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quarta-feira, 18 de maio de 2022

Pastor de Igreja Presbiteriana diz que não abre mão dos princípios bíblicos após acusação de homofobia


O pastor Jeter Andrade disse que a Constituição Federal garante liberdade de crença, de consciência e de religião.

Uma igreja evangélica em Aracaju foi acusada por um casal gay de homofobia por se recusar a batizar um deles no último domingo (15). O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Sergipe.

O fotógrafo João Pedro Poderoso, que estava no culto com seu marido, o cabeleireiro Jadson Santana, estava entre aqueles que pretendiam ser batizados na Igreja Presbiteriana Renovada de Aracaju.

Em entrevista ao G1, João Pedro disse que aguardava ser chamado para o batismo, quando foi chamado para conversar com o pastor de forma privada.

"Eu fui chamado por um líder e levado a uma sala, onde ele me informou que o pastor gostaria de falar comigo e chegando lá, ele me informou que eu não poderia ser batizado porque eu era homossexual e casado com outro homem", disse João Pedro.

Ele ainda alegou que "toda a igreja sabia" de seu relacionamento homoafetivo e que "já frequentava a igreja há um ano". Ele afirmou também que fez um curso preparatório de seis semanas e não foi informado "em momento algum" que não poderia participar do batismo.


João Pedro Poderoso e Jadson Santana acionaram a Polícia Civil. (Foto: Balanço Geral Sergipe/TV Atalaia)

Igreja defende princípios bíblicos

Em uma nota pública divulgada na segunda-feira (16), a Igreja Família Renovada explicou que para ser batizado e se tornar membro da igreja, os congregados ou visitantes passam pelo curso "Primeiros Passos", onde conhecem os ensinamentos da Palavra de Deus e as normas da denominação.

"No dia de ontem, um congregado, candidato ao batismo, por não estar apto, segundo as normas internas da IPRA e nossa regra máxima de fé e prática, a Bíblia Sagrada, não pôde participar do ato batismal", informou o comunicado.

A igreja esclareceu ainda que comunicou João Pedro sobre a impossibilidade de seu batismo "de modo reservado, em espaço privativo, na secretaria da igreja, sem publicização do mesmo, ou mesmo das razões do impedimento, com vistas a evitar qualquer tipo de constrangimento."

O pastor Jeter Josepetti Andrade, um dos líderes da igreja, fez um vídeo nesta segunda-feira lembrando que a Constituição Federal nos garante uma liberdade de crença, de consciência e uma liberdade religiosa. Ele ainda destacou: "Todos são muito bem-vindos à Família Renovada, mas nós não abrimos mão dos princípios e valores que a Palavra de Deus nos diz."

João Pedro e Jadson registraram um Boletim de Ocorrência no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), da Polícia Civil de Sergipe. A igreja está lidando com o caso através de advogados.


Fonte: Guia-me com informação de G1 via Folha Gospel

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Ex-presidente do Supremo da África do Sul é ordenado a se desculpar por apoiar Israel


Mogoeng Mogoeng foi acusado de violar o Código de Conduta Judicial ao declarar que ama e ora por Israel.

O ex-presidente do Supremo Tribunal da África do Sul, Mogoeng Mogoeng, foi condenado a se desculpar por apoiar Israel, durante sua participação em um encontro online do jornal The Jerusalem Post. 

No evento, que aconteceu em julho de 2020, com o rabino sul-africano Warren Goldstein, Mogoeng declarou que apoiava Israel devido a suas crenças cristãs.

“Tenho a obrigação, como cristão, de amar Israel, orar pela paz de Jerusalém, que na verdade significa a paz de Israel. E não posso, como cristão, fazer outra coisa senão amar e orar por Israel, porque eu sei que o ódio por Israel por mim e por minha nação só pode atrair maldições sem precedentes sobre nossa nação”, afirmou o juiz.

E completou: “Faríamos bem em refletir sobre a objetividade envolvida na adoção de uma determinada atitude em relação a um determinado país que não tirou tanto e injustamente da África do Sul e da África como outras nações que consideramos uma honra ter relações diplomáticas conosco”.

