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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Jonathan Nemer pede oração pela mãe, internada na UTI

O humorista Jonathan Nemer vem compartilhando nas redes sociais a luta de sua mãe, Sara, para se recuperar da covid-19, e tem recebido diversas manifestações de apoio e encorajamento.

Infelizmente minha mãe teve mais uma piora. Se não progredir será intubada. Só peço oração, porque creio. Coração despedaçado, unido apenas pela fé em Deus”, dizia o texto de uma publicação feita no Instagram no último domingo, 11 de abril.

Em resposta, seus seguidores manifestaram solidariedade. Um deles, o padre Fábio de Mello – que recentemente perdeu a mãe para doença – comentou: “Estou unido, querido! Só quem já passou por essa angústia sabe o tamanho dela”.

personal trainer e influenciadora Bella Falconi, evangélica, também pediu orações pela mãe de Jonathan Nemer em um vídeo divulgado também no Instagram. Outros dois que enviaram mensagens de apoio foram o ex-jogador Kaká, também evangélico, e o apresentador Otaviano Costa.

De acordo com informações do portal G1, além da mãe, o próprio Jonathan Nemer e seu pai também testaram positivo para Covid-19, mas só Sara precisou ser hospitalizada. O humorista relatou que ele o pai fizeram exames para saberem se estão curados, pois só assim sua irmã, a cantora e influenciadora Rebeca Nemer poderá visitá-los.

Nesta última quinta-feira, 15 de abril, ele voltou a publicar uma atualização sobre o estado de saúde de sua mãe, e reiterou o pedido de oração: “Esta manhã a Mama […] passou muito mal, sua saturação caiu bastante e tiveram que aumentar a oferta de oxigênio. Agora ela encontra-se estável. Os exames mostram que a infecção está diminuindo, embora o PCR ainda esteja alto”.

Infelizmente, embora os exames tenham melhorado, ela não está se sentindo melhor. Nos ajudem em oração. Precisamos que ela melhore, tenha uma evolução, que a respiração melhore, que a saturação suba e se estabilize. Cremos na provisão de Deus. Cremos no milagre. Cremos no sobrenatural”, acrescentou Jonathan Nemer.

Fonte: Gospel+


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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Casal cristão com coronavírus morre lado a lado em hospital com diferença de horas

O testemunho de vida do casal cristão Francisco Paulo de Souza, de 79 anos, e Eda Mary Jordão de Souza, de 76, será lembrado por amigos, familiares e irmãos em Cristo como um exemplo de fé, amor e superação.
Casados há 56 anos, os dois haviam se contaminado com o novo coronavírus e precisaram ficar internados em um hospital particular em Palmas, no Tocantins, mas infelizmente não resistiram às complicações da doença e vieram a falecer no último dia 14, sexta-feira.
Primeiro faleceu Paulo e horas dois a sua esposa, Eda. Ambos estavam em leitos próximos no hospital, lado a lado. O exemplo de vida e amor do casal comoveu até mesmo a equipe de saúde local.
Paulo era diácono em uma igreja da região. Seu pastor lembrou do bom testemunho deixado por ele.
"Quando ele faleceu, uma das características que o pessoal mais salientava era sua receptividade. O abraço, o afeto que ele tinha para com todos que vinham na igreja", disse o pastor Danilo Alves, da igreja em que Francisco Paulo era diácono, segundo o G1.

"Sou um milagre"

Outros cristãos que também foram infectados com o coronavírus não partiram para a presença de Deus por causa da doença. Na verdade, a maioria conseguiu se recuperar e algumas dessas pessoas acreditam que por intervenção divida.
É o caso da técnica de enfermagem Djenane Pereira Fernandes Almeida, que chegou a ficar internada na UTI e ter os seus pulmões comprometidos em até 50%.
"As minhas dores viraram desespero. Por ser diabética, eu sabia que meu corpo não resistiria a uma intubação. Quando a ambulância chegou para me levar, um funcionário perguntou se eu acreditava em Deus. Eu disse que sim e que, por isso, ficaria tudo bem", disse ela, conforme notícia do Gospel Mais.
Felizmente, após uma madrugada de orações e dias de internação, Djenane conseguiu acordar no outro dia louvando a Deus, mostrando que estava recuperada das complicações da covid-19.
"Eu tive que aprender a respirar de novo e  falei com Deus novamente: 'Daqui eu vou para minha casa'. Eu sou um verdadeiro milagre Dele, nasci de novo", disse ela.
Fonte: Gospel+

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Igrejas perdem pastores e padres para Covid-19 e divergem sobre reabertura de templos


