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quinta-feira, 30 de maio de 2024

Em carta, artistas pedem a Lula que rompa relações com Israel



"Carnificina insuportável", diz documento assinado por Chico Buarque, Gilberto Gil, Emicida, escritores, advogados e políticos


Artistas, intelectuais e advogados se reuniram em carta conjunta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedindo que ele corte relações diplomáticas e comerciais com Israel fdevido à “carnificina insuportável” na Faixa de Gaza. O texto é assinado por 44 personalidades, incluindo os cantores Chico Buarque, Gilberto Gil e Emicida, os atores José de Abreu e Wagner Moura, e o político José Dirceu (PT).

A missiva inicia elogiando o “comportamento sempre firme e coerente” de Lula em “solidariedade ao povo palestino”. Entretanto, os signatários defendem que o governo Netanyahu “obriga o mundo a ir além de gestos e propostas diplomáticas”.

Estamos convencidos, querido presidente, que é hora de nosso país se juntar às demais nações que romperam relações diplomáticas e comerciais com o Estado de Israel, exigindo o cumprimento das decisões que colocam fim ao genocídio e garantem a autodeterminação do povo palestino – assinalam.

A carta aberta conclui dizendo que uma medida como essa tomada sob a liderança da "envergadura" de Lula serviria de exemplo a outros governos.

Assinam o documento Amanda Harumy, Anita Leocadia Prestes, Antônio Carlos de Almeida Castro, Arlene Clemesha, Berenice Bento, Breno Altman, Bruno Huberman, Carol Proner, Cézar Brito, Chico Buarque, Eleonora Menicucci de Oliveira, Emicida, Eugênio Aragão, Francirosy Campos Barbosa, Gilberto Gil, Heloísa Vilela, Jamal Suleiman, Jessé Souza, João Pedro Stédile, Jones Manoel, José de Abreu eJosé Dirceu.

Também aderiram à carta José Genoíno, Juliana Neuenschwander, Juarez Tavares, Kenarik Boujikian, Larissa Ramina, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Luiz Carlos da Rocha, Manoel Caetano Ferreira Filho, Manuella Mirella, Margarida Lacombe, Marly Vianna, Milton Hatoum, Nathalia Urban, Ney Strozake, Paulo Borba Casella, Paulo Nogueira Batista Jr., Paulo Sérgio Pinheiro, Paulo Vannuchi, Pedro Serrano, Reginaldo Nasser, Salem Nasser, Ualid Rabah e Wagner Moura.

A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO ESTÁ DISPONÍVEL ABAIXO:

"Carta aberta ao presidente Lula sobre o genocídio do povo palestino

Estimado presidente Lula,

Antes de mais nada, queremos saudá-lo por seu comportamento sempre firme e coerente em solidariedade ao povo palestino, denunciando reiteradamente o genocídio do qual é vítima, especialmente suas mulheres e crianças.

O Brasil tem apresentado seguidas propostas para o cessar-fogo na Faixa de Gaza e a solução de dois Estados estabelecida por resoluções internacionais. Graças ao seu governo, somos uma das nações que reconhecem, no âmbito das Nações Unidas, a soberania e a independência da Palestina.

No entanto, a crescente violência imposta pelo governo Netanyahu, com ataques desumanos e cruéis contra civis, obriga o mundo a ir além de gestos e propostas diplomáticas, como já debatem diversos países da União Europeia e outras regiões.

O governo Netanyahu viola abertamente deliberações emanadas da Corte Internacional de Justiça, colocando-se à margem do direito, além de desrespeitar o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral da ONU.

Recentes ataques contra um acampamento de deslocados em Rafah, no sul de Gaza, com dezenas de inocentes assassinados, demonstram claramente inaceitável desprezo à ética humanitária.

Estamos convencidos, querido presidente, que é hora de nosso país se juntar às demais nações que romperam relações diplomáticas e comerciais com o Estado de Israel, exigindo o cumprimento das decisões que colocam fim ao genocídio e garantem a autodeterminação do povo palestino.

Essas medidas, adotadas por nosso país e sob uma liderança de sua envergadura, certamente serviriam de exemplo a outros governos e constituiriam uma imensa contribuição para que se encerre essa carnificina insuportável."

