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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

McDonald’s anuncia que deixará políticas de diversidade nos EUA



Outras grandes empresas reduziram o apoio à ideologia progressista, incluindo a defesa LGBT.


McDonald’s se tornou a mais recente grande corporação a anunciar o fim de algumas metas de diversidade nos Estados Unidos. A decisão foi anunciada na última segunda-feira (6). O recuo da rede acontece após a Suprema Corte ter proibido a ação afirmativa em admissões universitárias em 2023.

Com a decisão, o McDonald’s vai abandonar objetivos específicos para cargos de liderança sênior. Também será encerrado o programa que incentivava fornecedores a desenvolverem treinamentos de diversidade e aumentarem o número de minorias em posições de comando.

Está prevista ainda a suspensão da participação em pesquisas externas, incluindo levantamentos sobre inclusão de funcionários LGBT. As informações são do Poder360.

Apesar do anúncio, a rede disse que vai manter o compromisso com inclusão e força de trabalho diversificada. A nova medida visa adaptar as políticas da empresa ao novo cenário.

"Estamos aposentando a definição de metas de representação aspiracionais e, em vez disso, mantendo nosso foco em continuar a incorporar práticas de inclusão que fazem nosso negócio crescer em nossos processos e operações diárias", afirmou a carta. "Estamos pausando pesquisas externas para focar no trabalho que estamos fazendo internamente para fazer o negócio crescer. Estamos aposentando o compromisso mútuo da Supply Chain com DEI em favor de uma discussão mais integrada com fornecedores sobre inclusão, no que se refere ao desempenho do negócio."

Outras empresas que reduziram o apoio à ideologia progressista, incluindo políticas DEI (diversidade, equidade e inclusão) e defesa LGBT, são: Tractor Supply Co, John Deere, Harley-Davidson, Jack Daniel’s, Lowe’s e Ford Motor Company.

A resistência à adoção de ideologias progressistas, incluindo DEI , defesa LGBT e "wokeness", se materializou na forma de queda nos lucros de empresas como a Bud Light , que fez parceria com o influenciador transidentificados Dylan Mulvaney, e a Target , que defendia produtos relacionados a LGBT para crianças e vendia maiôs "amigáveis" para meninos e homens que queriam usar trajes de banho femininos.


Folha Gospel com informações de Pleno News e The Christian Post

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Suíça: Pessoas “sem religião” ultrapassam os religiosos pela primeira vez


Nos últimos 50 anos, a proporção de "nenhuma" afiliação religiosa entre a população suíça tem crescido constantemente.


Pela primeira vez na história suíça, o número de pessoas sem afiliação religiosa superou aqueles que seguem uma religião, conforme indicado pelas estatísticas do Serviço Federal de Estatística Suíço (FSO).

Em 2022, aqueles sem filiação religiosa, com uma proporção de 34%, ultrapassaram numericamente os católicos romanos (32%) e os protestantes reformados (21%), grupos que vêm diminuindo em tamanho nos últimos anos.

Os entrevistados restantes indicaram ser muçulmanos (5,9%) ou pertencer a outras comunidades cristãs (5,6%).

Ao longo das últimas cinco décadas, a parcela da população suíça identificada como "nenhuma" afiliação religiosa tem experimentado um crescimento constante. Partindo de apenas 1% em 1970, essa proporção alcançou 20% em 2010 e, desde então, aumentou mais de 13 pontos percentuais.

Região, idade e sexo

As estatísticas revelam variações significativas de cantão para cantão [região administrativa suíça]. Nas cidades de Basileia (56%) e Neuchâtel (53%), a maioria da população não possui afiliação religiosa, contrastando com os cantões centrais da Suíça, como Nidwalden (24%), Obwalden (22%) e Uri (19%), onde a proporção é inferior à metade.

A menor percentagem de não crentes é observada no Cantão de Appenzell Innerrhoden (15%), que mantém uma forte tradição católica romana.