O Africa4Palestine e o movimento BDS, uma campanha de boicote a Israel em defesa da Palestina, apresentaram uma queixa na Justiça contra os comentários de Mogoeng, sob a acusação de violação do Código de Conduta Judicial. Na época, Mogoeng, que se aposentou em outubro de 2021, ainda estava no cargo judiciário.

O ex-presidente do Supremo, que também é pastor, contestou a queixa, argumentando que os juízes não deveriam ser “censurados ou amordaçados”.

“Respeito a lei. Não vou desafiar a lei. Mas se chegar ao ponto em que sou forçado a fazer o abominável, ou sou forçado a rejeitar Deus, prefiro ficar sem dinheiro, sem qualquer posição. Jamais me recusarei a obedecer ao Senhor”, disse.

O Comitê de Apelação de Conduta Judicial condenou Moegoeng, afirmando que ele violou o Código de Conduta Judicial ao se envolver “em atividades extrajudiciais que são incompatíveis com a confiança e a imparcialidade dos juízes”. 

O Comitê ordenou que o ex-juiz emitisse um pedido de desculpas formal. Moegoeng se recusou a se desculpar e recorreu da decisão, porém, seu recurso foi negado na quinta-feira (20).

“Se eu chegar ao ponto em que há um julgamento que diz: 'Você deve dizer que odeia Israel e os judeus', eu preferiria deixar de ser o presidente do Supremo. Se eu chegar ao ponto em que eles dizem: 'Mogoeng, você deve dizer que odeia os palestinos e a Palestina', eu preferiria deixar o cargo do que fazê-lo. Não vou me desculpar por nada. Não há nada para se desculpar”, declarou o cristão.

Fonte: Guiame

sábado, 17 de outubro de 2020

Ministério Público pede abertura de processo contra André Valadão por homofobia



Mariana Gonzalez
De Universa, em São Paulo

O Ministério Público Federal encaminhou à Justiça, nesta quinta-feira, 15, uma queixa-crime feita por entidades civis contra o pastor e cantor evangélico André Valadão, que afirmou, nas redes sociais, que as igrejas não são lugar para pessoas LGBTQIA+.

A ABMLBT (Associação Brasileira de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e o GADvS (Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero) protocolaram, em 29 de setembro, um pedido para que fosse aberta uma ação penal contra Valadão, por homofobia — desde o ano passado, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), a Lei Antirracismo (7717/1989) engloba também casos de homofobia e transfobia.

“Eles podem ir para um clube gay ou coisa assim, mas na igreja não dá. Esta prática não condiz com a vida da igreja. Tem muitos lugares que gays podem viver sem qualquer forma de constrangimento, mas na igreja é um lugar para quem quer viver princípios bíblicos”, escreveu André, em setembro, depois que um seguidor perguntou se a igreja deveria expulsar “dois homens que estão namorando”.

Na denúncia, as associações afirmam que Valadão “reafirmou um cenário de subjulgação, inferiorização, desumanização e exclusão dessas pessoas [LGBTQIA+] dentro de ambientes religiosos, proferindo um discurso de intolerância”.

O documento diz, ainda, que a homofobia é agravada pelo fato de o cantor ser uma liderança religiosa, com influência sobre pelo menos 90 mil membros da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, e mais de 2,5 milhões de seguidores no Instagram.

Cabe agora à Justiça Federal decidir se abrirá ou não a ação penal contra o cantor que ainda não se pronunciou.

Fonte: Universa – UOL via Folha Gospel

sábado, 19 de setembro de 2020

Cientista chinesa afirma que coronavírus foi intencionalmente liberado de laboratório

A Dra. Li-Meng Yan também alegou que a comunidade científica internacional não quer que a verdade sobre a Covid-19 chegue ao conhecimento da população mundial.

Uma cientista chinesa que está atualmente morando nos Estados Unidos disse que o coronavírus foi criado em um laboratório e que o governo comunista da China liberou "intencionalmente" o vírus, que ela chamou de "Frankenstein", justamente para "causar tal dano" em todos os países do mundo.

A Dra. Li-Meng Yan também alegou em sua entrevista bombástica com o apresentador Tucker Carlson, da Fox News que a comunidade científica internacional está ciente de que o vírus SARS-CoV-2 foi feito pelo homem, mas não quer que isso chegue ao conhecimento da população mundial.