Fonte: Pleno News

quarta-feira, 29 de março de 2023

Contratar "macumbeira" visando a morte não é crime de ameaça, decide STJ



Mulher foi acusada de encomendar trabalho espiritual contra o promotor e outras autoridades da comarca em que atuava como secretária de Saúde.


A 6ª turma do STJ trancou ação penal contra uma mulher acusada de contratar trabalhos espirituais com o objetivo de "eliminar pessoas". O colegiado, por unanimidade, concluiu que o crime de ameaça deve ter potencialidade de concretização, o que não ocorreu no caso.

O caso

Consta nos autos que a secretária de Saúde de São Simão/GO teria contratado uma pessoa que supostamente exerce a função de "macumbeira", com o intuito de que esta efetuasse "rituais" visando a morte do promotor da cidade, do presidente da Câmara dos Vereadores, de um repórter investigativo, dentre outras autoridades locais.

A mulher teria pago R$ 5 mil à "macumbeira" para aquisição de diversos objetos utilizados no ritual de cunho religioso, como "cabeças de cera", pequenos caixões e um "boneco vodu".

Diante disso, o juízo de primeiro grau determinou a busca e apreensão na casa da secretária de Saúde para averiguar a suposta prática dos delitos.

No STJ, a acusada impetrou HC sustentando pela nulidade do inquérito policial. Segundo a defesa, não há como se iniciar uma investigação contra uma pessoa apenas diante de notícia de que "houve um pedido de trabalho espiritual". 

Ao analisar o caso, a ministra Laurita Vaz, relatora do caso, destacou que o delito pelo qual a paciente é acusada, crime de ameaça, somente pode ser cometido dolosamente, ou seja, com a intenção de provocar medo na vítima. "Em outras palavras, deve estar caracterizado o intento do agente em infundir temor no destinatário", afirmou.

"Art. 147 - Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave: Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. Parágrafo único - Somente se procede mediante representação."

No caso, a ministra verificou que a representação policial e a peça acusatória deixaram de apontar a conduta da paciente direcionada a causar temor nas vítimas. "Não houve nenhuma menção a respeito da intenção da mulher em causar temor, mas tão somente foi narrada a contratação de trabalho espiritual visando a 'eliminar diversas pessoas'", asseverou.

"A ameaça, portanto, deve ter potencialidade de concretização, sob a perspectiva da ciência e do homem médio, situação também não demonstrada no caso", concluiu.

Nesse sentido, concedeu o HC para trancar a ação penal e declarar a anulação do inquérito policial. O colegiado, por unanimidade, acompanhou o entendimento. 

Processo: HC 697.581

Leia a íntegra do voto da relatora.

Fonte: Migalhas



COMENTO A NOTÍCIA


Considerando os últimos acontecimentos, (veja AQUI, AQUI e AQUI) onde pregadores e Igrejas teem sido denunciados e até mesmo processados por falas genuinamente bíblicas, através das quais, aqueles que cometem pecados, caso não se arrependam, aceitem o sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário, e consequentemente mudem de vida, serão réus do inferno, me parece ser a decisão acima um tanto estranha.

As mensagens a que me refiro, falam da eternidade, para quem venha acreditar. A pregação visa alertar aquele que ouve, dentro do conceito bíblico de que, segundo a Palavra de Deus, a vida eterna existe, seja ela no céu ou no inferno. Se quem ouve não dá crédito à pregação, não há porque se sentir ofendido, é só arriscar. .

Agora, me parece bem diferente, um trabalho pago a alguém, com o objetivo de que outros venham morrer fisicamente agora.

Salvo melhor juízo, numa análise jurídica mais ortodoxa, a pessoa que paga um trabalho com tal objetivo, já é suspeita de antemão, de qualquer coisa que venha ameaçar a vida dos seus desafetos.

O conceito de subjetividade, nesse caso, está sendo aplicado somente aos trabalhos de "macumba", e às pregações, a pecha de "homofóbicas"e "Discurso de Ódio".

