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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Brasil aparece em 88º lugar em ranking sobre acesso à Bíblia



Lista considera o país em condições mínimas de restrições ao acesso das Escrituras


O Brasil ficou em 88º lugar na Lista de Acesso à Bíblia, divulgada nesta quinta-feira (3) pela Bible Access Initiative, projeto liderado pela Open Doors International e pela Digital Bible Society.

O levantamento avaliou as restrições ao acesso às Escrituras em 88 países.

Segundo o estudo, o Brasil está na faixa laranja, que indica condições mínimas de restrição à leitura e distribuição da Bíblia. A lista classifica os países em cinco níveis: extrema, severa, considerável, algumas e mínimas restrições.

O relatório destaca que quase três dezenas de países enfrentam restrições severas ou extremas, impedindo milhões de cristãos de ter contato com as Escrituras Sagradas. Entre as causas estão perseguição religiosa, analfabetismo, limitações na impressão e falta de recursos econômicos.

A Somália ocupa o primeiro lugar, com o pior acesso à Bíblia, devido à perseguição legal e ameaças de violência. O Afeganistão aparece logo em seguida, sob o regime do Talibã, que proíbe a impressão e o acesso digital às Escrituras.

Já a Coreia do Norte, em quarto lugar, mantém rígido controle sobre qualquer expressão religiosa. O país é descrito no relatório como “um dos ambientes mais hostis e isolados espiritualmente do mundo”.

Fonte: Pleno News

domingo, 6 de julho de 2025

Jovens que estudam a Bíblia são mais felizes, revela pesquisa




Segundo a pesquisa, jovens adultos que mantêm o hábito de leitura regular das Escrituras apresentam melhores índices de saúde emocional, física e relacional.


Um novo relatório da American Bible Society revela uma forte relação entre o engajamento com a Bíblia e o bem-estar pessoal, especialmente entre membros da Geração Z e dos millennials.

Segundo a pesquisa, jovens adultos que mantêm o hábito de leitura regular das Escrituras apresentam melhores índices de saúde emocional, física e relacional do que aqueles que não mantêm esse contato com o texto sagrado.

O estudo utilizou o Human Flourishing Index, desenvolvido pela Universidade de Harvard, para mensurar áreas como saúde, felicidade e sentido de vida. Jovens leitores da Bíblia alcançaram média de 8,1 no índice, enquanto a média geral da Geração Z foi de apenas 6,8, a mais baixa entre todas as gerações avaliadas. Já os boomers atingiram 7,5, com quase metade declarando sentir-se plenamente realizados.

Outro dado relevante foi o avanço das relações sociais entre os membros da Geração Z. O índice, que era de 6,6 em 2024, passou para 7,0 neste ano, ultrapassando as médias dos millennials e da Geração X. A leitura bíblica diária, assim como a frequência mensal à igreja, se mostraram fatores associados a maiores níveis de bem-estar geral.

O relatório destacou ainda uma reversão na tendência de queda na leitura bíblica nos Estados Unidos, com crescimento pela primeira vez em quatro anos. Estima-se que cerca de 11 milhões de americanos passaram a ler a Bíblia em 2025, com destaque para o aumento entre homens, millennials e membros da Geração X. Cerca de 71 milhões de pessoas ainda estão no que a pesquisa chama de "meio móvel": interessados nas Escrituras, mas ainda sem engajamento ativo.

Geograficamente, o aumento da leitura bíblica foi mais expressivo nas regiões Nordeste e Oeste dos EUA, com 18% de crescimento. O Sul permaneceu estável. Curiosamente, na área da Baía de São Francisco, conhecida por sua baixa religiosidade, os índices de leitura entre jovens superaram a média nacional, reforçando a ideia de que, mesmo em contextos culturais mais seculares, há sede por sentido e espiritualidade.

Fonte: Comunhão via Folha Gospel

quarta-feira, 5 de março de 2025

Evangélico é o público que mais lê no Brasil, diz diretor da Editora Mundo Cristão

Renato Fleischner, diretor de operações da Editora Mundo Cristão (Foto: Divulgação/Editora Mundo Cristão)
Renato Fleischner, diretor de operações da Editora Mundo Cristão
(Foto: Divulgação/Editora Mundo Cristão)


Renato Fleischner, diretor de operações da Editora Mundo Cristão, fala sobre o impacto dos evangélicos no mercado editorial cristão.



