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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Pr. WELLINGTON ROCHA é absolvido de processo sôbre preconceito a LGBT's




O Pastor Wellington Rocha foi absolvido de um processo que pesava contra ele os crimes de instigação ao suicídio e preconceito contra a comunidade LGBTQIA+.

Pr. Wellington Rocha que é um dos líderes mais respeitados e influentes do Estado de Goiás, presidente da CADESGO foi processado após a morte precoce da influencer e ativista política Karol Eller, que havia se convertido na Assembleia de Deus de Rio Verde-GO e abandonado a prática do lesbianismo.

A acusação de que o Pastor teria instigado que ela atentasse contra a sua vida, pelo fato dela ter renunciado à homossexualidade, após aceitar a Jesus como salvador.

Segundo o pastor, Karol Eller foi recebida e ficou sob os cuidados dele e da igreja por três meses. A influenciadora digital estava enfrentando um período de depressão, antes de cometer o suicídio, segundo relata.
"Nós a recebemos com amor. A sexualidade dela nunca foi tabu ou problema para mim, nem qualquer de nossa igreja ou nossa comunidade, nunca propomos nenhuma cura", afirmou o pastor.
A Igreja foi alvo de uma denúncia por parte de parlamentares que ajuizaram uma ação no Ministério Público Federal (MPF), como informou a colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Segundo a ação, protocolada pelos deputados federais Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), Luciene Cavalcante (PSOL-SP) e Erika Hilton (PSOL-SP), acusa a igreja de promover práticas de 'cura gay' e destacam que tal ato é vedado pela resolução n.º 1999 do Conselho Federal de Psicologia, já que a homossexualidade e bissexualidade não são considerados distúrbios e nem doença.

Na decisão do Juiz Cláudio Roberto Costa dos Santos Silva, ele conclui que:
"Com efeito, não havendo justa causa para a propositura da ação penal, pois inexistente materialidade delitiva, imperioso se torna o arquivamento do presente inquérito policial. Ante o exposto, ACOLHO o parecer do Ministério Público, pelo que HOMOLOGO o ARQUIVAMENTO do inquérito policial, com as baixas e cautelas de estilo, podendo este ser reaberto, com eventual aparecimento de outros elementos, conforme art. 18 do CPP e Súmula 524 do Supremo Tribunal Federal. Em razão das providências já tomadas pelo órgão ministerial, deixo de determinar as intimações das partes e determino o imediato trânsito em julgado desta sentença. Após, arquive-se com as baixas de estilo. Rio Verde - GO, datado e assinado eletronicamente."
Ao ser entrevistado, o Pr Wellington declarou:
"A decisão, proferida pela Justiça e pelo Ministério Público, reconheceu a ausência de materialidade e justa causa para qualquer acusação, evidenciando que a verdade prevaleceu. Agradeço a todos que me apoiaram com orações e palavras de encorajamento durante esse período. Continuo firme em minha missão, confiante de que a justiça foi feita, e seguirei servindo com integridade e dedicação", disse.

 

Fonte: Assembleianos de Valor e Jornal Somos 



segunda-feira, 25 de abril de 2022

Justiça mantém absolvição de Marco Feliciano por chamar Caetano Veloso de pedófilo


Em 2017 Marco Feliciano disse que Caetano Veloso cometeu pedofilia


A 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a absolvição do deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) na ação em que o pastor era acusado pelo cantor e compositor Caetano Veloso de cometer crimes de calúnia, difamação e injúria.

O acórdão foi publicado nesta quarta-feira (20/4).

O caso começou no ano de 2017, quando Marco Feliciano disse que Caetano Veloso cometeu pedofilia contra a esposa Paula Lavigne, pois o casal teria tido a primeira relação sexual quando ela tinha 13 anos, e ele, 40.

Em 2018, durante entrevista concedida a uma rádio, o deputado federal declarou: "Eu questionei ele [Caetano Veloso] – uma pessoa pública, uma pessoa em que as pessoas se espelham – e ele pontuou, com requintes de orgulho, que fez sexo com uma menina de 13 anos. Hoje, a lei diz que isso é crime".

Em 9 de setembro de 2021, a 6ª Vara Criminal de Brasília rejeitou as queixas-crime apresentadas por Caetano Veloso e absolveu o deputado. O cantor recorreu e alegou que "travestir o debate político em discurso de ódio é a prática recente que mais tem contribuído para tornar a política um campo de intolerância e violência".

