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segunda-feira, 3 de julho de 2023

Evangélica poderá se recusar a prestar serviço para casal gay nos EUA



Suprema Corte dos EUA decidiu que designer evangélica terá permissão para recusar criar produtos para casais gays pelo direito à liberdade de expressão


O processo envolve a designer Lorie Smith, do Colorado, que desafiou uma lei estadual que proíbe a discriminação em negócios comerciais.

Ela tentava garantir que sua empresa de design de sites não seja obrigada a desenvolver páginas para casais do mesmo sexo, com o argumento de que tinha esse direito com base na Primeira Emenda da Constituição, que garante a liberdade religiosa e de expressão.


O argumento foi acatado por seis dos nove juízes da corte. "A Primeira Emenda prevê os Estados Unidos como um lugar rico e complexo onde todas as pessoas são livres para pensar e falar como quiserem, não como o governo exige", escreveu o juiz Neil Gorsuch na decisão.

 

A decisão é mais um reflexo da maioria conservadora da Suprema Corte atingida na era Donald Trump. O tribunal tem seis juízes conservadores e três liberais, que refletiram o placar do julgamento desta sexta.


O caso foi decidido um dia após a mesma maioria conservadora do tribunal reverter entendimentos anteriores em outro caso sensível e determinar que universidades não podem considerar a raça dos candidatos em processos de admissão, encerrando assim as políticas de ações afirmativas para incentivar o ingresso de minorias raciais no ensino superior.

 

Há um ano, em junho de 2022, outra decisão importante da corte mudou entendimento de quase 50 anos e passou a considerar que o acesso ao aborto não é um direito constitucional.

 

Na terça-feira (27), outra decisão da Suprema Corte já tinha decidido a favor da Primeira Emenda quando reverteu a condenação de um homem também do estado do Colorado que enviou milhares de mensagens pelo Facebook -incluindo afirmações antes interpretadas como ameaças de morte- a uma cantora que nunca chegou a encontrar pessoalmente. O réu argumentava que estaria protegido pela Primeira Emenda da Constituição. Na decisão, sete dos nove juízes afirmaram que ameaças não estão protegidas pela liberdade de expressão, mas defenderam que a emenda "requer provas de que o réu tinha algum entendimento subjetivo da natureza ameaçadora de suas declarações".


No caso desta sexta, a designer Lorie Smith, dona de uma empresa chamada 303 Creative, argumentou que quer entrar no ramo de criação de sites para casamentos, mas não quer atender casais gays porque isso iria contra sua crença religiosa. Para isso, no entanto, ela esbarrava na Lei Anti Discriminação do Colorado, que proíbe empresas abertas ao público de negar atendimento por raça, gênero, orientação sexual e religião.

 

Críticos argumentaram, do outro lado, que a conduta da empresa não está sujeita às leis que envolvem liberdade de expressão, que protegem indivíduos, mas sim às leis que regulam relações comerciais no Colorado, que proíbe esse tipo de discriminação.

 

A designer foi defendida por advogados da Alliance Defending Freedom, grupo religioso que representa também um confeiteiro do mesmo estado processado por se recusar a fazer um bolo para um casamento gay.


"O governo pode forçar um redator democrata a escrever discursos promovendo o Partido Republicano? Ou forçar um ateu a cantar no culto de Páscoa de uma igreja? A resposta é um sonoro não. Claro que não. O governo não pode forçar os americanos a promover pontos de vista com os quais discordam", diz a entidade.


"Mas é exatamente isso que está acontecendo com a artista gráfica Lorie Smith", argumenta. "Seu estado aprovou uma lei que exige que ela crie mensagens que violem suas crenças fundamentais -crenças inspiradas por sua fé que animam sua própria criatividade."


Fonte: Estado de Minas

sábado, 3 de junho de 2023

4 mil igrejas já abandonaram a convenção Metodista por rejeitarem a teologia inclusiva

Um cisma histórico envolvendo o zelo pela doutrina bíblica está abalando a Igreja Metodista Unida (UMC) nos Estados Unidos, e até agora, mais de 4 mil congregações decidiram se desfiliar da denominação.

