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terça-feira, 27 de setembro de 2022

Cuba legaliza casamento gay e adoção entre pessoas do mesmo sexo por meio de referendo


Dois terços votaram "sim" ao novo Código da Família promovido pelo regime. 20 denominações evangélicas pediram para votar contra.

O Conselho Nacional Eleitoral de Cuba confirmou que o novo 'Código das Famílias' – submetido a um referendo popular – foi aprovado com um "sim" válido de 66% dos votos, quase 4 milhões de pessoas.

O novo código legaliza, entre outras coisas, o casamento gay e a adoção de crianças por casais do mesmo sexo.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, saudou os resultados. A presidência cubana postou em sua conta no Twitter um cartaz dizendo que "o amor já é lei".

A iniciativa define o casamento como a união voluntariamente acordada de "duas pessoas" em vez de "entre um homem e uma mulher", conforme estabelecido pela lei de 1975 vigente. Isso abre as portas para as uniões do mesmo sexo, uma questão controversa em um país onde, nos primeiros anos da revolução comunista cubana, os homossexuais eram frequentemente detidos e enviados para campos de trabalho para "reabilitação".

O "não" das igrejas evangélicas

Dias antes da votação, líderes de 20 denominações evangélicas cubanas emitiram um comunicado oficial reafirmando sua posição contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Consideram que, dentro da reforma da Constituição do regime cubano, esta é uma proposta "totalmente incompatível" com o "pensamento dos pais de nossa pátria".

Num documento, partilhado nas redes sociais por algumas das igrejas que o assinaram, consideram a família, "como ensina a Palavra de Deus" como "uma instituição divina através do casamento como união exclusiva entre um homem e uma mulher".

A Igreja Metodista Cubana também organizou uma corrente de oração antes do referendo sobre o controverso Código da Família. Esta corrente de oração foi coordenada em conjunto com diferentes líderes evangélicos para que nos dias que antecederam o referendo, todo o povo cristão da ilha estivesse orando pela nação.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Justiça garante direito de agência de adoção cristã recusar pais homossexuais

O respeito à liberdade religiosa foi o principal fator na decisão que a Suprema Corte dos Estados Unidos publicou sobre uma disputa entre a cidade de Filadélfia e um agência de adoção cristã que recusa encaminhar crianças para lares de parceiros homossexuais.

A Suprema Corte decidiu que Filadélfia, na Pensilvânia (EUA) não pode excluir uma instituição religiosa de seu programa de adoção porque seu programa de seleção de candidatos a pais segue valores alinhados à fé professada pela entidade.

O caso envolvia uma agência de adoção católica e a prefeitura de Filadélfia, que tinha excluído os Serviços Sociais da Arquidiocese da Filadélfia (CSS) do cadastro de agências parceiras no programa de adoção por conta da postura baseada nos valores cristãos.

Em uma decisão unânime divulgada na manhã da última quinta-feira, 17 de junho, a Corte constitucional dos EUA determinou que as autoridades municipais estavam erradas em parar de trabalhar com os Serviços Sociais Católicos da Arquidiocese de Filadélfia.

A decisão reverteu uma sentença de um painel de três juízes do Tribunal de Apelações do Terceiro Circuito dos Estados Unidos e a reenviou para procedimentos adicionais.

O presidente do tribunal John Roberts emitiu a opinião do tribunal, concluindo que “a cidade sobrecarregou o exercício religioso do CSS por meio de políticas que não atendem ao requisito de ser neutro e de aplicação geral”.

O governo falha em agir de forma neutra quando age de maneira intolerante com as crenças religiosas ou restringe as práticas por causa de sua natureza religiosa”, escreveu Roberts.

O posicionamento da Suprema Corte termina por corroborar, de maneira indireta, outra disputa que teve desfecho semelhante em Nova York.