Para não citar vários adágios populares de mal gosto, deixo aqui o que diz a Bíblia Sagrada: 

"Por esta causa, a lei se afrouxa, e a sentença nunca sai; porque o ímpio cerca o justo, e sai o juízo pervertido". - Habacuque 1:4


Para meditação:

Neste país invisível habitado apenas pelos espíritos e almas humanas, não há opção nem escolhas, senão clamores sem respostas. Pois o próprio Senhor Jesus declara ao rico em Lc 16.27-31 - que a opção de escolha do lugar, após a morte, é feita em vida quando Ele mesmo se expressa dizendo; "Ninguém vem ao Pai (Ao Seio de Abraão) senão por Mim" – O que significa dizer que a salvação por Jesus Cristo nos assegura a vida eterna (I Jo 5.11-13), em paz com Deus (RM 5.1).

O amor de Deus é insondável a ponto de enviar seu próprio filho Jesus; "para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna" (Jo 3.16).

Na verdade o salário ou a condenação do pecado é o tormento eterno - O Hades (Mt 25.46). 

Antes, porém o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado, fezendo-nos herdeiros da vida eterna no (Seio de Abraão), que hoje chamamos Paraíso, "Em verdade, em verdade te digo que hoje mesmo estarás comigo no paraíso" (Lc 23.43).

Quem crê pega, quem não crê, larga...

Simples assim...

sábado, 18 de março de 2023

Nikolas: 'Eu sou trans, transformado, uma pessoa alcançada por Jesus'



Deputado federal Nikolas Ferreira divulga 'vakinha' para ajudar trans a 'fazer cirurgias, voltar ao sexo original e ter seus corpos conforme eles nasceram'



Alvo de críticas por ter entoado um discurso transfóbico há uma semana, no dia 8 de março, no Dia Internacional da Mulher, na Câmara, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse nesta quarta-feira (15/3) que é “trans, transformado”. “Sou uma pessoa que foi alcançada por Jesus”, completou.

A fala dele foi mote para uma campanha para pessoas as quais Nikolas rotula como “minoria da minoria”.

"Faço aqui um desafio para todos da esquerda, que nos atacaram e disseram que éramos homofóbicos e transfóbicos, por discordar de várias questões que coloquei. Estamos colocando uma ‘vakinha’ para vocês de esquerda e deputados, que possam contribuir para que eles (trans) consigam fazer cirurgias, voltar ao sexo original e ter seus corpos conforme eles nasceram", afirmou o deputado federal em seu perfil no Twitter.
Para divulgar essa campanha, ele apresentou algumas pessoas que são, segundo o deputado federal, “ex-travestis”. “Isso aqui é uma prova que estamos lutando por pessoas, e não somente por uma ideologia", comentou.

E concluiu: "Clamo a todos os ativistas de esquerda e à comunidade LGBT para olhar para essas pessoas, que são a minoria da minoria".


Discurso transfóbico

No último dia 8, Nikolas Ferreira utilizou uma peruca para entoar um discurso transfóbico. No dia seguinte, atacou o ativismo LGBTQIA+, por meio das redes sociais. 

O ativismo LGBT é o ativismo mais persecutório que existe. Ou você concorda ou deve ir para a cadeia. Cadeia que não pode abrigar menores que cometem estupro, latrocínio ou roubo, mas pode abrigar um deputado que está no seu exercício", disse o deputado federal, utilizando ironia em declaração divulgada em suas redes sociais.

Para Nikolas, o movimento LGBTQIA e feminista tem a mentira como invólucro. "O que eu disse no meu discurso foi exatamente uma defesa pelas mulheres, que estão perdendo espaço para homens que se sentem mulheres. E talvez as pessoas não estejam acostumadas com o que está acontecendo, porque esse movimento é muito silencioso e gradual. Antigamente, o que o movimento ativista LGBT e feminista queria privacidade, não queria mexer com ninguém. Mentira! Eu tinha razão com meu discurso. Bastava ser contrário a esses movimentos para ser considerado criminoso”, declarou o deputado.

Repercussão ao discurso transfóbico

O discurso de Nikolas do dia 8 foi repudiado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL): "O plenário da Câmara dos Deputados não é palco para exibicionismo e muito menos discursos preconceituosos. Não admitirei o desrespeito contra ninguém. O deputado Nikolas Ferreira merece minha reprimenda pública por sua atitude no dia de hoje”.

O deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) rotulou Nikolas como “moleque de quinta série”. 

A também deputada Duda Salabert (PDT-MG) entrou com uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal para que o "parlamentar responda criminalmente pelas suas falas”. “Entendemos que imunidade parlamentar não blinda nenhum deputado de ato criminoso”, comentou.

sábado, 11 de junho de 2022

PT perde ação movida contra pastores por suposta campanha antecipada pró-Bolsonaro

O Partido dos Trabalhadores (PT) foi derrotado em uma ação movida contra pastores da igreja Assembleia de Deus, assim como contra o presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), os quais foram acusados pela sigla de fazer campanha antecipada pelo atual chefe do Executivo.

O PT acusou o deputado federal Sóstenes Cavalcante, Adavilso Azevedo da Costa e o pastor Wellington Júnior, de campanha antecipada pró-Bolsonaro durante a 45ª Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), em Cuiabá (MT).

Na cidade, houve também uma ‘motociata’ em apoio ao presidente da República. Contudo, a Ministra Maria Claudia Bucchianeri, do Tribunal Superior Eleitoral, indeferiu o pedido do PT contra os acusados, afirmando que não há provas sobre irregularidades eleitorais durante o evento.

A magistrada entendeu que não houve, na ocasião, qualquer pedido de votos para o presidente, o que é vedado pela legislação eleitoral. Por outro lado, a mera manifestação de apoio a políticos específicos não é considerada crime.

Ante o exposto e tendo em vista a ausência de pedido explícito de voto e de utilização de meios considerados proscritos pela legislação eleitoral, afasto, nos termos do art. 36-A da Lei nº 9.504/1997, a imputação de propaganda eleitoral antecipada e, nos termos do art. 36, § 6º, do RITSE, julgo improcedente a presente representação”, afirmou a ministra do TSE, segundo a Comunhão.

Para a vereadora Sonaira Fernandes (Republicanos-SP), a ação movida pelo PT seria fruto de um viés autoritário e anticristão. Ela usou as suas redes sociais para alertar os cristãos sobre esta iniciativa.

Essa é a sanha totalitária e anticristã do Partido dos Trabalhadores e do ex-presidiário Lula”, afirmou a vereadora do Rio de Janeiro, argumentando que “a igreja precisa se posicionar contra esses servos da mentira, não podemos aceitar que invadam os nossos templos e ataquem judicialmente nossos líderes. Igreja, o PT odeia o cristianismo!

Fonte: Gospel+

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Igrejas do Quênia proíbem políticos nos púlpitos: ‘não respeita a santidade do culto’



Algumas igrejas no Quênia proibiram políticos de se dirigir a suas congregações, dizendo que fazer campanha durante os cultos não respeita a santidade do culto. As informações são da CBN.

As igrejas nacionais anglicana, presbiteriana e católica romana emitiram proibições, já que muitos dos políticos começam a agir no início das eleições gerais do próximo ano. A Igreja Metodista, no entanto, mantém as portas da igreja abertas a todos.

O Rev. Joseph Ntombura, bispo presidente da Igreja Metodista no Quênia, disse que sua igreja não discorda do esforço, mas está adotando uma abordagem diferente. O bispo disse que fechar as portas aos políticos discriminaria alguns de seus membros.

A igreja é para todas as pessoas”, disse Ntombura ao Religion News Service em uma entrevista por telefone. “Os seres humanos são políticos, então não há nada de errado em convidar políticos para a igreja.”

Segundo o bispo, as congregações precisam ouvir as opiniões dos políticos sobre questões de interesse nacional, como a partilha de recursos. No passado, disse Ntombura, a Igreja convidou outros especialistas para falar às congregações sobre questões importantes, e os políticos não são diferentes.

Alguns dos políticos são nossos pastores”, disse Ntombura.

País cristão

O Quênia é aproximadamente 85% cristão. Cerca de 33% desse grupo são protestantes e 20,6% são católicos. O restante pertence a denominações evangélicas, pentecostais e africanas. Os muçulmanos representam 11% da população.