Mas o relator do caso, desembargador do TJDFT Asiel Henrique de Sousa, entendeu que as falas de Feliciano "estão inseridas em contexto de debate público que se travou à época". "A prova dos autos não demonstra a presença do elemento subjetivo dos tipos penais de injúria ou de difamação", afirmou. Os demais desembargadores votaram com Sousa.

Fonte: Metrópoles via Folha Gospel

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Caso Flordelis: Filho é absolvido de acusação de homicídio do pastor Anderson

Flordelis e Anderson do Carmo eram casados há 25 anos Foto: Reprodução

A absolvição de Carlos Ubiraci, que também é pastor evangélico, foi pedida pelo MP-RJ

Após mais de 21 horas de julgamento, o Tribunal de Júri de Niterói (RJ) decidiu absolver Carlos Ubiraci Francisco da Silva, filho adotivo da ex-deputada federal Flordelis, das acusações de homicídio triplamente qualificado e de tentativa de homicídio contra o pastor Anderson do Carmo, assassinado em junho de 2019.

Carlos Ubiraci e outros três réus foram condenados por uso de documento falso e associação criminosa armada por se envolveram na elaboração de uma falsa carta onde Lucas Cézar dos Santos, outro filho adotivo de Flordelis, assumiria toda a culpa pela morte de Anderson, então marido da política e pastora evangélica.

A absolvição de Carlos Ubiraci —que também é pastor evangélico— foi pedida pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), que entendeu não haver provas suficientes de seu envolvimento no assassinato de Anderson e na tentativa de envenená-lo. Por isso, a Promotoria de Justiça junto à 3ª Vara Criminal de Niterói informou que não pretende recorrer da decisão.

O MP-RJ afirmou que ainda vai avaliar se recorrerá pedindo um aumento da pena dos réus condenados ontem. "[A Promotoria] irá analisar a dosimetria das penas fixadas pela Juíza-Presidente e a eventual ocorrência de erros materiais, para então deliberar, no prazo legal, acerca de eventual recurso, que não dirá respeito à absolvição do réu Carlos Ubiraci quanto às imputações de homicídio, ocorridas a pedido do próprio Ministério Público", disse, em nota.

Flordelis, que é acusada de ser a mandante do assassinato a tiros do marido, será julgada em 9 de maio, ao lado de duas filhas e uma neta.

Veja as condenações de cada um dos réus:

  • Carlos Ibiraci – absolvido das acusações de homicídio triplamente qualificado e de tentativa de homicídio, foi condenado a 2 anos e 2 meses de prisão por associação criminosa;
  • Adriano dos Santos Rodrigues – Filho adotivo de Flordelis, foi condenado a 4 anos, 6 meses e 20 dias de prisão por associação criminosa e uso de documento falso;
  • Marcos Siqueira Costa – O ex-PM foi condenado a 5 anos e 20 dias de prisão por associação criminosa e uso de documento falso;
  • Andrea Santos Maia – Mulher de Siqueira, foi condenada a 4 anos e 3 meses e 10 dias de prisão por associação criminosa e uso de documento falso.

O advogado Carlos Melo, que defende Marcos Siqueira e Andrea Maia, afirmou que a defesa não deve recorrer das condenações. Ainda segundo ele, Andrea jé tem direito de cumprir pena em regime aberto, já que passou um período presa provisoriamente por conta de medidas cautelares pedidas durante a investigação.

André Luiz de Oliveira, outro filho adotivo de Flordelis, teve o julgamento adiado porque seu advogado passou mal ontem (13) e não pôde comparecer ao julgamento.

Filhos foram condenados em novembro

Em novembro, a Justiça condenou os primeiros envolvidos na morte de Anderson do Carmo. Os filhos da ex-deputada Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cézar dos Santos de Souza foram julgados na ocasião.

Flávio, acusado de efetuar os disparos que mataram o pastor, foi condenado a 33 anos e dois meses de prisão por homicídio, porte ilegal de arma de fogo, uso de documento falso e associação criminosa.

Já Lucas, acusado de ter comprado a arma usada no crime, foi condenado a sete anos e seis meses de prisão por homicídio.