Na decisão, o juiz afirmou que “a recusa da Filadélfia em contratar o CSS para a prestação de serviços de adoção, a menos que concorde em certificar casais do mesmo sexo como pais adotivos, não pode sobreviver a um escrutínio estrito e viola a Primeira Emenda”, texto constitucional que estabelece a liberdade religiosa no país.

De acordo com informações do portal The Christian Post, o juiz Roberts também apontou que a Filadélfia havia entrado em contradição: ”Como a própria cidade explica aos futuros pais adotivos, ‘cada agência tem requisitos, especialidades e programas de treinamento ligeiramente diferentes'”, escreveu.

Fonte: Gospel+

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Hungria define família como união entre ‘homem e mulher’ e limita adoção por casais gays


A definição de família na Constituição da Hungria passou a ser considerada uma união entre homem e mulher, refletindo os valores conservadores do governo.

Hungria alterou a definição de família em sua Constituição na terça-feira (15), permitindo uma proibição efetiva da adoção por casais homossexuais, em mais uma vitória para os conservadores que estão no governo.

O primeiro-ministro Viktor Orban tem trabalhado para estabelecer valores conservadores na Hungria, desde que conquistou seu terceiro mandato consecutivo nas eleições de 2018, pelo partido de direita Fidesz.

A nova Constituição húngara define que a família é “baseada no casamento e na relação entre pais e filhos. A mãe é uma mulher, o pai um homem”. Também determina que os pais criem os filhos com um espírito conservador.

A Hungria defende o direito das crianças de se identificarem com seu gênero de nascimento e garante uma educação baseada na identidade constitucional de nossa nação e nos valores de nossa cultura cristã”, diz o documento.

A Hungria nunca permitiu o casamento gay, mas ainda reconhece as uniões civis entre homossexuais. A adoção por casais de gays e lésbicas era possível até agora, se um dos parceiros se declarasse como solteiro.

Embora existam exceções no caso da adoção por homossexuais solteiros ou familiares, “a regra principal é que apenas casais podem adotar uma criança, ou seja, um homem e uma mulher casados”, escreveu a ministra da Justiça, Judit Varga.

A legislação aprovada na terça-feira vem depois da aprovação de uma nova lei no início deste ano, que proíbe mudanças de gênero em documentos pessoais e batalhas ideológicas sobre livros infantis que mostram a diversidade como algo positivo.

De acordo com a nova lei, os solteiros na Hungria devem ter seus pedidos de adoção aprovados pela ministra da Família, Katalin Novak, conhecida por defender valores conservadores.

Governo conservador

A lei foi recebida com críticas pela comunidade internacional. A Anistia Internacional disse que esta terça-feira foi um “dia negro para a comunidade LGBTI”. 

Orban também foi criticado pelo Tribunal de Justiça Europeu, a mais alta corte da União Europeia, por implementar políticas que minaram “as fibras democráticas liberais da constituição da Hungria” em menos de 10 anos.

O projeto de lei torna a Hungria “o primeiro país da União Europeia" a incluir uma definição de unidade familiar em sua Constituição. A lei foi projetada para dar “às novas gerações a chance de aprender sobre a identidade húngara e proteger sua soberania, bem como o papel nacional do cristianismo”, de acordo com o documento.

domingo, 24 de maio de 2020

Estados Unidos irão doar mil respiradores ao Brasil


Informação foi dada pelo chanceler Ernesto Araújo


O ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo anunciou, neste domingo (24), que os Estados Unidos irão doar 1 mil respiradores ao Brasil. Araújo comemorou o gesto.
Em conversa hoje com representantes da Casa Branca, dentro da ótima cooperação Brasil-EUA no combate ao Covid-19, recebi a notícia de que o presidente Donald Trump determinou a doação de 1.000 respiradores ao Brasil. Parceria produtiva entre duas grandes democracias – escreveu.
Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde afirmou que a América do Sul é o novo epicentro da pandemia da Covid-19. A OMS destacou ainda a situação do Brasil, que é o país mais atingido da região, com mais de 22 mil mortos e 350 mil infectados.
Fonte: Pleno News