Médica e virologista, Yan disse que o Partido Comunista Chinês (PCC) tomará medidas para garantir que aqueles que dizem a verdade, como ela está fazendo, sejam “reprimidos” ou simplesmente “desapareçam”.

A conta de Yan no Twitter, que tinha 60.000 seguidores, foi suspensa após apenas dois dias e três tweets, e apenas 48 horas depois que ela e dois colegas divulgaram um relatório, afirmando que o vírus SARS-CoV-2 foi criado em laboratório.

Yan, que fugiu de Hong Kong para os Estados Unidos em abril, está entre os primeiros cientistas do mundo a estudar o novo coronavírus.

“Isso foi criado no laboratório, é de propriedade técnica dos militares da China e também foi espalhado por todo o mundo para causar tantos danos como vemos agora”, disse ela a Carlson.

“Você acredita que o governo chinês liberou isso [o vírus] intencionalmente, de propósito?” Carlson perguntou.

“Sim, claro que foi intencionalmente”, disse ela.

A cientista de 36 anos disse que mais informações serão divulgadas em breve, mas que ela baseou suas alegações no que descobriu como virologista no laboratório de referência da Organização Mundial da Saúde na Universidade de Hong Kong.

“Eu trabalho no laboratório de referência da OMS, que é o maior laboratório de coronavírus do mundo, na Universidade de Hong Kong. E o que acontece é que me aprofundei nessa investigação em segredo desde o início deste surto. Eu tive essa inteligência porque também tenho minha própria rede de unidades na China, envolvida [no] hospital ... também trabalho com os principais virologistas do mundo", disse ela, conforme relatado pela Fox News.

Provas científicas

Yan disse anteriormente a Carlson, que ficou visivelmente surpreso com a revelação, que ela tinha "evidências científicas sólidas" de que o vírus "na verdade não é da natureza, é um vírus feito pelo homem, criado em laboratório".

“Os militares chineses descobriram o coronavírus em um único morcego, que não poderia afetar as pessoas, mas após a modificação [em laboratório], se tornou um vírus muito prejudicial, como é agora”, disse ela.

“Eu tenho evidências para mostrar por que eles podem fazer isso, o que eles fizeram, como eles fizeram”.

Um genoma de vírus é “como a nossa impressão digital”, e as características incomuns do genoma do SARS-CoV-2 mostram claramente que ele vem “de seu próprio coronavírus de morcego especial e tem como alvo os humanos”, explicou ela.

Ela descreveu o genoma SARS-CoV-2 como um "Frankenstein" e comparou-o a "uma vaca [que] tem cabeça de veado, orelhas de coelho e também mãos de macaco, de modo que nunca poderiam obtê-la da natureza".

Se o genoma do vírus está "na posse de muitos pesquisadores em todo o mundo, por que ninguém está dizendo isso, se é verdade?" ele perguntou.

“É por causa da grande repressão vinda do governo do Partido Comunista Chinês e de seus amigos no mundo científico”, disse Yan.

“O mundo científico também se cala, trabalha em conjunto com o Partido Comunista Chinês, não quer que as pessoas saibam dessa verdade”, disse ela.

“É também por isso que sou suspensa, reprimida, sou o alvo que [o] Partido Comunista Chinês quer que desapareça”, acrescentou Yan.

“Mas por que o governo chinês criaria intencionalmente um vírus como este?”, Carlson insistiu.

“Pergunte ao Partido Comunista Chinês”, Yan respondeu. “Nem sempre podemos entender seus pensamentos malignos. Você tem que perguntar isso a eles”

As evidências que apoiam sua alegação incluem a tentativa de Pequim de encobrir a disseminação do vírus, sua censura de informações sobre o vírus e "também tentar fazer com que pessoas como eu, que falam sobre a verdade, desapareçam,” Yan disse.

“Todos precisam saber a verdade”, acrescentou ela.

A conta do Twitter de Yan permanece suspensa neste momento, levando um usuário do Twitter a questionar "o que eles estão tentando esconder?".