O público evangélico pode ser considerado o maior segmento de leitores do Brasil. A afirmação é de Renato Fleischner, diretor de operações da Editora Mundo Cristão, que celebra 60 anos de atuação em 2025. 

Segundo ele, os números de vendas de livros cristãos mostram um público fiel e engajado, que consome literatura principalmente para edificar sua fé.

"A Mundo Cristão tem demonstrado um crescimento contínuo no mercado editorial. Em 2024, registramos a venda de mais de 310 mil exemplares de livros físicos e um aumento de 45% no faturamento em relação ao ano anterior", disse Fleischner em entrevista.

"O sucesso de títulos voltados para a espiritualidade, como As 5 Linguagens do Amor, que já vendeu mais de 2 milhões de cópias, e a série O Poder, de Stormie Omartian (confira os livros aqui), que ultrapassou 5 milhões de exemplares vendidos, indicam um público amplo e fiel, interessado em literatura cristã para edificação pessoal, familiar e comunitária."

O crescimento da população evangélica no Brasil tem impacto direto no mercado editorial cristão, conforme explica Fleischner. 

"O aumento do número de evangélicos tem impulsionado a busca por materiais que fortaleçam a fé e a prática cristã", destacou.

"Nós acompanhamos essa demanda com uma curadoria editorial focada em questões essenciais da espiritualidade, oferecendo publicações que ajudam os leitores a ouvir melhor a voz de Deus, edificar suas comunidades e fortalecer seus relacionamentos familiares."

A editora, que já lançou diversos best-sellers ao longo das décadas, também aposta na diversidade de conteúdos para atender ao público cristão. 

"Além de obras voltadas à espiritualidade e à vida devocional, temos investido em ficção cristã, um segmento que vem ganhando força desde 2023 com o lançamento de Corajosas (veja aqui)e que será expandido ainda mais em 2025."

60 anos de história 

Ao longo das últimas seis décadas, a Mundo Cristão acompanhou e impulsionou transformações no mercado editorial cristão. Desde a publicação de O Mais Importante é o Amor, no final da década de 1960, até a criação da Nova Versão Transformadora (NVT) da Bíblia em 2016 (veja aqui), a editora tem se destacado pela inovação e acessibilidade.

"Desde nossa fundação, temos buscado formas de tornar a mensagem cristã mais acessível ao público brasileiro", afirmou Fleischner. "Em 2016, a chegada da NVT ofereceu um novo frescor para o reencontro do leitor com o texto sagrado, aliando erudição e comunicabilidade."

Além das publicações tradicionais, a editora tem investido no mercado digital. "Publicamos e-books desde 2012, lançamos audiobooks em 2017, e agora temos o MC Global, um projeto para levar a literatura cristã brasileira para um público internacional", disse o diretor. Outra inovação da Mundo Cristão foi a publicação da Bíblia Filament, uma das edições mais tecnológicas do texto sagrado. "Esse projeto sincroniza o texto impresso com um aplicativo móvel que oferece desde notas explicativas até vídeos, áudios, mapas interativos e devocionais."

Ficção cristã e planos para o futuro

Nos últimos anos, um segmento tem se destacado no mercado cristão: a ficção cristã. "Desde 2023, temos visto um crescimento exponencial desse gênero", afirmou Fleischner. "O livro Corajosas (veja aqui) marcou essa virada, e a partir de 2025, traremos lançamentos mensais, incluindo obras de autores nacionais e traduções de grandes sucessos internacionais."

O impacto foi significativo: entre 2022 e 2024, o faturamento com ficção cristã cresceu mais de 5000%. "Esse movimento mostra que o público cristão busca narrativas envolventes que, além do entretenimento, carregam mensagens de fé e transformação", disse o diretor.

Para celebrar as seis décadas da editora, além de novos lançamentos, a Mundo Cristão também modernizou sua identidade visual e criou uma nova logomarca. "Estamos nos preparando para um novo ciclo de crescimento, e a atualização da nossa identidade reflete essa nova fase."

O futuro da leitura no Brasil passa pelos evangélicos

A forte presença do público evangélico no mercado literário reforça que os hábitos de leitura da comunidade cristã seguem crescendo. 