Ao proibir a política da Igreja, as denominações temiam que os serviços religiosos se transformassem em comícios de campanha e que os candidatos usassem uma linguagem que beirava o discurso de ódio na tentativa de ganhar votos ou influenciar partidos políticos.

No passado, os políticos se apropriavam dos serviços religiosos para vender suas agendas ou criticar seus oponentes. Alguns apareceram em igrejas com grandes somas de dinheiro como ofertas ou fundos para projetos da igreja.

Resposta veio rápido

O esforço não político ganhou força este mês quando o arcebispo Jackson Ole Sapit, primaz anglicano do Quênia, anunciou a proibição de sua igreja.

Todos são bem-vindos nas igrejas, mas temos os bancos e o púlpito”, disse Ole Sapit em 12 de setembro, durante a ordenação da primeira mulher bispo anglicana do Quênia. “O púlpito é para o clero e os bancos para todos os que vêm ao culto.

Em 15 de setembro, os bispos católicos romanos disseram que seus locais de culto e liturgia eram sagrados e não espaços políticos. Eles exortaram os políticos a comparecer à missa como qualquer outro devoto.

Analistas dizem que as igrejas estão tentando recuperar sua posição como “árbitros honestos” em um país onde as eleições costumam gerar conflitos violentos.

O mais letal ocorreu em dezembro de 2007 e janeiro de 2008, quando dois meses de combates étnicos deixaram pelo menos 1.000 mortos e mais de 600.000 desabrigados. Entre eles, 30 pessoas, principalmente da etnia Kikuyu, a maior tribo do Quênia, foram queimadas vivas em uma igreja da Assembleia de Deus na vila de Kiambaa em Eldoret.

Henry Njagi, gerente de programa e informação do Conselho Nacional de Igrejas do Quênia, disse que a resistência às diretrizes da Igreja sobre o discurso político corre o risco de uma repetição dos eventos de 2008.

Quando as coisas deram errado, eles se viraram e acusaram a igreja de manter silêncio e abandonar os quenianos”, disse Njagi. “Portanto, agora é um apelo aos atores políticos, esperançosos e outras partes interessadas para ouvir a igreja e parar a politicagem tóxica.

Embora os políticos não tenham estado tão presentes nas mesquitas, os líderes muçulmanos dizem que apóiam a proibição da politicagem tóxica nas igrejas.

Eu apoio líderes cristãos. Essa proibição está muito atrasada”, disse o xeque Hassan Ole Naado, presidente nacional do Conselho Supremo de Muçulmanos do Quênia.

Ele acrescentou que os muçulmanos não estavam enfrentando o problema no momento.

Quando você vai a um local de culto, sabe o que deve fazer. Eles se aproveitam das pessoas que se reúnem para adorar. Em primeiro lugar, isso não deveria acontecer”, disse Ole Naado.


quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Deputados da Assembleia de Deus que foram na manifestação pró-Bolsonaro, podem ser expulsos do PDT da Bahia


Os parlamentares informam que a sigla sabia que eles se posicionariam de acordo com sua crença

Dois deputados do PDT da Bahia podem ser expulsos do partido por terem participado da manifestação que aconteceu no dia 7 de setembro.

O deputado federal Alex Santana e o deputado estadual Samuel Júnior, ambos ligados à Assembleia de Deus, serão encaminhados para o Conselho de Ética a pedido do deputado federal Félix Mendonça, presidente da sigla na Bahia, que pede a expulsão dos dois.

Além da participação no ato pró-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Alex acumula desentendimento com o PDT por votar 100% com o governo, nunca com o partido. As informações são do jornal A Tarde.

Os parlamentares, porém, disseram que desde quando entraram para o partido deixaram claro que “em questões que ferisse os princípios doutrinários ficariam com a igreja”.

Em nota à imprensa, o deputado Samuel Júnior reforçou que suas ações políticas correspondem ao que a liderança da AD indica. “Se eu ir a um ato de 7 de setembro vestido de verde e amarelo cantar o hino nacional é traição, vamos discutir. Agora, não tenha dúvida que o meu partido é o pastor Valdomiro [Pereira]. E ele simpatiza com o presidente”.