Em agosto do ano passado, a política teve o mandato de deputada federal cassado por 437 votos a favor e apenas sete contrários, além de 12 abstenções.

Em depoimento na madrugada de ontem, o pastor Carlos Ubiraci acusou pela primeira Flordelis de matar Anderson. Ele negou envolvimento com o crime.

Ao falar sobre Flordelis, ele disse que “acredita, sim” que a ex-parlamentar teve participação direta no assassinato, segundo informações do jornal O Globo.

'Poder político' do pastor incomodava

Os delegados Bárbara Lomba e Allan Duarte —que conduziram as investigações da DHNSG (Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí) sobre a morte — prestaram depoimento no julgamento e responderam a questões sobre o inquérito policial.

Em sua fala, Barbara Lomba, que chefiou a primeira parte das investigações, afirmou que a vítima tinha grande poder político —o que, segundo ela, incomodava parte dos filhos de Flordelis.

A delegada afirmou que o pastor era "uma pessoa de ação", que tomava para si muitas responsabilidades. Em relação à atividade política de Flordelis, Barbara disse que "todo mundo" no meio sabia que ele era o responsável pelas articulações políticas.

"O grupo que ficou descontente com o que o Anderson estava representando queria deixar claro que tudo foi construído com a imagem da Flordelis. No meio político, havia pessoas que tratavam com ele, não com ela. Há uma decisão que a ação de Anderson precisava ser interrompida, e não podia ser pela separação", disse ela.

O depoimento de Bárbara Lomba foi corroborado por outra testemunha. Luana Pimenta, mulher de Wagner Andrade Pimenta, o Misael, filho afetivo de Flordelis, disse que alguns dos filhos reclamavam do protagonismo de Anderson.

A nora de Flordelis relatou que havia um núcleo de filhos "preferidos", que não gostavam da grande influência de Anderson na carreira como cantora e no mandato de Flordelis na Câmara dos Deputados.

Luana disse que Simone dos Santos Rodrigues, uma das filhas biológicas, era uma das que mais reclamavam de Anderson. Flordelis, de acordo com a nora, fazia coro às reclamações.

"Eu perguntei: 'por que não separa?' Mas ela [Flordelis] dizia que a separação iria queimar a imagem da igreja, que seria um escândalo. Então ela falava que Deus iria levar ele, que até o final do ano ele iria morrer", afirmou Luana.

Plano de envenenamento descoberto após suco

Além de Luana, depuseram Misael e Alexander Felipe Matos Mendes, o Luan, dois filhos afetivos de Flordelis. Alexander, aliás, pediu que não fosse chamado de Luan no plenário —era prática comum de Flordelis mudar o nome de quem chegava à casa da família.

Ambos os filhos contaram que ficaram chocados na ocasião da morte do pastor.

As filhas de Carlos Ubiraci também prestaram depoimento: Roberta (filha afetiva) e Raquel (filha biológica), além de uma outra filha afetiva, menor de idade.

Ubiraci foi absolvido da acusação de tentativa envenenamento. As três mulheres afirmaram que só souberam de uma tentativa de envenenamento quando a mãe delas, mulher de Ubiraci, bebeu um suco da geladeira de Flordelis na igreja e passou mal a ponto de ir a um hospital.

Raquel afirmou que, ao saber que a nora tinha ido ao hospital, Flordelis reclamou. A ex-deputada federal teria dito que deveria ter sido procurada pela família para que ela pudesse "reverter".

Todas contaram que uma outra neta biológica de Flordelis tomou uma bebida láctea da mesma geladeira e também passou mal. Durante o depoimento, a mãe das jovens estava no plenário e confirmou, afirmando com a cabeça, a versão da filha.

Ex-PM participou de maior chacina do Rio

Não é a primeira vez que o nome de Marcos Siqueira Costa, ex-PM condenado ontem, é envolvido em homicídios. Ainda quando estava na PM, ele participou da Chacina da Baixada, a maior já praticada no estado, em 2005.

Marcos dirigiu o carro usado por outros quatro policiais para matar 29 pessoas pelas ruas de Nova Iguaçu e Queimados em menos de duas horas. Pela participação no crime, ele foi condenado a 480 anos e seis meses de prisão, por homicídio, tentativa de homicídio e formação de quadrilha.