Enquanto isso, o vídeo da entrevista de Yan no Facebook para Tucker Carlson foi rotulada por um aviso da plataforma de mídia social como "Informação Falsa".

Fonte: Guiame

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

FLORDELIS - Entrevista completa a Roberto Cabrini no Conexão Repórter


Flordelis dos Santos de Souza quebra o silêncio e fala com exclusividade ao Conexão Repórter. Roberto Cabrini fica frente a frente com a peça central do crime que revela uma complexa trama de traições, sexo, magia negra, dinheiro e poder.

Essa é a primeira entrevista da pastora e deputada federal após ser denunciada como mandante do assassinato do marido.

O jornalístico apresenta as declarações de Flordelis, realizadas em dois dias, e em diferentes cenários, em mais de quatro horas de gravações. O programa retrata a trajetória de ascensão e o início da queda da mulher de 59 anos, que tem 55 filhos entre biológicos e adotados, e um império de igrejas construído ao lado do pastor Anderson do Carmo.

A parlamentar aceita acompanhar Cabrini ao local do crime e mostra com exclusividade a casa de 30 quartos e 3 anexos, além de reconstituir, lado a lado com o repórter, os detalhes daquela noite.

O telespectador vai ver o que ela tem a dizer sobre a série de mensagens enviadas de seu telefone para seus filhos, onde fala do marido sempre em tons pejorativos, em trama tão complexa que resultou no indiciamento de 11 pessoas, das quais apenas a pastora está em liberdade.


ASSISTA AQUI


sexta-feira, 15 de maio de 2020

Lewandowski rejeita queixa-crime contra Bolsonaro no STF

O Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou uma queixa-crime contra o presidente Jair Bolsonaro devido ao seu comportamento na pandemia de coronavírus. O pedido foi apresentado pelo advogado José Gabriel Avila Campelo, que apontou um suposto crime contra a saúde pública cometido pelo presidente.
Lewandowski rejeitou dar prosseguimento à ação após o presidente Jair Bolsonaro enviar os exames de coronavírus ao STF. Os resultados dos três testes deram negativo para Covid-19.
Em sua decisão, o ministro escreveu que “na Reclamação 40.574 dei ampla publicidade aos laudos dos exames a que se sujeitou o Presidente da República, para a eventual detecção da Covid-19.
Os resultados daquelas análises foram negativos (…) Assim, resto momento, reputo inviável a presente queixa-crime, pois restou esvaziada a imputação feita pelo querelantes”.
Ao entrar com a ação no STF, o advogado José Gabriel Avila Campelo apontou o comportamento do presidente ao participar de atos em favor do governo. “Ainda, sem prejuízo de outros, [Bolsonaro] tem conduta que sugere, de forma robusta, o cometimento de crimes de disseminação de doença contagiosa, daí a necessidade da inafastável apresentação dos seus realizados exames para detecção de ser ou não portador do coronavírus”.
Ele também chegou a pedir o afastamento de Bolsonaro.
Fonte: Pleno News

sábado, 18 de abril de 2020

Vândalo ataca igreja após falsa acusação da imprensa contra cristãos por causa do Coronavírus