Fonte: JM Notícia

domingo, 16 de maio de 2021

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, morre aos 41 anos, vítima de câncer


O tucano Bruno Covas enfrentava câncer no sistema digestivo e estava internado desde 2 de maio no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, quando se licenciou do cargo. Ele deixa um filho de 15 anos.


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu às 8h20 deste domingo (16) aos 41 anos, em São Paulo, informou a prefeitura, em nota. Desde 2019, ele lutava contra um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado. Deixa o filho Tomás, de 15 anos.

Covas estava internado no Hospital Sírio-Libanês, no Centro da capital paulista, desde 2 de maio, quando se licenciou da prefeitura. Na sexta-feira (14), ele teve uma piora no quadro de saúde e a equipe médica informou que seu quadro havia se tornado irreversível.

Familiares e amigos de Covas permaneceram no hospital desde então. Nas últimas horas de vida, o prefeito recebeu sedativos e analgésicos para não sentir dores.

Na noite de sexta (14), um padre chegou a fazer a unção dos enfermos, um sacramento católico. Durante a noite de sábado (15), representantes de diversas religiões participaram do ato ecumênico na porta do hospital, que durou 30 minutos e terminou com a oração Pai Nosso.

No início da tarde, o corpo foi levado para o Edifício Matarazzo, sede da prefeitura, para uma cerimônia breve para familiares e amigos próximos. Depois, seguirá em carro aberto em cortejo até a Praça Oswaldo Cruz.

O enterro, também restrito à família, será no Cemitério do Paquetá, em Santos, onde foi sepultado o corpo de Mário Covas, ex-governador de São Paulo e avô de Bruno que também morreu em decorrência de um câncer, em 2001.

Que Deus conforte o filho Tomás, demais familiares e amigos.

Fonte: G1

sábado, 24 de abril de 2021

Morre Levy Fidelix, o homem do AEROTREM, aos 69 anos

Morre Levy Fidelix, presidente do PRTB, aos 69 anos

Presidente do PRTB, Levi Fidelix morreu na madrugada desta sexta-feira (23), aos 69 anos. Fundador do partido, que atualmente é também é casa do vice-presidente Hamilton Mourão, ele disputou duas campanhas presidenciais, em 2010 e em 2014, e ficou conhecido em todo o país por seu projeto do Aerotrem.

Em comunicado, os familiares não informaram a causa da morte, mas seus correligionários disseram para a imprensa que foi por conta de complicações causadas pela  Covid-19 . Ele estava internado em um hospital particular de São Paulo desde o mês de março.

"É com profunda dor e pesar que o PRTB , por sua diretoria, comunica o falecimento do nosso líder, Fundador e Presidente Nacional, Levy Fidelix, ocorrida nesta data na cidade de São Paulo. Descanse em paz homem do Aerotrem!", diz a mensagem publicada no perfil oficial de Fidelix no Twitter.

Ao longo de sua carreira, trabalhou como publicitário, participou da fundação de revistas e foi apresentador de TV até iniciar a carreira política em 1986. Entre as diversas tentativas de se eleger para algum cargo, esteve presente em 10 pleitos diferentes, mas nunca obteve sucesso. Sua última tentativa ocorreu no ano passado, quanto obteve menos de 12 mil votos e não passou para o 2° turno na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Fidelix deixa mulher Aldinea Rodrigues Fidelix Cruz, que é vice-presidente do PRTB, e uma filha, Lívia Fidelix, que tentou se eleger deputada nas eleições de 2018.