Os indivíduos sem filiação religiosa, identificados como "nenhum", também apresentam uma distribuição etária distinta.

Apenas 16% daqueles com 75 anos ou mais não possuem afiliação religiosa. Em termos proporcionais, a faixa etária mais expressiva para pessoas sem filiação religiosa situa-se entre os 25 e 34 anos, totalizando 42%. Além disso, a ausência de afiliação religiosa é mais prevalente entre os homens, representando 36%, em comparação com as mulheres, que correspondem a 31%.

Razões para abandonar a religião

O estudo indica que uma parcela significativa só abandonou a religião em fases mais avançadas da vida. Aproximadamente metade deles tinha anteriormente filiação à Igreja Católica Romana, enquanto 40% eram membros da Igreja Protestante (ERKS nacional).

A razão principal para a renúncia é a perda de fé ou a ausência dela, conforme indicado pelo estudo (15% e 17%, respectivamente). Outro terço não estava de acordo com as declarações e opiniões sobre determinadas questões da comunidade religiosa à qual pertenciam.

Além disso, pouco menos de um terço das pessoas sem filiação religiosa se identificam como algo ou definitivamente espirituais.

A religião ou espiritualidade também têm um papel considerável ou muito importante em algumas situações para pessoas sem afiliação religiosa, como em momentos difíceis da vida (28%) ou em casos de doença (22%). Aproximadamente 30% desses indivíduos não acreditam em um ou mais deuses, mas sim em um poder superior.

Evangélicos: qual é a nossa missão aqui

Com base nestes dados, os cristãos evangélicos que são membros de igrejas livres, incluindo batistas, irmãos, pentecostais, independentes, entre outros, estão agrupados dentro dos 5,6% das "outras comunidades cristãs".

O codiretor da Aliança Evangélica Suíça declarou ao Evangelical Focus em 2020 sua observação sobre o processo de secularização "rápido e radical" na Suíça.

De acordo com Andi Bachmann-Roth, aproximadamente 200 mil evangélicos estão presentes na Suíça, em uma população total de mais de 8,7 milhões de pessoas.

"Percebemos que agora somos minoria e isso às vezes pode levar à frustração. Mas em todo este recuo vejo sobretudo uma oportunidade. Obriga-nos a perguntar-nos novamente: por que estamos aqui como cristãos? E qual é a nossa missão?", disse nesta entrevista.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

O ‘abandono consciente’ da Igreja é a nova tentação



“Desiludidos” e “hesitantes” estão deixando o santuário ou vagando do lado de fora. Mas em que momento eles realmente saíram?


Por MATTHEW BATES

Tenho um amigo que se afastou da igreja durante seus anos de faculdade. Primeiro, seu envolvimento com a igreja tornou-se esporádico. Então, ele parou de frequentar eventos que tivessem culto de adoração ou promovessem a comunidade cristã. Por um tempo, ele continuou a dizer que era cristão. Um ano depois, ele abandonou o rótulo.

Alguns podem pensar que ele ainda é cristão, porque um dia “foi salvo” e batizado. Ele não pensa assim. Eu também não. Independentemente da teoria de salvação que a pessoa siga, está claro que, embora Deus não tenha desistido dele, ele abandonou a igreja.

Meu amigo não está sozinho. Ele está entre os muitos que estão convencidos de que pode haver algo de significativo em toda essa história de Jesus, mas que se desconectaram da comunidade cristã.

Segundo uma projeção, “as pessoas que dizem não ter uma identidade religiosa — embora muitas ainda adotem algumas crenças cristãs e se envolvam em várias práticas espirituais — devem aumentar de cerca de 30% hoje para até 52% em 50 anos”, escreve Daniel Silliman, repórter da CT, em resposta a dados recentes do Pew Research Center.

A pandemia também faz parte do cenário da fé na América. Em “O crescimento dos ‘hesitantes’ na igreja evangélica”, Mike Moore, que escreve para a CT, sugere que, assim como a COVID-19 expôs as deficiências de nossos sistemas e relacionamentos, “essa mesma revelação em escala acelerada recaiu sobre a igreja, revelando um grande declínio no envolvimento congregacional”.

