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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Igreja Evangélica faz 1º culto após desabamento de prédio no Largo do Paiçandu

Igreja ficava localizada ao lado do Edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou no dia 1º de maio; ao menos sete pessoas morreram


Cerca de 100 pessoas compareceram ao primeiro culto realizado pela Igreja Evangélica Luterana de São Paulo desde o desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, no dia 1º de maio, no qual morreram ao menos sete pessoas. O templo religioso ficava localizado ao lado do prédio, no Largo do Paiçandu, no centro da cidade de São Paulo, e foi parcialmente destruído após o incêndio.
O culto foi celebrado na manhã de domingo pelo pastor Frederico Carlos Ludwig em uma tenda montada ao lado do que restou da igreja. Segundo nota divulgada pelo religioso, o espaço já realizou a reconstrução da infraestrutura básica, o que inclui esgoto, água, energia elétrica, gás e telefone, dentre outros.
"Com as nossas atividades voltando ao normal, vamos nos concentrar na segunda etapa que é a reconstrução do nosso templo", escreveu o pastor por meio de nota. De acordo com ele, será iniciada em breve a elaboração do projeto de reconstrução da igreja, que é tombada em nível estadual (desde 1986) e municipal (desde 1992).
De estilo neogótico, a igreja data de 1908. Ela havia sido parcialmente restaurada em 2015 após angariar a maior parte dos fundos (de R$ 1,3 milhão) junto à comunidade luterana de São Paulo. Cerca de 90% da estrutura foi destruída no desabamento.
Fonte: CPAD News

domingo, 31 de dezembro de 2017

Igrejas da Suécia promovem “Jesus sem gênero” para promover inclusão

Cristãos se revoltam por igreja "corroer" o conceito de Trindade, adotando um pronome neutro

No mês passado, a liderança da Igreja Nacional da Suécia, de confissão luterana, sugeriu que as referências masculinas a Deus – chamado tradicionalmente pelos pronomes “Ele” e “Senhor” – deviam ser descartadas em detrimento de uma linguagem mais “inclusiva”.
A maior denominação do país publicou seu novo "Manual da Igreja", que estabelece como serão feitos cultos, batismos, casamentos e funerais. Nele, os pastores e bispos são instruídos a referir-se a Deus de "uma maneira neutra". Ou seja, Deus deve ser chamado tanto de "Mãe" quanto de "Pai" nas orações.


Mas algumas igrejas passaram agora a usar o pronome neutro "hen" para falar também sobre Jesus. Elas defendem que a opção por esta palavra dá uma “nova perspectiva” sobre a figura central do cristianismo.
Existe um movimento dentro da denominação para que isso seja revertido, destacando que não é uma questão de gramática, mas de teologia, pois ‘corrói’ o conceito de Trindade e "politiza a fé", trazendo para a Igreja um debate que ocorre no país por causa da ampla aceitação dos trangêneros, sendo que muitos pedem para serem tratados por ‘hen’. Nesses casos, ela serve para falar de alguém cujo gênero não é conhecido.

Quando uma igreja na cidade de Vasteras usou o termo neutro para referir-se a Jesus no material que convidada para o culto de Natal, a questão passou a ser debatida nacionalmente. A líder da igreja Susann Senter e o bispo de Vasteras Mikael Mogren foram obrigados a se explicar.

Em uma declaração publicada esta semana, eles dizem reconhecer que Jesus era homem, mas que “o gênero não é o principal aspecto de sua identidade”. Afirmam ainda que as pessoas podem continuar o termo “tradicional”, enquanto “essa nova ideia pode ser abraçada” por quem sentir-se mais confortável. O objetivo seria apenas promover uma “inclusão maior”.
Numa demonstração típica da teologia liberal que toma conta das igrejas europeias, o bispo Mogren destacou que esse debate é positivo e que, ninguém deveria insultar as pessoas transgêneros durante as discussões, pois “os trans foram criados por Deus, seus corpos pertencem à bela e extraordinária criação de Deus”.
Essa discussão me obriga a declarar o óbvio: Jesus compartilha a vida de todo ser humano, não apenas dos homens”, insistiu.
Finalizou lamentando que a igreja ocidental esteja presa a “estruturas patriarcais” que ainda oprime as mulheres e nega identidades de gênero além de homem e mulher.
Com informações de The Local via Gospel Prime

