que o representado tenha ido adiante em sua suposta tentativa de desconfigurar o estado brasileiro. Ele apenas escreveu um tweet em tom de crítica e desabafo", analisou.
"Não se pode admitir uma interpretação esquizofrênica e hiperbólica da Lei de Segurança Nacional. Não se pode admitir que essa lei seja invocada para punir twitteiros, youtubers, blogueiros, jornalistas que, isoladamente, se colocam a criticar autoridades públicas", afirmou ainda o procurador Mário Ghannagé.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público Federal em SC via Folha Gospel

domingo, 14 de julho de 2019

MPF reúne pastores e babalaô para debater combate à intolerância religiosa

O combate à intolerância religiosa na Baixada Fluminense proporcionou uma reunião entre o babalaô Ivanir dos Santos e um grupo de pastores evangélicos das igrejas batistas, luteranas e anglicanas, além de representantes de igrejas pentecostais.
O Ministério Público Federal (MPF) foi o anfitrião do encontro entre os pastores e o presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), babalaô Ivair dos Santos. A reunião foi realizada na sede do órgão, no centro do Rio de Janeiro (RJ).
De acordo com informações do jornal O Globo, o procurador Julio José Araújo Jr. mediou o diálogo entre os líderes religiosos. O centro da reunião foi a preocupação com casos de violência envolvendo traficantes da Baixada Fluminense, que tem destruído terreiros na região em nome de sua crença. Eles se identificam como evangélicos.
Ao todo, a CCIR já contabilizou 20 denúncias em São Gonçalo desde o início do ano. Em Duque de Caxias, foram 15 templos fechados à força. Em São João de Meriti e Belford Roxo, foram dez em cada.
Para Ivanir dos Santos, os casos podem ser ainda mais numerosos, já que muitos adeptos das religiões afro-brasileiras temem fazer queixas e terminarem sofrendo retaliações dos criminosos.
"Uma parcela está nessa conversa desde 2008, quando fizemos a primeira caminhada contra a intolerância religiosa. A novidade é chamarmos para discutir uma estratégia de combate à intolerância a partir da perspectiva deles. Fico muito feliz que aceitaram", declarou o babalaô. "A gravidade dos ataques que estão acontecendo macula a imagem dos evangélicos. A grande maioria não é assim, essa reunião quer mostrar isso", acrescentou.
No dia 14 de julho, domingo próximo, a CCIR organizará a primeira caminhada contra a intolerância na Baixada Fluminense, em Nova Iguaçu. "É importante que ocorra na Baixada. Queremos apenas respeito e chamar as pessoas que querem dialogar. Isso é fundamental para a sociedade brasileira em um momento que há muito ódio".
O procurador Araújo Jr apoia a iniciativa:
"A intenção é abrir as portas da instituição para garantir que esse diálogo inter-religioso contribua para esse combate à intolerância religiosa. Da mesma forma que há papel importante das instituições em combater práticas ilícitas e cobrar políticas públicas, é importante interagir com os diversos segmentos da sociedade para que eles se manifestem e se unam e se articulam em torno de um pacto contra a intolerância religiosa".
Fonte: Gospel+

terça-feira, 21 de agosto de 2018

“Nenhuma religião combina com eleição”, alerta Ministério Público


O Ministério Público Federal está fazendo uma campanha para combater a prática de propaganda eleitoral nas igrejas. O slogan "Nenhuma religião combina com eleição" resume a legislação de forma prática e objetiva.
A campanha, obviamente, foca nas igrejas cristãs por conta da maioria cristã na população. Valendo-se de rima, o Ministério Público Federal do Amapá destaca que toda e qualquer propaganda eleitoral em templos é uma transgressão à legislação vigente.
"Se tem campanha na igreja, o candidato está errado. Seja na missa ou no culto, está mal intencionado, aquele que pede seu voto em um momento sagrado", diz o texto informativo.
"Campanha também não pode. Se for na televisão, ou no programa de rádio da sua religião; Porque não se usa a fé, pra ganhar uma eleição", acrescenta o alerta.