A perseguição religiosa aos cristãos na Rússia encontrou na pandemia do novo coronavírus uma oportunidade para intensificar as ações. Canais estatais do país têm divulgado informações falsas a respeito das congregações, e como resultado, um homem decidiu atacar uma igreja e tentou atear fogo ao templo.
O caso, registrado na cidade de Bryansk, teve como pano de fundo a contaminação de 56 pessoas na região. A imprensa estatal atribuiu às igrejas cristãs a disseminação do novo coronavírus, o que levou um homem à revolta ao ponto de partir para o vandalismo.
Segundo informações da Missão Portas Abertas, portais de internet ligados ao governo culparam os membros de uma igreja em Bryansk pela disseminação do vírus. A notícia, veiculada no dia 07 de abril, levou o vândalo a tentar atear fogo no templo, próximo ao monte Poklonnaya, em São Petersburgo, na madrugada seguinte.
As imagens da câmera de segurança flagraram o homem chegando ao local às 5 horas da manhã. Ele retira um objeto inflamável da mochila e acende o fogo, mas se atrapalha a ponto de quase ser atingido pelas chamas. Quando finalmente conseguiu atirar o objeto incendiário, ele apenas quebrou uma janela, mas o fogo não pegou em nada que permitisse a propagação do incêndio.
“Os líderes da União Russa de Igrejas Evangélicas confirmaram que informações incorretas estão sendo propagadas por canais estatais do país e a consequência disso pode ser um aumento do extremismo contra os seguidores de Jesus, que já são vistos como traidores por terem a mesma fé dos países ocidentais”, diz a Missão Portas Abertas em nota.
Desde o início da pandemia, os fiéis russos têm seguido as recomendações dos governantes em relação ao isolamento social e cuidados para conter a propagação do novo coronavírus, relata a entidade missionária. “As atividades religiosas agora são via internet. Um exemplo é a igreja que quase foi incendiada; ela realiza os cultos virtualmente desde o dia 22 de março”, explica o comunicado.
Pedidos de oração
Interceda pelos cristãos que vivem na Rússia, para que mantenham o testemunho de Cristo mesmo durante a crise da COVID-19.
Ore pelos governantes, para que tenham um encontro com Jesus e as vidas mudadas por ele, e passem a governar para o bem comum da população.
Clame pela vida do homem que tentou incendiar a igreja. Para que o ataque frustrado seja canal de arrependimento e da graça de Deus, e que ele seja alcançado por Jesus.
Fonte: Gospel +

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Netos do fundador da IURD teriam sido “roubados” em Portugal e levados para o Brasil, acusa investigação de TV portuguesa

Série em dez episódios que começa a ser veiculada nesta segunda-feira pela TV portuguesa, diz que igreja brasileira criou rede internacional de adopção ilegal nos anos 1990.

Os filhos das duas filhas de Edir Macedo, o brasileiro que lidera a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), teriam sido roubados de um lar para crianças que o movimento religioso manteve em Lisboa durante os anos 1990. Depois disso, foram adoptados, de forma irregular, no Brasil. A história é contada numa série informativa da TVI, que começa a ser veiculada na próxima segunda-feira.

Segundo a investigação da estação de televisão, que deu origem à série informativa "O Segredo dos Deuses", vários menores entregues por famílias portuguesas com dificuldades financeira ao lar da IURD alimentaram durante anos uma rede internacional de adopções ilegais liderada por dirigentes daquele culto.

O Lar Universal era parte da obra social da IURD e funcionou, durante os anos 1990, em Lisboa. Segundo a investigação da TVI, as crianças "eram entregues directamente no lar, à margem dos tribunais, por famílias em dificuldades". Depois disso, desapareciam e "acabavam no estrangeiro", adoptadas de forma irregular.

Os netos de Edir Macedo seriam provenientes desta rede, que também enviou crianças para adoção para outros bispos e pastores daquele movimento, segundo a série. Além de homem-forte da IURD, Macedo é também proprietário da TV Record.

Dezenas de famílias portuguesas afetadas

A reportagem da TVI conseguiu identificar dezenas de famílias portuguesas a quem os filhos terão sido "roubados" e que pela primeira vez falam publicamente sobre a situação. OS menores terão sido depois levados para o estrangeiro, sobretudo para o Brasil, onde a IURD tem sede, e os EUA, onde o seu líder, Edir Macedo, vive actualmente, e onde o culto se instalou no final dos anos 1980.

Conta também a série informativa da TVI, assinada pelas jornalistas Alexandra Borges e Judite França que investigaram a história durante os últimos sete meses, que um "importante membro" desta rede chegou mesmo a "roubar um recém-nascido à mãe na maternidade" e registrá-lo directamente, como seu filho biológico, lê-se num comunicado emitido por aquele canal de televisão.

"O Segredo dos Deuses" começa a ir para o ar esta segunda-feira, após o Jornal das 8, e será emitido todos os dias úteis. A série tem um total de dez episódios, prolongando-se a sua exibição até ao dia 22 de Dezembro.

Além das jornalistas Alexandra Borges e Judite França, a série conta ainda com imagem de Ricardo Ferreira, Nuno Ascensão, Romeu Carvalho, João Pedro Matoso e Alexandre Vieira, edição de Miguel Freitas e grafismo de Paulo Trindade, Sofia de Botton e João Nunes.