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Mais de 13 mil pessoas se comprometeram a adotar órfãos no The Send


Tendo a adoção como um tema de destaque, o The Send mobilizou milhares de pessoas a refletir sobre a adoção


Adoção foi um tema de destaque no The Send Brasil no último sábado (8). Líderes como o evangelista Todd White, a missionária Heidi Baker e a ministra Damares Alves incentivaram os cristãos a fazer diferença na vida de crianças órfãs.
De acordo com dados atualizados pela equipe executiva do The Send, 13.272 pessoas disseram que estão dispostas a adotar órfãos nos três estádios onde o evento aconteceu. 
Os dados foram coletados no aplicativo oficial do The Send, onde os participantes expressaram seu comprometimento em tópicos apresentados pela plataforma.
Nos três estádios, em São Paulo e Brasília, 7.050 pessoas confessaram sua fé em Jesus Cristo.
Cerca de 6.908 jovens se comprometeram a evangelizar as universidades e 4.927 adolescentes se comprometeram evangelizar as escolas do ensino médio. Outros 13.910 jovens estão dispostos a serem treinados como missionários e serem enviados para as nações.
Houve também 43.403 compromissos de jovens dizendo que irão entrar no plano diário de leitura bíblica e outros 38.635 disseram que vão começar um jejum de 40 dias, proposto pela equipe The Send.
O The Send atraiu cerca de 150 mil pessoas em busca de despertar o envio missionário da Igreja Evangélica brasileira. 
A primeira edição do The Send aconteceu em Orlando (EUA) em fevereiro de 2019, com a colaboração de ministérios como JOCUM, CfaN e Lifestyle Christianity.
O Brasil foi representado pelo Dunamis, liderado pelo pastor Téo Hayashi, que marcou o encontro com a frase: "Chegou a nossa hora Brasil!"
Fonte: CPAD News

sábado, 22 de junho de 2019

Justiça arquiva denúncias de adoções ilegais contra Igreja Universal em Portugal

As acusações de que a Igreja Universal do Reino de Deus integrava uma rede ilegal de adoção de crianças em Portugal foram apreciadas pelo Ministério Público do país e arquivadas.
A denúncia, feita em dezembro de 2017 por uma emissora de TV portuguesa, acusava a denominação liderada pelo bispo Edir Macedo de manter uma suposta rede ilegal de adoções nos anos 1990 no país.
A Procuradoria-Geral de Portugal confirmou que o inquérito, instaurado ainda em 2017, está arquivado. De acordo com o site da Igreja Universal, a série de reportagens da emissora TVI foi articulada pelo ex-bispo Alfredo Paulo, que foi expulso da denominação por supostamente ter cometido adultério e roubo. Ele atuou como uma das fontes das denúncias.
A Universal se referiu às reportagens como "mentirosas", e acrescentou que as denúncias não foram comprovadas. "Uma acusação caluniosa que, de acordo com o despacho de arquivamento do inquérito, foi desmentida durante a investigação", diz uma matéria no site oficial da denominação.
"Além disso, os supostos pais declararam não ter assinado qualquer documento para adoção das crianças. Contudo, a investigação também provou o contrário, 'foi igualmente desmentido por parte das restantes diligências de prova reiterou o juiz no despacho", diz outro trecho da notícia escrita pela jornalista Rafaela Dias.
O inquérito apurou que nenhum pai nunca havia apresentado sequer uma queixa contra a denominação antes das denúncias feitas pela TVI. Esse fato foi ponderado pela Justiça de Portugal: "Não houve notícia de qualquer pai ou mãe biológica que tivesse junto de qualquer entidade pública apresentado queixa pelo desaparecimento de qualquer criança ou da impossibilidade de aceder a qualquer criança", diz o despacho.
Em resumo, as acusações diziam que crianças abrigadas no Lar Universal, que era mantido pela Universal na década de 1990, teriam sido raptadas, levadas ao Brasil e aos Estados Unidos para serem adotadas ilegalmente por bispos e pastores.
No auge da polêmica, o caso foi exposto na imprensa brasileira e tornou-se centro de uma polêmica com o jornalista Fábio Pannunzio, da Band.
Pannunzio usou as redes sociais para compartilhar as reportagens da emissora portuguesa TVI e recebeu uma notificação extrajudicial
"Recebi um papelucho da Igreja Universal e outro do Edir Macedo. Não eram cartões de feliz ano novo nem nada parecido. Eram notificações extrajudiciais ameaçando me processar. O CEO da IURD está bravinho porque eu repliquei aqui no Facebook as reportagens feitas pela TVI de Portugal denunciando um lar de acolhimento criado pela seita em Lisboa", publicou o jornalista no Facebook à época.
Fonte: Gospel+