As igrejas que mais recentemente confirmaram a desfiliação formam um grupo da região de Baltimore, no estado de Maryland, e da região de Washington, DC.

Ao todo, 23 igrejas submeteram o assunto a votação e a decisão da ampla maioria dos membros foi abandonar a UMC, se juntando a milhares de outras congregações que seguiram o mesmo caminho.

A discórdia

No papel, a Igreja Metodista Unida se mantém conservadora na doutrina, rejeitando a homossexualidade por considera-la "incompatível com o ensino cristão".

O Livro de Disciplina da UMC proíbe a união entre pessoas do mesmo sexo, assim como a ordenação de homossexuais ao ministério pastoral se estes não forem celibatários.

Na prática, gays e lésbicas celebram suas uniões afetivas nos templos e até mesmo sacerdotes assumidamente homossexuais têm sido ordenados ao ministério.

O problema vem se arrastando ao longo dos últimos anos, já que uma ala da UMC quer impor uma mudança da postura oficial.

Em 2020, um grupo de metodistas com diferentes visões teológicas propôs um acordo em que a UMC repassaria fundos para que eles pudessem criar uma nova denominação conservadora sobre o tema da sexualidade, enquanto os progressistas ficariam livres para mudar o Livro de Disciplina e abraçar a teologia LGBT de vez.

Entretanto, por causa da pandemia, essa discussão foi adiada para março de 2022, mas a UMC novamente adiou o debate para 2024, o que causou irritação em muitas congregações, que passaram a romper com a denominação e fundaram a Igreja Metodista Global (GMC).

Em 2022, algumas congregações enfrentaram oposição da UMC para se desfiliar. Em vários estados dos EUA, centenas de outras igrejas levaram adiante suas decisões de se desligar da denominação por não compactuarem com o relativismo diante do liberalismo teológico.

Debandada

Uma das igrejas que optou por abandonar a UMC é a Asbury United Methodist Church, que se tornou conhecida no mundo inteiro por conta de um avivamento iniciado na capela da faculdade, episódio que ficou conhecido como o "Avivamento de Asbury".

Nesse ambiente de divisão, a lista de igrejas que decidiram sair da UMC vem crescendo, mesmo com o risco de essas congregações enfrentarem processos longos e custosos. Por isso, estão optando por se afastar da UMC para defenderem a doutrina bíblica.

Segundo informações do portal The Christian Post, é esse o caso das igrejas que votaram pela saída da Conferência UMC Baltimore-Washington e deverão pagar quase US$ 11 milhões de indenização, valor correspondente a 50% das propriedades onde estão os templos. Há divergências sobre a forma e o prazo para essa quitação, o que deve levar as igrejas aos tribunais.

Fonte: Gospel+

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Joe Biden promulga lei sobre casamento gay que coloca em risco a liberdade religiosa nos EUA


Com a promulgação da lei pelo presidente americano, o casamento gay agora é protegido por lei federal.


A Lei de Respeito ao Casamento (RMA) foi assinada na terça-feira (13) pelo presidente Joe Biden, concluindo uma legislação que redefine o casamento nos EUA. A sanção presidencial aconteceu de forma rápida: cinco dias após o Congresso americano concluir a aprovação.

Com a promulgação do projeto de lei por Biden, o casamento entre pessoas do mesmo sexo passa a ser considerado legal na jurisdição em que ocorreu, com reconhecimento federal e estadual.

Embora a nova lei não exija que os estados legalizem o casamento gay, ela revoga a Lei de Defesa do Casamento (DOMA). Ao promulgar o DOMA em 1996, o governo federal definiu o casamento apenas entre um homem e uma mulher e protegeu o direito de um estado de não reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo que ocorrido em outra jurisdição, informa o Baptist Press.

As preocupações dos congressistas democratas de que a Suprema Corte dos EUA atual, mais conservadora, pudesse reverter a decisão de 2015 Obergefell v. Hodges que legalizou o casamento gay, alimentaram o esforço para promulgação do RMA.

Para não correr riscos, o Congresso deu a aprovação final ao projeto de lei três semanas antes de o controle da Câmara dos Representantes ser transferido para o Partido Republicano.