Fonte: UOL via Folha Gospel

sábado, 25 de dezembro de 2021

Tribunal absolve pastora evangélica de homofobia após pregação polêmica

O TJRJ extinguiu a ação contra a pastora Karla Cordeiro, denunciada por discurso racista e homofóbico.

Por unanimidade, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) extinguiu em 02.12.2021, uma ação contra a pastora Karla Cordeiro, que foi denunciada por ter proferido discurso racista e homofóbico.

A pastora "está amparada pelo exercício regular do direito que é a liberdade de culto religioso e de crença, assegurados pela Constituição da República", concluiu o desembargador Paulo Rangel, relator do habeas corpus e que também é um homem negro.

A denúncia foi feita com base em uma pregação de Karla Cordeiro na Igreja Sara Nossa Terra de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. Em agosto, o vídeo circulou nas redes sociais e na imprensa.

"É um absurdo pessoas cristãs levantando bandeiras políticas, bandeiras de pessoas pretas, bandeiras de LGBTQIA+, sei lá quantos símbolos tem isso aí. É uma vergonha, desculpa falar, mas chega de mentiras, eu não vou viver mais de mentiras. É uma vergonha. A nossa bandeira é Jeová Nissi. É Jesus Cristo. Ele é a nossa bandeira", disse a pastora. "Para de querer ficar postando coisa de gente preta, de gay, para! Posta palavra de Deus que transforma vidas. Vira crente, se transforma, se converta!", acrescentou.

O sermão de Karla Cordeiro acabou virando alvo de inquérito policial, e, posteriormente, de uma denúncia do Ministério Público por racismo e homofobia.

Na época, a pregadora fez uma nota de retratação, esclarecendo que foi infeliz na escolha de suas palavras.

"A minha intenção era de afirmar a necessidade de focarmos em Jesus Cristo e reproduzirmos seus ensinamentos, amando os necessitados e os carentes. Principalmente as pessoas que estão sofrendo tanto na pandemia. Fui descuidada na forma que falei e estou aqui pedindo desculpas", disse Karla.

'Tudo virou crime"

Por unanimidade, desembargadores da 3ª Câmara Criminal do TJRJ julgaram procedente o pedido de extinguir o processo, amparados pela liberdade de culto e de expressão.

"A paciente pregou a palavra de Deus com base no livro Santo e Sagrado de todos os Cristãos: a Bíblia. (…) Não comete crime quem, em pleno exercício de sua religião, clama pelos ensinamentos de Cristo, sem ofensa a qualquer minoria. O que se quer é obrigar a paciente a rasgar a Bíblia e a aceitar o homossexualismo", declarou o desembargador.

O magistrado defendeu que "a prática do homossexualismo e demais atos citados na passagem Bíblica e tidos como pecados não são inventados pela pastora. (…) Querer que ela defenda algo diferente do que está na Bíblia é cercear a liberdade de culto dela".

Segundo o jornal O Globo, Rangel abriu seu voto com a canção "Recado", de Gonzaguinha e citou a frase: "Liberdade virou prisão". 

O desembargador observou ainda que atualmente tudo é considerado crime e que o Direito Penal se tornou "instrumento de manipulação social e não de segurança jurídica".

"O problema é que hoje tudo é crime. A pessoa tem uma opinião que não é politicamente correta, pronto: já é considerada criminosa. Opinião passou a ser crime. Lamentável. Hoje humoristas como Paulo Silvino que tinha o bordão 'Isto é uma bichona', Tom Cavalcante que encarnava o 'Pit Bicha', o memorável e inesquecível Chico Anísio que dentre centenas de personagens encarnava a 'Salomé', 'Os Trapalhões' (Dedé, Didi, Mussum e Zacarias) que se dirigiam ao queridíssimo e inesquecível Mussum como crioulo, dentre outros, seriam presos na porta do estúdio de gravação e denunciados pelo Ministério Público", escreveu no relatório.

Fonte: Portal Guia-me via Gazeta Cristã

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Youtuber que foi condenada a excluir vídeo apoiando casamento tradicional vence caso na Justiça

A Suprema Corte da Colômbia decidiu que a youtuber Erika Nieto não deveria ter sido intimada a excluir seu vídeo, no qual expressou suas crenças bíblicas sobre casamento. O anúncio da vitória da influencer, mais conhecida como "Kika", por sua liberdade de expressão, foi anunciada pela Aliança Internacional em Defesa pela Liberdade (ADF), que a defendeu no caso.