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Casal cristão é proibido de adotar por negar que Bíblia esteja desatualizada sobre o pecado

Uma firma canadense de direitos humanos está acusando uma agência de adoção do governo de discriminar um casal cristão que queria adotar uma criança.
O Centro de Justiça para as Liberdades Constitucionais (Justice Centre for Constitutional Freedoms ) enviou uma carta à agência Simcoe Muskoka de Serviços para Crianças, Jovens e Famílias na província de Ontário, exigindo que eles pusessem fim ao que a organização classificou como "discriminação religiosa" contra o casal.
A carta, cuja cópia online simplesmente identificou o casal como "A" e "L", afirma que o pedido do casal para se tornarem pais adotivos foi negado "não devido a qualquer deficiência legítima em suas qualificações, mas apenas devido ao viés preconceituoso da agência de Serviços Infantis contra as crenças religiosas do [casal]".
De acordo com a carta, o casal apresentou um pedido em novembro de 2017 para se tornarem pais adotivos. Na semana de 30 de abril a 4 de maio do ano passado, eles se encontraram com uma assistente social da agência de adoção, e a funcionária perguntou ao casal, um dos quais é um pastor, se eles "ainda" acreditam "em algumas das partes mais desatualizadas da Bíblia" e se eles consideravam a homossexualidade um pecado.
Em outubro do ano passado, o casal recebeu uma carta da agência de adoção recusando seu pedido, afirmando que "as políticas de nossa agência não parecem se encaixar em seus valores e crenças".
Em um comunicado divulgado na semana passada , o Centro de Justiça explicou que, com a carta de demanda, eles esperam que a "agência de adoção reabra o pedido do casal para promover e processar adequadamente sua inscrição para se tornarem pais adotivos de maneira não discriminatória".
Fundada em 2010, a missão declarada do Centro de Justiça para as Liberdades Constitucionais é "defender as liberdades constitucionais dos canadenses por meio de litígios e educação".
No ano passado, a organização conseguiu uma vitória legal para um casal evangélico em Alberta que foi informado de que não poderia adotar uma criança porque se opunham à união entre pessoas do mesmo sexo, segundo informações do portal The Christian Post.
O advogado do centro, John Carpay, disse em comunicado em maio passado que estava "emocionado" com a decisão a favor do casal de Alberta, acrescentando que a batalha legal "não diminuiu seu entusiasmo pela adoção de uma criança".
"governo não tem o direito de discriminar com base na religião quando olha para casais que estão tentando adotar", afirmou Carpay em 2018, segundo o The Canadian Press. "Você não pode dizer que alguém não pode se tornar um pai adotivo porque é muçulmano, judeu ou cristão evangélico", concluiu.
Fonte: Gospel+

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Índia adotada por Damares desmente rapto: "Foi amor à primeira vista, o resto é mentira"


A jovem Kajutiti Lulu Kamayurá conta que saiu da aldeia no Xingu com autorização de seus pais e acusação de 'rapto' é falsa.