Risco para a liberdade religiosa

Para a Alliance Defending Freedom (Aliança de Defesa da Liberdade), um importante grupo legal cristão conservador que ganhou vários casos de liberdade religiosa perante a Suprema Corte dos EUA, acredita que a nova lei colocará em risco a liberdade religiosa.

O vice-presidente sênior de iniciativas estratégicas da ADF, Ryan Bangert, disse em comunicado que "o presidente e o Congresso ameaçaram intencionalmente a liberdade de expressão e a liberdade religiosa com a promulgação da ‘Lei do Respeito ao Casamento’, continuando um padrão de hostilidade flagrante contra pessoas de fé".

"Infelizmente, o presidente escolheu a sinalização de virtude em vez de proteger milhões de americanos, igrejas e organizações religiosas que falaram por meses sobre os danos inegáveis ​​desse projeto de lei desnecessário", afirmou.

"Esta lei é uma solução em busca de um problema que não oferece nenhuma proteção ou benefício adicional para casais do mesmo sexo. No entanto, ela fere as liberdades constitucionais que pertencem a cada um de nós."

Valores tradicionais ameaçados

A National Religious Broadcasters (NRB), uma associação de organizações de mídia cristã evangélica, denunciou a assinatura do ato.

O presidente e CEO da NRB, Troy A. Miller, disse em comunicado que a nova lei é "uma reação a um problema fabricado que não existe".

"A capacidade de obter um casamento entre pessoas do mesmo sexo não está em risco na América hoje, e este projeto de lei não faz nada para mudar o status legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo em qualquer lugar", afirmou Miller.

"No entanto, a capacidade de fazer negócios ou falar em praça pública, mantendo os valores tradicionais sobre vida, casamento e família, está muito ameaçada. Essas são parte integrante das liberdades da Primeira Emenda que o NRB existe para defender."

Miller também acredita que a nova lei "coloca os americanos movidos pela fé em risco legal por praticarem suas crenças e, em vez disso, dá sinal verde aos interesses de ativistas radicais que buscam penalizar e prejudicar aqueles que discordam de seus pontos de vista".

"Isso expõe grupos cristãos de serviço social e outras entidades a litígios predatórios com uma cláusula ampla de 'direito privado de ação' e põe em risco a capacidade de organizações religiosas sem fins lucrativos de obter status de caridade e isenção de impostos do IRS", continuou ele.

"Um dos maiores ataques à liberdade religiosa"

Tony Perkins, presidente da organização ativista cristã conservadora Family Research Council (Conselho de Pesquisa da Família), com sede em Washington, disse que a assinatura do projeto de lei marcou "um dia sombrio", chamando o projeto de "um dos maiores ataques à liberdade religiosa na história moderna".

"Os princípios de nossa Primeira Liberdade, garantidos em nossa Constituição, que [o presidente] jurou 'preservar, proteger e defender', estão agora em perigo ainda maior", disse Perkins em um comunicado.

"Ao assinar a Lei de (des)respeito ao casamento, Biden sucumbiu às forças temporais da cultura, e não aos princípios transcendentes da Constituição de nossa nação".

Perkins argumentou ainda que o casamento tradicional "é uma instituição criada por Deus para o bem-estar de homens, mulheres, crianças e da sociedade como um todo – não pode ser redesenhado sem empobrecer a todos".

Os críticos reclamaram que a lei não vai longe o suficiente para proteger as consciências religiosas dos empresários – como padeiros, floristas, fotógrafos e outros que prestam serviços relacionados a casamentos – considerando que as batalhas legais envolvendo essas empresas chegaram ao Supremo Tribunal nos últimos anos.

Enquanto três propostas de emendas à liberdade religiosa foram rejeitadas no Senado, os senadores concordaram em adicionar uma emenda ao projeto de lei que protege os direitos de liberdade religiosa de organizações explicitamente religiosas. Alguns senadores conservadores acreditam que as proteções à liberdade religiosa adicionadas ao projeto de lei são "lamentavelmente insuficientes".