A TVI apresenta esta como a "primeira série informativa da televisão portuguesa".

Portal "P-TV"

MEU COMENTÁRIO:

Em que pese as divergências teológicas e de comportamento litúrgico da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus), acusações dessa natureza sempre atingem os evangélicos de maneira geral, em especial a Igreja brasileira.

Ainda que alguém alegue que a IURD se trata de uma seita ou Igreja neopentecostal com pontos doutrinários divergentes, isso não é bom para o Reino de Deus como um todo.

É necessário agora que a IURD se manifeste se defendendo, se for o caso, ou entender-se-á que, em se calando, assume a culpa.

Estaremos atentos.

Oremos!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Justiça torna Patrícia Lélis, que acusou Feliciano de estupro, ré por extorsão e denunciação caluniosa

Se condenada, a jornalista Patrícia Lélis poderá cumprir pena que varia entre 6 e 20 anos de prisão

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia feita contra a jornalista Patrícia Lélis pelo Ministério Público (MP) após a Polícia Civil indiciá-la por denunciação caluniosa e extorsão contra o então assessor do pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP).
O juiz Carlos José Zulian agendou o interrogatório de Patrícia Lélis para o próximo dia 25 de maio, às 15h00, assim como o depoimento das testemunhas do caso. Nessa ocasião, caso o magistrado entenda que o caso foi esclarecido e a jornalista é culpada, ele já poderá emitir a sentença. As penas previstas vão de 6 a 20 anos de prisão.
A denúncia feita pelo MP e acolhida pela Justiça considera que Patrícia Lélis mentiu à Polícia Civil em agosto de 2016, quando alegou ter fugido de cativeiro preparado por Talma Bauer, então chefe de gabinete de Feliciano. Na mesma ocasião, acusou o pastor de estupro.
O Boletim de Ocorrência, registrado no 3º Distrito Policial (DP), abriu a possibilidade de investigação do caso, e o ex-assessor chegou a ser preso em flagrante, mas após prestar depoimento, foi liberado. Durante a averiguação dos fatos, o delegado Luiz Roberto Hellmeister chegou à conclusão de que a jornalista havia mentido.
De acordo com informações do G1, a 1ª Promotoria Criminal também acusou Patrícia Lélis de cobrar dinheiro de Bauer para gravar vídeos em São Paulo desmentindo a acusação de tentativa de estupro que ela fez contra o pastor Marco Feliciano. Segundo Bauer, o valor pago à jornalista foi R$ 20 mil, através de um amigo dela.
A eventual condenação de Patrícia Lélis nesse caso não elimina a investigação feita pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o pastor Feliciano, no caso em que ela o acusa de tentativa de estupro em Brasília. O caso corre em segredo de Justiça, e as partes não podem comentar detalhes sobre o caso.
No dia e hora em que a jornalista acusou o pastor pelo crime, Feliciano estava sendo recebido pelo ministro do Trabalho para uma reunião, e as câmeras da sede do Ministério o filmaram chegando ao local e saindo, posteriormente, para as sessões que a Câmara dos Deputados realizaria naquele dia.

Prisão

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva de Patrícia Lélis em setembro passado, quando ela foi indiciada por denunciação caluniosa e extorsão. No entanto, tanto o Ministério Público quanto a Justiça entenderam que tal medida era desnecessária. A defesa da jornalista, então, pediu a anulação do inquérito que a indiciou, mas a Justiça negou.
Procurada pelo portal de notícias da Globo, a jornalista afirmou, por e-mail, que o delegado Hellmeister não tem uma conduta exemplar, e insinuou que isso tire sua legitimidade no caso.
“O delegado que fez tal acusação carrega nas costas crimes bárbaros que aconteceram dentro da sua delegacia, como por exemplo o caso da Verônica Bolina, que foi brutalmente agredida dentro da própria delegacia”, escreveu, fazendo referência a um travesti que foi espancado em 2015.
"Tenho testemunhas que estavam presentes na delegacia, que vão dar testemunho ao meu favor, dizendo sobre a conduta do delegado, e sobre os inúmeros xingamentos que se refere a mim", acrescentou Patrícia Lélis, sem comentar com objetividade as acusações de denunciação caluniosa e extorsão.
Uma das advogadas de Patrícia Lélis, Ana Ruas, afirmou que "a defesa confia no trabalho do judiciário, que fará uma análise pormenorizada dos fatos, respaldado nas provas devidamente produzidas durante a instrução criminal, sempre sob o crivo do contraditório e assegurados os princípios constitucionais assegurados pelo estado democrático de Direito".
Ana Ruas divide a tarefa de defender Patrícia Lélis com a advogada Livia Novak, e reiterou sua confiança de que o caso será julgado de forma justa: "Vamos esperar o judiciário, que é ele que tem o poder de julgar o certo e o errado nesse momento", concluiu Ruas.
Fonte: Gospel+