"Os evangélicos leem porque acreditam que a leitura fortalece a vida espiritual, o casamento, a família e a comunhão com Deus", concluiu Fleischner.

"Olhando para o futuro, acreditamos que a literatura cristã continuará sendo uma ferramenta essencial para o fortalecimento da fé e da cultura no Brasil."

Fonte: Guia-me via Folha Gospel

quinta-feira, 21 de março de 2024

Projeto “Mais de 31 mil vozes com a Palavra” da Rádio Bíblia SBB chega a Curitiba




O vice-prefeito da cidade participou do projeto, gravando um versículo, e em seguida visitou a Livraria CPAD



No dia 19 de março, o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, marcou presença na Igreja Assembleia de Deus, Templo Sede, para participar de um projeto de grande significado. A Rádio Bíblia SBB está em ação com o Projeto "Mais de 31 mil vozes com a Palavra", cujo objetivo é gravar versículos bíblicos na voz dos brasileiros, visando a completa gravação da Bíblia em quatro anos.


O estúdio móvel da Rádio Bíblia SBB ficará em Curitiba até o dia 24 de março, oferecendo à comunidade a oportunidade de participar desse projeto único. Para mais informações sobre a agenda de gravações, os interessados podem consultar o site da SBB (www.sbb.org.br).


• O projeto "Mais de 31 mil vozes com a Palavra" da Rádio Bíblia SBB chega a Curitiba, possibilitando que os brasileiros gravem versículos bíblicos.


• O Vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, participou do projeto e gravou um versículo, registrado em João 4.10.


• Após sua participação na gravação, Eduardo Pimentel visitou a Livraria CPAD (Casa Publicadora da Assembleia de Deus), filial Curitiba, situada próxima ao Templo Sede. A loja é reconhecida por sua vasta variedade de artigos religiosos, sendo a maior editora e distribuidora da América Latina, com diversas filiais ao redor do mundo.



Texto e fotos: Ulisses Magliano


Fonte: CPAD News



Texto e fotos: Ulisses Magliano

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Justiça proíbe leitura da Bíblia nas sessões da Câmara de Campina Grande



De acordo com o Ministério Público, não compete ao Poder Público criar preferência por determinada religião.


O Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba julgou inconstitucional ato normativo da Câmara Municipal de Campina Grande que instituiu a leitura de texto bíblico no início dos trabalhos das sessões. A decisão foi no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 0829146-93.2022.8.15.0000, proposta pelo Ministério Público estadual.

O texto impugnado é a Resolução nº 054/2014, que assim dispõe: Todas as Sessões serão iniciadas: "Em nome de Deus declaro aberta a presente Sessão", e, obrigatoriamente o Presidente deverá ler, ou indicar um Vereador entre os presentes, um versículo da Bíblia a sua escolha.

De acordo com o Ministério Público, não compete ao Poder Público criar preferência por determinada religião – como a leitura de um texto bíblico nas Sessões da Câmara de Vereadores – voltado exclusivamente aos seguidores dos princípios cristãos.

O MP alegou, ainda, que a preferência por determinada religião no âmbito público viola o artigo 19, inciso I e 37, caput, da Constituição Federal, aplicáveis aos Municípios por força do artigo 10, da Constituição Estadual Paraibana.

O relator do processo, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, entendeu que restou configurada a afronta ao artigo 5º, inciso VI e 19, inciso I, da Constituição Federal e ao artigo 30 da Constituição do Estado da Paraíba, ante a inobservância da laicidade estatal, da liberdade religiosa bem como ofensa aos princípios da isonomia, finalidade e interesse público.

"Ainda que não haja obrigatoriedade de adesão à crença religiosa em si, a adoção de práticas religiosas por parte de órgãos estatais pode gerar uma percepção de favorecimento ou privilégio de determinada religião, violando a igualdade e a neutralidade estatal", pontuou o relator.


Fonte: Tribunal de Justiça da Paraíba via Folha Gospel

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Tribunal decide que pais não podem impedir que filhos leiam livros com conteúdo LGBT nas escolas



Conforme um dos advogados das famílias, a decisão “contraria a liberdade dos pais, a inocência infantil e a decência humana básica”.