Folha Gospel com informações de Baptist Press, Guia-me e The Christian Post

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Igrejas protestantes na Suíça aprovam o casamento gay


O objetivo da "teologia mais liberal" é avançar na aceitação de casamentos homoafetivos na Igreja.


A Igreja Reformada do Cantão de Vaud (EERV) votou em seu sínodo, que aconteceu entre os dias 4 e 5 de novembro, a favor de se unir às outras Igrejas protestantes que fazem parte da Igreja Evangélica Reformada da Suíça, a fim de "oferecer bênção para o casamento gay".

Para que isso aconteça, no entanto, a igreja regional decidiu pela alteração de sete artigos de seus regulamentos para garantir tais bênçãos às uniões homoafetivas.

Esse é o objetivo da "teologia mais liberal", ou seja, avançar na linha da aprovação de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, com a aprovação do parlamento federal suíço, incluindo a adoção de crianças, desde 2021. A nova lei possibilita que homossexuais se casem e adotem crianças de forma legal.

'Pastores podem ser processados'

O sínodo discutiu uma "cláusula de consciência" para os ministros que rejeitarem abençoar casamentos LGBT. Caso o líder cristão se recuse a realizar a cerimônia, outro ministro deve assumir seu papel.

Durante o debate sinodal, foi levantada uma questão: se um ministro protestante se recusar a fazer o casamento de pessoas do mesmo sexo, ele pode ser levado aos tribunais?

De acordo com o site de notícias suíço Reformes.ch, há um estudo jurídico da Universidade de Basel que diz que "processos criminais contra pastores que se recusam a abençoar casamentos gays, não podem ser totalmente excluídos no futuro".

'Afastamento da compreensão bíblica'

Houve uma minoria na instituição protestante em Vaud que se opôs à decisão de abençoar casamentos gays, na qual se inclui o grupo evangélico Gathering for a Reformed Renewal (3R). Para eles, isso é um "afastamento da compreensão bíblica do casamento".

Atualmente, na Suíça, primeiro o casamento acontece perante as autoridades civis. Depois disso, acontece a cerimônia na igreja para uma bênção sobre a união. Em alguns outros países europeus, a cerimônia na igreja é combinada com o casamento civil. Isso difere de país para país.

Fonte: Guia-me com informações de Evangelical Focus via Folha Gospel

terça-feira, 27 de setembro de 2022

Cuba legaliza casamento gay e adoção entre pessoas do mesmo sexo por meio de referendo


Dois terços votaram "sim" ao novo Código da Família promovido pelo regime. 20 denominações evangélicas pediram para votar contra.

O Conselho Nacional Eleitoral de Cuba confirmou que o novo 'Código das Famílias' – submetido a um referendo popular – foi aprovado com um "sim" válido de 66% dos votos, quase 4 milhões de pessoas.

O novo código legaliza, entre outras coisas, o casamento gay e a adoção de crianças por casais do mesmo sexo.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, saudou os resultados. A presidência cubana postou em sua conta no Twitter um cartaz dizendo que "o amor já é lei".

A iniciativa define o casamento como a união voluntariamente acordada de "duas pessoas" em vez de "entre um homem e uma mulher", conforme estabelecido pela lei de 1975 vigente. Isso abre as portas para as uniões do mesmo sexo, uma questão controversa em um país onde, nos primeiros anos da revolução comunista cubana, os homossexuais eram frequentemente detidos e enviados para campos de trabalho para "reabilitação".

O "não" das igrejas evangélicas

Dias antes da votação, líderes de 20 denominações evangélicas cubanas emitiram um comunicado oficial reafirmando sua posição contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Consideram que, dentro da reforma da Constituição do regime cubano, esta é uma proposta "totalmente incompatível" com o "pensamento dos pais de nossa pátria".

Num documento, partilhado nas redes sociais por algumas das igrejas que o assinaram, consideram a família, "como ensina a Palavra de Deus" como "uma instituição divina através do casamento como união exclusiva entre um homem e uma mulher".