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Em coletiva Lula diz ser honesto: “Só Jesus ganha de mim”

Ex-presidente Lula voltou a usar a religião como argumento para se defender

Denunciado nesta quarta-feira (14) pela força-tarefa da Lava Jato, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu se pronunciar publicamente sobre o assunto durante uma transmissão pela internet.
Na sede da CUT, em São Paulo, cercado de aliados, ele fez um discurso de mais de uma hora, onde voltou a negar que tenha comandado o esquema de corrupção na Petrobras. Para o Ministério Público, o petista foi responsável, junto com a empreiteira OAS, pelo desvio de ao menos R$ 87,6 milhões da maior estatal do país.
Como sempre, insistiu que trata-se de uma questão política forjada pelos seus inimigos. “Estou orgulhoso de saber que a perseguição a mim é por causa das coisas boas que fiz para o país”, afirmou enquanto era aplaudido pelos presentes.
Entre várias declarações dúbias, afirma que nada foi provado contra ele. Não mencionou os documentos apreendidos pela Polícia Federal nem as delações de empresários e políticos que estão presos e sempre citam sua participação decisiva nos desvios e pagamentos de propinas.
“Não é que somos mais honestos que ninguém. É que nós tiramos da sala o tapete que escondia a corrupção neste país. Vale para o PT e para qualquer outro partido”, esbravejou, sem esclarecer se concordava com a prisão de três ex-tesoureiros da sua agremiação política.
Com sua retórica peculiar, comparou-se a vários ex-presidentes como Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Mas ao falar de sua honestidade se exacerbou. “Acho que só ganha de mim aqui no Brasil, Jesus Cristo. Pense num cabra conhecido e marcado nesse país”, assegurou.

Comparação recorrente

O coitadismo de Lula e seu uso de metáforas religiosas são conhecidos. Em 2010, durante a primeira campanha de Dilma Rousseff a presidência, fez a seguinte comparação: “Essa mulher (Dilma) foi barbaramente torturada. Não existe nada mais grave que o ser humano possa fazer com o outro do que torturar. Vocês sabem porque Jesus Cristo foi torturado”.
Poucos meses depois, ainda em campanha, comparou a si mesmo: “Meu corpo estaria mais arrebentado que o corpo de Jesus Cristo depois de tantas chibatadas”. Era uma menção às acusações que já envolviam seu nome durante o escândalo do mensalão.
Em 2014, durante um comício onde pedia votos para a reeleição de Dilma, Lula fez novamente esta comparação. Ao mesmo tempo que atacava os políticos do PSDB, se vitimizou: “Outro dia eu falei para eles: vocês são mais intolerantes que Herodes, que mandaram matar Jesus Cristo com medo de ele se tornar o que virou”.
Um ano depois, com Dilma já reeleita e os escândalos do petrolão sendo veiculados a todo momento, voltou a usar a analogia e alegar perseguição injusta.
Falando sobre os primeiros petistas presos, ex-presidente disse: “Eu lembro quando Herodes mandou marcar todas as crianças. E Maria e José tiveram que fugir com Jesus Cristo. Ele ficou 30 anos que a gente não sabe o que aconteceu na vida dele. Quando ele voltou, em três anos transformou a história da humanidade. E o que fizeram com ele? Crucificaram”.