MEU COMENTÁRIO:
Simplesmente uma aberração teológica e doutrinária, um absurdo do fim dos tempos.
É o liberalismo teológico tomando conta da igreja.
Simplesmente lamentável. Vigiemos, vigiemos e oremos!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Jesus não é o único caminho para Deus, afirma líder da Igreja da Suécia

Líder da Igreja Luterana acredita que Maomé não era um falso profeta

Bispa da diocese de Lund, na Suécia, em junho de 2014, Antje Jackelén assumiu o cargo de arcebispa primaz da Igreja Nacional da Suécia, de linha luterana. Foi sob sua liderança que a sua denominação atraiu a atenção do mundo todo ao publicar novas instruções para as liturgias do culto, dizendo que Deus não deveria ser chamado de “Senhor” nem de “pai”, para promover a inclusão.
Após a polêmica, a Igreja da Suécia tentou desmentir, dizendo que não houve proibição dos termos masculinos, apenas uma sugestão para que os fiéis pudessem ver também como "mãe".
Mas essa não é a única questão controversa dentro da Igreja sueca. Antje Jackelén é uma teóloga liberal. Ela acredita que existem vários caminhos para Deus, e que Jesus não é a única maneira de se chegar ao céu.
Desde que assumiu a função de arcebispa primaz ela usa como lema a frase "Gud är större” que significa, literalmente, "Deus é maior". Esse também é o título do livro escrito por ela em 2011. O problema é que essa expressão é a mesma usada por muçulmanos, quando dizem “Allahu akbar”. A ala conservadora da Igreja a acusa de “flertar com o Islã”. O jornal Östersunds-Posten publicou um editorial chamando-a de “sem noção” e observando que, em sueco, as estruturas de “Gud är större” não segue o fluxo natural da língua.
A opinião de Jackelén sobre o islamismo não é segredo. Ela acredita que os muçulmanos e os cristãos adoram ao mesmo Deus: “É claro que os muçulmanos e os cristãos oram ao mesmo Deus. Eu acredito que, no futuro, perceberemos que temos mais em comum com os fiéis de outras religiões do que gostamos de admitir”.
Em entrevista ao jornal Morgon Bladet, ela afirmou: "Não acho que Maomé seja um falso profeta. Uma vez que ele não faz parte da tradição profética da Bíblia, não se pode classificar suas profecias de acordo com a fé cristã… Maomé ainda inspira hoje milhões de pessoas na busca da justiça, da paz e de uma boa vida".
A arcebispa defende que “nós, cristãos, temos muito em comum com judeus e muçulmanos quando falamos sobre Deus como Pai e Criador do Céu e da Terra. É quando conversamos sobre Jesus que divergimos… Um muçulmano, por causa do Alcorão, tem um grande respeito por Jesus como um dos mais importantes profetas. Mas Jesus como o Filho de Deus e o Salvador do mundo, apenas cristãos acreditam”.
Para Jackelén isso não deveria nos separar dos seguidores de outras religiões, pois “Jesus nos ensina a conhecer os outros com respeito”.

Bíblia X Alcorão

O jornal a questionou sobre a declaração de Maomé que ele recebeu a visita do anjo Gabriel, que lhe ditou o Alcorão, e que essa seria uma revelação superior à  Bíblia, mas a líder da Igreja da Suécia preferiu não se manifestar sobre isso.
Além de ensinar a seus seguidores que deveriam matar os infiéis (judeus e cristãos), na Sura 4:157-158 está escrito “E por dizerem: Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o mensageiro de Deus, embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam, quanto a isso, estão na dúvida, porque não possuem conhecimento algum, abstraindo-se tão-somente em conjecturas; porém, o fato é que não o mataram. Outrossim, Deus fê-lo ascender até Ele, porque é Poderoso, Prudentíssimo.”
Ou seja, embora Jackelén tente dizer Maomé era profeta, o livro escrito por ele nega a crucificação e a ressureição de Jesus, dois pontos centrais da fé cristã.
As coisas ficaram ainda piores no ano passado, quando diversos pastores e pastoras da Igreja da Suécia iniciaram uma campanha que usava a hashtag, #Mittkors (“Minha cruz”). O objetivo era demonstrar solidariedade com os cristãos que morriam nas mãos do terror islâmico no Oriente Médio.
Conforme a denúncia do Gatestone Institute, Gunnar Sjögren, porta-voz da Igreja da Suécia e assessor de Jackelen, condenou publicamente esta campanha, dizendo que ela “não é cristã”, pois estimulava a “guerra religiosa”. O argumento é que “Há um risco de se fazer um distanciamento, dividindo o mundo em um “nós” e “eles”.  Pelas redes sociais, a própria Jackelén assegurou: “Não deveríamos proteger as pessoas porque elas são cristãs, mas porque nós somos cristãos”.
Fonte: Gospel Prime