A Igreja Metodista Cubana também organizou uma corrente de oração antes do referendo sobre o controverso Código da Família. Esta corrente de oração foi coordenada em conjunto com diferentes líderes evangélicos para que nos dias que antecederam o referendo, todo o povo cristão da ilha estivesse orando pela nação.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Tribunal mantém proibição de casamento gay no Japão


Dois casais masculinos e um feminino entraram com ações judiciais contra o governo em 5 grandes cidades japonesas por direitos violados, mas perderam.

O tribunal distrital de Osaka rejeitou, na segunda-feira (20), a ação judicial de três casais gays japoneses buscavam uma compensação do governo de 1 milhão de ienes (cerca de US$ 7.400) por pessoa, argumentando que a falta de reconhecimento de casamentos entre pessoas do mesmo sexo violava seus direitos constitucionais.

A decisão do tribunal frustrou as esperanças dos ativistas dos direitos dos homossexuais que pressionam o governo a repensar sua oposição ao casamento gay.

Segundo informa a Time, os demandantes - dois casais masculinos e um casal feminino - estavam entre os 14 casais do mesmo sexo que entraram com ações judiciais contra o governo em cinco grandes cidades - Sapporo, Tóquio, Nagoya, Fukuoka e Osaka - em 2019 por violar direitos de união livre e igualdade.

O tribunal disse que a liberdade de casamento na Constituição de 1947 significa apenas uniões entre um homem e uma mulher e não inclui pessoas do mesmo sexo. Portanto, proibir casamentos entre pessoas do mesmo sexo não é inconstitucional.

Com o veredito, do tribunal de Osaka, o Japão continua como o único país do Grupo dos Sete (G7) a não reconhecer uniões civis ou casamento entre pessoas do mesmo sexo em seu território.

No entanto, algumas partes do país emitem "certificados de parceria" que concedem alguns direitos aos casais do mesmo sexo, como permitir que eles aluguem propriedades e tenham direito de visita hospitalar.

Fonte: Guiame

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Bruna Karla é criticada por Anitta e defendida por Cassiane


Cantora cristã pediu que a fé de Bruna Karla seja respeitada, enquanto Anitta questionou preceitos bíblicos

Artistas militantes da causa LGBT seguem praticando atos de intolerância religiosa contra Bruna Karla. A cantora cristã tem sido atacada por causa de uma declaração feita por ela no ano passado na qual disse que não cantaria no casamento de um amigo homossexual. Os ataques contra Bruna dessa vez partiram da cantora Anitta.

Em uma publicação no Twitter, Anitta escreveu: “Se você realmente acha que Deus ia mandar você odiar ou repudiar o seu irmão (porque é assim que todos se chamam nas religiões, né, irmãos, inclusive na minha. E também porque na teoria somos todos filhos de Deus, logo, irmãos) então você precisa ir pra um cantinho do pensamento rapidinho”.

Em outro tuíte, a cantora disse ter “pavor” da expressão “temer a Deus”, que aparece em inúmeros pontos da Bíblia, por entender que o verbo temer significaria “ter medo”. Anitta, no entanto, logo recebeu a resposta de internautas que lembraram que a palavra pode ter como outros significados como o respeito e a reverência.

– Tenho pavor dessa expressão “temer a Deus”, temer não é ter medo? Eu vou ter medo de Deus porque se ele é bom? Então eu vou cumprir a Bíblia porque eu tenho medo de Deus e do que pode acontecer comigo caso eu não siga essas regras que tão me falando aqui? Ou eu vou fazer o que eu acredito que seja o caminho do bem – questionou.

Anitta criticou Bruna Karla Foto: Reprodução/Twitter

Por outro lado, artistas cristãos defenderam a declaração de Bruna Karla. A cantora Cassiane, por exemplo, disse saber do coração “em Deus e amoroso” que Bruna tem e do comprometimento que a cantora possui com a Palavra de Deus.

– Não consigo enxergar onde foi que, em algum momento de seu ministério, a Bruna Karla (pregadora do Evangelho) deixou claro que apoia outro tipo de conduta que seja contrária ao que a Bíblia diz. Por favor, respeitem sua fé – declarou a cantora.