Uma reportagem publicada pela revista Época na última quinta-feira (31), tentou sustentar uma acusação de que a ministra Damares Alves teria sido cúmplice no “rapto” da índia Kajutiti Lulu Kamayurá, ainda criança de uma aldeia no Xingu. Porém, tanto a ministra quanto Lulu — hoje com 20 anos — desmentiram a informação, assegurando que a garota não foi levada à força da aldeia.

"Foi amor à primeira vista. Ela se apaixonou por mim e depois eu por ela. O resto é tudo mentira", disse a índia.

A reportagem da revista Época diz trazer depoimentos de índios da aldeia Kamayurá, no norte do Mato Grosso, de onde Lulu saiu ainda criança. Porém, a índia afirma que a publicação da revista com os depoimentos faz parte de uma ação com finalidades políticas.

Em entrevista para a UOL, Lulu explicou que se lembra de ter deixado a aldeia aos seis anos para fazer um tratamento dentário em Brasília, com autorização de seus pais biológicos. Ela partiu em uma viagem de barco até a cidade Canarana e embarcou em um ônibus para Brasília, onde ficou hospedada na casa da missionária Márcia Suzuki, que desenvolvia um trabalho voluntário na aldeia. Foi na casa de Márcia que a menina conheceu Damares.


Lulu contou que Damares se "apaixonou" por ela e, após conseguir autorização de seus pais, a levou para casa. Como era muito nova, não conseguir apontar as datas com precisão por si só, durante a entrevista. Porém destacou que não foi algo repentino. A mudança para casa de Damares teria ocorrido três anos após sua chegada à capital federal.

Além de Lulu, dois de seus irmãos também foram para Brasília e os pais os visitavam constantemente.


Na entrevista para o site, Lulu se mostrou incomodada com as acusações feitas contra Damares pela revista Época. A moça disse que não acredita que a avó paterna, Tanumakaru — entrevistada pela "Época" — tenha dito que a neta foi levada sem autorização, como consta na reportagem.

O outro lado
O relato de Lulu realmente mostra um outro lado dessa história. A moça conta que foi "salva" pela missionária Márcia, pois estava desnutrida e com problemas sérios de saúde. Márcia ganhou significado tal para a índia que a inspirou a atuar na mesma organização como voluntária, posteriormente.

A moça explicou que voltou à aldeia no XIngu, 9 anos depois de sua saída. Ela foi bem recebida pelos moradores locais, que jamais mencionaram sequer a possibilidade dela ter sido raptada dali.

Fonte: Guiame

terça-feira, 13 de março de 2018

Casal cristão é impedido de adotar crianças por ensinar que “coelho da Páscoa não existe”



O casal foi impedido de concluir a adoção de duas meninas por negarem a existência do coelho da Páscoa.


Um casal foi impedido de concluir a adoção de duas meninas que estavam em uma casa de acolhimento em Ontário, no Canadá, por negarem a existência do coelho da Páscoa e ensinarem os conceitos bíblicos a respeito da celebração.

Derek e Frances Baars foram processados pela Sociedade da Ajuda Infantil (CAS, na sigla em inglês), local que abrigava as meninas de 3 e 4 anos de idade. No entanto, a decisão foi revogada na última terça-feira (6) pelo juiz Andrew Goodman, do Tribunal Superior de Justiça de Ontário.

Uma sentença judicial de 62 páginas declarou que o CAS violou o direito dos pais adotivos à liberdade de religião e expressão quando as crianças foram tiradas de sua casa. O juiz considerou as ações do CAS como "caprichosas" e "sem interesse no que era melhor para as crianças".

Derek e Frances são cristãos e membros da Igreja Presbiteriana Reformada. Antes de serem aceitos como pais adotivos, eles já tinham deixado claro sua posição em relação aos princípios bíblicos.