sábado, 25 de novembro de 2017

Igreja Luterana da Suécia muda liturgia e tratamento para Deus é “pai e mãe”

Objetivo da Igreja Luterana em abandonar a utilização os pronomes 'Senhor' e 'Ele' é para ser mais inclusiva

A Igreja Nacional da Suécia, de confissão luterana, aprovou uma nova redação no seu "Manual da Igreja", que estabelece como serão feitos cultos, batismos, casamentos e funerais. O livro aborda questões como linguagem, liturgia, teologia e música sendo, portanto, fundamental para as atividades eclesiásticas.
Na primeira grande alteração desde 1986, a nova versão já causa controvérsia, pois ficou decidido que as referências masculinas a Deus – chamado tradicionalmente pelos pronomes "Ele" e "Senhor" – serão descartados em detrimento de uma linguagem mais “inclusiva”.
Apesar das pesadas críticas de organizações como a Academia Real da Suécia, e de muitos líderes cristãos mais tradicionais dentro da igreja luterana, os pastores e bispos são instruídos pelo Manual a referir-se a Deus de "uma maneira neutra". Ou seja, Deus deve ser chamado tanto de "Mãe" quanto de "Pai" nas orações.
De acordo com as diretrizes do manual, elas podem se iniciar assim: "Deus, Santíssima Trindade, Pai e Mãe, Filho, Irmã e Irmão, e Espírito, nosso salva-vidas e inspirador, nos conduza à sua riqueza de sabedoria e conhecimento".
Sofia Camnerin, vice-presidente da Ecumênica da Suécia, defendeu que essa "linguagem inclusiva" na igreja "é baseada em uma consciência sobre os diferentes tipos de discriminação e desigualdade em nossa sociedade". Para ela, "chamar Deus de 'Senhor' apenas consolida as hierarquias [de gênero] e a subordinação das mulheres no contexto patriarcal branco ocidental".
Camnerin justifica que "Os teólogos da libertação, juntamente com os teólogos feministas e pós-coloniais, têm sido cruciais para identificar como as hierarquias de legitimação levam à violência e à subordinação".
E a Trindade como fica?
Por outro lado, a pastora Helena Edlund expressou sua preocupação com as novas diretrizes linguísticas. "O risco é que não percebemos as pequenas mudanças que, gradualmente ao longo do tempo, resultam em mudanças drásticas que nunca teríamos aceitado se elas fossem colocadas logo de cara".
Ela diz que era impossível alguns anos atrás as pessoas fazerem orações na igreja chamando a Deus de "mãe", mas essa proposta do manual oficial da igreja torna isso desejável.
Opinando sobre a aprovação da nova linguagem litúrgica, o pastor Mikael Löwegren, líder da igreja em Småland Ljungby, disse que essa decisão significa que a Igreja Nacional da Suécia "deixou de existir como uma comunidade espiritual coerente".
"Sob o disfarce da 'diversidade', nossa sociedade está sendo dividida em diferentes grupos", afirmou. Para ele, a recomendação que Deus seja apresentado de uma forma neutra em termos de gênero, "leva a Igreja para muito longe da sua fundação". Afinal, lembra o pastor, "a doutrina mais básica do cristianismo sustenta que existe um Deus trino – Pai, Filho e Espírito Santo".
Influência da sociedade
A questão de uma linguagem neutra e inclusiva reflete na Igreja algo que vem sendo debatida na sociedade. Conforme reportou recentemente a rede CNN, há um forte movimento na Suécia para se usar nas escolas o pronome neutro "hen" para todos os alunos, independentemente do seu sexo.
"Hen" é um novo pronome, que seria um meio-termo entre "han" (ele) e "hon" (ela). Ele é utilizado para fazer referência a uma pessoa sem revelar seu gênero, seja porque é desconhecido, porque a pessoa é transgênero ou porque quem fala ou escreve considera supérfluo referir-se ao gênero.
Com informações de Breitbart via Gospel Prime
MEU COMENTÁRIO:
É simplesmente uma desconstrução da sociedade e da própria igreja. É a Igreja se adaptando precocemente ao "espírito do anticristo", enfim, é a Igreja sendo tudo menos igreja.
Justamente a pioneira da protestantismo, adulterando e contrariando todos os marcos e pilares do cristianismo, infelizmente no ápice das comemorações dos 500 anos da Reforma Protestante.
Simplesmente triste e lamentável...