Cassiane defendeu Bruna Karla Foto: Reprodução/Instagram
Fonte: PLENO NEWS

Líderes religiosos defendem posicionamento de Bruna Karla

Cantora Bruna Karla virou alvo de intolerância nas redes por causa de comentário sobre homossexualidade


Alvo de intolerância religiosa nas redes sociais por causa de um comentário feito em dezembro do ano passado sobre não cantar no casamento de um amigo homossexual, a cantora Bruna Karla recebeu, nesta quinta-feira (16), o apoio de diversos líderes religiosos.

Apesar de a fala da cantora ganhar repercussão nesta quinta, a entrevista, dada por ela ao podcast Positivamente, da apresentadora Karina Bacchi, foi ao ar em dezembro do ano passado. Na ocasião, a cantora disse, com base na Bíblia, que o dia em que aceitasse cantar no casamento de dois homens teria que parar de cantar sobre Jesus.

– Fui bem sincera [com meu amigo] e disse: “Ah, quando você se casar com uma mulher linda e cheia do poder de Deus, eu vou sim” (…). O dia que eu aceitar cantar em um casamento com outro homem, eu posso parar de cantar sobre a Bíblia e sobre Jesus – afirmou.

A fala foi alvo de diversos ataques nas redes sociais, principalmente entre militantes da causa LGBT, mas também recebeu o apoio de cristãos e de líderes religiosos.

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), defendeu a cantora e disse que é direito dela cantar onde quiser.

– Estamos em uma democracia, ela é livre pra cantar onde ela quer e não onde os outros determinam. Que país é esse? Que questões são essas? Você é livre pra ir pra vida, isso é princípio, constitucional, democrático. Liberdade da pessoa. Qual é o problema? Ela tem o direito de querer cantar e não cantar – apontou Malafaia.

O pastor Davi Góes, do Ministério Canaã, afirmou que viu a declaração como um ato de coragem da cantora e reforçou que o posicionamento de Bruna representou uma defesa do Evangelho. Algo que, de acordo com ele, estaria em falta no meio evangélico por medo do chamado “cancelamento”.

– Não vejo nada de mais no que ela falou, ela apenas citou o que a Palavra nos ensina, ela apenas defendeu o Evangelho, que é o que exatamente está faltando no mundo evangélico. Cantores e pastores têm se excluído, ficado em cima do muro, para não emitir a opinião e não ser cancelado na internet – declarou.

Para o pastor Renato Vargens, que é colunista do Pleno.News e pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro, Bruna tem o direito de exercer liberdade de fé e crença, algo que é previsto na Constituição, mas tem sido afrontada, em razão de sua opinião, justamente “por aqueles que se dizem tolerantes”.

– Tenho visto os defensores da tolerância reagindo com intolerância aos que pensam diferente. Nessa perspectiva, quando contrariados, os que deveriam ser tolerantes respondem aos conservadores denominados por eles “intolerantes” com ironia, deboche e cancelamento nas redes sociais – escreveu Vargens.

Já o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PL-SP) declarou que “estamos vivendo tempos malucos, onde não se respeita a vontade de uma pessoa”. Para ele, não existe qualquer resquício de homofobia na fala de Bruna, mas sim “coerência com seus princípios bíblicos”.

– Todos temos o direito de não concordar em participar de atos públicos contrários aos nossos princípios. Antes e acima de qualquer liberdade individual, está a liberdade de pensamento! (…). À minha amiga e irmã em Cristo, Bruna Karla, deixo meu incondicional apoio, pois em matéria de fé não transigimos um milímetro sequer! – completou.

Fonte: Pleno News

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Pastor de Igreja Presbiteriana diz que não abre mão dos princípios bíblicos após acusação de homofobia


O pastor Jeter Andrade disse que a Constituição Federal garante liberdade de crença, de consciência e de religião.

Uma igreja evangélica em Aracaju foi acusada por um casal gay de homofobia por se recusar a batizar um deles no último domingo (15). O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Sergipe.

O fotógrafo João Pedro Poderoso, que estava no culto com seu marido, o cabeleireiro Jadson Santana, estava entre aqueles que pretendiam ser batizados na Igreja Presbiteriana Renovada de Aracaju.