Se tem campanha na igreja

O candidato está errado
Seja na missa ou no culto
Está mal intencionado
Aquele que pede seu voto
Em um momento sagrado
Campanha também não pode
Se for na televisão
Ou no programa de rádio
Da sua religião
Porque não se usa a fé
Pra ganhar uma eleição

Recorrência

Recentemente, no Pernambuco, o Ministério Público denunciou três bispos da Igreja Universal do Reino de Deus por propaganda antecipada durante uma reunião da denominação liderada pelo bispo Edir Macedo.
Sérgio Correa, Osséssio Silva (deputado estadual pelo PRB) e William Brígido, coordenador da legenda no estado, teriam "realizado propaganda eleitoral antecipada durante culto" da Igreja Universal, apontou o MPF.
O procurador Wellington Cabral Saraiva destacou que a conduta de Correa é ilegal pois a legislação proíbe realizar esse tipo de ação em recinto de culto religioso, antes ou depois do período permitido pela legislação, uma vez que os templos constituem bens de uso comum.

"Não se pode ignorar a força econômica e política de igrejas como a Universal, a qual se encontra entre as cinco principais igrejas evangélicas do país, com enorme patrimônio e influência sobre seus fiéis. Usar esse poder para beneficiar ou prejudicar determinados candidatos é ilícito, para a legislação eleitoral, e desequilibra gravemente a igualdade de oportunidades entre os candidatos", assinalou Saraiva, que pediu ao Tribunal Regional Eleitoral em Pernambuco que aplique multa de R$ 25 mil aos acusados.
Fonte: Gospel+

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Justiça derruba ação do MPF que pretendia censurar igrejas e restringir programas evangélicos na TV


O juiz Djalma Moreira, da 25ª Vara Federal de São Paulo, derrubou um pedido do Ministério Público Federal para que emissoras de TV que vendessem grandes faixas de sua programação para Igrejas fossem punidas por isso, já que todas são de concessão pública.
A decisão foi feita no último dia 11 de maio, mas só foi promulgada nesta sexta-feira (18). Segundo o magistrado, o fato de serem canais com concessão pública não retira a liberdade das emissoras de definirem o conteúdo que vão ao ar.

O Ministério Público Federal fez o pedido em 2014, se baseando na programação de canais nanicos como CNT e Rede 21, que venderam 22 horas de sua programação para a Igreja Universal do Reino do Deus.
Segundo o MPF, tal vendagem de tanto tempo da programação é contra a constituição brasileira, que estipula apenas 25% de conteúdo para a publicidade ou vendagem de horários para terceiros. Além disso, o MPF afirma que um canal de TV recebe a concessão da União para fazer bom uso, o que não acontece nos casos de CNT e Rede 21.
A dificuldade do MPF começou pela própria União, que nos autos dizia que o Ministério das Comunicações desconhecia irregularidades na vendagem de horários, além de dizer que "possíveis problemas no conteúdo de terceiros são de responsabilidade da geradora dele".
Por fim, a União comentou que não poderia dizer se existe irregularidade nestes fatos, se não se teve acesso de contrato de arrendamento entre a Igreja Universal do Reino de Deus e as duas emissoras citadas no processo. Já CNT, IURD e Rede 21 se defenderam dizendo que existia "impossibilidade jurídica" no pedido e defenderam que a grade de programação possa ser objeto de venda.
Tendo em vista tais argumentos, o magistrado deu ganho de causa para as emissoras. Para ele, a tese do MPF não se sustenta por dois motivos claros. O primeiro deles é que "o conceito de publicidade comercial não deve ser confundido com a comercialização da grade de programação", segundo Djalma Gomes.

domingo, 20 de maio de 2018

Ministério Público denuncia 11 brasileiros por recrutarem jovens para o Estado Islâmico


O Ministério Público Federal de Goiás fez uma denúncia contra 11 brasileiros por formação de organização criminosa e promoção do terrorismo no Brasil. O documento oficial aponta que os denunciados tentavam recrutar homens, mulheres e até mesmo menores de idade para a realização de atentados terroristas no Brasil pelo Estado Islâmico, além de iniciar uma célula do grupo no país.

Conforme o documento assinado em 20 de abril pelo procurador da República Divino Donizette da Silva, os recrutadores criaram grupos de mensagens que levavam nomes nomes como "Uma bala na cabeça de todo apóstata" e "Na via de Alá, vamos", nos quais os participantes trocavam informações que promoviam o terrorismo.