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Igreja doa 11 mil reais para reconstrução de terreiro de candomblé


Pastora luterana coordenou campanha de arrecadação

O barracão do centro de candomblé da mãe de santo Conceição d'Lissá, no Rio de Janeiro, incendiado há três anos, será reconstruído com apoio de igrejas evangélicas. Em 2014, a então presidente do Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro (CONIC-Rio), pastora Lusmarina Campos Garcia, da igreja luterana, iniciou uma campanha de reconstrução.
Ativista política, Lusamarina ficou famosa nacionalmente por fazer campanha contra o impeachment de Dilma Rousseff ano passado, afirmando que os evangélicos estavam com a ex-presidente.
Em nome do ecumenismo e do diálogo inter-religioso, a ação de reconstrução do terreiro teve apoio da CCIR – Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, liderada pelo babalaô Ivanir dos Santos. Ele explica que são várias pessoas e igrejas envolvidas neste processo.
"Mais do que a reconstrução do espaço físico, esta ação reconstrói relações e afirma que é a partir da solidariedade que é possível estabelecer a paz, a comunhão e o amor entre as diferentes religiões", afirmou o babalaô à Revista Pazes.
Ivanor lembra que o segundo andar do centro Cazo Kwe Ceja Gbe, da mãe de santo Conceição d`Lissá, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, sofreu um incêndio que destruiu completamente o local.
Os religiosos afirmavam que se tratava de crime de intolerância religiosa, pois o terreiro havia sofrido outros atentados e sua dirigente foi vítima de uma tentativa de homicídio. O local ficou fechado por um ano e meio. A polícia investigou o caso, mas nunca identificou os responsáveis.
Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Herdeira da Reforma Protestante, Igreja Luterana na Alemanha ordena mulheres e abre caminho para casamento gay

Há exatamente 500 anos, Martinho Lutero provocava o terremoto que abalou as estruturas da Igreja Católica e provocou a cisão do cristianismo. Cinco séculos depois, a herdeira direta da Reforma Protestante mostra que mantém vivo o espírito de mudança que inspirou o jovem monge.


O fim do celibato, o perdão pela fé e a popularização da Bíblia fazem parte da doutrina luterana desde o rompimento com o Vaticano. Nas últimas décadas, porém, a Igreja Luterana da Alemanha (EKD) se abriu a temas atuais e aceitou reinvindicações que ainda são tabus em algumas esferas da sociedade.

A primeira grande mudança ocorreu no fim da década de 1940, com a abertura para a ordenação de mulheres. Em 2015, as mulheres eram 33% dos ordenados. Embora aceitasse pastoras, o caminho foi longo até a nomeação da primeira bispa, que ocorreu somente em 1992. Atualmente, a igreja promove uma campanha de equiparação de gênero em todos os níveis da instituição.

“A ordenação de mulheres é uma consequência da teologia do batismo de Lutero. Para ele, todo cristão batizado pode ser padre, bispo e até papa, então essa premissa é válida também para as mulheres”, afirma Margot Käßmann, que assumiu o mais alto posto da EKD entre 2009 e 2010 e atualmente é a embaixadora da reforma.

Além buscar a equiparação, em 2013, a EKD deu um passo importante para combater o preconceito contra homossexuais. Nesse ano, a instituição publicou novas diretrizes para o modelo familiar e passou a considerar uma família qualquer núcleo onde haja amor, deixando de lado o tradicional “pai e mãe casados com filhos” e aceitando parceiros do mesmo sexo.