Everton Lopes Batista

Folhapress

Dezenas de pastores da igreja evangélica Assembleia de Deus, alguns deles presidentes da denominação em cidades do Paraná, de Mato Grosso e do Ceará, e pelo menos 14 padres católicos morreram nos últimos meses por complicações da Covid-19.
A CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), maior organização de igrejas evangélicas, com mais de 100 mil pastores associados e cerca de 25 milhões de fiéis, não informou um número exato de mortes, mas disse que entre as dezenas de líderes mortos estão pessoas de idades variadas.
No campo católico, um relatório publicado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) no fim de maio divulgou que 117 padres haviam sido infectados pelo novo coronavírus.
As mortes provocaram impacto nas comunidades religiosas, que adotam estratégias diferentes para a retomada de atividades presenciais. O Ministério da Saúde não definiu orientações específicas para serviços religiosos presenciais, embora eles aconteçam hoje em diversas partes do país.
Os templos são geralmente ambientes fechados, o que exige atenção maior às orientações sanitárias para minimizar os riscos de transmissão do novo coronavírus, que pode ser transportado pelo ar em partículas muito pequenas de saliva (aerossóis) liberados quando as pessoas espirram, tossem, falam e respiram.
Segundo especialistas, cantar –uma prática comum nos encontros religiosos– também produz essas partículas.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) incluiu igrejas no rol de serviços essenciais em março, abrindo margem para a abertura dos templos –mas eles ainda precisam seguir regras de governos estaduais e prefeituras nesse quesito.
No início de junho, ao sancionar a lei do uso de máscaras em espaços públicos, Bolsonaro retirou a obrigação da proteção em igrejas.
A morte do pastor Sebastião Rodrigues de Souza aos 89 anos causou comoção entre os fiéis. Souza, que faleceu no dia 8 de junho, era presidente das Assembleias de Deus em Mato Grosso e vice-presidente da CGADB desde 1995.
O filho de Souza, Rubens Siro, também pastor em Mato Grosso, havia falecido com a doença aos 68 anos cinco dias antes. Em Cuiabá, as igrejas têm permissão para abrir desde o fim de abril.
Souza era conhecido por ter construído em Cuiabá um dos maiores templos evangélicos do país, com capacidade para mais de 20 mil pessoas.
Segundo nota da prefeitura de Cuiabá, o enterro do religioso atraiu milhares de pessoas ao cemitério Parque Bom Jesus. Uma equipe de fiscalização foi enviada ao local e usou sistema de som para que as pessoas mantivessem distanciamento entre si.
Bolsonaro publicou uma nota de pesar pela morte de Souza, mas sem citar a Covid-19. Foi uma das raras vezes em que o mandatário lamentou publicamente uma morte causada pela doença.
O Ministério da Saúde não tem orientações específicas para igrejas, apenas orientando para um reforço na higiene pessoal e de ambientes e na etiqueta respiratória.
"As ações devem ser tomadas de acordo com as necessidades de cada região, levando em conta parâmetros como quantidade de leitos ocupados, quantidade de casos e óbitos, quantidade de profissionais, insumos e equipamentos de proteção individual (EPIs), além de avaliar a dinâmica socioeconômica e cultura de cada localidade", disse em nota.
Na prática, cada instituição religiosa pode, tendo as regras estabelecidas pela administração local como base, escolher ser mais ou menos cautelosa ou até permanecer fechada.
Em junho, a CNBB enviou aos bispos um documento com orientações para o retorno às atividades presenciais. O documento pede uso de máscaras e que os fiéis não se cumprimentem com apertos de mão, por exemplo. A água benta deve ser retirada da entrada das igrejas.
Entre os evangélicos as estratégias podem divergir bastante. O grupo religioso não conta com uma única liderança e está divido em centenas de convenções (agrupamentos de igrejas) independentes entre si.
Em nota, a CGADB diz que as igrejas afiliadas devem respeitar o distanciamento entre as pessoas e que o uso de máscara é obrigatório.
"A orientação é que todos cuidados necessários para evitar a propagação da doença sejam tomados por todos, ficando em casa, usando máscara e outros aparatos que evitem a circulação do vírus", afirma a instituição.
Desde o início da pandemia, o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que não faz parte da CGADB, se posicionou contra o fechamento de igrejas. Em um vídeo publicado em seu canal do YouTube em 19 de março, o pastor pede que as pessoas não tenham medo e não repassem por redes sociais "coisas ruins sobre o coronavírus".
Para Ronaldo de Almeida, antropólogo da Unicamp e pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), o discurso de Malafaia segue a posição de Bolsonaro, mas não reflete a totalidade dos evangélicos. "O jogo político englobou e orientou esse debate", diz.
"A meu ver, a maioria dos evangélicos não caiu na linha do Malafaia e aderiu às medidas de distanciamento, ainda que com alguma confusão. Bolsonaro produziu uma sociedade muito confusa", afirma.
"A igreja evangélica é multifacetada. A maioria apoiou o presidente no início, quando ele tratou a pandemia como uma questão de menor importância, até que as mortes começaram a aparecer", diz o pastor Ariovaldo Ramos, da Comunidade Cristã Renovada, de São Paulo.
Ramos tem conduzido os cultos de casa, pela internet. "Ser pastor nesse período tem sido um desafio hercúleo. Há muitos colegas que insistem em antecipar a volta dos cultos presenciais, mas faço parte do grupo que resiste, que sabe que a melhor forma de proteção é o isolamento social", afirma o líder.
Pedidos de que os fiéis tenham coragem para enfrentar a pandemia, como os feitos por Malafaia, carregam o triunfalismo, presente em diversos ramos do pentecostalismo e do neopentecostalismo. A teoria, que tem origem na teologia da prosperidade, prega que os cristãos não devem aceitar infortúnios.
O pastor Ramos considera a abordagem perigosa. "É uma posição muito preocupante, e não é cristã. Ela causa a impressão de que o fiel está protegido, mas os demais seres humanos não. Alguns podem usar isso chamando para os cultos presenciais, como um desafio de fé: se você tem fé, deve ir ao culto; se você não vai, então é desprovido de fé", diz.