Um dos participantes afirma que "sempre conversa com vários recrutadores jihadistas [...] e que poderia ajudar na migração para o califado", segundo as investigações.

Em outra conversa, dois participantes propõem a explosão de um veículo com botijões de gás. Em outro trecho, um dos denunciados sugere que seja feito um atentado nos moldes do que foi realizado na Ponte de Londres, mas no carnaval do Rio de Janeiro.

As investigações começaram em 2016, após autoridades espanholas avisarem sobre a existência de grupos com trocas de mensagens que promovem o Estado Islâmico, porém com números do Brasil. Um dos gerenciadores é de Caldas Novas (GO), segundo as investigações.

Na denúncia do MPF consta que alguns deles, em depoimento à polícia, confessaram que faziam contato com simpatizantes do Estado Islâmico que moravam na Turquia, Síria, Líbia e até no Brasil, além de possuírem materiais com instruções sobre como fabricar artefatos explosivos.

Além de cometer o crime de organização terrorista, cinco deles também foram denunciados por corrupção de menores, pois tentaram recrutar, na época, um adolescente para participar do Estado Islâmico.

Apenas um dos denunciados está preso. Ele está detido na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Deputados pedem que Deltan Dallagnol seja punido por jejuar e orar contra a corrupção



Os petistas Paulo Pimenta e Wadih Damous estão acusando Deltan Dallagnol de fazer 'proselitismo religioso' nas redes sociais.


Após Deltan Dallagnol anunciar no domingo de páscoa que ficaria em jejum e oração durante o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal, os deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ) entraram com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público contra o procurador da República.

Deltan havia afirmado que o julgamento não tinha um significado apenas sobre o caso de Lula, mas sim uma abrangência mais ampla sobre a corrupção no Brasil.

"Uma derrota significará que a maior parte dos corruptos de diferentes partidos, por todo país, jamais serão responsabilizados, na Lava-Jato e além. O cenário não é bom. Estarei em jejum, oração e torcendo pelo país", publicou Dallagnol no Twitter.

Na peça protocolada na última terça-feira (3), os deputados alegaram que Dallagnol infrigiu o Código de Ética e de Conduta do Ministério Público da União, fazendo "proselitismo religioso nas redes sociais" e desrespeitando o artigo sobre "imparcialidade no desempenho de funções" do Código.

"III. Atuar com imparcialidade no desempenho das atribuições funcionais, não permitindo que convicções de ordem político-partidária, religiosa ou ideológica afetem sua isenção", citaram eles na representação.

Em seu texto, os deputados ainda dizem que o procurador é "um intenso usuário de redes sociais", que "lança os mais diversos comentários" em suas contas públicas de Facebook e Twitter, agindo como um "um influenciador digital, com atuação semelhante à de youtubers e blogueiros".

Os petistas pedem que um processo disciplinar seja instaurando para apurar o caso e, que seja aplicada a penalidade prevista em lei.

A assessoria de imprensa do Ministério Público Federal do Paraná informou que não irá se pronunciar.

Anteriormente, Deltan Dallagnol já havia rebatido as diversas críticas que recebeu já nas redes sociais, ao postar o comentário com a informação sobre o jejum e oração. Em entrevista à rádio "Jovem Pan", ele negou que faça mistura entre religião e política.

"Expressar sua fé faz parte da liberdade religiosa e de expressão. Promotor, procurador não deixa de ser cidadão. Me expressei em rede social pessoal", destacou o procurador, que não negar ser um seguidor de Jesus em sua conta no Twitter.

Deltan é um dos integrantes do Ministério Público e, junto a outros representantes do Judiciário, protocolou uma nota técnica em favor da prisão na segunda instância.

"Estamos prestes a jogar tudo o que foi feito no lixo por meio de uma mudança de entendimento que vai continuar a impunidade (…) Se o Supremo impedir [a prisão após segunda instância] vai impactar não só a Lava-Jato. Não tem motivo para mudar entendimento. Se mudar essa regra vai ser um marco de impunidade. Vai soltar corruptos, traficantes, pedófilos. E não é alarmismo", ressaltou Deltan em entrevista anterior.