Ao justificar a mudança, a EKD lembrou que padrões tradicionais eram contestados há anos e essa luta havia alcançado mudanças sociais e legais que reconheceram a diversidade familiar e a igualdade de direitos entre os membros de diferentes constelações familiares.

Diante desse reconhecimento, a igreja afirmou que também precisa se atualizar. A alteração das diretrizes ocorreu mesmo com a oposição das alas mais conservadoras dentro da EDK.

Já no caso do casamento entre homossexuais, a aceitação religiosa veio bem antes da legal. Desde 2013, regionais da EKD começaram a aprovar e realizar o matrimônio homoafetivo. O Parlamento alemão, porém, só legalizou o casamento gay em junho deste ano.

A primeira a oferecer a cerimônia de casamento para casais do mesmo sexo foi a regional de Hessen-Nassau, que compreende a região de Frankfurt. A iniciativa foi até agora seguida por outras quatro das 20 regionais no país. Em algumas das que ainda não aprovaram a mudança, é oferecida, no entanto, uma benção para casais homossexuais.

A mudança nas diretrizes sobre a constituição familiar possibilitou ainda que a igreja pudesse aceitar também abertamente pastores homossexuais e seus parceiros.

Käßmann afirmou que a discussão sobre a homossexualidade ocupou a igreja durante anos e, no fim, após a análise da Epístola aos Romanos – considerado por Lutero o evangelho mais importante do Novo Testamento -, chegou-se à conclusão que casais do mesmo sexo, que possuem relações baseadas na confiança, fidelidade e responsabilidade, não devem ser excluídos da bênção de Deus.

“A igreja da Reforma precisa se transformar continuamente. Ela não é uma instituição imóvel, mas feita por pessoas e por isso pode aprender”, ressaltou Käßmann. 

500 anos da Reforma
As transformações nas últimas décadas mostram que a instituição preserva o espírito de abertura ao questionamento de suas normas que impulsionou Lutero e a Reforma Protestante.


Durante toda sua caminhada religiosa, iniciada em 1505, Lutero se dedicou a buscar a resposta para a questão sobre como a clemência de Deus seria alcançada. Numa viagem a Roma, o monge foi confrontado com comércio de indulgências realizado pela Igreja Católica, que enfrentava problemas financeiros e prometia até o regaste do purgatório para mortos cujos parentes comprassem o perdão.

Ao encontrar na Bíblia uma resposta que contradizia esse comércio, o jovem monge tentou propor um debate sobre o tema. Lutero contestou a prática em 95 teses, que foram divulgadas em 31 de outubro de 1517. Originalmente escrita em latim, a publicação foi rapidamente traduzida para o alemão e distribuída em todo o território que atualmente faz parte da Alemanha, provocando uma revolução não somente dentro da igreja.

"A Reforma significou o fim do sistema medieval. Como a religião também agia na sociedade, política, Estado de direito, economia e cultura, essas áreas sofreram mudanças drásticas", afirmou o historiador Armin Kohnle. "Em muitos campos, a Reforma significou um passo para a modernização da sociedade europeia", ressaltou.

O professor da Universidade de Leipzig citou ainda como exemplo de impacto dessa contestação o aumento do nível educacional da população em locais onde a reforma ocorreu, com a criação de escolas e a modernização de universidades.

O teólogo Volker Leppin acrescenta que a reforma impulsionou ainda a reflexão sobre a tolerância ao criar uma Europa multiconfessional.

Na porta da igreja
Depois de 500 anos, ainda resta, porém, uma controvérsia sobre a Reforma. Alguns pesquisadores afirmam que as teses de Lutero não foram fixadas na porta da igreja de Todos os Santos em Wittenberg, como costuma ser contado. Para Kohnle, não há dúvidas de que as teses foram pregadas na porta da igreja, mas não há mais como saber se realmente foi Lutero quem o fez.

Leppin afirma que o próprio Lutero noticiou que enviou primeiro as teses para o arcebispo de Mainz, em 31 de outubro de 1517. Dessa maneira, elas não teriam sido pregadas na porta da igreja no dia em que é celebrada a reforma. “O mais importante neste debate, porém, é o conteúdo das teses”, concluiu o teólogo.