pastor Sócrates de Oliveira de Souza, diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira (CBB), conta que ficou 36 dias internado com a Covid-19 –14 deles em respiração mecânica na UTI.
Segundo o pastor, a CBB recomenda que as cerca de 13 mil igrejas afiliadas espalhadas pelo Brasil sigam as recomendações das autoridades locais irrestritamente. Onde cultos presenciais estão liberados, é recomendado que aconteçam com presença reduzida de fiéis e sem pessoas dos grupos de risco.
A Congregação Cristã no Brasil, uma das igrejas pentecostais mais antigas do país, suspendeu todos os cultos presenciais ainda em abril até nova decisão.
A igreja Hillsong de São Paulo, que recebe milhares de frequentadores aos fins de semana, suspendeu as cinco reuniões que realizava todos os domingos.
As duas igrejas, ramos bastante distintos do pentecostalismo, adotaram os cultos online.
"Ambientes fechados têm menor ventilação e menor troca de ar. Assim, há maior acúmulo de partículas no ambiente. Quanto mais alto falamos ou cantamos, expelimos mais dessas partículas, que também podem chegar a uma distância maior", explica Rosana Richtmann, infectologista do Instituto Emílio Ribas.
Cultos evangélicos, principalmente pentecostais e neopentecostais, são repletos de música e momentos de emoção, com choro e orações em voz alta. Protocolos específicos para adaptar as diversas liturgias ao contexto da pandemia poderiam ser úteis no combate ao novo coronavírus dentro das igrejas.
Segundo a médica, templos abertos e ventilados, distanciamento entre as pessoas, higienização constante de objetos de uso compartilhado e reuniões com tempo de duração menor ajudam a minimizar os riscos.
Fonte: Folhapress via Amazonas Atual via Folha Gospel

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Pastor pede perdão pelo surto de coronavírus após retornar os cultos precocemente

Um pastor do estado de Tennessee, nos EUA, pediu perdão à sua congregação porque o coronavírus infectou inúmeros membros da igreja – incluindo ele e seus familiares – semanas depois que a igreja retomou os cultos em recinto fechado e também organizou uma reunião da convenção estadual em junho.
Kelvin Page, pastor da Igreja de Deus de Westmore, em Cleveland, Tennessee, postou um vídeo de 20 minutos no Facebook na última quinta-feira, expressando profundo pesar e assumindo total responsabilidade pela decisão de retomar os serviços internos no final de maio, após realizar oito semanas de cultos drive-in.
Page explicou que, por todas as medidas, a igreja sentiu que tinha uma "grande influência" no vírus, pois tomava as devidas precauções de triagem, saneamento e distanciamento social para ajudar a mitigar a propagação do COVID-19 quando retomou os cultos internos de domingo e o encontros em pequenos grupos. As atividades, disse ele, foram realizadas em consulta com o departamento de saúde local e os padrões estaduais de reabertura.
Depois de retomar os serviços, Page disse que a igreja era capaz de realizar semanas de serviços nas instalações sem nenhum relatório de um membro da igreja pegando o coronavírus. Mas no dia dos pais, comemorado nos EUA no terceiro domingo de junho, as coisas mudaram.
"De alguma forma, o vírus chegou ao coro. As temperaturas foram medidas naquela manhã, mas ainda assim escapou", disse Page sobre o culto no domingo do dia dos pais.
"Ouvimos alguns dias antes que havia um aumento no município, mas com as precauções que estávamos tomando, além do fato de não conhecermos ninguém que havia sido diagnosticado com o vírus, acreditamos sinceramente que estava tudo bem. Mal sabia eu que o vírus estava invadindo aquela manhã".
Na segunda-feira seguinte, a igreja organizou uma reunião estadual e um culto para a Igreja de Deus do Tennessee.
"Rapaz, foi difícil", disse Page. "O que eu mais não dei atenção, e tenho que dizer isso, foram máscaras. Hoje vou dizer que as máscaras devem ser consideradas por todos, mas principalmente pelos vulneráveis. Talvez quando todos nós usamos máscaras, é menos provável que os vulneráveis ​​sejam vulneráveis. Então isso é algo que realmente precisamos levar a sério."