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Acusação contra Marco Feliciano: Polícia de SP pede a prisão de Patrícia Lelis

Estudante foi indiciada por extorsão e mentir à investigação, afirma delegado

A Polícia Civil de São Paulo indiciou formalmente Patrícia Lelis, de 22 anos, por mentir à investigação e extorquir dinheiro de Talma Bauer, ex-assessor do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC/SP), noticia o portal G1.  O delegado Luiz Roberto Hellmeister, que investiga o caso, anunciou que pediu à Justiça a prisão preventiva da suspeita.
Concluído na semana passada, o inquérito apontou os crimes que a estudante teria cometido contra Bauer, que também é policial aposentado. “O inquérito foi concluído na última sexta-feira [2] e foi relatado à Justiça com o indiciamento formal da jornalista pelos crimes de denunciação caluniosa e extorsão contra o assessor do deputado”, disse Hellmeister, titular do 3º Distrito Policial (DP).
O policial também requereu a prisão de Patrícia, para que ela responda ao eventual processo. “Pedi a prisão porque ela destrói as pessoas que estão ao redor dela. Não só agora como no passado, quando apontou um inocente como estuprador em Brasília. Aqui ela quase destruiu a vida do policial [Bauer]. Ela representa risco à sociedade por mentir e causar danos a diversas pessoas”, assegurou ele ao G1.
O caso será analisado pela Justiça no Fórum João Mendes, no centro de São Paulo, onde algum juiz poderá decretar a prisão de Patrícia. Até o momento isso não aconteceu.
A advogada de Lelis, Rebeca Novaes Aguiar, confirmou que a conclusão do inquérito policial pede a prisão de sua cliente, mas não se posicionou oficialmente ainda. Ao longo de todos os desdobramentos do caso, Patrícia sempre negou as acusações contra si, de extorsão e denunciação caluniosa de Bauer.
Como Patrícia acusa Feliciano de ter tentado estuprá-la na capital federal e o político tem foro privilegiado, esse caso é investigado em outro processo, conduzido pela polícia do Distrito Federal. Após chegar à Procuradoria-Geral da República (PGR), o procurador Rodrigo Janot solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito que investigará a queixa de abuso sexual.

Diagnostico de ‘mitomania’

Em 19 de agosto, o portal G1 publicou o laudo de uma psicóloga de Brasília, onde ela afirma que Patricia Lelis possui um transtorno de personalidade que faz com que minta compulsivamente, conhecido como “mitomania”.
Após o recebimento dos documentos, frutos de uma outra investigação de estupro não comprovado em Brasília, o delegado Hellmeister afirmou: “Ela é mentirosa compulsiva.” Na época, a doutora Rebeca confirmou que uma psicóloga mencionou, em um depoimento em Brasília, que a jovem pudesse ter “mitomania”. Contudo, essa não era uma análise conclusiva.
A advogada alega que a psicóloga pertencia a uma igreja evangélica que Patrícia procurou após ter denunciado um estupro sofrido quando ela tinha 15 anos. “Foram duas sessões só”, minimizou Rebeca. “Não existe no inquérito laudo técnico que demonstre que ela tenha mitomania.”
Para a polícia foi determinante a análise das gravações do hotel onde Patrícia estava e o testemunho de pessoas envolvidas no caso. Grande parte desse material acabou vazando para a imprensa e está disponível na internet. Os investigadores acreditam que não provas de que a jovem tenha sido sequestrada nem mantida em cárcere privado, como alega.
Caso seja condenada, Lelis pode pegar de seis a 20 anos de prisão, segundo as penas previstas para os crimes de denunciação caluniosa e extorsão. Ainda segundo o delegado, prosseguem as investigações de Patrícia por ameaça, uma vez que ela aparece numa gravação ordenando que Bauer matasse Artur Magabeira, que teria recebido 50 mil reais em seu nome e repassado apenas 10 mil. Bauer, que também é policial civil aposentado, e se recusou a obedecer Patrícia.
O deputado pastor Marco Feliciano (PSC/SP) sempre alegou inocência, e pediu que as pessoas não o julgassem “antes do tempo”, pois provaria sua inocência.
Fonte: Gospel Prime
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