Em entrevista ao G1, João Pedro disse que aguardava ser chamado para o batismo, quando foi chamado para conversar com o pastor de forma privada.

"Eu fui chamado por um líder e levado a uma sala, onde ele me informou que o pastor gostaria de falar comigo e chegando lá, ele me informou que eu não poderia ser batizado porque eu era homossexual e casado com outro homem", disse João Pedro.

Ele ainda alegou que "toda a igreja sabia" de seu relacionamento homoafetivo e que "já frequentava a igreja há um ano". Ele afirmou também que fez um curso preparatório de seis semanas e não foi informado "em momento algum" que não poderia participar do batismo.


João Pedro Poderoso e Jadson Santana acionaram a Polícia Civil. (Foto: Balanço Geral Sergipe/TV Atalaia)

Igreja defende princípios bíblicos

Em uma nota pública divulgada na segunda-feira (16), a Igreja Família Renovada explicou que para ser batizado e se tornar membro da igreja, os congregados ou visitantes passam pelo curso "Primeiros Passos", onde conhecem os ensinamentos da Palavra de Deus e as normas da denominação.

"No dia de ontem, um congregado, candidato ao batismo, por não estar apto, segundo as normas internas da IPRA e nossa regra máxima de fé e prática, a Bíblia Sagrada, não pôde participar do ato batismal", informou o comunicado.

A igreja esclareceu ainda que comunicou João Pedro sobre a impossibilidade de seu batismo "de modo reservado, em espaço privativo, na secretaria da igreja, sem publicização do mesmo, ou mesmo das razões do impedimento, com vistas a evitar qualquer tipo de constrangimento."

O pastor Jeter Josepetti Andrade, um dos líderes da igreja, fez um vídeo nesta segunda-feira lembrando que a Constituição Federal nos garante uma liberdade de crença, de consciência e uma liberdade religiosa. Ele ainda destacou: "Todos são muito bem-vindos à Família Renovada, mas nós não abrimos mão dos princípios e valores que a Palavra de Deus nos diz."

João Pedro e Jadson registraram um Boletim de Ocorrência no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), da Polícia Civil de Sergipe. A igreja está lidando com o caso através de advogados.


Fonte: Guia-me com informação de G1 via Folha Gospel

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Tribunal confirma decisão contra padaria cristã que recusou bolo de casamento lésbico, mas retira multa de US$ 135 mil

Há anos que o casal Aaron e Melissa Klein luta na Justiça por se recusar a fazer um bolo para um casamento gay

Um tribunal de apelações do Oregon, nos EUA, anulou uma multa de US$ 135.000 para um casal cristão que se recusou a fazer um bolo para um casamento do mesmo sexo, um painel de três juízes sustentou que o casal violou a lei estadual que proíbe a discriminação com base na orientação sexual.

Aaron e Melissa Klein, co-proprietários da antiga confeitaria Sweetcakes by Melissa, sediada em Gresham, estão envolvidos em uma batalha legal de anos depois que o Bureau of Labor and Industries (BOLI) do Oregon os puniu por se recusarem a fazer um bolo para Rachel e Laurel Bowman-Cryer, um casal de lésbicas, em 2013.

Na semana passada, um painel de três juízes do Tribunal de Apelações do Estado de Oregon decidiu que a recusa dos Klein em assar o bolo para o casamento entre pessoas do mesmo sexo era discriminação ilegal. Ainda assim, o tribunal removeu uma ordem exigindo que o casal pagasse US $ 135.000 em danos.

"Nós aderimos à nossa decisão anterior, mantendo as determinações do BOLI de que Aaron discriminou ilegalmente os Bowman-Cryers com base na orientação sexual", escreveu a juíza Erin Lagesen, autora do parecer do painel .

"Chegamos a uma conclusão diferente em relação à nossa afirmação anterior da indenização por danos não econômicos do BOLI", continuou ela.

"O tratamento da parte de danos do caso por parte da BOLI não reflete a neutralidade em relação à religião exigida pela Cláusula de Livre Exercício", decidiu Lagesen. "Portanto, anulamos a parte de danos da ordem e aguardamos outros procedimentos relacionados ao remédio."