Page explicou que, embora inicialmente houvesse 12 casos confirmados de coronavírus na congregação, esse número se tornou muito grande para a igreja acompanhar.
"Algumas pessoas vão pensar que estou escondendo ou ocultando números. A verdade é que sabíamos que tínhamos 12 confirmados”, afirmou. "Então nós sabíamos que tínhamos vários outros confirmados mesmo depois disso. Então começou a rolar e não sei honestamente quantos temos."
Apesar dos pedidos da mídia que procuram saber quantas pessoas na igreja foram infectadas, Page disse que é difícil dizer quantas pessoas contraíram o vírus em Westmore e quem o contraiu em outras partes da comunidade.
Westmore é apenas uma das várias congregações em todo o mundo que receberam destaque da mídia devido a surtos de casos de coronavírus associados às suas comunidades ou pessoas que participaram de cultos ou outros eventos em suas instalações. 
Muitas igrejas em todo o país mudaram para serviços somente on-line ou serviços drive-in. Mas agora, muitos estão lentamente começando a reabrir seus serviços internos, tomando as precauções necessárias estabelecidas por especialistas em saúde federais, estaduais e locais. 
Reuniões de adoração em recinto fechado receberam maior escrutínio e muitos estados, condados e localidades adotaram restrições às reuniões de adoração.
Houve várias ações judiciais movidas por igrejas contra estados e localidades em todo o país sobre ordens de distanciamento social que proíbem ou restringem serviços de adoração presenciais. Essas igrejas argumentam que é injusto restringir as reuniões religiosas enquanto permite que certas lojas e empresas operem.

Fonte: Folha Gospel
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sexta-feira, 19 de junho de 2020

Joice Hasselmann é internada após diagnóstico de Covid

Em rede social, a deputada Joice Hasselmann falou sobre os sintomas que teve

Nesta quarta-feira (17), a deputada federal Joice Hasselmann revelou que está com coronavírus. Ela usou as redes sociais para falar sobre a doença.
Na publicação, a parlamentar citou os sintomas que teve e afirmou que já foi medicada.
Amigos, comunico que fui diagnosticada com a COVID-19. Depois de crises de tosse, febre e falta de ar fui internada para exames que confirmaram a doença e uma pneumonia viral. 1/4 do pulmão está comprometido. Já estou medicada e tomando todos os cuidados. Não é só uma gripezinha – declarou.
Publicação da deputada Foto: Reprodução
Fonte: Pleno News

segunda-feira, 20 de abril de 2020

É possível sentir todos os sintomas da Covid-19 sem ter se infectado


O psicólogo Emiliano Villavicencio falou sobre a somatização do coronavírus à BBC News Mundo.


O psicólogo Emiliano Villavicencio fez um alerta sobre a somatização, um processo que ele define como "a manifestação de sintomas físicos de um problema psicológico".

"Do coronavírus, podemos sentir a febre, a dor de cabeça e até tossir sem ter a doença. Tudo é possível", disse em entrevista à BBC News Mundo o chefe da pós-graduação da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade de La Salle, na Cidade do México.

A somatização é reconhecida no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais publicado pela Associação Psiquiátrica Americana dos Estados Unidos.

Villavicencio alerta sobre a situação atual de pandemia em relação a como o medo da emergência de saúde causada pelo coronavírus pode causar os sintomas da Covid-19 em alguns pacientes.