O CAS alegou que as crianças não foram removidas por que os pais adotivos negaram a existência do coelho, mas por eles se recusarem a apoiar os desejos da mãe biológica e não respeitarem as necessidades culturais das crianças.

Durante o julgamento, uma funcionária do CAS, Tracey Lindsay, ainda alegou que o casal poderia ensinar as meninas a serem preconceituosas com homossexuais, "ensinando que pessoas nessa condição estão vivendo em pecado".

Dominic Verticchio, diretor do CAS em Hamilton, pediu desculpas ao casal pelo que aconteceu. "Nós reconhecemos quais foram os nossos erros. Nós respeitamos a decisão do tribunal e temos que garantir que isso não aconteça novamente. Não posso mudar o passado, mas posso mudar o futuro", afirmou.

Atualmente, Derek e Frances estão no processo para adotar uma criança em Edmonton, no estado de Alberta. "Estamos muito agradecidos por isso, por termos sido reivindicados. Nossos nomes foram limpos", disse ela.

Fonte: Guiame

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Em funeral, cristão adota bebê que perdeu os pais: "A verdadeira felicidade é cuidar dos órfãos"


Durante o funeral, Clemente viu o bebê chorar e após conversar com os parentes resolveu adotá-lo.

Clemente Mateus Malala é um fazendeiro cristão. Mas, mais que isso, ele é um ativo agente de mudanças em Moçambique. Ele, que tem quatro filhos biológicos adultos, adotou uma quarta criança. Sua história sobre a mais recente adoção é bastante emocional.

Ele estava em um funeral em Milange (um povoado a apenas três quilômetros da fronteira de Moçambique com o Malawi), onde uma jovem mãe havia morrido por complicações da Aids. Seu falecimento se deu apenas cinco dias após seu bebê nascer. O pai da criança já havia morrido antes, também devido à Aids.

Clemente viu o bebê gritar durante o funeral. “Ele estava chorando porque não havia ninguém para cuidar dele”, disse o fazendeiro de 61 anos. Quando o funeral acabou, ele foi conversar com os parentes do menino. Clemente ficou sabendo que eles tinham pouco dinheiro para comprar materiais como leite e fraldas.

Neste momento, ele nem pensou duas vezes e se prontificou em comprar os itens. apesar disso, Clemente ainda ficou preocupado imaginando que os parentes poderiam revendê-los. Foi então que ele se ofereceu para adotar o bebê.

O milagre da vida

Hoje, o bebê que ganhou o nome de Laston, tem cinco anos. Ele é o filho adotivo mais novo de Clemente, que ao todo tem quatro por adoção. Além disso, eles geraram quatro filhos biológicos, completando oito.

Como fazendeiro, Clemente cultiva feijão verde e milho, no oeste rural de Moçambique. Ele é um membro ativo da Igreja Adventista e evangelista que já levou 430 pessoas ao batismo nos últimos 13 anos.

Apesar disso, ele afirma que nada o tocou tanto como seus quatro filhos adotivos, que perderam seus pais por causa do HIV. "Deus me abençoou com o dom de levar pessoas a Ele, mas a verdadeira felicidade vem de cuidar desses órfãos", ressaltou.

"Os adultos que eu conduzi a Cristo são capazes de suprir suas necessidades físicas, mas os órfãos sofreriam duas vezes sem mim: suas necessidades físicas não seriam satisfeitas, e eles poderiam perder a salvação", comentou.

Grande desafio

O HIV ainda é um grande desafio em Moçambique. Clemente sabe disso e se posiciona como um dos cristãos que se esforçam para fazer a diferença. Ele adotou seu primeiro filho órfão, Rojério, ao ver o menino de dois anos procurando comida na beira da estrada.

Segundo os parentes do garoto, os pais de Rojério haviam morrido e por isso o entregaram quando Clemente se ofereceu para criar o menino. Ele também adotou mais duas meninas em circunstâncias semelhantes. Atualmente Rojério tem 15 anos, e as duas meninas têm 11 e 8 anos.