Fonte: Guiame

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Deltan Dallagnol é criticado por afirmar no Twitter que 'ora e jejua' pelo fim da corrupção


Os críticos de Deltan afirmaram que o procurador está 'misturando justiça, política e religião'.


Na próxima quarta-feira, a Operação Lava Jato terá um de seus dias mais importantes: o julgamento do ex-presidente Lula. Porém o procurador Deltan Dallagnol foi duramente criticado ao afirmar que nesta mesma data estará em jejum e oração pelo fim da corrupção no país.

Segundo o procurador, caso Lula seja inocentado, isso significará uma derrota para a Justiça do país e uma vitória para para a maioria dos corruptos do Brasil.

"4ª feira é o dia D da luta contra a corrupção na #LavaJato. Uma derrota significará que a maior parte dos corruptos de diferentes partidos, por todo país, jamais serão responsabilizados, na Lava Jato e além. O cenário não é bom.  Estarei em jejum, oração e torcendo pelo país", afirmou Dallagnol em um publicação no seu perfil oficial do Twitter, no último domingo (1).

Muitas das reações não foram positivas e diversos usuários - muitos aparentemente favoráveis ao ex-presidente Lula - criticaram o procurador nas redes sociais.

"Você é ridículo!! Jejum e oração para prisão de uma pessoa??? Isso já virou doença! O fascismo começa assim!", comentou uma usuária.

"Sou católica! A minha fé independe do que acho que é correto em relação ao que está escrito na CF! Não se pode atropelar a lei a favor ou contra os meus adversários! O ativismo judicial está levando o Brasil para o buraco!", disse outra internauta.

Outra usuária chegou a citar um versículo bíblico fora de contexto para chamar Deltan Dallagnol de "fariseu".

"Precisa vir no twitter contar q tá em jejum, fariseu? 'E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão'. Mateus 6:16-18", destacou.

"Se tinha dúvidas sobre a tendenciosa justiça, agora não tenho mais. Só espero q a maioria do STF tenha vergonha na cara( q lhe falta), e venha deferir o HC. Sou Cristão e lhe aconselho; Mais Constituição e menos Religião!!", comentou outro usuário.

A declaração de Deltan chegou a ser criticada pelo jornalista e comentarista da Rede TV News, Reinaldo Azevedo. O blogueiro teve tanto desejo de rebaixar a atitude de Deltan que destacou até supostos erros de português no breve texto do procurador.

"Também a gramática de Dellagnol corre o risco de esmorecer na inanição. O correto é 'a maior parte (...) jamais será”. Mas eu entendo esse rapaz. Ele faz a chamada concordância psicológica. Em matéria de cadeia, com ele, o verbo só fica em pessoas do plural", escreveu em um post de seu blog.

No final das contas, quem cometeu erros, foi o próprio colunista, já que mudou o nome do alvo de suas críticas e também não se lembrou que a gramática permite o tipo de concordância que Deltan fez em seu post.

Apoio
Apesar das muitas críticas, Deltan também teve apoio de outros usuários em resposta aos seus comentários.

"Amem Dr Deltan.' E se o meu povo,que se chama pelo meu nome,se humilhar,e orar,e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos,então eu ouvirei dos céus e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra'. 2Crônicas 7:14. Glorias a Deus", destacou um usuário do Twitter.

"Parabéns pela coragem e pelo nível de ser humano que tem se mostrado. Estaremos juntos e com outros milhões de brasileiros que estão na mesma sintonia, verdadeiramente conscientes do momento em que vivemos", afirmou outro internauta.


Combate à corrupção

Deltan também afirmou que novas medidas se fazem necessárias no combate à corrupção.

"Para virar a página, precisamos vencer a impunidade e de reformas que fechem as brechas por onde o dinheiro público escorre, como as 10 Medidas ou, melhor ainda, as Novas Medidas contra a Corrupção", destacou.

Dallagnol também recomendou a leitura do artigo do cineasta José Padilha, no jornal Folha de S.Paulo, sobre sua mais nova série, "O Mecanismo".

Segundo ele, agora o desafio dos brasileiros é impor nas eleições deste ano a "maior derrota da história" a esse mecanismo. A produção trata dos esquemas recentes de corrupção no país e da Operação Lava Jato.

Fonte: Guiame
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