Stephanie Taub, conselheira sênior do First Liberty Institute, uma organização legal cristã sem fins lucrativos que representa os Klein, criticou a decisão.

"A Corte admite que a agência estatal que atuou como promotora e juíza neste caso foi tendenciosa contra a fé dos Klein. No entanto, apesar desse viés anticristão que infectou todo o caso, o tribunal está enviando o caso de volta para a mesma agência para uma revisão", disse Taub em comunicado.

"A opinião de hoje deveria ter sido o fim desta saga de dez anos. É hora de a hostilidade do estado de Oregon em relação a Aaron e Melissa acabar", ela sustentou.

Os Kleins apelaram pela primeira vez da ordem do BOLI para o Tribunal de Apelações do Oregon em 2016, mas o tribunal manteve a decisão. O casal então procurou apelar do caso para a Suprema Corte dos EUA em 2018.

Em junho de 2019, o tribunal superior do país emitiu uma ordem anulando a decisão contra os Klein e devolveu o caso ao tribunal de apelações do Oregon.

Na época, a Suprema Corte citou sua decisão de 2018 do caso de Masterpiece Cakeshop. Nessa decisão, o tribunal decidiu que a comissão mostrou uma hostilidade antirreligiosa inconstitucional em relação ao padeiro cristão Jack Philips, da Masterpiece Cakeshop, depois que ele se recusou a fazer um bolo para um casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Fonte: Folha Gospel com informações de Christian Headline

domingo, 16 de janeiro de 2022

Casamento homossexual perde apoio popular no Brasil, mostra pesquisa

A perda da popularidade dos LGBT é uma tendência que parece ser observada em outros países ocidentais.


Uma nova pesquisa de opinião realizada pelo PoderData este mês revela que o apoio ao casamento gay caiu no Brasil no prazo de um ano.

A pesquisa, realizada de 2 a 4 de janeiro de 2022, mostra que, no Brasil, 45% se dizem a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Era 51% em janeiro de 2021.

Os que são contrários ao casamento de pessoas do mesmo sexo aumentaram de 33% para 39%.

Os que não souberam responder permaneceram estáveis em 16%.

A pesquisa foi realizada com três mil pessoas em 501 municípios em todos os estados do país, e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Para chegar a 3.000 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

A pesquisa do PoderData observou uma relação direta de apoio ao governo Bolsonaro e desaprovação ao casamento gay. 65% dos pesquisados pensam que existe preconceito contra homossexuais no Brasil, e até mesmo entre os apoiadores do presidente, somente 32% pensam que o preconceito não existe.

A taxa de favoráveis é mais alta entre jovens de 16 a 24 anos (60%), pessoas que cursaram o ensino superior (64%) e os que têm renda mensal de mais de 5 salários mínimos (61%). Dentre as 5 regiões do Brasil, o Nordeste é o que tem o maior percentual de apoio: 52%.

Em 2011 o Supremo Tribunal Federal mudou sua interpretação constitucional, estendendo a união civil a casais do mesmo sexo, o que foi convertido em casamento civil pelo CNJ logo depois.

O STF voltou a afirmar por unanimidade, em 2019, que a união homoafetiva deve integrar o conceito de entidade familiar.

A perda da popularidade dos LGBT é uma tendência que parece ser observada em outros países ocidentais. A ONG americana GLAAD fez uma pesquisa em 2019 investigando atitudes para com as minorias sexuais entre americanos. Entre os jovens dos 18 aos 34 anos, 63% declaravam-se confortáveis ao interagir com os LGBT em 2016. O número caiu para 45% em 2018.

Na Europa, enquanto maiorias na parte ocidental do continente aprovam o casamento gay, somente a República Tcheca, entre os países do Leste europeu, apresenta esse padrão.

Em todos os outros na região, maiorias fazem oposição. A Hungria, por exemplo, alterou a definição de família em sua Constituição, em 2020, definindo que a família é "baseada no casamento e na relação entre pais e filhos. A mãe é uma mulher, o pai um homem" e proibiu a adoção por casais homossexuais.

Com informações de Poder360, UOL, Estadão e Agência Brasil via Folha Gospel


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