Publicado originalmente em BBCBrasil via Pavablog e Notícias Cristãs

domingo, 28 de maio de 2017

“Se Lutero vivesse hoje, criticaria os pentecostais”, afirma pastor luterano - COMENTO A NOTÍCIA

Para luteranos, católicos estão teologicamente mais próximos da Bíblia que evangélicos pentecostais


Negando as 95 teses que deu origem à Reforma Protestante, e posteriormente à Igreja Luterana, católicos e luteranos "celebram" juntos os 500 anos do movimento que mudou a história mundial em 1517.
A divisão com a Igreja Católica, que ajudou a formar muitas nações europeias, também daria origem ao movimento chamado de "Contra Reforma", o qual derramou sangue de milhares de pessoas que negavam-se a submeter-se ao papa.
Em entrevista ao site alemão DW, o pastor gaúcho Cláudio Kupka, membro da comissão conjunta luterana do jubileu dos 500 anos da Reforma no Brasil avaliou como está a situação da Igreja.
Ele conta que durante muitos anos os luteranos, primeira denominação a usar o nome de evangélicos no Brasil, sofreram discriminação num país majoritariamente católico. "Era negativo e vergonhoso ser luterano… [hoje] A situação com a Igreja católica mudou muito. Antigamente, por exemplo, havia problemas com casamentos mistos entre católicos e luteranos, hoje não. Há uma aceitação mútua e um respeito muito maior. Com o papa Francisco ficou ainda mais fácil", assegura.
Em sua avaliação, "não estamos comemorando uma vitória sobre a Igreja católica. A Reforma é um processo histórico do qual ambas as Igrejas cresceram. A Igreja católica também ganhou com a Reforma, ela reviu muitos postulados e se repensou. Os temas que nos dividiram na Reforma estão superados".
Se com os católicos ele afirma que há uma boa relação, o mesmo não pode ser dito sobre os pentecostais. Crítico do movimento, acredita que "eles ocuparam espaço na mídia e fizeram o termo "evangélico" ser associado ao que representam".
Por isso, na busca de se distinguir, Kupka revela que os membros de sua denominação   voltaram a usar "protestante" e valorizar a palavra "luterano", o objetivo era "sairmos da ideia de que ser evangélico é estar interessado no dinheiro e explorar o povo. Há alguns anos, tivemos um debate sobre o uso da palavra bispo, que é uma autoridade pentecostal, por causa da má imagem na sociedade. Adotamos então o nome 'pastor sinodal'".
Segundo ele, "os neopentecostais rompem com tantos conteúdos básicos da teologia cristã que, a rigor, não podemos considerá-los uma teologia cristã. Se Lutero vivesse hoje, ele provavelmente criticaria os pentecostais e neopentecostais por estarem vendendo salvação".
Para o pastor luterano, "É uma ironia que agora a TV Record, de propriedade da Igreja Universal, vá lançar um seriado sobre Lutero. Justamente a denominação que mais trai os princípios da Reforma vai capitalizar em cima dessa comemoração".
Mas essa não é a única questão que distingue os dois grupos.  "A interpretação literal da Bíblia acaba causando divisões e divergências. Por exemplo, a questão de gênero. Os pentecostais são categóricos que homossexualidade é pecado e não aceitam ninguém com esta opção sexual. Já os protestantes tratam o tema com respeito, mesmo que alguns não abençoem uniões homossexuais", sublinha.
MEU COMENTÁRIO
Em parte concordo com a matéria, pois há erros grosseiros e excessos mesmo, mas com todo o respeito que merece o pastor luterano acima citado, creio que toda generalização não é de bom alvitre, como por exemplo colocar em um só "balaio" igrejas pentecostais e neopentecostais.
Em que pese entender que, por conta de uma concorrência desleal e desenfreada, tem gente boa se perdendo, mas tem muita gente séria, principalmente entre os pentecostais clássicos, que defendem a sã doutrina e os princípios do evangelho, sem negocia-los.
Por outro lado, já que o pastor luterano se achou no direito de julgar os pentecostais generalizadamente, sinto-me na liberdade para analisar e perceber que, não entendo que a Igreja Católica tenha mudado em nada, mas sim que os luteranos afrouxaram na ideia original de Martinho Lutero e por fim retrocederam muito, a ponto de encontrarem uma "zona de conforto e convergência" entre as duas igrejas.
Por esse motivo, salvo melhor juízo, não tenho certeza que se Lutero vivesse hoje, autorizaria a continuidade do seu nome na razão social da instituição.
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