"O mínimo que posso fazer é receber alguns filhos e alimentá-los em minha casa", salientou o fazendeiro cristão. Ele ainda afirma que gostaria de ter uma escola cristã em Milange, onde seus filhos adotados possam estudar. "Como igreja, devemos investir na educação, para investir no futuro da igreja", finalizou.

Fonte: Guiame

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Netos do fundador da IURD teriam sido “roubados” em Portugal e levados para o Brasil, acusa investigação de TV portuguesa

Série em dez episódios que começa a ser veiculada nesta segunda-feira pela TV portuguesa, diz que igreja brasileira criou rede internacional de adopção ilegal nos anos 1990.

Os filhos das duas filhas de Edir Macedo, o brasileiro que lidera a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), teriam sido roubados de um lar para crianças que o movimento religioso manteve em Lisboa durante os anos 1990. Depois disso, foram adoptados, de forma irregular, no Brasil. A história é contada numa série informativa da TVI, que começa a ser veiculada na próxima segunda-feira.

Segundo a investigação da estação de televisão, que deu origem à série informativa "O Segredo dos Deuses", vários menores entregues por famílias portuguesas com dificuldades financeira ao lar da IURD alimentaram durante anos uma rede internacional de adopções ilegais liderada por dirigentes daquele culto.

O Lar Universal era parte da obra social da IURD e funcionou, durante os anos 1990, em Lisboa. Segundo a investigação da TVI, as crianças "eram entregues directamente no lar, à margem dos tribunais, por famílias em dificuldades". Depois disso, desapareciam e "acabavam no estrangeiro", adoptadas de forma irregular.

Os netos de Edir Macedo seriam provenientes desta rede, que também enviou crianças para adoção para outros bispos e pastores daquele movimento, segundo a série. Além de homem-forte da IURD, Macedo é também proprietário da TV Record.

Dezenas de famílias portuguesas afetadas

A reportagem da TVI conseguiu identificar dezenas de famílias portuguesas a quem os filhos terão sido "roubados" e que pela primeira vez falam publicamente sobre a situação. OS menores terão sido depois levados para o estrangeiro, sobretudo para o Brasil, onde a IURD tem sede, e os EUA, onde o seu líder, Edir Macedo, vive actualmente, e onde o culto se instalou no final dos anos 1980.

Conta também a série informativa da TVI, assinada pelas jornalistas Alexandra Borges e Judite França que investigaram a história durante os últimos sete meses, que um "importante membro" desta rede chegou mesmo a "roubar um recém-nascido à mãe na maternidade" e registrá-lo directamente, como seu filho biológico, lê-se num comunicado emitido por aquele canal de televisão.

"O Segredo dos Deuses" começa a ir para o ar esta segunda-feira, após o Jornal das 8, e será emitido todos os dias úteis. A série tem um total de dez episódios, prolongando-se a sua exibição até ao dia 22 de Dezembro.

Além das jornalistas Alexandra Borges e Judite França, a série conta ainda com imagem de Ricardo Ferreira, Nuno Ascensão, Romeu Carvalho, João Pedro Matoso e Alexandre Vieira, edição de Miguel Freitas e grafismo de Paulo Trindade, Sofia de Botton e João Nunes.

A TVI apresenta esta como a "primeira série informativa da televisão portuguesa".

Portal "P-TV"

MEU COMENTÁRIO:

Em que pese as divergências teológicas e de comportamento litúrgico da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus), acusações dessa natureza sempre atingem os evangélicos de maneira geral, em especial a Igreja brasileira.

Ainda que alguém alegue que a IURD se trata de uma seita ou Igreja neopentecostal com pontos doutrinários divergentes, isso não é bom para o Reino de Deus como um todo.