Fonte: IG

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Evangélicos de esquerda querem entrar no poder já nas próximas eleições

Partindo de premissas politicamente corretas, jovens evangélicos militantes de esquerda estão se lançando na política para concorrer com os fiéis conservadores.
Defensores do aborto, por exemplo, os membros da chamada Bancada Evangélica Popular se apresentam como figuras capazes de rebater o que definem como "equívoco teológico" dos cristãos que defendem uma visão oposta à sua.
Um desses que se arriscarão nas urnas é o estudante de Filosofia Samuel de Oliveira, 23 anos, filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Ao todo, são 20 pré-candidatos ligados à BEP, que tem entre seus fundadores o pastor Ariovaldo Ramos.
"É mais fácil atribuir os problemas da sociedade a questões morais do que entender as razões da desigualdade", diz Samuel de Oliveira, ao criticar a postura dos evangélicos conservadores sobre pautas defendidas pelos partidos de esquerda.
Para o pré-candidato a vereador em São Paulo, as igrejas evangélicas "usam o medo do inferno" como arma de dominação dos fiéis: "Esses políticos deixaram de pregar a graça de Cristo para viver a mensagem do ódio", disse, referindo-se aos integrantes da Frente Parlamentar Evangélica, formada em sua maioria por membros de igrejas pentecostais e conservadores nos costumes.
"A gente quer apresentar uma outra perspectiva de ser evangélico, que não é sinônimo de conservadorismo, mas de justiça social e amor", acrescentou, repetindo o discurso abrangente e subjetivo comumente usado pelos chamados "cristãos progressistas".
Outro que deve sair candidato é Danilo Pássaro, 27 anos, estudante de História e filiado ao PSOL. Segundo relatado por ele ao portal Uol, desde os quatro anos de idade frequenta a igreja. Ao longo de 13 anos, participou dos cultos numa Assembleia de Deus, mas depois passou a frequentar uma Igreja Batista, porque, em suas palavras, "ao contrário das neopentecostais, ela não é fundamentalista".
"Ela ensina que Jesus não quer ver outro explorado e que Deus não está lá longe no Céu, mas dentro de nós. 'Ao cuidar dos que sofrem, estão cuidando de mim', disse Jesus", argumentou Pássaro, que recentemente ajudou a organizar um protesto com torcidas organizadas, em pleno isolamento social devido à pandemia, e que terminou em tumulto.
Na reportagem, no entanto, não foi mencionado que a Convenção Batista Brasileira não defende pautas como a legalização do aborto ou a celebração de união de pessoas do mesmo sexo no âmbito religioso.
"Eu quero fazer política para o evangélico que se opõe ao conservadorismo moral que é imposto por alguns líderes evangélicos. Quando Dilma caiu [pelo impeachment, em 2015] e os neofascistas saíram do bueiro, eu já achava que os evangélicos neopentecostais poderiam tornar a retórica fascista um discurso de massa, o que foi confirmado na eleição de Bolsonaro", afirmou, valendo-se dos rótulos que integram a práxis dos partidos de esquerda contra a visão conservadora.
Danilo Pássaro teceu críticas ao segmento neopentecostal que são feitas também por igrejas tradicionais, mas que não se alinharam à ideologia de esquerda, uma vez que a reprovação à pregações como a teologia da prosperidade não é vinculativa à ideologia socialista ou progressista.
"Os neopentecostais têm dois fundamentos: a teologia da prosperidade diz que você é o empresário da própria fé e que doar uma oferta a Deus irá te abençoar. E a batalha espiritual defende que a vida na Terra é uma guerra de forças entre o bem e o mal. Essa batalha diz que o Brasil precisa se tornar evangélico para ser um país melhor. Para isso, a igreja deve tomar o poder e combater a diversidade, como a religiosa", associou o pré-candidato.
"Isso é um discurso fascista, irmão. Se você fala em destruição do outro, é fascismo", reiterou Pássaro. O contexto da fala remete ao que disse outro militante de esquerda, Mauro Iasi, em 2015, quando afirmou que o diálogo com os conservadores não deve existir, e a relação de luta contra esse pensamento deve ser à base de "uma boa bala".
A proximidade desse grupo de evangélicos também é estreita com o feminismo: a ativista Simony dos Anjos (PSOL), filha de um pastor da Igreja Presbiteriana Independente, quer ser prefeita de Osasco (SP).
"Na minha igreja, precisei dar aula sobre ciclo menstrual a meninas de 17 anos, que não sabiam como ele funciona. A proibição do aborto mata 1.500 mulheres por ano no Brasil. Muitas deixariam de abortar se fossem acolhidas por psicólogos nos hospitais. Quem chega no hospital dizendo que precisa cometer um crime? A gente não precisa de uma Flordelis que adote tanta criança, mas de um Estado que cuide de todas", declarou, ajustando o discurso ao escândalo envolvendo o assassinato do pastor Anderson do Carmo.
Fonte: Gospel+