Afirmando não se tratar de um "direito fundamental", um tribunal federal em Maryland, nos EUA, decidiu na quinta-feira (24) que os pais não podem impedir que seus filhos leiam livros com conteúdo LGBT nas escolas do condado de Montgomery.

No caso "Tamer Mahmoud v. Monica B. McKnight", os pais procuraram restabelecer uma política que lhes permitiria impedir que seus filhos lessem e discutissem livros com personagens LGBT nas escolas primárias.

Os pais argumentaram que o conteúdo destes livros era uma forma de doutrinação que violava as crenças religiosas das suas famílias. O tribunal discordou.

A juíza Deborah L. Boardman, concluiu que o "direito do devido processo declarado dos pais de dirigir a educação de seus filhos, optando por não seguir um currículo de escola pública que entre em conflito com suas opiniões religiosas, não é um direito fundamental".

Sendo assim, a juíza negou o pedido dos pais de uma liminar que lhes permitiria cancelar a participação dos filhos quando as aulas começassem, em 28 de agosto.

Como tudo começou

A polêmica surgiu no ano passado, quando as Escolas Públicas do Condado de Montgomery (MCPS) introduziram mais de 22 novos livros com personagens LGBT nas salas de aula como parte de uma iniciativa de diversidade.

Inicialmente, o distrito escolar notificou os pais quando esses materiais seriam usados ​​nas aulas e permitiu-lhes que excluíssem seus filhos do ensino que envolvesse esses livros, como fazem com outras partes do currículo.

Mas em março, o distrito mudou a sua política e anunciou que os pais não teriam mais esse direito. Um grupo de famílias de diversas religiões processou, alegando que a política violava o direito da Primeira Emenda de orientar a instrução religiosa dos seus filhos.

Violação da liberdade dos pais

Eric Baxter, vice-presidente e conselheiro sênior da Becket — o escritório de advocacia que representa as famílias — disse que a decisão "contraria a liberdade dos pais, a inocência infantil e a decência humana básica".

"A decisão do tribunal é um ataque ao direito das crianças de serem orientadas pelos seus pais em questões complexas e delicadas relativas à sexualidade humana", disse.

Segundo ele, o Conselho Escolar deve deixar as crianças serem crianças e deixar os pais decidirem como e quando educar melhor os seus próprios filhos, de acordo com a sua religião e crenças.

Os livros LGBT adicionados ao currículo do distrito estão incluídos nas salas de aula da pré-escola à oitava série e apresentam referências a paradas do orgulho gay, transição de gênero e preferência de pronomes.


Fonte: Guia-me com informações de Fox News via Folha Gospel

segunda-feira, 17 de julho de 2023

TJSP proíbe leitura bíblica nas sessões da Câmara de Araçatuba (SP)



TJSP proíbe leitura bíblica nas sessões da Câmara de Araçatuba Frase "sob a proteção de Deus" também não está mais permitida


Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) proibiu a leitura bíblica no início das sessões da Câmara de Araçatuba (SP) e o uso da frase "sob a proteção de Deus" ao declarar as duas situações como inconstitucionais. A partir da volta do recesso dos vereadores, em 7 de agosto, o rito deixará de ser adotado no Legislativo.


A decisão do TJ-SP foi unânime e já está transitada em julgado, ou seja, não cabe mais recurso. A ação foi proposta pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Apesar de a decisão ter sido proferida em maio, a Câmara informou que foi comunicada somente neste mês.

Tanto a leitura de um trecho bíblico quanto a expressão "sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos" constam no Regimento Interno da Casa, que precisará ser alterado.

Conforme o voto do relator, desembargador Tarcisio Ferreira Vianna Cotrim, o dispositivo viola o princípio da laicidade do Estado brasileiro, pois a Câmara de Araçatuba, como uma instituição pública inserida em um Estado laico, não pode privilegiar uma religião em detrimento das demais ou daqueles que não possuem crença religiosa.

O parecer considera ainda que o trecho do Regimento Interno da Câmara de Araçatuba configura uma interferência do Estado no direito à liberdade religiosa, ofendendo também os princípios da isonomia, da finalidade e do interesse público, uma vez que não traz benefícios para a coletividade.

A mesma decisão já foi proferida contra as Câmaras de Piracicaba, Araras, Itapecerica da Serra e Catanduva, de acordo com o voto do relator.

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