Esses sintomas são reais e podem confundir as pessoas, fazendo-as acreditar que contraíram a doença. Mas, no caso da somatização, o quadro clínico não é causado pelo vírus, mas por um estado de ansiedade e preocupação.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os sintomas mais comuns da Covid-19 são febre, tosse seca, mal-estar e dificuldade para respirar - embora em vários casos tenham sido relatadas secreções nasais, problemas gástricos, perda de olfato, entre outros.

"Na somatização, se o paciente acredita que sua cabeça dói, é porque realmente dói, só que a explicação para essa dor é psicológica", explica Villavicencio.

O especialista conversou com a BBC News Mundo sobre como detectar essa condição, diferenciá-la da hipocondria e evitá-la em meio a essa "superexposição a notícias sobre o coronavírus".

Sintomas reais
Diante da emergência sanitária, Villavicencio conta como está aumentando o número de pacientes com sintomas psicossomáticos em seu consultório.

"Pacientes completamente saudáveis podem sentir todos os sintomas do coronavírus, é normal. Somente nestes casos, tentamos tratar o medo psicológico que gera os sintomas, em vez de receitar medicamentos", explica o especialista.

"Durante minha carreira, vi gestações psicológicas, onde uma pessoa vai à sala de parto e dá à luz um bebê que só existe em sua mente. Existem até pacientes que sofrem de paralisia de algum membro do corpo. Então, imagine como é fácil desenvolver sintomas tão comuns como uma dor ou tosse repentina", continua Villavicencio.

Em situações desse tipo, os especialistas primeiro descartam qualquer causa física à condição e depois procuram uma razão psicológica que explique os sintomas.

Muitas vezes eles descobrem, por exemplo, que é uma pessoa hipocondríaca.

Segundo o Sistema Nacional de Saúde Britânico (NHS, por sua sigla em inglês), a hipocondria é um medo excessivo de adoecer, que às vezes pode dominar a vida cotidiana.

Nesse caso, no entanto, Villavicencio pede para que seja diferenciado esse distúrbio do desenvolvimento de um quadro psicossomático.

Fator externo
"A diferença entre uma pessoa hipocondríaca e um paciente que manifesta sinais psicossomáticos se deve à influência de um fator ambiental. O hipocondríaco não precisa desse elemento externo — neste caso a emergência de saúde — para desenvolver ansiedade e sentir os sintomas de uma doença", esclarece Villavicencio.

A superexposição às notícias sobre o coronavírus está por trás do aparecimento de sintomas psicossomáticos. Por esse motivo, Villavicencio aconselha a cuidar não apenas da saúde física, mas também da saúde mental.

Ele pede para analisar as notícias e não simplesmente "engoli-las", conhecer bem o que implica ter o coronavírus, "cuja mortalidade geral não é tão alta", e consultar "fontes confiáveis de informação e não apenas uma publicação no Facebook".

"Uma pessoa super exposta pode construir facilmente fantasias catastróficas, distorcer a realidade e produzir um estado psicossomático. A partir das ideias e fantasias, o atendimento médico dos países pode ser prejudicado", alerta o especialista.

Fonte: Guiame

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Brasil chega a 800 mortes por Covid-19 e quase 16 mil casos

Brasil registrou 133 mortes em um dia

Ao menos 800 pessoas morreram pelo novo coronavírus no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira (8). Foram registradas 133 novas mortes nas últimas 24 horas, uma alta de 20%.
O país soma 15.927 casos confirmados da doença. No dia anterior, eram 13.717 – a alta foi de 16%.
O ministério, porém, tem informado que o número real de casos tende a ser maior, já que são testados apenas os casos graves, de pacientes internados em hospitais, e há casos represados à espera de confirmação.
São Paulo, o estado mais populoso, continua sendo o mais atingido pelo novo coronavírus.
Seguindo boletim do Ministério da Saúde divulgado no sábado (4), a transmissão no país está em fase inicial, mas a alta incidência de casos em quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas) e no Distrito Federal já indica uma transição para fase de aceleração descontrolada nesses locais.
No documento, a pasta faz uma revisão da trajetória do vírus e reconhece gargalos diante de uma possível fase aguda da epidemia, como a falta de testes e leitos suficientes.
Das 549 mortes já investigadas, 78% eram de pessoas acima de 60 anos. Há, porém, vítimas mais novas: 86 pessoas com idade entre 40 e 59 anos e outras 31, de 20 a 39, também morreram pela doença.
A maioria (76%) tinha pelo menos algum outro fator de risco, como cardiopatia e diabetes. Segundo a pasta, 34% das pessoas mortas tinham menos de 60 anos e não apresentavam comorbidades.
*Folhapress via Pleno News
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