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Lady Gaga se diz cristã e critica vice dos EUA por apoiar esposa na defesa do casamento tradicional

Sob intensos aplausos e holofotes na grande mídia ao redor do mundo por conta de sua elogiável atuação no filme Nasce uma Estrela, a cantora Lady Gaga aproveitou mais uma vez o palanque para tecer críticas ao conservadorismo e lideranças cristãs nos Estados Unidos.
Dizendo-se cristã, a artista criticou o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmando que ele seria o pior exemplo de um discípulo da fé por apoiar a decisão de sua esposa de trabalhar em uma escola confessional que não endossa o comportamento homossexual.
"Para Mike Pence, que acha aceitável que sua esposa trabalhe em uma escola que proíbe LGBTQ. Você está errado", disse Lady Gaga durante sua apresentação no Park MGM em Las Vegas. "Você disse que não se deve discriminar o cristianismo. Você é a pior representação do que significa ser um cristão", acrescentou a artista progressista.
"Eu sou uma mulher cristã, e o que sei sobre o cristianismo é que não temos preconceito e todos são bem-vindos. Então você pode pegar toda essa desgraça, Sr. Pence, e se olhar no espelho e vai encontrá-lo ali mesmo", continuou a cantora, reverberando o conceito que vem sendo abraçado em muitas linhas doutrinárias.
We need more people like Gaga to not be afraid and to speak up. What she says here, thank you for using your voice @ladygaga ❤️🧡💛💚💙💜💖🖤
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Reação

A crítica de Lady Gaga – antiga defensora da militância LGBT – à esposa do vice-presidente dos Estados Unidos, Karen, se dá por ela ter aceitado um emprego de meio período ensinando arte na Immanuel Christian School, em Springfield, Virginia. A escola cristã, particular, não aceita a agenda LGBT, assim como o estilo de vida homossexual e prega a defesa do casamento tradicional, segundo informações do jornal The Washington Post.
"Minha esposa e eu temos estado nos olhos do público por um bom tempo. Estamos acostumados com as críticas", disse Pence à Eternal Word Television Network. "Mas tenho que lhe dizer que ver grandes organizações de notícias atacando a educação cristã é profundamente ofensivo para nós", lamentou o vice-presidente.
"Temos uma rica tradição na educação cristã dos Estados Unidos e, francamente, a educação religiosa é amplamente definida. Celebramos isso. A liberdade religiosa está consagrada na Constituição dos Estados Unidos. A Constituição proíbe um teste religioso para manter um cargo público e então vamos deixar os outros críticos rolarem para trás, mas essa crítica à educação cristã na América deve parar", acrescentou Pence, expressando sua irritação com as críticas à decisão de sua esposa.
Ao mesmo tempo em que Lady Gaga aproveitou os holofotes para expressar toda sua intolerância com quem pensa diferente dos conceitos da agenda progressista, um dos principais formadores de opinião conservador defendeu o direito de Karen Pence escolher trabalhar onde se sente bem.
"A esposa do vice-presidente Pence, Karen, esteve sob ataque furioso nos últimos dias por muitos na mídia. A partir dessa reportagem, pode-se pensar que ela transgrediu uma fronteira social óbvia de uma sociedade civilizada. Na verdade, essa esposa e mãe cristã, cujas crenças cristãs são importantes para ela, está ensinando em uma escola cristã, que, sendo cristã, sustenta as crenças cristãs sobre o casamento", simplificou Travis Weber , vice-presidente de políticas do Family Research Council.

"Mesmo assim, você não saberia disso lendo as manchetes sobre ela, o que leva o leitor a acreditar que a força motriz das ações de Karen é o alvo daqueles que se identificam como LGBT. Como vimos repetidamente, aqueles que perpetraram tais alegações negligentemente (e muitas vezes intencionalmente) descaracterizam nossa fé", desabafou Weber.
Fonte: Gospel+
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