"Junto com Kika, estamos muito felizes que o tribunal anulou essa decisão de censura. Kika se manteve firme durante toda essa provação para defender a liberdade de todos de compartilhar suas crenças", disse Santiago Guevara, advogado da Nueva Democracia, uma ONG que, com o apoio da ADF International, representou Nieto.

O Tribunal Nacional da Colômbia havia ordenado que Kika excluísse um vídeo em que ela apoia o casamento tradicional. No vídeo de pergunta e resposta, publicado em 2018, a Youtuber diz que, em sua opinião, o casamento é apenas entre homem e mulher, mas que respeita outras perspectivas.

"Deus criou o homem e a mulher para que pudessem estar um com o outro. Não considero que homens ou mulheres estarem com o mesmo sexo seja bom, mas tolero isso. Tenho amigos que são gays, tenho amigos que são lésbicas e os amo de todo o coração. E se eu sei de uma coisa e estou completamente certo disso, é que Deus é amor. E ele me chama para amar as pessoas. Sem julgá-los", afirmou no vídeo.

Após a denúncia do ativista LGBT, José Francisco Montufar Rodríguez, que argumentou que o comentário sobre casamento era ofensivo e discriminatório, o Tribunal Nacional considerou o vídeo como "discurso de ódio" e ordenou sua remoção do YouTube. O processo judicial incluía um mandato de prisão contra ela.

A influencer digital, que possui mais de sete milhões de inscritos em seu canal, entrou com um pedido ao Tribunal Constitucional da Colômbia para a anulação da ordem em abril de 2020.

Liberdade de expressão

Kika defende que as pessoas tenham o direito de falar abertamente sobre assuntos pelos quais são apaixonadas, sem medo de perseguições. "Todos têm o direito de compartilhar livremente suas crenças em público", explicou ela antes da decisão do Supremo Tribunal.

"Ninguém deveria ter medo da censura ou de sanções criminais por expressar suas crenças profundas. Espero poder encorajar o debate e inspirar mais tolerância em relação a diferentes pontos de vista", concluiu a youtuber.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post via Folha Gospel

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Pastor Marcos Pereira é absolvido da acusação de estupro de fiel

O pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias – ADUD, foi absolvido pelo Tribunal de Justiça do Rio da acusação de ter estuprado uma fiel de sua igreja em 2006. A decisão dos desembargadores é do último dia 11 e foi tomada após um pedido da defesa do réu em uma Revisão Criminal. Em 2013, Marcos tinha sido condenado a 15 anos de prisão pelo crime.

Na época, o religioso foi acusado pelo antigo crime de atentado violento ao pudor, hoje considerado estupro. Sua absolvição pelo TJ ocorreu apenas por questão processual. Os desembargadores do Terceiro Grupo de Câmaras Criminais entenderam que o pastor não poderia mais ser punido pelo crime, uma vez que transcorreu mais de seis meses entre a data do delito e a denúncia da vítima à polícia.

O antigo crime de atentado violento ao pudor era considerado ação penal pública condicionada à representação. Nesse caso, para que uma pessoa seja investigada e punida, é necessário que a vítima ou um de seus substitutos legais expressem seu desejo de representar criminalmente contra ela. O artigo 103 do Código Penal prevê que o prazo para que isso ocorra é de seis meses a partir do dia em que se toma conhecimento de quem é o autor do crime. No caso do pastor, a vítima o conhecia. O crime teria ocorrido em 2006, mas a denúncia contra Marcos só aconteceu em 2012.

Na Revisão Criminal, além de alegar que o pastor não poderia ser punido em razão do tempo que a vítima levou para denunciá-lo, a defesa também alegou que testemunhas foram coagidas e ameaçadas a darem depoimentos contra o religioso. No entanto, os desembargadores do Terceiro Grupo de Câmaras Criminais sequer analisaram as provas do processo, uma vez que a absolvição ocorreu por questões processuais.

O pastor Marcos chegou a ser preso, acusado de estupro, em maio de 2013. Na ocasião, a Justiça decretou a sua prisão preventiva. Em setembro daquele ano, ele foi condenado a 15 anos de prisão. Sua defesa chegou a entrar com recursos contra a sentença, mas não conseguiu sua absolvição em um primeiro momento. Em dezembro de 2014, o religioso conseguiu um habeas corpus e foi solto.