Dados mais recentes mostram que a frequência da maioria das igrejas encontra-se em um nível abaixo do nível pré-pandemia”, escreve ele.

Um estudo divulgado no início deste ano revela que a frequência à igreja caiu 6%, de 34% em 2019 para 28% em 2021.”

Por qualquer que seja o motivo — vida agitada, preguiça, cansaço, desconstrução ou traumas — muitos abandonaram o barco. Por ora.

Alguns dizem que querem permanecer envolvidos em atividades cristãs, mas nunca conseguem fazer isso acontecer, ou dizem que pretendem se engajar novamente, assim que tomarem novos rumos, mas esse futuro ainda não chegou. E talvez nunca chegue.

Fonte: Cristianismo Hoje

sábado, 3 de junho de 2023

4 mil igrejas já abandonaram a convenção Metodista por rejeitarem a teologia inclusiva

Um cisma histórico envolvendo o zelo pela doutrina bíblica está abalando a Igreja Metodista Unida (UMC) nos Estados Unidos, e até agora, mais de 4 mil congregações decidiram se desfiliar da denominação.

As igrejas que mais recentemente confirmaram a desfiliação formam um grupo da região de Baltimore, no estado de Maryland, e da região de Washington, DC.

Ao todo, 23 igrejas submeteram o assunto a votação e a decisão da ampla maioria dos membros foi abandonar a UMC, se juntando a milhares de outras congregações que seguiram o mesmo caminho.

A discórdia

No papel, a Igreja Metodista Unida se mantém conservadora na doutrina, rejeitando a homossexualidade por considera-la "incompatível com o ensino cristão".

O Livro de Disciplina da UMC proíbe a união entre pessoas do mesmo sexo, assim como a ordenação de homossexuais ao ministério pastoral se estes não forem celibatários.

Na prática, gays e lésbicas celebram suas uniões afetivas nos templos e até mesmo sacerdotes assumidamente homossexuais têm sido ordenados ao ministério.

O problema vem se arrastando ao longo dos últimos anos, já que uma ala da UMC quer impor uma mudança da postura oficial.

Em 2020, um grupo de metodistas com diferentes visões teológicas propôs um acordo em que a UMC repassaria fundos para que eles pudessem criar uma nova denominação conservadora sobre o tema da sexualidade, enquanto os progressistas ficariam livres para mudar o Livro de Disciplina e abraçar a teologia LGBT de vez.

Entretanto, por causa da pandemia, essa discussão foi adiada para março de 2022, mas a UMC novamente adiou o debate para 2024, o que causou irritação em muitas congregações, que passaram a romper com a denominação e fundaram a Igreja Metodista Global (GMC).

Em 2022, algumas congregações enfrentaram oposição da UMC para se desfiliar. Em vários estados dos EUA, centenas de outras igrejas levaram adiante suas decisões de se desligar da denominação por não compactuarem com o relativismo diante do liberalismo teológico.

Debandada

Uma das igrejas que optou por abandonar a UMC é a Asbury United Methodist Church, que se tornou conhecida no mundo inteiro por conta de um avivamento iniciado na capela da faculdade, episódio que ficou conhecido como o "Avivamento de Asbury".

Nesse ambiente de divisão, a lista de igrejas que decidiram sair da UMC vem crescendo, mesmo com o risco de essas congregações enfrentarem processos longos e custosos. Por isso, estão optando por se afastar da UMC para defenderem a doutrina bíblica.

Segundo informações do portal The Christian Post, é esse o caso das igrejas que votaram pela saída da Conferência UMC Baltimore-Washington e deverão pagar quase US$ 11 milhões de indenização, valor correspondente a 50% das propriedades onde estão os templos. Há divergências sobre a forma e o prazo para essa quitação, o que deve levar as igrejas aos tribunais.

Fonte: Gospel+

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