É necessário agora que a IURD se manifeste se defendendo, se for o caso, ou entender-se-á que, em se calando, assume a culpa.

Estaremos atentos.

Oremos!

terça-feira, 6 de junho de 2017

Canadá quer tirar filhos de pais que não aceitem identidade de gênero


Nova lei diz que não são os pais que determinam como a criança será criada, mas sim ela mesma


A província de Ontário, no Canadá aprovou uma nova lei que permite ao governo retirar as crianças de famílias que se recusam a aceitar a opção dos filhos por determinada “identidade de gênero” ou "expressão de gênero".
O que foi chamado de "Ato de Apoio a Crianças, Jovens e Famílias", ou Lei 89/2017, acabou aprovada em votação de 63 favoráveis a 23 contrários, registra o The Christian Times.
Ele exige que os serviços de proteção a crianças, serviços de adoção e juízes levem em consideração e respeitem a "raça, ancestralidade, local de nascimento, cor, origem étnica, cidadania, diversidade familiar, deficiência, crença religiosa, sexo, orientação sexual, Identidade de gênero e expressão de gênero".
"Eu acredito ser uma forma de abuso, quando uma criança se identifica de um jeito e um cuidador diz a ela que não, que ela precisa fazer as coisas de uma maneira diferente", explicou Michael Coteau, ministro dos Serviços para Crianças e Famílias, que apresentou o projeto de lei.
"Se é abuso, e estiver dentro dessa definição, uma criança pode ser removida desse ambiente e colocada em um local protegido, onde o abuso não tem vez".
O projeto de lei substitui a Lei de Serviços à Criança e à Família, ou Lei 28, que determinava até recentemente como seriam os serviços de proteção à criança, serviços de acolhimento e adoção.
A Lei 28 garantia que o pai ou mãe da criança possuía o direito de "direcionar a educação e a formação religiosa da criança". Já a nova lei diz que isso pode ser feito "desde que siga a crença da criança ou do jovem, sua identidade comunitária e identidade cultural".
Ou seja, não são mais os pais que determinam como a criança será criada e sim ela mesma.
Irwin Elman, advogada provincial dos direitos de crianças e jovens de Ontario, afirmou em um comunicado: "Acredito que este novo Ato, em seus princípios, representa uma mudança de paradigma para a província, mostrando seu compromisso com a participação de crianças e jovens em todas as decisões que as afetam, a criação de um sistema de serviço centrado na criança e o compromisso com o antirracismo e as escolhas das crianças".
Jack Fonseca, estrategista político da Campaign Life Coalition, discorda e desabafou: "Com a passagem da Lei 89, adentramos em uma era de poder totalitário do Estado, algo nunca antes testemunhado no Canadá. Não se engane, a Lei 89 é uma grave ameaça para os cristãos e todas as pessoas religiosas que têm filhos ou que desejam criar uma família através da adoção".
Em abril, um casal cristão apresentou uma ação judicial contra Hamilton Children’s Aid Society por ter retirado de sua casa duas crianças adotivas porque eles se recusaram a mentir para as meninas, dizendo que o coelhinho da Páscoa era real.
"Nós temos uma política de não mentir", justificou Derek Baars, um dos pais adotivos, denunciando que uma pessoa que trabalhava no serviço de apoio à criança insistiu que ele e sua esposa, Frances Baars, dissessem para as meninas, de 3 e 4 anos, que o coelhinho da Páscoa era de verdade.
"Nós explicamos à agência que não estamos preparados para dizer às crianças uma mentira. Se as crianças pedissem, não mentiríamos para elas, mas nós não a levantaríamos".
Os Baars, que são membros da Igreja Presbiteriana Reformada, perderam a guarda das crianças. O argumento da agência governamental de cuidado infantil é que o coelhinho da Páscoa era uma "parte importante da cultura canadense" e por isso os pais tinham de admitir sua existência.
Com informações Christian Post via Gospel Prime
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