Em 2017, a defesa do pastor entrou com o pedido de Revisão Criminal, julgada apenas este ano. Participaram do julgamento, realizado por videoconferência, sete magistrados do Terceiro Grupo de Câmaras Criminais. O relator do processo é o desembargador Cairo Ítalo França David.

Fonte: Jornal Extra via Folha Gospel

domingo, 7 de julho de 2019

Justiça decide a favor de estudante expulso de universidade por comentários bíblicos sobre homossexualidade


Um estudante britânico ganhou uma ação judicial depois de ter sido expulso da universidade por postar versículos bíblicos sobre a homossexualidade.
Felix Ngole foi expulso da Universidade de Sheffield em 2016 depois de postar versículos bíblicos no Facebook que a universidade considerou críticos em relação à homossexualidade. 
As postagens ocorreram no contexto de um debate na mídia social sobre Kim Davis, a ex-funcionária do condado de Kentucky que se recusou a emitir licenças de casamento para casais do mesmo sexo por causa de sua fé cristã.
Durante o intercâmbio, Ngole compartilhou versículos bíblicos que apoiavam a visão tradicional de que o casamento é ordenado por Deus e deveria ser exclusivamente entre um homem e uma mulher. 
Ele também afirmou que "a Bíblia e Deus identificam a homossexualidade como um pecado", segundo reportagem da BBC. 
Mais tarde, Ngole foi anonimamente denunciado por um colega para a Universidade e disciplinado perante um conselho disciplinar.  Ele foi informado de que havia prejudicado a profissão de assistente social e foi expulso do curso, perdendo a carreira para a qual tanto trabalhou.
Durante o conselho disciplinar a Universidade lhe disse que a expressão de seus pontos de vista cristãos era inaceitável e foi efetivamente dito para renunciar à sua fé ou permanecer em silêncio sob pena de perder sua carreira. No entanto Felix diz que sentiu que não poderia desistir de sua fé.
Em 2017, depois de uma batalha judicial contra sua expulsão e argumentando que seus direitos humanos haviam sido violados, o Supremo Tribunal do Reino Unido decidiu em favor da Universidade.
Agora, em uma decisão importante, a Corte de Apelações anulou a decisão anterior e criticou a universidade por sua ação discriminatória, instando-os a reconsiderar o caso de Ngole.
"A mera expressão de visões religiosas sobre o pecado não implica necessariamente discriminação", determinou o tribunal, segundo Christian Concern, o grupo de defesa da fé cristã que auxilia Ngole em seu caso.
Dentro da decisão, observou-se que Ngole havia sido discriminado e que a universidade "não tinha discernimento" na maneira como lidava com a situação – proibindo Ngole de expressar suas crenças religiosas, juntamente com a ameaça de acabar com sua futura carreira.
"Esta é uma ótima notícia, não só para mim e minha família, mas para todos que se preocupam com a liberdade de expressão, especialmente para aqueles que trabalham ou estudam para profissões que cuidam das pessoas. Como cristãos, somos chamados a cuidar e servir os outros, publicamente ou em particular, devemos ser livres para expressar nossas crenças, especialmente quando perguntados, sem medo de perder nossos meios de subsistência", disse Ngole após a última decisão.
Ngole notou que ele havia "sofrido tremendamente" durante toda a provação, mas sente "alegria esmagadora" de que o que ele passou resultará em "tanto ganho" para os "cristãos hoje e no futuro" como resultado da criação deste novo precedente legal.
A chefe da Christian Concern, Andrea Williams, chamou isso de um "divisor de águas para os cristãos e uma retumbante vitória da liberdade de expressão".
"pesar dessa vitória, esse não é o fim da luta de justiça de Felix. Ele deve agora voltar para um painel da Universidade de Sheffield que julgará, à luz deste resultado, sua aptidão para praticar a profissão de assistente social. A justiça completa deve ser cumprida e a universidade deve prestar contas para que esse homem bondoso e compassivo possa finalmente trabalhar em um emprego que reflita suas qualificações e sua capacidade, profissionalmente e como pessoa. Nossas comunidades e os mais vulneráveis ​​da nossa sociedade precisam de mais profissionais cristãos como Felix, não menos".
Folha Gospel com informações de Christian Headlines e Christian Concern
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